29.9.15

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


O nosso périplo pelas 28 cidades da NBA continua. Depois de paragens em Denver e em Minnesota, vamos até Oklahoma City:



Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder

Saídas: Jeremy Lamb, Perry Jones
Entradas: Josh Huestis, Cameron Payne (14ª escolha no draft), Dakari Johnson (48ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Dion Waiters - Kevin Durant - Serge Ibaka - Steven Adams
No banco: DJ Augustin - Andre Roberson - Anthony Morrow - Kyle Singler - Nick Collison - Enes Kanter
Treinador: saiu Scott Brooks, entrou Billy Donovan

Balanço: Despediram o Scott Brooks (finalmente, dirão os seus detractores). E essa foi a grande mudança da offseason. Apesar de não ter sido por culpa de Brooks que a temporada passada foi um fracasso, os dirigentes de OKC resolveram não lhe dar mais nenhuma hipótese e optaram por um treinador novo. Novo na equipa e novo na NBA.

Billy Donovan, ex-treinador da Universidade da Florida (campeão da NCAA em 2006 e 2007, numa equipa que contava com Joakim Noah, Al Horford e Corey Brewer) é o escolhido para a missão de dar o salto que Brooks nunca conseguiu dar e levar os Thunder ao patamar máximo da NBA.

Em ano de contrato para Kevin Durant e com uma margem de erro pequena, terá sido uma decisão arriscada ou uma decisão acertada? Inclinamo-nos para a segunda. Arriscada, sim, mas mais arriscado ainda seria não fazerem nada e arrependerem-se mais tarde de não terem tentado tudo o que podiam para levar a equipa ao topo.

Porque com Brooks já sabiam com o que contar. Já sabiam que seriam bons (porque com tanto talento no plantel é difícil não ser), mas que teriam o ataque limitado e básico que sempre tiveram. Já sabiam que estariam entre as melhores equipas, mas que quando chegassem os playoffs e as defesas apertassem, esse ataque limitado poderia não chegar.

Por isso, decidiram não ficar parados e tentar algo diferente. Donovan é um pupilo de Rick Pitino, que gosta de jogar rápido e em transição, mas que também gosta de movimento no ataque e muito movimentação de bola. Que é mesmo o que esta equipa precisa.

Na outra grande decisão deste Verão, igualaram a proposta dos Blazers a Enes Kanter e renovaram com o poste turco por 4 anos e 70 milhões de dólares. 
É um preço muito alto a pagar por um jogador que não deve ser titular e é um buraco na defesa (e um preço que, há 3 anos, não estiveram dispostos a pagar por James Harden), mas não só ofensivamente Kanter lhes dá algo que mais ninguém na equipa dá (algo que nunca tiveram: uma arma ofensiva interior, um jogador interior capaz de jogar de costas para o cesto e de criar o seu próprio lançamento), como, com a escalada no tecto salarial nos próximos anos, esse preço não vai ser tão alto como agora parece. Há-de continuar a ser um preço alto por Kanter, mas se antes os criticaram por não fazer tudo para ganhar um título, agora não os vamos criticar por fazer.

E não fizeram muito mais, mas também não precisavam. Não foi por nenhuma fraqueza no plantel que falharam os playoffs, foi apenas devido às muitas lesões que tiveram e à ausência de Durant em praticamente toda a época e de Westbrook e Ibaka em parte dela. O que precisavam (e precisam) era de saúde e sorte e ter toda a equipa saudável e disponível. Acontecendo isso, estarão na luta pelo título da conferência e da liga. 

Para além daquelas duas grandes decisões, seleccionaram Cameron Payne e Dakari Johnson no draft (dois jovens com potencial, mas que têm muita gente à sua frente na rotação e pouco deverão jogar) e assinaram a escolha no draft do ano passado, Josh Huestis.

Este vai ser o ano de todos os rumores e especulações em torno de Durant e o ano em que vamos descobrir se Westbrook só sabe jogar daquela forma ou se jogava daquela forma porque o sistema de Scott Brooks assim o exigia. Billy Donovan não podia começar a sua carreira de treinador principal na NBA com um desafio maior.

Nota: 12

(a seguir: Portland Trail Blazers)

28.9.15

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves



Continuando o nosso périplo pelas 28 cidades da NBA, depois do início em Denver para analisar a offseason dos Nuggets, vamos seguir viagem até à cidade dos dez mil lagos:


Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves

Saídas: Chase Budinger, Anthony Bennett
Entradas: Andre Miller, Tayshaun Prince, Nemanja Bjelica, Karl-Anthony Towns (1ª escolha no draft), Tyus Jones (24ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Andrew Wiggins - Kevin Garnett - Karl-Anthony Towns
No banco: Andre Miller - Tyus Jones - Zack LaVine - Shabazz Muhammad - Tayshaun Prince - Gorgui Dieng - Nikola Pekovic
Treinador: Flip Saunders

Balanço: Quem diria, há um ano, que por esta altura os Wolves estariam tão bem encaminhados na sua reconstrução? 
Depois de terem assegurado uma peça para o futuro na troca de Kevin Love (Andrew Wiggins, claro), este Verão a sorte sorriu pela primeira vez aos Wolves na lotaria do draft e conseguiram outra. E de repente, têm os dois últimos "nº1 do draft" e um núcleo com futuro.

Usaram essa inédita primeira escolha em Karl-Anthony Towns, uma escolha que faz todo o sentido. Já tinham alguns jogadores exteriores jovens e promissores (Wiggins, Rubio - que só tem 24 anos -, LaVine), já tinham bases e extremos, faltava um poste. Um bom jogador interior para os dois lados do campo era mesmo o que esta equipa precisava. Para além disso, jogadores de 2,13m talentosos são mais raros do que bases e extremos talentosos, por isso, não podiam deixar passar um poste tão promissor.

Podemos discutir se deviam ter escolhido Towns ou Okafor. Okafor é mais polido ofensivamente e parece mais preparado para contribuir no imediato, mas Towns é melhor defensor e tem, provavelmente, um tecto maior. Okafor até poderá vir a ser melhor jogador, mas Towns poderá ser mais adequado ao que esta equipa precisa.

E com um mentor como Kevin Garnett ainda mais sentido faz a escolha, e Towns tem tudo para se tornar o poste do futuro para os Wolves. Para já, fizeram a escolha lógica no draft (e, como sempre, só o tempo dirá se foi a escolha certa).
Completaram o plantel com bons veteranos (ou veteraníssimos), que não só os tornam mais competitivos no presente, como também vão ajudar a formar e orientar os jovens. Já tinham Garnett e Martin e acrescentaram Andre Miller e Tayshaun Prince a esse lote de professores.

O resultado desta mistura de jovens muito atléticos e promissores com veteranos muito experientes deve ser uma das equipas mais interessantes de seguir esta temporada.

Pouco mais de um ano depois de trocarem Kevin Love, estão em muito bom caminho na construção da equipa. Para a frente é que é caminho e o dos Wolves é para a frente que vai.

Nota: 12

(a seguir: Oklahoma City Thunder)

27.9.15

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


Ora, vamos lá então à avaliação da offseason das 30 equipas da liga. Como dissemos no post anterior, este ano vamos começar os nossos já clássicos Boletins de Avaliação pela outra ponta dos Estados Unidos, pela Northwest Division. E, seguindo a ordem alfabética, iniciamos o nosso périplo pelas 28 cidades da NBA em Denver:


Boletim de Avaliação - Denver Nuggets

Saídas: Ty Lawson
Entradas: Nick Johnson, Nikola Jokic (41ª escolha no draft de 2014), Emmanuel Mudiay (7ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Emmanuel Mudiay - Wilson Chandler - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - Jusuf Nurkic
No banco: Jameer Nelson - Randy Foye - Gary Harris - Will Barton - Darrell Arthur - JJ Hickson 

Treinador: saiu Melvin Hunt (que substituiu Brian Shaw, depois deste ser despedido em Março), entrou Mike Malone

Balanço: As mudanças na equipa começaram ainda durante a temporada passada. Com a época a descarrilar (ou melhor, sem alguma vez ter sequer encarrilado), não esperaram pelo fim da mesma para começar a reconstruir.

Em Janeiro, trocaram Timofey Mozgov por um par de 1ªs rondas no draft e Nate Robinson por Jameer Nelson. Despacharam depois, em Fevereiro, JaVale McGee para os Sixers e trocaram Arron Afflalo e Alonzo Gee por Will Barton, Vitor Claver, Thomas Robinson e uma 1ª ronda.

Os Nuggets estavam interessados em receber e acumular escolhas no draft e de todos os jogadores que receberam nesses negócios só ficaram com Nelson e Barton.

2014-15 foi uma temporada disfuncional e fracassada que culminou no despedimento de Brian Shaw ainda antes do fim da temporada regular. Melvin Hunt foi promovido a treinador principal e terminou a época, mas foi sempre uma situação temporária.

Este Verão, contrataram Mike Malone para o lugar. No ano passado, Malone estava a fazer um bom trabalho e um óptimo início de época nos Kings quando foi despedido por aparentemente não ser receptivo às sugestões do dono da equipa (isto é, não o deixar meter-se no seu trabalho) e não jogar o estilo de basquetebol que aquele queria. Aproveitaram os Nuggets, que ficam com um bom treinador.

Antes disso, vindo também dos Kings, regressou Pete D'Alessandro a uma casa que já conhece (antes de ir para Sacramento em 2013, era o vice de Masai Ujiri em Denver), para trabalhar com o general manager Tim Connely.

No plantel, depois de todas as mexidas durante a temporada, o Verão reservou ainda uma maior: trocaram Ty Lawson por Nick Johnson, Kostas Papanikolau, Pablo Prigioni, Joey Dorsey e duas escolhas no draft (uma 1ª ronda e uma 2ª ronda). 
Lawson era um dos melhores jogadores da equipa, mas depois de vários episódios de problemas com álcool e depois de arranjarem um substituto no draft, optaram por desfazer-se dele.

Poderiam ter conseguido mais por um jogador do seu calibre? Talvez, mas isso também mostra como deviam estar desejosos de o ver pelas costas. Para além disso, em situações dessas, quando as outras equipas sabem que te queres livrar desesperadamente de um jogador, não tens muita margem de manobra nem muitas hipóteses de regatear. Pelo menos conseguiram mais uma 1ª ronda. Não é muito, mas é qualquer coisa.

E também já tinham encontrado o seu sucessor no draft. Emmanuel Mudiay não é ainda um jogador completo e precisa de melhorar o lançamento, mas é um dos rookies mais preparado para jogar e contribuir imediatamente, é um excelente projecto de base e é a aposta dos Nuggets para essa posição no futuro.

De resto, não mudaram mais. A prioridade foi renovar com algumas das suas melhores e/ou mais promissoras peças (ou mais úteis, no caso de Jameer Nelson, que será um bom mentor e professor para Mudiay). Negociaram extensões de contrato com Wilson Chandler (4 anos/46 milhões) e Danilo Gallinari (mais 2 anos/34 milhões após 2015-16), e renovaram com Darrell Arthur, Will Barton e Jameer Nelson.

Contas feitas a isto tudo, ficam com uns quantos bons jogadores jovens para desenvolver, uns quantos veteranos que podem fazer parte dum plantel futuro ou ser boas peças para outros negócios e ainda conservam espaço e flexibilidade salarial. 

As mudanças mais importantes da offseason aconteceram no front office e na equipa técnica. Mudanças com as quais procuram restaurar a paz e estabilidade que a equipa não tem desde a saída de George Karl e Masai Ujiri. Esse é o objectivo imediato em Denver. 
No plantel ainda há muito a fazer. O futuro mais próximo passa por desenvolver jogadores e continuar a construir a equipa. Porque os playoffs são uma miragem para já.


Nota: 11

(a seguir: Minnesota Timberwolves)

26.9.15

Back in business


Já tinham saudades nossas? Cá estamos de volta para mais uma temporada do melhor basquetebol do mundo! A NBA vai continuar a acontecer aqui em 2015-16.

E já acontece desde 2010. Desde o dia 26 de Setembro de 2010. É verdade, parece que foi ontem, mas, a brincar a brincar, são já cinco anos de SeteVinteCinco. Já é qualquer coisa, não é, Kobe?








Por isso, antes de mais, vamos lá tirar um minuto para cantar os Parabéns ao SeteVinteCinco:

"Parabéns a você...


"... para o SeteVinteCinco uma salva de palmas!" Ééééééhhhhh! 

Deixem-me aproveitar a ocasião para vos agradecer mais uma vez as vossas visitas, participações e sugestões e dizer um grande obrigado pelas palavras de incentivo que recebo de tantos de vós. Já o disse várias vezes, mas nunca é demais repetir: sem vocês aí desse lado isto não tinha metade da piada. Obrigado por esta meia década e espero que continuemos durante muito tempo a seguir juntos a melhor liga de basquetebol do mundo.

Agora, vamos às novidades. Não, ainda não é este ano que vou para a Sport TV, mas tenho um novo projecto com alguém de lá:


O MVP tem estreia marcada para o próximo sábado e entretanto podem deixar o vosso like na página do MVP no Facebook ou segui-lo no Twitter.


Por aqui pelo SeteVinteCinco, durante o próximo mês, vamos ter os já clássicos Boletins de Avaliação, com o balanço e a nota da offseason de cada uma das 30 equipas. Este ano, para variar, começamos pela outra ponta dos Estados Unidos. Vamos iniciar a viagem pelo Oeste, pela Northwest Division. Até já!