24.11.13

Bater Bolas


Hoje é dia de bater bolas e responder a algumas das questões que nos enviaram esta semana. E hoje temos uma incontornável: as lesões de Derrick Rose, Andre Iguodala e Marc Gasol. Depois dessa sexta feira negra, foram muitas as questões que recebemos sobre as mesmas e, em particular sobre a lesão de Derrick Rose e as implicações da mesma no futuro do jogador e dos Bulls. Vamos lá então:


Começando pelas lesões de Andre Iguodala e Marc Gasol:

O jogador dos Warriors teve uma distensão muscular na coxa e o jogador dos Grizzlies teve um entorse no joelho. Nenhuma das lesões é muito grave e nenhum deles precisa de cirurgia. É claro que o tempo de recuperação depende sempre da gravidade e extensão do estiramento/entorse e pode variar de pessoa para pessoa (há pessoas que saram mais rápido, outras que demoram mais tempo), mas nenhum deles deve perder muito tempo de competição.

Marc Gasol tem um entorse de 2º grau e o tempo médio de recuperação neste tipo de lesões é de 6 a 8 semanas. Por isso, o poste dos Grizzlies deve estar de volta lá para meados de Janeiro. Mais do que a tempo de recuperar o ritmo e chegar aos playoffs na melhor forma. É uma baixa importante para os Grizzlies, mas seria mais grave no ano passado, quando não tinham um poste suplente. Este ano têm Kosta Koufos, que não é tão bom como Gasol, obviamente, mas deve segurar as pontas até o espanhol voltar. É uma lesão que vai atrasar a equipa de Memphis e pode custar-lhes um ou dois lugares na tabela no fim da temporada regular, mas não lhes estraga a temporada.

Iguodala deve ficar de fora ainda menos tempo, com o tempo de recuperação deste tipo de lesões a variar entre as 2 e as 4 semanas. Por isso, daqui a um mês (ou menos) Iggy deve estar de volta. Até lá, Harrison Barnes vai ocupar o lugar de Iguodala no cinco inicial e a sua lesão não deve ser mais que uma pequena lomba no caminho dos Warriors.



Já a lesão de Derrick Rose é a mais grave das três. O base dos Bulls tem uma rutura no menisco medial do joelho direito (no outro joelho, portanto; a lesão anterior foi no esquerdo) e vai precisar de ser operado para reparar (suturar) o menisco.

O menisco é a cartilagem que fica entre a cabeça da tíbia e a cabeça do fémur e funciona como uma almofada. Encaixa os dois ossos e amortece o impacto entre estes.

Rose rasgou o "medial meniscus"

Podem ver também a explicação do doutor Robert Klapper, que operou Blake Griffin quando este teve uma lesão semelhante em 2012:


Por isso, a operação de Rose é uma boa notícia. Quando ele saiu agarrado ao joelho e abandonou o pavilhão de muletas, temeu-se o pior e que pudesse ter rompido outra vez um ligamento. Felizmente, esse cenário de pesadelo não se confirmou. Depois, quando se soube que tinha "apenas" uma rutura no menisco, havia a questão do local e da gravidade da rutura. Se fosse muito grave e/ou num local que não pudesse ser reparado, esse bocado do menisco teria de ser cortado, o que poderia encurtar a carreira do jogador.

Mas, felizmente para a carreira do jogador a longo prazo, as notícias de que Rose vai reparar o menisco significam que é possível reparar. Infelizmente para esta temporada, a reparação do menisco tem um tempo de recuperação mais longo.


Portanto, possíveis 8 a 10 semanas de recuperação. O que o pode colocar a regressar lá para finais de Fevereiro, inícios de Março. Ainda a tempo de terminar a temporada regular e a tempo dos playoffs. Isto no melhor cenário possível e se Rose não tiver nenhuma complicação na recuperação (Westbrook, por exemplo, teve uma lesão semelhante nos playoffs do ano passado, precisou mais tarde de uma artroscopia e só regressou à competição em Novembro, passados 5 meses).

Por isso, no pior cenário possível, Rose pode perder o resto da temporada, o que colocará fim às aspirações dos Bulls de lutar pelo título (ficam em pior situação que no ano passado, pois este ano nem têm Nate Robinson para substituir Rose no papel de atacar o cesto). E no melhor cenário possível, com Rose a regressar em Fevereiro/Março, vai sempre precisar de tempo para voltar (se voltar) à melhor forma (e vimos como ele ainda estava enferrujado e longe do seu melhor neste início de temporada) e os Bulls podem não ter o Rose de antes (o seu MVP) este ano.

Em qualquer dos cenários, é um grande passo atrás para esta equipa e um obstáculo que se pode revelar impossível de ultrapassar este ano.

23.11.13

A primeira chicotada da época?


Estas palavras de Kevin Garnett depois da derrota pesada de ontem (que deixa os Nets com um já preocupante recorde de 3-9) não podem augurar nada de bom para Jason Kidd:


"A direcção vai provavelmente fazer o que tem de fazer"? Será que os jogadores dos Nets já perderam a confiança nele e estão à espera que ele seja despedido? 

Já tinhamos dito no nosso Boletim de Avaliação dos Nets que a aposta em Kidd era arriscada e que, por muito bom jogador e líder em campo que ele tivesse sido e por muito bom treinador que ele pudesse ser (ou vir a ser), precisava de tempo para aprender a função e para adaptar-se à mesma. E, com uma equipa tão veterana, tempo é coisa que os Nets não têm muito. E é coisa que Kidd também pode não ter  muito mais.

22.11.13

Um MVP e uma defesa


Os Clippers têm o primeiro, mas falta-lhes a segunda. Porque tem sido um início de temporada de extremos (não daqueles que jogam, mas daqueles que são contrários e estão em lados opostos) para a equipa de Los Angeles. De um lado, o ataque da equipa e a prestação de Chris Paul. Do outro, a defesa da equipa e, em particular, a prestação de DeAndre Jordan nesse lado do campo. No primeiro, tem sido um início de época do melhor da liga. Infelizmente, do outro, tem sido do pior.


Ontem, CP3 fez mais um duplo-duplo de pontos e assistências (vão 13 seguidos; conseguiu-o em todos os jogos até agora) e anda em digressão desde o início da temporada com o seu recital de "como-jogar-a-base". Paul está a ser, de caras, o melhor base do campeonato e a jogar a um nível de MVP ("O" MVP até agora e, a continuar assim, será um sério candidato ao prémio): 19.3 pts, 12.5 ast, 5.2 res e 2.5 rb. 

Praticamente 20 pontos e mais de 12 assistências por jogo! São 55 pontos que Paul produz por jogo (pelo menos, porque muitas das assistências são para três pontos)! E isto sem contar com as "hockey assists" (o passe que origina uma assistência; e Paul faz muitos desses, quando inicia a acção e liberta um jogador que depois assiste) e com os roubos de bola, que dão origem a mais pontos. São mais de 60 pontos pelos quais Paul é responsável directo.

Tudo isso com uma grande eficácia. Paul está praticamente com 50% em lançamentos de campo (49.3%), com 94.8% da linha de lance livre e com um PER de 26.8 (recorde-se que a média da liga é 15). 

E não só mas também por isso, a equipa está com um dos melhores ataques do campeonato: 107 pts/jogo (2ºs melhores, atrás dos Rockets) e 110 de OffRtg (4ºs). A evolução no ataque deve-se muito à chegada de mais atiradores (Redick e Dudley, que, como prevíamos no nosso Boletim de Avaliação dos Clippers, encaixam melhor e abrem espaço para Griffin operar no interior e para Paul penetrar e manobrar nos pick and rolls) e têm armas de todo o lado (no interior, a poste baixo, no pick and roll, nas penetrações, no perímetro, ...), mas CP3 é o maior responsável e o maestro que dirige todas as peças.

Bom o ataque e muito bom Chris Paul. Mas muito má a defesa. 

Que está no extremo oposto em todos os indíces. Antepenúltimos em pontos sofridos por jogo (105.1) e em DefRtg (107.8 pts sofridos por cada 100 posses de bola). A bipolaridade da equipa fica bem clara neste quadro com as estatísticas deles e dos adversários (nos primeiros lugares da liga em tudo o que é estatística ofensiva e depois é só dígitos na casa dos 20 em tudo o que é estatística defensiva):


E Blake Griffin e DeAndre Jordan têm sido os maiores responsáveis por essa defesa medíocre.

Chris Paul é um dos melhores bases defensivos da liga (não só nos roubos de bola, é também um dos melhores bases a passar em bloqueios e, com praticamente todas as equipas a usarem pick and rolls nos seus movimentos ofensivos, isso é um aspecto fundamental da defesa para qualquer base), JJ Redick e Jared Dudley não são grandes defensores, mas conseguem fazer um trabalho decente a manter-se à frente dos jogadores que defendem, e o pior tem sido lá atrás. A quantidade de vezes que Griffin e Jordan falham nas rotações defensivas e/ou chegam atrasados às ajudas chega a ser embaraçosa para uma equipa e para jogadores deste nível.

E, nesse particular, DeAndre Jordan, como última linha de defesa e o jogador normalmente responsável por fechar o meio e sair aos penetradores, tem sido o elo mais fraco desta defesa. Está muitas vezes desatento e, quando vem dar a ajuda do lado contrário da bola, chega habitualmente atrasado ao meio do campo. No 1x1 não é um mau defensor, mas na defesa sem bola tem sido péssimo. E sem uma alternativa melhor no banco, esta defesa dos Clippers sofre muitos pontos (pontos demais) na área restritiva.


Esse é, de longe, o aspecto em que os Clippers (e DeAndre Jordan) mais têm de melhorar se querem ter uma defesa como deve ser. Todas as grandes defesas têm uma âncora defensiva lá atrás (jogadores como Roy Hibbert, Marc Gasol, Joakim Noah, Dwight Howard, Tyson Chandler) e se os Clippers aspiram a ir longe, precisam que DeAndre Jordan seja muito melhor nessa parte do jogo.

Há razões para optimismo, no entanto. Nos últimos jogos, há sinais de progresso e Blake Griffin e DeAndre Jordan parecem mais focados e melhor posicionados. Estão a fazer melhor as rotações defensivas e Jordan não está a chegar tão atrasado às ajudas no meio do campo.

Mas ainda é um work-in-progress e ainda estão muito longe de ser uma defesa de topo. O trabalho dos Clippers vai a meio. Para já, têm um MVP (e um ataque), mas ainda não têm uma (boa) defesa. E vão precisar dela para terem qualquer hipótese de lutar por um título.

21.11.13

Questionário SeteVinteCinco


Desde o primeiro dia do SeteVinteCinco que tentamos dar-vos uma dose diária de NBA e trazer-vos artigos e conteúdos originais e interessantes sobre a melhor liga de basquetebol do mundo. E como já dissemos muitas vezes, isto sem vocês não tem a mesma piada. Desde esse primeiro dia que as vossas opiniões, contribuições e sugestões são bem vindas e agora pedimos a vossa ajuda para continuar a evoluir e a melhorar o SeteVinteCinco.


Por isso, dispensam-nos cinco minutos do vosso tempo para responder a um pequeno questionário (é mesmo pequeno e não demora mais de cinco minutos a responder!) sobre este nosso/vosso blogue?

São cinco perguntinhas rápidas (sobre o que gostam, o que não gostam, o que mudavam) que podem responder clicando no link abaixo e as respostas são anónimas, por isso não se acanhem (mesmo que não fossem, também não era razão para se acanharem).


Obrigado desde já pela vossa colaboração e por nos ajudarem a tornar o SeteVinteCinco cada vez melhor.

19.11.13

Fazer falta ou não fazer falta, eis a questão


É uma das discussões frequentes entre quem segue a NBA e uma discussão recorrente nas transmissões da Sport TV: uma equipa está a ganhar por 3 pontos nos últimos segundos do jogo e a equipa adversária tem a posse de bola. Deve a equipa que está a ganhar fazer falta para impedir um triplo (dando à outra equipa dois lances livres e a oportunidade de fazer apenas dois pontos) ou deve defender a posse de bola?

Para o Luis Avelãs, não há discussão: deve-se fazer falta e ponto final (e os treinadores da NBA são todos uns burros por não fazerem). Mas a questão está longe de ser assim tão simples. Ontem tivemos essa situação no final do Thunder x Nuggets. Com 3.9 segundos para jogar e os Thunder à frente por três, Derek Fisher fez falta sobre Ty Lawson assim que ele recebeu a bola e antes que este conseguisse armar um lançamento. Foi uma situação que não vemos muitas vezes na NBA e, aparentemente, a decisão correcta naquela situação (o jogo ficou longe de estar decidido aí, mas já lá vamos). Então porque não fazem isso mais vezes?


Antes de mais, havia alguma resistência de alguns treinadores em relação a essa estratégia, que viam como anti-desportiva. Mas ninguém pensa que é anti-desportivo fazer falta para parar o cronómetro quando se está atrás, e fazer faltas no último minuto de jogo e meter o adversário na linha de lance livre é uma estratégia generalizada. Por isso, porque seria anti-desportivo quando se está à frente? Logo, essa questão filosófica não tem, na nossa opinião, razão de ser e está, de resto, a ser ultrapassada e abandonada pela maioria da liga. Cada vez mais treinadores não têm qualquer problema em fazê-lo. Então porque não vemos isso acontecer mais vezes?

Porque, mesmo pondo de parte a questão filosófica, a questão táctica está longe de ser simples. Por várias razões:

Primeiro, depende de quantos segundos faltem para acabar o jogo; com mais de 10 segundos para jogar, há tempo suficiente para a outra equipa marcar os lances livres e fazer falta a seguir. A equipa que está à frente vai para lance livre e na posse de bola seguinte volta e encontrar-se perante o mesmo cenário. Volta a fazer falta e os outros voltam a fazer falta também e a situação pode repetir-se até acabar o tempo de jogo. E a equipa que está à frente entra num desnecessário e sempre arriscado concurso de lances livres. Por isso, muitas equipas (com razão) preferem defender uma posse de bola a entrar nesse concurso.

Portanto, esse cenário de fazer falta só é opção se estivermos mesmo nos últimos segundos do jogo (Stan Van Gundy punha o limite nos 6'', Phil Jackson nos 5'', por exemplo) e fôr mesmo a última posse de bola do jogo. E mesmo nesse cenário, a situação pode tornar-se imprevisível (ontem tivemos um exemplo disso: depois da falta de Derek Fisher, em 3'' ainda tivemos mais 3 posses de bola - uma para os Thunder e duas para os Nuggets - e a falta de Fisher não impediu os Nuggets de terem uma chance de ganhar).

Depois, e relacionado com a primeira razão, depende se a outra equipa ainda tem descontos de tempo ou não; se não tiver, mesmo que tenham tempo para fazer falta a seguir aos seus lances livres, na posse de bola seguinte terão de repor a bola na linha de fundo (ou ganhar o ressalto) e atravessar o campo todo para conseguir um lançamento. Por isso, fazer falta só é hipótese se faltarem menos de 5 ou 6 segundos e/ou se a outra equipa não tiver mais descontos de tempo.

E por último, pela regra da continuação no acto de lançamento. Fazer intencionalmente falta a um jogador longe da bola está fora de questão, porque uma off ball foul (a um jogador que não está a participar na acção que se desenrola junto à bola) dá direito a lance livre e posse de bola (nos dois últimos minutos de jogo, não há hack-a-ninguém). Por isso, a falta tem de ser ao portador da bola (ou ao bloqueador ou um jogador que esteja a participar na acção junto à bola). E isso, com a regra de continuação da NBA, não é tão fácil de fazer como parece. Como vimos no jogo Knicks x Rockets da passada quinta-feira:


James Harden fez falta sobre Carmelo, mas os Rockets tiveram muita sorte de os árbitros não terem dado continuação e ser uma jogada de possíveis 4 pontos. O árbitro explicou depois que marcou falta no primeiro contacto de Harden, quando Anthony ainda estava de costas para o cesto e por isso não houve continuação. Mas foi uma decisão à justa e que podia ter caído facilmente para o outro lado e saído pela culatra à equipa de Houston.

Por isso, e essa é a regra que muitos treinadores transmitem aos jogadores, fazer falta apenas se o jogador estiver de costas para o cesto. Se ele estiver de frente para o cesto o risco de conseguir três lances livres é grande.

Portanto, fazer falta ou não fazer falta quando se está à frente por 3? Depende das circunstâncias e, mesmo quando estas são ideais, é preciso cuidado ao optar por essa estratégia. Porque, como vimos, é uma questão que é tudo menos simples.

17.11.13

Bater Bolas


Depois de cumprido o dever eleitoral para o All Star (podem ver aqui os nossos votos), vamos lá bater umas bolas e responder a algumas das questões que nos enviaram esta semana:

O Miguel Ribeiro e o João Jordão colocam uma questão sobre o mesmo tema, mas em perspectivas radicalmente opostas. O João pergunta se os Lakers não podem ser os Mavs de 2010-11 e quais as reais possibilidades do conjunto de LA fazer um brilharete esta época. Já o Miguel diz que a offseason dos Lakers é capaz de ter sido a pior do ano e pergunta porque não investiram numa mudança total da equipa. 


Começando pela questão do João: não e 0. Os Mavs, em 2010-11, eram uma equipa já bastante boa (que levava dez épocas seguidas com mais de 50 vitórias e tinham terminado em 2º no Oeste em 2009-10) que adicionou um jogador (Tyson Chandler) que a tornou muito boa. Esses Mavs estavam naquele lote de equipas candidatas a quem faltava uma última peça e Chandler revelou-se essa peça que faltava no puzzle.
Estes Lakers de 2013-14 são um plano B, uma equipa de recurso montada em cima do joelho e com jogadores medianos. Podem vir a ser melhores do que esperado, mas pensar que esta equipa pode ir longe nos playoffs (se lá chegarem!) é ir longe demais. A idade parece finalmente ter apanhado Steve Nash, Gasol também já não vai para novo e não é o mesmo jogador de há uns anos, não sabemos como Kobe vai regressar da lesão (grave) e o elenco de suporte é mediano. Por isso, as hipóteses de um brilharete dos Lakers são, na nossa opinião, nenhumas.

O que nos leva à pergunta do Miguel. Essa mudança total vai acontecer na próxima offseason. Mas sim, deviam ter começado já. Só que era impensável abdicarem desta temporada e fazerem tanking. Objectivamente, era o melhor que faziam e deviam ter começado já a reconstrução que vai acontecer na próxima temporada. Sabemos que essa reconstrução vai ser feita pela free agency e com o espaço salarial gigante que vão ter, mas assim ainda lhe juntavam mais uma escolha alta no draft (e se há draft em que valia a pena ter uma é neste próximo). E uma futura estrela e mais a (ou as) que conseguirem na free agency não era uma má forma de começar a reconstruir. 

Mas era muito difícil fazerem isso. Porque Kobe nunca aceitaria, porque os fãs também não o aceitariam bem  e porque não faz parte da cultura da equipa e na própria organização isso é algo que não é visto como digno duma equipa com a história dos Lakers. E é dificil de discordar. Mas sim, pensando de forma completamente racional, era o melhor que tinham feito.


E a propósito de más offseasons, o Ricardo Matias deixa uma questão sobre os seus Thunder. Diz o Ricardo que vê o maior ponto fraco de OKC na posição de poste e até que ponto seria importante trocar Perkins por um poste mais dominador. E porque não o fazem (ou porque não o fizeram na offseason).


Porque não conseguiram enganar nenhuma equipa. De certeza que Sam Presti gostaria de trocar Perkins por um poste melhor, mas era preciso que alguém estivesse disposto a dar outro poste (melhor) em troca de Perkins. Ainda com dois anos e quase 20 milhões de contrato, boa sorte para arranjar uma troca este ano. Na próxima temporada, no último ano de contrato, podem tentar encontrar alguém que fique com ele (pois há sempre procura para contratos a expirar), mas até lá, vão ter de ficar com ele.

Mas os Thunder tentaram reforçar-se no interior através do draft e usaram uma das escolhas num poste (Steven Adams). Reforçaram a profundidade da posição e pensam já, provavelmente, na sucessão de Perkins. O problema é que Adams pode ser um bom sucessor de Perkins, mas no presente não lhes dá nada diferente dos postes que já têm. Continuam a não ter um jogador interior que jogue de costas para o cesto e que seja uma ameaça a poste baixo. 

E mais do que um poste dominador, precisam de um jogador desse tipo, para lhes dar um ataque mais versátil e variado. Sim, o ponto mais fraco é o poste, mas não na defesa. Porque na defesa são bons e é no ataque que precisam de encontrar mais e melhor ajuda para KD e Westbrook.

Portanto, não trocam o Perkins porque provavelmente não conseguem. Agora, porque não fizeram mais na offseason para se reforçarem, isso já tens de perguntar ao Sam Presti (eu também me pergunto o mesmo e a offseason dos Thunder foi a que recebeu pior nota nos nossos Boletins de Avaliação).



Já sabem, enviem as vossas questões por email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook e, aos domingos, responderemos aqui. Pra semana batemos mais umas bolas.

Votações All Star 2014


Já começaram as votações para os titulares do All Star Game. Podem votar em allstarballot.nba.com .
E estes foram os nossos votos:




E vocês, em quem votaram (ou vão votar)?