28.2.11

The Black Mamba


Ainda no espírito dos Óscares, depois dos melhores actores da NBA, fiquem agora com o melhor filme. Este não tem nomeados, vamos já ao vencedor: (ler com voz de trailer de cinema) Nike Basketball apresenta... um filme de Robert Rodriguez... com a participação especial de... Danny Trejo... Bruce Willis... e Kanye West... Kobe Bryant é... "The Black Mamba"!


27.2.11

E o Óscar vai para...


Hoje é noite de Óscares, por isso, em homenagem aos ditos, vamos eleger o melhor actor na NBA. Os nomeados são...

Chris Bosh, pela sua interpretação em "O Cotovelo Fantasma":



Baron Davis, pelo papel principal em "Oh, Mãe, Este Turco Bateu-me!":



E Manu Ginobili e Raja Bell, protagonistas de "E Dois o Vento Levou":



E o Óscar vai para...

26.2.11

Jogadores que mudaram de ares, parte 3


E para rematar a análise de todas as trocas deste mercado de meio da temporada mais animado de sempre, aqui ficam os últimos cinco negócios, anunciados mesmo em cima do prazo limite:

Semih Erden e Luke Harangody para Cleveland
Marquis Daniels para Sacramento

Os Celtics preparam-se para continuar a remodelação do plantel enviando Luke Harangody e Semih Erden para os Cavs em troca duma 2ª ronda em 2013 e, num negócio separado, enviaram também Marquis Daniels e dinheiro para os Kings em troca duma 2ª ronda em 2017.

Depois da troca de Kendrick Perkins e Nate Robinson por Jeff Green e Nenad Krstic para rejuvenescer a equipa e não só ganhar versatilidade no ataque mas também preparar a sucessão de Garnett e Pierce, a equipa de Boston fez outras movimentações a pensar no presente. Enviaram os dois rookies para os Cavs para libertar vagas no plantel e permitir a contratação de mais alguns veteranos que fiquem disponíveis depois do prazo limite para trocas. O alvo dos Celtics são jogadores dispensados pelas suas equipas e que possam ajudar no jogo interior (como Troy Murphy, por exemplo).
Com o mesmo objectivo, enviaram Marquis Daniels (que, com uma lesão no pescoço, não deve jogar mais até ao final da temporada) e dinheiro para os Kings.

Para os Cavs, são mais duas peças para a reconstrução da equipa. Especialmente Erden, que pode ser um bom poste suplente.
Do lado de Sacramento, o aliciante foi apenas a quantia (não revelada) que vão receber.

Shane Battier para Memphis

Os Rockets pensam já no futuro pós-Yao Ming e começam a juntar peças para a reconstrução que se avizinha. Enviaram o veterano Shane Battier e o base Ish Smith para os Grizzlies, recebendo em troca Hasheem Thabeet e uma 1ª ronda num draft futuro.

Com o contrato de Battier a terminar este ano, os Rockets decidiram usá-lo para conseguir um jogador mais novo que possa fazer parte dos seus planos futuros. Thabeet, que ainda não se mostrou nem sequer perto do potencial que lhe apontavam (e que o fez ser a 2ª selecção do draft de 2009), tem aqui uma oportunidade de começar de novo. É, no entanto, uma aposta arriscada para os Rockets. Podiam ter conseguido um jogador melhor por Battier (que podia ser um jogador útil para muitas equipas), mas decidiram arriscar em alguém que tanto pode ser o futuro poste da equipa, como ser um dos maiores flops de sempre.

Para os Grizzlies, a troca faz todo o sentido. Têm em Marc Gasol um poste para muitos anos e precisavam de veteranos experientes. Battier volta a Memphis, onde era um dos favoritos dos fãs e um jogador como ele (que em campo faz todas as pequenas coisas - daquelas que não aparecem nas estatísticas - necessárias para ganhar e fora do campo é um líder e um exemplo a seguir) é útil em qualquer equipa. Na de Memphis, recheada de jogadores jovens e inexperientes, ainda mais. Pode tornar uma equipa já boa defensivamente ainda melhor. É um excelente reforço para fazer um push nesta fase final de temporada e tentar o apuramento para os playoffs. E, se o conseguirem, vai ser uma peça importante nessa fase.

Aaron Brooks para Phoenix

Os Rockets continuam a remodelação e enviaram Aaron Brooks para os Suns. De Phoenix veio Goran Dragic e uma 1ª ronda num draft futuro.

O facto de Brooks ser free agent no final desta temporada (e o Most Improved Player do ano passado deve receber propostas doutras equipas) parece ter feito os Rockets apostarem noutro base. Kyle Lowry é o titular para já e Dragic pode ser um bom suplente, enquanto continua a desenvolver o seu jogo.

Para os lados do Arizona, Dragic estava a fazer uma temporada decepcionante e, para além da ajuda que Brooks pode dar já esta temporada na luta pelo apuramento para os playoffs, o pequeno base parece ser a aposta para suceder a Steve Nash. Brooks, no entanto, é melhor marcador que passador, por isso ou aprende com Nash e melhora essa área ou então os Suns vão ter dificuldades em manter o mesmo estilo de jogo. Para já, ficam algumas reservas em relação à troca. Vamos ver se a aposta é bem sucedida.

Gerald Wallace para Portland

Michael Jordan percebeu que este grupo não ia chegar muito mais longe e decidiu começar de novo. Assim, enviou Gerald Wallace para Portland e recebe Joel Przbylla, Dante Cunningham, Sean Marks e duas 1ªs rondas (uma em 2011 e outra em 2013).

Rod Higgins, general manager dos Bobcats, afirmou após a troca que "não queremos ficar pelo 7º ou 8º lugar, queremos lutar pelo título. É esse o plano." E esse plano passa por libertar espaço salarial para contratar free agents e recrutar jogadores talentosos através do draft. É tempo de reconstruir em Charlotte. Por isso, receberam dos Blazers três contratos que terminam este ano. Cunningham e Przbylla podem vir a ser úteis e renovar (por menos?) e Marks não deverá continuar. De qualquer forma, ficam com flexibilidade e opções para remodelar a equipa.

A Oeste, podemos ter de acrescentar mais uma equipa ao lote de candidatos. É um excelente negócio para os Blazers, que recebem um extremo de calibre All Star dando em troca apenas um poste suplente e dois extremos que pouco contavam para a equipa. Um cinco inicial com Andre Miller, Brandon Roy, Gerald Wallace, LaMarcus Aldridge e Marcus Camby (e ainda Wes Matthews, Rudy Fernandez e Nicholas Batum a sair do banco) pode intrometer-se na luta a Oeste. O seu sucesso vai também depender da forma como Roy volta das lesões nos joelhos, mas são um dos maiores vencedores nas trocas. E mesmo que Roy não volte ao nível anterior, podem tirá-lo do cinco e meter Matthews e continuam muito fortes. Têm feito milagres com metade da equipa lesionada e estão em 5º lugar na conferência. Com a adição de Wallace e os outros jogadores todos disponíveis, podem ser a surpresa no Oeste.


E estão assim dissecadas todas as movimentações. Vamos ver quais delas resultam como as equipas esperam e quais não. O sucesso (ou insucesso) de algumas vamos ver já esta temporada, enquanto outras vão demorar mais tempo a avaliar. Mas cá estaremos para ver.

25.2.11

Jogadores que mudaram de ares, parte 2


E vamos a mais análises às trocas. Continuando a seguir a ordem pela qual os negócios foram anunciados, aqui ficam mais quatro:

Kirk Hinrich para Atlanta

Atlanta, à procura de reforçar o backcourt, envia Mike Bibby, Maurice Evans, Jordan Crawford e uma primeira ronda em 2011 e recebe Kirk Hinrich e Hilton Armstrong dos Wizards.

Atlanta procurava renovar a posição de base, pois Bibby está já longe do jogador que liderou os Kings até à Final de Conferência em 2002. Hinrich é um up-grade nos dois lados do campo. Muito melhor defensivamente, bom atirador e seguro no controle de bola, cometendo poucos turnovers (apenas 1.8/jogo esta época e 2.1 na carreira). Pode fazer as duas posições do backcourt, mas não é um point puro. Mas como Joe Jonhson e Jamal Crawford também fazem muito do controle de bola e têm a bola nas mãos muitas vezes, precisam mais dum atirador do que um penetrador. E na defesa melhora muito o backcourt dos Hawks.
Hilton Armstrong é mais um corpo para o jogo interior, mas não acrescenta nada mais. Aqui, os Hawks continuam a precisar de mais profundidade.

Para os Wizards, é mais um negócio para continuar a reconstrução. Com Jordan Crawford ganham mais um rookie com potencial, com Mike Bibby ficam com um bom suplente e mentor para John Wall (um papel que Hinrich fazia) e com Maurice Evans e a 1ª ronda em 2011, são mais duas peças para usar no futuro.

Mo Williams para Los Angeles

Os Clippers, à procura de rejuvenescer a posição de base (e livrarem-se dum enorme contrato) enviam Baron Davis e uma 1ª ronda em 2011 para receber, dos Cavaliers, Mo Williams e Jamario Moon.

Mo Williams pode não ser tão bom passador como Davis, mas é um melhor jogador no geral. Mais novo, mais barato e melhor atirador (mais uma opção quando fizerem dois contra um a Griffin). Tiveram de dar a sua 1ª ronda do próximo draft, mas já têm muitos jovens com potencial e precisavam duma presença mais veterana no plantel (e provavelmente não conseguiam um jogador tão bom como Williams com essa escolha). E com Jamario Moon conseguem mais um jogador para ajudar na posição mais fraca da equipa, a de small forward (e com o espaço salarial que conseguiram, vão tentar reforçá-la com algum free agent na offseason).

Em Cleveland, a palavra de ordem é reconstrução e o que procuram são escolhas no draft e jogadores para poderem usar em trocas futuras. O milionário contrato de Davis vai ser difícil de conseguir trocar, mas podem sempre fazer um buy-out e ficar com o espaço salarial e as escolhas no draft para contruir (e a 1ª ronda dos Clippers será na lotaria, pois os Clippers não vão aos playoffs).

Kendrick Perkins e Nate Robinson para Oklahoma City
Nazr Mohammed para Oklahoma City

Os Thunder apostam forte no presente e trocam Jeff Green, Nenad Krstic e uma 1ª ronda num draft futuro por Kendrick Perkins e Nate Robinson, dos Celtics.
As movimentações não ficaram por aí e, noutro negócio separado com os Bobcats, trocaram DJ White e Morris Peterson por Nazr Mohammed.

Para os Thunder não são, de todo, maus negócios e podem mesmo ser um dos vencedores do dia. Reforçam o frontcourt e a defesa interior, uma área vital para ganhar aos grandes frontcourts dos Lakers, Mavs e Spurs. Com Krstic e Green não conseguiriam fazer frente a estas equipas. Agora ficam com um frontcourt mais forte e mais duro e, na defesa e nos ressaltos, Perkins e Ibaka vão ser um osso duro de roer (e mais Collison e Mohammed a sair do banco).
Perderam, no entanto, soluções no ataque, pois Green e Krstic era muito melhores ofensivamente. Recebem alguma ajuda com Nate Robinson, que é mais uma opção ofensiva para um backcourt já talentoso. Mas a responsabilidade de Durant e Westbrook nessa área vai aumentar.
Na prática, em troca de melhor defesa tiveram de abdicar de algum ataque. Vamos ver se é suficiente.

Para os Celtics, parece um negócio mais arriscado. Desfazem o cinco inicial que nunca foi derrotado numa série dos playoffs (em 2009, Garnett estava limitado pela lesão no joelho e perderam a final do ano passado com Perkins lesionado) e perdem o seu melhor defensor interior. Os O'Neals (Jermaine e Shaquille) e Krstic garantem um bom frontcourt, mas nenhum deles é tão bom defensor como Perkins (e os Celtics sempre ancoraram o seu jogo na defesa). Com Jeff Green ganham mais flexibilidade, pois este dá-lhes várias opções: pode dar descanso tanto a Pierce como a Garnett, jogando a 3, com Garnett a 4 e O'Neal a 5 (num cinco maior) ou pode jogar a 4 com Garnett a 5 (num cinco mais baixo e móvel). Para além disso, é um jogador trazido já a pensar na sucessão dos ditos Pierce e Garnett. Para além disso, na verdade, têm dominado nesta temporada mesmo sem Perkins. Como tal, pode valer a pena o risco de mexer numa equipa vencedora.
É um percurso inverso ao dos Thunder: trocam defesa por mais versatilidade no ataque. Vamos ver se não estragam o que tinham.

Quanto aos Bobcats, parecem ter desistido deste grupo que tinham e decidido começar a reconstruir. Ao ver que não iriam mais longe que um possível apuramento para os playoffs (e ficarem pela 1ª ronda se o conseguissem) e sem grandes perspectivas de futuro com este plantel, Michael Jordan deve ter decidido começar de novo.
Saiu Nazr Mohammed (e Gerald Wallace, num negócio com os Blazers, já lá vamos) e dos que entram, Morris Peterson não deve fazer parte dos planos da equipa de Charlotte para o futuro e DJ White é um jovem para avaliar (nunca jogou muito em Oklahoma). O objectivo parece ser libertar espaço salarial, começar a recrutar jovens e perseguir free agents.


E já lá vão dois terços das trocas. Amanhã, a terceira e última parte da análise das transferências dos últimos dias.

24.2.11

Jogadores que mudaram de ares, parte 1


Bem, que ponta final no mercado de transferências! Foi um último dia movimentadíssimo e há muitos anos que tantos nomes conhecidos e jogadores importantes não mudavam de equipa a meio da época. Aliás, não sei se alguma vez tantos jogadores de relevo foram trocados depois da pausa do All Star.

Pode ser da incerteza em volta do novo Acordo Colectivo (ninguém sabe como vão ser os contratos a partir da próxima temporada e muitas equipas querem livrar-se de contratos dispendiosos), ou talvez pela possibilidade de haver um lockout na próxima temporada (se não houver temporada, não há possibilidade de mexer e só podem contratar novos jogadores quando houver novo Acordo), ou quem sabe se a reunião dos Três Super-Amigos em Miami deixou algumas equipas a pensar que uma ou duas estrelas já não chegam e precisam de mais reforços. Ou então um pouco de tudo isso. Mas o facto é que nunca houve tantas equipas a mexer. Umas para tentar reforçar plantéis já fortes e perseguir um título, outras para começar ou continuar o processo de reconstrução, outras ainda para cortar salários e poupar dinheiro.

Desde 3ª feira, quando os Knicks fizeram a mega-troca com os Nuggets, e até ao fecho do mercado hoje às 15:00 (hora dos Estados Unidos, 20:00 em Portugal), mais 36 (!) jogadores trocaram de ares. Para além da troca de Carmelo, completaram-se mais 12 negócios. E com este inesperado e imenso volume de trocas, vamos ter de fazer isto por partes. Por isso, seguindo a ordem pela qual os negócios foram anunciados, aqui ficam os primeiros quatro:

James Johnson para Toronto

Este foi dos um dos nomes menos relevantes a mudar de ares. Foi enviado pelos Bulls para os Raptors em troca duma primeira ronda no draft de 2011.

A equipa de Chicago poupa os 1.7 milhões do seu salário (aumentando o seu espaço salarial livre para 3 milhões) e junta mais uma escolha no draft deste ano à que já possuem. É mais dinheiro para alguma contratação futura e a oportunidade de adicionar mais talento através do draft (ou usar essas escolhas em algum negócio futuro).
Para os Raptors, foi a oportunidade de adicionar um extremo atlético e com potencial. Como a escolha de primeira ronda que deram em troca tinha sido recebida dos Heat (no sign and trade de Chris Bosh), na prática foi como se tivessem seleccionado um jogador no draft sem gastar a sua posição.

(Johnson estreou-se já na noite passada, como titular e, nem de propósito, frente aos Bulls. Teve 9 pts, 5 res e 3 dl em 29 minutos)

Deron Williams para New Jersey

O maior nome, depois de Carmelo, a mudar de equipa. Os Jazz enviam Williams para os Nets em troca de Devin Harris, Derrick Favors e duas primeiras rondas (uma em 2011 e outra em 2012).

Com o contrato de Williams a terminar em 2012 e com este a deixar antever que não pretendia continuar na equipa, a equipa de Salt Lake City decidiu evitar o drama que os Nuggets passaram este ano e aproveitar a oportunidade de o trocar já. E apesar de perderem o seu melhor jogador, podem não ter feito um mau negócio. Conseguem em troca um bom base, que já foi All Star, um promissor power forward e duas escolhas no draft que se podem transformar em dois bons jogadores (tanto os Nets como os Warriors, a quem pertencia originalmente a outra escolha, não estão em lugares de playoffs, pelo que as escolhas serão em posições altas do draft). Não vão ter a produção de Williams com nenhum deles, mas podem conseguir tanta ou mais com este pacote de jogadores.

Para os Nets, é uma posta arriscada. Mikhail Prokhorov consegue a primeira estrela da equipa que quer construir. É o primeiro passo do seu plano. Agora só tem de convencer Williams a ficar nos Nets quando o seu contrato terminar em 2012 e procurar usá-lo para atrair mais alguma. Mas, para já, conseguiram um jogador tão bom ou melhor que Carmelo por muito menos do que os Knicks deram.

Carl Landry para New Orleans

O jovem power forward segue dos Kings para os Hornets em troca de Marcus Thornton.

A equipa de Chris Paul reforça o jogo interior, uma área onde tinham menos talento e profundidade, dando em troca um elemento do backcourt, área onde tinham mais soluções. Landry será um excelente back-up para David West e Emeka Okafor e uma ajuda importante nos dois lados do campo (ainda mais no ataque).

Para os Kings, o cenário era o oposto. Landry tinha muita concorrência no interior e a aposta para o futuro em Sacramento é DeMarcus Cousins. Procuravam mais soluções ofensivas no exterior e conseguiram-no. Thornton pode fazer as duas posições do backcourt e é um bom atirador e penetrador (média de 15 pts no ano passado, quando Chris Paul esteve lesionado e foi mais utilizado).

Troy Murphy para Golden State

Os Nets continuaram a mexer e enviaram Troy Murphy e uma segunda ronda em 2012 para os Warriors em troca de Dan Gadzuric e Brandan Wright.

Esta foi basicamente uma troca para libertar espaço salarial. Mas é um negócio um pouco difícil de explicar porque todos os seus contratos terminam no final desta temporada.

Do lado dos Nets compreende-se porque livram-se do dispendioso contrato de Murphy (que já não estava com a equipa e esperava apenas ser trocado) e ficam com dois jogadores que, para além de poderem ajudar a equipa esta temporada, permitem libertar o espaço salarial para a próxima offseason. Para além disso, Brandan Wright é um jogador que nunca (ou ainda não) atingiu o enorme potencial que lhe apontavam, pelo que pode valer a pena a aposta. Se jogar bem e mostrar-se útil para a equipa, até podem renová-lo.

Do lado dos Warriors, o objectivo é mais difícil de perceber. Murphy não parece fazer parte dos seus planos e diz-se que pretendem fazer um buy-out do seu contrato, ficando com o espaço salarial respectivo disponível. Mas se queriam apenas libertar salário, porque não o fizeram com os dois jogadores que trocaram? Parece que foram pelo caminho mais longo para chegar ao mesmo sítio. No final, vão ficar sem os mesmos jogadores e com o mesmo espaço salarial disponível. Qual o sentido da troca então?


E temos muito mais trocas para dissecar: Kendrick Perkins e Nate Robinson por Jeff Green e Nenad Krstic, Gerald Wallace para Portland, Mo Williams para os Clippers, entre outras. Não percam amanhã a continuação da análise a todas elas.

23.2.11

Olhá troca fresquinha!


O mercado de transferências na NBA está ao rubro nestas horas finais. Depois da mega-troca entre os Knicks e os Nuggets, os Nets não ficaram de braços cruzados e protagonizam mais um negócio que envolve um grande nome, chegando a acordo com os Jazz para a troca de Deron Williams por Devin Harris, Derrick Favors e mais duas escolhas do draft.


E para além de D-Will, mais jogadores podem trocar de casa até ao fim do prazo para trocas (daqui a 18 horas). Os rumores correm por todo o lado: Kirk Hinrich para os Hawks, Carl Landry para os Hornets, Troy Murphy para os Warriors, entre muitos outros. Quais se tornarão realidade, quais não se concretizarão e quais não passarão de boato só vamos saber daqui a umas horas. O que parece certo é que o mercado está on fire e as movimentações não vão ficar por aqui. Parece que vai ser uma longa noite.

Por isso, amanhã, depois do mercado fechar e todas as trocas estarem feitas, vamos fazer aqui uma análise de todas elas. Depois desta noite a paisagem da NBA estará diferente. Muito ou pouco, já veremos. Por isso, até amanhã. E, se a vossa equipa preferida estiver envolvida nalgum dos rumores, boa sorte.

Considerações (quase) finais sobre Carmelo



Carmelo pode estrear o seu novo equipamento já hoje quando os Knicks receberem os Bucks no Madison Square Garden. A camisola já está à venda na NBA Store, mas o mistério continua a ser qual o número que vai usar. O 15 que usou na universidade e nas suas 7 temporadas e meia em Denver está duplamente retirado pelos Knicks (Earl Monroe e Dick McGuire) e o 22 que usava no liceu também já foi retirado pela equipa de Nova Iorque (Dave DeBusschere). Carmelo já afirmou no passado que o seu jogador preferido e ídolo de infância era Bernard King, por isso o 30 do ex-Knick pode ser uma possibilidade. Outra possibilidade é o 7, que a DimeMag afirma que Anthony vai usar.

Seja qual fôr o número da sua camisola, uma coisa já é certa: os New York Knicks voltaram à relevância na NBA. Depois da concentração de estrelas em Miami, Nova Iorque é a nova concorrente a lar de múltiplas super-estrelas. Será esse o plano de Donnie Walsh (o general manager) e James Dolan (o dono da equipa)? Atacar o mercado em 2012, quando Dwight Howard, Chris Paul e Deron Williams serão free agents? Tentar criar mais um trio de super-estrelas e desafiar os Heat pela soberania a Este? Ou optarão por rodear Amare e Carmelo de role players e jogadores que os complementem?

Um desses caminhos os Knicks terão de fazer para terem alguma hipótese de lutar por um título, porque juntar Carmelo (e Billups) ainda não chega. Por muito entusiasmante que seja emparelhá-lo com Stoudemire e por muitas expectativas que os fãs tenham, os Knicks ainda não são candidatos a nada. Estão ainda a umas peças de distância de serem.

Como tal, não podemos fazer ainda uma análise final a este negócio. Porque este é apenas mais um passo para os Knicks, não é o passo final. Só quando derem o próximo é que vamos ver se este foi bem dado ou se os desviou do caminho. O que podemos, para já, é analisar este passo isoladamente. Por isso, com as devidas reservas e tendo em conta que o valor deste está também dependente do próximo, aqui ficam algumas considerações sobre a troca:

- Se leram este post sobre a possibilidade de Carmelo ir para os Nets e este outro sobre Carmelo nos Lakers, já sabem a minha opinião sobre ele: sobrevalorizado e com pouco mais a acrescentar a uma equipa para além da marcação de pontos. Ora onde os Knicks já eram mais fortes era no ataque. O que precisavam era de defesa e ressaltos, algo que Carmelo não traz. Com Billups e Carmelo, adicionam dois elementos duma das piores defesas da liga a uma equipa que já não é conhecida por defender.

- Carmelo e Amare no ataque, a correr no sistema de Mike D'Antoni e a marcar pontos? Entusiasmante. Carmelo e Amare na defesa? Terrível.

- Deram quatro (4!) jogadores do seu cinco inicial para conseguir um jogador que só queria ir para os Knicks e que, provavelmente, podiam conseguir sem dar nada em troca, quando fosse free agent.

- Se Carmelo queria ir para uma equipa que lute por títulos, fazer essa equipa perder tantos dos seus melhores jogadores não vai ter exactamente o efeito contrário?

- Os Knicks (como estão agora) vão ser bons, mas não muito bons. Estão, no máximo, tão bons como os Nuggets eram e pouco melhores que eles próprios eram.

- O grande vencedor deste negócio? Masai Ujiri, o general manager dos Nuggets. Carmelo queria sair e iam perdê-lo de qualquer forma. Billups está na fase final da sua carreira. Os restantes jogadores não faziam diferença. Conseguir Danilo Gallinari, Wilson Chandler, Raymond Felton, Timofey Mosgov e mais três escolhas no draft em troca? Negócio fechado. E tudo isto para um general manager rookie, que no seu primeiro ano em funções enfrenta logo um desafio destes? Well done, Mr. Ujiri.

22.2.11

E Carmelo vai para...


A novela de Carmelo Anthony chegou ao fim. E como qualquer novela que se preze, esta teve também um final previsível. O agora ex-extremo dos Nuggets vai jogar para Nova Iorque e para a equipa que sempre desejou desde que anunciou que não ia continuar em Denver.

Depois dum fim-de-semana emocionante em Los Angeles, as emoções da NBA não param, com mais uma estrela a mudar de equipa. Depois de Lebron e Bosh em Miami, continua a tendência de concentração das maiores estrelas nos maiores mercados.


Carmelo nasceu em Nova Iorque e passou aí os primeiros anos da sua vida. Agora, realiza o seu sonho de voltar. Os Nuggets chegaram a acordo com os Knicks para uma mega-troca de 9 jogadores e para jogar no Madison Square Garden seguem Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Shelden Williams, Anthony Carter e Renaldo Balkman. No sentido contrário vão Danilo Galinari, Raymond Felton, Wilson Chandler, Timofey Mosgov e ainda mais três escolhas no draft (uma primeira ronda em 2014 e duas segundas rondas em 2012 e 2013).

O que vos parece este negócio de Carmelo? Os Knicks fizeram bem ou deram demasiado em troca? Começa agora uma nova novela: esta chama-se Carmelo na Big Apple. Como vai terminar esta? Com um final feliz ou nem por isso?

20.2.11

A vitória de Blake foi justa?


Numa coisa todos parecem concordar: o Slam Dunk Contest de ontem foi um dos melhores de sempre. Competitivo, com um excelente nível de todos os participantes e vários afundanços espectaculares. O nível em concursos anteriores era muitas vezes desequilibrado, tinhamos alguns afundanços fora de série e outros bem abaixo. Neste o nível médio dos afundanços foi dos melhores de sempre, sem dúvida. Podem ver (ou rever) todos os afundanços da noite:


Mas a unanimidade acaba aqui. Blake ganhou, mas não convenceu completamente. Até ao seu último afundanço (o do carro), estava claramente a perder para Javale McGee. Os três primeiros afundanços do poste dos Wizards foram originais e impressionantes, mas inexplicavelmente pareceu dar-se por vencido depois do número do carro e fez um último muito mais fraco. Infelizmente, pareceu que estava a fazê-lo por mera formalidade ou obrigação.
Quanto ao já famoso afundanço do carro, ficou também algum amargo de boca. Foi espectacular, um momento emocionante, mas que soube a pouco. Quando fez entrar um carro em campo, Blake colocou as expectativas num nível inédito e depois, quando saltou apenas sobre o capot, não conseguimos evitar ficar um pouco desapontados. A sensação que fica é que foi emocionante, mas podia ter sido épico.
Sensação só reforçada quando (embora o carro seja mais pequeno que o Kia) vemos este video enviado pelo Sérgio_alj:


E a vocês, que vos parece? A vitória de Blake foi justa? O afundanço do carro foi histórico ou faltou saltar sobre o carro mesmo?


(aqui ficam as opiniões que já nos deixaram nos comentários do post anterior:)

FFPP disse...

Antes do concurso já andava rumores de que ele ia fazer tal coisa (saltar por cima de um carro). A verdade é que ele, com ou sem carro, era o favorito a ganhar.


Sérgio_alj disse...

O melhor Slam Dunk Contest dos ultimos anos, com 4 concorrentes inspirados e bastante originais.

O 2º dunk do DeRozan ganhava muitos dos concursos do passado, pois foi assombroso. O 1º dunk do Ibaka foi bastante subavaliado. Penso que ele nem pisou na linha de LL. Aquilo era 50!!!!

Quanto ao Javale McGee fez coisas inimagináveis!! Quem é que o consegue imitar? O Blake partia como natural vencedor, mesmo que não tivesse o número do carro...


Anónimo disse...

Penso que isto estava um bocado feito para ganhar o Griffin. Não achei grande coisa o 1º afundanço do Griffin, pois foi um simples 360. O 2º, depois daquilo tudo, só fez um windmill, que apesar de ser díficil, há muita gente que consegue fazer. Acho que os outros 3, foram todos originais e com afundanços muito bons, o 1º do Ibaka, então ?! Ele nem pisou a linda, se pisou foi milimétricamente. Na minha opinião não passava o Griffin. Depois na final, o 1º imitou o vince e o 2º,saltar por cima de um carro !? Saltou pele parte mais baixa ! Enfim, para mim o Griffin foi uma desilusão.

Acho que qualquer um merecia ganhar menos o griffin.


FFPP disse...

Também concordo! O Javale McGee fez aquele afundanço com as 3 bolas que foi algo brilhante. Ibaka foi subavaliado, sem duvida


João P disse...

Ele tinha que ganhar isto! E merece, nem que seja pelos 147 afundanços espectaculares (grande parte) com que já nos presenteou esta temporada!
Mas thumbs up para a criatividade do J.Mcgee e para o derozan que ainda vai ganhar esta competição. O S. Ibaka também me surpreendeu aliás não me lembro de um dunk contest tão competitivo.


"Eu gostale muito do afundanço de Gliffin!"


Este senhor é a pessoa no mundo inteiro que deve ter gostado mais do concurso de afundanços de ontem à noite: Hyoung-Keun Lee, presidente da Kia Motors.


Blake Griffin a saltar por cima dum dos seus carros (bem, não foi bem por cima do carro, foi por cima do capot, mas um momento único ainda assim) é uma imagem que já está a correr o mundo:


19.2.11

Blake aceita sugestões


Vamos ver se ele faz algum destes hoje. Mas eu cá gostava de vê-lo a tentar aquele Around the World Dunks. Impossível? Come on, Blake, give it a try!


18.2.11

Alguns dos melhores não-All Stars do ano


Este fim-de-semana é fim-de-semana de All Star. Todos os olhos estão em Los Angeles e as festividades arrancam esta noite, com o Rookie Challenge, o jogo entre os jogadores de primeiro ano e os sophomores. Para ver a constituição das equipas e uma antevisão do jogo, podem ver, por exemplo, este artigo no Ball Don't Lie. Porque aqui no SeteVinteCinco não vamos já para a cidade dos anjos. Vamos arrancar as festividades do All Star Weekend dando destaque a alguns jogadores que não vão estar lá.

Porque o basquetebol é um jogo colectivo e nestes dias as estrelas das equipas vão (ainda mais que habitualmente) receber todas as atenções, achámos que a melhor maneira de começar o fim-de-semana é falando de alguns outros jogadores que (uns mais por baixo do radar que outros) têm feito uma boa temporada e ajudado as suas equipas a vencer.

Tyson Chandler

O nome do poste dos Mavs ainda foi algumas vezes referido na discussão do jogador para substituir Yao Ming no All Star, mas a sua ida ao All Star nunca foi uma hipótese real. É, no entanto, um dos maiores responsáveis pela boa temporada dos Mavs. Desde que chegou a Dallas, passaram de pretendentes a candidatos ao título. Os seus ressaltos (Percentagem Ressaltos Defensivos - %RD - de 26.4%) e, mais importante, a sua defesa e protecção do cesto deram à equipa de Mark Cuban a presença interior que sempre lhes faltou. Com Chandler a bordo, os Mavs conseguem defender muito melhor o jogo interior dos adversários e até Nowitzki não parece tão mau defensor.


Dorell Wright

O extremo dos Warriors beneficiou mais do que qualquer outro jogador da mudança de equipa na offseason, passando do fundo do banco dos Heat para a titularidade em Golden State. E tem aproveitado a oportunidade da melhor forma: mais que dobrou a média de pontos (de 7.1 para 16.5) e tem também máximos de carreira nos ressaltos (5.7) e nas assistências (3.2). O foco dos Warriors está em Monta Ellis, Stephen Curry e David Lee, mas Wright tem sido fundamental no equilíbrio da equipa, ocupando uma posição na ala que permite à equipa abrir o jogo e oferece uma ligação (e uma alternativa ofensiva) entre o backcourt e o jogo interior.


Michael Beasley

Outro jogador que beneficiou bastante da mudança de ares. Trocou o sol de Miami pela neve de Minnesota e deu um novo fôlego à carreira. Foi a 2ª escolha no draft de 2008 e quando muitos já o apontavam como um flop, afirma-se como um dos pilares à volta dos quais os Wolves querem construir a equipa. Subiu a média de pontos e assistências (19.9 pts e 2.2 ass) e é o segundo melhor marcador e, muitas vezes, a primeira opção ofensiva da equipa. Embora os Wolves ainda não estejam a ganhar muitos jogos este ano, Beasley (que parece muito mais concentrado e focado) voltou a ser um jovem com um futuro promissor.



Nenê Hilário

O brasileiro Nenê foi outro dos jogadores considerados para substituir Yao e é um dos jogadores mais sub-valorizados da liga. Está com um Offensive Rating de 128 (máximo na carreira) e uma média de 15 pts por jogo com apenas 8.7 lançamentos/jogo (uma excelente percentagem de 63.7%). Para além da eficiente prestação ofensiva, a (má) defesa dos Nuggets seria ainda pior sem ele.






Emeka Okafor

Chris Paul leva os (merecidos) louros pela boa prestação dos Hornets, mas se têm sido uma das melhores defesas desta temporada, Okafor é um dos grandes responsáveis. No ataque deve muita da sua eficiência (11.1 pts em apenas 7.5 lançamentos) às assistências de Paul, mas o poste dos Hornets é o pilar da defesa, guardando a tabela defensiva como poucos na NBA (26.5% de %RD, 101 de DRtg e 2 dl/jogo). E a maior prova da sua importância são as derrotas que a equipa de New Orleans tem acumulado desde que se lesionou.




Andre Miller

Este é outro dos jogadores mais sub-valorizados da NBA. Dono de um jogo prático e que prima pela eficácia e não pela espectacularidade, é muitas vezes (injustamente) esquecido quando se fala dos melhores bases da liga. Apesar das tantas lesões que os Blazers sofreram esta temporada, estão em 5º lugar do Oeste e Miller é um dos culpados. Sem Roy, o ataque da equipa passa ainda mais pelas suas mãos e é executado à sua imagem: com um ritmo baixo, lento, mas muito inteligente e eficaz.

17.2.11

Happy Birthday, Mike!


Qualquer desculpa é boa para vermos imagens do melhor jogador de sempre e hoje temos uma perfeita: His Airness celebra o seu 48º aniversário. Por isso, fiquem com os 23 melhores momentos da carreira do 23 mais famoso do mundo:


16.2.11

A Minhoca sobe ao topo do Palace


O dia escolhido pode ser o das mentiras, mas a homenagem é verdadeira: no próximo dia 1 de Abril, os Detroit Pistons vão retirar o número 10 de Dennis Rodman. Aproveitemos a oportunidade para recordar um dos melhores ressaltadores e defensores de sempre, mas também uma das personagens mais sui generis que já passou pelos campos da NBA.

Em 1996, na primeira temporada completa de Michael Jordan depois do seu regresso à competição, Rodman juntou-se aos Bulls para formar uma das melhores equipas de sempre e ser um dos protagonistas daquela que Phil Jackson apelidou de "Greatest Season Ever".

Com o regresso de Jordan, os Bulls tornaram-se novamente candidatos ao título e tinham já um dos melhores plantéis da liga. Mas desde a saída de Bill Cartwright e Horace Grant que não tinham uma presença interior forte e decisiva. Eram uma boa equipa, mas se queriam desafiar equipas como Orlando (que tinham Horace Grant e Shaquille O'Neal), Miami (com Kurt Thomas, Alonzo Mourning e Kevin Willis) ou New York (com Pat Ewing e Charles Oakley) precisavam dum ressaltador e defensor para reforçar o seu frontcourt.

Phil Jackson conta no seu livro Sacred Hoops que Rodman foi o sétimo nome numa lista de sete jogadores que definiram como alvos. Os receios em volta de Rodman eram vários: o seu comportamento (fora e, muitas vezes, dentro de campo) era cada vez mais estranho e indisciplinado, tinha fama de ser um jogador egoísta e incontrolável (Jerry Krause, o general manager dos Bulls tinha afirmado no passado que nunca iria submeter um treinador ao castigo de treinar Rodman) e era um dos Bad Boys de Detroit, que tantos comportamentos anti-desportivos e jogadas violentas tiveram com Jordan e Pippen.

Apesar do risco, sabiam, no entanto, que Rodman era um jogador perfeito para completar a equipa. Jordan e Pippen garantiram que as guerras anteriores estavam esquecidas e conseguiam jogar ao lado dele. E depois do próprio Rodman dizer a Phil Jackson que com ele não teriam qualquer problema e teriam mais um título, o ex-Bad Boy (bom, ex-Bad Boy de Detroit, porque ele continuou a ser um) tornou-se um Bull.

E Rodman esteve no seu melhor comportamento até ao dia 16 de Março, quando voltou a dar aquele colorido especial a um jogo que só ele conseguia:


O resto da história é conhecida: os Bulls terminaram a temporada regular com o melhor recorde de sempre, 72-10, e ganharam o primeiro de mais três títulos consecutivos.
Rodman, apesar das distracções ocasionais (ou também por causa delas, como quando conseguia destabilizar adversários como Karl Malone, Shawn Kemp ou Charles Barkley, só para nomear alguns dos mais ilustres), foi uma das peças mais importantes dessa equipa e um dos seus elementos mais emocionantes (e coloridos) de acompanhar.


15.2.11

Enamorados ou não, uma prenda para os fãs


Ontem foi dia dos Namorados, mas os nossos amigos do Hoopism prepararam uma prenda para todos os fãs. Um quadro (semelhante a este do concurso de afundanços) com os (ou alguns dos, pois ainda é um work in progress) melhores lançamentos de sempre.


Desde o lançamento de Jordan no jogo 6 das Finais de 98 ao baby hook de Magic nas Finais de 87. Ou o Shot de Jordan contra os Cavs ou Shaq a partir uma tabela e levar com o shot clock na cabeça. Buzzer-beaters do meio campo, buzzer beaters de campo inteiro, afundanços espectaculares, lançamentos decisivos, lançamentos históricos. Há de tudo. Têm aqui lançamentos para se entreterem durante um bom bocado.

13.2.11

Jerry Sloan para Treinador do Ano


23 temporadas aos comandos duma equipa, 21 delas com um recorde positivo. 1221 vitórias (3º melhor de sempre). 13 temporadas com mais de 50 vitórias. 19 idas aos playoffs. Duas idas às Finais. Como é possível que um treinador com estes números acabe a sua carreira sem um destes?


Infelizmente, é mesmo isso que parece que vai acontecer a Jerry Sloan. Apesar do enorme sucesso das suas equipas, sempre houve alguém que o ultrapassou nas escolhas dos jornalistas americanos quando foi hora de escolher o melhor do ano. Talvez porque ele defendia um sistema colectivo, que prezava o trabalho de equipa e a eficácia acima do espectáculo. Talvez pelo estilo eficiente e menos espectacular que as suas equipas praticavam. Talvez porque ele treinava em Utah, numa cidade longe dos centros mediáticos americanos. Talvez porque ele não tinha um perfil tão mediático como outros. Talvez porque os seus jogadores não tinham um perfil tão mediático. Talvez porque o seu sucesso era dado como garantido, algo tão habitual que os jornalistas já o tomavam como normal.

Seja porque razão for, Jerry Sloan nunca recebeu o prémio. E para um treinador que sempre retirou o máximo rendimento dos jogadores que tinha, que sempre colocou as suas equipas a jogar do melhor basquetebol da liga, que fez muitas vezes verdadeiros milagres com a equipa que tinha, que sempre levou plantéis com menos atleticismo e talento individual que outros na NBA aos primeiros lugares, era um prémio merecido.

Mas ainda não é tarde para corrigir essa injustiça. O prémio é dado pela NBA, mas os votos são de um painel de jornalistas e comentadores norte-americanos. E embora existam critérios que estes seguem para a atribuição do prémio, estes não estão escritos em lado nenhum. São individuais e sempre alvo de subjectividade. Por isso, nada os impede de dar o prémio a Jerry Sloan. Apesar do recorde deste ano (o primeiro critério visível) não ser um argumento que o justifique, pois Sloan já não vai treinar mais, se houvesse alguma noção de justiça entre os jornalistas americanos, davam o prémio a Sloan.
Se quiserem um argumento, que tal este: Sloan a treinador do ano pela capacidade de reconhecer quando era a hora de sair, pela humildade e coragem de admitir que a sua hora tinha chegado pois já não tinha a motivação e a energia para fazer o trabalho com o nível de exigência que ele colocava a si próprio. É preciso um grande treinador para exigir tanto de si próprio que, quando já se sente capaz de trabalhar ao nível que sempre trabalhou, prefere sair. É uma outra forma de ser o melhor para uma equipa.

Os critérios para a eleição estão sempre relacionados com os resultados. Mas o trabalho dum treinador não se esgota aí. Essa é apenas a parte visível. Porque não, desta vez, recompensarem o trabalho fora do campo?
Sim, pode ser apenas uma desculpa para dar o prémio a Jerry Sloan. Mas ele também nunca recebeu o prémio por um sem número de razões. Por isso, desta vez dêem-lhe o prémio pela razão que quiserem. Mas dêem-lho.

Quando anunciou a sua saída, o comissário David Stern afirmou que "Jerry segue em frente tendo-se estabelecido como um dos melhores e mais respeitados treinadores na história da NBA." Pois ainda não é tarde para um dos melhores de sempre receber um prémio devido.

12.2.11

23 vs 39 vs 48


Michael Jordan volta a calçar as sapatilhas. Não, não é um regresso impossível aos 48 anos (para já, pelo menos, porque His Airness habituou-nos a desafiar essa palavra), foi apenas para um treino dos Bobcats. Mas se ele lhe toma o gosto ainda vão ter de acrescentar aqui mais um:


11.2.11

Ray Allen, o 1º e o 2561º


Está feito. Ray Allen é o jogador com mais triplos marcados na história da NBA. Quem é que assistiu àquele momento emocionante em directo e não saltou no sofá junto com o público do TD Garden? Ontem, por intantes, fomos todos fãs dos Celtics.

Para recordar, aqui fica o primeiro triplo de todos. Corria o ano de 1996 e Ray Ray, depois duma brilhante carreira universitária em Connecticut, tinha sido seleccionado pelos Milwaukee Bucks na 5ª posição do draft. E no dia 1 de Novembro, no primeiro jogo da temporada regular, em Philadelphia, começou a sua odisseia para lá da linha dos 7,25:




14 anos mais tarde, com uma brilhante carreira na NBA já no seu currículo, o 2561º:


E a história não termina aqui. Não sabemos por quantos mais anos Ray Ray vai continuar a marcar triplos (já não serão muitos), mas fica uma certeza: o recorde vai aumentar e a fasquia vai continuar a subir. Quando Allen se retirar, esta estará num nível muito difícil (impossível?) de bater. O recorde de triplos marcados vai ser um para ficar por muito, muito tempo.

10.2.11

Duas de três


Se tudo correr dentro da normalidade, hoje Ray Allen entra nos livros dos recordes. Precisa apenas de um triplo para apanhar Reggie Miller no primeiro lugar da lista de jogadores com mais triplos marcados na NBA. Se marcar dois (ou mais) torna-se o jogador com mais lançamentos de três pontos na história da liga. O momento histórico pode acontecer frente aos maiores rivais de sempre, os Los Angeles Lakers (lá estão eles de novo!) e na antecipação desse momento deixo-vos aqui dois episódios deliciosos sobre triplos e jogadores dos Celtics.


O primeiro passou-se com Antoine Walker, o roliço extremo que vestiu o equipamento dos Celtics entre 1996 e 2003. Apesar dos seus 2,06m e 111 kgs, Walker sempre preferiu disparar de trás da linha dos três pontos. Era conhecido pela sua mão leve (chegando a ter, em 2001-02, uma média de oito triplos tentados por jogo) e dizia-se que ele nunca encontrou uma situação de lançamento que não gostasse.
Um dia, um jornalista perguntou-lhe porque fazia tantos lançamentos de três. A resposta de Walker? "Porque não há lançamentos de quatro!" Brilhante.




O segundo aconteceu com um dos maiores Celtics e um dos maiores atiradores de sempre, o genial Larry Bird. Temível lançador e mestre do trash talking, no All Star Weekend de 1988, antes do concurso de triplos, Bird entra no balneário onde já estão os outros participantes e pergunta: "Então, quem é que vai terminar em segundo?" Clap, clap, clap. Senhoras e senhores, temos um vencedor.

9.2.11

Kobe e os Lakers outra vez?!

Eu não queria. Eu hoje não queria falar de novo dos Lakers nem de Kobe. Há outras coisas a acontecer na NBA também e já estou a dever-lhes uns posts. Eu tentei, juro que tentei. Mas os acontecimentos na liga não me deixam outra alternativa: como se já não bastasse toda a especulação em volta de Carmelo (uma das maiores histórias da época), agora os Lakers entram ao barulho. Parece que eles estão em todo o lado.


Carmelo nos Lakers. Possibilidade real ou apenas tinta para vender jornais? A história foi lançada inicialmente pela ESPN e rebentou depois por todo o lado. "As duas equipas tiveram discussões preliminares sobre o assunto", dizem as fontes da ESPN. Discussões preliminares? Há centenas de discussões preliminares por época que nós nunca chegamos a conhecer e nunca dão em nada mais que isso.
Os general managers da NBA estão sempre abertos a possibilidades de melhorar as suas equipas, falam constantemente entre si e discutem muitas possibilidades de trocas. Chama-se sondar o mercado. Por cada troca que efectivamente acontece, há outras 20 ou 30 que nunca saem do reino das possibilidades. E, ao que tudo indica, esta é uma dessas. Porque, como Sekou Smith do Hang Time Blog notou, há uma passagem na história da ESPN que toda a gente ignorou: "uma fonte dos Lakers disse à ESPN que o negócio não vai acontecer e que os Lakers recusaram um acordo que envolvesse Bynum."

Pode ser apenas uma hipótese remota, pode provavelmente nem ser nada, mas basta a possibilidade para deixar todos os jornalistas e fãs do mundo com água na boca. Os primeiros pelas manchetes, os segundos por ver Melo numa super-equipa de Hollywood, ao lado de Gasol, Bryant e Odom.

O que nos leva à pergunta fundamental: seriam assim uma tão super-equipa com Carmelo Anthony? Já sabem a minha opinião em relação a Carmelo (se ainda não sabem, podem ver aqui neste post sobre a sua possível ida para os Nets). Penso que é uma das estrelas mais sobrevalorizadas da liga e tenho dúvidas sobre o valor do negócio para os Lakers.

Mais uma vez, o que traz Melo para uma equipa? Pontos, essencialmente. Ora, os Lakers já são a melhor equipa ofensiva da NBA, com um Offensive Rating (pontos marcados por cada 100 posses de bola) de 112.2. É na defesa que precisam de melhorar se querem conquistar o threepeat (são apenas a 11ª melhor defesa, com um Defensive Rating - pontos sofridos por cada 100 posses de bola - de 105.1). E aqui Carmelo não vai ajudar. Ao contrário de Andrew Bynum, que é uma das chaves para conseguirem ser uma defesa de topo.

Para além disso, o triângulo ofensivo de Phil Jackson é um sistema difícil de aprender e dominar. Embora Carmelo dificilmente fizesse pior que Artest (que muitas vezes parece perdido no triângulo), levaria tempo a conseguir aprender o sistema e nem sequer é um sistema que beneficie o seu jogo, pois tem poucas situações de isolamento e é baseado no passe (não um forte de Melo) e ocupação de espaços. E mais: apesar da sua, às vezes, reduzida participação no ataque, Artest ainda é um defensor de topo. Quando chegarem os playoffs, quem preferiam ter a defender jogadores como Durant, Lebron ou Paul Pierce? Melo ou Artest?

Já para não falar que a saída de Bynum obrigaria Gasol a passar para poste, onde ele rende menos que a power forward. Estariam a reduzir o rendimento de Gasol, sem ganhar o suficiente em troca. E para ganhar a equipas como Boston, San Antonio, Dallas e Miami, os Lakers precisam dum frontcourt forte. Odom, Bynum e Gasol dão-lhes essa garantia. Um frontcourt com Anthony, Odom e Gasol seria claramente mais fraco defensivamente.

Por tudo isto, este negócio parece uma hipótese muito remota para os Lakers. E um mau negócio, para começar. Provavelmente não passará da especulação. Entretenimento ao melhor estilo de Hollywood. Por isso, deixem os Lakers fora das conversas de Carmelo. Se é entretenimento que querem, deixo-vos aqui um bem mais divertido, Kobe no programa do Conan O'Brien:


8.2.11

Black Mamba ou Black Hole?


Aquele que é considerado por muitos o melhor jogador do mundo continua, pois claro, nas bocas do mundo. Kobe Bryant é mais egoísta que qualquer outro base da NBA? É a pergunta que Tom Ziller, da SB Nation, coloca neste artigo.


Neste gráfico, Ziller analisa a relação entre os lançamentos tentados e as assistências feitas para tentar encontrar os maiores buracos negros (jogadores que absorvem a bola para eles) da liga. Nenhum base (que jogue pelo menos 30 minutos por jogo) lança mais frequentemente que Kobe e quase todos fazem assistências mais frequentemente que ele. Segundo Tiller, Kobe é a definição de buraco negro.

Uma afirmação destas parece claramente negativa quando estamos a falar dum desporto colectivo como o basquetebol. Nenhum jogador quer ser apontado como egoísta. O senso comum diz que jogar bem é jogar em equipa e partilhar a bola com os colegas, certo? Um jogador egoísta não é um bom jogador, não é? Pode não ser bem assim.

E se vos disser que há outro jogador, já retirado, que tinha uma relação lançamentos/assistências ainda mais baixa que Kobe? E que esse jogador se chama Michael Jordan?

Para a esmagadora maioria dos jogadores, lançar tanto e passar pouco é mau, porque isso significa menos eficiência ofensiva. Mas Kobe e MJ não são a maioria dos jogadores. Para jogadores física, técnica e tacticamente tão dotados como eles, lançar tanto pode significar apenas que se conseguem superiorizar ao seu defesa mais vezes que os outros. Os outros jogadores passam mais a bola? Sim, porque não conseguem ultrapassar a defesa da forma que eles o fazem. Porque há duas espécies de buracos negros: os fuços (mais frequentes) e os superiores (estes raros).

Como Tiller conclui no artigo, ser um buraco negro não quer dizer que Kobe seja um mau jogador ou menos valioso para a sua equipa. Não é um julgamento de valor, é apenas um julgamento do estilo de jogo. Como ele diz, "não é uma coisa má. É apenas uma coisa."

Mais achas para a fogueira de Kobe. Usem-nas ao vosso gosto.

6.2.11

Vencedores Passatempo Facebook




Terminou ontem o prazo para participar no nosso Passatempo do Facebook e hoje, como previsto, anunciamos os vencedores e felizes contemplados com um DVD do documentário "More Than a Game". Por isso, sem mais demoras, the winners are:

Telma Leal
Hugo José
Marlene Lopes

Parabéns aos três! Queremos também agradecer a todos os que participaram e a todos os que se tornaram fãs da nossa página. No futuro teremos mais ofertas e passatempos para os nossos leitores, por isso, stay tuned!

5.2.11

Uma lição para recordar

Hoje todos os olhos vão estar postos na Quickens Loans Arena, onde os anfitriões Cavaliers recebem os Blazers e tentam evitar a maior série de derrotas consecutivas da história da NBA. Com a derrota de ontem frente aos Grizzlies, a equipa de Cleveland já reservou um lugar nos livros dos recordes ao igualar a pior marca de sempre: 23 derrotas seguidas (empatados com os Vancouver Grizzlies de 1995-96 e os Denver Nuggets de 1997-98).

Há um ano, estavam com um recorde de 41-11 e a caminho do melhor recorde da temporada regular pelo segundo ano consecutivo. Um ano depois, estão no outro extremo: 8-42 e a passos largos para o pior recorde da temporada.

Já toda a gente sabe o que mudou: Lebron saiu. E de repente, a equipa candidata ao título das épocas anteriores parecia destinada a uma grande queda na hierarquia da NBA. Ninguém esperava que continuassem uma equipa de topo, mas também ninguém esperava que a queda fosse tão grande. Podemos ver o valor de Lebron James pelo estado em que os Cavaliers ficaram sem ele. Piores. Muito piores. No entanto, a sua saída não é a única responsável por esta série de derrotas. Shaquille O'Neal seguiu o caminho de James e saiu também, assim como Ilgauskas e Delonte West. Já esta época, perderam Anderson Varejão, Mo Williams e Daniel Gibson por lesão. Do cinco inicial que começou ontem o jogo, apenas Antawn Jamison lá estava no ano passado (e entrou a meio da época).

É uma equipa completamente diferente da que liderou a liga nos anos anteriores. Não têm qualquer estrela ou All Star e restam apenas role players e jogadores repescados da D-League. E assim os Cavaliers vêem-se condenados a uma reconstrução forçada.

E é aqui que está a moral da história (para os Cavaliers e para todas as equipas): isto é o que acontece quando uma equipa fica refém dum jogador e não se prepara para a eventualidade da sua saída. A direcção da equipa tem de ser decidida por quem a dirige e nunca deixada à mercê da vontade dum indivíduo. As equipas constroem-se, mantêm-se e reconstroem-se. Mas porque esse foi o plano. Quando essa reconstrução é forçada ou, ainda pior ainda, não é acautelada ou prevista, é este o destino que as espera.

Os Cavaliers cederam sempre aos desejos de Lebron, envolviam-no e consultavam-no nas decisões mais importantes da equipa e deram-lhe um poder que poucos (ou nenhuns) jogadores têm (não sou eu que o digo, está documentado e foi afirmado em várias ocasiões). Rodearam-no com o talento que ele exigiu e quando ele decidiu seguir outro caminho, ficaram à deriva e sem saber o que fazer. Porque todas as decisões foram feitas não só tendo em vista os interesses da equipa em vista, mas também os interesses de Lebron. Os Cavaliers queriam ganhar, mas tinham também medo de perder a sua estrela. E todas as suas decisões foram feitas com essa duplicidade: ganhar e ganhar para Lebron não querer sair.

Quando este saiu (e não estou a atacar a sua decisão, foi legítima e perfeitamente legal), não tinham um plano B, não tinham uma alternativa, não tinham nada. Apenas fé de que ele quissesse ficar. E fé não chega para construir uma equipa na NBA.

Veja-se o exemplo dos Nuggets. Continuam a tentar convencer Carmelo a ficar, mas têm alternativas preparadas. Se ele ficar, o projecto continua, mas se ele quiser sair, iniciam uma reconstrução da equipa. Mas uma reconstrução planeada, estruturada e pensada.

A Decisão de Lebron ficará para sempre como a responsável pela queda dos Cavaliers. Mas a decisão de deixar o futuro da equipa dependente dum jogador foi a primeira (e verdadeira) responsável. Uma lição para todas as equipas da NBA recordarem.

4.2.11

A história repete-se


Os suplentes do All Star Game já foram anunciados e a história é muito semelhante ao anúncio dos cinco iniciais: a Este, poucas (ou nenhumas) surpresas e a Oeste, escolhas mais discutíveis. Aqui ficam os jogadores seleccionados pelos treinadores da cada conferência:


Ray Allen - Boston Celtics
Rajon Rondo - Boston Celtics
Joe Johnson - Atlanta Hawks
Paul Pierce - Boston Celtics
Kevin Garnett - Boston Celtics
Chris Bosh - Miami Heat
Al Horford - Atlanta Hawks


Deron Wiliams - Utah Jazz
Russell Westbrook - Oklahoma City Thunder
Manu Ginobili - San Antonio Spurs
Dirk Nowitzki - Dallas Mavericks
Pau Gasol - Los Angeles Lakers
Blake Griffin - Los Angeles Clippers
Tim Duncan - San Antonio Spurs


No Este, os Celtics transpõem o seu domínio da temporada regular também para o All Star Game e são a sétima equipa na história a colocar quatro jogadores na equipa. De resto, esta selecção de Este revela o estado actual da conferência: desequilibrada, com o talento muito concentrado em poucas equipas e um grande fosso entre estas e as restantes. Apenas estão jogadores dos primeiros cinco classificados (Celtics, Heat, Bulls, Hawks e Magic) e mesmo os Bulls e os Magic apenas têm um jogador. A haver alguma discussão, seria entre outros jogadores destas equipas, porque há de facto poucos argumentos para defender a presença de algum jogador das outras.

Das outras 10 equipas, apenas Andrew Bogut poderia estar aqui nesta lista. Os seus números são parecidos com os da época passada (baixou apenas ligeiramente nos pontos, de 15.9 para 13.4), mas os Bucks estão a fazer uma época pior e têm sido uma das maiores desilusões deste ano. Dos outros nomes que foram alguma vez considerados como seleccionáveis, Raymond Felton tem números melhores que no passado e está a fazer uma boa época, mas os seus números (ofensivos) são inflaccionados pelo sistema de Mike D'Antoni (e pelo facto de ter de defender pouco ou nada) e Carlos Boozer era o outro que podia ter algumas aspirações a ser escolhido (tem melhores números que Chris Bosh), mas o facto de ter estado lesionado uma parte da temporada e ter jogado apenas 30 jogos, deixou-o de fora.
A Este, mais uma vez, nada a apontar.

No Oeste, o talento é mais abundante, está mais distribuído e por isso, as escolhas eram mais difíceis. Fossem quais fossem os seleccionados, iam sempre ficar de fora jogadores merecedores. Um dos que merece seguramente estar presente é Blake Griffin, que se torna o primeiro rookie desde 1998 a jogar no jogo das estrelas. Nowitzki é o melhor jogador numa da melhores equipas da conferência, continua a jogar ao seu nível e é uma escolha natural. Deron Williams é o melhor base, depois de Chris Paul. Ginobili está a ser o melhor jogador na melhor equipa da liga. E Gasol é o melhor power forward/poste do Oeste. Até aqui, indiscutível.
A partir daqui, temos um lote de 12 jogadores que podiam ocupar as duas últimas vagas: Tim Duncan, Lamar Odom, Russell Westbrook, David West, LaMarcus Aldridge, Zach Randolph, Rudy Gay, Steve Nash, Luis Scola, Monta Ellis, Eric Gordon e Kevin Love.

Qualquer um dos dois escolhidos tem argumentos fortes para a sua selecção: Westbrook é um dos jogadores que mais evoluíu e é hoje um dos bases mais completos da NBA. O sucesso dos Thunder é cada vez mais também responsabilidade dele. Duncan baixou os seus números totais, mas apenas porque está a ser resguardado por Popovich e a jogar muito menos minutos. Os seus números por cada 36 minutos continuam a um nível alto (16.5 pts, 11.4 res, 3.7 ass e 2.4 dl) e é o líder da melhor equipa da temporada.

É, no entanto, uma pena que qualquer um dos outros fique de fora. Um deles, no entanto, ainda jogará no All Star Game, na vaga que resta para substituir o lesionado Yao Ming. Mas aqui podemos ver o estado do basquetebol nos dois lados da liga: tal como há equipas do Oeste que, se estivessem do outro lado, conseguiriam (facilmente) chegar aos playoffs, também há jogadores desta conferência que estariam no jogo das estrelas se jogassem no lado oposto.

2.2.11

Afundanços, afundanços e mais afundanços


A propósito do concurso de afundanços do All Star Weekend, os nossos amigos do Hoopism criaram um quadro onde podem ver todos os anos do concurso, com vídeos e pontuações de cada afundanço. Podem recordar todos os afundanços que fizeram a história do Slam Dunk Contest (e também muitos outros que não ficaram para a história), aqui.


1.2.11

Gostavas de ver um afundanço teu no All Star?


Já todos sonhámos em fazer um afundanço num jogo. Infelizmente, para a esmagadora maioria de nós, não passa mesmo dum sonho. E, ao ver os concursos de afundanços, a quem nunca passou pela cabeça que afundanço fariam se tivessem lá (e tivessem as pernas do Vince Carter ou do Michael Jordan)? Bem, fazê-lo mesmo não vão conseguir, mas e se pudessem pôr um jogador da NBA a fazer o vosso afundanço? Dois dos participantes do concurso deste ano, JaVale McGee e Serge Ibaka, estão a aceitar sugestões para afundanços e, se gostarem de alguma, prometem fazê-la no concurso.




O poste dos Wizards pediu ideias na sua página do Twitter e o power forward dos Thunder está também a receber ideias no seu site. Por isso, ponham a imaginação a funcionar e quem sabe vêem o vosso afundanço na televisão, em directo para todo o mundo.