Enquanto as negociações entre os donos das equipas e os jogadores continuam (ontem parece ter havido algum progresso, mas ainda estão longe dum acordo e voltam a reunir-se amanhã), vamos voltar ao que se passa dentro de campo. Ou, deveríamos antes dizer, ao que se vai passar dentro de campo nos próximos anos. Porque hoje é dia de Draft e a NBA dá as boas vindas a uma nova fornada de talentos. De todos os jogadores que serão seleccionados hoje, alguns (poucos) tornar-se-ão estrelas, outros serão bons jogadores para a rotação, alguns acabarão a aquecer um banco e outros ainda acabarão fora da liga e esquecidos.
A apenas algumas horas de começar a cerimónia, deixamos aqui 10 nomes de que vamos ouvir falar na próxima temporada (comece ela quando começar) e em temporadas futuras:
Kyrie Irving

O mais que provável nº1. É apontado como um dos dois maiores talentos deste draft. Um base bom atirador e bom a distribuir. Numa época de freshman encurtada por uma lesão num dedo, teve excelentes números (17.5 pts, 5.1 ast e 3.8 res, mas apenas 11 jogos). É comparado a Chris Paul e Mike Krzyzewski, o seu treinador em Duke, diz que "ele é um jogador especial". Os Cavs acreditam e devem apostar nele para ser um dos pilares para o futuro.
Derrick Williams

O outro dos dois maiores talentos do draft. É de todos os seleccionáveis aquele que estará mais preparado para contribuir imediatamente para a equipa que o escolher. Atlético, bom lançador, capaz de marcar no interior e no exterior. Lançou 60% nos 3pts e liderou a NCAA em lances livres tentados, o que quer dizer que tanto lança (e bem) de fora, como é capaz de ir lá debaixo e não fugir aos contactos.
Enes Kanter

Uma combinação de Gasol, Howard e Nowitzki. A descrição é do próprio Kanter, por isso desconfiem à vontade. Mas o jovem poste turco tem impressionado nos seus workouts. Mostra força e movimentos para jogar de costas para o cesto, bem como a capacidade de lançar de meia e longa distância. Não jogou o ano passado pela Universidade de Kentucky porque já tinha jogado como profissional na Turquia e teve toda a época apenas a treinar. Isso cria alguma incógnita em torno dele, mas espera-se que venha a ser um bom poste e um nome a reter por muitos anos.
Brandon Knight

O melhor base a seguir a Irving. É o mais recente projecto de John Calipari, depois de Derrick Rose, Tyreke Evans e John Wall. E, ao contrário destes, lança bem de fora. Numa liga que tem sido dominada pelos bases nos últimos anos e numa posição tão importante para qualquer equipa, Knight é pretendido por muitas delas.
Jan Vesely

O jogador checo é muitas vezes comparado a Andrey Kirilenko. É um extremo rápido e versátil (pode jogar a 3 ou 4), capaz de penetrar, cortar, lançar de fora e também jogar de costas para o cesto. Depois de Enes Kanter (ou mesmo antes dele, para muitos observadores), é o jogador europeu em que mais se aposta para ter sucesso na NBA.
Jonas Valancuinas

E este poste lituano é outro dos europeus deste ano em que se aposta para uma produtiva carreira na NBA. Grande (2.13m) e com uma envergadura impressionante (2.28m), tem uma boa mobilidade e boas mãos. Precisa de ganhar mais músculo (o que vai acontecer de certeza na NBA), mas tem tudo para se tornar um excelente poste.
Kemba Walker

Um dos melhores jogadores universitários do ano (campeão com Connecticut), é um base explosivo e marcador de pontos. A sua maior arma é a velocidade e a penetração, à semelhança dum base como Derrick Rose. O seu lançamento exterior é ainda um projecto em desenvolvimento e a sua altura (1,85m) pode criar-lhe problemas para defender bases maiores.
Mas é, junto com Irving e Knight, um dos bases para manter debaixo de olho.
Tristan Thompson

Um dos melhores ressaltadores ofensivos deste draft. Tem uma energia inesgotável e luta por cada bola que não entra no cesto. Só essa já seria uma capacidade capaz de o manter na NBA por muitos anos. Mas para além disso, também consegue produzir ofensivamente. É um pouco pequeno para power forward (2.05m), mas compensa com a sua energia, rapidez e braços longos. Pode ser uma das surpresas do draft.
Jimmer Fredette

Foi o melhor marcador da NCAA (28.8 pts e um lançamento exterior temível, de qualquer distância), mas há muitas dúvidas se consegue produzir ao mesmo nível na NBA. É pequeno para jogar na sua posição natural de shooting guard e atirador (1,88m) e (ainda?) não tem o perfil para jogar a point guard. Pode ser mais uma estrela da NCAA que não consegue depois encontrar o mesmo sucesso na NBA (pensem em J.J. Redick). Por esse motivo é o jogador que mais curiosidade e expectativa desperta neste draft.
Bismack Byombo

O nosso Mário Palma descobriu-o, aos 16 anos, a jogar no Iémen e levou-o para Espanha. É provavelmente o jogador mais atlético do draft e tem condições físicas perfeitas para jogar basquetebol. Mas é ainda um projecto de jogador e tanto pode ser o próximo Serge Ibaka como ser o próximo Hasheem Thabeet.