30.9.11

Most Valuable Commercial


E já que falamos do MVP da temporada, ele faz, literalmente, de touro no novo anúncio da Adidas. Mas ainda não sei se isso é uma coisa boa ou má. Que vos parece?



29.9.11

Most Valuable Quote


"There's no reason why billionaires and millionaires should be arguing about money. There other things in this world that we should be arguing about, but money shouldn't be the problem.", Derrick Rose, respondendo à Sports Illustrated


28.9.11

Andray Blatche dá o seu melhor para nos divertir durante o lockout


Porque é que as t-shirts que o Andray Blatche mandou fazer para as sessões de treino que organizou com alguns dos seus companheiros de equipa têm o logótipo dos Miami Heat?


E nem vamos falar do erro ortográfico nas costas. Ah, Andray, quando tudo está cinzento e precisamos de alguém que nos salve da monotonia, tu nunca nos desiludes:

                      

26.9.11

Hoje é dia de festa


Hoje apagamos a nossa primeira vela. Foi já há um ano que tivemos a bola ao ar no SeteVinteCinco.


Obrigado a todos que, regularmente ou ocasionalmente, passam por aqui e perdem algum do seu tempo a ler as nossas palavras e obrigado por todos os comentários, sugestões e palavras de incentivo ao longo deste primeiro ano (se nos quiserem dar uma prenda, a melhor que nos podem oferecer é passar a palavra, divulgar o blogue e recrutar um amigo - ou mais! - para seguir a nossa página).

Tic tac, tic tac...


Estamos a chegar a dias decisivos no lockout. Esta semana é o prazo-limite para termos uma temporada regular a começar a tempo. Ou há acordo até ao final da semana ou será realisticamente impossível começar os jogos da fase regular no dia 1 de Novembro. Porque um mês é o tempo mínimo que a NBA precisa para pôr de pé a época. 

A partir do dia em que houver acordo, os advogados precisam de duas semanas para acertar todos os pormenores e questões técnicas e redigir as mais de 300 páginas do acordo. Apesar da actividade da NBA não esperar pelo final dessas formalidades e começar de imediato, precisam de tempo para um período de free agency, que nunca duraria menos de duas semanas. E depois para os training camps, que começariam no início da terceira semana e para os quais precisam de mais duas semanas. 

Este foi o prazo mínimo necessário no lockout de 98-99, em que tivemos acordo no início de Janeiro e a temporada arrancou no início de Fevereiro. Por isso, para termos jogos em Novembro, tem da haver acordo até ao fim de Setembro (primeiros dias de Outubro, se quisermos esticar ao máximo a corda).

O relógio está a contar. Ou então vamos ter de passar o inverno a vibrar com... basquetebol feminino de liceu, por exemplo:



24.9.11

Desconto de Tempo com... Diogo Correia


Lembras-te disto, Diogo?

Junho de 2002, Ponta do Sol, Madeira. Estávamos na pérola do Atlântico com a equipa de Minis (sub-10) da SIMECQ (da qual eu era monitor) no torneio nacional de minibasquete Minicesto. Não tinha sido fácil lá chegar. O convite tinha surgido em Março, mas para podermos participar precisávamos de conseguir o dinheiro para as passagens aéreas. Ora como a SIMECQ não tinha possibilidades financeiras para as pagar (e mando daqui um abraço em jeito de reconhecimento a todos os monitores, treinadores e seccionistas que trabalharam e/ou trabalham de forma gratuita e voluntária na formação do clube) restavam-nos duas hipóteses: pedir aos pais dos atletas que o fizessem ou angariar o dinheiro. 

Na verdade, restava-nos apenas uma, porque a primeira não era opção. Muitos dos nossos miúdos vinham de famílias mais carenciadas e nunca teriam possibilidade de pagar o bilhete de avião. E não iamos deixar que isso os impedisse de participar numa experiência única para qualquer um deles. Restava-nos, portanto, conseguir o dinheiro para 12 bilhetes de avião (ou melhor, para 24, pois o convite era também para a equipa de sub-8). E assim, nos dois meses seguintes, organizámos mini feiras da ladra onde os pequenos atletas venderam objectos seus e organizámos uma venda de rifas com sorteio de prémios quinzenalmente. 

Cada miúdo levava, todas as quinzenas, uma folha com 50 números para vender. E o Diogo (que, refira-se, nao vinha duma família carenciada e seria um dos que menos precisaria de o fazer) foi um dos nossos melhores e mais dedicados vendedores. Todas as quinzenas trazia a sua folha completamente preenchida e vendida. 

Dois meses depois, em Maio, tinhamos o dinheiro para os bilhetes. E assim, em Junho, lá estávamos. Entre jogos, brincadeiras e novas amizades com outros miúdos e miúdas de equipas de todo o país, tudo estava a ser perfeito. Até que uma bela noite, vamos dar com mais de metade da equipa doente. Em dez miúdos, seis (!) estavam com febre. Depois duma visita de madrugada ao centro de saúde, cinco deles passaram o dia seguinte na cama a sopas e Ben-u-rons. O sexto era o Diogo Correia, que na manhã seguinte estava fora da cama e pronto para jogar. E nem precisámos de lhe dar os comprimidos ou sequer recordar quando tinha de tomar. Ele próprio sabia o que tinha de fazer e fazia-o sozinho.

Era um miúdo rijo, o Diogo. E foi essa força e determinação que continuou a mostrar ao longo da sua formação e que o levou até à Liga Profissional. Depois da passagem pelo minibasquete da SIMECQ, continuou a formação no CBO, passou pelo Queluz e Benfica e chegou ao plantel sénior das águias em 2009. Na época passada, transferiu-se para o Porto, onde conquistou este ano o título nacional.  Depois  da presença regular nas selecções nacionais jovens, é agora um dos jovens e promissores bases nacionais.


E é o primeiro convidado do nosso Desconto de Tempo. Lançámos-lhe o desafio de responder a um pequeno questionário sobre a NBA e aqui ficam as suas respostas:


Qual a tua primeira memória da NBA?
O cesto da vitória pelo Jordan na final dos playoffs de 98 frente aos Utah Jazz, quando ele tira o Bryon Russel da sua frente e faz um lançamento para a história!

Já todos o fizemos, por isso, qual era o jogador que fingias ser quando jogavas no teu cesto de parede em casa?
Michael Jordan.

Dos jogadores no activo, qual desafiavas para jogar 1x1?
Derrick Rose

E de sempre?
Michael Jordan

Em que equipa gostavas de jogar?
Miami Heat

E o que eras capaz de fazer para lá jogar?
Treinar todos os dias 24h por dia!

Entre o Brian Cardinal e o Brian Scalabrine, quem escolhias (e porquê)?
Brian Scalabrine, já passou por grandes equipas como Boston ou Chicago, e certamente teria muitas coisas para me ensinar!

À frente de qual destes preferias meter-te para ganhar uma falta atacante, Shaquille O’Neal ou Lebron James?
Shaq, sem dúvida. Se é para ganhar uma falta atacante que seja à grande!

E num 1x1 entre o Manute Bol e o Muggsy Bogues, quem ganhava?
Muggsy Bogues!

O teu treinador não vai ler isto, por isso podes dizer a verdade: qual foi a hora mais tarde a que já te deitaste por causa da NBA?
Já lá vai o tempo em que isso acontecia, mas talvez 4/5h da manhã, no entanto nos últimos anos já existe a possibilidade de ver os jogos em diferido, o que felizmente torna possível, descansar as horas necessárias, treinar, e desfrutar da NBA a horas mais “normais”.

E confessa lá, cantavas o Believe I Can Fly cada vez que vias o Space Jam?
Quem não cantava?

Para terminar, este foi o 2º melhor questionário sobre a NBA a que já respondeste?
Não, foi o 1º (e único, ahah)!
É um privilégio fazer parte destas iniciativas, obrigado!

Obrigado nós, Diogo! Boa sorte para a próxima época e votos de muito sucesso no futuro!

23.9.11

A batalha da I-95 em directo


Se quiserem matar saudades de ver Carmelo, Lebron, Durant e Chris Paul num campo a jogar basquetebol, vão até ao site da Sports Illustrated este domingo. 

A SI vai transmitir em directo a Battle of I-95, um jogo de exibição entre os Melo All-Stars (onde vão jogar Melo, Lebron, Durant e Paul), que vão representar a cidade de Baltimore, e a Team Philly (liderados por Tyreke Evans, Hakim Warrick e Lou Williams), que, como o nome indica, vão representar a cidade de Philadelphia.

O jogo começa às 18:00 (hora local, 23:00 em Portugal) e podem ver a notícia aqui.


21.9.11

Um futuro mais risonho em Minneapolis?


Os Minnesota Timberwolves não são conhecidos pelo sucesso dentro de campo. Nem fora dele. Com uma gestão que tem oscilado entre o incompreensível e o desastroso (seleccionar 4 bases no draft de 2009, trocar Al Jefferson por Kostas Koufos e duas escolhas no draft, oferecer um contrato de 20 milhões a Darko Milicic...) e uma equipa que ganhou um total de  32 jogos nas últimas duas (!) temporadas, a vida não tem sido fácil para os fãs dos Wolves. Entre más trocas, contratos discutíveis, entradas e saídas de treinadores e jogadores sub-aproveitados ou em sub-rendimento, o fundo da tabela tem sido um local demasiado familiar para a equipa de Minneapolis.

Esta (interminável, por causa do lockout) offseason parecia continuar a agonia. Depois duma novela desnecessária, o general manager David Kahn juntou mais um nome à lista de treinadores enterrados e despediu Kurt Rambis. Mas depois (embora não sem o seu quê de novela também) aconteceu algo raro: Kahn teve uma decisão sensata e escolheu para o seu lugar aquele que era o melhor treinador disponível no mercado e provavelmente o melhor treinador possível para esta equipa.

O experiente Rick Adelman leva 20 temporadas nos bancos da NBA e é o oitavo treinador mais vitorioso de sempre (945-616). Nesses 20 anos, levou as suas equipas aos playoffs em 16 deles. Nunca conquistou o título (esteve duas vezes nas Finais, com os Blazers, em 90 e 92), mas as suas equipas sempre foram conhecidas por produzirem acima das suas capacidades. Adelman sempre retirou o máximo das equipas que teve (e nunca teve a melhor equipa) e operou verdadeiros milagres com algumas delas. 

O que conseguiu fazer nas últimas 4 temporadas com os Rockets (que mesmo com Yao Ming e Tracy McGrady sempre lesionados continuavam competitivos, iam aos playoffs e complicaram a vida a vários adversários) é o melhor exemplo disso. E temos também os Kings do início do milénio, que levaram os Lakers de Shaq e Kobe ao limite (e apenas um muito controverso jogo 6 em 2002 impediu-os de ir às Finais e a um provável título).

Em Minnesota, o desafio de Adelman é grande e diferente daquilo que está habituado. Nas equipas anteriores sempre teve jogadores veteranos e aqui vai encontrar um grupo muito jovem e inexperiente. Vai ter de ensinar Rubio a ser o timoneiro do ataque, conseguir conciliar Martell Webster, Derrick Williams, Wes Johnson e Michael Beasley (todos jogadores semelhantes e nas mesmas posições) e inverter a mentalidade perdedora.

Mas numa equipa conhecida por ficar aquém das suas possibilidades, Adelman pode ser o homem certo para mudar essa história. David Kahn tem sido criticado por fazer muita burrada na gestão dos Wolves, mas desta vez parece que acertou. Os fãs dos Wolves podem ter, finalmente, esperança.

20.9.11

Que jogador da NBA és?


Faz aqui o teste e descobre. (Eu sou o Steve Nash. Distribuidor, atirador certeiro e publicitário nos tempos livres!)


18.9.11

Talento, ganas e ouro


Lisboa, 25 de Julho de 1999. Num Pavilhão Atlântico cheio, a selecção espanhola vence os Estados Unidos (94-87) e sagra-se pela primeira vez campeã mundial de sub-19. Nesse final de tarde, Juan Carlos Navarro, Pau Gasol e Felipe Reyes estavam entre os jogadores espanhóis que levantaram o troféu.

Kaunas, 18 de Setembro de 2011. A selecção espanhola vence a França (98-85) e sagra-se campeã europeia pela segunda vez consecutiva. Entre os jogadores espanhóis que levantaram o troféu esta noite estão Juan Carlos Navarro, Pau Gasol e Felipe Reyes.

E entre estes dois dias, mais de uma década no topo do basquetebol europeu e mundial para a mais bem sucedida geração de sempre do basquetebol espanhol. Depois desse título em Lisboa, o sucesso continuou no escalão sénior e foram vice-campeões europeus em 2003 e 2007, campeões mundiais em 2006, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2008 e campeões europeus em 2009. Hoje somaram mais um título.


E para o conseguir, o melhor ataque deste Eurobasket venceu a França com aquela que foi a principal arma dos gauleses em todo o torneio: a defesa. Foi com uma uma série de jogadas defensivas no segundo período (cinco desarmes de lançamento de Ibaka em cinco minutos, particularmente) que os espanhóis conseguiram ganhar vantagem. Depois, na segunda parte, o seu ataque manteve a distância e levou-os até ao fim. Navarro voltou a aparecer no 3º período e, mais uma vez, cravou adagas de três no coração da equipa adversária. 

No final, para além de mais um título, o atirador espanhol levou para casa o prémio de MVP. E o Gasol mais velho, Pau, juntou-se a ele no cinco ideal do torneio. Merecidamente, Espanha foi a selecção mais representada e a única com dois jogadores nesse cinco (que fica completo com Tony Parker, Andrei Kirilenko e o macedónio Bo McCalebb).

Porque Espanha foi claramente a melhor equipa de todo o torneio. Com Calderon como experiente timoneiro (e Rubio a revezá-lo), Navarro como letal atirador, Rudy Fernandez numa explosiva ligação exterior-interior e os irmãos Gasol (e Ibaka) a formar o melhor frontcourt da Europa, não deram hipótese à concorrência. Tiveram o melhor ataque (937 pontos marcados, 85.2/jogo e 214 ast, 19.5/jogo), foram os segundos melhores nos ressaltos (38.1/jogo, apenas atrás dos 39/jogo da Lituânia) e os melhores nos roubos de bola (8.3/jogo) e desarmes de lançamento (3.8/jogo). Dominaram nos dois lados do campo. Entraram neste Eurobasket como a equipa com o maior arsenal e os principais favoritos e saíram como vencedores e a equipa que jogou melhor. 

Agora, falta apenas um feito a esta geração: vencer o ouro (e os Estados Unidos, para lá chegar) nos Jogos Olímpicos. Vão tentá-lo no próximo verão. Seria fechar com chave de ouro uma geração dourada.

15.9.11

Bons não-tão-velhos-como-isso tempos


Ontem vi este vídeo no Ressalto e as memórias que me trouxe! Para além de ter estado lá neste dia e para além das fantásticas recordações das grandes equipas do Benfica (e do Porto também) nos anos 90, este vídeo recordou-me de bons tempos do nosso basquetebol. Tempos em que tínhamos jogos com pavilhões  cheios, em que tínhamos o Benfica a competir e ganhar jogos na Euroliga (que anos inesquecíveis aquelas de 94 e 95!) e em que tínhamos tantos jogadores portugueses a jogar nas equipas da liga. Se queremos manter (ou subir) o nível da nossa selecção (lá iremos a esse assunto num post futuro) temos de voltar a tempos como estes!



14.9.11

Hard cap e cabeças duras


O lockout continua e, depois da reunião de ontem, o seu fim parece mais longe. A reunião de ontem entre os donos e os jogadores terminou mais cedo e, à saída, as caras e os discursos de ambas as partes (bem como o cancelamento da próxima reunião agendada) não auguram nada de bom. 

Depois da diplomacia das últimas semanas, dos discursos apaziguadores dos dois lados e da esperança que isso levantou, ontem as negociações deram uma volta para pior. E os jogadores estão preparados para não iniciar a temporada. O base dos Lakers e presidente do sindicato de jogadores,  Derek Fisher, deixou-o bem claro quando disse que os jogadores "já esperavam estar neste ponto, era o que antecipávamos... Pelo aspecto das coisas agora, não vamos começar a tempo." Assim, curtas e directas, as palavras que nenhum fã queria ouvir. 

E aquele que se está a transformar no grande e principal ponto de discórdia neste lockout é o tecto salarial. A ronda de negociações de ontem acabou mais cedo porque nem se conseguiu passar desse ponto. Os donos estão determinados em mudar o sistema actual de tecto salarial flexível (soft cap) para um com tecto salarial fixo (hard cap) e os jogadores estão inflexivelmente contra essa mudança. E a discussão resume-se basicamente a isso, neste momento. Enquanto não houver acordo sobre o sistema, não se avança para questões particulares dentro do mesmo (como a natureza e duração dos contratos, por exemplo).


Infelizmente, esta é uma questão onde os jogadores parecem a fazer um finca-pé egoísta e irracional. 
Julgar as posições das partes apenas por aquilo que eles escolhem trazer a público e sem saber todos os pormenores das negociações e tudo o que é dito atrás daquelas portas, é sempre um exercício incompleto e arriscamo-nos a cometer alguma injustiça. Mas, com essas devidas reservas, parece-nos que os jogadores estão a olhar apenas para o seu bem e a perder a perspectiva do que é melhor para a liga e para o próprio jogo. 

Porque a implementação dum sistema de hard cap não significa menores salários para eles. A questão da divisão de lucros (revenue sharing) é independente desta. Como sabem, no acordo que estava em vigor até à temporada passada, 57% dos lucros eram obrigatoriamente destinados a salários dos jogadores. Ora imaginando que mantinham a mesma percentagem no novo acordo, mas num sistema de hard cap, o dinheiro disponível para salários seria o mesmo. Os jogadores continuariam a receber os mesmos 57%, mas divididos duma maneira diferente. Não se trata, portanto, de reduzir salários, apenas de os distribuir doutra forma.

Porque o objectivo dum sistema de hard cap é ter todas as equipas a competir em igualdade de circunstâncias. E dar a todas a mesma hipótese de construir uma equipa e lutar por um título. Em vez de termos equipas de mercados grandes, como os Lakers, os Knicks ou os Mavs a gastar mais de 100 milhões em salários e outras de mercados pequenos, como os Kings ou os Pacers, a gastar 45, teríamos todas a gastar 60 ou 70. O dinheiro poderia estar mais distribuído pelas equipas, mas os jogadores teriam a sua parte garantida.

Há questões (como a natureza e duração dos contratos) que se resumem a puro conflito laboral, onde o empregador quer poupar nos custos e o empregado quer manter o seu posto de trabalho e o seu salário. Mas há outras, como esta do tecto salarial, que diz também respeito a algo maior, ao espírito da própria liga e do próprio jogo. E se sobre a primeira, cada uma das parte luta pelo seu lado, sobre esta deviam ambas defender o mesmo e querer o melhor para o jogo. E não sejam cabeças duras, porque o melhor para o jogo é também o melhor para vocês.

13.9.11

11.9.11

KD Ink


As tatuagens de Kevin Durant tornaram-se notícia uns meses atrás quando sairam estas imagens:


O menino bonito da liga afinal também tinha tatuagens, apenas as tinha convenientemente escondidas e todas em zonas que ficavam ocultas pelo equipamento. Bem, parece que a sua mais recente não vai ser possível de esconder (ou esconder totalmente, pelo menos) debaixo do equipamento:


9.9.11

Do passado, do presente e do futuro


Do passado
Lembram-se das botas de basquete que Michael J. Fox usava no Regresso ao Futuro? Aquelas que se apertavam sozinhas? A Nike fez uma edição limitada de 1500 pares que estão a ser leiloados no eBay:




Do presente
Shaquille O'Neal já tem uma estátua. No campus da sua alma-mater, a Louisiana State University (LSU), ao lado de Bob Pettit e Pete Maravich:



Do futuro
Aguardamos novidades nas negociações entre jogadores e donos. Das reuniões desta semana saíram todos mudos e calados e pra semana as reuniões continuam. Entretanto fazem-se planos para uma liga em Las Vegas, entre 12 e 23 de Setembro, com regras da NBA e a presença confirmada (até notícia em contrário) de 60  jogadores da mesma.

8.9.11

Saudades da NBA


O nosso amor pelo jogo também não pode ser medido, por isso cheguem lá de uma vez a um acordo, que já temos saudades de vos ver num equipamento da NBA. Diz Wade sobre o jogo de basquetebol: "it makes me complete". A mim também, a mim também.



6.9.11

Já a seguir: Rodman Revealed


Quem ler este post até à uma da manhã ainda vai a tempo de ver a estreia do documentário sobre Dennis Rodman na NBA TV. É já daqui a bocado (8pm ET, à 1h em Portugal, lá está). Se o estiverem a ler depois da uma, mudem já de canal e vejam se ainda vão a tempo de o apanhar. Quem o estiver a ler de manhã ou à tarde... uups, parece que perderam (sorry, só vi agora a hora da estreia, não pude avisar antes!)! Para todos, aqui fica o trailer:



E para terminar: Portugal - Lituânia


Acabou o Eurobasket para a selecção portuguesa. Na quinta e última jornada do grupo foi a vez de defrontar os anfitriões. Portugal aguentou 19 minutos e chegou ao último minuto do 2º período empatado a 35. Não fossem dois triplos consecutivos dos lituanos nos dois últimos ataques e podíamos ter chegado ao intervalo com um surpreendente empate. 

Depois na segunda parte, os lituanos deixaram claras as diferenças entre as duas equipas e nem precisavam do empurrão dado pelos árbitros no início do 3º período, com uma técnica pra lá discutível ao banco português (por ter um jogador em pé, algo proibido pelas regras, mas algo que acontece em todos os jogos e algo para o qual é sempre dada uma grande margem de tolerância) e uma técnica a Mário Palma por protestar a primeira. Mas, independentemente disso, a Lituânia não deixou dúvidas sobre a sua superioridade e o jogo terminou com o máximo de pontos sofridos pela nossa selecção e a maior diferença de pontos dos cinco jogos (98-69). 

E a diferença foi mais que óbvia em três áreas: ressaltos (40-26), percentagens de lançamentos (59.5% dos 2pts e 63.6% dos 3pts contra 34.3% de 2pts e 37% de 3 pts dos portugueses) e contra-ataques (a velocidade dos lituanos no contra-ataque fazia parecer que estavámos a recuperar defensivamente em câmara lenta).


No fim, mais um jogo, mais uma derrota e terminamos a participação no último lugar do grupo sem qualquer vitória. É claro que o mais importante estava conseguido com o apuramento para o torneio. E qualquer balanço deste Eurobasket é sempre positivo só pelo facto de estarmos presentes. É fundamental para a evolução da modalidade e dos jogadores portugueses que Portugal marque presença nos principais palcos do basquetebol europeu. Ser uma presença regular é não só desejável como necessário para a promoção do basquetebol e para a captação de mais praticantes. E só a jogar com os melhores podemos aspirar a ser melhores.

Mas fica também algum amargo de boca por não termos conseguido vencer um jogo. E por termos desperdiçado duas oportunidades para o conseguir. Se era irrealista pensar que conseguiamos fazê-lo contra Espanha, Lituânia e Turquia, não só era possível como tivemos todas as hipóteses para o fazer contra a Polónia e a Grã-Bretanha.

E é sintomático da nossa inadaptação a este nível de competição o facto de termos jogador melhor nos jogos frente às três selecções mais fortes (jogos onde não tinhamos nada a perder) do que nos dois jogos frente às selecções acessíveis. Foi nestes últimos, sob a pressão de ganhar, que mais falhámos. Uma consequência da nossa falta de experiência a este nível e um sinal da nossa incapacidade de lidar com a pressão da competição ao mais alto nível.

Como sintomático é que os nossos jogadores não consigam aguentar o ritmo de cinco jogos em seis dias. Porque não estão habituados. Porque jogam uma vez (ou duas, no máximo) por semana e fisicamente não são desenvolvidos ao máximo.

Algo que só a presença habitual nestes eventos e uma maior exigência no trabalho dos clubes e nas competições domésticas podem mudar. A única coisa que nos pode preparar para aguentar a pressão é passar muitas vezes por situações de pressão, vezes e vezes sem conta até ser algo a que estejamos perfeitamente habituados. E a única coisa que nos pode preparar para jogar a este ritmo é jogar, jogar e jogar mais. Por isso, se queremos ter mais sucesso no futuro é bom que recordemos este Eurobasket. E que todos (clubes, federação e atletas) trabalhem mais e melhor. Para nos aproximarmos dos outros. E para aguentarmos a pressão e a exigência física de jogar com eles. É isso que todos desejamos, não é? Mãos à obra então.

4.9.11

Portugal - Grã-Bretanha: Live by the sword, die by the sword


Nada melhor que uma expressão inglesa para resumir o jogo frente à Grã-Bretanha. Os triplos a que tantas vezes recorremos (média de 24.5 tentativas/jogo nos 4 jogos) e que são a nossa maior arma ofensiva, foram a arma com que a Grã-Bretanha nos derrotou.

À quarta jornada, com a equipa de Luol Deng pela frente, a questão que se colocava era "que Portugal vamos ter hoje? O da primeira parte do jogo com a Polónia ou o da segunda?"
Infelizmente, o Portugal que entrou em campo (sem António Tavares, que ficou de fora com problemas intestinais) foi o da segunda parte do jogo anterior. Uma equipa passiva, com pouca energia, pouco activa e agressiva na defesa (pouca pressão nas linhas de passe, dificuldade em defender os bloqueios directos, em parar as penetrações e/ou em recuperar para os jogadores exteriores após penetração) e desorganizada e precipitada no ataque (não atacaram o cesto com penetrações e fizeram uma má movimentação da bola).

Depois da desilusão do jogo anterior, esperávamos uma equipa motivada para mudar a imagem que deixou e focada em não cometer os mesmos erros. Esperávamos (ou desejávamos) uma equipa com energia e com um sentido de urgência em ganhar. "Vamos deixar tudo em campo, porque é agora ou nunca!" era o que queriamos sentir na atitude dos jogadores portugueses.

Mas o que tivemos foram 13 TO's, vários ressaltos ofensivos (e as consequentes segundas chances de lançamento) consentidos e 44 pontos sofridos, para uma desvantagem de 10 ao intervalo (uma desvantagem que não era má para o que jogámos nesses 20 minutos!).


A caminho da segunda parte, ainda tinhamos esperança. Talvez acontecesse o contrário do jogo anterior e fizessem uma 1ª parte péssima e uma grande segunda parte. E, de facto, no 3º período, entraram mais activos na defesa e começaram a executar melhor no ataque. Mas aí chegou a espada inglesa que acabou com os sinais de vida que tentávamos mostrar. Enquanto nós movimentávamos melhor a bola, mas não acertávamos os lançamentos, eles executavam pior (por mérito da nossa defesa que aumentou a intensidade e conseguiu defender melhor as penetrações), mas marcavam. E aos três de cada vez. 

Nós a executarmos melhor, mas a marcarmos ainda menos (acabou por ser o período menos eficaz, com apenas 11 pontos marcados!) e a os bretões a executar pior, mas, com mais ou menos dificuldade, a marcarem na mesma. E se a jogar o nosso melhor não conseguimos reduzir a desvantagem (pelo contrario, ainda aumentou para 13 pontos no fim do 3º: 59-45), nao restavam muitas esperanças para o 4º período.

O último sinal de vida foi dado a meio deste, quando Mário Palma levou uma Técnica e os jogadores deram algum sinal de luta (literalmente) em campo. A escaramuça entre Minhava e Joel Freeland foi o mais perto que estivemos de mostrar garra em todo o jogo. E ficámos por aí. 
Ironicamente, o nosso pior jogo até agora foi aquele onde estivemos melhor nos lances livres (26 em 27, 96.3%!). Mas no fim, 21 TO's, 37,1% nos 2pts (13-35), 23.3% nos 3pts (7-30!) e uma defesa longe daquela que mostraram em jogos anteriores foram suficientes para acrescentarmos mais uma derrota à nossa aventura lituana. 

Justiça seja feita aos nossos jogadores, quatro jogos em cinco dias é muito mais do que eles estão habituados e parece que o combustível está já na reserva. Não deu para mais.

2.9.11

Portugal - Polónia: à terceira... não foi de vez


Ao terceiro dia de Eurobasket, foi a vez de enfrentarmos a Polónia. Se nas duas jornadas anteriores a missão de Portugal era praticamente impossível e o objectivo limitava-se a tentar discutir o jogo e perder pelo menor número de pontos possível, hoje, frente a uma selecção polaca sem os seus dois melhores jogadores (Marcin Gortat e Maciej Lampe), era um jogo para ganhar. 

E ao intervalo parecíamos bem encaminhados para isso. Salvo ocasionais lapsos, a defesa foi quase perfeita durante os primeiros 20 minutos, com uma boa defesa dos bloqueios directos e boas rotações  e ajudas defensivas. A entrega e a luta aplicada no meio campo defensivo foi exemplar e conseguimos manter os polacos abaixo dos 30 pontos. 

Do outro lado do campo as coisas também correram melhor que nos dois primeiros jogos. Primeiro, devido à boa defesa, conseguimos fazer mais contra-ataques. Depois, no ataque em meio campo, fizemos coisas semelhantes às que fizemos nos jogos anteriores, mas hoje, frente a uma equipa inferior aos adversários anteriores, conseguimos fazê-las melhor. Conseguimos mais penetrações para o cesto e conseguimos muitas vezes desequilibrar a defesa. Conseguimos ainda vários ressaltos ofensivos e segundas oportunidades de lançamento. E se no primeiro período algum desacerto nesses mesmos lançamentos impediu-nos de descolar no marcador, no segundo melhorámos as percentagens e chegámos ao intervalo com uma boa vantagem de 7 pontos (36-29).

Uma vantagem que só não foi maior porque também repetimos erros dos dois jogos anteriores: alguns lapsos em fundamentos como o passe e o drible a originar turnovers e vários lances livres falhados (9-15, 60%).


Mas depois veio o terceiro período. Aqueles que foram os piores 10 minutos que a selecção portuguesa teve nos 120 que jogou até agora. Foi um período péssimo, onde baixámos a intensidade defensiva, tivemos inúmeras desconcentrações e sofremos 20 pontos. No ataque, foi ainda pior. Turnovers atrás de turnovers (uma dezena em 10 minutos e com uma fase onde contei cinco consecutivos) resultaram em 7 minutos sem marcar qualquer ponto (só marcamos o primeiro cesto a 3:55 do final do 3º período!). 

Miraculosamente (e a jogada do lançamento de José Costa sobre o apito é simbólico deste 3º período: atabalhoado, desorganizado e improvisado), chegámos ao fim deste pesadelo empatados (49-49). 

Mas no 4º período o cenário não melhorou muito. A intensidade defensiva nunca mais voltou, deixámos de atacar o cesto, movimentámos pouco a bola e contentámo-nos com lançamentos exteriores vezes demais. E no fim, mais uma derrota.

E se a de ontem, como disse Miguel Miranda, foi uma derrota boa, a de hoje foi definitivamente má. A receita de boa defesa e ataque esclarecido que tão bons resultados deu na primeira parte foi inexplicavelmente esquecida no balneário. E esta foi, infelizmente, uma oportunidade perdida.


(amanhã é dia de descanso. Portugal volta a jogar no Domingo, às 13:15, frente à Grã-Bretanha. Nova oportunidade. Vamos ver se é desta)

1.9.11

Portugal - Espanha


E ao segundo dia, depois dos vice-campeões mundiais, Portugal enfrentou os actuais campeões europeus e principais favoritos à vitória neste Eurobasket. E, como se previa, foi mais uma tarefa impossível. Se ontem tivemos dificuldades com a diferença de altura para os turcos, hoje não foi diferente. Ou melhor, foi. Porque os jogadores interiores turcos eram grandes, mas mais pesados e estáticos. Os espanhóis (Pau Gasol, Marc Gasol e Serge Ibaka) são grandes e também rápidos e móveis. Já viram bem o seu frontcourt? Gasol, Gasol e Ibaka. Este seria um frontcourt de topo na NBA. Por isso imaginem a tarefa hercúlea que tinha o nosso.

E essa altura-aliada-a-velocidade dos nuestros hermanos provocou inevitáveis desequilíbrios nas áreas perto do cesto, com os irmãos Gasol a conseguir ganhar posições de vantagem e marcar muitos pontos (30 entre os dois, muitos deles na área restritiva). E com jogadores exteriores tão ou mais rápidos, as ajudas e as rotações defensivas foram igualmente difíceis. É como a velha história da manta: cobre-se dum lado, destapa-se do outro. Se não faziamos 2x1 aos jogadores interiores eles conseguiam superiorizar-se facilmente, se faziamos 2x1 os rápidos jogadores exteriores desmarcavam-se para lançamentos em posições privilegiadas. Mas apesar de todas essas dificuldades, e apesar de poder não parecer à primeira vista, Portugal defendeu bem. 

(foto FPB)
É claro que Espanha, obviamente, conseguiu ultrapassar a nossa defesa muitas vezes, mas os jogadores nacionais dificultaram-lhes a tarefa ao máximo. Estiveram bem posicionados na maioria do jogo e fizeram boas ajudas e boas rotações defensivas. Espanha marcou muitos pontos, mas, no ataque em meio campo, teve de trabalhar e movimentar bem a bola para os marcar.

E na segunda parte, quando, com o passar do tempo e com o cansaço, as rotações começaram a falhar, Mario Palma experimentou uma defesa zona 2-3 que deu bons resultados. Conseguimos fechar melhor a área restritiva e recuperar mais rápido para os jogadores exteriores e é uma defesa que podemos (e devemos) voltar a ver noutros jogos.

Onde a velocidade espanhola criou ainda mais dificuldades foi no ataque organizado luso. Enquanto os turcos não pressionaram tanto no perímetro e basearam a sua defesa no muro de jogadores interiores que qualquer jogador português encontrava quando tentava penetrar, os espanhóis pressionaram muito os nossos jogadores exteriores. Como resultado disso, no início do jogo sentimos muitas dificuldades em atacar. Calderon, Navarro e Rudy Fernandez pressionaram sempre o portador da bola e as linhas de passe, provocaram muitos turnovers e conseguiram muitos contra-ataques.

Mas com a entrada de António Tavares, conseguimos ultrapassar essa pressão e partir daí atacámos melhor. Embora também devido ao ritmo de jogo mais elevado (com mais posses de bola disponíveis), neste jogo marcámos mais 17 pontos que ontem. E com melhores percentagens tanto de 2pts (16-39, 41%) como de 3pts (9-23, 39.1%).

Portanto, marcámos mais 17 pontos, sofremos apenas mais 8 (com uma equipa espanhola mais talentosa que a turca) e perdemos por uma diferença menor, 14. Nada mau. No final, acabámos com um respeitável 73-87 que não envergonha ninguém. Pelo contrário. Os jogadores portugueses podem dormir bem hoje, sabendo que deram o seu melhor.


(amanhã, às 15:45, é hora de enfrentar a Polónia. E amanhã não é para tentar perder pelo minímo possível. Amanhã é para ganhar.)

Portugal - Turquia



Turquia 79, Portugal 56. Assim terminou a estreia da selecção portuguesa. Como se previa, foi muito difícil contrariar a diferença de estatura para os vice-campeões mundiais. Por acaso até ganhámos mais ressaltos (42-38, com 16-7 em ressaltos ofensivos), mas isso deveu-se a termos falhado muitos mais lançamentos que a Turquia (19-51, 37.3% contra 24-39, 64.5%) e termos tido mais ressaltos disponíveis.

Porque os turcos dominaram o jogo interior. Tanto no ataque, onde Kanter, Savas e Asik ganharam facilmente posições vantajosas e marcaram muitos pontos perto do cesto, como na defesa, onde cada jogador português que penetrasse esbarrava num muro de gigantes turcos. Para além disso, sem termos uma ameaça ofensiva interior, um jogador que receba a bola a poste baixo e consiga jogar 1x1 e atrair ajudas defensivas, torna-se muito difícil penetrar ou conseguir tirar a defesa de posição. E assim não se consegue nem penetrar nem arranjar espaço para lançamentos exteriores.

À vista desarmada e se olharmos para o resultado de forma absoluta e descontextualizada, poderíamos dizer que Portugal não começou da melhor forma. Mas se considerarmos todos os factores e a diferença física e técnica entre as duas selecções, vemos que não é bem assim. É claro que houve lances livres falhados, alguns lançamentos isolados falhados e alguma falta de intensidade em momentos particulares do jogo, mas, de forma geral e na maioria dos 40 minutos, Portugal lutou, fez o que pôde e teve uma estreia positiva (ninguém esperava que vencêssemos a Turquia, pois não?).

Amanhã há mais. Às 13:15 é a vez de enfrentarmos Pau Gasol e a armada espanhola.