O nosso périplo pelas 28 cidades da NBA continua. Depois de paragens em Denver e em Minnesota, vamos até Oklahoma City:
Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder
Saídas: Jeremy Lamb, Perry Jones
Entradas: Josh Huestis, Cameron Payne (14ª escolha no draft), Dakari Johnson (48ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Dion Waiters - Kevin Durant - Serge Ibaka - Steven Adams
No banco: DJ Augustin - Andre Roberson - Anthony Morrow - Kyle Singler - Nick Collison - Enes Kanter
No banco: DJ Augustin - Andre Roberson - Anthony Morrow - Kyle Singler - Nick Collison - Enes Kanter
Treinador: saiu Scott Brooks, entrou Billy Donovan
Balanço: Despediram o Scott Brooks (finalmente, dirão os seus detractores). E essa foi a grande mudança da offseason. Apesar de não ter sido por culpa de Brooks que a temporada passada foi um fracasso, os dirigentes de OKC resolveram não lhe dar mais nenhuma hipótese e optaram por um treinador novo. Novo na equipa e novo na NBA.
Billy Donovan, ex-treinador da Universidade da Florida (campeão da NCAA em 2006 e 2007, numa equipa que contava com Joakim Noah, Al Horford e Corey Brewer) é o escolhido para a missão de dar o salto que Brooks nunca conseguiu dar e levar os Thunder ao patamar máximo da NBA.
Em ano de contrato para Kevin Durant e com uma margem de erro pequena, terá sido uma decisão arriscada ou uma decisão acertada? Inclinamo-nos para a segunda. Arriscada, sim, mas mais arriscado ainda seria não fazerem nada e arrependerem-se mais tarde de não terem tentado tudo o que podiam para levar a equipa ao topo.
Porque com Brooks já sabiam com o que contar. Já sabiam que seriam bons (porque com tanto talento no plantel é difícil não ser), mas que teriam o ataque limitado e básico que sempre tiveram. Já sabiam que estariam entre as melhores equipas, mas que quando chegassem os playoffs e as defesas apertassem, esse ataque limitado poderia não chegar.
Por isso, decidiram não ficar parados e tentar algo diferente. Donovan é um pupilo de Rick Pitino, que gosta de jogar rápido e em transição, mas que também gosta de movimento no ataque e muito movimentação de bola. Que é mesmo o que esta equipa precisa.
Na outra grande decisão deste Verão, igualaram a proposta dos Blazers a Enes Kanter e renovaram com o poste turco por 4 anos e 70 milhões de dólares.
É um preço muito alto a pagar por um jogador que não deve ser titular e é um buraco na defesa (e um preço que, há 3 anos, não estiveram dispostos a pagar por James Harden), mas não só ofensivamente Kanter lhes dá algo que mais ninguém na equipa dá (algo que nunca tiveram: uma arma ofensiva interior, um jogador interior capaz de jogar de costas para o cesto e de criar o seu próprio lançamento), como, com a escalada no tecto salarial nos próximos anos, esse preço não vai ser tão alto como agora parece. Há-de continuar a ser um preço alto por Kanter, mas se antes os criticaram por não fazer tudo para ganhar um título, agora não os vamos criticar por fazer.
E não fizeram muito mais, mas também não precisavam. Não foi por nenhuma fraqueza no plantel que falharam os playoffs, foi apenas devido às muitas lesões que tiveram e à ausência de Durant em praticamente toda a época e de Westbrook e Ibaka em parte dela. O que precisavam (e precisam) era de saúde e sorte e ter toda a equipa saudável e disponível. Acontecendo isso, estarão na luta pelo título da conferência e da liga.
Para além daquelas duas grandes decisões, seleccionaram Cameron Payne e Dakari Johnson no draft (dois jovens com potencial, mas que têm muita gente à sua frente na rotação e pouco deverão jogar) e assinaram a escolha no draft do ano passado, Josh Huestis.
Este vai ser o ano de todos os rumores e especulações em torno de Durant e o ano em que vamos descobrir se Westbrook só sabe jogar daquela forma ou se jogava daquela forma porque o sistema de Scott Brooks assim o exigia. Billy Donovan não podia começar a sua carreira de treinador principal na NBA com um desafio maior.
Nota: 12
(a seguir: Portland Trail Blazers)
(a seguir: Portland Trail Blazers)





