5.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 5


Costuma dizer-se que uma série só começa quando das equipas ganha um jogo fora. Pois a final da conferência Oeste começou. Os Thunder conseguiram ontem uma vitória impressionante em San Antonio, fazendo uma reviravolta surpreendente de 0-2 para 3-2, quebrando a série de 16 vitórias consecutivas em casa dos Spurs e tornando-se na primeira equipa a vencer um jogo na casa do adversário nestas finais de conferência. 

Hoje é a vez dos Celtics tentarem repetir o feito. E este é um jogo onde não faltam motivos de interesse. Como se não bastasse ser um jogo de final de conferência (a partir de agora são todos imperdíveis), é o jogo 5 (um jogo sempre decisivo e, quando está 2-2, um jogo que deixa uma das das equipas à beira das Finais), é o jogo que se segue ao clássico instantâneo que foi o jogo 4 (e os Celtics vêm com a motivação em alta) e é um jogo onde Chris Bosh pode regressar. 

A recuperação de Bosh tem corrido bem e o power forward já participou no shootaround de hoje. Mas os Heat mantêm o segredo até à hora do jogo e Erik Spoelstra disse que é um decisão para tomar antes da partida. Por isso, podemos ter Bosh em campo hoje. E os Heat precisam dele. Precisam dele para defender Garnett e precisam dele para não permitir tantas ajudas defensivas do power forward dos Celtics e libertar espaço no ataque para as penetrações.

Mas, se o tivermos em campo, que Bosh vamos ter? Um Bosh em forma e que vem ajudar os Heat ou um Bosh enferrujado? Não faltam, portanto, motivos para não perder este jogo. E que jogo vamos ter? Um onde os Celtics continuam a demonstrar uma garra e um coração sobre-humanos e conseguem imitar os Thunder ou um onde os Heat ficam mais perto das Finais? 

Ora então, Hoje Temos:


4.6.12

Jogar com o coração


Esta tem sido uma óptima semana para ser fã da NBA. Temos assistido a jogos emocionantes e a umas finais de conferência memoráveis. Tanto a Este como a Oeste, as lutas por um lugar nas Finais estão a ser das melhores que nos lembramos, com exibições individuais históricas, grandes exibições colectivas, jogos disputados até ao último segundo e séries equilibradíssimas. 

Ainda ontem, quem ficou acordado a ver o jogo entre Celtics e Heat, assistiu a um dos melhores e mais emocionantes jogos destes playoffs. Foi (mais) uma noite mal dormida, mas valeu cada hora perdida de sono. Estão, na verdade, a ser umas finais de conferência melhores do que esperado. E isso deve-se àquilo que faz do basquetebol (e do desporto em geral) algo tão espectacular: a imprevisibilidade.


Porque, apesar de todos os recursos estatísticos e todos os intrumentos que temos para avaliar os jogadores e as equipas, há algo que nenhuma estatística consegue medir: o coração e a alma duma equipa. Não quer isto dizer que as estatísticas são irrelevantes. As estatísticas, tradicionais ou avançadas, são um valioso instrumento para nos ajudar a interpretar o jogo, revelar tendências e tentar prever cenários futuros. Podemos (e devemos) analisar a técnica dos jogadores e o potencial físico das equipas. Podemos analisar os seus sistemas. Podemos estudar os números individuais, os números colectivos, cruzar esses números, compará-los e avançar com o resultado mais provável.

Podemos traçar os cenários no papel. Mas depois esses cenários vão ser executados por humanos. Que não são máquinas. Que, embora às vezes nos esqueçamos por serem atletas tão dotados que quase parecem super-heróis, são, por natureza, falíveis e imprevisíveis. E a estatística não consegue prever essa parte. A estatística não consegue medir a parte mental do jogo. A vontade de ganhar, a determinação, a garra, a luta dentro de cada um. Como um jogador ou uma equipa vão reagir quando estão a perder por 20 pontos num jogo ou por dois jogos numa série. Como um jogador ou uma equipa reagem à pressão ou quando um jogador ou uma equipa se transcendem e fazem mais do que aquilo que os números sugeriam ser possível.

E é essa a maior beleza do desporto. Por mais que tentemos prever o que vai acontecer, não passa disso, uma tentativa. Uma aproximação. Podemos dizer que o resultado mais provável é o resultado x, mas depois, na prática, pode acontecer o inverso. Não é matemática. Não é uma ciência. E ainda bem.

Porque é isso que nos proporciona momentos como aqueles que temos tido o privilégio de assistir nestas finais. Depois dos dois primeiros jogos em Miami, os Celtics pareciam uma equipa incapaz de acompanhar os Heat e condenada a uma eliminação rápida. Os Thunder pareciam condenados ao mesmo destino e os Spurs pareciam cada vez mais invencíveis. Mas depois, em Boston, os Celtics demonstraram uma alma e uma garra que lhes permitiu superar todas as limitações físicas e chegar a um empate que há quatro dias parecia impossível. E os Thunder, de volta a Oklahoma, para além de terem reencontrado a energia, tiveram contribuições ofensivas históricas dos jogadores mais improváveis: Sefolosha e Ibaka, dois especialistas defensivos, fizeram (respectivamente, no jogo 3 e 4) os melhores jogos ofensivos das suas carreiras. E também nesta série ficou tudo empatado. Agora é uma série à melhor de três em ambos os lados.

Nos últimos oito dias, temos sido recordados porque adoramos este desporto e esta liga. Pois disfrutemos. E continuemos a deleitar-nos. Porque Hoje Temos um determinante jogo 5 entre Spurs e Thunder. Uma destas equipas vai ficar à beira das Finais. Qual delas será? Manter-se-á a hegemonia das equipas da casa ou os Thunder conseguem quebrar o padrão?




E a propósito de alma e coração, recuperamos aqui alguns posts do nosso baú:

- John Wooden, o lendário treinador universitário, dizia que "you can't teach height". Chucky Hayes mostra-nos também que you can't teach heart.



3.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 4


E hoje? Os Celtics continuam a mostrar um coração de campeão e temos série ou os Heat ganham uma vantagem que pode ser inultrapassável? Até agora, nestas finais de conferência, jogar em casa tem sido sinónimo de ganhar. Vai manter-se a tendência?



2.6.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - jogo 4


No jogo 3, os Thunder quebraram a série de 20 vitórias dos Spurs e reentraram na eliminatória com um grande jogo de Thabo Sefolosha (excelente na defesa e melhor no ataque do que alguma vez nestes playoffs), uma defesa de ferro e um grande coração. Encostados à parede e num jogo de vida ou morte, os Thunder foram mais determinados, mais agressivos e quiseram mais. E uma série que parecia cada vez mais inclinada para o lado de San Antonio, ganhou nova vida. 

E Hoje Temos um imperdível jogo 4:


47276


47276. Não, não são os pontos com que Kobe ou Lebron vão terminar a carreira, são as visitas que tivemos no mês de Maio. Desde o início da temporada, em Dezembro, que andavámos à beira das 40000 por mês (39232, 39470, 38980...), mas não tínhamos ainda passado essa barreira. Até agora. No último mês ultrapassámos esse número pela primeira vez e tivemos um recorde de visitas no SeteVinteCinco. Foram as ditas 47276, para uma média diária de 1525 visitas. 

Por cada uma dessas visitas aqui fica o meu muito obrigado. Muito obrigado a todos vocês, que nos visitam, que nos lêem, que comentam, que enviam sugestões, que participam e que têm ajudado este projecto a crescer. O SeteVinteCinco foi criado, primeiro que tudo, para me manter ligado ao desporto que amo. Ver jogos, ler sobre basquetebol e sobre a NBA, estudar o jogo e escrever sobre ele é um prazer e é algo que faria mesmo que não tivesse um único leitor. Mas com vocês aí desse lado esse prazer é infinitamente maior. São vocês que dão vida ao SeteVinteCinco e isto com vocês tem muito mais piada. 

O que começou como um espaço pessoal, é também já um espaço vosso. O que começou como a minha declaração de amor ao basquetebol e à NBA, tornou-se uma declaração de amor colectiva ao melhor desporto do mundo e à melhor liga de basquetebol do mundo. Porque podemos gostar de equipas diferentes, adorar jogadores diferentes, ter opiniões contrárias e até andar às turras nos comentários, mas há uma coisa que nos une a todos: we all love this game.


Por isso, mais uma vez, a todos os que partilham desta paixão, obrigado pelo tempo que perdem a ler as coisas que escrevinhamos por aqui. E obrigado por voltarem.

1.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 3


Ontem, fruto (não só mas também) do jogo da vida de Thabo Sefolosha, os Thunder reentraram na eliminatória. Hoje é a vez dos Celtics tentarem ganhar algum oxigénio na final do Este. Até agora, não pareceram capazes de parar os Heat. No jogo 2, Rajon Rondo fez uma das melhores exibições da sua carreira e uma das melhores exibições da história dos playoffs. Quem viu o jogo, pode dizer que assistiu a uma exibição histórica. Para terem noção do feito de Rondo, nunca nenhum jogador tinha conseguido 44 pontos, 10 assistências e 8 ressaltos num jogo dos playoffs! E mesmo assim os Celtics perderam. 

Por isso, está muito complicada a vida para a equipa de Boston, que hoje faz o quarto jogo nos últimos seis dias e tem (mais) um jogo de vida ou morte. Que vai acontecer? A equipa de Boston consegue uma vitória em casa ou os Heat praticamente carimbam a passagem às Finais?


He loves this game


Ser fã da NBA em Portugal obriga muitas vezes a uma grande ginástica de horários e a muitas noites mal dormidas. Mas não é só neste cantinho à beira-mar plantado que é preciso ginástica para ver um jogo. E quando se ama o jogo, faz-se o que for preciso para não perder pitada:

Ricky Rubio, enquanto esperava pelo voo do irmão, a ver o jogo entre Spurs e Thunder
(via Minnesota Timberwolves)