2.6.11

Blake Griffin vs Ricardo


Enquanto esperamos pelo início do jogo 2 (já so faltam 2 horas e meia!), fiquem com Ricardo, o lavador de pratos que desafia Blake Griffin para um concurso de lançamentos (acho que podemos chamar-lhes lançamentos):


1.6.11

Shaq out


O Grande Shaq anunciou a sua retirada. Há 3 horas publicou isto no Twitter:


E o vídeo é este:


Obrigado, Shaquille, por tantas memórias.

Primeiro Assalto: Heat


Não foi bonito, não foi brilhante, mas os Heat mantiveram a AmericanAirlines Arena inexpugnável e desferiram o primeiro golpe. Com ambas as equipas a lançar abaixo dos 40% (38.8% para os Heat e um ainda pior 37.3% dos Mavs), os rapazes de South Beach conseguiram ser os menos desacertados nos últimos minutos e ganhar no sprint final.

E este primeiro assalto teve muito daquilo que se esperava: dum lado o jogo mais colectivo dos Mavs, a movimentar a bola no ataque, a fazer sempre mais um passe até encontrar o jogador livre. Do outro, o jogo de individualidades dos Heat, com a bola a passar sempre pelas mãos de Lebron e Wade (e Bosh também, em ocasiões).

Mas este assalto teve também aquilo que não se esperava: o banco dos Heat a marcar mais pontos que o dos Mavs (27-17! 17 pontos apenas para todo o banco de Dallas!) e os Mavs, mais altos, a levarem uma sova nos ressaltos ofensivos (16-6, 46-36 nos ressaltos totais; Chandler ganhou apenas 4, menos um que Mike Miller!).
Nem de propósito, Dallas falhou nas duas áreas que, na nossa análise pré-Finais, referimos como decisivas. Aquele que já foi o ponto fraco dos Mavs na série anterior (os ressaltos defensivos) somado à incapacidade de explorar o ponto fraco do adversário (o banco) dificilmente vai dar outro resultado que não uma derrota.

Eu prometo que apanho a bola, se tu prometeres que marcas...

Como dissemos na altura, já é suficientemente difícil defender Lebron, Wade e Bosh uma vez em cada ataque, mas os Mavs fizeram um bom trabalho nessa parte. Fecharam o meio, conseguiram controlar as penetrações e forçaram os Heat a lançar de fora. E os Heat (à excepção de Lebron) falharam muitos lançamentos exteriores. Tudo óptimo até aí. Mas depois os Mavs deram-lhes segundas oportunidades por 16 vezes. 16 posses de bola extra que resultaram em mais 13 tentativas de lançamento (80- 67) e mais 15 pontos para Miami. Num jogo decidido por 8, é fazer as contas.

E depois adicionem (ou subtraiam?) a essas contas os pontos que o banco de Dallas não marcou. Jason Terry ainda começou bem, mas depois desapareceu na segunda parte (mérito também para Lebron que o defendeu em alguns períodos dessa 2ª parte). Barea nunca conseguiu encontrar espaço para lançar de fora (boa ajuda nos bloqueios por parte de Miami) e quando penetrou encontrou quase sempre oposição. E Stojakovic lembrou-nos dos seus piores tempo nos Hornets e não marcou um lançamento.

A boa notícia para Rick Carlisle é que a sua equipa (à excepção dos últimos 5 minutos) não tomou más decisões no ataque e apesar da boa defesa de Miami, muitos dos lançamentos falhados foram boas situações de lançamento, sem oposição ou em posição favorável. Sem retirar todo o mérito à defesa de Miami (que o teve), muita da culpa da horrível percentagem dos Mavs é responsabilidade deles próprios. Criaram boas situações de lançamento e simplesmente falharam-nas. A defesa de Dallas é mais responsável pela má percentagem de Miami (que tiveram muitos lançamentos contestados e difíceis) que a dos Heat pela má percentagem dos Mavs.

Foi uma equipa dos Mavs em sub-rendimento ofensivo. E lançar pior vai ser difícil. Por isso só podem melhorar. E se numa noite de sub-rendimento ofensivo, conseguiram discutir o jogo (quase) até ao fim, numa noite normal podem vencer. Esse é o pensamento que deve reconfortar os jogadores de Dallas.

Mas outro pensamento deve também ressoar bem alto nas suas cabeças: Apanhem esses ressaltos defensivos! Ou então nada feito.

30.5.11

Chewbacca Dunk


A partir de amanhã as coisas tornam-se sérias, por isso hoje fiquemos com um pouco de humor de desktop:



Mas pensando bem, o gadelhudo Nowitzki parece o Chewbacca...



O que faria dos Storm Troopers... os Heat? Mas isso faria de Lebron...


E Pat Riley? Aquele que desviou Lebron Skywalker para o lado negro da força?


29.5.11

Mavs-Heat, a desforra


Preparem-se, é já esta 3ª feira que começam as Finais:

*

Segunda ida às Finais para Miami e Dallas, segunda vez que se enfrentam. Depois do duelo de 2006, a história repete-se em 2011. E, no entanto, tanta coisa mudou. Das equipas que jogaram essa final, restam apenas dois jogadores de cada lado: Wade e Haslem nos Heat e Nowitzki e Terry nos Mavs.

Mas apesar de ambos os plantéis terem pouco que ver com os que jogaram essa final, esta equipa dos Mavs continua intimamente ligada a ela. Pois aí foi o início da sua reputação como equipa-que-falha-constantemente-nos-playoffs. Toda a história recente dos Mavs está marcada por essa final e todas as épocas depois foram definidas por ela. Foi uma ferida que ficou aberta e desde aí que o objectivo dos Mavs é regressar às Finais e ter de novo a oportunidade de lutar pelo título. Independentemente de todos os jogadores novos no plantel, os dois que restam são os capitães e os jogadores que personificam essa luta dos Mavs, por isso não há ninguém em Dallas que não veja esta final como o recuperar da oportunidade perdida há cinco anos. E como a oportunidade para a redenção.

Para os lados de South Beach, o contexto em que chegam a esta final nada tem que ver com a outra. Mas têm também algo a provar. A reunião dos Três Super-Amigos tornou os Heat nos vilões da NBA e na equipa preferida para odiar. Lebron, Wade e Bosh tentam calar todos os críticos, todos os haters e ganhar o título logo na primeira época juntos. Para Miami, o facto do adversário ser Dallas é indiferente. A sua luta é contra o resto do mundo.

E o que pode o mundo esperar deste duelo?
Bem, apenas três equipas terminaram esta temporada regular no top 10 no ataque e na defesa. Duas delas estão nesta final. Por isso, temos dois ataques de topo contra duas defesas de topo. É coisa para dar uma final excepcional.

Os Mavs não perdem um jogo com os Heat desde essa final de 2006 (10-0 nos cinco anos seguintes, 2-0 este ano). É um dado curioso, mas que pouco conta para aqui. Primeiro porque os oito jogos das quatro épocas anteriores foram contra equipas dos Heat fracas e que nada têm que que ver com a deste ano. E os dois deste ano são de temporada regular (os Bulls tinham 3-0 com os Heat, por exemplo; e já agora, Haslem não jogou nesses dois jogos também).

O que vai então contar para aqui?

Para começar, este é o maior desafio que tanto uma como outra equipa já enfrentou nestes playoffs.


Do lado de Dallas, têm um desafio semelhante ao que os Lakers e os Thunder já lhes colocaram: jogadores exteriores marcadores de pontos, capazes de lançar e penetrar (Kobe, Durant, Westbrook). Mas agora num nível diferente. É aquilo que já enfrentaram, mas agora muito mais difícil. Com o seu melhor defensor do perímetro (Butler) de fora, a tarefa de abrandar Lebron e Wade vai ser de Marion e Stevenson. Frente a Kobe e Durant, Kidd também os defendeu em algumas ocasiões, mas frente a Lebron não vão poder fazer o mesmo, pois Kidd não consegue nem acompanhá-lo no exterior, nem segurá-lo no jogo de costas para o cesto. Já com Wade é diferente e Kidd vai ser um dos defensores designados também.

Mas para abrandar Lebron e Wade, vão precisar de mais. Chandler é um jogador chave para isso. Precisam dele para ser o defensor interior que surge na ajuda e o jogador que protege o cesto. E precisam dele também para parar a terceira opção ofensiva dos Heat, Bosh. O power forward de Miami aproveita bem o espaço livre quando Lebron e Wade penetram e marca muitos lançamentos de meia distância. Chandler terá de ser um dos defensores mais activos nos Mavs. Dele depende muito do sucesso da sua defesa. Portanto, precisam que ele se mantenha em campo e evite problema de faltas.

E esperem também ver mais defesa zona. Na temporada regular tiveram bons resultados frente aos Heat quando o fizeram e vão de certeza recorrer a ela durante alguns períodos do jogo, para evitar os 1x1 de Lebron e Wade.



Do lado de Miami, têm um desafio diferente dos que já tiveram nas eliminatórias do Este. Enfrentaram power forwards que jogavam a poste baixo, de costas para o cesto, e podiam também fazer lançamentos de meia distância (Brand, Garnett, Boozer), mas nenhum como Nowitzki (o melhor jogador nos playoffs até agora), um jogador interior que também joga fora. Anthony consegue defendê-lo no interior, mas não no exterior. Bosh, nem no exterior nem no interior. Haslem é a sua melhor hipótese e poderá ver mais tempo de jogo a defender o alemão. Lebron também vai ter a sua oportunidade (consegue defendê-lo no perímetro e tem o físico para segurá-lo de costas para o cesto).

Mas para além disso, os Mavs movimentam a bola melhor que qualquer uma das equipas que os Heat já passaram (os Celtics movimentavam bem, mas não tinham o jogador interior-exterior para desequilibrar, forçar 2x1 e iniciar a rotação de bola), pelo que vai ser mais difícil aos Heat ajudar no interior e depois recuperar para os atiradores. Os Mavs espalham os seus jogadores, ocupam bem o espaço no ataque e aproveitam os 2x1 a Nowitzki para libertar atiradores. Foi assim que venceram os Lakers. É claro que os defensores do perímetro dos Heat são mais rápidos e não vão ser enxovalhados como os de Los Angeles, mas é algo que ainda não tiveram de defender.


Ponto fraco dos Mavs? Ressaltos defensivos (vejam os ofensivos que os Thunder ganharam). Apesar dos Heat não serem grandes ressaltadores ofensivos, os Mavs vão ter de estar atentos nesse aspecto, porque não podem dar-lhes segundas oportunidades de lançamento. Já é suficientemente difícil pará-los uma vez.

Ponto fraco dos Heat? O banco. É fundamental para Miami tentar não perder por muitos a batalha dos bancos. Os suplentes de Dallas são melhores e vários deles podem sair a marcar muitos pontos em qualquer jogo (Terry, Stojakovic, Barea). Nos Heat, it's all about the Big Three, mas qualquer ajuda do banco será bem vinda.

Previsão (ou desejo?): Dallas em 6 ou 7



(*antes que me acusem de plágio, o seu a seu dono: as imagens do vídeo foram retiradas de um anúncio da PT, autoria da EuroRSCG)

28.5.11

Come play with us


O Street Basket está de regresso a Portugal! Pode não ser uma notícia directamente relacionada com a NBA, mas não só é uma iniciativa da NBA TV em Portugal, como o basquetebol está de novo nas ruas, por isso aqui fica o devido destaque:


Sob o mote "Come play with us", a ZON está a organizar um torneio de 3x3 que vai percorrer Portugal entre Maio e Julho. Depois de etapas em Coimbra, Lisboa, Albufeira e Matosinhos, a Final Nacional será no Porto, no dia 3 de Julho. Podem inscrever-se no site da ZON e ver todas as informações na página do torneio no Facebook.

27.5.11

Uma história do Crossover


Enquanto os Bulls tentam manter-se vivos e ganhar este jogo 5 (quem está acordado a ver?), vamos aproveitar o desconto de tempo para vos deixar este mini-documentário sobre o crossover e alguns dos jogadores que popularizaram essa finta. A minha parte preferida? A confiança (chamemos-lhe assim) de Allen Iverson quando diz "eu fiz o meu melhor movimento e mesmo assim o Michael Jordan quase bloqueava o meu lançamento!".




(Actualização das 13:04: e os Bulls não sobreviveram. Valeu a noitada pelo final de jogo inacreditável. Agora vamos ao momento mais esperado do ano. Num próximo post, lá iremos dissecar as Finais)