29.2.12

Qual preferem? Kobe ou Lebron?


Gostam mais do Black Mamba? Ou talvez prefiram o King James? Haters, lovers ou assim assim, têm aqui a oportunidade de jogar na equipa de um deles.



Lebron e Kobe (e Ibaka, Casspi, Bargnani e Horford) estão à procura dos 24 jogadores com os melhores movimentos para participarem no Sprite Uncontainable Game, no All Star Game de 2013. Só precisam de gravar um vídeo com o vosso movimento mais imparável e mais criativo, fazer o upload do vídeo no site para se habilitarem a ganhar uma viagem ao All Star Game do próximo ano e jogar numa das equipas. E então, em qual querem jogar? Na de Kobe ou na de Lebron?

Wilt 100


Não percam esta sexta-feira a estreia do documentário sobre aquele que é considerado por muitos o melhor poste de sempre, o único jogador na história da NBA que marcou (e o único que alguma vez marcará) 100 pontos num jogo e um dos jogadores que elevou o basquetebol a outro nível, Wilt Chamberlain. Esta sexta-feira, às 19h (24h em Portugal), na NBA TV: Wilt 100.



27.2.12

All Star Game 2012 - A verdadeira festa dos afundanços foi ontem


Kobe (27 pts) ultrapassou MJ e tornou-se o jogador com mais pontos em All Star Games (271), o Oeste venceu 152-149 e Kevin Durant (36 pts e 7 res) levou o prémio de MVP para casa. 
E num jogo como este, de exibição, não há muito mais a dizer. A defesa, como sempre, foi entre o inexistente (na 1ª parte) e o um-bocado-mais-a-sério (no fim, pois é a brincar, a brincar, mas ninguém quer perder) e o jogo colectivo entre o completamente ausente e o combinações-simples-entre-dois-jogadores. Mas também não é um jogo a sério, é uma ocasião de festa e de promoção para a modalidade e o que importa são os highlights, por isso aqui ficam (com alguns afundanços melhores do que aqueles que foram realizados no concurso de Sábado):



E os 10 melhores:



26.2.12

O pior concurso de afundanços de sempre?



Não sei se podemos ir tão longe (já tivemos uns anos mauzinhos e umas edições ali pelo final dos anos 90 e início dos anos 00 que não ficaram na memória de ninguém - alguém se lembra de ilustres vencedores como Desmond Mason ou Fred Jones?), mas foi sem dúvida um dos mais fraquinhos que nos lembramos. Faltaram jogadores relevantes, faltaram afundanços memoráveis, faltou suspense e faltou emoção. A única coisa que não faltou foi a certeza que a NBA tem de fazer alguma coisa em relação a este concurso.

O novo formato falhou redondamente. Por muito nobre que seja a intenção da liga de envolver os fãs e colocá-los como parte activa na competição, ficou claro que precisamos de um júri e de pontuações para os afundanços. Imaginem um jogo de basquetebol sem marcador de pontos, em que não sabemos qual é o resultado durante o jogo e apenas anunciam quem ganhou depois do jogo terminar. Parte da piada de um concurso como este é acompanhar a classificação, saber quem vai à frente ou quantos pontos um jogador precisa de fazer para passar para a frente. E ontem faltou claramente essa emoção.

E penso que, para o público, mais importante que a participação no evento é o entretenimento que este proporciona. Não sei quanto a vocês, mas eu trocava, sem pestanejar, a participação activa na votação por um papel passivo de espectador, mas de um grande espectáculo. Entre ser parte activa num evento medíocre ou espectador num evento memorável, a escolha parece óbvia. 

Depois, para além do júri, o concurso precisa de rondas e jogadores eliminados. É outra característica que lhe dá emoção e suspense. Se ninguém ficar pelo caminho e não houver uma final para se conquistar um lugar, deixa de haver uma competição para acompanhar. Recorrendo de novo à metáfora do jogo de basquetebol, é como se tivessemos playoffs em que nenhuma equipa era eliminada e só no fim de todos os jogos anunciavam qual era a campeã. Os jogadores precisam de ter um objectivo concreto e imediato por que lutar. Seja ter de fazer x pontos para passar de ronda, seja fazer x pontos para não ser eliminado.

Outro aspecto que precisa de revisão é a participação de jogadores mais relevantes. Se quer manter a relevância do concurso de afundanços, a liga precisa urgentemente de conseguir convencer nomes mais sonantes a participar. Porque quem faz os afundanços é tão importante como os próprios afundanços. Imaginem o afundanço vencedor do ano passado (o famoso momento por cima do automóvel) ou um dos afundanços históricos de Jordan, Wilkins ou Carter, mas feito por um dos participantes deste ano. Não era bem a mesma coisa, pois não?

Ao longo dos anos, os concursos de afundanços já nos proporcionaram alguns dos momentos mais memoráveis em All Star Weekends e algumas das imagens mais espectaculares da história e da mitologia da NBA. Para que isso continue a acontecer, algo tem de mudar.

E 19 seguidas de 3?


Kevin Love vence o concurso de 3 pontos. Mas o homem a bater continua a ser este:





Actualização - 04:15
E o concurso de afundanços foi tão fraquinho que nem sei o que dizer... alguma coisa tem de ser feita em relação a esse concurso... vamos dormir sobre o assunto e falaremos sobre isso no próximo post.

25.2.12

All NBA First Team


Enquanto o All Star Weekend não chega à parte mais a sério (se é que podemos usar essa palavra para descrever qualquer evento deste fim-de-semana; mas, realmente, não dá para levar a sério ou fazer qualquer comentário a um jogo destes:

), vamos aproveitar para fechar o balanço da primeira metade da temporada regular, com o cinco ideal da liga até agora.

Point Guard - Chris Paul (Los Angeles Clippers)
19.2 pts, 8.6 ast, 2.9 res, 2.3 rb, 26 PER
Se alguém duvida que Paul ainda é o melhor base da liga, a passagem dos Clippers de um conjunto de talentos promissor a uma equipa candidata aos primeiros lugares da conferência devem desfazer essa dúvidas. Porque Paul é o maior responsável por isso. É o base mais completo da liga, capaz de marcar pontos (e não precisa de muitos lançamentos), organizar o ataque e distribuir a bola como poucos e defender. Temos outros bases que marcam mais pontos (Rose, Westbrook), outros que passam tão bem a bola como ele (Nash, Williams) e outros que são excelentes defensores (Rondo), mas mais nenhum base combina todas essas capacidades como ele.



Shooting Guard - Dwyane Wade (Miami Heat)
22.4 pts, 4.8 ast, 4.4 res, 1.7 rb, 1.4 dl, 28.1 PER
Lebron James tem, destacadíssimo, o melhor PER da liga, a mais de 4 pontos de distância do segundo, que é... Wade. Sim, os Heat têm os dois jogadores que estão a fazer as melhores temporadas individuais do ano. Kobe? Pode ter melhores números totais (28.4 pt, 4.9 ast, 5.8 res, 1.3 rb, 23.4 PER), mas Wade  tem sido muito mais eficaz (apenas 17 lançamentos/jogo contra 23.7 de Kobe, 50.2% contra 43.5% de Kobe e 32 min/jogo contra 38 do jogador dos Lakers). Kobe está a fazer (mais) uma boa temporada, mas Wade está a fazer uma ainda melhor.




Small Forward - Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
27.9 pts, 8.1 res, 3.4 ast, 1.4 rb, 1.2 dl, 27.7 PER
Durant é o melhor jogador da melhor equipa do Oeste (e empatada com os Heat no 1º lugar da liga) e é o único que se aproxima de Lebron na luta pelo MVP. Já todos sabemos que consegue marcar pontos como poucos, mas este ano está a fazê-lo de forma mais eficaz (51.3% nos lançamentos, máximo de carreira). Para além disso, também a passar melhor a bola e a distribuir melhor quando sofre 2x1 (máximo de carreira nas assistências).






Power Forward - Lebron James (Miami Heat)
27.4 pts, 8.1 res, 6.8 ast, 1.8 rb, 32.4 PER
Sim, Lebron não é power forward, mas como temos de incluir neste cinco tanto James como Durant, e como James já fez várias vezes esta posição no ataque dos Heat, deslocamo-lo para aqui. E esta escolha nem precisa de mais justificação. James é o nosso MVP e está a fazer uma temporada histórica, com o PER mais alto da história da NBA.







Center - Dwight Howard (Orlando Magic)
20.1 pts, 15.3 res, 2.1 ast, 2.2 dl, 24 PER
Com novela ou sem ela, este lugar é de Howard enquanto ele quiser. Basta ao (por enquanto?) poste dos Magic fazer uma temporada normal e nenhum outro poste se aproxima da sua produção. E mesmo com todo o circo em volta da sua saída ou não de Orlando, ele está a fazer mais uma excelente temporada, liderando a liga em ressaltos e continuando a ser o melhor defensor interior do mundo.







(hoje já temos algo mais a sério no fim-de-semana All Star, com o concurso de triplos e o concurso de afundanços, e não devem faltar momentos para recordar e/ou comentar, por isso, até logo!)

24.2.12

Jeremy


"Jeremy Liiiiiin...sanity!", a sensação dos Knicks, agora em versão grunge:


(via Andreia Silva)

JaVale McGee também nunca desilude


Os Wizards (ou deveríamos dizer McGee e Blatche?) já nos habituaram a isto. Quando precisamos de um pouco de diversão, eles nunca nos desiludem. Já tivemos estas e mais esta e ainda esta. E agora temos mais estas duas:





(via All Ball)

Oh, JaVale, mas o que é que vai nessa cabeça? 

22.2.12

Os prémios da (meia) temporada


Na véspera do fim-de-semana All Star e a meio da temporada regular, continuamos com o respectivo balanço. Já aqui falámos antes de quem é até agora o rookie do ano e também de quais são as equipas melhor posicionadas para lutar pelo título. Hoje, despachamos os restantes prémios individuais principais e revelamos quem é até agora, na nossa opinião, o melhor sexto homem, o melhor treinador e o MVP da liga.


Melhor Sexto Homem - James Harden (Oklahoma City Thunder)
O barbudo dos Thunder está a fazer, no terceiro ano na liga, a sua melhor temporada (16.8 pts, 4.1 res e 3.5 ast, todos máximos de carreira) e é o terceiro melhor jogador da melhor equipa do Oeste. É a terceira opção ofensiva da equipa, depois de Durant e Westbrook, e um jogador que não só lidera a segunda unidade e dá um impulso à equipa a partir do banco, como também dá mais equilibrio ao ataque quando joga com os titulares. Ao lado de Durant e Westbrook, obriga as defesas adversárias a não concentrarem as atenções apenas nesses dois e dá aos Thunder uma arma exterior (46.4% nos 2pts e 37.2 nos 3pts, ambos máximos de carreira). 
Quando joga com a segunda unidade, é muitas vezes o manejador de bola e o jogador escolhido para os pick and rolls. É a principal ameaça ofensiva da segunda unidade, ora com o lançamento exterior, ora com penetrações, e tem sido nestes dois meses o melhor jogador da NBA que não é titular.


Melhor treinador - Doug Collins (Philadelphia 76ers)
Aqui a luta é muito renhida entre o treinador dos Sixers e Gregg Popovich. Collins tranformou um grupo sem estrelas, com muita inexperiência e condenado à mediania há várias temporadas numa equipa coesa e bem sucedida. Apesar dos tropeções desta semana, ninguém acreditava que os Sixers estivessem tão bem colocados nesta altura da temporada. O sucesso na classificação é fruto de uma das melhores defesas e um dos jogos mais colectivos da liga. E isso é mérito de Collins.
Em San Antonio, Popovich continua a dar lições de como gerir um grupo de jogadores e, sem Ginobili, a poupar os titulares e com estes a jogarem o mínimo de minutos de todos os candidatos e a retirar o máximo de jogadores secundários, mantém os Spurs no topo da liga. Um mestre de gestão que vai ser, mais uma vez, candidato ao prémio no final da temporada. Mas, para já, vantagem para Collins, por uma unha.


MVP - Lebron James (Miami Heat)
Se a escolha anterior é por uma unha, esta é por um quilómetro. Lebron é o melhor jogador na melhor equipa e está a fazer uma temporada extraordinária (27.6 pts, 8.1 res, 6.8 ast, 1.7 rb, em 36 min/jogo).
Nesses 36 minutos por jogo, que são o mínimo da carreira, tem o melhor PER da carreira (32.6, superior aos dos seus anos em Cleveland, onde, muitas vezes, tinha de fazer quase tudo, e superior aos das duas temporadas em que venceu o MVP). Está também com as melhores percentagens de lançamento da carreira (55% nos 2pts e 41% nos 3pts!) e se dúvidas havia da sua importância para a equipa, essas acabaram quando Wade esteve de fora vários jogos e os Heat nem pestanejaram. Lebron é até agora, de longe, o melhor jogador da temporada.


21.2.12

A Arte do Lance Livre


Para o Shaq já é tarde demais, mas o Dwight Howard ainda vai a tempo de ler esta reportagem da Slam sobre a Arte dos Lançamentos Livres.


30 anos de botas de basquetebol (e de basquetebol)


Ofereçam um destes a vocês próprios:

(via Ricardo Marques, via Pérolas a Trocos)

Para celebrar os seus 30 anos, em 2002, a Nike lançou este livro recheado de fotos e histórias das suas botas de basquetebol e fotos, histórias e entrevistas com os jogadores que as usaram. Agora, para celebrar os 10 anos do seu site, a Size? aliou-se à marca norte-americana para o relançar, numa edição limitada. 

Podem encomendá-los aqui. É de aproveitar, pois esta reedição está à venda por apenas 12€ (os exemplares da primeira edição em segunda mão custam, na Amazon, mais de 70€!).

20.2.12

Candidatos e pretendentes


Com a pausa para o fim-de-semana All Star a aproximar-se (é já esta quinta-feira que começam as festividades) e com todas as equipas da liga já com 30 a 33 jogos nas pernas, estamos literalmente a meio da temporada regular. E com metade desta já para trás, temos já uma amostra de jogos suficiente para perceber quem está preparado para lutar pelo título e quem parece destinado a ficar de fora dessa luta. Por isso, pelo que temos visto, que equipas são verdadeiras candidatas ao lugar mais alto da NBA e quais não passam de pretendentes? Comecemos por estas últimas.

PRETENDENTES

Boston Celtics
Um cinco inicial com quatro veteraníssimos na fase descendente das carreiras e um banco mais fraco que no passado não permitem aos Celtics lutar por mais do que um lugar nos playoffs. Aí, podem aspirar a passar uma ronda ou duas e vão ser um osso duro de roer para qualquer equipa, mas a final da NBA e a hipótese de um título são uma miragem.

Orlando Magic
Se Dwight Howard ainda estiver num equipamento dos Magic em Abril, a equipa do Orlando é outro osso duro de roer para os candidatos do Este. Mas esse é um grande se e esta equipa como a conhecemos pode já não existir quando chegarem os playoffs. E mesmo com Howard e como a conhecemos, não é suficiente para bater as duas melhores equipas da conferência. A dependência dos lançamentos exteriores no ataque provoca uma irregularidade que se paga caro nos playoffs e a defesa, o pilar da equipa em épocas anteriores, está fora do top 10 (12ª apenas) e mais fraca que antes. E sem uma defesa de elite os Magic não passam duma equipa mediana.

Philadelphia 76ers
Doug Collins tem feito um excelente trabalho com esta equipa. Estão com a melhor defesa da liga (87.3 pts sofridos/jogo e 96.9 de DefRtg) e, no ataque, compensam a falta de super-estrelas com o basquetebol mais colectivo da liga. Numa liga de super-estrelas, é um exemplo assinalável e louvável de jogo de equipa e força no colectivo. Mas têm ainda falta de profundidade e regularidade no jogo interior para aspirar a voos mais altos. Estão no bom caminho, mas este ainda não é o ano deles.

New York Knicks
São a equipa mais mediática do ano. Primeiro, foi a contratação de Tyson Chandler na offseason, depois o conto de fadas de Jeremy Lin e agora a adição de JR Smith. A contratação de Chandler está a dar frutos e estão com uma defesa muito melhor do que no ano passado (6ª melhor, com um DefRtg de 99.6). Curiosamente, o seu ponto forte do ano passado, o ataque, está muito pior (23º, com um OffRtg de 101.1). No início, isso devia-se à falta de um point guard e melhorou com a ascensão de Lin, mas ainda há muitas dúvidas como vai funcionar quando Carmelo voltar. E JR Smith é mais um que não é conhecido pelo seu jogo colectivo. Mike D'Antoni tem muito trabalho para conseguir conjugar todas estas peças e restam dúvidas se elas são, sequer, conjugáveis. De qualquer forma, mesmo que isso seja possível, não acontece de um dia para o outro. Por isso, estes Knicks são um projecto em construção e não são ainda candidatos este ano.

Los Angeles Lakers
Não têm um cinco inicial tão veterano como o dos Celtics e com Kobe, Gasol e Bynum têm um núcleo para lutar pelo título. Mas, à semelhança dos Celtics, estão com um banco mais fraco que nas temporadas anteriores e com uma falta de profundidade que custa caro nos playoffs. Deste lote de pretendentes, os titulares dos Lakers são dos que jogam mais minutos e vamos ver em que forma chegam à fase decisiva. Para além disso, tem sido irregulares e medianos (10ª defesa e 16º ataque). São ainda perigosos e uma equipa que os subestime pode arrepender-se, mas a jogar assim vai ser impossível bater as equipas do lote de candidatos abaixo.

Los Angeles Clippers
O rótulo de parente pobre pode pertencer ao passado, mas ainda falta também um bocado para lhes colarmos o rótulo de candidatos. Foram a equipa que mais e melhor mexeu na offseason, contrataram  um jogador que metade da NBA desejava e estão a construir um sério candidato a candidato. São uma equipa entusiasmante de ver, têm jogadores jovens e veteranos e têm ainda margem de progressão. Mas estão ainda a um bom poste suplente de distância e uma defesa de topo de poder aspirar a lutar por um título. Com a defesa mediana que têm (20ª, com 104.5 de DefRtg) não se ganha campeonatos.


CANDIDATOS


Miami Heat
Estão com o melhor recorde (25-7), o melhor ataque (109.4 de Off Rtg) e uma das melhores defesas (7ª, com 99.7 de DefRtg). Estão a jogar melhor do que no ano passado, os Três Super-Amigos estão mais integrados e a jogar melhor juntos e a defesa é ainda melhor do que os números mostram (têm ganho vários jogos por 20 ou mais, muitos jogos ficam resolvidos cedo e sofrem mais pontos do que sofreriam se continuassem a apertar o jogo todo). Quando os jogos estão renhidos e é preciso, a defesa dos Heat tem sido pressionante e até mesmo sufocante. A jogar no seu máximo, como já o fizeram muitas vezes nesta temporada, vai ser dificil vencê-los e são, talvez, os maiores candidatos ao título.


Chicago Bulls
Estão logo atrás dos Heat (24-8) e, como na temporada passada, têm ganho jogos apesar de lesões em jogadores fundamentais. Derrick Rose leva cinco jogos de fora, Richard Hamilton está de fora também e Luol Deng tem jogado limitado por uma lesão no pulso. Mesmo assim, os Bulls estão com o terceiro melhor recorde da liga, a segunda melhor defesa (DefRtg, 97.9) e o terceiro melhor ataque (OffRtg, 108.0). Com todo o plantel disponível, são os maiores candidatos do Este (e da NBA?) a seguir aos Heat (e os únicos candidatos para além dos Heat!) e podemos ter uma série memorável nas finais de conferência.



Oklahoma City Thunder
Têm o melhor recorde do Oeste e estão com um recorde semelhante ao dos Heat (24-7, com um jogo a menos). São o segundo melhor ataque (108.7 de OffRtg) e apesar de terem apenas a 15ª defesa (102.5 de DefRtg), em casa ainda só perderam um jogo. E jogar bem em casa é fundamental nos playoffs. São jovens, atléticos e sempre a progredir nas últimas 3 temporadas. Na temporada passada, foram até às finais de conferência e este ano, se Russell Westbrook melhorar a leitura de jogos e as decisões no ataque, podem ir mais longe. Mas, para isso, vão ter de passar pelos...

San Antonio Spurs
Depois da eliminação precoce nos playoffs do ano passado, muitos deram-nos por terminados e na hora de começar a pensar na reconstrução. Mas ainda não é hora disso. Estes Spurs ainda são verdadeiros candidatos ao título. Tal como no ano passado, estão a jogar algum do melhor basquetebol da liga e estão a fazer uma grande temporada regular (e estão a fazê-lo sem Ginobili). Mas, ao contrário do ano passado, estão com um banco melhor e mais profundo. Tiago Splitter, Gary Neal e Danny Green, no segundo ano deles como Spurs, estão mais integrados e a jogar muito bem e o rookie Kawhi Leonard dá profundidade na posição de small forward e uma presença defensiva nessa posição que não tinham. Com um banco tão profundo, os titulares dos Spurs são os que jogam menos de todos candidatos e pretendentes (à excepção de Tony Parker, nenhum jogador dos Spurs chega aos 30 minutos/jogo) e vão chegar frescos aos playoffs. Aí, se tiverem todo o plantel disponível e fresco, são os maiores candidatos do Oeste.

Dallas Mavericks
E temos de terminar este lote com os actuais campeões. Primeiro, porque são os actuais campeões e, como disse Rudy Tomjanovich quando os Rockets renovaram (surpreendentemente) o título em 95, "nunca subestimem o coração de um campeão". Segundo, porque apesar da saída de Tyson Chandler, melhoraram no lado defensivo e estão com a quarta melhor defesa (98.5 de DefRtg). Ao contrário do esperado, a defesa não desmoronou e até está melhor.
É o ataque que não tem estado ao nível do ano passado. Mas isso deve-se à ausência de Nowitzki em vários jogos e ao facto de ele estava em baixo de forma no início da temporada. Nos últimos jogos está a melhorar e, tanto o alemão como o ataque, vão chegar aos playoffs melhores. Por isso, se mantiverem o nível na defesa, vão chegar aos playoffs com uma defesa de topo e um ataque de topo.
Porque não nos podemos esquecer que no ano passado fizeram a temporada sempre em crescendo e só atingiram aquele nível de jogo nos playoffs. Por esta altura no ano passado ninguém os apontava como candidatos e toda a gente previa a eliminação logo na primeira ronda com os Blazers. Mas foram melhorando e jogando cada vez melhor com o passar do tempo, até ao fim que todos conhecemos. Por isso, não os descontem já do lote de candidatos.

18.2.12

Do caraças!


Foi uma noite de jogadas do caraças (e que do caraças é o passe de Rubio no nº7!)...



...mas como é que nenhum destes afundanços do caraças do Lebron entrou no top?!



17.2.12

Parabéns, MJ!


Hoje faz anos o Melhor de Todos os Tempos, o que é sempre uma desculpa perfeita para recordar algumas das suas jogadas inacreditáveis. E não importa se as vemos dezenas ou centenas de vezes, sentimos sempre um deslumbramento único com o que este homem faz(ia) dentro de um campo de basquetebol. 

No ano passado, pela mesma ocasião, recordámos os 23 melhores momentos do 23 mais famoso de sempre. Hoje, e porque um dos temas do momento é o concurso de afundanços, fiquemos com os 10 melhores afundanços de His Airness:



Mas porque nunca é demais e porque podíamos passar aqui o dia inteiro a vê-lo, fiquemos também com mais um top 10 de jogadas espectaculares:



16.2.12

2012 Slam Dunk Contest - Um salto para trás?


Foram anunciados hoje os participantes do concurso de afundanços de 2012 e eles são: Chase Budinger, Iman Shumpert, Paul George e Derrick Williams. É a primeira vez para qualquer um deles e as estreias não ficam por aí. Foi anunciado também um novo formato para o concurso, que vai ser apenas numa ronda, com cada jogador a realizar três afundanços (à vez, cada um faz um afundanço e repete-se a rotina por um trio de vezes). Para além disso (também novo este ano), o vencedor  vai ser escolhido exclusivamente pelo voto do público (antes, a primeira ronda era votada pelo júri e a final pelos fãs). 


Depois do sucesso do ano passado e quando parecia que o concurso de afundanços ia regressar à glória de outros tempos, temos de perguntar: porquê?

O painel de jogadores é interessante, mas não entusiasmante. E parece que voltamos à mesma história dos piores tempos deste concurso, quando não tínhamos nenhum grande nome e apenas jovens ainda à procura de se afirmarem. Nada contra estes jovens ou contra as suas pretensões de ganhar um nome entre as estrelas, mas onde estão os melhores slam dunkers da liga (como nos anos 80, onde tivemos alguns dos melhores concursos de sempre)?

E a alteração de formato também não parece ser o melhor para a competição. Retirar o voto do júri não é mau, antes pelo contrário, uma vez que os votos desse suposto painel de especialistas era muitas vezes feito de forma pouco imparcial ou objectiva e era muitas vezes mais do que contestado. Por isso, mais vale mesmo deixar os fãs decidir. Mas abrir as votações logo após todos os participantes terem feito o primeiro afundanço não parece ser o melhor caminho para uma avaliação justa. Estar a votar num vencedor apenas por um afundanço e quando ainda não fizeram os afundanços todos não parece, de todo, o ideal.

Depois do show de Griffin, Ibaka e McGee em 2011, a popularidade do Slam Dunk Contest atingiu de novo um pico e o concurso parecia regressar aos seus melhores tempos. Com estas mudanças, infelizmente, parece voltar a dar um salto para trás.

15.2.12

Jeremy Lin, All Star


A Linsanidade não pára:

 

E, escrevam as nossas palavras, no próximo ano Jeremy Lin vai ser All Star. E titular. Continue a jogar assim ou não, é indiferente. Lembram-se de Yao Ming? Pois agora que os chineses sabem o nome dele, o jogador dos Knicks pode ter um lugar cativo no All Star Game.

13.2.12

Love is in the air


Amanhã é dia dos Namorados e se ainda não encontraram um postal com as palavras certas para a vossa (ou vosso) mais-que-tudo, os Grizzlies dão uma ajuda:





(fotos: Chris Vernon)

11.2.12

All Lin


Eu sei que no post anterior prometi um artigo sobre o novo fenómeno da NBA apenas daqui a uma dezena de jogos, se ele continuasse a sair-se tão bem como tem feito. Mas 38 pontos aos Lakers depois, parece que vamos ter de antecipar esse artigo. Não só porque aquilo que Jeremy Lin fez nesta última semana é uma improbabilidade, mas porque toda a carreira dele é uma improbabilidade. 


Lin nasceu em Los Angeles, em 1988, filho de dois imigrantes chineses (de Taiwan) com 1,67m cada um. A probabilidade do rebento Jeremy crescer até aos 191 centímetros? Diminuta. Na adolescência, jogou no Liceu de Palo Alto, uma escola da segunda divisão do estado da Califórnia, com boas, mas não espectaculares médias (15 pts, 7 ast, 6 res e 5 rb). A probabilidade destas serem médias de um futuro jogador da NBA? Pequena. 

No fim do liceu, não recebeu qualquer oferta para uma bolsa de estudo desportiva. Algumas universidades ofereceram-lhe um walk-on (treinar com a equipa quando a época começasse e poder ou não ser seleccionado para ficar na equipa de basquetebol) e Harvard foi a única universidade que lhe garantiu um lugar na equipa (mas universidades como Harvard não oferecem bolsas de estudo desportivas). A probabilidade de fazer os estudos universitários em Harvard e acabar na NBA? Quase inexistentes (o último jogador de Harvard a jogar na NBA tinha sido Ed Smith, em 1954).

No último ano em Harvard (2009-10), teve médias que mostravam um jogador polivalente e capaz de fazer de tudo um pouco (16.4 pts, 4.4 res, 4.5 ast, 2.4 rb e 1.1 dl), mas que não eram fora de série e tinham sido conseguidas contra competição menos forte (a Ivy League é mais conhecida por produzir intelectuais do que atletas). Lin teve, no entanto, alguns jogos bons contra universidades mais fortes e despertou alguma atenção a nível nacional com os 30 pontos e 9 ressaltos contra Connecticut.

Em virtude disso, foi observado e convidado para testes pré-draft por algumas equipas da NBA, mas viu passar o draft de 2010 sem ouvir o seu nome. Como undrafted rookie foi depois convidado para jogar na Summer League pelos Mavs. Aí, deu boa conta de si (9.8 pts, 3.2 res, 1.8 ast e 1.2 rb, em 18 min/jogo) e recebeu ofertas de quatro equipas: os Mavericks, os Lakers, uma equipa do Este (que não foi divulgada) e os Warriors.

Lin escolheu a equipa da terra onde cresceu e aquela por quem torcia na infância e assinou pelos Warriors (vamos resistir à tentação e não vamos fazer nenhuma piada sobre a probabilidade de ser bem sucedido nesta equipa!). Depois duma época rookie em que foi pouco utilizado (apenas em 29 jogos, terminando com 2.6 pts, 1.2 res e 1.4 ast, em 9.8 min/jogo), foi dispensado no início desta temporada, quando os Warriors quiseram libertar espaço salarial para conseguir um poste na free agency. 

Depois disso, teve sorte igual em Houston (contratado no dia 12 de Dezembro, mas dispensado no dia 24 - que prenda de Natal, né? -, quando os Rockets quiseram libertar espaço para contratar Samuel Dalembert) e acabou por ser contratado pelos Knicks, quando Iman Shumpert se lesionou. Após uns jogos no banco e uma breve passagem pela D-League para rodar, a onda de lesões e as exibições miseráveis da equipa não deixaram outra alternativa a Mike D'Antoni senão colocar Lin a titular. A probabilidade dele marcar 128 pontos nos quatro jogos seguintes (o máximo de um jogador nos seus primeiros quatro jogos como titular, desde 76-77), liderar os Knicks em quatro vitórias seguidas e tornar-se o jogador mais popular de Nova Iorque? Pois. 


É uma história improvável com um desfecho ainda mais improvável. Mas esse percurso invulgar e difícil é também uma das razões para o sucesso dele. Ao contrário de tantos outros jogadores que são celebrados e glorificados desde a adolescência e que são apontados como futuras estrelas quando ainda jogam no liceu, Lin nunca tomou nada por garantido.

Até à terça feira passada, vivia com o irmão (que é dentista) num pequeno T1 no Lower East Side de Manhattan e dormia no sofá-cama da sala. Porque se os Knicks o dispensassem até à terça feira passada o seu contrato não era garantido. Só desde terça é que Lin tem um ordenado garantido até ao fim da temporada, aconteça o que acontecer.

É uma história de humildade e trabalho, esta de Jeremy Lin. Uma que nos recorda que, no basquetebol como na vida, tudo é possível. Só temos de esperar pela oportunidade e, quando esta nos aparece à frente, não a desperdiçar. You gotta love this game.

10.2.12

Está tudo Linsano!


O miúdo tem os fãs de Nova Iorque pelo beicinho, é o tema mais pedido nas mensagens que nos enviam e tem o cumprimento mais geek e mais fixe do ano*:


Mas não nos esqueçamos que os três jogos que o catapultaram para a fama instantânea foram contra os medíocres Nets, os irregulares Jazz e os miseráveis Wizards. O miúdo está a sair-se melhor do que alguém esperava, mas não vamos entrar já na Linsanidade. Hoje tem um teste mais difícil com os Lakers, depois um com os Wolves e depois disso entra noutro ciclo de equipas fraquitas (Raptors, Kings, Hornets). Vamos dar-lhe mais uma dezena de jogos ou assim e se continuar em grande, cá estaremos para fazer um post à seria sobre ele.


*(Lin folheia um livro, depois tiram os seus óculos e guardam-nos no bolso da camisa)

Lin fez a universidade em Harvard e Landry Fields em Stanford, duas das mais conceituadas universidades americanas (e mundiais) e mais conhecidas pelo currículo académico do que pelo desportivo. São os marrões a tomar a NBA de assalto!


9.2.12

NBA All Star 2012 - Suplentes


Os titulares a Este e Oeste já são conhecidos desde a semana passada e hoje (às 19h nos Estados Unidos, 24h em Portugal) são anunciados os jogadores que completam as respectivas equipas All Star. Antes do anúncio, aqui ficam os jogadores que, na nossa opinião, lá merecem estar:


Suplentes Este
Joe Johnson (Hawks)
Rajon Rondo (Celtics)
Paul Pierce (Celtics)
Chris Bosh (Heat)
Andre Iguodala (Sixers)
Amare Stoudemire (Knicks)
Deron Williams (Nets)



Suplentes Oeste
Steve Nash (Suns)
Tony Parker (Spurs)
Pau Gasol (Lakers)
Marc Gasol (Grizzlies)
LaMarcus Aldridge (Blazers)
Kevin Love (Wolves)
Dirk Nowitzki (Mavs)


Actualização - 00:30
E já foram anunciados os suplentes. 
A Oeste, os treinadores da NBA quase que concordaram com todas as nossas escolhas, apenas elegeram Russell Westbrook em vez do Pau Gasol. Como desejavámos (e de forma merecida), Marc Gasol e LaMarcus Aldridge ganham a sua primeira selecção para um All Star e Steve Nash não ficou de fora, como muitos comentadores previam.
A Este, temos duas diferenças em relação às nossas escolhas, com Rondo e Stoudemire a ficarem de fora e duas surpresas, com dois jogadores a ganharem também a sua primeira selecção para um All Star: Roy Hibbert, dos Pacers (uma surpresa menor) e Luol Deng, dos Bulls (este a maior surpresa de todos os escolhidos).

8.2.12

Parabéns, Steve!


Já vamos tarde para desejar-lhe um feliz aniversário (foi ontem), mas, a propósito dos 38 anos de Steve Nash, ainda vamos a tempo de recordar 38 das melhores assistências da sua carreira. A recolha é da Slam Magazine e podem vê-las todas aqui

Aqui ficam os parabéns, não (só) pelos 38 anos, mas por continuar, com tal idade, a jogar ao nível que joga. Com quase 40 anos continua a ser um dos melhores bases da NBA e ninguém passa a bola como ele. Fiquem apenas com esta amostra:





7.2.12

NBA 2011-12, onde as lesões acontecem


A jornada da noite passada não foi uma boa jornada para a NBA. A enfermaria da liga, já recheada, teve mais umas entradas importantes: Billups lesionou-se no tendão de Aquiles e pode estar de fora o resto da temporada, Carmelo Anthony fez um estiramento na virilha, Derrick Rose abandonou o jogo a meio do segundo período com espasmos nas costas e Danilo Gallinar vai estar no estaleiro por tempo prolongado, depois de partir o pé.


O que levanta uma questão (que é uma das que marcam esta temporada e uma que já tinhamos abordado aqui): qual o preço a pagar por ter uma temporada completa (ou quase completa) este ano?

Numa temporada regular normal, os jogadores têm 82 jogos ao longo de seis meses. Nesta, vão ter de jogar 66 em menos de quatro meses. Normalmente, jogam uma média de três jogos por semana, mas nesta época compactada, esse número sobe para quatro jogos por semana. O que provoca um desgaste muito maior e aumenta bastante o risco de lesões. 

Para além disso, ainda tiveram um training camp reduzido, logo menos tempo para se prepararem e para se porem em forma. O que ainda aumenta mais o risco de lesões. E como temos visto até agora, estas têm abundado este ano. Não há nenhuma equipa que não tenha sido atingida e que não tenha já tido jogadores de fora por problemas físicos. Alguns (como Ginobili, Zach Randolph ou Brook Lopez) com lesões mais prolongadas, outros com pequenas mazelas, que os deixam de fora alguns jogos apenas (e estes são às mãos cheias e demais para nomear). Mas nenhuma equipa teve todos os seus jogadores disponíveis em todos os jogos.

E depois, com tantos jogos concentrados em tão pouco tempo, há também menos tempo para recuperar. Logo, com tantos jogos, tanto desgaste e tão pouco tempo para recuperar, dá no que temos visto toda a temporada: irregularidade na produção dos jogadores e dificuldade de muitos deles em encontrar a melhor forma. 

E basta uma semana de fora para um jogador perder logo quatro ou cinco jogos da sua equipa. O que no fim pode ser decisivo para a classificação. No fim da temporada regular vamos ter equipas a ficar de fora dos playoffs por uma ou duas vitórias, por isso, uma que perca um dos seus jogadores mais importantes por meia duzia de jogos pode ficar irremediavelmente para trás.

À primeira vista, ter tantos jogos faz as delícias de qualquer fã. Este ano não há dias mortos e todos os dias temos mãos cheias de jogos para ver. Mas a que preço? Será melhor ter todos estes jogos à custa da produção e do nível exibicional ou ter menos, mas melhores jogos? 

É óptimo ter tantos jogos para ver, mas trocava isso pela oportunidade de, no final da temporada regular, ter as equipas com todos os seus jogadores disponíveis e na sua melhor forma. Trocava 66 jogos por 40 ou 50 que permitissem às equipas chegar aos playoffs com todas as suas armas disponíveis e em forma. 

Trocava 66 jogos por uma temporada em que a equipa vencedora não fosse uma que teve a sorte de não ver nenhum dos seus jogadores importantes a lesionar-se. Trocava estes jogos todos por uma temporada em que ganhasse não a melhor de entre as afortunadas pela sorte, mas sim a melhor entre todas.

4.2.12

O melhor power forward da NBA é...


O Jorge Duarte lançou-nos a pergunta, a propósito do mais recente highlight épico de Blake Griffin. E é uma questão que tem sido discutida nos últimos tempos, não só pelos highlights do explosivo jogador dos Clippers, mas também pela ascensão de jogadores como Kevin Love, LaMarcus Aldridge ou o próprio Griffin. Para além disso, esta posição é uma das que simboliza melhor uma das características que definem esta temporada: a ascensão de uma nova geração de jogadores (e equipas), mas com a geração anterior a prometer uma passagem de testemunho pouco pacífica.

Se de um lado temos os nomes que referimos em cima, do outro temos jogadores como Garnett, Duncan, Gasol ou Nowitzki, que dominaram a posição na última década e, com todos eles já acima dos 30 anos, ainda continuam entre os melhores. Por isso, quem é actualmente o melhor power forward da NBA?

Não falta talento à NBA nesta posição. É uma das mais profundas da liga e conseguimos fazer, à vontade, um top 20 de grandes power forwards. Temos, para além dos que já referimos, jogadores como David Lee, Zach Randolph, Josh Smith, Amare Stoudemire, Chris Bosh, Carlos Boozer, David West, Boris Diaw, Luis Scola, Kris Humphries ou Paul Millsap. Já vamos em 18 e ainda podíamos incluir mais alguns nesse lote.

Mas como é óbvio, muitos destes, por muito bons que sejam, não estão na corrida pelo título de melhor de todos. Apenas uma mão cheia deles pode realisticamente aspirar a tal. Qual é então o lote de candidatos? Love, Aldridge, Griffin, Gasol e Nowitzki.

Tim Duncan e Kevin Garnett foram dois dos melhores de sempre, mas aos 35 anos, apesar de ainda serem produtivos e importantes para as suas equipas (especialmente na metade defensiva), já não podem aspirar ao topo desta lista. Amare Stoudemire é um dos melhores ofensivamente, mas o seu impacto reduzido na defesa deixa-o de fora da discussão. Chris Bosh podia estar no top 5, mas a jogar ao lado de Lebron e Wade, viu o seu protagonismo e a sua produção diminuirem e não entra nestas contas. Zach Randolph seria outro candidato, mas até agora passou a temporada lesionado e, quando voltar, vai demorar algum tempo a voltar ao seu melhor nível.

Por que ordem fica então a mão cheia de candidatos?

5- Blake Griffin
Era com ele que começava a questão do Jorge, que diz:
"Eu sou fã do Griffin (é impossivel não ser) mas eu considero que ele é levado pelo hype dos afundanços e embora não queira usar a palavra overrated confesso que tenho vontade de o fazer. É certo que ele é um otimo marcador de pontos e ressaltador, (...) mas, ser um bom marcador de pontos e ressaltador as vezes faz as pessoas pensarem que és melhor do que realmente és. É medonho da linha de lance livre (é certo que não faz air balls como o diop mas é muito mau também) mas principalmente considero ele pouco participativo nas tarefas defensivas. Dito isto penso que ele quando melhorar certos aspectos do jogo dele vai ser ainda mais dominador e ai será sem duvida o melhor PF da liga."
O que basicamente resume o que eu penso também. É um fenómeno atlético com lugar cativo nas melhores jogadas, mas tem ainda muito para polir no seu jogo. Tem sido comum ver as equipas a dar-lhe espaço para lançar e a concentrar-se em defender as suas penetrações. É de longe o power forward mais atlético da liga e o potencial para ser o melhor está lá, mas não o será enquanto não melhorar o lançamento de meia distância, os lances livres e a defesa.

4- LaMarcus Aldridge
Tem tido uma evolução sólida e constante desde que entrou na liga e a sua ausência no All Star do ano passado foi uma das injustiças da temporada. Este ano continuou a melhorar, está mais versátil e assertivo no ataque, desenvolveu um bom arsenal a poste baixo (já não foge ao contacto e conforma-se menos com os lançamentos de meia distância) e está um jogador mais completo. Na melhor época da carreira (22.8 pts, 8.7 res, 2.7 ast; 23.9 de PER) deve finalmente ganhar um lugar como All Star e afirmar-se com um dos melhores power forwards da liga.

3- Pau Gasol
O espanhol é o power forward mais completo da NBA. E embora alguns dos seus números totais não pareçam tão bons como os dos outros, consegue-os com mais eficácia. Tem "apenas" 16.1 pts por jogo, mas consegue-os com muito menos lançamentos que todos os outros. É de longe o melhor passador de todos (3 ast/jogo) e é muito melhor na defesa do que aquilo que se pensa (o seu DefRtg, 98, só fica atrás de Aldridge e apenas por um ponto). Pela inteligência em campo e pelas acções que faz para facilitar as acções dos companheiros, o seu impacto na equipa é maior do que os números mostram e se os Lakers (e Kobe) jogassem mais com ele e o envolvessem mais no ataque, seria ainda maior.
Pode não ser o líder em nenhuma categoria estatística, mas faz de tudo um pouco em campo e contribui em todas elas. E não é mau em nenhuma.

2- Kevin Love
O jogador dos Wolves é o que tem os melhores números em pontos e ressaltos (25 pts e 13.5 res), mas também é o que joga mais minutos de todos estes candidatos. E é também um jogador que tem um impacto reduzido nos outros aspectos do jogo (1.6 ast, 0.9 rb, 0.6 dl). Ou seja, é muito bom em dois aspectos do jogo, mas em pouco ou nada mais contribui. Tem ainda de melhorar nos outros aspectos para poder ser o melhor power forward de todos.
E num dos aspectos em que é bom (nos pontos), depende mais das assistências dos companheiros do que os outros candidatos. Muitos do seus pontos são conseguidos com lançamentos após assistência e não após 1x1. Tem de melhorar no 1x1 e no jogo a poste baixo para obrigar as equipas a fazer 2x1 e poder ter o mesmo impacto num jogo que tem, por exemplo, o número um desta lista.

1- Dirk Nowitzki
O alemão está com números mais baixos do que estamos habituados (17 pts, 6.8 res e 2.3 ast), mas também está a jogar o mínimo de minutos desde a sua época rookie, teve vários jogos de fora e ainda não está na sua melhor forma. Mas Nowitzki (ainda mais que Gasol) é um jogador cujos números não reflectem metade do impacto que tem em campo. Ao contrário de Love, o jogador dos Mavs é um pesadelo para defender e impossível de parar no 1x1. As suas características únicas tornam-no num matchup muito difícil de solucionar, o que obriga as equipas a fazer muitas vezes 2x1. Por isso, para além dos ataques em que marca ou assiste, muitos dos ataques dos Mavs começam com um desequilíbrio provocado por ele, a que se segue uma rotação da bola até um jogador sozinho.
A movimentação de bola exemplar e o jogo colectivo dos Mavs na temporada passada (que foi elogiado por todos e apontado como o grande responsável pela conquista do título) não seria possível sem Nowitzki. O alemão, na sua melhor forma física, ainda é o melhor power forward do mundo.

3.2.12

Jogar para aquecer


A propósito do frio do c@#%$* que está hoje, não é isso que impede pessoal de paragens mais frias ainda de jogar basquetebol:



2.2.12

Como identificar um bom defensor


Grande artigo do Bola Presa sobre como identificar um bom defensor (e também, consequentemente, sobre algo que já falámos aqui várias vezes e ainda agora na discussão do post anterior surgiu: como as estatísticas nunca contam a história toda). Recomenda-se a leitura.


1.2.12

E até agora o Rookie do Ano é...


Em qualquer temporada a vida de um rookie não é fácil. Venham donde vierem, seja do liceu (agora já não podem vir daí, mas no passado já tivemos muitos a vir directamente daí para a NBA), seja da NCAA, seja da Europa ou de outro canto qualquer do mundo, têm de se adaptar a um ritmo de jogo mais elevado, a uma nova equipa, a um novo treinador, a um novo sistema de jogo, a novas rotinas, a um nível de competição mais forte e a um novo nível de exigência.

E numa temporada encurtada como esta, essa adaptação é ainda mais difícil. Com um training camp reduzido e menos tempo de treino, há menos tempo para se prepararem e para aprenderem. E com tantos jogos em tão pouco tempo não há também muito tempo para treinar durante a temporada e têm de fazer essa aprendizagem enquanto vão jogando. Por isso, se esta temporada é dura para todos os jogadores, é particularmente dura para os rookies.

Mas apesar disso, muitos deles têm dado boa conta de si neste primeiro mês de competição. E dois deles têm estado um degrau acima de toda a concorrência.

Destes, um tem tido toda a atenção mediática, as suas exibições tem sido seguidas pelos fãs por todo o mundo e é o novo menino bonito da liga. O outro não tem recebido tanta atenção e, algo inexplicavelmente, tem passado um pouco ao lado dos radares. O primeiro é o base espanhol dos Wolves, Ricky Rubio. O outro é o nº1 do draft do verão passado, Kyrie Irving.


E qual deles tem sido o melhor até agora?

Rubio tem a liga (e o mundo) rendida e encantada com o seu talento. A sua visão de jogo, as suas assistências e, surpreendentemente, os seus pontos e a sua defesa têm feito as delícias de todos. Já sabíamos que seria um bom jogador, mas poucos acreditavam que pudesse ser tão bom tão cedo. Os seus números até agora são acima da média não só entre rookies, mas entre todos os bases: 11.4 pts, 8.9 ast, 4.7 res e 2.2 rb.

É o 4º da liga em assistências (uma pequena surpresa, mas o aspecto do seu jogo mais antecipado), 3º da liga em roubos de bola (uma surpresa maior) e tem uma boa percentagem de 35.4% nos 3pts (a maior surpresa de todas).

Números muito bons, mas que, embora não pareça à primeira vista, ficam atrás dos de Irving. O base dos Cavs não tem tido tanta atenção dos meios de comunicação, mas silenciosamente, vai fazendo uma temporada excelente. Os seus números: 17.9 pts, 4.8 ast, 3.4 res e 0.8 rb. É o melhor marcador entre os rookies e tem uma excelente percentagem de 51.6 nos lançamentos (com 40.7% nos 3pts). 

E embora pareça ficar atrás de Rubio nas outras categorias, não é bem assim. O base espanhol joga 34.4 minutos por jogo, enquanto Irving apenas 28.4. Se analisarmos os números por cada 36 minutos, temos uma história ligeiramente diferente: 

Rubio - 12 pts, 9.3 ast, 4.9 res, 2.3 rb
Irving - 22.7 pts, 6.1 ast, 4.3 res, 1 rb

E se juntarmos a isto o PER, Irving destaca-se claramente: 

Rubio - 17.4
Irving - 22.8

Rubio é beneficiado por ter um plantel melhor à sua volta e pela atenção mediática que tem tido. Não quer isto dizer que não tem feito uma temporada boa. Tem feito mesmo uma temporada muito boa. Mas se tivermos de escolher apenas um, a nossa escolha vai para Irving.