30.11.13

A melhor vista para o cesto da vitória de Westbrook


Já imaginaram como seria assistir ao vivo e na primeira fila ao cesto da vitória de Russell Westbrook no jogo de ontem à noite? É mais ou menos assim:


29.11.13

Cestos no sapatinho


Se ainda não escreveram a carta ao Pai Natal a pedir a vossa prenda ou se querem uma prenda perfeita para oferecer a alguém (que seja fã de basquetebol, claro), aqui fica uma sugestão:


Um livro de fotos (lindas) de cestos. Em portas de garagem, em quintais, em playgrounds, em campos de terra no meio do nada, são mais de 100 fotografias de cestos de todos os cantos dos Estados Unidos (incluindo os cestos da infância de Kevin Durant, LeBron James, Shaquille O'Neal e Gary Payton, entre outros). Aí fica uma amostra do livro (que podem comprar aqui ou aqui):



28.11.13

Jogar de iPad na mão


Há muito que as equipas da NBA (como tantas equipas e atletas profissionais dos mais variados desportos) recorrem às mais variadas e avançadas tecnologias para melhorar o rendimento dos seus jogadores. Seja nos métodos de treino, na preparação física, na análise estatística, no scouting ou na recuperação de lesões, as equipas e os jogadores armam-se de tudo o que os possa fazer melhores e lhes possa dar vantagem sobre os restantes.

E as sessões de filme são um dos recursos há mais tempo usado por todas as equipas. Nos treinos, antes ou depois dos jogos, para ver o que fizeram bem, o que fizeram mal e o que têm de corrigir, o vídeo é uma parte integral do treino e uma ferramenta que faz parte do dia-a-dia de qualquer equipa e jogador.

Mas agora os Blazers levam-na um passo mais à frente. Se já viram algum jogo da equipa esta época, já devem ter reparado (e se não viram, reparem quando virem): nas paragens de jogo, entre os períodos,  jogadores dos Blazers de iPad na mão a ver imagens desse mesmo jogo.



LaMarcus Aldridge, por exemplo, diz que no fim do 1º período gosta de ver imagens dos minutos iniciais. Diz que costuma ver os seus primeiros lançamentos (e as situações em que e como aconteceram) e de ver como a outra equipa o está a defender e, se estiverem a fazer 2x1, de onde estão a vir as ajudas e quem fica sozinho.

É obvio que o vídeo é muito útil e uma óptima ferramenta de aprendizagem. Para muitos jogadores (e para muitas pessoas), é mais fácil aprender de forma visual do que com conceitos abstractos e é mais fácil explicar situações de jogo e jogadas através de imagens do que através de palavras ou desenhos. Mostrar é, normalmente, melhor do que dizer. 

E as sessões de vídeo são uma das maiores fontes de aprendizagem dos jogadores. Por isso, ter a oportunidade de o fazer durante o jogo e fazer ajustes em função do que se vê só pode ser bom.  Como diz LaMarcus Aldridge, "vídeo é sempre útil, por isso, claro que ver vídeo do jogo que estás a jogar é muito útil e permite corrigir coisas instantaneamente."

Com os avanços tecnológicos e a acessibilidade e portabilidade que os tablets permitem, era uma questão de tempo até alguém encontrar uma forma de usar essa tecnologia. Os Blazers adiantaram-se à concorrência. E com o sucesso que estão a ter esta temporada, a moda é capaz de pegar.

27.11.13

All You Need is Mavs (Ads)


Os Mavs continuam a fazer o que fazem melhor que ninguém na NBA. A equipa de Dallas tem o departamento criativo mais criativo (passe o quase-pleonasmo) da liga e os dois últimos vídeos que saíram de lá não desiludem:




26.11.13

A finta do ano


Não foi na NBA, mas já sabem que abrimos excepções quando é algo imperdível! E esta é muito boa, é a finta do ano:


25.11.13

Rose fora, Kobe dentro


Que dia! Ainda estamos a digerir as duas notícias bombásticas de hoje. Uma que deixou os fãs dos Bulls (e penso que todos os fãs da NBA) tristes, outra que deixou os fãs dos Lakers confusos.



O que acaba com a época dos Bulls como candidatos ao título. É mais uma temporada perdida para a equipa de Chicago, que agora não tem outro remédio que não começar a pensar no futuro e a traçar o plano para as próximas épocas. 

Luol Deng é free agent no fim da época e os Bulls vão ter de escolher entre renovar com Deng ou com Jimmy Butler (que termina contrato em 2014-15). Sem ultrapassar a luxury tax (algo que os Bulls não querem fazer), não conseguem manter os dois. Os Bulls não querem perder Butler (um jovem promissor e, mesmo depois da extensão de contrato, mais barato que Deng), por isso, para não perderem Deng sem receber nada em troca, podem tentar trocar o extremo ainda esta temporada (um contrato a expirar tem sempre procura).

Outra hipótese é amnistiarem Carlos Boozer para tentar renovar com Deng e Butler. Promovem Taj Gibson a power forward titular e procuram um suplente barato (ou mais barato). Podem também ir mais longe e trocar Boozer e Deng para tentar reunir o máximo de peças e escolhas no draft para uma reconstrução. Uma coisa é certa: este grupo não vai continuar junto e um (ou mais) destes três vai sair da equipa. Os Bulls têm decisões a tomar.

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Na outra notícia "wtf?!" do dia, os Lakers anunciaram que renovaram com Kobe por mais duas temporadas:


O que deixou muitos fãs dos Lakers contentes. Até aqui tudo bem. O pior foram os valores: 48 milhões por 2 anos. O que deixou outros tantos fãs dos Lakers a coçar a cabeça. 48 milhões por um jogador de 35 anos (que terá 36 e 37 na duração desse contrato) que vem de uma lesão grave? E porquê agora, quando Kobe ainda não jogou um minuto na temporada e ainda não se sabe como regressará?

É um contrato que garante que Kobe vai teminar a carreira como Laker, é uma prova de confiança da parte dos Lakers e provavelmente um gesto de gratidão e reconhecimento pela carreira de um dos melhores Lakers de sempre, mas um passo que parece muito precipitado.

Primeiro, pela razão que já dissemos. Ninguém pode saber com certeza que Kobe vamos ter quando regressar. Por isso, o melhor era esperar para ver antes de decidir quanto dinheiro queriam (ou deviam) investir nele.
Depois, porque gastar metade do espaço salarial de 2014 em Kobe não é a melhor maneira de montar uma equipa de topo. Assim já não vão ter espaço para dois contratos máximos. Já um vai ser dificil (23 m para Kobe + 12 contratos mínimos = 35; restam 15 milhões, mais coisa menos coisa).

E porque amor com amor se paga. Se esta extensão de contrato foi uma prova de confiança e lealdade da parte dos Lakers, Kobe podia ter retribuido na mesma moeda e aceitado renovar por menos dinheiro para terem uma equipa melhor. Foi o que fizeram Tim Duncan, Dirk Nowitzki, Kevin Garnett e todos os veteranos que perseguem uma última hipótese de lutar por um título. 

Kobe não vai jogar mais dois anos pelo dinheiro. Pois se o que ele quer é ganhar um último anel, tinha feito um muito melhor serviço aos Lakers e a si próprio se aceitasse receber menos para poderem construir uma equipa melhor. Assim, vai provavelmente ser o jogador mais bem pago da liga até ao dia em que se retirar. Mas vai provavelmente ver o sexto anel por um canudo.

24.11.13

Bater Bolas


Hoje é dia de bater bolas e responder a algumas das questões que nos enviaram esta semana. E hoje temos uma incontornável: as lesões de Derrick Rose, Andre Iguodala e Marc Gasol. Depois dessa sexta feira negra, foram muitas as questões que recebemos sobre as mesmas e, em particular sobre a lesão de Derrick Rose e as implicações da mesma no futuro do jogador e dos Bulls. Vamos lá então:


Começando pelas lesões de Andre Iguodala e Marc Gasol:

O jogador dos Warriors teve uma distensão muscular na coxa e o jogador dos Grizzlies teve um entorse no joelho. Nenhuma das lesões é muito grave e nenhum deles precisa de cirurgia. É claro que o tempo de recuperação depende sempre da gravidade e extensão do estiramento/entorse e pode variar de pessoa para pessoa (há pessoas que saram mais rápido, outras que demoram mais tempo), mas nenhum deles deve perder muito tempo de competição.

Marc Gasol tem um entorse de 2º grau e o tempo médio de recuperação neste tipo de lesões é de 6 a 8 semanas. Por isso, o poste dos Grizzlies deve estar de volta lá para meados de Janeiro. Mais do que a tempo de recuperar o ritmo e chegar aos playoffs na melhor forma. É uma baixa importante para os Grizzlies, mas seria mais grave no ano passado, quando não tinham um poste suplente. Este ano têm Kosta Koufos, que não é tão bom como Gasol, obviamente, mas deve segurar as pontas até o espanhol voltar. É uma lesão que vai atrasar a equipa de Memphis e pode custar-lhes um ou dois lugares na tabela no fim da temporada regular, mas não lhes estraga a temporada.

Iguodala deve ficar de fora ainda menos tempo, com o tempo de recuperação deste tipo de lesões a variar entre as 2 e as 4 semanas. Por isso, daqui a um mês (ou menos) Iggy deve estar de volta. Até lá, Harrison Barnes vai ocupar o lugar de Iguodala no cinco inicial e a sua lesão não deve ser mais que uma pequena lomba no caminho dos Warriors.



Já a lesão de Derrick Rose é a mais grave das três. O base dos Bulls tem uma rutura no menisco medial do joelho direito (no outro joelho, portanto; a lesão anterior foi no esquerdo) e vai precisar de ser operado para reparar (suturar) o menisco.

O menisco é a cartilagem que fica entre a cabeça da tíbia e a cabeça do fémur e funciona como uma almofada. Encaixa os dois ossos e amortece o impacto entre estes.

Rose rasgou o "medial meniscus"

Podem ver também a explicação do doutor Robert Klapper, que operou Blake Griffin quando este teve uma lesão semelhante em 2012:


Por isso, a operação de Rose é uma boa notícia. Quando ele saiu agarrado ao joelho e abandonou o pavilhão de muletas, temeu-se o pior e que pudesse ter rompido outra vez um ligamento. Felizmente, esse cenário de pesadelo não se confirmou. Depois, quando se soube que tinha "apenas" uma rutura no menisco, havia a questão do local e da gravidade da rutura. Se fosse muito grave e/ou num local que não pudesse ser reparado, esse bocado do menisco teria de ser cortado, o que poderia encurtar a carreira do jogador.

Mas, felizmente para a carreira do jogador a longo prazo, as notícias de que Rose vai reparar o menisco significam que é possível reparar. Infelizmente para esta temporada, a reparação do menisco tem um tempo de recuperação mais longo.


Portanto, possíveis 8 a 10 semanas de recuperação. O que o pode colocar a regressar lá para finais de Fevereiro, inícios de Março. Ainda a tempo de terminar a temporada regular e a tempo dos playoffs. Isto no melhor cenário possível e se Rose não tiver nenhuma complicação na recuperação (Westbrook, por exemplo, teve uma lesão semelhante nos playoffs do ano passado, precisou mais tarde de uma artroscopia e só regressou à competição em Novembro, passados 5 meses).

Por isso, no pior cenário possível, Rose pode perder o resto da temporada, o que colocará fim às aspirações dos Bulls de lutar pelo título (ficam em pior situação que no ano passado, pois este ano nem têm Nate Robinson para substituir Rose no papel de atacar o cesto). E no melhor cenário possível, com Rose a regressar em Fevereiro/Março, vai sempre precisar de tempo para voltar (se voltar) à melhor forma (e vimos como ele ainda estava enferrujado e longe do seu melhor neste início de temporada) e os Bulls podem não ter o Rose de antes (o seu MVP) este ano.

Em qualquer dos cenários, é um grande passo atrás para esta equipa e um obstáculo que se pode revelar impossível de ultrapassar este ano.