Estão preparados? Parece que Kobe Bryant regressa amanhã! E os Lakers anunciaram-no de forma épica:
7.12.13
6.12.13
Uma tarefa para crescidos
O Jason Kidd ainda é treinador dos Nets? Depois da derrota de ontem com os Knicks, estava mesmo à espera de acordar hoje de manhã e ver as notícias do seu despedimento. Porque o jogo de ontem foi mau demais.
É um facto que a equipa de Brooklyn não tem tido sorte com as lesões, Kidd ainda não teve a equipa toda disponível e o seu cinco inicial ainda não fez dois jogos seguidos. Mas os problemas dos Nets não se explicam só por isso.
Uma coisa era os jogadores disponíveis estarem a jogar o seu melhor e a equipa perder jogos simplesmente porque com os jogadores disponíveis não dava para mais (como os Bulls do ano passado, por exemplo). Uma coisa era faltarem alguns dos melhores, mas os outros estarem a fazer tudo o que podiam e a equipa disponível estar no máximo das suas capacidades. É isso que fazem os bons treinadores, retiram o máximo dos seus jogadores. É isso que faz Gregg Popovich nos Spurs, é isso que faz Tom Thibodeau nos Bulls, é isso que estão a fazer Mike Budenholzer e Brett Brown nos Hawks e Sixers.
E é isso que Jason Kidd não tem feito. Os jogadores disponíveis estão longe do melhor rendimento e aproveitamento e a equipa, mesmo com as ausências, está muito longe do que podia (e devia) fazer.
Porque uma coisa é o talento das peças, outra é o sistema em que são utilizadas. Uma coisa são os jogadores que tens para executar a estratégia (e com jogadores melhores, a execução pode ser melhor), outra coisa é o plano, a movimentação e o que se pretende que as peças façam. E nisso os Nets têm sido uma barafunda. Muitas vezes nem se distingue um objectivo naquilo que estão a fazer. Uma coisa eram estarem a tentar executar uma estratégia ou uma jogada e não conseguirem, outra bem diferente é não se vislumbrar qualquer tentativa de movimentação colectiva.
A movimentação de bola é para lá de má. É, muitas vezes, inexistente. Ontem o ataque dos Nets resumiu-se, basicamente, a 1x1 de Brook Lopez a poste baixo, jogadas de isolamento de Joe Johnson e qualquer um dos outros a fazer entradas para o cesto. Básico demais e mau demais para uma equipa daquele nível.
O que não deixa de ser muito estranho, porque Kidd ao longo da carreira sempre foi um organizador e sempre melhorou a movimentação de bola das equipas onde jogou e, no entanto, os Nets têm sido tão maus nesse departamento.
Do outro lado do campo também não têm sido melhores. A defesa é péssima. Os jogadores são facilmente ultrapassados, as ajudas são lentas e chegam constantemente atrasadas, perdem carradas de ressaltos, são a segunda equipa que mais pontos sofre por jogo (103.4) e estão a sofrer 111 pontos por cada 100 posses de bola (o pior rating defensivo da liga)!
Noutras circunstâncias, numa equipa em reconstrução e onde tivesse tempo para aprender a função e cometer erros pelo caminho, podia valer a pena manter a aposta em Kidd. Mas esse é um luxo que os Nets não têm. Kidd não parece de facto ainda preparado para dirigir uma equipa como esta (com tantas expectativas e que precisa de render no imediato) e quanto mais rápido os Nets admitirem isso e procurarem uma alternativa, mais hipóteses têm de salvar a temporada. Sorry, Kidd, mas se calhar é melhor deixar a tarefa para treinadores crescidos.
O jogo de ontem foi péssimo e do lado dos Knicks, o panorama não é muito melhor. Ontem deu para enganar uns quantos fãs (e jornalistas), que acham que os Knicks fizeram uma grande exibição. Mas não foi o caso. Lá iremos num próximo post.
5.12.13
LeBron James disseca o ataque dos Heat
"O melhor jogador do mundo disseca o ataque mais evoluído da NBA". Um texto imperdível do Grantland.
Kirk Goldsberry sentou-se com LeBron James e falaram pormenorizadamente sobre o ataque dos Heat, os papéis e as movimentações de Bosh, Wade, Battier, Allen e do próprio James. Uma muito interessante e muito didáctica análise dos Heat. Para ler aqui.
4.12.13
Aprender a ser treinador
"Brian Shaw tinha a certeza que estava pronto para dar imediatamente o salto de jogador para treinador, até o melhor treinador da história da NBA lhe dizer o contrário."
Começa assim o texto de Howard Beck sobre o percurso de Brian Shaw até treinador principal. No dia em que os Nuggets de Shaw visitaram (e derrotaram forte e feio) os Nets de Jason Kidd, o ex-treinador adjunto de Phil Jackson e Frank Vogel falou com o colunista do Bleacher Report sobre esse seu longo percurso até treinador principal (e sobre as comparações com o percurso de Kidd, que, 10 dias depois de se retirar como jogador, tornou-se treinador dos Nets, uma posição para a qual Brian Shaw também foi entrevistado).
Quando Shaw se retirou em 2003, Phil Jackson recusou dar-lhe um cargo na sua equipa técnica e disse-lhe que precisava "de tirar pelo menos um ano longe dos colegas antes de voltar e treiná-los", para eles o respeitarem. "Porque estes são os tipos com quem jogaste e contra quem jogaste e eles ainda te veem como jogador.", disse-lhe o Zen Master na altura.
Shaw diz que agora está agradecido por ter seguido o conselho, por ter feito essa aprendizagem e ter-se preparado bem antes de dar o salto para responsável máximo por uma equipa.
Em 2004, Shaw juntou-se à equipa técnica de Phil Jackson, onde ficou até à retirada de Phil Jackson em 2011 (e onde conquistou dois campeonatos). Na época seguinte foi contratado como adjunto de Frank Vogel nos Indiana Pacers (e promovido a treinador principal associado na época seguinte).
Shaw diz que aprendeu bastante com ambos e que tentou incorporar o melhor de cada um. Jackson era o mestre do Zen que fazia sessões de meditação com os jogadores e era o paciente líder espiritual da equipa. Vogel punha (e põe) o ênfase na organização, na análise dos vídeos e da estatística.
E o actual timoneiro dos Nuggets admite que não estava preparado para ser logo treinador. "Havia tanta coisa para a qual não estava preparado, coisas como planificar um treino ou gerir a necessidade de ganhar com a necessidade de desenvolver jovens jogadores, como lidar com os meios de comunicação, como ganhar a confiança dos jogadores, incluindo os do fundo do banco. Há uma série de coisas que fui aprendendo nos anos como adjunto e que fui percebendo melhor."
Parece que Brian Shaw aprendeu bem e não se está a sair nada mal na sua primeira época à frente duma equipa. Depois de um começo menos bom, os Nuggets estão a jogar bem melhor do que se esperava e estão já em posição de playoffs (6º lugar no Oeste, com 11-6).
Brian Shaw aprendeu, foi paciente e esperou pela sua oportunidade. E está a colher os frutos disso. Será esse um caminho que Jason Kidd devia ter feito antes de saltar para o primeiro lugar do banco? (E será que os Nets já se arrependeram de não terem contratado Shaw?)
Podem ler o texto completo de Howard Beck aqui.
Circo Avery Bradley
"Senhores e senhoras, meninos e meninas, sejam bem vindos ao Circo Bradley":
Lançamento do ano até agora? (e assim o top 10 do ano vai ficar preenchido cedo...)
3.12.13
X's e O's - Qual delas a melhor?
Ontem foi uma noite de finais emocionantes e de "jogadas para a vitória". Tirando o jogo entre Magic e Wizards, todos os outros jogos da noite foram decididos por 6 ou menos pontos. Jazz x Rockets só ficou decidido no último minuto, em Portland Paul George e os Blazers trocaram triplos e lançamentos decisivos até ao fim, em San Antonio o velhinho Tim Duncan deu a vitória aos Spurs na última posse de bola e em Chicago tivemos uma maratona que só ficou decidida ao fim de três prolongamentos.
E nestes dois últimos jogos foram duas jogadas muito bem desenhadas (e melhor executadas) que deram a vitória às respectivas equipas. Qual delas a melhor?
A primeira é uma jogada típica dos Spurs: com muita acção do lado contrário da bola e várias movimentações de engodo para chegar àquela que queriam.
Tudo começa com Marco Belinelli a repor a bola, Manu Ginobili e Tony Parker nos cantos do garrafão junto à linha de fundo, Tim Duncan no canto do garrafão junto à linha de lance livre e Kawhi Leonard na linha de três pontos, acima do garrafão:
Depois começa a movimentação do lado contrário da bola: corte de Tim Duncan para poste baixo no lado contrário, um bloqueio simples entre Ginobili e Leonard, onde trocam de posição e Ginobili recebe a bola na linha de três pontos (onde Leonard começou):
Tudo começa com Marco Belinelli a repor a bola, Manu Ginobili e Tony Parker nos cantos do garrafão junto à linha de fundo, Tim Duncan no canto do garrafão junto à linha de lance livre e Kawhi Leonard na linha de três pontos, acima do garrafão:
Depois começa a movimentação do lado contrário da bola: corte de Tim Duncan para poste baixo no lado contrário, um bloqueio simples entre Ginobili e Leonard, onde trocam de posição e Ginobili recebe a bola na linha de três pontos (onde Leonard começou):
Continua a movimentação de engodo dos Spurs (para manter a defesa honesta e levar defesas com eles), com Tony Parker a cortar pela linha de fundo para o lado contrário, para ir receber o bloqueio de Leonard e abrir uma linha de passe para lançamento no canto. Ao mesmo tempo, Belinelli corta para junto de Duncan:
E aí dá-se o twist na jogada. Em vez da movimentação mais habitual (e provavelmente mais esperada) do poste bloquear o jogador exterior para este se libertar para lançar, em vez, portanto, de Belinelli contornar Duncan e abrir, é o italiano que bloqueia Duncan e é este que abre para lançar. E também aqui a movimentação de Duncan foi a menos habitual e esperada. Em vez de cortar para o garrrafão e procurar um lançamento mais perto do cesto, Duncan abriu para a meia distância. DeMarre Carroll devia esperar o corte interior, recuou e ficou à espera no garrafão aquando do bloqueio e quando saiu a Duncan já não chegou a tempo de impedir o lançamento:
A segunda é uma jogada simples, mas que funcionou tão bem e deu uma situação de lançamento tão boa a Jrue Holiday que até parece mentira.
Tudo começa com Tyreke Evans a repor a bola, Ryan Anderson no topo do garrafão, Eric Gordon e Al Farouq Aminu à sua frente a um metro da linha de três pontos e Jrue Holiday lá atrás, na outra linha de três pontos:
E depois foi... simples. Gordon e Aminu cruzaram e cortaram para os cantos e deixaram Ryan Anderson e Holiday numa situação de 2x2. Anderson fez um bloqueio directo simples:
Tudo começa com Tyreke Evans a repor a bola, Ryan Anderson no topo do garrafão, Eric Gordon e Al Farouq Aminu à sua frente a um metro da linha de três pontos e Jrue Holiday lá atrás, na outra linha de três pontos:
E depois foi... simples. Gordon e Aminu cruzaram e cortaram para os cantos e deixaram Ryan Anderson e Holiday numa situação de 2x2. Anderson fez um bloqueio directo simples:
Holiday veio embalado lá de trás, recebeu o bloqueio e seguiu com o caminho completamente aberto para o cesto:
Ok, a defesa dos Bulls também deixou-se dormir (era o 3º prolongamento e o discernimento já não é o mesmo ao fim de 63 minutos!) e foi ultrapassada logo pela primeira opção da jogada. Mas essa não era a única opção e a jogada oferecia muitas possibilidades. Se Noah tivesse trocado no bloqueio e saído a Holiday, este podia assistir para Ryan Anderson. Ou então podia jogar 1x1 contra Noah (como já tinha feito no fim do tempo regulamentar para empatar o jogo e mandá-lo para o 1º prolongamento). Se Gibson tivesse ajudado mais cedo, Holiday podia assistir para Aminu no canto. Idem para Gordon, se a ajuda viesse do outro lado, de Luol Deng.
Esta jogada deixou o campo completamente aberto e, após o bloqueio e dependendo de onde viesse a ajuda, Holiday tinha três possíveis linhas de passe. Acabou por não vir ajuda (ou veio tarde demais) e Holiday foi até ao fim.
A primeira foi uma jogada típica dos Spurs com um twist no fim. Uma jogada mais complexa com uma execução perfeita. Esta segunda foi simples, mas tão engenhosa. E por esta simplicidade que, ao mesmo tempo, oferecia tantas possibilidades, leva o nosso voto para "melhor jogada para vitória da noite".
1.12.13
Bater Bolas
Mais um domingo, mais um dia de bater bolas. Hoje debruçamo-nos sobre uma questão que alguns de vocês têm colocado em relação ao balanço de poder entre a conferência Este e Oeste e às razões da superioridade desta última nos últimos anos. Porque é que a conferência Oeste é tão mais forte que a Este?
É uma boa pergunta e uma que não parece ser fácil de explicar. À primeira vista, não deveria haver razão para tal acontecer. As equipas jogam todas com as mesmas regras, têm todas o mesmo tecto salarial, o mesmo sistema de escolhas no draft e um calendário semelhante. As equipas do Este têm as mesmas possibilidades de construir bons plantéis que as do Oeste.
Mas a verdade é que a tendência se foi repetindo nos últimos 10, 15 anos e este ano parece ainda mais acentuada. A Oeste temos mais equipas boas e equipas que conseguem regularmente mais vitórias que as suas concorrentes a Este.
Nos últimos 15 anos tivemos 10 campeões do Oeste e 5 do Este (e não fossem os Heat terem ganho os últimos dois anos e essa contabilidade era ainda mais desequilibrada; foram dois anos em que o campeão veio do Este, mas o nível global da conferência era bastante inferior ao Oeste; a melhor equipa estava a Este, mas depois deles não havia muitos mais equipas de topo - os Bulls, os Celtics, os Pacers - apenas no ano passado - e pouco mais).
E regularmente equipas que ficam de fora dos playoffs no Oeste acabam com melhor recorde que equipas que se apuram a Este. Para se apurarem no Oeste as equipas precisam de ganhar 40 e muitos jogos (e já houve anos em que todas precisaram de 50 vitórias para ir os playoffs!) e no Este temos equipas que se apuram com 41 vitórias (recordes de 50-50) e até mesmo com recorde negativo.
Este ano, o quadro é ainda mais desequilibrado: no Oeste temos 12 equipas com recorde positivo (e a 13ª apenas um jogo abaixo dos 50%) e no Este temos apenas 3 (Heat e Pacers destacados, Hawks com 9-9 e depois todas as equipas têm recorde negativo!)! Os Raptors lideram a Atlantic Division e estão no 4º lugar da conferência com uns míseros 6-10!
Esta discrepância tão grande e esta tendência que se repete ano após ano não se explica pelas distâncias. Não só todas as equipas têm aviões particulares e não perdem tempo em aeroportos (antigamente as equipa viajavam em voos comerciais), como o avanço nos transportes permite viajar mais rápido e com maior conforto e o desgaste das viagens e o seu impacto na performance dos jogadores é muito menor. Para além disso, as equipas do Este estão geograficamente mais perto umas das outras e têm de viajar menos nos jogos entre si. As equipas do Oeste percorrem distâncias maiores e viajam mais entre jogos. Por isso, se isso fizesse diferença, a vantagem era para as equipas do Este.
Também não se explica pela dimensão dos mercados (e por equipas mais ricas que podem gastar mais dinheiro, ultrapassar o tecto e pagar luxury tax), pois não temos mais cidades e mercados grandes a Oeste. Pelo contrário, algumas das maiores cidades dos Estados Unidos estão a Este (Nova Iorque, Chicago, Miami, Boston, Washington) e mercados maiores a Oeste temos Los Angeles, Dallas e pouco mais.
Para além disso, a Oeste temos várias equipas de mercados mais pequenos que conseguem montar equipas de topo (San Antonio, Oklahoma City, Memphis; Portland, Utah e Sacramento em temporadas passadas, no fim dos anos 90 e inícios dos 00). E também a Este temos equipas como os Pacers que conseguiram montar um candidato num mercado pequeno.
E este ano, por exemplo, duas das três equipas com a maior folha salarial da liga são do Este (Knicks e Nets). E todos sabemos como isso está a correr. Como tal, a dimensão das cidades e dos mercados também não explica essa discrepância de qualidade.
Já uma coisa que pode explicar um pouco o fosso de qualidade é o facto do Oeste ter tido alguns dos melhores treinadores dos últimos tempos (e de sempre). Phil Jackson e Gregg Popovich conquistaram 9 dos últimos 15 títulos da NBA e para além destes dois que estão entre os melhores de sempre, temos outros que estão/estavam entre os melhores da liga e tiravam o melhor das suas equipas (como George Karl, Rick Adelman, Rick Carlisle e Jerry Sloan).
Não por acaso, alguns dos melhores treinadores que o Este viu conseguiram levar as suas equipas ao topo (Doc Rivers e Erik Spoelstra conquistaram títulos e Tom Thibodeau fez milagres com os Bulls). Mas este facto está relacionado com a razão seguinte, aquela que nos parece ser a melhor explicação para este fosso.
A única razão para a diferença de qualidade das equipas parece ser apenas a competência das organizações e dos seus general managers. Com as mesmas regras para todas e com recursos semelhantes, parece que a Oeste temos pura e simplesmente pessoas mais competentes e melhor gestão das equipas. Temos muitas organizações sólidas, estáveis e modernas que escolhem bem os seus jogadores e treinadores e que fazem simplesmente uma melhor gestão.
Os Spurs são um exemplo de organização, estabilidade, competência, boa gestão, boa cultura e bom scouting. Jazz e Lakers são outros dois exemplos de estabilidade e organização (os Lakers andam um bocado perdidos ultimamente, mas são uma das organizações mais sólidas e estáveis das últimas décadas - durante o tempo de Jerry Buss), os Rockets e Mavs idem (e estão entre os que mais aderem às tecnologias e estatísticas mais avançadas que existem), Sam Presti levou para OKC tudo o que aprendeu em San Antonio e construiu outro exemplo de estabilidade e organização. Phoenix atravessou um período conturbado e de mudanças nos últimos anos, mas foi um exemplo de estabilidade e competência durante anos. Os Clippers e os Warriors encontraram essa competência depois de anos de deriva e má gestão.
E as equipas a Este que têm uma estrutura estável, competente e organizada (Heat, Celtics, Bulls, Pacers) são as mais bem sucedidas da conferência. Por isso, basicamente, parece que a Oeste são apenas mais competentes e andam a fazer um melhor trabalho.
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