28.9.15

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves



Continuando o nosso périplo pelas 28 cidades da NBA, depois do início em Denver para analisar a offseason dos Nuggets, vamos seguir viagem até à cidade dos dez mil lagos:


Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves

Saídas: Chase Budinger, Anthony Bennett
Entradas: Andre Miller, Tayshaun Prince, Nemanja Bjelica, Karl-Anthony Towns (1ª escolha no draft), Tyus Jones (24ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Andrew Wiggins - Kevin Garnett - Karl-Anthony Towns
No banco: Andre Miller - Tyus Jones - Zack LaVine - Shabazz Muhammad - Tayshaun Prince - Gorgui Dieng - Nikola Pekovic
Treinador: Flip Saunders

Balanço: Quem diria, há um ano, que por esta altura os Wolves estariam tão bem encaminhados na sua reconstrução? 
Depois de terem assegurado uma peça para o futuro na troca de Kevin Love (Andrew Wiggins, claro), este Verão a sorte sorriu pela primeira vez aos Wolves na lotaria do draft e conseguiram outra. E de repente, têm os dois últimos "nº1 do draft" e um núcleo com futuro.

Usaram essa inédita primeira escolha em Karl-Anthony Towns, uma escolha que faz todo o sentido. Já tinham alguns jogadores exteriores jovens e promissores (Wiggins, Rubio - que só tem 24 anos -, LaVine), já tinham bases e extremos, faltava um poste. Um bom jogador interior para os dois lados do campo era mesmo o que esta equipa precisava. Para além disso, jogadores de 2,13m talentosos são mais raros do que bases e extremos talentosos, por isso, não podiam deixar passar um poste tão promissor.

Podemos discutir se deviam ter escolhido Towns ou Okafor. Okafor é mais polido ofensivamente e parece mais preparado para contribuir no imediato, mas Towns é melhor defensor e tem, provavelmente, um tecto maior. Okafor até poderá vir a ser melhor jogador, mas Towns poderá ser mais adequado ao que esta equipa precisa.

E com um mentor como Kevin Garnett ainda mais sentido faz a escolha, e Towns tem tudo para se tornar o poste do futuro para os Wolves. Para já, fizeram a escolha lógica no draft (e, como sempre, só o tempo dirá se foi a escolha certa).
Completaram o plantel com bons veteranos (ou veteraníssimos), que não só os tornam mais competitivos no presente, como também vão ajudar a formar e orientar os jovens. Já tinham Garnett e Martin e acrescentaram Andre Miller e Tayshaun Prince a esse lote de professores.

O resultado desta mistura de jovens muito atléticos e promissores com veteranos muito experientes deve ser uma das equipas mais interessantes de seguir esta temporada.

Pouco mais de um ano depois de trocarem Kevin Love, estão em muito bom caminho na construção da equipa. Para a frente é que é caminho e o dos Wolves é para a frente que vai.

Nota: 12

(a seguir: Oklahoma City Thunder)

10 comentários:

  1. Tu tás mas é maluco. O Shabazz e o LaVine devem jogar de início. O primeiro tenho a certeza quase absoluta. O segundo nem tanto mas quase que era capaz de meter dinheiro...

    Quanto ao resto, não mudo nem uma letrinha. Taliqual...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os dois de início não me parece... Um deles poderá jogar no cinco no lugar do Kevin Martin, porque até fazia sentido este sair do banco à lá Jamal Crawford, mas aí acho que o LaVine é o candidato mais provável.
      Depende do que o Saunders quiser: se o foco for resultados e ter a equipa mais competitiva no presente, joga o Martin; se o objectivo for desenvolver jogadores e dar tempo aos miúdos, independentemente dos resultados imediatos, joga o LaVine (o Shabazz acho que vai sempre sair do banco).

      Eliminar
  2. O bjelica não vai já este ano para minesota?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vai, está lá nas "Entradas". ;) Não o destaquei no texto, porque acho que não vai ter um grande impacto imediatamente e vai precisar tempo para se adaptar, mas é mais um jovem com potencial.

      Eliminar
  3. Uma equipa a seguir com atenção. Parece que finalmente têm 1 projecto sólido. O que era hoje Bennet se tivesse sido 5º-8º escolha no draft?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Provavelmente a mesma coisa, mas sem tanta expectativa. Não sei se mudava o rendimento dele, apenas o tamanho do flop... ;)

      Eliminar
  4. Respostas
    1. Sim, o que fizeram, fizeram bem, mas também não fizeram assim nada revolucionário. Escolheram o Towns e o Jones e completaram o plantel com os veteranos. Tudo movimentações boas e sólidas, mas que nenhuma delas vai mudar completamente e imediatamente o destino da equipa. Foram dois bons passos na direção certa.
      Vá, um 13, no máximo. ;)

      Eliminar
  5. Esta mistura de juventude com tremendo potencial, aliada à experiência de diversos jogadores, vai permitir um crescimento sustentável da equipa e dos mesmos jogadores.
    Depois de serem uma das piores equipas da NBA, eis que Minnesota surge aqui como uma das equipas mais interessantes para a nova época. Hoje uma equipa está nas ruas da amargura, amanhã o futuro já é risonho. É esta competitividade que me faz gostar da NBA.

    Boa análise, parabéns.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. José, existe competitividade na NBA sim, mas na NFL e na NHL ainda é maior.. uma equipa fraca em muito pouco tempo luta pelo titulo. Na NHL é impressionante como as equipas conseguem ficar tão fortes em tão pouco tempo.

      Eliminar