30.9.12

Boletim de Avaliação - Miami Heat


E hoje é dia de ver o que andaram os campeões a fazer para lutar pela renovação do seu título:


Miami Heat

Saídas: Eddy Curry, Juwan Howard e Ronny Turiaf
Entradas: Ray Allen, Rashard Lewis, Garrett Temple e Jarvis Varnardo (41ª escolha no draft de 2010)
Cinco Inicial: Mario Chalmers - Dwyane Wade - Shane Battier - LeBron James - Chris Bosh
Banco: Norris Cole - Ray Allen - Mike Miller - Rashard Lewis - Udonis Haslem - Joel Anthony
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Este é fácil de fazer. Já o dissemos quando Ray Allen anunciou a ida para South Beach e repetimos quando Ray Ray e Rashard Lewis assinaram: os Heat, que já foram a melhor equipa da temporada passada, ficaram ainda melhores.

Podem clicar nos links e ler o que escrevemos nessas duas ocasiões, pois tudo o que dissemos mantém-se: conseguiram o seu maior alvo na offseason, Ray Allen, e ainda acrescentaram mais um atirador para abrir espaço para Wade e LeBron, Rashard Lewis. De todos os jogadores que estavam disponíveis nesta offseason (e realisticamente ao alcance dos Heat), Allen é o melhor reforço que podiam ter e encaixa que nem uma luva nesta equipa. Imaginem o que aconteceu nas Finais (Battier, Chalmers e Miller com lançamentos isolados na linha de três pontos devido às penetrações de Wade e LeBron e ao jogo a poste baixo de LeBron), mas com o melhor triplista de sempre a receber a bola.

Reforçaram muito bem o jogo exterior, mas não conseguiram ajuda para o jogo interior. Por isso devem recorrer ainda mais ao small ball com que bateram os Thunder (e Chris Bosh ocupará mais vezes a posição de poste). Nesse estilo serão imbatíveis, mas terão mais dificuldades contra equipas com jogadores interiores que sejam bons ofensivamente e continuam com poucas armas para jogar big ball.

Podem, portanto, não ter armas para todas as ocasiões, mas os Heat já eram muito bons e às vezes só manter a equipa que chegou ao topo já é difícil, quanto mais melhorá-la significativamente. E os Heat conseguiram isso mesmo.

Nota: 15


(a seguir: Southeast Division - Orlando Magic)

29.9.12

Boletim de Avaliação - Charlotte Bobcats


E agora a análise que todos esperavam, a equipa que bateu um recorde histórico na época passada e tornou-se a equipa com a pior percentagem de vitórias de sempre numa temporada. Depois dessa temporada memorável, que tal terá sido o Verão da equipa de Charlotte?


Charlotte Bobcats

Saídas: Corey Maggette, DJ Augustin, Derrick Brown, Jamario Moon, Eduardo Najera e DJ White
Entradas: Ben Gordon, Ramon Sessions, Brendan Haywood, Michael Kidd-Gilchrist (2ª escolha no draft) e Jeff Taylor (31ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ramon Sessions - Ben Gordon - Michael Kidd-Gilchrist - Tyrus Thomas - Brendan Haywood
Banco: Kemba Walker - Gerald Henderson - Jeff Taylor - Bismack Biyombo - Byron Mullens
Treinador: Mike Dunlap

Balanço: Os Bobcats não foram maus, foram péssimos. Foram tão maus e bateram tão fundo no ano passado que o único caminho possível depois disso era para cima. Era praticamente impossível ficarem piores. As deficiências da equipa eram tantas que precisavam de jogadores para todas as posições e não havia nenhuma área que não precisassem de melhorar. Por isso, depois de estabelecerem um novo recorde de mediocridade, só podiam melhorar.

E qualquer jogador que escolhessem no draft viria sempre melhorar a equipa. Não lhes saiu a sorte grande e não ficaram com Anthony Davis, mas ficaram com o prémio de consolação. Michael Kidd-Gilchrist é, provavelmente, o segundo maior talento deste draft, um bom defensor, um extremo muito atlético e um dos futuros pilares da equipa. E como já tinham Kemba Walker e Bismack Biyombo, escolher um extremo foi acertado. Kidd-Gilchrist será o small forward titular e, sem concorrência na posição (o único concorrente é a outra escolha dos Bobcats no draft, Jeff Taylor) não lhe faltarão minutos e oportunidades para desenvolver o seu potencial em campo.

Depois ainda conseguiram arranjar uns jogadores decentes na free agency. Trocaram Corey Maggette por Ben Gordon e o ex-Piston, apesar dos anos decepcionantes em Detroit, é melhor que Maggette, será um dos melhores jogadores da equipa e vem seguramente ajudar aquele que foi o pior ataque da temporada passada.
Ganharam também o leilão por Brendan Haywood (depois deste ser amnistiado pelos Mavs) e por apenas 6 milhões/3 anos ficam com um poste decente e uma presença veterana no balneário. 
E, para o lugar de DJ Augustin, contrataram Ramon Sessions. Embora esta decisão faça menos sentido que as anteriores (deixaram Augustin sair e parecia que iam apostar em Kemba Walker como titular, mas depois foram buscar Sessions por mais do que Augustin recebia; e das duas uma: ou vão pagar demais - 5 milhões - por um base suplente ou então ainda não é desta que vão dar a titularidade e o tempo de jogo que ele precisa para se desenvolver a Kemba Walker), é mais um jogador decente para uma equipa que precisa de todos os que conseguir.

Por isso, não foi uma má offseason. Ganham mais um jovem talento para desenvolver e ainda conseguiram uns jogadores mais veteranos para dar alguma competividade à equipa enquanto os jovens se desenvolvem (e também para ajudá-los a desenvolverem-se). É claro que vão continuar a ser uma das equipas mais fracas e ainda falta muito para sair do buraco em que estão, mas tinham de começar por algum lado. Têm pela frente uma longa reconstrução e um longo caminho para sair do fundo da tabela. No próximo ano vão ter mais uma escolha alta no draft, têm muito espaço salarial e mais passos para dar. Mas deram um primeiro passo nesta offseason. 

Nota: 11


(a seguir: Southeast Division - Miami Heat)

26.9.12

Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks


Para arrancar com a análise da Southeast Division, vamos hoje até ao estado da Georgia ver se Danny Ferry, o novo general manager da equipa de Atlanta, teve um Verão ocupado:


Atlanta Hawks

Saídas: Joe Johnson, Marvin Williams, Kirk Hinrich, Jason Collins, Erick Dampier, Willie Green, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Donald Sloan, Jerry Stackhouse e Vladimir Radmanovic 
Entradas: Devin Harris, Lou Williams, Anthony Morrow, Kyle Korver, Johan Petro, DeShawn Stevenson, John Jenkins (23ª escolha no draft) e Mike Scott (43ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Devin Harris - Anthony Morrow - Kyle Korver - Josh Smith - Al Horford
Banco: Jeff Teague - Lou Williams - John Jenkins - DeShawn Stevenson - Ivan Johnson - Zaza Pachulia
Treinador: Larry Drew

Balanço: Danny Ferry chegou ao cargo de general manager dos Hawks no dia 24 de Junho e bastou-lhe uma semana no cargo para conseguir o que se pensava impossível: livrar-se do contrato de Joe Johnson. Só por isso, merece uma boa nota nesta offseason. 

Mas não ficou por aí. Na mesma semana trocou outro titular, Marvin Williams, por Devin Harris e começou uma revolução no plantel. Uma revolução que precisavam. Porque os Hawks eram bons, mas não bons o suficiente. Eram bons para fazer temporadas de 50 vitórias e chegar até à segunda ronda dos playoffs, mas não para mais do que isso. E era uma equipa que estava encurralada. Com este grupo não iam mais longe, mas também não tinham espaço salarial para melhorá-lo.

Não iam mais longe no presente e não tinham como ir mais longe durante os próximos anos. Danny Ferry não só percebeu isso, como teve coragem para agir e optar pelo caminho (mais difícil) de mandar abaixo para construir de novo. Teria sido mais fácil para ele manter aquele núcleo, arranjar um reforço ou dois, levar a equipa até mais uns playoffs, chegar a mais uma segunda ronda, quem sabe até chegar a uma final de conferência, e continuar a ter uma equipa bem sucedida. Não era candidata ao título, mas era competitiva e destinada à parte superior da tabela. 

Mas Ferry não quer contentar-se com a mediania e aponta para o topo. Livrou-se dos cancros financeiros que tinha e conseguiu algumas boas peças em troca. E peças que lhe dão toda a flexibilidade para o futuro: Devin Harris, Kyle Korver e Anthony Morrow terminam contrato este ano. Junte-se a estes os contratos de Zaza Pachulia e Josh Smith (que também terminam este ano) e os Hawks têm apenas 22 milhões em ordenados para 2013-14 (que é, ironicamente, tanto como o que os Nets vão pagar só a Joe Johnson em 2013-14!). Juntem ainda a isso mais duas escolhas na primeira ronda do draft de 2013 e os Hawks têm muito por onde construir.

Na próxima offseason serão a equipa com mais espaço salarial na liga e serão, seguramente, uma das equipas mais activas na free agency.

Para já, conseguiram mais uma boa peça para o futuro na free agency deste ano, Lou Williams, e mais uma no draft, John Jenkins (que é um excelente atirador, um dos melhores deste draft).

Este ano não vão andar pelas 50 vitórias como antes, mas têm apesar de tudo, uma equipa competitiva e que vai lutar pelos playoffs. Deram um passo atrás e têm pior equipa para 2012-13 do que tinham antes. Mas foi um passo atrás necessário para poderem dar dois passos em frente no futuro.

Nota: para o sucesso a curto prazo, em 2012-13, 9, mas para o sucesso a longo prazo, 14

23.9.12

Boletim de Avaliação - Milwaukee Bucks


Para encerrar a Central Division, vamos hoje até ao Wisconsin ver que tal foi a offseason da equipa de Milwaukee:


Milwaukee Bucks

Saídas: Carlos Delfino, Kwame Brown, Shaun Livingston, Jon Brockman e Jon Leuer
Entradas: Samuel Dalembert, Joel Przybilla, John Henson (14ª escolha no draft) e Doron Lamb (42ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Monta Ellis - Luc Mbah a Moute - Ersan Ilyasova - Samuel Dalembert
Banco: Beno Udrih - Doron Lamb - Mike Dunleavy - Drew Gooden - Ekpe Udoh - Joel Przybilla
Treinador: Scott Skiles

Balanço: Os Bucks já tinham feito a sua revolução e as suas maiores mudanças no trade deadline da época passada, com a troca de Andrew Bogut e Stephen Jackson por Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown. Esta offseason era uma oportunidade de completar as mudanças no plantel e fazer uns ajustes para complementar essas movimentações. E assim fizeram.

A posição de poste tinha ficado mais frágil com a saída do seu melhor ressaltador e defensor interior e um dos objectivos desta offseason era preencher essa lacuna. Para tal, negociaram Samuel Dalembert no dia do draft e contrataram Joel Przybilla na free agency. Dalembert preenche na perfeição essa necessidade de ressaltos e defesa interior e Przybilla é um poste suplente que também cumpre em ambos os departamentos. Embora tenham perdido poder de fogo no ataque (nenhum deles é bom ofensivamente), o objectivo de reforçar a posição de poste foi cumprido.

Outra das áreas que precisavam de reforçar era o backcourt e Doron Lamb pode ser um achado na 42ª posição do draft. É um shooting guard atlético, bom atirador e com potencial para ser um bom defensor, que acrescenta um pouco mais de altura e mais defesa a um backcourt pequeno e fraco defensivamente. Precisavam urgentemente de profundidade no backcourt e Lamb pode ser a melhor escolha que fizeram neste draft.

Porque na outra tiveram uma decisão mais questionável. Escolher John Henson quando já têm Ilyasova, Gooden e Larry Sanders (e Udoh também pode jogar aí) vem criar um engarrafamento na posição de power forward. Era uma das posições onde já tinham mais soluções e podiam ter aproveitado para reforçar a profundidade do backcourt. Mas, por outro lado, Gooden está no último ano do seu contrato e pode não fazer parte dos planos da equipa depois desta temporada. Por isso, podem estar já a pensar a longo prazo e a preencher uma necessidade futura. Vamos, por isso, ter de esperar para ver se foi a escolha mais acertada.

Para além dos negócios no dia do draft e da contratação de Przybilla na free agency, só fizeram mais uma movimentação nesta offseason: a renovação de Ersan Ilyasova. O turco é um daqueles jogadores interiores que tanto pode marcar triplos como fazer 15 ou 20 ressaltos (à lá Kevin Love), capaz de jogar no interior e no perímetro e o power forward mais versátil que tinham na equipa. E por 8 milhões/ano não é um preço exagerado. É, por isso, uma boa decisão dos Bucks.

Não foi a offseason mais animada, mas foi competente. Já tinham apostado as suas fichas no negócio de Monta Ellis e a offseason foi apenas para complementar essas mudanças. Conseguiram preencher as lacunas no jogo interior, mas um pouco mais de profundidade no backcourt era bem vinda. Foi uma offseason assim-assim. Positiva, mas sem razões para euforia. Deve chegar para lutar pelos playoffs, mas pouco mais.

Nota: 11


(a seguir: Southeast Division - Atlanta Hawks)

22.9.12

Boletim de Avaliação - Indiana Pacers


Continuando pela Central Division abaixo, hoje vamos até Indianapolis ver como se portou nesta offseason uma das equipas que mais progrediu na temporada passada:


Indiana Pacers

Saídas: Darren Collison, Leandro Barbosa, Dahntay Jones, AJ Price e Louis Amundson 
Entradas: DJ Augustin, Ian Mahinmi, Gerald Green, Sam Young, Sundiata Gaines, Blake Ahearn, Miles Plumlee (26ª escolha no draft) e Orlando Johnson (36ª escolha no draft)
Cinco Inicial: George Hill - Paul George - Danny Granger - David West - Roy Hibbert
Banco: DJ Augustin - Lance Stephenson - Gerald Green - Tyler Hansbrough - Ian Mahinmi
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Depois duma bem sucedida temporada de 2011-12, onde foram a terceira melhor equipa do Este e foram eliminados na segunda ronda dos playoffs numa disputada série com os Heat, o regressado general manager Donnie Walsh (que substituiu Larry Bird) tinha dois grandes objectivos para esta offseason.

O primeiro era manter o cinco inicial da equipa. Roy Hibbert e George Hill eram free agents e renovar com ambos era a prioridade dos Pacers. Hill nem chegou a entrar no mercado, pois renovaram com ele assim que abriu a free agency (embora tenham pago acima do valor de mercado do jogador, pois duvido que alguma equipa lhe oferecesse 8 milhões por ano). 
Com Hibbert tiveram uma decisão mais difícil. Os Blazers tinham preparada para ele uma proposta com um contrato máximo (58 milhões por 4 anos) e os Pacers tinham de decidir se queriam comprometer esse dinheiro com ele ou não. Mas na verdade, a decisão só era financeiramente difícil. Do ponto de vista desportivo, era fácil e Hibbert era um jogador que não podiam perder. E assim lá lhe ofereceram um contrato máximo. 

Mais de 14 milhões por temporada é dinheiro de super-estrela por um jogador que não é uma super-estrela. Mas foi o preço que tiveram de pagar para manter a espinha dorsal de uma equipa que está de volta ao topo depois de muitos anos de reconstrução. E era um preço que não se podiam dar ao luxo de não pagar. Tiveram de abrir os cordões à bolsa para o conseguir, mas o primeiro objectivo da offseason foi plenamente cumprido.

O segundo objectivo era reforçar o banco e, em particular, encontrar um suplente para Roy Hibbert. Não tiveram durante toda a temporada passada um poste suplente e esse papel era dividido entre Tyler Hansbrough e Louis Amundson, o que era manifestamente insuficiente, pois nenhum deles é poste. Assim, e como a aposta para base titular dos próximos anos é George Hill, trocaram Darren Collison (e Dahntay Jones) por Ian Mahinmi. O ex-Maverick não é um jogador brilhante, mas é um suplente competente e é um bom reforço para o jogo interior. Foi um negócio desequilibrado (Collison é muito melhor jogador que Mahinmi), mas os Pacers precisavam mais de um jogador como Mahinmi do que de um como Collison.

E para fazer o papel de Collison como base suplente, conseguiram um jogador tão bom como ele por um valor abaixo do preço de mercado (3,5 milhões por um ano): DJ Augustin, que depois da pior temporada de sempre dos Bobcats devia aceitar qualquer coisa para jogar noutro sítio e é uma excelente adição para o banco dos Pacers.

Contrataram também Gerald Green, que pode jogar como shooting guard e também como small forward e suplente de Granger. Depois do dinheiro que gastaram com Hill e Hibbert não tinham condições para ficar também com Leandro Barbosa, mas conseguiram como alternativa um jogador mais novo e mais barato que o brasileiro.

No draft, escolheram mais um jogador interior para reforçar a rotação a poste (Miles Plumlee) e outro para a de shooting guard (Orlando Johnson). Nenhum deles vai fazer uma diferença imediata na equipa, mas são mais dois corpos para ajudar.

Ficaram, portanto, com um base suplente tão bom como antes, um bom poste suplente e outro jogador ofensivo no perímetro. Nada mau. Clarificaram e simplificaram a rotação e ficaram com uma equipa mais equilibrada. E mantiveram o cinco inicial intacto. Não foi uma nada má offseason.

Nota: 12


(a seguir: Central Division - Milwaukee Bucks)

20.9.12

Um até sempre à melhor de sempre


Antes de continuarmos com os nossos Boletins de Avaliação e seguirmos para a análise da offseason dos Pacers, temos de fazer aqui um parêntesis nos posts sobre a NBA para uma merecida homenagem. Uma mais que merecida homenagem à melhor basquetebolista portuguesa de todos os tempos que anunciou a sua retirada, aos 38 anos:


Este Sábado fará o seu último jogo quando as Chicago Sky receberem as Washington Mystics. E é o fim de uma carreira sem paralelo no basquetebol português (tanto feminino como masculino). Depois de quatro anos na Universidade de Old Dominion (com quem chegou, em 1997, à final da NCAA e foi nomeada para o cinco ideal da Final Four), foi escolhida pelas Sacramento Monarchs na 2ª posição do draft de 1998 da WNBA. 

A partir daí, foram 15 temporadas na liga irmã da NBA como uma das melhores e mais espectaculares bases e distribuidoras de jogo da competição. E um coleccionar de distinções e títulos. Foi All Star quatro vezes (1999, 2000, 2001 e 2002), foi duas vezes All-WNBA First Team (99 e 2000), foi campeã em 2005 pelas Sacramento Monarchs e foi eleita em 2011 umas das 15 melhores jogadoras de sempre da liga. Termina a carreira como a jogadora com mais assistências (2597, para já) e a segunda jogadora com mais roubos de bola (763, para já) na história da WNBA e com o recorde de assistências (16) e roubos de bola (10) num jogo. 


Os nossos parabéns pela brilhante carreira e o obrigado por nos recordar a todos que o céu é o limite. E boa sorte para o próximo capítulo!

19.9.12

Boletim de Avaliação - Detroit Pistons


Continuamos com os nossos Boletins de Avaliação e hoje vamos até à Motown ver se os Pistons continuam no limbo a que se condenaram em offseasons anteriores ou se fizeram alguma coisa para sair dele:


Saídas: Ben Gordon e Vernon Macklin (e Ben Wallace?)
Entradas: Corey Maggette, Kyle Singler (33ª escolha no draft de 2011), Slava Kravtsov, Andre Drummond (9ª escolha no draft), Khris Middleton (39ª escolha no draft) e Kim English (44ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Knight - Rodney Stuckey - Tayshaun Prince - Jonas Jerebko - Greg Monroe
Banco: Will Bynum - Kim English - Corey Maggette - Charlie Villanueva - Jason Maxiell - Andre Drummond
Treinador: Lawrence Frank

Balanço: Há duas ou três temporadas que estes Pistons se encontram atolados num limbo. Tentaram reconstruir a equipa e preparar o futuro e ao mesmo tempo manterem-se competitivos no presente. E acabaram por não fazer nem uma coisa nem outra. Desde 2009 (desde os muito-pouco-inteligentes milhões que ofereceram a Ben Gordon e Charlie Villanueva) que não atam nem desatam e são uma equipa sem rumo e sem plano. Mas este ano parecem ter escolhido finalmente uma direcção.

Começaram por assumir o fiasco que foram as três temporadas de Ben Gordon como Piston e livraram-se de um dos dois péssimos contratos que fizeram em 2009. Enviaram Gordon e uma 1ª ronda para os Bobcats em troca de Corey Maggette. É claro que Maggette não conta para os planos futuros dos Pistons e foi uma movimentação apenas para poupar dinheiro (trocaram os 25 milhões/2 anos de Gordon pelos 10 milhões do último ano de contrato de Maggette). E a 1ª ronda só vai para os Bobcats se os Pistons forem aos playoffs. Como isso não vai de certeza acontecer, vão mantê-la portanto. Por isso, não é um mau negócio.

Depois no draft, continuaram a pensar a longo prazo e arriscaram em Andre Drummond, um poste de 19 anos com muito potencial, mas ainda a precisar de muito desenvolvimento. É um projecto de jogador, mas escolhê-lo no 9º lugar do draft vale a pena o risco. Não estava já disponível nenhum jogador que pudesse ter um impacto imediato na equipa, por isso não tinham muito a perder em escolher Drummond. E se ele confirmar o seu potencial, a recompensa será grande.

Escolheram também Kim English, um jogador para uma posição que precisavam urgentemente de reforçar depois da saída de Ben Gordon e um jogador que, neste novo plano dos Pistons, vai ter tempo para se desenvolver. A única escolha menos compreensível é a de Khris Middleton, pois já têm muitos small forwards e têm um verdadeiro engarrafamento nessa posição (Prince, Maggette e ainda Kyle Singler). Mas, por outro lado, se pensarmos que Prince já está perto do fim da carreira e Maggette não faz parte dos planos para além desta temporada, é mais uma aposta a longo prazo.

Melhoraram um pouco no draft (mas foram essencialmente apostas a longo prazo) e na free agency não melhoraram nada (mas foi de novo uma aposta no futuro). Não melhoraram significativamente a equipa e vão continuar atolados no fundo da tabela, mas pelo menos nesta offseason escolheram um caminho claro e não fizeram burradas como nas anteriores. Não fizeram muito, mas pelo menos o que fizeram não fizeram mal. 

E se no próximo ano se livrarem do contrato de Villanueva (amnistia?), terão um bom núcleo jovem (Brandon Knight, Rodney Stuckey, Jonas Jerebko, Greg Monroe e Andre Drummond), mais uma escolha alta no draft e muito espaço salarial.

Este ano saíram finalmente do limbo renovação-continuidade e decidiram-se finalmente pela já-há-muito-necessária renovação. É um príncipio. E só por isso levam uma nota positiva. Ainda falta livrarem-se de Villanueva (e vamos ver se no próximo ano usam o espaço salarial que vão ter de forma mais inteligente que em 2009). Mas é um príncipio.

Nota: 10


(a seguir: Central Division - Indiana Pacers)

17.9.12

Mais do que um aniversário


E hoje faz anos o Mestre do Zen, o Guerreiro do Parquet, o treinador com mais títulos (11) e com a melhor percentagem de vitórias (70.4) na história da NBA e, escusado será dizer, um dos melhores treinadores de sempre:



Quem faz melhor?


Stephen Jackson: 51 em 70.
Tu: ...?


Consegues fazer melhor que Captain Jack? Se achas que sim, filma, envia para ele e participa no seu Around The World 3-Point Challenge (não valem efeitos especiais! Acho eu...)!

15.9.12

Boletim de Avaliação - Cleveland Cavaliers


Voltando à análise da offseason, vamos até Cleveland ver o que os Cavs andaram a fazer neste Verão:


Saídas: Antawn Jamison, Anthony Parker, Semih Erden, Manny Harris e DJ Kennedy
Entradas: CJ Miles, Jeremy Pargo, Kelenna Azubuike, Jon Leuer, Dion Waiters (4ª escolha no draft), Tyler Zeller (17ª escolha no draft) e Micheal Eric (undrafted)
Cinco Inicial: Kyrie Irving - Dion Waiters - CJ Miles - Tristan Thompson - Anderson Varejão
Banco: Jeremy Pargo - Daniel Gibson - Omri Casspi - Alonzo Gee - Samardo Samuels - Tyler Zeller
Treinador: Byron Scott

Balanço: Não fizeram muito neste Verão. Apesar de terem muito espaço salarial (cerca de 20 milhões), foram pouco ou nada activos na free agency e as suas contratações ficaram-se por CJ Miles, Jon Leuer e Kelenna Azubuike. Nada que vá mudar os destinos da equipa. CJ Miles é uma boa adição e um jogador que lhes dá mais opções a shooting guard e small forward (pode jogar em ambas as posições e contribuir dos dois lados do campo). Mas Leuer e Azubuike pouca ou nenhuma diferença vão fazer.

O plano em Cleveland parece ser reconstruir através do draft e a maioria das contratações vieram daí.
Com a saída de Antawn Jamison e dos seus 17.2 pts/jogo, precisavam de jogadores para marcar pontos e escolheram Dion Waiters na 4ª posição. Waiters era provavelmente o melhor shooting guard disponível (Bradley Beal foi escolhido antes) e os Cavs queriam um shooting guard marcador de pontos para fazer dupla com Kyrie Irving.

Mas escolhê-lo numa posição tão alta do draft é uma decisão discutível. Waiters marca pontos, mas o seu forte são as penetrações e não é um lançador muito bom. Um shooting guard atirador (ou um small forward como Harrison Barnes) poderia ser melhor para combinar com Irving. E para além da marcação de pontos, Waiters não traz muito mais à equipa. Tanto pode tornar-se o shooting guard titular dos próximos anos, como ser mais um Randy Foye.

Já Tyler Zeller na 17ª posição não é uma má selecção (deram três escolhas mais baixas em troca desse lugar, mas não iam encontrar ninguém melhor em nenhuma dessas escolhas), dá-lhes um bom suplente para Varejão e talvez até (dependendo do seu desenvolvimento) o futuro poste titular.

Renovar com Alonzo Gee foi outra boa decisão. Gee ganhou a titularidade a Casspi a meio da temporada passada e este ano vai lutar pelo lugar com CJ Miles. Seja titular ou suplente, é um bom jogador para a rotação a small forward, ainda jovem e com margem de progressão e por 3 milhões/ano é um bom negócio.

Quanro ao resto das movimentações do Verão (troca por Jeremy Pargo e renovação de Luke Harangody) serão apenas contributos marginais e jogadores para completar o plantel. 

E assim a reconstrução continua devagar, devagarinho em Cleveland. E quando a melhor contratação da offseason é CJ Miles, o Verão não pode ter sido grande coisa.

Nota: 9


(a seguir: Central Division - Detroit Pistons)

14.9.12

Amor pelo jogo


Gostava de escrever uma introdução à altura para este vídeo, mas nem vou tentar. O melhor é verem. Derrick Rose na apresentação das suas novas botas para esta temporada (em que, como sabem, ele poderá nem jogar):


(via Cláudio Landim)

13.9.12

Quatro pontos para Rubio


Boas notícias para os fãs dos Timberwolves. Ricky Rubio já lança e está com a pontaria afinada:



12.9.12

A diferença entre ganhar um campeonato e ser um campeão


Dois campeões da NBA, dois MVP das Finais, um MVP da temporada regular, dois Melhores Marcadores, três campeões olímpicos, três All-Stars e três dos melhores jogadores do mundo. E o que andam a fazer durante o Verão?

LeBron James e Kevin Durant andam a fazer isto:





(estas são imagens do Verão passado, mas este ano estão a repetir a dose e estão, de novo, a treinar juntos em Akron)

E Dwyane Wade, que está de volta ao campo depois da artroscopia ao joelho, contratou um treinador para melhorar o lançamento.

Três dos melhores jogadores do mundo que continuam a trabalhar para serem ainda melhores. Um grande exemplo.

11.9.12

Boletim de Avaliação - Chicago Bulls


One down, five to go. Já analisámos a Atlantic Division, vamos agora continuar mais para dentro para a Central Division. E começamos com a equipa que teve o melhor recorde da temporada regular passada (ex aequo com os Spurs):


Chicago Bulls

Saídas: Omer Asik, CJ Watson, John Lucas, Kyle Korver, Ronnie Brewer, Mike James e Brian Scalabrine
Entradas: Nate Robinson, Marco Belinelli, Kirk Hinrich, Nazr Mohammed, Vladimir Radmanovic e Marquis Teague (25ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Derrick Rose - Richard Hamilton - Luol Deng - Carlos Boozer - Joakim Noah
Banco: Nate Robinson - Kirk Hinrich - Marquis Teague - Marco Belinelli - Jimmy Butler - Vladimir Radmanovic - Taj Gibson - Nazr Mohammed
Treinador: Tom Thibodeau

Balanço: Calma, eu sei que Derrick Rose está lesionado e vai estar ausente durante quase toda a época (nas previsões mais optimistas pode regressar lá para finais de Janeiro, inícios de Fevereiro, nas mais pessimistas pode perder toda a temporada). Mas coloquei-o no cinco inicial, porque essa é a rotação ideal da equipa. Apenas não a vão ter durante grande parte (se em alguma parte) da temporada. Por isso, até D-Rose voltar, Kirk Hinrich será ser o base titular, com Marquis Teague e Nate Robinson a sairem do banco.

E calma é também o que vão precisar os fãs dos Bulls nesta temporada. E foi já o que precisaram (muito) nesta offseason. Porque os dirigentes da equipa de Chicago não só colocaram a equipa em pausa para esta temporada, como destruiram aquela que foi a sua maior força nas duas últimas temporadas.

O ano de pausa é compreensível. Sem Derrick Rose, os Bulls não tinham, realisticamente, possibilidades de lutar pelo título. Por isso, percebe-se que não procurassem reforçar a equipa este ano nem acrescentar mais peças às que já tinham. Podia ser, compreensivelmente, um ano de espera e depois em 2013-14, quando Rose voltasse a 100% (se tudo correr bem com a recuperação, claro, mas vamos acreditar e esperar que sim e que ele volta o mesmo jogador), então fazer esse reforço. 

Mas deviam, pelo menos, manter as peças que já tinham para quando Rose voltasse. Afinal esta foi a equipa com o melhor recorde da temporada regular nos últimos dois anos. Mas não fizeram isso. Desmantelaram completamente a segunda unidade que tantas vitórias lhes valeu nessas duas temporadas. 

Dos suplentes mais utilizados apenas ficou Taj Gibson. Saiu Brewer, Watson, Lucas, Korver e Asik. Saíram excelentes defensores (Brewer, Asik), bons atiradores (Korver) e bons bases marcadores de pontos (que iam precisar este ano). E os que entraram não compensam tudo isso.

Embora Belinelli seja um óptimo atirador (e Radmanovic, embora já tenha visto melhores dias, pode dar uma mãozinha nesse departamento também) e possa fazer o papel de Korver (e tal como Korver, defender também não é com ele, por isso fica ela por ela), em tudo o resto ficam a perder. Hinrich organiza, mas não ataca o cesto nem marca pontos como Watson e Lucas e Robinson, embora seja mais ofensivo, não defende. E na defesa é onde os Bulls perderam mais. 

Nenhum dos reforços se aproxima da qualidade de Ronnie Brewer na defesa exterior e Nazr Mohammed não é metade do defensor interior que é Asik. O banco (e a sua defesa) era um dos pontos mais fortes desta equipa e perderam-no quase todo. 

A decisão foi exclusivamente financeira. Já que não iam lutar pelo título, decidiram poupar dinheiro e não investir na equipa este ano. Mas, à excepção de Asik, nem vão poupar assim tanto dinheiro.  Brewer, Watson e Korver custaram no ano passado 12 milhões (e custariam este ano um valor semelhante) e este ano, com Hinrich, Belinelli, Robinson, Radmanovic e Mohammed vão gastar cerca de 9 milhões. Por isso, o esforço para manter os três primeiros não era assim tão grande.

Só a decisão de Asik se compreende. Igualar a proposta dos Rockets iria limitar severamente a sua flexiblidade salarial e a possibilidade de negócios futuros. E 25 milhões/3 anos por um poste suplente era um preço caro demais. Foi uma decisão difícil, mas compreensível.

Os Bulls vão continuar a ser uma boa equipa e, não duvidem, vão estar nos playoffs. Tom Thibodeau pode até operar o milagre de transformar Robinson, Belinelli e Radmanovic em defensores decentes (já o conseguiu com Boozer!). Mas este ano é para passar e esperar pelo regresso de Rose a 100%. Aí, em 2013-14, é que será altura de apontarem de novo para o título. 

Aí talvez amnistiem Boozer (e promovam Gibson ao cinco) e usem esse dinheiro para ir buscar  melhores reforços. Ou talvez precisem desse dinheiro para renovar com Deng. Ou talvez não renovem com Deng e procurem outro small forward na free agency. Ou talvez descubram que faltam lá alguns jogadores importantes. O que vai acontecer não sabemos. O que sabemos é que trocaram uma certeza por muitos pontos de interrogação. Não ficaram com uma equipa melhor este ano e não sabem se vão ter uma equipa melhor depois disso.

Nota: 9


(a seguir: Central Division - Cleveland Cavaliers)

9.9.12

Boletim de Avaliação - Toronto Raptors


E hoje atravessamos a fronteira e, para encerrar a Atlantic Division, vamos até ao Canadá onde Brian Colangelo deu o seu melhor para ter uma offseason animada:


Toronto Raptors

Saídas: Jerryd Bayless, Rasual Butler, Anthony Carter, Gary Forbes, Solomon Alabi, Jamal Magloire, Ben Uzoh e James Johnson
Entradas: Kyle Lowry, Landry Fields, Jonas Valanciunas, John Lucas III, Terrence Ross (8ª escolha no draft) e Quincy Acy (37ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Kyle Lowry - DeMar DeRozan - Linas Kleiza - Andrea Bargnani - Jonas Valanciunas
Banco: Jose Calderon - John Lucas III - Landry Fields - Terrence Ross - Amir Johnson - Ed Davis - Aaron Gray
Treinador: Dwane Casey

Balanço: Brian Colangelo esforçou-se. Ninguém pode negá-lo. Mas o que tem para apresentar por tanto esforço não é muito. Tentou tudo para trazer o Capitão Canadá de volta à sua terra natal, mas o melhor que conseguiu foi Landry Fields. A proposta feita ao ex-Knick fazia parte da estratégia para recrutar Steve Nash e o objectivo era, tanto como (ou mais do que?) trazer Fields para os Raptors, dificultar a ida de Nash para os Knicks (se igualassem a proposta por Fields não poderiam contratar o base canadiano).

Mas no fim, Steve Nash preferiu as luzes de Hollywood e os Raptors ficaram de mãos a abanar. Ou quase. Porque os Knicks também não quiseram ter nada que ver com os 20 milhões por três anos oferecidos a Fields e, assim, este acabou nos Raptors. E 7 milhões por ano por um shooting guard que é, no máximo, mediano (e numa posição onde já tinham DeMar DeRozan e escolheram Terrence Ross no draft) é claramente demais.

O que safou a offseason dos Raptors foi a contratação de Kyle Lowry. A equipa canadiana aproveitou o plano dos Rockets de se livrarem de todos os contratos grandes da equipa para ir atrás duma estrela (Dwight Howard era o alvo deste Verão) e conseguirem um base ainda novo (26 anos), já dos 10 melhores da liga e ainda com mais margem de progressão em troca de Gary Forbes e uma escolha no draft foi um óptimo negócio.

Lowry é um base como os Raptors já não têm há muito tempo: bom nos dois lados do campo. É versátil, um bom marcador de pontos, um distribuidor decente, um óptimo ressaltador para a posição e um bom defensor. O que são boas notícias para Dwane Casey, que quer continuar a mudar a mentalidade da equipa e torná-la numa boa equipa defensiva. O ano passado foram das equipas que mais evoluiram nesse lado do campo e Lowry é um excelente reforço para continuarem a melhorar desse lado.

Outro que não vai prejudicar a evolução desse lado do campo é Jonas Valanciunas, que se vai estrear depois de negociar a rescisão com o Lietuvos Rytas, mas este já tinha sido escolhido no draft do ano passado e não conta como contratação desta offseason. Quem contrataram este ano (ou melhor, renovaram) para revesar Valanciunas foi Aaron Gray, o que, considerando que o lituano é ainda um projecto e ainda precisa de tempo para se desenvolver, é não é muito para assegurar uma produção consistente nessa posição.

No draft deste ano escolheram Terrence Ross, que pode ser um jogador interessante e com potencial, mas é mais um shooting guard e mais um jogador para uma posição onde já têm várias opções. E John Lucas também não foi uma má contratação e reforça a rotação de bases.

E ficamos por aí. Estão melhores? Sim, mas não chega para escapar ao último lugar da divisão e ainda têm muito trabalho pela frente para sair de lá. Reforçaram-se bem na posição de base e reforçaram-se de forma decente na de shooting guard (mas pagaram demais para isso), mas ficaram muito curtos na posição de small forward e poste. A nota desta offseason é positiva por Kyle Lowry (e Lucas). Mas isso é muito pouco para dar a volta a uma equipa.

Nota: 11

7.9.12

Boletim de Avaliação - Philadelphia 76ers


Continuando a digressão pela Atlantic Division, depois de Boston e da dupla paragem em Nova Iorque, descemos até Philadelphia, para o comentário a uma offseason bem animada:


Philadelphia 76ers


Saídas: Andre Iguodala, Elton Brand, Lou Williams, Jodie Meeks, Nicola Vucevic, Andres Nocioni e Sam Young
Entradas: Andrew Bynum, Nick Young, Jason Richardson, Dorell Wright, Kwame Brown, Royal Ivey, Arnett Moultrie (27ª escolha no draft) e Maalik Wayns (undrafted)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Evan Turner - Dorell Wright - Spencer Hawes - Andrew Bynum
Banco: Royal Ivey - Nick Young - Jason Richardson - Thaddeus Young - Lavoy Allen - Kwame Brown
Treinador: Doug Collins

Balanço: Antes de mais, não é fácil adivinhar qual será o cinco inicial desta equipa e, com várias opções para as mesmas posições, Doug Collins tem um quebra-cabeças para resolver. Com tantas possibilidades vai ter de descobrir a melhor forma de aproveitar todas as peças e retirar produção de todos. Porque os minutos de jogo disponíveis não são infinitos e o maior desafio do treinador dos Sixers será não desperdiçar nenhum jogador por não ter mais minutos de jogo para lhe dar.

No interior, o alinhamento é claro (e o próprio Collins já o confirmou): jogarão com Bynum e Hawes (Bynum jogará de costas para o cesto a poste baixo e Hawes, que tem um bom lançamento de meia distância, jogará de frente para o cesto como poste alto), com Lavoy Allen e Kwame Brown como suplentes.

No exterior é que está o quebra-cabeças:
Podem jogar com Jrue Holiday e Jason Richardson no backcourt titular e colocar Evan Turner como small forward. Mas aí têm de meter Dorell Wright no banco e ficam com Wright e Thaddeus Young a dividir minutos como small forwards suplentes (embora Young também possa fazer minutos a power forward).

Outra hipótese (a que escolhemos) é jogarem com Holiday e Turner no backcourt e Wright como small forward. Porque com um jogador como Bynum a poste baixo (e com os 2x1 que lhe vão fazer), faz sentido ter um small forward como Wright, com um bom lançamento exterior. Mas aí ficam com  minutos para dividir entre Nick Young e Jason Richardson (que também são bons atiradores).

Nick Young, esse sairá sempre do banco e terá o papel de principal arma ofensiva da segunda unidade. Por isso, a maior dúvida é que lançador entra no cinco, Richardson ou Wright.

Mas problemas destes são daqueles que todos os treinadores gostavam de ter e é sinal que fizeram um bom trabalho na offseason. Conseguiram montar uma equipa profunda e com várias opções para todas as posições (ou melhor, quase todas, pois falta um bom base suplente). E o cinco inicial é apenas o alinhamento com que vão começar os jogos. A partir daí, as possibilidades e combinações à disposição de Doug Collins são inúmeras. Esse é o trabalho do treinador que começa agora.

Já o trabalho do general manager para lhe fornecer as peças foi, em geral, bom. No negócio de Bynum foi claramente bom. É claro que tiveram de abdicar do melhor defensor (e o melhor jogador?) da equipa e a defesa exterior vai-se ressentir disso, pois nenhum dos que entraram são tão bons defensores (nem lá perto!). Mas ficaram com o segundo melhor poste da liga (e um que pode, com o papel principal que vai ter em Philadelphia, ser ainda melhor), ficam com uma defesa interior muito melhor e com potencial para um ataque muito melhor também. Por isso, o saldo é positivo.

A decisão de amnistiar Elton Brand também foi acertada. Brand já não é o jogador que era quando assinou pelos Sixers e não justificava (nem pouco mais ou menos!) os 18 milhões que ia receber no último ano de contrato. E assim ficaram com espaço salarial para oferecerem uma extensão de contrato a Bynum (que, não nos esqueçamos, termina o contrato esta temporada).

Dorell Wright foi uma decisão fácil. Os Warriors queriam despachar o seu contrato e consegui-lo dando em troca apenas os direitos de Edin Bavcic (um bósnio que joga na Europa) é um negócio mais que positivo. Dois anos de contrato e 6 milhões por Kwame Brown também não é um mau negócio. Brown nunca se tornou metade do jogador que os Wizards (e o mundo) esperavam quando o seleccionaram no primeiro lugar do draft de 2001, mas é um poste suplente decente (e um defensor decente) e 3 milhões por ano não é exagerado. E renovar com Spencer Hawes foi mais uma decisão óbvia.

Já deixarem sair Lou Williams e contratarem Nick Young para o seu lugar é mais discutível. São jogadores com muitas características semelhantes (atiradores, marcadores de pontos e fracos defensores), mas Williams também jogava como primeiro base e como organizador, algo que Nick Young não é capaz de fazer. Optaram por Young, que é um jogador que lhes dá quase tudo o que Williams lhes dava e num contrato mais curto (apenas um ano) que lhes dá mais flexibilidade para o futuro, mas perderam com isso um jogador para render Jrue Holiday. E a falta de um bom base suplente é a maior lacuna desta equipa.

Mas esta é a única decisão que pode ser criticada no Verão dos Sixers. Todas as outras melhoraram a equipa, por isso, o balanço desta animada offseason é bem positivo.

Nota: 14


(a seguir: Atlantic Division - Toronto Raptors)

6.9.12

Boletim de Avaliação - New York Knicks


Continuando pela Big Apple, depois da análise aos seus mais recentes inquilinos, hoje debruçamo-nos sobre a offseason dos seus vizinhos:


New York Knicks

Saídas: Jeremy Lin, Landry Fields, Toney Douglas, Mike Bibby, Josh Harrelson, Jared Jeffries e Jerome Jordan
Entradas: Jason Kidd, Marcus Camby, Kurt Thomas, Ronnie Brewer, Raymond Felton, Pablo Prigioni, James White, Chris Smith e Chris Copeland 
Cinco Inicial: Raymond Felton - Ronnie Brewer - Carmelo Anthony - Amare Stoudemire - Tyson Chandler
Banco: Jason Kidd - Pablo Prigioni - Iman Shumpert - JR Smith - Steve Novak - Kurt Thomas - Marcus Camby
Treinador: Mike Woodson

Balanço: Os Knicks, que nunca foram tímidos na hora de gastar dinheiro, começaram esta offseason a perder o seu jogador mais popular da temporada passada. Num raro momento de gestão poupada, não igualaram a oferta dos Rockets a Jeremy Lin e viram a Linsanidade mudar de cidade. Foi uma decisão muito discutível, tanto do ponto de vista financeiro como desportivo, e podem não ter escolhido a melhor altura para serem forretas. 

Se desportivamente podemos argumentar que Lin (ainda?) não vale o dinheiro que a equipa de Houston lhe ofereceu, financeiramente valia cada dólar desse contrato. Já se sabe o potencial comercial do jogador de ascendência chinesa e os milhões que vale em merchandising, venda de bilhetes e publicidade.

Mas, por outro lado, olhando para o plano B que os Knicks activaram e para os reforços que foram buscar, os Knicks estão a meter as fichas todas no presente e Lin, apesar de tudo, é ainda um jogador em desenvolvimento e que pode não atingir o seu máximo potencial tão cedo. Se o plano é ganhar já e não pensar agora no futuro, então se calhar fizeram o melhor (embora um dos argumentos para não igualar a proposta por Lin tenha sido a flexibilidade salarial futura, por isso a decisão continua a ser duvidosa).

Já quanto à saída da outra metade do backcourt titular, Landry Fields, aí é óbvio que fizeram bem. Fields não vale o dinheiro que os Raptors lhe ofereceram, já tinham uma alternativa no plantel (Shumpert) e ainda foram buscar outra alternativa tão boa ou melhor e mais barata (Brewer).

A equipa de Nova Iorque decidiu, então, rodear o seu núcleo com veteranos que lhes ofereçam garantias no imediato. Bem, mais ou menos. Jason Kidd, Marcus Camby e Kurt Thomas oferecem. Raymond Felton, nem por isso. Felton é um tiro (quase) no escuro. Se tiverem o Felton que jogou nos Knicks em 2010 podem ter um bom base. Não óptimo, não de elite, mas um base capaz de contribuir. Se tiverem o Felton que jogou nos Blazers no ano passado, então será uma péssima contratação.

E outra questão coloca-se: estes veteraníssimos (Kidd e Thomas fazem 40 anos esta temporada e Camby tem 38!) oferecem garantias apenas este ano. São reforços para uma temporada (duas, no máximo). Por isso, os Knicks colocam-se numa posição em que têm de ganhar este ano (ou no próximo, no máximo) ou vão ter de pensar em novo plano e novas contratações. É um plano a muito curto prazo apenas. Mas é um plano. O que é melhor do que têm tido em muito tempo.

Renovaram também com JR Smith que, por muito cabeça no ar que seja e por muito que não contribua para os problemas de falta de jogo colectivo desta equipa, é uma muito necessária arma ofensiva para a segunda unidade. É a maior arma ofensiva que têm a sair do banco e numa segunda unidade com Kidd, Novak, Thomas e Camby, precisavam disso desesperadamente.

Juntam mais um excelente defensor interior (e com Chandler e Camby ficam com o melhor duo de postes defensivos da liga), outro excelente defensor exterior (Brewer) e reforçam bastante uma defesa que já foi das que mais melhorou no ano passado.

O problema dos Knicks continua a ser a articulação (ou falta dela) das suas peças e conseguir encaixá-las da melhor forma (que é como quem diz, meter Stoudemire e Carmelo a jogar em equipa e conseguir conjugá-los). Mas esse é um problema para o treinador resolver. O general manager fez a sua parte e reforçou o plantel. E ter Jason Kidd na equipa também não é um mau princípio para conseguir isso.

O saldo final é, por isso, positivo. Podia ter sido melhor, mas uma offseason em que se contrata Jason Kidd, Marcus Camby, Kurt Thomas e Ronnie Brewer não pode ter sido má.

Nota: 13 (dava-lhes um 14, mas perdem um valor pela duvidosa decisão do Lin)



(a seguir: Atlantic Division - Philadelphia 76ers)

3.9.12

Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets


Continuamos a nossa análise da offseason das equipas e, depois da passagem por Boston, descemos até à Big Apple e aos agora ainda mais vizinhos dos Knicks:


Brooklyn Nets

Saídas: Jordan Farmar, Sundiata Gaines, Gerald Green, Damion James, Armon Johnson, Anthony Morrow, Johan Petro, DeShawn Stevenson e Shelden Williams
Entradas: Joe Johnson, Reggie Evans, Mirza Teletovic, CJ Watson, Keith Bogans, Jerry Stackhouse, Tyshawn Taylor (41ª escolha no draft) e Tornike Shengelia (54ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Deron Williams - Joe Johnson - Gerald Wallace - Kris Humphries - Brook Lopez
Banco: CJ Watson - MarShon Brooks - Jerry Stackhouse - Reggie Evans - Mirza Teletovic
Treinador: Avery Johnson

Balanço: Os Nets foram a equipa mais activa nesta offseason e não pouparam esforços nem dólares para assegurar que a temporada de estreia em Brooklyn seria mais bem sucedida do que as últimas em New Jersey. Conseguiram o seu primeiro e principal objectivo (renovar com Deron Williams), falharam o segundo (contratar Dwight Howard) e, pelo meio, gastaram três ziliões de dólares para manter e reforçar a equipa.

Foi então um sucesso ou não a sua offseason? Do ponto de vista desportivo, foi seguramente. Conseguir renovar com todos os principais free agents da equipa (e quatro dos titulares! O já referido Deron e Gerald Wallace, Brook Lopez e Kris Humphries) e ainda encontrar um bom quinto titular só pode ser um sucesso.

Já o que tiveram de pagar para o conseguir é que, seguramente, não foi. 40 milhões/4 anos por Wallace, um contrato máximo de 60 milhões/4 anos por Lopez, 24 milhões/2 anos por Humphries e o monstruoso contrato de Johnson (90 milhões nos 4 anos que faltam) é, sem qualquer dúvida, muito exagerado para o valor destes jogadores. Por isso, do ponto de vista de gestão, esta não seria uma boa offseason para qualquer outra equipa.

Para uma equipa normal (que, para continuar a existir, não pode dar prejuízo - ou muito prejuízo -), esta gestão seria impossível e uma offseason como esta podia ser desastrosa para o futuro (os Nets podem pagar qualquer coisa como 70 milhões de dólares só em luxury tax em 2013-14! Só em luxury tax vão pagar mais do que muitas equipas pagam em salários!), mas para Mikhail Prokhorov dinheiro não é um problema e os milhões gastos nos Nets são apenas trocos para ele. 
Por isso, a má offseason do ponto de vista financeiro e de gestão não parece ser um problema que se coloca para os Nets. 

O que Prokhorov quer é ganhar um título a qualquer preço. Por isso, a offseason dos Nets não ficou por aqui. Para além do cinco inicial milionário, ainda conseguiram alguns bons reforços para o banco. Conseguiram um bom base suplente (CJ Watson), mantém MarShon Brooks, que será este ano o shooting guard suplente e conseguiram dois reforços para o frontcourt: um, Reggie Evans, para o interior e para os ressaltos e outro, Teletovic, para jogar como power forward que joga no exterior e lança de fora (à lá Nowitzki e Rashard Lewis).

Mas em duas posições estão claramente muito curtos: a small forward têm apenas o veteraníssimo Jerry Stackhouse para render Gerald Wallace e a poste têm apenas Brook Lopez (não têm, até agora, qualquer poste suplente!). Até ao início da temporada poderão (deverão) ainda reforçar essas posições (embora não restem muitos jogadores por onde escolher) e se o conseguirem a nota poderá ser ainda melhor. Mas a offseason é já um sucesso.

Ainda lhes faltam mais umas peças para aspirar chegar aonde querem chegar. Mas estão mais perto. Muito mais perto do que estavam antes. Do ponto de vista desportivo (o único que conta para esta equipa), tiveram uma offseason muito bem sucedida.

Nota: 16



(a seguir, os vizinhos dos Nets: Atlantic Division - New York Knicks)

Howard despede-se de Orlando


A moda dos anúncios de imprensa para se despedirem dos fãs e da cidade parece ter pegado e agora foi a vez de Dwight Howard fazê-lo. Mas não me parece que este de Howard no Orlando Sentinel seja tão recebido como o de Nate McMillan para os fãs de Portland ou o de Ray Allen para os fãs de Boston. O amor de Howard por Orlando pode nunca acabar, mas o dos fãs de Orlando por ele já acabou há algum tempo...


1.9.12

Boletim de Avaliação - Boston Celtics


We're back in business! Como prometido, depois duma semana de pausa, cá estamos para começar a analisar como cada uma das 30 equipas se portou na preparação da temporada que aí vem. A dois meses do início da temporada regular, a maioria dos plantéis estão quase estão fechados e, do máximo de 15 jogadores que cada equipa pode ter, a maioria delas só tem apenas a última ou as duas últimas vagas por preencher.

Por isso, vamos à antevisão da temporada de 2012-13 com a edição deste ano do Boletim de Avaliação. Começamos pela Conferência Este e lá por cima:


Atlantic Division - Boston Celtics

Saídas: Ray Allen, Ryan Hollins, Marquis Daniels, JaJuan Johnson, E'twaun Moore, Aleksandar Pavlovic, Mickael Pietrus, Greg Stiemsma e Sean Williams
Entradas: Jason Terry, Courtney Lee, Jason Collins, Jared Sullinger (21ª escolha no draft), Fab Melo (22ª escolha no draft), Kris Joseph (51ª escolha no draft) e Dionte Christmas
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Courtney Lee - Paul Pierce - Brandon Bass - Kevin Garnett 
Banco: Jason Terry - Avery Bradley - Keyon Dooling - Jeff Green - Jared Sullinger - Chris Wilcox - Jason Collins
Treinador: Glenn "Doc" Rivers

Balanço: A saída de Ray Allen pode ter sido difícil de assimilar para todos os fãs dos Celtics e podia ter sido um duro golpe nos objectivos da equipa de Boston para esta offseason. Podia ter sido se Danny Ainge não tivesse um plano B. Mas o general manager dos orgulhosos verdes não chorou sobre o leite derramado e rapidamente arranjou não um, mas dois substitutos para Ray Ray: Jason Terry e Courtney Lee. O que não só compensa a saída de Allen, como lhes dá ainda mais soluções do que com Ray Ray.

Embora com características diferentes (são mais spot-up shooters do que atiradores após bloqueios), tanto Terry como Lee são bons lançadores exteriores e capazes de fazer os triplos que Allen fazia. E depois, cada um deles acrescenta ainda outras coisas: Terry pode também jogar como primeiro base e organizador e jogar pick and rolls e Lee é um grande defensor.

Ficam, portanto, com mais opções no backcourt e quando Avery Bradley voltar da lesão (foi operado ao ombro e não vai estar disponível no início da época) vão ter uma rotação de quatro bases muito boa (e ainda o veterano Dooling).

Ainda antes deste plano B, já tinham começado bem a offseason com um bom draft. Podem ter sacado uma pérola na 21ª posição e um bom projecto para o futuro na posição seguinte. Jared Sullinger era, até surgirem preocupações com as suas costas, um jogador projectado no top 5 e se se mantiver saudável é um jogador que pode entrar já na rotação, contribuir imediatamente e ser um excelente power forward suplente. Se as costas não lhe derem problemas, pode ser a revelação da temporada entre os rookies. E Fab Melo, que tem na defesa e nos desarmes de lançamento os seus pontos mais fortes, tem em Kevin Garnett um grande professor. Não é um jogador para fazer a diferença imediatamente, mas pode ser um bom poste no futuro.

E a offseason também continuou bem depois daquele plano B, com as renovações de Jeff Green e Chris Wilcox e a contratação de Jason Collins. Green vem de um ano inteiro parado e de uma cirurgia ao coração e deve demorar um bocado a voltar à forma dos tempos em que jogava nos Thunder. Mas quando voltar será um excelente suplente e um jogador que pode jogar tanto a small forward como a power forward e dar minutos de descanso tanto a Paul Pierce como a Kevin Garnett. Wilcox vem também de um ano parado e de uma cirurgia ao coração (para os Celtics, um raio caiu duas vezes no mesmo sítio), mas será mais um bom jogador para a rotação de jogadores interiores. Tal como Jason Collins, que pode não trazer nada ofensivamente (mas também não foi para isso que o foram buscar), mas será mais um bom jogador para a defesa interior.

Muito mais opções para os Celtics em 2012-13, portanto. Uma das questões fundamentais para estes Celtics é conseguir manter Garnett, Pierce e Terry (36, 35 e 35 anos, respectivamente) frescos para os playoffs e isso só é possível com um bom banco. O ano passado essa falta de profundidade foi um dos problemas da equipa. Este ano têm uma equipa mais profunda e com mais soluções. E apesar de terem perdido um dos vértices do seu Big Three, têm uma equipa mais completa.

Pode parecer esquisito dar uma nota tão positiva a uma equipa que perdeu na offseason um dos seus melhores jogadores. Mas não foi por culpa deles que Ray Ray saiu (eles fizeram tudo o que deviam e podiam para o manter, perderam-no para uma equipa que ofereceu uma proposta pior que a deles) e não podiam ter compensado melhor essa saída. Por isso e por terem conseguido matar dois coelhos duma cajadada (manterem-se competitivos e na luta pelo título no presente e, ao mesmo tempo, preparar uma renovação), saem desta offseason com um saldo bastante positivo.

Nota: 14


(a seguir: Atlantic Division - Brooklyn Nets)