31.12.13

O ano em que fomos à NBA e a NBA veio até nós - 2


Despedimo-nos de 2013 com a segunda parte da recordação deste ano em cheio. Foi o ano em que fomos à NBA, mas foi também o ano em que a NBA veio até nós e presenteou os fãs portugueses com duas visitas: 

primeiro, em Maio, com a passagem do NBA3X Tour (e de Muggsy Bogues e Taj Gibson) por Lisboa, e depois, em Agosto, com o Basketball Without Borders (e Nate Robinson, Carlos Boozer, Sam Perkins e Terry Porter). Como não podia deixar de ser, o SeteVinteCinco esteve presente nos dois eventos e recordamos aqui os posts e reportagens que fizemos de cada um:


NBA3X TOUR





BASKETBALL WITHOUT BORDERS






Foi um ano recheado de NBA e para mais tarde recordar. Agora venham mais cestos em 2014! Um Bom Ano para todos! Boas entradas e bons cestos, pessoal!

30.12.13

Conversa de Bancada - os nossos All Stars


A Conversa de Bancada de hoje vai ser um bocadinho diferente. Em vez de lançar um tema para debatermos, vamos lançar uma votação. A propósito das nossas escolhas para os titulares do All Star Game, o André Santos fez a sugestão de fazermos uma votação entre os leitores do SeteVinteCinco para ver quem seriam os escolhidos e para depois compararmos os resultados dessa votação com os da votação oficial. Parece-nos uma excelente ideia, por isso, cliquem no link abaixo para votar e dizer-nos quem são os vossos escolhidos para os cincos de Este e Oeste.

(não se esqueçam que têm de votar segundo as regras da NBA e têm, por isso, de escolher dois jogadores de backcourt e três de frontcourt)




Tal como na NBA, as votações decorrerão até dia 20 de Janeiro e no dia 23, quando forem anunciados os resultados oficiais, anunciaremos também os nossos resultados (e ver quão semelhante ou diferente da votação mundial será a nossa).

29.12.13

O ano em que fomos à NBA e a NBA veio até nós - 1


Chegámos aquela altura em que recordamos o ano que termina e fazemos o balanço destes 12 meses que deixamos para trás. E que ano este! 2013 foi um ano em cheio para este fã e para muitos fãs portugueses: foi o ano em que fui à NBA e a NBA veio também até nós.


Começando pela primeira parte, foi o ano em que venci o passatempo da Sport TV...


e fui a Nova Iorque realizar um sonho e assistir a três jogos ao vivo:


Foi, como podem imaginar, uma das melhores viagens da minha vida e uma experiência inesquecível, da qual podem ler aqui o relato completo.


Mas foi também o ano em que os fãs portugueses receberam não uma, mas duas visitas da NBA: primeiro, em Maio, com o NBA3X Tour e depois, em Agosto, com o Basketball Without Borders. Recordamos amanhã essas passagens das estrelas e ex-estrelas da NBA pelo nosso cantinho à beira-mar plantado, na segunda parte desta viagem por 2013.



(hoje não vamos ter o habitual Bater Bolas, mas no próximo ano - que é como quem diz no próximo domingo - a rúbrica regressa. Já sabem, como habitualmente, podem enviar as vossas questões por email - setevintecinco@gmail.com - ou por mensagem no facebook e aos Domingos respondemos aqui)

Mais uma Black Friday a ensombrar a temporada


Esta Black Friday foi mais uma sexta feira negra na NBA. Depois da fatídica sexta feira em que se lesionaram Derrick Rose, Marc Gasol e Andre Iguodala, ontem tivemos mais um par de jogadores importantes a cair na mesma jornada: Russell Westbrook e Al Horford (e ainda LeBron James, que fez uma distensão na virilha; mas essa é uma lesão sem gravidade e James vai parar apenas por uns dias).

Horford está fora de combate para o resto da temporada com uma ruptura total do peitoral direito e Westbrook foi submetido a uma artroscopia ao joelho direito (os Thunder não revelaram muitos pormenores, disseram apenas que o joelho de Westbrook tinha apresentado inchaço nos últimos tempos e que a cirurgia foi realizada para resolver esse problema) e só volta depois do All Star.


E assim, com Westbrook e Horford a juntarem-se à lista de Derrick Rose, Marc Gasol, Kobe Bryant e Brook Lopez, são já seis as equipas que perderam (para o resto da temporada ou por períodos prolongados) um dos seus melhores jogadores. E, infelizmente, esta é uma temporada desde já marcada por isso.

As lesões já nos roubaram um candidato ao título (os Bulls), já nos levaram a possibilidade dos Nets darem a volta à temporada (Lopez era o seu melhor jogador e a posição onde os Nets tinham regularmente vantagem) e já deixaram uma equipa que esteve nas finais de conferência do ano passado em apuros para ir aos playoffs (Grizzlies). E agora acabam com a temporada da única boa equipa do Este para além dos Heat e Pacers (a única, para além destas duas, acima dos 50%!) e dão um golpe duro na equipa mais quente do momento (9-1 nos últimos 10 jogos).

Os Hawks perdem o seu melhor marcador e ressaltador, que estava com uns bons 18.6 pts, 8.4 res, 2.6 ast e 1.5 dl e a caminho de ser All Star pela terceira vez (ainda ontem falávamos disso no facebook e se Horford merecia ser titular no All Star Game) e agora vão apenas ser mais uma equipa mediana do Este. A conferência fica reduzida a duas equipas boas e os playoffs deste lado vão ser uma formalidade até às finais de conferência.

Para os Thunder, a ausência de Westbrook não hipoteca as aspirações da equipa para esta temporada, mas é um golpe que lhes pode custar um ou dois lugares na classificação e perder a vantagem-casa ao longo de todos os playoffs.

Voltando lá para meio de Fevereiro, Westbrook tem tempo mais que suficiente para recuperar a forma até aos playoffs e teremos os Thunder na máxima força na segunda fase da temporada. Mas, como vimos nos playoffs do ano passado, esta é uma equipa diferente sem o explosivo base (Westbrook não só cria lançamentos e oportunidades para ele, como, pela atenção defensiva que atrai, cria oportunidades para os outros) e 23 jogos sem ele podem significar uma meia dúzia de derrotas a mais.
Não é um golpe destrutivo como nos outros casos, mas é uma lomba que lhes pode dificultar mais a vida nos playoffs.

Infelizmente, são as lesões, mais uma vez, a deixarem a sua marca e a influenciarem de forma significativa mais uma temporada.

27.12.13

(H)ooops... outra vez?!


Um raio não cai duas vezes no mesmo sítio? No Wisconsin parece que sim. Em 2010, a Perfect Timing (se calhar deviam repensar o nome da empresa) fez os calendários da temporada 2010-11 dos Cleveland Cavaliers, mas tiveram um pequeno problema: aparentemente, fizeram-nos antes de LeBron anunciar a sua Decisão. Oooops:


Pois este ano voltaram a ter um pequeno lapso nos calendários dos Boston Celtics para 2013-14:


Oooops... perfect timing outra vez!

26.12.13

A temporada dos Knicks em 7 minutos


Não há palavras para descrever quão má tem sido esta temporada para os Knicks? Felizmente temos as expressões de Mike Woodson:


(agora, vamos ficar à espera que alguém faça um com o Jason Kidd)

23.12.13

Conversa de Bancada - o melhor power forward é...


Ontem, a propósito do surpreendente sucesso dos Blazers, dissemos que LaMarcus Aldridge está a fazer a melhor temporada da sua carreira. Mas LA não é o único power forward a ter uma grande temporada de 2013-14. Kevin Love continua a fazer números impressionantes regularmente, Blake Griffin está a lançar melhor que nunca de meia distância, Anthony Davis está a confirmar todo o seu potencial, jogadores como Serge Ibaka e Greg Monroe estão cada vez melhores e veteranos como Dirk Nowitzki e Tim Duncan continuam a jogar a alto nível depois dos seus 35ºs aniversários. 

Por isso, a questão que lançamos para a Conversa de Bancada desta semana é: qual deles (ou algum outro que não referimos) tem sido o melhor? Qual (e porquê) é actualmente, para vocês, o melhor power forward da liga?

22.12.13

Bater Bolas - Robin Lopez e o sucesso dos Blazers


No Bater Bolas de hoje, porque a notícia da lesão de Kobe adiou o artigo sobre Sabonis e os Blazers e porque, apesar de já os termos apontado na semana passada como a maior surpresa colectiva da temporada, ainda não lhes demos o devido destaque, falamos dos Portland Trail Blazers. O André Santos pergunta qual tem sido o factor determinante para o sucesso da equipa e se esse sucesso está a ser uma grande surpresa para nós.


Acho que está ser uma grande surpresa para todos. Depois da boa offseason, de terem completado o cinco inicial com Robin Lopez e terem montado um banco decente, já esperávamos que fossem melhores e acreditávamos que entrassem nos oito primeiros da conferência e regressassem aos playoffs. Mas mentíamos se disséssemos que esperávamos vê-los chegar ao fim de 2013 com um recorde de 23-5, no 2ª lugar do Oeste (e tiveram no 1º até esta semana) e com o melhor ataque da liga (108.4 pts/jogo, com 114 pts por cada 100 posses de bola). Esperávamos que fossem bons, mas não tão bons.

E qual o factor determinante para esse sucesso? Bem, não há só um, mas antes vários factores que se conjugaram para este surpreendente sucesso: Damian Lillard e LaMarcus Aldridge a jogar como All Stars, Wes Matthews a acertar de três a um nível nunca visto, Nicolas Batum a continuar a dar o seu contributo em todo o lado, Robin Lopez a melhorar a defesa e abrir espaço no ataque para Aldridge e um banco melhorado.

Damian Lillard está a jogar como se andasse nestas andanças há 10 anos e a comandar o ataque com compostura de veterano. E compostura com mão quente (10-16 em lançamentos nos últimos 3 minutos com a equipa a perder ou a ganhar por 3 ou menos - jogos renhidos, portanto! - e lidera a NBA com 33 pontos marcados nesses minutos). LaMarcus Aldridge está a fazer a melhor temporada da sua carreira, com 23.1 pts, 11 res, 2.8 ast  e 1.1 rb (como é possível ser apenas o 12º mais votado para o All Star?!). Wes Matthews está a acertar no cesto como nunca na sua carreira (43.8% de 3pts e 55% de 2pts) e Nicolas Batum é o faz-tudo que contribui no ataque e na defesa (lança de fora, penetra, defende, ressalta, faz de tudo um pouco).

E LaMarcus Aldridge muito tem beneficiado do facto de jogar ao lado de Robin Lopez. É essa uma das chaves para a grande época que LA está a fazer: a contratação de Lopez deslocou Aldridge para a sua posição natural de power forward, permitindo-lhe jogar mais longe do cesto e não ter de se bater com postes fisicamente mais fortes. Aldridge fica assim livre para fazer o estrago na meia distância e nos pick and pop. E quando vai para poste baixo, fá-lo contra outros power forwards e já não tem postes a defendê-lo, como no passado.

Na defesa, ocorre o contrário. Aldridge fica liberto da tarefa de defender postes adversários, tem ajuda nos ressaltos e tem um protector do cesto ao seu lado. O que significa melhores emparelhamentos defensivos para Aldridge, menos desgaste e mais energia conservada para o outro lado do campo.

Aldridge é o MVP desta equipa. Mas Lopez é a peça que tem tornado possível esse sucesso de Aldridge. Por isso, se tivéssemos de escolher só um factor, e porque gostamos de reconhecer o trabalho sujo e invisível de jogadores como Lopez e a importância desse trabalho e desses jogadores para o sucesso de uma equipa, escolhíamos esse.

Mas tem sido um esforço colectivo e é a soma de todos os factores que enumerámos que levou os Blazers ao topo da liga. É a beleza do basquetebol, para se ter sucesso não basta um, é preciso uma equipa.


Já sabem, enviem as vossas perguntas por mail (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook e aos domingos respondemos aqui.

Adeus, Bobcats


Bem vindos de volta, Charlotte Hornets:



21.12.13

Welcome to the NBA, rookie


Ok, eu trabalho em publicidade e percebo a tentação de exagerar os atributos do nosso produto. E a necessidade e vontade da NBA de promover e vender os melhores jogadores. E eu sei que o melhor afundanço do ano ser do LeBron vende muitos mais camisolas e merchandising que ser do Xavier Henry ou do JJ Hickson. Mas este afundanço do LeBron está ser empolado e exagerado até mais não. "Welcome to the NBA, rookie"?


Foi um bom afundanço, mas nem sequer é o melhor do LeBron este ano, quanto mais um dos dois melhores do ano, como a NBA e a ESPN nos querem fazer crer:


Sou o único a achar esta comparação completamente ridícula? É que o afundanço do Henry nem tem comparação com o do LeBron. O do Henry foi por cima do Jeff Withey (que tem 2,13m). O de James  só com muita boa vontade é que se qualifica como um afundanço por cima ou na cara do McLemore. Foi um afundanço normal (então para os padrões de LeBron, é normalíssimo!) e, ao contrário da ideia que querem passar, quase sem oposição. Ben McLemore nem saltou ou tentou contestar o afundanço. Ok, não se desviou e tentou (mais ou menos...) sacar a falta atacante, mas LeBron passou-lhe ao lado e nem sequer afundou por cima dele.

Welcome to the NBA, rookie? É mais "Welcome to the NBA marketing machine, rookie"!

19.12.13

O princípio do fim?


Estava aqui a preparar um artigo sobre os Blazers e o Sabonis (hoje é o seu aniversário e a equipa de Portland está onde não estava desde os tempos do poste lituano, no topo da liga), quando vi as notícias da lesão de Kobe Bryant. E tive de adiar o post do grande Arvydas para reflectir sobre o que esta lesão pode significar, não só para os Lakers, não só para esta temporada, mas para a própria carreira de Kobe.


Não nos queremos precipitar, porque se há alguém que pode contrariar as probabilidades e o que é fisicamente normal é Kobe. Pode ter sido apenas muito azar e uma lesão daquelas que pode acontecer a qualquer jogador em qualquer altura da sua carreira. Mas também pode ser sinal de que o corpo de Kobe começa a dar de si. 

É algo que vemos acontecer muitas vezes em jogadores muito veteranos. Às vezes basta acontecer a primeira lesão para depois se sucederem outras e para os jogadores entrarem numa espiral descendente que muitas vezes culmina no fim da carreira. Porque o desgaste de muitos e muitos anos se acumula, porque a capacidade de recuperação já não é a mesma, porque o corpo já não responde da mesma maneira e porque uma lesão nesta idade pode sobrecarregar outras partes do corpo e originar outras lesões (esse é sempre um risco de qualquer lesão, mas nesta idade aumenta exponencialmente).

Há um limite para o que o corpo de um atleta aguenta e mesmo com os avanços na medicina desportiva, ainda ninguém consegue vencer o Tempo. Mesmo jogadores que conseguem estender a carreira até idades avançadas e que se mantiveram sem lesões graves até essas idades, chegam a uma altura em que as lesões começam a aparecer recorrentemente. Foi o que aconteceu por exemplo com Steve Nash, que parecia imortal até aos 38 anos (sempre a alto nível e sem nenhuma paragem prolongada) e que agora não se consegue manter saudável. Foi o que aconteceu a Jason Kidd que jogou a bom nível até aos 40 e depois caiu muito rapidamente. É o que parece estar a acontecer também a Kevin Garnett e Paul Pierce, que parece que envelheceram 6 anos em apenas um.

A verdade é quanto mais velho um jogador, mais peso tem mais um ano. A partir dos 30 e muitos (para uns pode ser aos 35, para outros aos 40), a degradação física é cada vez mais rápida. Neste momento ainda é cedo para saber se pode ser o caso de Kobe e vamos ter de esperar até ao seu regresso (lá para Fevereiro) para ver. Mas poderá ser (esperemos que não) o princípio do fim?


E o artigo sobre Sabonis e os Blazers fica para um próximo post.

18.12.13

Ámen!


As vossas preces foram ouvidas, Jesus Shuttlesworth vai jogar este ano pelos Miami Heat:


Spike Lee (o realizador do mítico "He Got Game" que imortalizou a personagem) revelou no seu Instagram a versão-especial-com-alcunha que Ray Allen vai usar em alguns jogos este ano. 

16.12.13

Conversa de Bancada - Kobe e os Lakers


Ontem respondemos a mais um par de questões vossas e hoje, tal como na semana passada, é dia de ouvir as vossas respostas e opiniões. Para a Conversa de Bancada de hoje, a questão que lançamos são os Lakers e o regresso de Kobe. Depois de 10-9 sem Kobe e com um desempenho acima do esperado dos jogadores secundários da equipa, os Lakers estão com 1-3 desde que Bryant regressou. Perderam os três primeiros jogos com um Kobe visivelmente limitado e ainda longe da melhor forma e ontem ganharam por pouco aos Bobcats.


Por isso, será que os Lakers, neste momento, são uma equipa pior com Kobe (ou com este Kobe)?  O que podemos esperar de Kobe nesta altura da carreira? Será que irá regressar à forma de antes e voltar a ser um jogador de topo? E conseguirão os Lakers ir aos playoffs ou vão ficar pelo caminho? Que nos dizem do que se passa para aqueles lados de Los Angeles?

15.12.13

Bater Bolas


Mais um domingo, mais um Bater Bolas. Vamos lá a mais um par de questões vossas. Começamos com uma pergunta do André Batista, que nos pergunta se, depois de ter começado a temporada lesionado, Trey Burke poderá entrar na luta pelo prémio de Rookie do Ano.


Não só pode, como, na nossa opinião, já está nessa luta. É um facto que começou atrás na corrida, pois perdeu os primeiros 12 jogos e tanto Michael Carter-Williams como Vitor Oladipo tiveram começos muito bons e que tiveram muita atenção mediática. Para além de ter partido esses jogos atrás, Burke também joga numa equipa que tão tem tanta exposição mediática como outras (e este ano, no fundo da tabela, ainda menos atenção lhes dão), mas a verdade é que tem andado a jogar muito bem desde que regressou da lesão. 

Nos 14 jogos que fez até agora (os 12 últimos como titular), tem uns bons 13.1 pts, 5 ast e 3.4 res em 28 min/jogo (e apenas 1.4 to/jogo) e tem mostrado muito do seu potencial. Para além dos números individuais, e a provar o seu valor, a equipa está melhor desde que ele começou a jogar e tem ganho mais jogos com ele (1-11 sem ele, 5-9 com ele). Os Jazz precisavam de um bom base e Burke tem sido esse base. Ainda tem coisas para melhorar (a eficácia e a percentagem de lançamento não têm sido as melhores, mas isso também vem com o ritmo de jogo e com o entrosamento com a equipa), mas no fim da temporada vai estar de certeza na luta pelo Rookie do Ano (se não estiver mesmo na frente dessa luta).


E o Miguel Pinheiro pergunta quais são para nós as maiores surpresas e desilusões, individuais e colectivas, até agora.


A maior desilusão individual é fácil: Anthony Bennett. Mesmo descontando as expectativas altas que que advém de ser a primeira escolha no draft, o seu rendimento tem sido uma desilusão total e começa a roçar níveis de flop épico. 
Sabíamos que era um projecto de jogador e que ia ser preciso esperar algum tempo para ver se a aposta dos Cavs ia compensar. Mas 2.2 pts, 1.9 res, 17.4% de 3pts, 31.7% de 2pts e 37.5% de ll é mau demais. Seriam números maus mesmo que estivéssemos a falar de um jogador escolhido em 10º (ou 15º ou 20º!), então para o nº1 do draft é surreal e ameaça roubar a Kwame Brown o título de "pior época de rookie de sempre de um nº1 do draft".

Para maior surpresa individual há mais candidatos. Michael Carter-Williams, LaMarcus Aldridge, Jeff Teague, Paul George, Monta Ellis, Eric Bledsoe, Steven Adams, Wes Matthews...
Mas vamos para o shooting guard dos Mavs, por estar a contrariar todas as ideias feitas sobre ele ao longo de anos e anos e por estar a mostrar ser um jogador completo, eficaz e com um sentido colectivo que ninguém (nós incluídos) acreditava possível. Monta Ellis está a mostrar que não é só um marcador de pontos inconsequente e ineficaz e que, se calhar, só teve o azar de estar em más equipas ao longo da carreira e só precisava de estar numa boa equipa para concretizar todo o seu potencial.


Nas surpresas e desilusões colectivas, é ao contrário. A maior surpresa é fácil: os Blazers. Depois da boa offseason e das boas contratações para o banco, já esperávamos que fossem melhores que na época passada e que entrassem nos lugares de playoffs, mas 1º lugar do Oeste e melhor ataque da liga (com 107.4 pts/jogo) está a superar as melhores previsões. Os Blazers são a equipa com a mão mais quente da liga neste momento e uma das mais divertidas de ver jogar.

Já para maior desilusão, o difícil é escolher só uma equipa. Metade das equipas do Este podiam levar esse título. Os buracos negros que têm sido os Knicks e os Nets já estão bem documentados e já falámos deles mais do que uma vez (aqui ou aqui, por exemplo), os Cavs, Pistons e Raptors andam abaixo do esperado (bem abaixo no caso dos Cavs) e Washington continua a deixar a desejar, mas a maior desilusão de todas têm sido os Bucks.

Não esperávamos que a equipa de Milwaukee estivesse no topo da conferência, mas esperávamos que lutassem ali pela última vaga dos playoffs e andassem pelo meio da tabela. Para mais, com a miséria que tem sido o Este, bastava andarem uns jogos abaixo dos 50% para estarem nos primeiros oito. Esperávamos uma equipa mediana, mas têm sido uma equipa péssima. A pior equipa de todas até agora, com um recorde de 5-19. São o pior ataque, uma das piores defesas e uma equipa sem alma, sem identidade e sem ponta por onde se pegue neste momento.


Já sabem, enviem as vossas questões para o nosso email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook, e no próximo domingo escolhemos mais algumas para bater umas bolas.

Messi, o Manu do futebol


"Fico muito orgulhoso quando dizem que o Manu é o Messi do basquetebol, mas, na verdade, deviam dizer que eu sou o Manu do futebol."

         Lionel Messi, no prólogo do livro "O Senhor dos Talentos"


O astro argentino do Barcelona, para além de confessar ser um fã de basquetebol, faz rasgados elogios ao astro argentino dos Spurs no prólogo do novo livro sobre este:

"No campo, todos sabemos que é um craque, que faz a diferença porque, para além de ter talento, pensa sempre no que a equipa precisa para ganhar. Tem uma grande mentalidade e, pelo que diz e faz, é um líder positivo, que privilegia o colectivo sobre o seu rendimento individual. Ginobili não tem só um talento. Na verdade, tem muitos, alguns invisíveis, que lhe permitiram construir uma carreira de sonho e me fizeram ser um dos seus admiradores.
Obrigado, Manu, em meu nome e em nome dos argentinos, por dares uma imagem tão boa de nós."

Podem ler o prólogo completo aqui.

14.12.13

Prendas para um fã


O Natal aproxima-se rapidamente e ainda não compraram nada para o/a vosso/a ____________ (preencher ao vosso gosto), que por acaso é fã da NBA? Já sugerimos aqui uma prenda perfeita e hoje aí ficam mais algumas sugestões de prendas:

- Para começar, o clássico dos clássicos: meias. Ninguém gosta de receber meias? E se forem umas destas?


(podem comprar aqui ou aqui)

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- E umas pipocas para acompanhar as madrugadas de jogos? Com uma destas?

(disponível aqui)

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- E esqueçam lá ler revistas e jogar no telemóvel. Porque não fazer uns cestos enquanto estão na casa de banho? É a melhor prenda de caca do mundo:


(disponível aqui ou aqui)

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- E que fã não ia gostar de receber um destes da sua equipa preferida (se ela tiver algum, claro!):




(podem comprar réplicas aqui, ou então um a sério, em ouro, prata e afins - e mais caro, claro -, aqui)


Com alguma destas vão de certeza fazer qualquer fã muito feliz neste Natal!

12.12.13

Visita de doutor


Quando Doc Rivers chegou aos Celtics em 2004, a histórica e orgulhosa equipa de Boston andava afastada do topo há muitos anos. Depois de várias tentativas falhadas de reconstrução, várias temporadas pelo fundo da tabela e sem ir aos playoffs e apenas uma ida às finais de conferência desde 1988, os verdes de Boston atravessavam o pior período da sua história.

Quando Rivers saiu, nove anos depois, os Celtics tinham regressado ao topo e tinham mais uma era de ouro para recordar. Rivers e Danny Ainge (que foi contratado como general manager em 2004 e contratou Rivers) levaram a equipa de volta ao lugar mais alto da liga e ergueram o 17º estandarte no topo do TD Garden em 2008 (mais outra ida às Finais em 2010 e uma mão cheia de temporadas em que estiveram sempre entre os candidatos ao título).

As gentes de Boston não se esquecem desses anos de sucesso, do papel que Rivers teve no regresso dos Celtics à relevância e o lugar que ele tem na história da equipa. E ontem, na sua primeira visita ao TD Garden desde a sua saída, fizeram questão de o mostrar. Doc foi recebido como alguém da casa, com direito a ovação em pé, ...


e vídeo de tributo:


No fim dessa noite especial, Doc teve de se esforçar para conter as lágrimas:


Classy coach, classy fans, classy moment.

10.12.13

Maçãs Podres


Depois do terrível derby de NY da passada quinta feira, falámos sobre o buraco em que os Nets se encontram e escrevemos que Jason Kidd não parece de facto preparado para treinar aquela equipa e que se calhar era melhor deixar essa tarefa para treinadores crescidos. Mas acrescentámos que o panorama não era muito melhor do lado dos Knicks. 


Aquela vitória contra os Nets deu para enganar uns quantos fãs (e jornalistas), que acharam que os Knicks fizeram uma grande exibição. Mas não foi o caso (como confirmaram uns dias depois com a coça monumental que levaram dos Celtics!). Porque o que conseguiram naquele jogo foi contra a pior defesa da liga. E foi da mesma forma de sempre, com recurso a jogadas individuais e pouca movimentação de bola. Nesse jogo entrava tudo, mas o sistema não foi melhor que antes. E é aí que está o problema dos Knicks.

O sistema de jogo é primário. São ataques atrás de ataques em que a bola passa por um ou dois jogadores no máximo. Ataques atrás de ataques que se resumem ao base chegar lá, passar a bola a um jogador e esse jogador lançar ou jogar 1x1.

É o mesmo problema de sempre e este ano esse problema está ainda mais grave que antes. No ano passado, com Jason Kidd, ainda tinham períodos em que faziam boas movimentações colectivas. Nunca foi uma movimentação de bola perfeita e consistente, mas, quando a faziam, dava para ver a equipa temível que podiam ser. Mas este ano, sem essa liderança veterana (para além de Kidd, saíram também Kurt Thomas e Rasheed Wallace), regrediram e recorrem ainda mais (cada vez mais?) a jogadas de isolamento e rasgos individuais.

Como têm jogadores com muito talento individual, chega para ganhar uns jogos. E quando os lançamentos entram conseguem ser uma equipa imparável. Mas isso não se sustenta a longo prazo. Pode funcionar em jogos isolados, mas não chega para mais.

O problema dos Knicks é mais grave ainda quando não parece ser um que se resolva com uma mudança de treinador. É um problema de plantel e de peças. Mike Woodson pode não ser o maior estratega do mundo em movimentos ofensivos (as suas equipas são tradicionalmente limitadas no ataque; os seus Hawks sofriam do mesmo problema e Joe Johnson não ganhou a alcunha de Iso Joe por acaso), mas será que algum treinador conseguirá alguma vez colocar Raymond Felton, JR Smith ou Carmelo Anthony a jogar de outra forma?

É claro que os resultados também têm sido piores devido à ausência de Tyson Chandler. Sem ele a defesa tem sido igualmente má e, com uma má defesa e um mau ataque, os resultados têm sido, obviamente, sofríveis. Quando Chandler regressar, a defesa irá melhorar e vão começar a ganhar mais jogos. Mas o problema vai-se manter na outra metade do campo. E é um problema que não vai melhorar tão cedo (só quando mudarem de jogadores).

Os Knicks estão longe de ver os seus problemas desaparecer quando Chandler regressar. A defesa melhorará, o que, juntando ao talento individual dos jogadores no ataque, é suficiente para ganhar mais jogos e ir aos playoffs. Mas o sonho do título não passa disso, um sonho. 

9.12.13

Conversa de Bancada


Como dissemos ontem, para melhorar a interactividade nos comentários e aumentar as vossas participações, decidimos introduzir uma nova plataforma de comentários. Mas as novidades não ficam por aí e vamos também lançar um novo espaço semanal de debate:

se aos domingos respondemos às vossas questões no Bater Bolas, às segundas são vocês que respondem às nossas. Todas as segundas feiras, vamos lançar um tema ou colocar uma questão para discutirmos e queremos ouvir as vossas respostas e opiniões. Por isso, às segundas, a palavra é vossa, na Conversa de Bancada.



E para a primeira conversa, a troca de Rudy Gay. Só para roubar o protagonismo da noite ao regresso de Kobe Bryant, a equipa de Toronto mandou Rudy Gay, Quincy Acy e Aaron Gray para Sacramento, em troca de Greivis Vasquez, John Salmons, Patrick Patterson e Chucky Hayes. Que acham da troca? Quem ganha mais com a troca? Qual o caminho dos Raptors daqui para a frente? E o dos Kings? Digam-nos da vossa justiça. Que comece a conversa.


8.12.13

Bater Bolas


No Bater Bolas de hoje não vou responder a nenhuma das questões que enviaram esta semana, mas vou antes falar das vossas respostas ao nosso questionário. Recebemos muitas respostas, muitos comentários, muitas opiniões e sugestões e não caíram em saco roto. Por isso, hoje vamos falar um pouco sobre isso e sobre as novidades nos comentários:


Começando pelas coisas boas, fiquei contente por saber que muitos de vocês estão em sintonia com a nossa filosofia. Muitos disseram que o que mais gostam no SeteVinteCinco são os artigos de opinião e as análises. Alguns disseram que gostavam de ver também notícias e resultados dos jogos, mas a maioria apontou os artigos originais como o melhor daqui. 

De facto, o meu objectivo desde o início foi ter um espaço de reflexão, opinião, análise e comentário sobre a NBA e não apenas uma página de notícias e resultados. Porque esse tipo de informação está disponível em todo o lado, em centenas de sites (e no site da própria NBA). 
Pessoalmente, para saber resultados, classificações e notícias vou à fonte e penso que nenhum site ou página portuguesa poderá alguma vez rivalizar com os sites originais (nenhum site português vai alguma vez dar uma notícia dessas em primeira mão, apenas repetem o que foi anunciado na NBA ou na ESPN). Nada contra sites e páginas que fazem isso (há espaço para todos, temos todos objectivos diferentes e ainda bem que há variedade), mas não é esse o tipo de página que queremos ser. 

O que quero é acrescentar alguma coisa à discussão e produzir conteúdo original (e também partilhar algum do melhor conteúdo que é feito por esse mundo fora). Aqui sabem que podem encontrar uma opinião pessoal e original sobre o que acontece na NBA. O meu objectivo nunca foi que pensassem "deixa-me ir ao SeteVinteCinco o ver o que aconteceu hoje na NBA", mas sim "deixa-me ir ao SeteVinteCinco ver o que o Márcio pensa sobre o que aconteceu".

De qualquer forma, têm aí na barra do lado direito os widgets da ESPN, onde podem ver os resultados, classificações e notícias e essa informação também está disponível. Apenas não acho tão relevante e valioso fazer posts com isso (a menos que seja alguma noticia ou evento mesmo importante e impossível de ignorar). 

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Passando às coisas menos boas, aquilo que muitos apontaram como mais negativo foram os comentários e a falta de participação e interactividade nos mesmos. Muitos disseram que gostavam dos comentários "ao vivo" e da discussão que gerava (a saudável) e que sentiam falta disso. Eu concordo plenamente.
Porque outro dos objectivos do blogue sempre foi ter a vossa participação e ouvir as vossas opiniões sobre os temas abordados. Os meus posts são apenas a minha opinião. E gostava que fossem apenas o início da discussão. Que pensassem também "deixa-me ir ao SeteVinteCinco ver o que o pessoal pensa sobre o que aconteceu".

Infelizmente, a vossa participação não tem sido a mesma desde que colocámos a moderação nos comentários. Por isso, para tentar melhorar essa parte (e também porque a plataforma de comentários do Blogger é bastante limitada e não conseguimos ter um controle sobre os comentários que nos permitam retirar a moderação), vamos experimentar uma nova plataforma de comentários, a Livefyre.

A maior e melhor novidade desta nova caixa de comentários? Não tem moderação e os comentários são publicados automaticamente. E têm várias opções: podem comentar com o vosso perfil do Facebook, do Google+, do Twitter ou de mais uns quantos.

(se não tiverem conta em nenhum destes sites, podem continuar a usar a caixa de comentários do Blogger, mas esses continuam a ter moderação e não serão publicados automaticamente; mas de qualquer forma, eu vejo regularmente se tenho comentários para aprovar e sou rápido a publicá-los).

Para além disso, o Livefyre tem várias funcionalidades que o Blogger não tem: podem fazer likes nos comentários, podem partilhá-los, podem taggar pessoas e podem acompanhá-los em tempo real (não precisam de refrescar a página para actualizar os comentários). Esperamos por isso que experimentem a nova caixa de comentários, que participem e que voltemos a ter uma discussão mais alargada e saudável.


E muito obrigado a todos pelas respostas ao questionário e pelas vossas opiniões e sugestões!

7.12.13

A lenda continua


Estão preparados? Parece que Kobe Bryant regressa amanhã! E os Lakers anunciaram-no de forma épica:


6.12.13

Uma tarefa para crescidos


O Jason Kidd ainda é treinador dos Nets? Depois da derrota de ontem com os Knicks, estava mesmo à espera de acordar hoje de manhã e ver as notícias do seu despedimento. Porque o jogo de ontem foi mau demais.


É um facto que a equipa de Brooklyn não tem tido sorte com as lesões, Kidd ainda não teve a equipa toda disponível e o seu cinco inicial ainda não fez dois jogos seguidos. Mas os problemas dos Nets não se explicam só por isso.

Uma coisa era os jogadores disponíveis estarem a jogar o seu melhor e a equipa perder jogos simplesmente porque com os jogadores disponíveis não dava para mais (como os Bulls do ano passado, por exemplo). Uma coisa era faltarem alguns dos melhores, mas os outros estarem a fazer tudo o que podiam e a equipa disponível estar no máximo das suas capacidades. É isso que fazem os bons treinadores, retiram o máximo dos seus jogadores. É isso que faz Gregg Popovich nos Spurs, é isso que faz Tom Thibodeau nos Bulls, é isso que estão a fazer Mike Budenholzer e Brett Brown nos Hawks e Sixers.

E é isso que Jason Kidd não tem feito. Os jogadores disponíveis estão longe do melhor rendimento e aproveitamento e a equipa, mesmo com as ausências, está muito longe do que podia (e devia) fazer.

Porque uma coisa é o talento das peças, outra é o sistema em que são utilizadas. Uma coisa são os jogadores que tens para executar a estratégia (e com jogadores melhores, a execução pode ser melhor), outra  coisa é o plano, a movimentação e o que se pretende que as peças façam. E nisso os Nets têm sido uma barafunda. Muitas vezes nem se distingue um objectivo naquilo que estão a fazer. Uma coisa eram estarem a tentar executar uma estratégia ou uma jogada e não conseguirem, outra bem diferente é não se vislumbrar qualquer tentativa de movimentação colectiva.

A movimentação de bola é para lá de má. É, muitas vezes, inexistente. Ontem o ataque dos Nets resumiu-se, basicamente, a 1x1 de Brook Lopez a poste baixo, jogadas de isolamento de Joe Johnson e qualquer um dos outros a fazer entradas para o cesto. Básico demais e mau demais para uma equipa daquele nível.

O que não deixa de ser muito estranho, porque Kidd ao longo da carreira sempre foi um organizador e sempre melhorou a movimentação de bola das equipas onde jogou e, no entanto, os Nets têm sido tão maus nesse departamento.

Do outro lado do campo também não têm sido melhores. A defesa é péssima. Os jogadores são facilmente ultrapassados, as ajudas são lentas e chegam constantemente atrasadas, perdem carradas de ressaltos, são a segunda equipa que mais pontos sofre por jogo (103.4) e estão a sofrer 111 pontos por cada 100 posses de bola (o pior rating defensivo da liga)!

Noutras circunstâncias, numa equipa em reconstrução e onde tivesse tempo para aprender a função e cometer erros pelo caminho, podia valer a pena manter a aposta em Kidd. Mas esse é um luxo que os Nets não têm. Kidd não parece de facto ainda preparado para dirigir uma equipa como esta (com  tantas expectativas e que precisa de render no imediato) e quanto mais rápido os Nets admitirem isso e procurarem uma alternativa, mais hipóteses têm de salvar a temporada. Sorry, Kidd, mas se calhar é melhor deixar a tarefa para treinadores crescidos.


O jogo de ontem foi péssimo e do lado dos Knicks, o panorama não é muito melhor. Ontem deu para enganar uns quantos fãs (e jornalistas), que acham que os Knicks fizeram uma grande exibição. Mas não foi o caso. Lá iremos num próximo post.

5.12.13

LeBron James disseca o ataque dos Heat


"O melhor jogador do mundo disseca o ataque mais evoluído da NBA". Um texto imperdível do Grantland.


Kirk Goldsberry sentou-se com LeBron James e falaram pormenorizadamente sobre o ataque dos Heat, os papéis e as movimentações de Bosh, Wade, Battier, Allen e do próprio James. Uma muito interessante e muito didáctica análise dos Heat. Para ler aqui

4.12.13

Aprender a ser treinador


"Brian Shaw tinha a certeza que estava pronto para dar imediatamente o salto de jogador para treinador, até o melhor treinador da história da NBA lhe dizer o contrário."

Começa assim o texto de Howard Beck sobre o percurso de Brian Shaw até treinador principal. No dia em que os Nuggets de Shaw visitaram (e derrotaram forte e feio) os Nets de Jason Kidd, o ex-treinador adjunto de Phil Jackson e Frank Vogel falou com o colunista do Bleacher Report sobre esse seu longo percurso até treinador principal (e sobre as comparações com o percurso de Kidd, que, 10 dias depois de se retirar como jogador, tornou-se treinador dos Nets, uma posição para a qual Brian Shaw também foi entrevistado).


Quando Shaw se retirou em 2003, Phil Jackson recusou dar-lhe um cargo na sua equipa técnica e disse-lhe que precisava "de tirar pelo menos um ano longe dos colegas antes de voltar e treiná-los", para eles o respeitarem. "Porque estes são os tipos com quem jogaste e contra quem jogaste e eles ainda te veem como jogador.", disse-lhe o Zen Master na altura. 
Shaw diz que agora está agradecido por ter seguido o conselho, por ter feito essa aprendizagem e ter-se preparado bem antes de dar o salto para responsável máximo por uma equipa. 

Em 2004, Shaw juntou-se à equipa técnica de Phil Jackson, onde ficou até à retirada de Phil Jackson em 2011 (e onde conquistou dois campeonatos). Na época seguinte foi contratado como adjunto de Frank Vogel nos Indiana Pacers (e promovido a treinador principal associado na época seguinte). 
Shaw diz que aprendeu bastante com ambos e que tentou incorporar o melhor de cada um. Jackson era o mestre do Zen que fazia sessões de meditação com os jogadores e era o paciente líder espiritual da equipa. Vogel punha (e põe) o ênfase na organização, na análise dos vídeos e da estatística.

E o actual timoneiro dos Nuggets admite que não estava preparado para ser logo treinador. "Havia tanta coisa para a qual não estava preparado, coisas como planificar um treino ou gerir a necessidade de ganhar com a necessidade de desenvolver jovens jogadores, como lidar com os meios de comunicação, como ganhar a confiança dos jogadores, incluindo os do fundo do banco. Há uma série de coisas que fui aprendendo nos anos como adjunto e que fui percebendo melhor."

Parece que Brian Shaw aprendeu bem e não se está a sair nada mal na sua primeira época à frente duma equipa. Depois de um começo menos bom, os Nuggets estão a jogar bem melhor do que se esperava e estão já em posição de playoffs (6º lugar no Oeste, com 11-6).

Brian Shaw aprendeu, foi paciente e esperou pela sua oportunidade. E está a colher os frutos disso. Será esse um caminho que Jason Kidd devia ter feito antes de saltar para o primeiro lugar do banco? (E será que os Nets já se arrependeram de não terem contratado Shaw?)

Podem ler o texto completo de Howard Beck aqui.

Circo Avery Bradley


"Senhores e senhoras, meninos e meninas, sejam bem vindos ao Circo Bradley":


Lançamento do ano até agora? (e assim o top 10 do ano vai ficar preenchido cedo...)

3.12.13

X's e O's - Qual delas a melhor?


Ontem foi uma noite de finais emocionantes e de "jogadas para a vitória". Tirando o jogo entre Magic e Wizards, todos os outros jogos da noite foram decididos por 6 ou menos pontos. Jazz x Rockets só ficou decidido no último minuto, em Portland Paul George e os Blazers trocaram triplos e lançamentos decisivos até ao fim, em San Antonio o velhinho Tim Duncan deu a vitória aos Spurs na última posse de bola e em Chicago tivemos uma maratona que só ficou decidida ao fim de três prolongamentos.

E nestes dois últimos jogos foram duas jogadas muito bem desenhadas (e melhor executadas) que deram a vitória às respectivas equipas. Qual delas a melhor?

A primeira é uma jogada típica dos Spurs: com muita acção do lado contrário da bola e várias movimentações de engodo para chegar àquela que queriam.
Tudo começa com Marco Belinelli a repor a bola, Manu Ginobili e Tony Parker nos cantos do garrafão junto à linha de fundo, Tim Duncan no canto do garrafão junto à linha de lance livre e Kawhi Leonard na linha de três pontos, acima do garrafão:


Depois começa a movimentação do lado contrário da bola: corte de Tim Duncan para poste baixo no lado contrário, um bloqueio simples entre Ginobili e Leonard, onde trocam de posição e Ginobili recebe a bola na linha de três pontos (onde Leonard começou):




Continua a movimentação de engodo dos Spurs (para manter a defesa honesta e levar defesas com eles), com Tony Parker a cortar pela linha de fundo para o lado contrário, para ir receber o bloqueio de Leonard e abrir uma linha de passe para lançamento no canto. Ao mesmo tempo, Belinelli corta para junto de Duncan:


E aí dá-se o twist na jogada. Em vez da movimentação mais habitual (e provavelmente mais esperada) do poste bloquear o jogador exterior para este se libertar para lançar, em vez, portanto, de Belinelli contornar Duncan e abrir, é o italiano que bloqueia Duncan e é este que abre para lançar. E também aqui a movimentação de Duncan foi a menos habitual e esperada. Em vez de cortar para o garrrafão e procurar um lançamento mais perto do cesto, Duncan abriu para a meia distância. DeMarre Carroll devia esperar o corte interior, recuou e ficou à espera no garrafão aquando do bloqueio e quando saiu a Duncan já não chegou a tempo de impedir o lançamento: 



A segunda é uma jogada simples, mas que funcionou tão bem e deu uma situação de lançamento tão boa a Jrue Holiday que até parece mentira.
Tudo começa com Tyreke Evans a repor a bola, Ryan Anderson no topo do garrafão, Eric Gordon e Al Farouq Aminu à sua frente a um metro da linha de três pontos e Jrue Holiday lá atrás, na outra linha de três pontos:

E depois foi... simples. Gordon e Aminu cruzaram e cortaram para os cantos e deixaram Ryan Anderson e Holiday numa situação de 2x2. Anderson fez um bloqueio directo simples:






Holiday veio embalado lá de trás, recebeu o bloqueio e seguiu com o caminho completamente aberto para o cesto:



Ok, a defesa dos Bulls também deixou-se dormir (era o 3º prolongamento e o discernimento já não é o mesmo ao fim de 63 minutos!) e foi ultrapassada logo pela primeira opção da jogada. Mas essa não era a única opção e a jogada oferecia muitas possibilidades. Se Noah tivesse trocado no bloqueio e saído a Holiday, este podia assistir para Ryan Anderson. Ou então podia jogar 1x1 contra Noah (como já tinha feito no fim do tempo regulamentar para empatar o jogo e mandá-lo para o 1º prolongamento). Se Gibson tivesse ajudado mais cedo, Holiday podia assistir para Aminu no canto. Idem para Gordon, se a ajuda viesse do outro lado, de Luol Deng. 

Esta jogada deixou o campo completamente aberto e, após o bloqueio e dependendo de onde viesse a ajuda, Holiday tinha três possíveis linhas de passe. Acabou por não vir ajuda (ou veio tarde demais) e Holiday foi até ao fim. 

A primeira foi uma jogada típica dos Spurs com um twist no fim. Uma jogada mais complexa com uma execução perfeita. Esta segunda foi simples, mas tão engenhosa. E por esta simplicidade que, ao mesmo tempo, oferecia tantas possibilidades, leva o nosso voto para "melhor jogada para vitória da noite".

1.12.13

Bater Bolas


Mais um domingo, mais um dia de bater bolas. Hoje debruçamo-nos sobre uma questão que alguns de vocês têm colocado em relação ao balanço de poder entre a conferência Este e Oeste e às razões da superioridade desta última nos últimos anos. Porque é que a conferência Oeste é tão mais forte que a Este?


É uma boa pergunta e uma que não parece ser fácil de explicar. À primeira vista, não deveria haver razão para tal acontecer. As equipas jogam todas com as mesmas regras, têm todas o mesmo tecto salarial, o mesmo sistema de escolhas no draft e um calendário semelhante. As equipas do Este têm as mesmas possibilidades de construir bons plantéis que as do Oeste.

Mas a verdade é que a tendência se foi repetindo nos últimos 10, 15 anos e este ano parece ainda mais acentuada. A Oeste temos mais equipas boas e equipas que conseguem regularmente mais vitórias que as suas concorrentes a Este.

Nos últimos 15 anos tivemos 10 campeões do Oeste e 5 do Este (e não fossem os Heat terem ganho os últimos dois anos e essa contabilidade era ainda mais desequilibrada; foram dois anos em que o campeão veio do Este, mas o nível global da conferência era bastante inferior ao Oeste; a melhor equipa estava a Este, mas depois deles não havia muitos mais equipas de topo - os Bulls, os Celtics, os Pacers - apenas no ano passado - e pouco mais).

E regularmente equipas que ficam de fora dos playoffs no Oeste acabam com melhor recorde que equipas que se apuram a Este. Para se apurarem no Oeste as equipas precisam de ganhar 40 e muitos jogos (e já houve anos em que todas precisaram de 50 vitórias para ir os playoffs!) e no Este temos equipas que se apuram com 41 vitórias (recordes de 50-50) e até mesmo com recorde negativo.

Este ano, o quadro é ainda mais desequilibrado: no Oeste temos 12 equipas com recorde positivo (e a 13ª apenas um jogo abaixo dos 50%) e no Este temos apenas 3 (Heat e Pacers destacados, Hawks com 9-9 e depois todas as equipas têm recorde negativo!)! Os Raptors lideram a Atlantic Division e estão no 4º lugar da conferência com uns míseros 6-10!

Esta discrepância tão grande e esta tendência que se repete ano após ano não se explica pelas distâncias. Não só todas as equipas têm aviões particulares e não perdem tempo em aeroportos (antigamente as equipa viajavam em voos comerciais), como o avanço nos transportes permite viajar mais rápido e com maior conforto e o desgaste das viagens e o seu impacto na performance dos jogadores é muito menor. Para além disso, as equipas do Este estão geograficamente mais perto umas das outras e têm de viajar menos nos jogos entre si. As equipas do Oeste percorrem distâncias maiores e viajam mais entre jogos. Por isso, se isso fizesse diferença, a vantagem era para as equipas do Este.

Também não se explica pela dimensão dos mercados (e por equipas mais ricas que podem gastar mais dinheiro, ultrapassar o tecto e pagar luxury tax), pois não temos mais cidades e mercados grandes a Oeste. Pelo contrário, algumas das maiores cidades dos Estados Unidos estão a Este (Nova Iorque, Chicago, Miami, Boston, Washington) e mercados maiores a Oeste temos Los Angeles, Dallas e pouco mais.
Para além disso, a Oeste temos várias equipas de mercados mais pequenos que conseguem montar equipas de topo (San Antonio, Oklahoma City, Memphis; Portland, Utah e Sacramento em temporadas passadas, no fim dos anos 90 e inícios dos 00). E também a Este temos equipas como os Pacers que conseguiram montar um candidato num mercado pequeno. 

E este ano, por exemplo, duas das três equipas com a maior folha salarial da liga são do Este (Knicks e Nets). E todos sabemos como isso está a correr. Como tal, a dimensão das cidades e dos mercados também não explica essa discrepância de qualidade.

Já uma coisa que pode explicar um pouco o fosso de qualidade é o facto do Oeste ter tido alguns dos melhores treinadores dos últimos tempos (e de sempre). Phil Jackson e Gregg Popovich conquistaram 9 dos últimos 15 títulos da NBA e para além destes dois que estão entre os melhores de sempre, temos outros que estão/estavam entre os melhores da liga e tiravam o melhor das suas equipas (como George Karl, Rick Adelman, Rick Carlisle e Jerry Sloan). 
Não por acaso, alguns dos melhores treinadores que o Este viu conseguiram levar as suas equipas ao topo (Doc Rivers e Erik Spoelstra conquistaram títulos e Tom Thibodeau fez milagres com os Bulls). Mas este facto está relacionado com a razão seguinte, aquela que nos parece ser a melhor explicação para este fosso.

A única razão para a diferença de qualidade das equipas parece ser apenas a competência das organizações e dos seus general managers. Com as mesmas regras para todas e com recursos semelhantes, parece que a Oeste temos pura e simplesmente pessoas mais competentes e melhor gestão das equipas. Temos muitas organizações sólidas, estáveis e modernas que escolhem bem os seus jogadores e treinadores e que fazem simplesmente uma melhor gestão. 

Os Spurs são um exemplo de organização, estabilidade, competência, boa gestão, boa cultura e bom scouting. Jazz e Lakers são outros dois exemplos de estabilidade e organização (os Lakers andam um bocado perdidos ultimamente, mas são uma das organizações mais sólidas e estáveis das últimas décadas - durante o tempo de Jerry Buss), os Rockets e Mavs idem (e estão entre os que mais aderem às tecnologias e estatísticas mais avançadas que existem), Sam Presti levou para OKC tudo o que aprendeu em San Antonio e construiu outro exemplo de estabilidade e organização. Phoenix atravessou um período conturbado e de mudanças nos últimos anos, mas foi um exemplo de estabilidade e competência durante anos. Os Clippers e os Warriors encontraram essa competência depois de anos de deriva e má gestão.

E as equipas a Este que têm uma estrutura estável, competente e organizada (Heat, Celtics, Bulls, Pacers) são as mais bem sucedidas da conferência. Por isso, basicamente, parece que a Oeste são apenas mais competentes e andam a fazer um melhor trabalho.
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