31.7.12

29.7.12

Let the games begin!


Este Domingo começa o Torneio Olímpico de Basquetebol. São 12 países divididos em 2 grupos de 6 (EUA, Argentina, França, Lituânia, Nigéria e Tunísia de um lado e Espanha, Brasil, Russia, China, Grã-Bretanha e Austrália do outro) e os quatro primeiros de cada grupo passam aos quartos de final. E nas 12 selecções que conseguiram passagem para Londres temos, obviamente, muitos jogadores da NBA. Vamos então ver todos os que vão estar na capital inglesa e fazer uma pequena antevisão de todas as selecções, começando por:


Os maiores candidatos ao ouro

EUA
Apesar de todos os ausentes (Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh, Derrick Rose, Blake Griffin) a selecção americana é a maior candidata à medalha de ouro e qualquer coisa menos que isso será um fracasso (e todos os jogadores são obviamente jogadores da NBA). Afinal de contas, os americanos têm os melhores jogadores do mundo e jogadores suficientes para fazer duas ou três selecções. E de uma equipa com LeBron James, Kevin Durant, Kobe Bryant, Carmelo Anthony, Deron Williams e Chris Paul não se pode esperar outra coisa. 


Se lhes podemos apontar uma fraqueza será a falta de jogadores interiores (é a area com mais ausências) e verdadeiros postes (apenas têm Tyson Chandler). Esse é o seu ponto menos forte e podem ter dificuldades na defesa contra equipas como Espanha ou Brasil (que têm, respectivamente, Gasol/Gasol/Ibaka e Nene/Splitter/Varejão). Mike Krzyzewski tem recorrido muitas vezes nos jogos de preparação a cincos mais baixos, sem qualquer poste em campo, e vai apostar na velocidade e versatilidade para contornar isso. 


Os outros candidatos ao ouro

Espanha
Os espanhóis são os maiores candidatos a disputar a final com os EUA. Da NBA levam Pau Gasol, Marc Gasol, Jose Calderon e Serge Ibaka e têm mais uns quantos ex-NBA (Navarro, Rudy Fernandez e Sergio Rodriguez). Têm o jogo interior mais forte de todas as selecções, este grupo leva muitos anos a jogar juntos e são, juntamente com a Argentina, a selecção com mais experiência em competições internacionais. Com bons jogadores interiores (tanto no ataque na defesa), bons atiradores, excelentes executantes no ataque em meio-campo e com a garra que todos conhecemos, são a única selecção que pode roubar a medalha de ouro aos EUA.



Os candidatos a uma medalha 

Argentina
Da NBA levam Manu Ginobili, Luis Scola, Carlos Delfino e Pablo Prigioni (este é tecnicamente da NBA, mas ainda não jogou lá) e têm ainda o ex-NBA Andres Nocioni. São cinco jogadores com talento para fazer frente aos EUA e Espanha, mas o banco não está à altura destes. E dois aspectos não beneficiam os argentinos num torneio como este (de curta duração e com jogos dia sim, dia não): a referida falta de profundidade da equipa e a idade (é a selecção mais velha, com uma média de idades de 33 anos). O talento, a experiência e a garra pode levá-los até ao pódio, mas não chega para mais.



Os que podem entrar na luta por uma medalha

Brasil
Nene Hilário, Tiago Splitter, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa são os quatro brasileiros que jogam na NBA e pela primeira vez vão os quatro jogar pelo Brasil numa grande competição. Juntem a estes Marcelinho Huertas e o treinador argentino Ruben Magnano (que levou a Argentina ao título olímpico em 2004) e os nosso irmãos do outro lado do Atlântico podem ser a surpresa do torneio. Têm jogo interior para causar problemas a qualquer equipa (até mesmo aos EUA) e podem chegar ao pódio.


Os que vão à segunda fase

França
Com muitos jogadores na NBA (desta vez levam Tony Parker, Nicolas Batum, Kevin Seraphin, Ronny Turiaf e Boris Diaw, mais o ex-NBA Mickael Gelabale e o futuro-NBA Nando de Colo), a França entra sempre nas competições internacionais com grandes expectativas, mas desilude sempre. Têm grandes jogadores, têm talento, têm físico, mas nunca têm uma grande equipa como resultado disso (o último Eurobasket foi uma semi-excepção; chegaram à final, mas depois não deram grande luta aos espanhóis). 
Este ano, no entanto, acontece o contrário. Sem Joakim Noah e com Tony Parker longe dos 100% devido ao problema no olho (vai jogar de óculos), entram com as expectativas baixas (Tony Parker disse que a preparação não foi a melhor, por isso vão ver o que conseguem fazer). Pode ser que o resultado seja melhor. Mas é mais provável que não e não deve chegar para o pódio.

Russia
Timofey Mosgov, Andrei Kirilenko e o futuro jogador dos Wolves Alexei Shved são os jogadores da NBA que a Russia traz para estes Jogos Olímpicos e contam também com o ex-NBA Victor Khryapa. Os russos são historicamente uma potência do basquetebol europeu e mundial, mas já viram melhores dias. Como sempre, são uma equipa muito organizada e disciplinada (levam já muitos anos a jogar no sistema do treinador americano David Blatt), com jogadores grandes e podem sempre surpreender (como fizeram quando venceram o Eurobasket em 2009). Não deve chegar para sonhar com uma medalha, mas são o wild card do torneio (tanto podem perder logo nos quartos, como chegar a uma medalha).

Lituânia
O país europeu onde o basquetebol é rei tem, da NBA, Jonas Valanciunas (tecnicamente, porque só se vai estrear pelos Raptors na próxima temporada) e Linas Kleiza e ainda o ex-NBA Darius Songaila. À semelhança da Russia, são uma potência histórica, mas esta é uma equipa num limbo de renovação. São uma mistura entre a geração mais velha, experiente e talentosa, mas já muito veterana (Jasikevicius, Songaila, Kaukenas), uma geração intermédia menos talentosa (Pocius, Maciulis, Seibutis) e a nova geração ainda inexperiente e em progressão (Kalnietis, Valanciunas). São bons, mas não o suficiente para aspirar a uma medalha.


Os que vão lutar entre si pela segunda fase

Austrália
Sem Andrew Bogut, da NBA trazem apenas Patty Mills. Têm também o ex-NBA David Andersen, mas o objectivo dos australianos é apenas conseguir o apuramento para a segunda fase. Num grupo onde Espanha, Brasil e Russia devem ficar nos três primeiros lugares, os Aussies vão lutar com a China pelo quarto lugar. Quem vencer o jogo entre as duas equipas fica com o lugar e com o apuramento para os quartos (partindo do princípio que ambas ganham à Grã-Bretanha).

China
Da NBA, actualmente, não têm ninguém (Yi Jianlian era o único chinês na NBA em 2011-12, mas voltou para os Guangdong Tigers este ano), mas têm três jogadores com experiência na liga norte-americana (Jianlian, Wang ZhiZhi e Sun Yue). Nem quando tinham Yao Ming eram uma equipa de topo e esta selecção é pior que nesses tempos. Os 40 (!) jogos de preparação que fizeram para estes Jogos Olímpicos não vão servir para mais do que lutar por esse quarto lugar com a Austrália.


E os outros 

Nigéria
Os nigerianos fizeram um brilharete na fase de qualificação com vitórias sobre a Grécia e a Lituânia (esta última com alguma polémica à mistura, pois os gregos acusaram os lituanos de não terem feito tudo para ganhar e, assim, deixar a Grécia de fora dos Jogos) e estar em Londres já é o seu prémio. Têm um jogador da NBA (Al-Farouq Aminu) e um ex-NBA (Ike Diogu), mas é muito pouco para passar da fase de grupos. Os lituanos não vão ser surpreendidos de novo (e se na outra vez não fizeram tudo para ganhar, desta vez vão fazer) e, realisticamente, a Tunísia é a única equipa do seu campeonato.
Como curiosidade, na Nigéria podem ver um jogador que joga em Portugal: Richard Oruche, da Académica.

Tunísia
O mais parecido que os campeões africanos têm com um jogador na NBA é o poste Salah Mejri, que esteve numa Summer League com os Utah Jazz. Actualmente joga na Bélgica (é o único jogador tunisino que joga na Europa). Estar nos Jogos Olímpicos já é uma vitória e se conseguirem ganhar um jogo (contra a Nigéria) já têm o torneio feito.

Grã-Bretanha
E, por último, os anfitriões. Têm Luol Deng, têm também o ex-NBA Pops Mensah-Bonsu, têm mais alguns jogadores em Espanha (Joel Freeland, Robert Archibald, Dan Clark), mas, como vimos no Eurobasket do ano passado, são uma equipa menos que mediana, que só está nos Jogos Olímpicos por ser o país organizador. É uma equipa do campeonato da selecção portuguesa e por muito que todos gostassem de ver a equipa da casa a passar a fase de grupos, isso é praticamente impossível. Os únicos jogos que podem sonhar ganhar são os jogos com a China e a Austrália e se ganharem um desses já fizeram mais do que aquilo que se espera deles.

27.7.12

Calendário da temporada 2012-13



Já saiu o calendário da próxima temporada. Peguem nas canetas e marquem nos vossos calendários: 

30 Out: Os campeões Heat recebem os Celtics no jogo de abertura da temporada. Portanto, o primeiro triplo que Ray Allen vai marcar com a camisola de Miami vai ser contra Boston!
E os Lakers também jogam neste dia (recebem os Mavs), para quem não quiser perder a estreia de Steve Nash de amarelo.

31 Out: A estreia do nº1 do draft, Anthony Davis, na recepção dos Hornets aos Spurs. E um dos melhores power forwards de sempre apadrinha a estreia de um possível sucessor.

1 Nov: Os Nets estreiam-se em Brooklyn contra os (agora) rivais da cidade. É o primeiro derby de NY. (E os finalistas da conferência Oeste também se reencontram neste dia, com Thunder a viajar até San Antonio)

2 Nov: A Batalha de LA continua. Os Clippers já não uma anedota, os Lakers querem continuar a ser a melhor equipa da cidade e vamos ter a primeira oportunidade de tirar isso a limpo com o primeiro Clippers x Lakers da época.

17 Dez: Jeremy Lin regressa ao Madison Square Garden. Promete ser uma Linsanidade. 

25 Dez: O dia de Natal é sempre dia de maratona de NBA. E é dia do reencontro entre os finalistas da temporada passada. A maratona começa ao meio-dia (17:00 em Portugal) e só acaba cinco jogos depois, às 22:30 (03:30 cá). E temos, respectivamente: Celtics em Brooklyn, Knicks em LA (contra os Lakers), Thunder em Miami, Houston em Chicago (Asik!) e Denver em LA (contra os Clippers)

27 Jan: Por esta altura Ray Allen já deve ter marcado muitos triplos com a camisola dos Heat, mas este é o dia em que vai fazê-lo nos cestos do TD Garden pela primeira vez. É o regresso de Ray Ray a Boston.

30 Jan: E três dias depois, é a vez dos fãs de Phoenix receberem Steve Nash como Laker. 

14 Fev: O segundo round entre os finalistas. É a vez dos Heat irem até OKC.

17 Fev: All Star Game. Party time!

17 Abril: O fim da temporada regular. E venham os playoffs!

Estas são apenas algumas das datas imperdíveis da próxima época regular. E como cada um tem a(s) sua(s) equipa(s) favoritas, há muitos outros jogos que podem não querer perder. Por isso, podem consultar o calendário completo aqui e se quiserem uma versão em pdf está aqui.

O campeão e o troféu


O Sonny Bernardo já recebeu o prémio da vitória na Fantasy League SeteVinteCinco e enviou-nos uma foto da ocasião (completada com a nossa página aberta no computador e tudo):

 Obrigado pela foto, parabéns mais uma vez e boas leituras!

26.7.12

Uma Superburrada


Já não há paciência para a novela de Dwight Howard. Quando pensávamos que LeBron James já tinha escrito o Guia Definitivo Do Que Não Fazer Quando Se É Free Agent E/Ou Se Quer Mudar de Equipa, o (ainda) poste dos Magic consegue fazer ainda pior. Quando pensávamos que ninguém podia gerir pior um processo de free agency, o futuro poste dos Nets/Lakers/Mavs/Rockets/outros consegue elevar (ou baixar?) ainda mais a fasquia.


Primeiro, Howard não queria renovar com os Magic, queria tornar-se free agent no final do contrato e escolher o seu destino. Nada de errado até aqui.

É claro que (como já tinha acontecido aos Nuggets com Carmelo), isso deixou os Magic reféns da situação durante toda a temporada, pois Howard estava no último ano de contrato e aqueles não queriam que lhes acontecesse o mesmo que com Shaq em 96. E assim, andaram toda a temporada a lutar em duas frentes: por um lado, ainda a tentar convencê-lo a ficar e por outro (se não conseguissem convencê-lo), a tentar trocá-lo (para ele não sair sem receberem nada em troca).

Esta incerteza acompanhou os Magic ao longo de toda a temporada e prejudicou obviamente a equipa (nestas ocasiões os jogadores e treinadores podem dizer que não estão precoupados com os rumores e que estão apenas concentrados em jogar e essas coisas todas, mas é óbvio que isso perturba o grupo, cria instabilidade e prejudica o rendimento).

Mas, apesar de tudo, isso não era culpa de Howard e ele até aí não tinha feito nada de errado. Terminado o contrato com os Magic, tinha todo o direito de se tornar free agent e ir para outra equipa, se quisesse. Só que a partir daqui, Howard reescreveu de forma brilhante o manual do que não fazer.

Porque depois, inexplicavelmente para quem queria sair, assinou uma extensão de contrato por mais um ano. Só que Howard continuava a querer sair de Orlando. Mas agora já não era free agent e já não podia escolher o seu destino. Mas queria fazê-lo e exigiu ser trocado para uma equipa específica. Recapitulando: Howard tinha a faca e o queijo na mão, depois meteu a faca e o queijo na mão da equipa, mas depois exigiu que a equipa fizesse o que ele queria com a faca e o queijo. Quão ilógico (e burro) é isso?


Se não tivesse assinado aquela extensão, era um jogador livre no final na época e por esta altura já tinha assinado com a equipa que queria. Já estava a jogar em Brooklyn ao lado de Deron Williams. Ele tinha o seu destino nas mãos, voltou a colocá-lo nas mãos da equipa. 

O que Howard fez quando assinou aquela extensão foi prolongar a agonia dos Magic (e dos fãs dos Magic) e prolongar a novela por mais sabe-se lá quantos meses. Já para não falar que, ao restringir as possibilidades de troca a uma equipa, ele próprio bombardeou as hipóteses de sair, pois deixou os Magic sem alternativas para encontrar outros negócios melhores.

Pelo meio fica ainda a entrevista mais embaraçosa de sempre, um treinador e um general manager sacrificados para tentar satisfazer Howard e uma equipa que vai sair em cacos desta confusão.

Habituado a ser adorado pelos fãs (de Orlando e não só) e habituado a ser um dos meninos bonitos da NBA, talvez Howard tenha cedido à publicidade negativa e a todas as críticas que se caíram sobre ele. Ele estava habituado a que gostassem dele. E se calhar teve medo de sair a mal de Orlando. Talvez ele apenas quisesse que não ficassem a odiá-lo. Se calhar ele só não queria ser o novo vilão da NBA. Mas tudo o que fez só ajudou a isso. Porque os fãs nunca vão esquecer Howard. Esta superconfusão será recordada para sempre em Orlando.

24.7.12

Happy Birthday, Mailman!


Hoje faz anos este senhor, Hall of Famer, membro do Dream Team original, um dos melhores power forwards de sempre, segundo na lista dos melhores marcadores na história da NBA e autor de 36928 pontos em 19 ilustríssimos anos de carreira:



A temporada 2011-12 em bonecos


O nosso amigo Eduardo Ribeiro partilhou connosco a infografia-resumo da temporada 2011-12 que os nossos amigos do Hoopism fizeram e agora nós partilhamos convosco. Aqui fica, para recordar os momentos mais marcantes da temporada que deixámos para trás:


Falta aqui algum? Digam da vossa justiça aí embaixo e, se eles se esqueceram do vosso momento favorito, deixem-no aí.

(aqui não dá para ler bem - e não consigo colocar maior -, por isso podem ver a infografia em todo o seu esplendor aqui. Vão lá que também tem coisas para clicar e tudo.)

23.7.12

Patinhos feios


As nossas dissertações sobre as equipas que mais e melhor mexeram nesta free agency já passaram pelos actuais campeões que ficaram ainda mais fortes, pelos Nets que na época de estreia em Brooklyn vão voltar à relevância e hoje vão até à costa oposta, onde os historicamente parentes pobres dos Lakers querem definitivamente abandonar essa sina.

Na Cidade dos Sonhos, na terra das estrelas de cinema e dos glamorosos, ricos e bem sucedidos Lakers, os Clippers eram sempre os patinhos feios. Mas se na temporada passada já começaram a abandonar essa pele, este pode ser o ano em que os patinhos feios se transformam em belos cisnes. Porque os Clippers reuniram nesta offseason um dos plantéis mais fortes da liga.

Renovaram com Chauncey Billups (que diz estar pronto para jogar em Novembro) e mantiveram assim intacto o seu cinco inicial (Chris Paul, Billups, Caron Butler, Blake Griffin e DeAndre Jordan). E a este cinco já forte conseguiram juntar um belo banco: Jamal Crawford, Grant Hill, Lamar Odom e Ryan Hollins. Junte-se Eric Bledsoe e os Clippers ficam com uma das melhores segundas unidades (se não a melhor) da liga.



E uma segunda unidade com jogadores que não só podem produzir em conjunto quando revezarem os titulares, como também podem ser combinados com os titulares, trazer mais versatilidade aos cincos dos Clippers e colmatar deficiências e áreas mais fracas dos titulares.

Lamar Odom, por exemplo, oferece possibilidades ao jogo interior que não têm com Griffin e Jordan (passa muito melhor a bola que qualquer um desses dois e pode jogar como point-power forward, a distribuir jogo a partir da posição de poste baixo; mas também pode jogar no exterior e criar mismatches aos jogadores interiores adversários - algo que Griffin e Jordan também não fazem).

Jamal Crawford pode jogar como base e como shooting guard. Tanto pode jogar como atirador (como Nick Young fazia), como jogar com a bola na mão e a iniciar o ataque.

Grant Hill, aos 40 anos, é ainda um excelente defensor, oferece mais uma solução defensiva para o perímetro e é um jogador que se integra bem no ataque e não precisa de ter a bola na mão para ser eficaz (funcionava muito bem como receptor dos passes de Steve Nash e vai funcionar bem como receptor dos passes de Chris Paul, seguramente).

E este ano têm um poste suplente. É certo que Ryan Hollins não é um jogador extraordinário, mas é perfeitamente capaz para fazer aquilo que os Clippers precisam: um jogador para defender, ganhar ressaltos e revezar DeAndre Jordan se este tiver problemas de faltas. 

E todos eles são jogadores experientes, com muitos anos de NBA e de playoffs, pelo que inexperiência não será um problema como foi este ano. E com Billups, Paul e Grant Hill ficam com três jogadores que são reconhecidamente (inúmeros ex-companheiros de equipa já o afirmaram em inúmeras ocasiões) grandes líderes no balneário e contribuem para um excelente ambiente na equipa.

Na época passada, assistimos à entrada dos Clippers na relevância. Mas faltavam ainda peças para aspirar a ir mais longe que uma ronda ou duas nos playoffs. Tinham um bom cinco, mas faltava não só experiência a Griffin e Jordan, como também tempo a jogarem juntos. Este ano não só têm esse cinco mais rodado e a conhecer-se melhor, como também acrescentaram um bom banco. Um muito bom banco. E, assim, os patinhos feios aspiram a voos mais altos este ano.

21.7.12

Aviso à navegação


Já a partir da temporada de 2013-14, as vossas equipas favoritas poderão ter publicidade nas camisolas. Ainda não é garantido, mas à saída da reunião que teve esta quinta feira com os donos das equipas, o comissário David Stern afirmou que "é muito provável" que aprovem a medida em Setembro e que esta comece a ser implementada na temporada seguinte.

Os equipamentos não vão ser assim tão diferentes, vão apenas ter um quadrado de 6,25 cm por 6,25 cm do lado esquerdo, acima do coração, com o logótipo/nome do patrocinador. De qualquer forma, se querem ter um limpinho, sem mais nada para além do nome da equipa e do jogador, aproveitem esta temporada, pois pode ser a vossa última oportunidade.


20.7.12

To Jeremy


E a propósito da mudança da Linsanidade para Houston, este cartão de despedida dos Knicks é hilariante:

(via TNDO)

Linsanidade muda-se para Houston


Vamos começar pelas certezas: Jeremy Lin queria continuar em Nova Iorque, os Knicks queriam que ele continuasse, os Rockets queriam-no em Houston, o contrato que ele recebeu dos Rockets é exagerado e os Knicks concordaram e acharam que o preço para manter Lin era grande demais. E a Linsanidade vai continuar em Houston.

Jeremy Lin admitiu em entrevista à Sports Illustrated que "honestamente, preferia Nova Iorque", mas que os Rockets fizeram uma oferta irrecusável. Uma que Lin esperava, no entanto, que os Knicks cobrissem. Lição de vida para o jovem Lin: quando tentas usar uma proposta de trabalho da concorrência para melhorar o teu ordenado no sítio onde estás, tens de estar preparado para aceitá-la. Porque o patrão pode pagar o teu bluff e dizer "obrigado pelos teus serviços, mas não te vamos pagar tanto, por isso boa sorte no novo sítio". E foi o que aconteceu. Os Knicks consideraram o preço para manter Lin muito alto e deixaram-no ir.


Agora vamos às incertezas: deveriam os Knicks ter cobrido a proposta dos Rockets ou estes fizeram uma oferta claramente acima do valor do jogador e pagaram demais para ter os seus serviços?

25 milhões de dólares por três anos é claramente muito para um jogador que ainda não jogou uma temporada inteira e ainda não mostrou se é capaz de fazer durante 82 jogos duma temporada regular e, mais importante, durante os playoffs, o que fez durante 35 jogos nos Knicks. Lin mostrou relances de brilhantismo e produziu a um nível de All Star durante 14 jogos da temporada passada. Mas foram 14 jogos em que os Knicks estavam dizimados por lesões e tinham as suas maiores estrelas de fora. Para além disso, Lin também beneficiou do efeito surpresa e do desconhecimento das equipas em relação ao seu jogo. Quando Carmelo e Stoudemire voltaram ao campo e quando as equipas adversárias já vinham com o plano estudado para o parar, os números de Lin desceram bastante. E depois, em Março, o seu joelho rebentou e nunca tivemos oportunidade de ver do que ele seria capaz quando realmente conta, nos playoffs.

Terminou, no entanto, a temporada com uns interessantes 14.6 pts e 6.2 ast. Bons números, mas não extraordinários. E não números de estrela. Por isso, do ponto de vista estritamente desportivo, Lin não vale ainda 8,5 milhões por ano. Talvez venha a valer e os Rockets podem ganhar esta aposta. Mas neste momento, do ponto de vista desportivo, é isso mesmo: uma aposta. Uma aposta na qual os Rockets depositam dinheiro digno de jogador já afirmado.

Só que os Rockets não fizeram esta aposta a pensar apenas no valor desportivo. Também o fizeram a pensar no potencial de negócio. A equipa de Houston tem uma enorme base de fãs na China desde os tempos de Yao Ming e Lin será a sua nova estrela asiática. Mesmo que o que ele produza em campo possa nunca estar à altura do ordenado, estará de certeza à altura do que ele pode produzir em receitas e oportunidades de patrocínios e negócios no país mais populoso do mundo. A camisola de Tracy Mcgrady, por exemplo, era a mais vendida na China, à frente de Kobe, LeBron e do próprio Yao Ming.

Para os Rockets este foi, literalmente, um negócio da China. Um que os Knicks não deveriam ter deixado escapar. É certo que os 14 milhões do terceiro ano de contrato (os Rockets desenharam o contrato de forma a ser mais dificil para os Knicks igualar: 5 milhões no 1º ano, 5.2 milhões no 2º e 14.8 no 3º) fazia a luxury tax dos nova-iorquinos disparar para os 30 milhões (teriam de pagar o dobro em taxas para lhe pagar esses 14 milhões em 2014-15), mas esse era dinheiro que poderiam recuperar com as receitas que Lin lhes podia trazer.

Jeremy Lin, o jogador, não vale (ainda?) 8,5 milhões por temporada. Jeremy Lin, o fenómeno mediático, pode valer muito mais. É um negócio da China.

17.7.12

Tudo é grande... em Brooklyn?


O ditado norte-americano diz que tudo é grande no Texas. Mas parece que um russo está apostado em mudar isso. Mikhail Prokhorov chegou à NBA há um ano e quer ver e vencer. E por isso os seus Nets foram a equipa mais activa desta free agency. Nenhuma outra equipa esteve envolvida em tantos rumores, nenhuma fez tantas trocas e nenhuma gastou tanto dinheiro. E qual o balanço de tanta acção? Os Nets vão voltar à relevância e Brooklyn vai estrear-se na NBA com um lugar nos playoffs.


Ainda antes de assegurarem a continuidade da sua maior estrela (mas também para o segurarem), os Nets estrearam-se nesta free agency com a oferta de quatro anos de contrato e 40 milhões de dólares a Gerald Wallace. Depois, assumiram um contrato que todos pensavam que era imovível (90 milhões nos quatro anos que faltam) e trocaram meia equipa (a metade de baixo, no entanto; não deram nenhum jogador fundamental em troca porque os Hawks queriam mesmo era livrar-se do contrato) por Joe Johnson. Essas duas movimentações (e 98 milhões por cinco anos) foram suficientes para convencer Deron Williams e o maior objectivo dos Nets estava conseguido: a sua maior estrela continuava na equipa.

Conseguido o objectivo maior tentaram tudo para conseguir o segundo maior: Dwight Howard. O poste dos Magic queria ir para os Nets, os Nets fizeram tudo para conseguir uma troca com os Magic, mas não conseguiram ganhar essa guerra (porque os Nets não tinham grande coisa para dar em troca e porque não conseguiram outra equipa - ou equipas - para entrar no negócio). Esgotadas as possibilidades de ter Dwight, recorreram ao plano B e renovaram com Brook Lopez por mais um camião de dinheiro (60 milhões por 4 anos). 

Só faltava Kris Humphries para o cinco inicial ficar completo. E também aí levaram a deles avante. O  homem que esteve casado com Kim Kardashian durante 72 dias renovou ontem por dois anos e 24 milhões (haja dinheiro em Brooklyn! ou melhor, haja dinheiro em Moscovo!) e os Nets ficam com um cinco inicial de topo: Deron Williams, Joe Johnson, Gerald Wallace, Kris Humphries e Brook Lopez.


No meio de tantas trocas conseguiram manter o seu rookie mais promissor do ano passado, MarShon Brooks, e ainda conseguiram juntar mais peças para o banco: CJ Watson, Reggie Evans (sign and trade com os Clippers, em troca de uma segunda ronda no draft), Jerry Stackhouse e Mirza Teletovic.

E assim, em três semanas, o general manager Billy King montou uma equipa para se afirmar no Este. Faltam-lhes ainda peças (e tempo, porque as peças não encaixam e produzem de um dia para o outro) para poderem aspirar chegar ao topo da conferência e da liga (um poste suplente e um small forward, acima de tudo), mas já têm equipa para regressar à relevância, ir aos playoffs e passar uma ronda ou duas. É um grande começo para a estadia em Brooklyn e são por isso, para já, um dos grandes vencedores deste mercado.

Não podia correr muito melhor esta free agency para os Nets. Melhor só mesmo se tivessem conseguido Dwight Howard. Vai ser muito dispendioso manter esta equipa e os Nets vão alimentar meia liga só com o que vão pagar de luxury tax em temporadas futuras. Mas dinheiro já se percebeu que não é problema para Mikhail Prokhorov. Ele quer ganhar já e os Nets estão mais perto disso.

16.7.12

Ray Ray não esquece os fãs de Boston


Não sei se é suficiente para os fãs de Boston desculparem-no, mas Ray Allen fez o seu agradecimento público (no Boston Globe) pelos cinco anos de Celtics ao peito:



15.7.12

Miami (Rep)Heat?


Ainda vamos apenas na primeira semana de free agency e muito pode (e deve) ainda acontecer até ao início da temporada. Afinal ainda faltam mais de três meses para a bola ao ar na época de 2012-13 e muitos jogadores podem ainda mudar de ares. Para além dos free agents ainda disponíveis, podem ainda acontecer trocas entre quaisquer outros jogadores e equipas. Mas alguns dos maiores nomes que estavam disponíveis no mercado livre já têm equipa, por isso, podemos já fazer alguns balanços e avaliar as equipas que se deram melhor nesta free agency.

Para começar, vamos até South Beach e aos actuais campeões. E como se deram os Miami Heat nesta free agency até agora? Nada mal. Nada mal mesmo. Conseguiram aquele que era o seu maior alvo, Ray Allen, e ainda sacaram mais um atirador para abrir espaço para Wade e Lebron, Rashard Lewis.


Podem não ter (ainda?) conseguido o poste que queriam e que eternamente perseguem (conseguiram um através do draft, Justin Hamilton, que pode dar uma ajuda e conseguir um lugar na rotação, mas pouco mais), mas reforçaram (e bem) o jogo exterior. Como escrevemos quando Ray Ray anunciou a ida para Miami, imaginem o que aconteceu nas Finais deste ano (Battier, Chalmers e Miller com laçamentos isolados na linha de três pontos devido às penetrações de Wade e LeBron e ao jogo a poste baixo de LeBron), mas com o melhor triplista de sempre a receber a bola. E agora, para além de Allen, imaginem isso também com Lewis. O ataque dos Heat pode ser imparável. 

Não quer isso dizer, no entanto, que os Heat serão imbatíveis. Porque o small ball com que bateram os  Thunder (e a que devem recorrer bastante no próximo ano) funciona muito bem contra equipas com um jogo interior ofensivo fraco (como os Thunder). Contra equipas dessas, os Heat podem jogar com LeBron a power forward e Udonis Haslem/Joel Anthony/Chris Bosh a poste e criar mismatches no ataque sem comprometer a defesa.

Mas contra equipas com jogadores interiores capazes de jogar de costas para o cesto e bons ofensivamente, os Heat sentem mais dificuldades (como vimos contra os Pacers e Celtics). Aí o small ball pode continuar a funcionar no ataque, mas traz problemas na defesa. Obriga LeBron a defender um jogador interior (e a desgastar-se mais) e revela as deficiências defensivas dos seus postes.

No small ball serão imbatíveis, mas continuam a precisar de um poste que lhes dê mais armas para (quando e se fôr necessário) jogar big ball. Com um bom poste defensivo (alguém como Camby teria sido ideal), seriam verdadeiramente imbatíveis. 

Não sabemos, por isso, se as movimentações em Miami ficam por aqui e a offseason pode ainda melhorar, mas até agora já é bastante positiva. Podem não ter ainda armas para todas as ocasiões, mas já foram a melhor equipa da temporada passada. E agora ainda reforçaram essa equipa. São por isso, e para já, os maiores candidatos ao próximo título.

Grandes jogadas da história da NBA em versão stick men


Eh pá, isto é tão bom! Não sei quem é o autor, mas podem encontrar dezenas de gifs de stick men a recriar momentos e jogadas icónicas da história da NBA no fórum do Inside Hoops. São tantos e tão bons que a dificuldade foi mesmo escolher só alguns para colocar aqui. 











Aqui está um bom teste aos vossos conhecimentos sobre a NBA: vão até lá e tentem identificar todos.

13.7.12

A melhor equipa de todos os tempos


Já aí está, fresquinho e acabadinho de sair:


Dream Team - How Michael, Magic. Larry, Charles and the Greatest Team of All Time Conquered the World and Changed the Game of Basketball Forever é o novo livro de Jack McCallum, o autor de Seven Seconds or Less e é, à semelhança deste, o relato de alguém que acompanhou por dentro toda a história (McCallum viveu, comeu, bebeu e jogou golfe com os membros do Dream Team ao longo da sua aventura olímpica).

Se Seven Seconds or Less é um dos melhores livros já escritos sobre o dia-a-dia e os bastidores de uma equipa da NBA, este promete seguir pelo mesmo caminho. Tudo o que sempre quiseram saber sobre o Dream Team deve estar aqui dentro (e mais umas mãos cheias de estórias e episódios). Eu já encomendei a minha cópia. Podem fazê-lo aqui ou aqui.

E quanto à recente discussão que Kobe levantou com as suas declarações: sorry, Kobe, mas está é mesmo a melhor equipa de sempre e vocês perdiam com eles de certeza.

12.7.12

Love the game


E a propósito do amor pelo jogo de que falávamos no post anterior, estes três não têm limitações, mas também não conseguem parar de jogar. Afinal, "nobody can take away your love for the game":



Never give up


Já aqui tinhamos mostrado o primeiro filme da série Rise Above, sobre atletas (de diferentes partes do mundo) que tiveram de superar grandes obstáculos e limitações para fazer aquilo que mais gostam: jogar basquetebol. Aqui está o segundo. Porque "if there´s something you love to do, you never give up":



11.7.12

Muito fumo


Afinal o primeiro dia de free agency não foi (nem pouco mais ou menos) tão animado como se esperava. Todos os rumores que circularam incessantemente na última semana revelaram-se (até agora, pelo menos, que nestas coisas de free agency tudo pode mudar num minuto) muito fumo e pouco fogo. De todas as movimentações faladas, apenas se oficializaram aquelas que já tinham sido confirmadas (pronto, e mais uma ou duas das que ainda careciam de confirmação dos próprios, mas nada de extraordinário para a acção que se esperava). E assim:

- Os Lakers oficializaram a contratação de Steve Nash, e revelaram o número que o ex-Sun vai usar na próxima temporada:

(e porquê o 10? Porque Nash é um grande fã de futebol e o número dos playmakers no futebol é o 10.)


- Gerald Wallace assinou o seu novo contrato os Nets, tal como Deron Williams, que assinou o seu novo contrato por cinco anos com a equipa de Brooklyn, um minuto depois da meia noite e (talvez para celebrar uma nova era para os Nets) de forma muito moderna, num Ipad:



- Os Heat apresentaram Ray Allen e também Rashard Lewis, e afinal aquela imagem que LeBron tanto queria ver não se vai concretizar. Porque Ray Ray não vai usar o 20, mas antes voltar ao seu número de sempre (que era de Pierce nos Celtics):



- Os Rockets, que estão envolvidos em todos os rumores e cenários possíveis e imaginários, retomaram oficialmente a remodelação: mandaram Marcus Camby para Nova Iorque em troca de Toney Douglas, Jerome Jordan, Josh Harrelson e duas segundas rondas e mandaram Kyle Lowry para Toronto em troca de Gary Forbes e uma primeira ronda (na lotaria). E claro que não vão ficar por aqui. 

- Tim Duncan (sim, ele também era free agent este ano!) renovou tranquilamente com os Spurs e por lá acabará a carreira.

- Blake Griffin (este não era free agent e agora também não vai ser tão cedo) assinou uma extensão de contrato e fica em Los Angeles por, pelo menos, mais cinco anos.

- E os Hornets continuam a compor a sua equipa e contrataram o Most Improved Player de 2011-12, Ryan Anderson (por sign and trade, os Magic vão receber Gustavo Ayon em troca).


E é tudo. Claro que a acção não vai ficar por aqui e durante os próximos dias podemos ter novidades a qualquer momento. Mas para já, são estas as novidades. Aguardemos que isto aqueça mais um bocadinho.

10.7.12

Árvore de basquetebol


Não era óptimo se todas as cidades tivessem mais árvores destas (e será que dá bolas de basquete?)? Basquetebol para todos os tamanhos e idades:

(via André Simões, via Fubiz)

Partida, lagarta, f...ree agency!


Começou ontem, em Orlando, a Summer League, mas as notícias mais importantes por estes dias continuam a ser as da free agency. Afinal, o interesse competitivo da liga de Verão é nulo e o objectivo é apenas experimentar/ver em acção/dar minutos de jogo/rodar rookies, jogadores do fundo do banco e outros sem contrato e candidatos a um lugar na equipa. É uma oportunidade dos jogadores se mostrarem às equipas e destas rodarem jogadores novos e/ou menos utilizados e recrutarem algum outro para completar a equipa. 

Para nós, fãs, o maior motivo de interesse é mesmo ter uma antevisão dos rookies e uma amostra daquilo que eles podem fazer (mas mesmo isso pouco revela de como se vão portar na liga a sério. Anthony Randolph, por exemplo, dominou a Summer League de 2009). Por isso, vamos deitando um olho ao que se vai passando em Orlando e se houver algo que mereça destaque, lá iremos (e se houver algo que vocês queiram destacar ou pensem que não pode passar despercebido, o espaço ali em baixo é todo vosso). Mas para já, continuamos no que de mais relevante se passa na NBA neste momento e isso é: as movimentações que as equipas vão fazer.


A partir de amanhã (já daqui a umas horas), já se podem fazer propostas oficiais aos restricted free agents (as suas respectivas equipas têm depois três dias para igualar) e já se podem assinar contratos com os unrestricted. E tendo em conta as movimentações já confirmadas e todas as outras que correm por aí, vamos ter um dia muito preenchido amanhã.

Para já, mais umas já confirmadas pelos próprios:

- Jason Terry vai mesmo para os Celtics, porque estes mostraram muito interesse nele e os Mavs pouco ou nenhum.


- Nick Young tem acordo com os Sixers para um contrato de um ano. O agente de Young confirmou-o à ESPN. O que quer dizer que Lou Williams vai ter de procurar outra equipa (e já se despediu dos fãs de Philadelphia).

Quanto a rumores (cada dia que passa parece que entra uma equipa nova na novela do Howard) e notícias ainda apenas oriundas de fontes, continuam a sair às mãos cheias. Vamos ver quais se confirmam, já a partir de amanhã. Até já!

8.7.12

Já tinham saudades?


No dia em que foram anunciados os 12 nomes que vão representar os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos, um deles deu um doce aos fãs. Afinal, já há mais de dois meses que não víamos uma demonstração de atleticismo fora de série da sua parte. Só para matar as saudades:





(E para quem não lhe apetecer clicar no link e ler a notícia dos convocados, fica aqui a foto de família dos ditos:)



7.7.12

Jesus Shuttlesworth nos Heat


A imagem que LeBron tanto desejava e que os Celtics e todas as outras equipas não queriam nem imaginar, vai mesmo tornar-se realidade:


Ray Allen (ou Jesus Shuttlesworth para os amigos) vai mesmo levar os seus talentos para South Beach e vestir de vermelho na próxima temporada. Micky Arison revelou-o em primeira mão esta madrugada, quando tweetou as boas vindas ao ex-Celtic. "São 2:30 da manhã em Londres e acordaram-me com uma grande notícia. Bem vindo à família, #20", escreveu o dono dos Heat. Mais tarde, o agente de Allen confirmou que o jogador já tinha tomado a sua decisão e já a tinha comunicado aos Heat e aos Celtics. 

E se a ida de Steve Nash para os Lakers era até agora a maior movimentação da offseason, os Heat podem ter destronado a equipa de Los Angeles nesse campeonato. Não que Ray Allen seja um jogador melhor que Steve Nash, nem um jogador (como Nash) capaz de, por si só, alterar o destino duma equipa. Mas Ray Ray é, provavelmente, o melhor reforço que os Heat podiam ter. 

De todos os jogadores que estavam disponíveis na free agency e realisticamente ao alcance dos Heat (e do seu salary cap; um Deron Williams, por exemplo, estava fora das suas possibilidades), Allen era o seu maior alvo e o melhor jogador que podiam adicionar à equipa. Porque encaixa que nem uma luva neste plantel. 

Steve Nash era outro alvo da equipa de Miami, mas apesar de, individualmente, ser melhor jogador, não seria uma peça tão boa para este puzzle. Mas Ray Ray é uma peça perfeita. Imaginem aquilo que aconteceu nas Finais deste ano (Battier, Chalmers e Miller com lançamentos isolados de três pontos devido às penetrações de Wade e LeBron e ao jogo a poste baixo de LeBron), mas com o melhor triplista de sempre a receber a bola. 

Aos 37 anos, Allen já não tem a mesma capacidade de criar oportunidades para si próprio como antes (e vem duma cirurgia ao tornozelo), mas só com as oportunidades de lançamento que vai ter por jogar ao lado de Wade, LeBron e Bosh, esperem ver muitos triplos a cair. 

Esperem, por isso, ver também LeBron a jogar mais vezes a poste baixo e os Heat a jogar mais vezes com um cinco mais baixo. E para um cinco desses, ficam com muitas possibilidades e opções exteriores: Chalmers, Allen, Wade, James e Bosh/Haslem; Allen, Wade, Battier, James e Bosh/Haslem; Chalmers, Allen, Wade, James e Bosh/Haslem.

Pode ser um ataque imparável, este dos Heat. O que deve deixar as outras equipas a pensar neste momento: "Jesus!".

6.7.12

Showtime!


"Wallpaper do Nash nos Lakers, olha o wallpaper do Nash nos Lakers fresquinho!":


(mais tamanhos aqui)

Um canadiano em Hollywood


Os rumores continuam a correr mais rápidos que a luz. Billups e Jamal Crawford nos Clippers,  Jason Kidd nos Knicks, Kyle Lowry e Landry Fields nos Raptors, Dragic e Beasley nos Suns, os Nets e os Magic em negociações por Howard. As notícias sucedem-se a ritmo ainda maior do que as do Record e da Bola sobre reforços para o Benfica.

Mas, como habitualmente, todas elas vêm de fontes anónimas e carecem ainda de confirmação. Por isso, ficamo-nos apenas por aquelas que já são certas. E das movimentações que já foram confirmadas pelos próprios, a maior até agora é a de Steve Nash para os Lakers.

O 13 dos Lakers (o grande Wilt Chamberlain) está retirado, por isso,
que número veremos na camisola de  Nash em 2013?  
O melhor jogador canadiano de todos os tempos troca o deserto do Arizona pela Terra dos Sonhos e imediatamente começou a ouvir-se (e ler-se) o nome dos Lakers associado às palavras "candidatos ao título". Bem, não vamos precipitar-nos e ir já tão longe porque ainda não sabemos que mais vai acontecer até ao início da temporada. A equipa pode não ficar por aqui nas movimentações e não sabemos qual vai ser o aspecto final do plantel. Alguns destes jogadores podem não estar lá em Outubro (Gasol será trocado? E Bynum? Vão tentar trocá-lo por Howard?) e outros podem ainda chegar (Grant Hill seguirá as pisadas de Nash?). Muito pode ainda acontecer e não podemos ainda avaliar a equipa, pois não sabemos ainda como será essa equipa.

O que sabemos para já é que os Lakers caçaram um dos maiores nomes disponíveis nesta free agency e fazem um grande upgrade na posição de base. E ninguém duvida que, se os Lakers mantiverem a equipa actual, Nash funcionará muito bem com Gasol e Bynum. Aquilo que faltou aos Lakers na época passada, um base penetrador e distribuidor, é o que Nash faz melhor. É o que Ramons Sessions fazia, mas vinte vezes melhor.

Os pick and rolls Nash/Gasol e Nash/Bynum e o canadiano a penetrar e distribuir jogo pelos big men dos Lakers será uma delícia de ver. E com um dos melhores passadores e distribuidores do mundo no exterior (Nash) e um dos melhores passadores da liga no interior (Gasol), o ataque dos Lakers pode ser uma máquina de fazer pontos. Desse lado do campo, os Lakers podem tornar-se temíveis.

E do outro lado? Nash não é um grande defensor? Aí os Lakers não perdem nada, pois já antes não tinham um base bom defensor (e já não têm um há muito tempo). Por isso, mantém a mesma defesa (que não é má, apenas mais dependente dos outros jogadores do exterior e dos jogadores interiores), mas com o potencial para um ataque muito melhor.

A única dúvida é como irá Nash encaixar com Kobe Bryant. Kobe joga muito com a bola na mão e jogar sem bola nunca foi a sua especialidade. Sempre jogou com bases que não dominavam a bola, era ele que muitas vezes iniciava o ataque e o base funcionava mais como atirador. Nash, como sabemos, é um point guard que domina a bola e inicia a acção no ataque (com pick and rolls). Para jogar ao lado de Nash, Bryant terá de adaptar-se e jogar muito mais sem bola.

O próprio Nash tem noção disso e fez questão de falar com Kobe antes de aceitar a oferta de LA. "Era importante falar com ele, ter a certeza que estávamos no mesmo barco e que ele via isto como uma boa combinação. Por isso falei com ele.", disse o futuro Laker à ESPN. E acerca das preocupações sobre como vão funcionar juntos, acrescentou que espera "que Kobe tenha a bola nas mãos muitas vezes. Mas, ao mesmo tempo, acho que ter outra pessoa para controlar a bola retira pressão de cima dele e posso meter-lhe a bola nos melhores sítios. Conseguir dar-lhe alguns cestos fáceis e, ao mesmo tempo, criar para os outros jogadores, para evitar que ele tenha de atacar tanto e contra vários defensores. Posso tornar as coisas mais fáceis para ele."

Se Kobe fizer bem essa adaptação (e dar o seu aval à contratação indica que está disposto a isso, pois Kobe sabe como Nash joga e sabe que ele vai ter a bola muitas vezes), os Lakers têm tudo para se tornar uma força imparável no ataque.

Não sabemos que mais surpresas os Lakers nos reservam nesta offseason (reforçar o banco, por exemplo, é fundamental), mas para já, a melhor troca da mesma é deles. Ainda é muito cedo para falar dos Lakers como candidatos ao título, mas não é um mau começo.

4.7.12

Certezas da free agency até agora


As notícias continuam a voar por todo o lado, mas relembramos que nada do que continua a sair é ainda oficial e só a partir de dia 11 é que podem ser feitas ofertas formais a agentes livres e assinados contratos. Até agora tudo o que há são acordos verbais (onde os há) e possibilidades. Contratações não há ainda nenhuma e certezas há poucas. Mas aqui vão as coisas que sabemos com certeza (que saíram da boca dos próprios jogadores e/ general managers e/ ou foram confirmadas por eles):

- Eric Gordon quer ir para os Suns. Depois da reunião com a equipa do Arizona, disse aos jornalistas que ficou muito impressionado com a equipa  e que este era o sítio certo para ele. "Phoenix é onde o meu coração está agora", disse o shooting guard depois dos Suns lhe terem prometido um contrato máximo (4 anos e 58 milhões). Mas os Hornets disseram que vão igualar qualquer proposta que Gordon receba. Daqui a uma semana vamos descobrir como termina esta história.

- Deron Williams quer continuar nos Nets. Os fãs da equipa (e todos na organização) voltaram a respirar quando o jogador publicou ontem este tweet:



- George Hill tem acordo com os Pacers para continuar em Indiana por mais cinco anos. Foi o agente do jogador que o confirmou. "Estamos muito contentes com o acordo que conseguimos e o George está muito feliz de continuar em Indiana."

- Os Mavs não têm vontade de igualar alguma oferta que Jason Terry receba (dos Celtics ou de outra equipa) e praticamente já se despediram do jogador. "O que o Jet fez por esta equipa e por esta cidade nunca será esquecido. (...) Desejamos-lhe tudo do melhor.", disse o general manager Donnie Nelson.

- Rudy Fernandez despede-se da NBA e vai regressar ao Real Madrid. Foi o próprio que anunciou. No Twitter, pois claro:





Actualização - 10:00

Mais uma já confirmada (pelo agente e pelo próprio jogador):

- Steve Nash nos Lakers. Afinal, não tivemos nem regresso a casa para os Raptors, nem Knicks, nem Heat. Nash preferiu ficar perto da família (que vive no Arizona) e pediu para ser trocado para Los Angeles (os Lakers não tinham espaço salarial para o contratar como free agent e só o podiam adquirir num sign and trade). E assim, em troca de quatro escolhas no draft (duas 1ªs rondas, em 2013 e 2015, e duas 2ªs rondas, em 2013 e 2014), o base de 38 anos junta-se a Kobe Bryant (e, pelo menos para já, a Gasol e Bynum).


Actualização - 23:17

Mais uma:

- Jameer Nelson continua nos Magic. No meio de toda a novela com Dwight Howard, e independentemente do que aconteça com este, a equipa de Orlando assegurou a continuidade do seu base. "Feliz por dizer que cheguei a acordo com os Magic... Abençoado por ter os melhores fãs e uma grande organização a apoiar-me!", escreveu Nelson na sua página no Twitter.

3.7.12

Rise Above


Quando o basquetebol é muito mais do que apenas desporto:



Dificuldades, barreiras, adversidades, limitações? Superem-nas, ultrapassem-nas, vençam-nas. Rise Above.


(não directamente relacionado com a NBA, mas bom demais para não partilhar)

Todo inchado


Lebron James está inchado de orgulho com o título:



2.7.12

Está aberta a época do diz-que-disse


Como já sabem, esta é uma offseason que promete. Com muitos jogadores importantes a serem free agents este ano, muitas equipas guardaram os seus dados para os lançar este Verão. 2012 é o ano da caça a Deron Williams e Dwight Howard (que afinal não se tornou free agent, mas nem por isso diminuiu o interesse no jogador. E a notícia de que quer ser trocado só aumentou os rumores - e os potenciais interessados?). Mas este é também o ano da caça a Eric Gordon, Ray Allen, Steve Nash, Kevin Garnett, Roy Hibbert, Chris Kaman, Marcus Camby, Gerald Wallace, Andre Miller, Jason Kidd, Jeff Green, Ryan Anderson, JR Smith, Goran Dragic, Nicolas Batum, OJ Mayo, Lou Williams, JaVale McGee, Jeremy Lin, Jason Terry... e podíamos continuar a lista por mais algumas linhas. São tantos os bons jogadores disponíveis e pelos quais as equipas vão lutar que esta offseason vai ser completamente imprevisível.


Esta free agency promete ser muito animada e, quando terminar, podemos ter a paisagem da NBA completamente alterada. E como a temporada já acabou e os Jogos Olímpicos só começam daqui a um mês, enquanto não voltamos a ter acção dentro de campo, a acção está ao rubro nos teclados dos jornalistas e internautas.

Para já, correm rumores de todos os tamanhos e feitios. Estes são apenas alguns das dezenas que circulam:

- Dwight Howard quer ser trocado para os Nets e apenas para os Nets. (e este já foi confirmado pelo GM dos Magic, que disse que Howard lhe manifestou esse desejo. No entanto, isso dificulta o trabalho dos Magic, pois os Nets não têm muito para oferecer e o GM da equipa de Orlando disse também que vai continuar a procurar alternativas)

- Os Nets e os Hawks podem já ter um acordo para a troca de Joe Johnson para Brooklyn

- Os mesmos Nets (que estão em todas por estes dias) terão oferecido 40 milhões por 4 anos para renovar com Gerald Wallace.

- Deron Williams reduziu a lista de candidatos aos Nets e aos Mavs e vai reunir-se com a equipa de Dallas esta semana.

- os Blazers vão oferecer um contrato máximo ao agente livre com restrições Roy Hibbert (4 anos, 58 milhões) e os Pacers ponderam se igualam.

- os mesmos Pacers vão reunir-se com Chris Kaman e oferecer-lhe um contrato, se decidirem não igualar a proposta dos Blazers a Hibbert.

- Knicks, Suns, Raptors, Heat e Mavs são as equipas que vão tentar contratar Steve Nash e a equipa do seu Canadá natal prepara-se para lhe oferecer um contrato de 3 anos e 36 milhões.

- Os Suns também podem ir atrás de Eric Gordon (que é agente livre com restrições) e oferecer-lhe um contrato máximo ou perto disso. Já os Hornets dizem que igualam qualquer oferta por ele. 

- Rockets, Pacers, Mavs e Blazers são outras equipas que lhe deverão fazer ofertas e que ele poderá visitar.

- Ray Allen é o maior alvo dos Heat, que o vão tentar contratar o mais cedo possível (não podem oferecer tanto dinheiro como outras equipas - apenas têm a mini mid level exception, 2,5 milhões por ano - e querem fechar o negócio quanto antes)

- Kevin Garnett deverá continuar com os Celtics, que lhe oferecem 32 milhões por 3 anos. (este parece ter muito fundo de verdade, pois parece que a única indecisão de Garnett era se continuava a jogar ou se retirava. Continuando, aparentemente não quer jogar em mais nenhuma equipa)

- Omer Asik vai receber uma proposta de 3 anos e 24 milhões (!) dos Rockets e os Bulls coçam a cabeça e pensam o que fazer.

- Os Wolves querem Nicolas Batum e vão-lhe oferecer um contrato de 4 anos e quase 50 milhões.

Bem, está tudo louco! E depois temos donos de equipas a queixarem-se nas negociações do CBA que pagam demais aos jogadores! Destes rumores todos, uns serão mais fumo que fogo, outros serão algum fogo e alguns estarão muito perto da verdade. Quais se confirmam, quais são verdadeiros, mas não se vão concretizar e quais não passam de boato, vamos descobrir a partir de dia 11, quando as equipas podem oficialmente começar a contratar jogadores. Até lá, que corram os rumores.


(nota: todos os valores referidos são em dólares; em euros é um pouco menos, mas, como diria um saudoso - ou não - primeiro-ministro, é fazer as contas)

1.7.12

SeteVinteCinco n'A Bola


E já viram o artigo d'A Bola sobre o nosso vídeo? Que dizem, para o ano, independentemente de quem ganhe o título, vamos encher o Marquês de fãs da NBA?



E o Nostradamus da NBA é...


Ufa! Acabámos finalmente de contar as 90 participações no Passatempo Playoffs 2012 e já temos um vencedor. Ninguém acertou em todas as eliminatórias (a lesão de Derrick Rose e a eliminação dos Bulls na primeira ronda lixaram as previsões para toda a gente, pois ninguém acertou no vencedor dessa ronda), por isso o prémio vai para quem acertou no maior número de rondas.

Foi uma luta renhida e tivemos seis participantes que acertaram em 13 das 15 rondas: o Tony Almeida, o Rodrigo Santos, o João Reis, o João Pinto, o Janino Livramento e o Marco Lizardo.

Mas houve alguém que acertou em 14. Quem é então o adivinho, o Nostradamus da NBA, que sucede à Helena Dias, ao Jorge Fernando Paulo e ao Flávio Coutinho e leva para casa esta fantástica caixa de 6 DVDs do Michael Jordan?


O grande vencedor do Passatempo NBA Playoffs 2012 é o Ricardo Cardoso, que falhou apenas o vencedor de uma ronda (aquela dos Bulls, pois claro):



Obrigado a todos os que participaram e parabéns para o Ricardo!