29.1.16

MVP #018 - O mundo nas mãos de Boban


No episódio desta semana do MVP, discutimos os dois grandes acontecimentos da semana: a surra dos Warriors aos Spurs e o despedimento de David Blatt.

Fazemos ainda as nossas escolhas para os suplentes do All Star (eu discordo com três dos que foram anunciados), respondemos a três perguntas dos ouvintes e vestimos a pele de dois jogadores que andaram nas bocas do mundo por estes dias:

22.1.16

MVP #017 - Escusas de agradecer, Krzyzewski!


LeBron James, um jogador irrelevante? Stephen Curry, o quarto melhor base de sempre? Há gente no Bleacher Report e na ESPN que deve andar a meter-se nos copos. Felizmente, metemos ordem nas coisas no episódio desta semana do podcast MVP.



Com a ajuda do Miguel Minhava, ainda ajudamos o Mike Krzyzewski a escolher os 12 jogadores para os Jogos Olímpicos e revelamos em exclusivo mundial o destino de Pau Gasol na próxima free agency:


17.1.16

Grande Ben


Imaginem um poste com 2,02m, sem técnica individual, sem movimentos ofensivos, incapaz de jogar de costas para o cesto e com um mau lançamento. Não lhe augurariam grande sucesso na NBA, pois não? Foi o que os olheiros e general managers da liga também não auguraram a Ben Wallace. 

Após uma carreira universitária longe dos holofotes na divisão II da NCAA, Wallace, previsivelmente, não foi seleccionado no draft de 1996. Acabou por conquistar um lugar no fundo do banco dos (então) Washington Bullets e foi por lá que passou a sua época de rookie (foi utilizado apenas em 34 jogos e uma média de 5 mins/jogo nesse ano).
No seu segundo ano, aproveitou a oportunidade que algumas lesões na equipa lhe deram e jogou um pouco mais (16.3 mins/jogo), mas continuou a ser apenas mais um role player da liga a tentar conquistar o seu nicho.

Em 1999, seguindo um caminho familiar a tantos outros role players, foi um dos jogadores incluído numa troca com os Magic por Ike Austin (um poste que os Wizards acreditavam ter muito mais potencial e pelo qual deram Ben Wallace e mais três jogadores).
Nessa época de 1999-2000, tornou-se o poste titular dos Magic e teve o ano mais produtivo da carreira até ali: 4.8 pts, 8.2 res e 1.6 dl, em 24 mins/jogo.

Mas em 2000 continuou a sua vida de saltimbanco, foi incluído no sign and trade de Grant Hill (Wallace foi incluído no negócio para os Magic libertarem espaço salarial e poderem oferecer um contrato maior a Hill) e enviado para os Pistons. E foi aí, em Detroit, que começou a lenda de Big Ben.

Nos anos seguintes, Ben Wallace tornou-se o pilar da melhor defesa da liga e a maior estrela da NBA desse lado do campo (e um dos melhores de sempre desse lado do campo). Em 2001-02 liderou a liga em ressaltos E desarmes de lançamento (13 e 3.5, respectivamente); em cinco anos ganhou 4 vezes o prémio de Defensor do Ano (só ele e Dikembe Mutombo ganharam o prémio tantas vezes); e foi quatro vezes All Star sem nunca ter marcado mais de 10 pts por jogo. Para além, claro, de campeão em 2004, naquelas memoráveis Finais onde os Pistons surpreenderam os mais-que-favoritos-Lakers e os 2,02m (generosamente listados como 2,06m) de Wallace fizeram o impossível na defesa a Shaquille O'Neal.


Nunca houve outro jogador como Ben Wallace, que alcançou o estrelato como poste da NBA apesar de ser muito baixo para a posição, não ter quase nenhuma técnica individual ofensiva e não saber lançar. Big Ben era todo garra e coração. Um exemplo de como o trabalho, o esforço e a determinação podem levar alguém longe.
E agora, desde ontem à noite, todo esse trabalho, esforço e determinação estão imortalizados no topo do Palace of Auburn Hills. A lenda do Grande Ben vive para sempre:



15.1.16

MVP #016 - O botão vermelho e o gato branco



Quem é o culpado (ou culpados) dos Nets estarem na bosta? E como vão sair dessa bosta? Será altura dos Pelicans rebentarem com tudo e reconstruírem? Os Bulls valem mais do que isto? E os Grizzlies? E será que as duas personagens que encarnamos no "Se Eu Fosse" aceitam o lugar de treinador dos Nets?
Tudo questões que eu e o Ricardo tentamos responder no episódio desta semana do podcast MVP:


Um raio não cai duas vezes no mesmo sítio?


Da primeira vez que os Pistons e os Grizzlies se enfrentaram, o jogo acabou assim:



E esta noite, acabou assim:



Bem, os Pistons já não devem poder ver os Grizzlies à frente.

11.1.16

X's e O's - O Brad também é o maior


O Pop continua a ser o maior, mas Brad Stevens está a mostrar ser um bom herdeiro ao trono do melhor treinador.
Ontem, no final do 2º período, com 4.7 segundos para jogar, e reposição da bola na linha de fundo, podia ter feito aquilo que é feito 99% das vezes em situações semelhantes: colocado a bola nas mãos de um dos seus bases para que ele atravessasse o campo em drible, se aproximasse o mais que conseguisse do cesto e tentasse um lançamento em cima da buzina.

Mas o treinador dos Celtics demonstrou mais uma vez que uma jogada final não tem de ser uma jogada individual ou de isolamento e mostrou mais uma vez que é um dos melhores da liga em jogadas após desconto de tempo:



Que ia ser mais uma jogada de "bola no base e ele dribla pelo campo fora e lança" era o que os Grizzlies pensavam. Por isso é que, quando Isaiah Thomas recebeu o bloqueio de Kelly Olynyk no meio do campo para receber a bola, ...

Marc Gasol foi atrás dele para fazer 2x1 e encurralá-lo na linha lateral:

Enquanto isso, após o bloqueio, Olynyk seguiu pelo corredor direito para receber um bloqueio de Avery Bradley:

Como planeado, os Grizzlies fizeram o 2x1 a Isaiah Thomas e pararam-no junto à linha de meio campo. Só que isso era mesmo aquilo para que os Celtics estavam preparados. Evan Turner estava bem aberto na linha lateral para oferecer uma linha de passe a Thomas:



E Olynyk continuou o seu corte até ao garrafão para oferecer uma linha de passe a Turner e receber a bola completamente sozinho debaixo do cesto:


Estes dois pontos acabaram por não ser suficientes para evitar a derrota dos Celtics, mas é mais uma jogada para juntar a esta dos Blazers ou a esta dos Spurs como exemplos de como variar e fugir do convencional pode ser bom e trazer bons resultados. E de como Brad Stevens é bom.

8.1.16

MVP #015 - It's a kind of DrayMagic


O jornalista Rui Silva é o nosso convidado desta semana no podcast MVP. E de que é que se fala neste episódio? Se Draymond Green é ou não o co-MVP e se fazem algum sentido as comparações com Magic Johnson; de qual é, afinal, o melhor shooting guard da NBA; e se é justo que Kobe vá ao All Star. Para terminar, no "Se Eu Fosse" desta semana, recebemos ainda uma visita do Além.

1.1.16

MVP #014 - Na ressaca do réveillon





Sabem qual é a melhor cura para a ressaca? Ouvir o podcast MVP.
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