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15.12.15

O nascimento do basquetebol na voz do seu pai



Na próxima segunda, comemoram-se 124 anos da realização do primeiro jogo de basquetebol (ou do que mais tarde viria a ser basquetebol). E parece que não foi um jogo muito pacífico. "Os rapazes começaram a placar, a pontapear e a lutar. Acabaram num vale-tudo no meio do chão do ginásio. Antes que os conseguisse separar, um estava inconsciente, vários deles tinham olhos negros e um tinha um ombro deslocado." 
É pela voz do próprio James Naismith que ficamos a conhecer este primórdio sangrento do jogo de basquetebol, numa gravação áudio recentemente descoberta nos arquivos da antiga estação de rádio americana WOR-AM.

Até hoje pensava-se que não existia qualquer registo áudio ou em filme do inventor do jogo. Mas agora, como nos conta hoje o New York Times, graças ao Dr. Michael J. Zogry, que descobriu a gravação quando fazia pesquisa para um livro sobre a influência da religião na vida de Naismith, podemos ouvir o próprio Professor Naismith a recordar a pré-história deste desporto que todos adoramos.

A gravação é do dia 31 de Janeiro de 1939 (apenas alguns meses antes da sua morte) e é um excerto de um programa aonde Naismith foi falar de... basquetebol, claro, e recordar a criação do jogo.

São apenas 2 minutos e 46 segundos, mas é uma gravação incrível e um privilégio que pensávamos não ser possível: ouvir, nas próprias palavras e na voz do próprio criador do jogo, a estória de como tudo começou.

Posso ser eu que sou fanático por basquetebol e um bocado piegas com estas coisas, mas fiquei emocionado ao ouvir o homem falar e ao imaginar aquele dia em que, pela primeira vez, se passou uma bola por um cesto. Mais uma vez e sempre: Obrigado, Dr. Naismith!


7.3.15

O melhor dunker de sempre


Ontem, em Atlanta, a noite foi de homenagem a Dominique Wilkins. Depois da cerimónia de revelação no dia anterior, a estátua do histórico Hawk foi inaugurada publicamente e a noite foi dedicada ao explosivo e espectacular extremo.

A propósito da "Nique Night" de ontem e da imortalização de Dominique em estátua, explicamos aqui porque ele é o melhor dunker de sempre:


29.11.14

Jogos a dar c'um pau



Enquanto a NBA não lança o seu arquivo de jogos (não é um sonho, é um projecto que está a ser desenvolvido, já estão digitalizadas 250.000 horas de jogos e daqui a 2 anos deverá estar concluído), resta-nos o Youtube para ver ou rever jogos antigos. Só que encontrar esses clips nem sempre é fácil, não é? 

Corbin Smith, do biscutblog, dá uma ajuda. Ele criou um documento no Google para compilar links de vídeos de jogos antigos e fazer um arquivo de jogos da NBA. O documento é aberto, todos podem acrescentar links e a lista está a crescer diariamente. Os jogos estão por ordem cronológica e encontram lá partidas desde 1954 até 2008.

Nunca viram Bill Russel, Jerry West, Oscar Robertson, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Julius Erving e outros grandes do passado jogar? Querem horas e horas e horas de jogos e história da NBA? É perderem-se nesta lista.



31.5.14

Miami Heat - nas Finais e na História


Temos o primeiro finalista! Os Miami Heat são os campeões do Este e avançam, pelo quarto ano consecutivo, para as Finais. E para a História da NBA. São apenas a terceira equipa na história da liga com quatro presenças seguidas nas Finais (as outras? os Celtics, duas vezes - de 1957 a 66 e de 84 a 87 - e os Lakers, de 82 a 85). 

E agora vão tentar ser a quarta equipa da liga a conseguir um threepeat. Um feito que só aconteceu cinco vezes na história da NBA e que apenas três equipas conseguiram: Lakers, 1952-54 e 2000-02; Celtics, 1959-66 (um eightpeat!); Bulls, 1991-93 e 1996-98. 


27.1.14

A história oral da era de David Stern


Quando David Stern chegou ao cargo de Comissário, em 1984, a liga tinha 23 equipas, tinha um problema de imagem (e de abuso de drogas entre muitos dos seus jogadores), estava muito atrás do futebol americano e do basebol em popularidade e audiências, os jogadores estrangeiros contavam-se pelos dedos e a fama da liga mal ultrapassava as fronteiras do território americano. 



30 anos depois, a liga tem 30 equipas (e a estudar planos para se expandir), a sua popularidade e e as suas audiências nunca foram tão altas, jogadores de todo o mundo (os melhores jogadores de todo o mundo) jogam nas suas equipas e a fama da liga chega aos quatro cantos do planeta.

Goste-se mais ou menos do homem (e acredite-se mais ou menos nas teorias da conspiração), é inegável que sem ele a NBA não era a mesma. David Stern transformou uma liga doméstica, secundária no panorama americano e irrelevante no panorama mundial num fenómeno global e numa das melhores (a melhor?) ligas desportivas do mundo.

A 4 dias do fim da sua era como Comissário (Adam Silver assume o cargo a partir de Fevereiro), e enquanto acabamos a segunda parte da edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA sobre os suplentes do All Star, deixamos aqui a sugestão do grande (em tamanho e em conteúdo) texto de David Aldridge sobre estes 30 anos de Stern.

É uma história longa, mas que vale a pena ler. Como ele diz na peça, esta é uma era sobre a qual se escreverão livros. E Aldridge é, provavelmente, um dos maiores candidatos a escrever um. Por isso, podem ir já lendo o esboço.

13.11.13

Há 34 anos, Darryl Dawkins partiu tudo


Hoje é o 34º aniversário do "Chocolate-Thunder-High-Flying, Robinzine-Crying, Teeth-Shaking, Glass-Breaking, Rum-Roasting, Bun-Toasting, Wham-Bam, Glass-Breaker-I-Am Jam":


Uns dias depois da segunda tabela partida por Darryl Dawkins, a NBA determinou que partir uma tabela era proibido e criou uma regra que castigava com uma multa e uma suspensão quem o fizesse. Até que mais tarde, claro, introduziram os cestos flexíveis que temos agora e abandonaram essa regra. 

Quanto ao nome da obra de Dawkins é da autoria do próprio, que gostava de dar nomes aos seus afundanços e tinha, como podem ver, uma grande veia poética.

2.9.13

Os melhores canhotos de sempre


Estamos de volta! Depois duma pausa para férias e para um (espero que merecido) descanso, estamos de volta para começar a fazer a antevisão da próxima temporada. Mas antes de começarmos com os nossos Boletins de Avaliação para 2013-14, vamos ao prometido artigo sobre os melhores esquerdinos da história da NBA.


Antes de passarmos a essa lista, um pequeno esclarecimento sobre a mesma. Para entrar neste top 10, considerámos apenas jogadores que jogam (jogavam) com a mão esquerda, isto é, aqueles jogadores que têm (tinham) a mão esquerda como mão mais forte no seu jogo. Ficam por isso de fora deste top jogadores, como LeBron James e Larry Bird, que são canhotos de nascimento (e escrevem com a mão esquerda), mas são destros a jogar. Este é um top 10 das melhores mãos esquerdas que já jogaram na NBA:


10- Nate "Tiny" Archibald
Médias carreira: 18.8 pts, 7.4 ast (em 73 liderou a liga em pontos e assistências: 34 pts e 11.4 ast!, e teve ainda mais cinco temporadas acima dos 20 pts)
6 xs All Star (MVP do All Star Game em 81), 3 xs All NBA 1st Team (e mais 2xs All NBA 2nd Team), campeão em 81 pelos Celtics; eleito para o Hall of Fame em 91
O pequeno base que veio dos playgrounds nova-iorquinos (uma lenda que fez escola entre os bases de Nova Iorque: Mark Jackson, Stephon Marbury, Kenny Anderson, etc), foi um dos melhores marcadores de pontos e distribuidores de jogo do seu tempo. Era uma ameaça total com a bola nas mãos, tão capaz de marcar como de assistir (à semelhança dum Steve Nash).

9- Bob Lanier
Médias carreira: 20 pts, 10 res
8xs All Star (MVP do All Star Game em 74); eleito para o Hall of Fame em 92
Lanier foi um dos power forwards mais dominadores da sua geração, com um lugar cativo entre os All Stars da liga (e nessa altura não se contabilizavam os desarmes e os roubos de bola, por isso, temos apenas os seus pontos e ressaltos, mas Lanier era também um bom defensor; uma máquina de 20-10, assim tipo um Zach Randolph, mas melhor defensor).
Infelizmente, passou toda a carreira em equipas mais fracas (Pistons de 70 a 79 e Bucks de 79 a 84) e nunca passou da segunda ronda nos playoffs e nunca teve nenhuma conquista colectiva importante, o que prejudicou o seu legado e o deixou um pouco esquecido pela história. Mas foi um dos melhores canhotos interiores de sempre.

8- Artis Gilmore
Médias carreira: 19 pts, 12.5 res, 2.3 ast e 2.4 dl
11xs All Star (5 na ABA, 6 na NBA), 5 xs All ABA 1st Team; eleito para o Hall of Fame em 2011
Outro dos melhores canhotos interiores de sempre, mas que também passou a carreira em equipas medianas (Bulls e Spurs) e nunca foi longe nos playoffs.
No entanto, os seus 2,18m eram uma força no interior e é o quarto jogador com mais desarmes de lançamento na história.

7- Gail Goodrich
Médias carreira: 18.6 pts, 4.7 ast, 3.2 res (com várias temporadas acima dos 20 pts no auge da carreira; 25.9 nos Lakers de 72)
5 xs All Star, 1x All NBA 1st Team (73-74), campeão pelos Lakers em 72; eleito para o Hall of Fame em 96
Um dos melhores bases da sua era e um dos All Stars da equipa dos Lakers que ganhou 33 jogos consecutivos em 71-72. Numa equipa com Jerry West e Wilt Chamberlain, Goodrich nunca foi o foco das atenções, mas foi o melhor marcador da equipa nessa temporada e um dos melhores bases marcadores de pontos dessa década.

6- Manu Ginobili
Médias carreira: 15 pts, 4 res, 4 ast
3xs All Star, 3xs campeão (2003, 05 e 07), Melhor 6º Homem em 2008, campeão olímpico (e MVP dos JO) em 2004 
Para além deste currículo nos anos de NBA, o base argentino ganhou também o título da Euroliga (em 2001 no Kinder Bolonha; MVP dessa edição da Euroliga também) e é o único jogador da história a ganhar esses três títulos (Euroliga, NBA e JO). Este é do nosso (vosso) tempo e, apesar de já estar na fase descendente da carreira, não precisamos de vos recordar do que era capaz de fazer no seu auge. Excelente atirador, excelente penetrador e um dos mais excitantes canhotos de sempre.


5- Chris Mullin
Médias carreira: 18.2 pts, 4.1 res, 3.5 ast (com cinco temporadas acima dos 25 pts, entre 88 e 93)
5 xs All Star, 1x All NBA 1st Team (92) e 2xs All NBA 2nd Team; membro do Dream Team e campeão olímpico em 92; eleito para o Hall of Fame em 2011
Sobre Mullin já falámos na altura do seu 50º aniversário (quando surgiu a ideia para este artigo). Foi um dos vértices do trio mais excitante dos anos 90, foi membro (com toda a justiça) da melhor equipa que já pisou um campo e não é um dos melhores lançadores canhotos de sempre, é um dos melhores lançadores de sempre (com seis épocas consecutivas acima dos 50%, entre 86 e 93). 

4- Dave Cowens
Médias carreira: 17.6 pts, 13.6 res, 3.8 ast
8 xs All Star (MVP do All Star Game em 73), Rookie do Ano em 71, MVP da NBA em 73, 3 xs All NBA 2nd Team, 3xs All Defensive Team, 2 xs campeão (pelos Celtics, em 74 e 76); eleito para o Hall of Fame em 91
Cowens não foi só um dos extremos-postes mais astutos e com mais recursos  do seu tempo (e de todos os tempos), como também um dos mais duros e aguerridos. Imaginem um jogador como Manu Ginobili com a agressividade e a defesa dum Tony Allen ou dum Bruce Bowen e têm Dave Cowens. Foi um dos extremos-postes (e um dos canhotos) mais completos de sempre.

3- Willis Reed
Médias carreira: 18.7 pts, 12.9 res
7 xs All Star (MVP do All Star Game em 70), Rookie do Ano em 65, MVP da NBA em 70, 2xs campeão e 2xs MVP das Finais (pelos Knicks, em 70 e 73), 4xs All NBA 2nd Team e 1x All NBA 1st Team; eleito para o Hall of Fame em 82
O poste dos Knicks vai ser recordado para sempre pela sua entrada dramática no jogo 7 das Finais de 70 (apesar duma ruptura na coxa e de mal conseguir correr, entrou, a coxear, e jogou os primeiros minutos do jogo, inspirando os seus companheiros para a vitória nesse jogo e para a conquista do título), mas a sua carreira foi recheada de sucessos. Foi um dos melhores postes do seu tempo, uma força nos dois lados do campo e, segundo todos os que o conheceram (Phil Jackson, por exemplo, que jogou com ele, já o disse várias vezes), era uma presença inspiradora e um líder ímpar.

2- David Robinson
Médias carreira: 21.1 pts, 10.6 res, 2.5 ast e 3 dl (com 4.5 em 91-92!, e 4ª melhor média de carreira de sempre)
10 xs All Star, Rookie do Ano em 90, Defensor do Ano em 92, MVP da NBA em 95, 10 xs All NBA (4 xs 1st Team, 2 xs 2nd Team e 4 xs 3rd Team), Melhor Marcador em 94, 8 xs All Defensive Team (4xs 1st Team e 4 xs 2nd Team) e 2xs campeão (pelos Spurs, em 99 e 2003); membro do Dream Team em 92  e 2xs campeão olímpico (em 92 e 96); eleito para o Hall of Fame em 2009
Este currículo fala por si, certo? Não é preciso dizer muito mais. O Almirante foi um dos melhores e mais completos postes, não só do seu tempo (e o seu tempo foi recheado de grandes postes!), mas de sempre. E o segundo melhor canhoto de sempre, só atrás do senhor que se segue:



1- Bill Russell
Médias carreira: 15.1 pts, 22.5 res e 4.3 ast (e nesta altura ainda não contabilizavam os desarmes de lançamento, que seriam também, seguramente, destes níveis assombrosos)
12 xs All Star (MVP do All Star Game em 63), 5xs MVP da NBA, 11 xs campeão (pelos Celtics, em 57, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68 e 69), 11 xs All NBA (3 xs 1st Team, 8 xs 2nd Team); eleito para o Hall of Fame em 75
Pois é, se calhar não sabiam, mas Bill Russell era canhoto. Por isso, nem há discussão sobre qual o melhor canhoto de sempre. O poste dos Celtics entra na discussão para o melhor jogador de todos os tempos, por isso a discussão do melhor canhoto nem é questão. O homem que tem mais anéis que dedos é o dono da melhor mão esquerda que já pisou um campo da NBA.

22.8.13

E a melhor equipa de sempre é...


Depois dos 4 dias de NBA no nosso país, é hora de regressarmos ao outro lado do Atlântico. Mas antes de irmos ao que tem acontecido por lá nos últimos tempos (não tem acontecido muito), vamos só terminar a recordação da História da liga. 

Depois de na semana passada termos percorrido, década a década, os (já mais de) 60 anos de existência da liga profissional americana na nossa série Era Uma Vez a NBA, fechamos hoje com a discussão sobre qual, de todas as que pisaram os campos da NBA nesses mais de 60 anos, foi a melhor equipa que a liga já conheceu:


E a melhor de sempre é...


Os Celtics dos anos 60? Os Sixers de 67? Os Lakers de 72? Os Celtics de 86? Os Lakers de 87? Os Bulls de 96? Qual foi afinal a melhor equipa de sempre? Todas elas foram dominadoras e excepcionais nas suas respectivas épocas e os números de cada uma delas dão argumentos para defender as suas candidaturas. 

Os Celtics dos anos 60, liderados por Bill Russel, ganharam 8 títulos consecutivos e foram dominadores como nenhuma equipa alguma vez foi. Os Sixers de 67, de Wilt Chamberlain, tiveram a segunda melhor marca de sempre na temporada regular (69-13) e foram a única equipa que bateu os Celtics nessa década. Os Lakers de 72 (Jerry West, Gail Goodrich e Wilt Chamberlain) detêm o recorde de mais vitórias consecutivas (33) numa temporada. Os Celtics de 86 ganharam 67 jogos e tinham 5 Hall of Famers (Bird, McHale, Parish, Dennis Johnson e Bill Walton). Os Lakers de 87 ganharam 65 jogos, tinham, para além de 3 Hall of Famers (Magic, Kareem e Worthy), um dos plantéis mais profundos de sempre (7 jogadores com mais de 10 pts de média) e em 100 jogos (incluindo os playoffs) só não chegaram aos 100 pontos em 7 deles (e em 3 desses marcaram 99). E os Bulls de 96 dominaram completamente aquele ano e são a única equipa que atingiu a marca das 70 vitórias (72-10). 

É sempre difícil comparar equipas de diferentes épocas e diferentes eras. Os números são a medida mais exacta e objectiva que temos para o fazer, mas será sempre uma medida imperfeita. Porque os números carecem sempre de interpretação e contextualização. 

As 70 vitórias dos Bulls, por exemplo, foram conseguidas numa era em que a NBA se expandiu e teve 6 novas equipas em 8 anos. Seria uma época em o talento estava mais disperso e a concorrência mais fraca? Os títulos dos Celtics nos anos 60 foram numa era em que a NBA tinha apenas 10 equipas e o talento estava mais concentrado. Mas também havia menos talento e o jogo estava ainda menos desenvolvido (em todos os desportos temos exemplos de recordes inatingíveis e resultados desnivelados em fases embrionárias da respectiva modalidade, i.e, quando todos ainda são mais ou menos basta ser bom para dominar). 

Por esta última razão, os Celtics e os Sixers dos anos 60 ficam de fora da corrida pelo primeiro lugar. Foram duas equipas excepcionais e vamos eternamente interrogar-nos como seriam se jogassem agora, mas o facto é que jogaram num tempo em que o basquetebol estava ainda a tornar-se no que é hoje.

Os Lakers de 72 já competiram numa era em que o basquetebol estava bastante desenvolvido e conseguir ganhar 33 jogos seguidos é um feito que lhes reserva um lugar na história. Mas foi ainda antes da fusão NBA-ABA e os maiores talentos do mundo estavam divididos pelas duas ligas.

Os Celtics e os Lakers dos anos 80 jogaram já na era moderna da NBA e numa liga onde estavam todos os melhores jogadores americanos (e logo, do mundo, pois os europeus e estrangeiros estavam a melhorar, mas ainda não eram do mesmo nível). E o facto de terem sido  contemporâneas foi o que impediu qualquer uma delas de dominar toda a década. Se os Lakers dos anos 80 não tivessem a concorrência dos Celtics (e vice-versa), quem sabe quantos títulos teriam ganho.

Os Celtics de 86 foram segundos na %Lançamento, primeiros na %Lançamentos sofridos, melhor equipa em ressaltos e segunda melhor nas assistências. E os Lakers de 87, depois do 65-17 na temporada regular, venceram os adversários nos playoffs por uma média de 11.4 pts. Duas equipas excepcionais na mesma era e duas equipas que ficam, respectivamente, com o terceiro e o segundo lugar no pódio das melhores de sempre. 


Mas o lugar mais alto do pódio terá de ir para os Bulls de 96. Com Harper, Jordan, Pippen, Rodman e Longley no cinco e Kukoc como sexto homem, dominaram nos dois lados do campo. Nessa temporada, tiveram a melhor defesa e o melhor ataque (primeiros em Off Rtg e Def Rtg), tiveram a melhor % Lançamento (50.8%), ganharam os jogos por uma média de 12.2 pts, ganharam a luta nas tabelas por uma média de 6.6 res, tiveram mais 5.4 ast e forçaram mais 2.8 to por jogo que os adversários. E claro, ganharam 72 jogos. E foram campeões. Foi uma época inigualável em termos estatísticos e memorável em qualquer termo.

A interpretação e contextualização dos números é a parte subjectiva que vai sempre dar horas e horas de discussão (o que é bom!). Mas é difícil argumentar contra estes números.

31.7.13

O último adeus ao autor do primeiro cesto


Depois dum motivo para celebrar (o aniversário de Chris Mullin, que destacámos no post anterior), uma notícia menos alegre: Ozzie Schcteman, o marcador do primeiro cesto da história da NBA, faleceu ontem, aos 94 anos.

Foi assim que tudo começou, há 67 anos, com este cesto do (na altura) jogador dos Knicks (que já aqui publicámos antes, no primeiro artigo da nossa série sobre a História da NBA):


Até sempre, Ozzie!



(e com esta notícia menos boa, o artigo sobre os melhores jogadores canhotos de sempre já não foi o seguinte, mas não fica esquecido, vem a seguir)

16.6.13

Heróis das Finais


Hoje é o dia em que, como diria o Carlos Barroca, heróis precisam-se. Com a série empatada, hoje é o dia de cada jogador trazer o seu "A game", deixar tudo em campo e fazer tudo para deixar a sua equipa à beira do título. Enquanto esperamos pelos desta noite, recordamos aqui alguns heróis (e momentos heróicos) de Finais passadas:

Primeiro em versão Lego...


E depois na versão que nos lembramos:

Garfield Heard mesmo mesmo em cima da buzina, a enviar o jogo 5 das Finais de 76 para o 3º prolongamento, num dos  jogos mais emocionantes de sempre numas Finais!
Dr. J a deixar o mundo de boca aberta com o seu movimento por baixo da tabela nas Finais de 80
O Baby Sky Hook de Magic a silenciar o Boston Garden, no jogo 4 das Finais de 87 e a dar uma vantagem de 3-1 para os Lakers
Vinnie Johnson, em cima da buzina, no jogo 5 das Finais de 90, a dar a vitória e o título aos Pistons
(deste não encontrámos uma foto decente...)
E este não precisa de legenda, não é?


(daqui a umas horas vamos ver quem - se alguém - se vai juntar a estes. Jogo 5, a partir das 01:00. Até já!)

7.6.13

O Mozart do basquetebol


Faz hoje 20 anos que o mundo do basquetebol perdeu um dos melhores jogadores europeus de sempre (e um dos melhores atiradores de sempre, um dos pioneiros europeus na NBA e um dos responsáveis pela abertura das portas da liga norte-americana aos jogadores do Velho Continente):


Recordamos aqui o grande Drazen Petrovic e recomendamos a leitura do texto do Sérgio Marreiros, no Visão de Mercado, sobre a vida, a carreira e o legado do Génio de Sibenik

Para quem não teve a sorte de o ver jogar, felizmente existe o YouTube, onde podem encontrar vídeos como este, dos 44 pontos frente aos Rockets, em 93 (o seu recorde de pontos na NBA):


Ou este, um documentário antigo da NBA TV sobre o ex-jogador dos Blazers e Nets:




(sobre o jogo de ontem, temos muito para falar e amanhã teremos aqui a nossa análise ao primeiro round do duelo Heat x Spurs. E não, a culpa não foi do LeBron)

28.5.13

O Sr. Logo


Hoje faz anos Jerry West, o homem que, para quem não saiba, é a figura no logótipo da NBA.


Em jeito de homenagem pelo 75º aniversário do lendário jogador dos Lakers, aqui fica a história da génese do símbolo que se tornou um ícone mundial, nas palavras do seu criador:


27.3.13

Pequenos grandes homens


A propósito do aniversário de Stockton e do post que fiquei a dever ao Sonny, ao Kyrie e ao Jason (vejam nos comentários do post anterior se não souberem do que estou a falar), em jeito de homenagem aos pequenos jogadores que triunfam nesta liga de gigantes (o Kidd não é assim tão pequeno, mas joga como base e ao lado de power forwards e postes é certamente pequeno), aqui fica um pequeno documentário da altura que descobri quando procurava vídeos dos Lakers de 72, sobre os jogadores pequenos no jogo de basquetebol:



(como já dissemos aqui antes, o tamanho importa. O tamanho do coração e do cérebro de um jogador: um episódio inspirador retirado do documentário More Than a Game que nunca nos cansamos de ver)

25.3.13

As 33 de 72


Ainda a propósito da melhor série de vitórias de sempre e do recorde que os Heat perseguem, aqui fica, em vídeo, a história daqueles mais de dois meses em que os Lakers foram imbatíveis:


24.3.13

As melhores séries de vitórias de sempre


Enquanto continuamos a ver até onde vai a sequência de vitórias dos Heat (hoje recebem os Bobcats e tentam chegar à 26ª), recordamos as duas séries de vitórias consecutivas que eram, até esta, as duas melhores de sempre: a que os Heat ultrapassaram esta semana, dos Rockets de 2008, e aquela da qual se aproximam cada vez mais, dos Lakers de 72.

As 22 vitórias seguidas dos Rockets que ocupavam até esta semana o 2º lugar da lista das melhores de sempre foram a série mais improvável de todas. Nessa temporada de 2007-08, o estreante general manager da equipa, Daryl Morey, tinha substituído o treinador Jeff Van Gundy por Rick Adelman e tentava construir uma equipa de topo à volta das estrelas Yao Ming e Tracy McGrady. Tinha transformado duas escolhas baixas no draft em Aaron Brooks e Carl Landry, adquiriu o rokie Luis Scola e montou uma equipa bastante profunda (Rafer Alston, Shane Battier, Bonzi Wells, Steve Novak, Bobby Jackson, Chucky Hayes, Dikembe Mutombo). Apesar disso, o começo de temporada não foi o melhor e a meio da mesma estavam apenas com um mediano 24-20. Mas depois começaram a série de vitórias mais improvável de sempre. 


Nos primeiros 11 jogos dessa série contaram com um Yao Ming de elite. O gigante chinês teve médias de 22.4 pts, 11.5 res e 1.2 dl nessas 11 vitórias dos Rockets. E depois o azar bateu à porta. No 12º jogo dessa série, frente aos Bulls, Yao fracturou o pé esquerdo e a sua temporada acabou. Sem o seu melhor jogador, não parecia possível que a série dos Rockets durasse muito mais tempo. Mas com o veteraníssimo Mutombo (41 anos) a assumir a titularidade, com um Tracy McGrady a jogar o seu melhor basquetebol da temporada (24.3 pts, 5.3 ast e 5.4 res nos 11 jogos seguintes) e com os outros jogadores a assumirem mais protagonismo e a dividirem entre todos a produção de Yao Ming (11.6 pts e 7 res do rookie Scola, 10.4 pts e 5.5 res de Battier e 15.7 pts e 6.6 ast de Alston) a equipa superou-se e levou a série até umas improváveis 22 vitórias (com vitórias frente a algumas das melhores equipas desse ano, como os Lakers, Mavs e Hornets). 

A série chegou ao fim frente à equipa que viria a ganhar o título desse ano, os Celtics, e depois, sem Yao, os Rockets não conseguiram ir mais longe do que a primeira ronda dos playoffs (perderam 4-2 para os Jazz de Deron Williams e Carlos Boozer). Mas foi uma série que ficou para a história e um hino ao conceito de equipa e à superação das adversidades que vai sempre ser recordado.

Como sempre recordada vai ser a série que há 40 anos se mantém no 1º lugar da lista, as 33 vitórias consecutivas dos Lakers de 71-72. Uma equipa que dominou essa temporada e fez uma das melhores temporadas da História. Uma equipa que contava com os Hall of Famers Wilt Chamberlain, Jerry West, Elgin Baylor e Gail Goodrich e que acabou a temporada regular com um recorde de 69-13, marca que foi a melhor de sempre durante mais de 20 anos, até aos 72-10 dos Bulls de 96. Uma equipa que tem o recorde de vitórias consecutivas fora de casa (16) e a melhor percentagem de vitórias fora de casa numa temporada (81.6%, 31-7). E uma equipa que venceu o título desse ano (4-1 nas Finais frente aos Knicks; o primeiro título dos Lakers depois da mudança para Los Angeles).


E uma equipa que durante mais de dois meses foi imbatível. Curiosamente, a série começou depois da retirada de Elgin Baylor. Com 37 anos e com problemas recorrentes nos joelhos, o lendário extremo retirou-se ao fim de 9 jogos e os Lakers começaram no jogo seguinte a série recordista. Ganharam 110-106 aos Baltimore Bullets no dia 5 de Novembro de 71 e só foram parados 33 jogos depois, a 9 de Janeiro de 72, quando os campeões do ano anterior, os Milwaukee Bucks de Kareem Abdul Jabbar, os venceram, 120-104. Um recorde que dura há 41 anos e que até agora era considerado inatingível. 

Nunca ninguém se aproximou tanto como estes Heat, que, curiosamente, têm algo em comum com cada uma destas séries. Shane Battier estava nos Rockets em 08 e Pat Riley jogava nos Lakers de 72 (conseguem encontrá-lo na foto?). Battier já bateu o recorde da sua antiga equipa e Riley está mais perto de bater o da sua do que alguém alguma vez esteve. Mas, aconteça o que acontecer, essas duas séries viverão para sempre na mitologia da NBA.

1.2.13

Os coloridos anos 90


Momento nostálgico do dia para o pessoal da minha geração a quem parece que a NBA dos anos 90 foi ontem: fogo, os equipamentos dos anos 90 já são vintage? Devemos estar a ficar velhos...

Como já se tornou hábito (e é já uma das iniciativas mais populares da liga), a NBA selecciona todos os anos meia dúzia de equipas para usarem versões antigas dos equipamentos em alguns jogos. Estas são as de 2012-13. Qual é a vossa preferida? E há algum outro equipamento dos anos 90 que gostassem de ver nesta selecção?

21.12.12

100 jogadas para ver antes do mundo acabar


Pelo adiantado do dia parece que estamos safos, mas até à meia noite ainda pode acontecer, não é? Por isso, só para prevenir, se por acaso os extraterrestres estiverem à espera da noite para atacar ou se o asteróide estiver neste momento pros lados de Marte, aqui têm as jogadas que não podem deixar de ver antes do mundo acabar. São, de 10 em 10 (os 10 melhores desarmes, os 10 melhores afundanços, as 10 melhores assistências e por aí fora), as 100 melhores jogadas da história da NBA. Para ver aqui


(e se o mundo não acabar, são imperdíveis à mesma, por isso, divirtam-se)

6.12.12

Bem vindo ao Clube, Kobe


Com este cesto Kobe Bryant juntou-se a Kareem Abdul Jabbar, Karl Malone, Michael Jordan e Wilt Chamberlain no restrito Clube dos 30000 Pontos:




(Kobe, aos 34 anos, é o mais jovem de sempre a entrar nesta exclusiva lista. Wilt tinha 35 quando marcou o seu 30000º ponto, Kareem e Malone tinham 36 e Jordan tinha 38)