5.5.12

Passes para todos os gostos


E como há basquetebol para lá dos afundanços e dos buzzer-beaters, fiquem hoje com alguns dos melhores passes do ano. São as dez melhores assistências da temporada:



Mas o pessoal do NBA.com deve ter-se enganado numa das jogadas dos Nuggets que escolheram para o top. Como é que puseram o "passe" de Corey Brewer em terceiro (que foi uma tentativa falhada de lançamento e não uma assistência) e este passe de Gallinari não entrou sequer no top?!




Já para não falar de qualquer um destes passes de Ricky Rubio:









3.5.12

Os melhores afundanços e as melhores jogadas do ano


Já cobrimos todos os prémios individuais da temporada, já deixámos aqui as nossas escolhas para o melhor cinco e já fizemos o nosso balanço desta grande temporada regular que tivemos. Mas o que nunca pode faltar em qualquer balanço da temporada são os vídeos das melhores jogadas.

Aqui ficam os dez melhores afundanços do ano...




uma outra espécie de afundanços (mas com alguns que não estão no top 10 anterior) nos dez melhores alley-oops do ano...




e as dez melhores jogadas do ano:



2.5.12

All-NBA First Team 2012



No dia em que foi anunciado o Defensor do Ano (a nossa escolha, Serge Ibaka, ficou num muito próximo segundo, a apenas 17 votos de Chandler), e para encerrar os artigos sobre os prémios individuais, deixamos aqui as nossas escolhas para o cinco ideal desta temporada regular.

Em Fevereiro, na pausa para o All Star, já aqui deixámos as nossas escolhas para o melhor cinco até essa altura e se calhar o melhor era republicarmos esse artigo aqui, pois não temos nenhum alteração nos cinco eleitos de então:

BASES

Chris Paul (Los Angeles Clippers)
19.8 pts, 9.1 ast, 3.6 res, 2.5 rb, 27.1 PER

Dwyane Wade (Miami Heat)
22.1 pts, 4.8 res, 4.6 ast, 1.7 rb, 1.3 dl, 26.3 PER


EXTREMOS

Kevin Durant (OKC Thunder)
28 pts, 8 res, 3.5 ast, 1.3 rb, 1.2 dl, 26.2 PER

LeBron James (Miami Heat)
27.1 pts, 7.9 res, 6.2 ast, 1.9 rb, 30.7 PER


POSTE

Dwight Howard (Orlando Magic)
20.6 pts, 14.5 res, 2.1 dl, 24.2 PER


Mas apesar de não haver alterações no cinco, temos de registar algumas alterações na luta por esses lugares. Aqui ficam portanto, umas adendas ao artigo.

A point guard, Chris Paul teve, nesta segunda metade da temporada, a concorrência de Tony Parker e considerámos seriamente o base dos Spurs para este lugar. Mas a verdade é que, por muito boa que tenha sido a temporada do francês, a de Paul foi melhor. E Paul, individualmente, foi mais responsável pelo sucesso dos Clippers do que Parker pelo dos Spurs (teve um Win Share de 12,7 contra os 7.1 de Parker).

A shooting guard, a escolha era entre Wade e Kobe Bryant. Kobe fez mais uma excelente época, teve  até ao último jogo na luta pelo título de melhor marcador e pensámos seriamente no jogador dos Lakers para esta posição. Mas, no fim das contas, o que dissemos em Fevereiro mantém-se: Wade tem números totais um pouco abaixo dos de Kobe, mas conseguiu-os em menos minutos, com menos lançamentos e menos posses de bola (Kobe tem uma percentagem de utilização de 35.7 e Wade 31.3). 
E nos ratings defensivo e ofensivo, Wade destaca-se claramente (112 de ORtg e 99 de DRtg para Wade contra 105 de ORtg e 106 de DRtg de Bryant). O jogador dos Heat foi mais eficaz e foi o melhor shooting guard do ano.

Nas posições de extremos nem há discussão. James e Durant foram não só os dois melhores forwards do ano, mas também os dois melhores jogadores do ano.

E a poste poderia haver alguma discussão entre Howard e Andrew Bynum, mas os números do poste dos Magic, apesar de todo o drama à sua volta ao longo de toda a temporada, são impressionantes. Foi e continua a ser, indiscutivelmente, o melhor poste da liga.

E sai o primeiro prémio da temporada


Já foi anunciado o primeiro dos prémios da temporada e não acertámos por uma unha. Há duas semanas dissemos que o Treinador do Ano era entre Gregg Popovich e Tom Thibodeau e demos a vantagem a Thibs por uma unha. Pois o painel de jornalistas que vota nos prémios pensou o contrário e deu-o a Popovich. Apesar do (mais uma vez) excelente trabalho do treinador dos Bulls, Thibs tinha a História contra si, pois nunca um treinador ganhou o prémio duas vezes seguidas. Os votantes acharam que ainda não era desta que devia acontecer e a maioria deles votou em Tibodeau para o segundo lugar:


Mas de qualquer forma, é uma distinção justíssima para a exemplar gestão que Popovich fez dos Spurs. Foi um mestre a gerir os veteranos do plantel e o banco e, mesmo limitando os minutos dos titulares (para os ter frescos nos playoffs), levou a equipa de San Antonio até ao melhor recorde da temporada regular. E, tão ou mais importante que isso, esta temporada fez uma transição no estilo de jogo da equipa e adaptou-o aos jogadores que tem. Os Spurs já não são a força defensiva e o muro intransponível que eram, mas em vez de ficar a remoer nisso ou em vez de tentar forçar este plantel a ser isso, Popovich adaptou o estilo de jogo e os Spurs tornaram-se uma equipa muito mais eficaz no ataque. O que perderam na defesa, compensaram no ataque. Já não querem ganhar sofrendo menos pontos que os adversários, agora querem ganhar marcando mais pontos que estes.

E a grande vitória de Popovich nesta temporada é ter conseguido isso de forma fluída. Essa transição aconteceu de forma suave, quase natural, sem perturbar o rendimento da equipa ou sem esta precisar de um período de ajuste. Foi acontecendo, quase sem darmos por isso, e de repente os Spurs são uma temível unidade ofensiva.

Já quando demos a vantagem a Thibs, sabíamos que qualquer um dos dois podia ganhar e qualquer um dos dois seria um vencedor justo. Portanto, nada a dizer. O prémio está muito bem entregue.

30.4.12

Grelha Playoffs 2012 - Agora é a nossa vez


À excepção da infeliz lesão de Derrick Rose (e não importa se são fãs dos Bulls ou não, perder um jogador destes é sempre lamentável), estes playoffs não podiam ter começado melhor. Ainda só tivemos os primeiros jogos da cada série, mas as coisas já estão bem animadas. 

Do truque que os Magic tiraram da cartola em Indiana aos 10 desarmes de Bynum, da quase-surpresa dos Mavs em OKC (ficaram apenas a um chouriço de Durant de ganhar o jogo) à recuperação histórica dos Clippers em Memphis, da expulsão de Rondo à grande exibição de Tony Parker, não têm faltado momentos emocionantes ao que temos até agora de playoffs. Tudo parece poder acontecer. O que torna a tarefa de prever o que vai, de facto, acontecer daqui para a frente quase impossível.

Mas foi isso mesmo que vocês tiveram de fazer e tivemos dezenas de participações no passatempo. Este ano mais que dobrámos as 40 participações do ano passado e até ao fim do dia de ontem, recebemos o já simpático número de 89 participações. Resta-me desejar boa sorte a todos. E resta-me também, à semelhança da edição de 2011, revelar a minha grelha e as minhas previsões. E aqui estão elas:



Vamos lá a umas notas e justificações, antes de começarem a enxovalhar os meus poderes premonitórios:

Spurs all the way? Sim. São a equipa mais profunda da liga e chegam aos playoffs como não chegavam há alguns anos: frescos. A experiência está lá, o talento está lá, o banco está lá, o melhor treinador está lá e este ano as pernas parecem estar lá também. 

Os Grizzlies passam os Clippers? Sim, apesar do choque de ontem, vão recuperar do desgosto, aprender a lição e se jogarem o seu normal vão mostrar que são melhor equipa que os Clippers (sorry, CP3, adoro-te, mas acho que este ano ainda não estão preparados para voos mais altos). Mas, na segunda ronda, os Spurs vão vingar-se do ano passado.

Lakers x OKC? Essa é a surpresa do Oeste. Os velhotes (e o jovem Bynum) vão chocar o mundo e eliminar os favoritos Thunder. Artest, perdão, World Peace, regressa da suspensão nessa série e, como podemos calcular, vai ser uma série quente. E a pressão e as emoções à flor da pele vão ser a perdição dos jovens Thunder. 

Depois, Lakers x Spurs na final de conferência... vai ser renhido e apesar de desejar uma vitória dos angelinos, acho que os Spurs continuam a caminhada.

Indo agora até ao outro lado:

Os Heat chegam sem grandes dificuldades até à final de conferência e só aí é que vão encontrar oposição feroz dos... Bulls. Sim, mesmo sem Rose continuam com uma das melhores equipas do Este e chega para ir até à final da conferência. Mas, sem Rose, não dá para mais e não dá para vencer os Heat.

Pacers x Magic? Indiana não vai ter muitos jogos a jogar tão mal com oeste primeiro e basta-lhes jogar o normal para os Magic não repetirem a gracinha.

E finalmente, Boston x Atlanta. A grelha foi feita ontem, antes da expulsão (e possível suspensão de Rondo) e por isso não a mudei. Mas mesmo com a expulsão e mesmo que Rondo seja castigado e não jogue no jogo dois, isso vai avivar o fogo e a garra dos Celtics e carregá-los até à segunda ronda. Vai ser muito duro e pode ir ao sétimo jogo, mas pode acontecer. Só que depois, chegam esgotados à série com os Bulls e estes, mesmo sem Rose, tiram partido disso.

Pronto, agora é esperar até Junho e ver quem é o Nostradamus da NBA.

29.4.12

Uma grande temporada


No dia de Natal, quando tivemos a bola ao ar na temporada, muitas pessoas perguntavam-se que temporada íamos ter. Devido ao lockout e ao braço de ferro entre os jogadores e os donos das equipas, a temporada regular começava quase dois meses atrasada e por isso, em vez dos habituais 82, teria apenas 66 jogos. E, para os playoffs começarem a tempo, esses 66 jogos teriam de ser concentrados em apenas quatro meses. Haveriam, por isso, mais jogos em menos dias, mais jornadas duplas e triplas e menos tempo de descanso entre jogos. Para além disso, o tempo de preparação para a temporada também tinha sido menor, com apenas duas semanas de training camp.

Por isso, receava-se que a qualidade de jogo fosse afectada. Que com tantos jogos e tão pouco tempo de preparação, tivéssemos uma temporada com piores jogos, piores percentagens de lançamento e equipas a jogarem mal (como aconteceu em 99). O lockout tinha terminado e a temporada tinha sido salva, mas que temporada íamos ter?

A lealdade e a paciência dos fãs também tinha sido testada. O lockout tinha desiludido muitos deles e a NBA queria reparar os danos que a sua imagem tinha sofrido. Por isso, para contrariar os receios sobre a qualidade desta época e para recuperar o entusiasmo que a época de 2010-11 tinha despertado, a liga precisava que esta temporada reduzida fosse uma grande temporada. Pois parece que o desejo da liga está a realizar-se.


Apesar das equipas terem sido mais irregulares nas exibições (tivemos equipas a ganhar por 20 numa noite e perder por 20 na noite seguinte) e apesar do esforço intenso destes 66-jogos-em-quatro-meses ter deixado marcas em muitos jogadores (ou, se calhar, por causa disso também), esta acabou por ser uma excelente temporada regular. Tivemos grandes jogos e grandes momentos nestes quatro meses. 

O mundo conheceu a Linsanidade, os Knicks voltaram às luzes da ribalta, Paul Pierce passou Larry Bird e tornou-se o segundo melhor marcador de sempre dos Celtics, Chris Paul liderou o regresso dos Clippers à relevância (e aos playoffs) e Gerald Green mostrou-nos que consegue saltar. Tom Thibodeau e os Bulls deram um recital de garra e jogo colectivo ao longo de todo o ano. Os Spurs resistiram à passagem do tempo e mantiveram-se no topo (e Tony Parker foi fantástico ao longo de toda a temporada). Lebron fez umas das melhores épocas estatísticas da história, Griffin continuou a fazer cair queixos e a deixar fãs boquiabertos, Ricky Rubio e a sua visão de jogo sobre-humana deslumbraram. Tivemos drama em Orlando. Novela (ou reality show?) em Dallas. Sucesso em OKC e mediocridade histórica em Charlotte. E podíamos continuar. Tantos momentos memoráveis que tivemos nestes quatro meses.

Foi uma temporada regular tão bem sucedida que muitos sugeriram continuar a fazer 66 jogos no futuro (a liga já disse que está fora de questão!). Tivemos emoção na luta pelos primeiros lugares e emoção na luta pelos playoffs. Tivemos a continuação da ascensão de equipas jovens (como os Thunder, os Bulls ou os Grizzlies), o início da ascensão de novas equipas (como os Clippers, os Pacers e os Wolves - até à lesão de Rubio) e as equipas veteranas (como os Lakers, os Celtics, os Spurs e os Mavs) a lutar para se manterem no topo. 

Como prevíamos em Dezembro, a nota dominante da temporada foi a nova geração de jogadores e equipas jovens em ascensão a tentar tomar de assalto o topo e a geração anterior a dar luta até ao fim.  Só depois dos playoffs é que vamos saber como termina esta história. Só em Junho saberemos se é uma temporada de mudança da guarda ou se a velha guarda mantém o reinado por mais um ano. Mas para já, a primeira metade dessa luta não podia ter sido melhor. A NBA queria uma grande temporada. Pois até agora é isso que está a ter. 



(os playoffs, entretanto, já começaram e não podiam ter começado com piores notícias para os Bulls. Ganharam o primeiro jogo da série, mas Derrick Rose sofreu uma ruptura de ligamentos no joelho mesmo no final da partida e não joga mais esta temporada.)


27.4.12

Grelha Playoffs 2012


E pronto, chegámos ao fim da temporada regular. Agora venham os palpites para o passatempo! Podem enviá-los até ao fim de domingo, dia 29 (são válidas as participações recebidas até às 24:00 de domingo, hora de Portugal Continental). Aqui fica a grelha completa dos playoffs: