Acordámos hoje com grandes novidades na NBA: os Thunder, incapazes de chegar a acordo com James Harden para a renovação de contrato, decidiram enviá-lo para Houston (junto com Cole Aldrich, Daequan Cook e Lazar Hayward) em troca de Kevin Martin, Jeremy Lamb, duas primeiras rondas e uma segunda ronda. É uma movimentação surpreendente da equipa de OKC que nos faz antecipar a análise da sua offseason. A equipa que se seguia nos Boletins de Avaliação eram os Wolves, mas com esta notícia vamos saltar já para os Thunder (e rever também a nota dos Rockets).
Por isso, já a seguir: análise desta troca e Boletim de Avaliação - OKC Thunder.
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Escrevemos na
análise da offseason dos Rockets que, apesar de terem tentado bastante, não tinham ficado nem um bocadinho mais perto de sair do limbo de meio da tabela onde andavam há várias épocas. Não conseguiram a estrela que procuravam e tiveram de se contentar com dois jogadores medianos e que não serão as estrelas à volta das quais podem construir uma equipa.
Pelo meio conseguiram boas peças secundárias (Shaun Livingston, Carlos Delfino, Gary Forbes) e conseguiram montar um bom banco. Só lhes faltava um cinco de topo. E uma estrela. Pois bem, podem ter conseguido uma esta noite. James Harden é um jogador ainda muito jovem (23 anos), que já é um shooting guard de topo e tem ainda margem de progressão e potencial para se tornar um dos melhores da liga.
Conseguiram-no em troca de um shooting guard veterano no seu último ano de contrato e que não fazia parte dos planos da equipa para o futuro e outro shooting guard jovem, mas que não tem metade do potencial de Harden. Harden era o Sexto Homem em OKC e apenas a terceira arma ofensiva da equipa. Mas já tinhamos dito aqui (quando se falou no interesse dos Magic) que ele seria uma estrela noutra equipa. E como titular e primeira arma ofensiva em Houston pode confirmar isso mesmo.
Os Rockets conseguem uma peça central para a sua reconstrução (e parecem dispostos a oferecer-lhe o contrato máximo que ele queria para renovar) e ainda ficam com espaço salarial na próxima offseason para outro contrato grande. Ainda têm muito caminho até sair daquele meio da tabela, mas, ao contrário de há um mês atrás, estão um bocado mais perto.
Nota depois desta troca: 10
E para os lados de OKC, onde os deixa esta troca?
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - OKC THUNDER
Saídas: James Harden, Derek Fisher, Nazr Mohammed, Royal Ivey, Daequan Cook e Lazar Hayward
Entradas: Kevin Martin, Jeremy Lamb, Hasheem Thabeet, DeAndre Liggins e Perry Jones III (28ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Thabo Sefolosha - Kevin Durant - Serge Ibaka - Kendrick Perkins
Banco: Eric Maynor - Kevin Martin - Perry Jones III - Nick Collison - Hasheem Thabeet
Treinador: Scott Brooks
Balanço: O objectivo dos vice-campeões nesta offseason era óbvio: manter intacto o núcleo do seu plantel. Porque já tinham uma das melhores equipas da liga e porque essa equipa era também ainda uma das mais jovens. Com este grupo estavam orientados por vários anos e só precisavam de continuar a polir as arestas à volta.
Por isso, com as opções de extensão dos contratos de Serge Ibaka e James Harden a terminar no final de Outubro (se não os renovassem até lá, seriam free agents com restrições no próximo ano), conseguir manter os dois na equipa era o objectivo número um.
Mas antes disso, ainda vinha o draft e os Thunder podem ter conseguido um dos roubos deste ano. Perry Jones III é um talento do top 5, mas preocupações com um problema no joelho e com a sua motivação e disciplina de treino fizeram-no cair até ao fim da primeira ronda. Não é uma aposta certa, mas a possibilidade de conseguir um jogador tão bom numa posição tão baixa era boa depois para desperdiçar. E é uma aposta onde têm muito mais a ganhar do que a perder.
Na free agency, começaram por deixar sair os free agents que estavam na equipa: Fisher, Mohammed e Ivey. Fisher e Ivey porque este ano já tinham Eric Maynor disponível (e Maynor é um dos melhores bases suplentes da NBA) e Mohammed porque preferiram uma opção mais barata para poste suplente.
Tudo para o grande objectivo do Verão: renovar com Ibaka e Harden. Começaram por Ibaka (que era o mais barato dos dois e com essa questão resolvida, sabiam quanto podiam oferecer a Harden) e por lhe oferecer 48 milhões por 5 anos (e cerca de 9 milhões por um dos melhores defesas da liga e um jogador que continua a evoluir bastante todos os anos, pode daqui a uns anos ser uma pechincha).
Faltava Harden. E foi quando as coisas se complicaram. O Sexto Homem do Ano pretendia um contrato máximo, os Thunder não queriam pagar tanto pelo terceiro jogador da equipa e, na impossibilidade de um acordo, recorreram a um (surpreendente) plano de recurso.
E trocaram-no por Kevin Martin. Que é uma solução de curto prazo e lhes garante esta época, mas não mais do que isso. Martin consegue garantir os 16.8 pontos a partir do banco que Harden lhes dava, mas é um jogador no último ano de contrato, já no pico da carreira e sem margem de progressão, e que não fará parte dos planos dos Thunder a longo prazo.
Ficaram piores? No imediato talvez não, mas vão ter de ir às compras no próximo ano. Se mantivessem Harden, tinham o trabalho feito por muitos anos. Assim, têm trabalho para fazer para compensar a sua saída. Trocaram a certeza de um núcleo para vários anos pela incerteza do mercado. Para já, contêm as perdas e a nota não é negativa, mas só no próximo ano vamos saber se essa nota sobe ou desce.
Nota: 10
(a seguir, voltando à ordem alfabética: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)