25.3.16

MVP #026 - Um MVP fofinho


Toda a santa sexta-feira é dia de podcast MVP e Sexta-Feira Santa não é excepção.


No episódio desta semana temos um convidado para lá de especial e, falamos, entre outras coisas, do 2º round entre Spurs e Warriors; de quem vai ficar de fora dos playoffs; de como seria a ordem do draft de 2015 se fosse (re)feito hoje; das questões que o Luís Silva e o Matheus Henrique nos enviaram; daquilo que a voz da consciência de LeBron James lhe devia dizer; e daquilo que o Dwight anda a meter nas mãos:

22.3.16

Onde é que queres estar no dia 13 de Abril de 2016?


Gostarias de estar em Los Angeles, na primeira fila do Staples Center, a assistir ao último jogo da carreira de Kobe Bryant? Quem não gostaria, não é? Pois tens aqui uma hipótese de conseguir isso:


Kobe Bryant, numa parceria com o site de donativos Omaze, vai oferecer dois bilhetes na primeira fila para o seu último jogo. E ouviram bem, não é só para residentes nos Estados Unidos. Qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, pode participar e os vencedores terão a viagem e a estadia pagos.

Sim, as probabilidades não estão a nosso favor e é, literalmente, uma lotaria. Mas é melhor uma hipótese num milhão do que nenhuma hipótese. Eu já me habilitei. Façam figas.

20.3.16

A luta continua (e esperemos que não acabe tão cedo)



Na primeira vez que as equipas se encontraram, os Spurs tentaram jogar à maneira dos Warriors. Correram, atacaram rápido e trocaram lançamentos com a equipa de Golden State. O resultado foi desastroso para a equipa de San Antonio. Recorde de turnovers na temporada, maus ataques, más transições defensivas e uma derrota por 30 pontos.
Ontem, os Spurs jogaram à sua maneira. Baixaram o ritmo de jogo, fizeram ataques longos, carregaram no jogo interior e atacaram muitas vezes a partir do poste baixo para explorar o cinco mais baixo dos Warriors. Na defesa, trocaram em todos os bloqueios que envolviam Curry e Thompson, não deram nenhum lançamento de três fácil a esses dois e forçaram-nos a penetrar e a passar. E o resultado foi muito melhor.

Na primeira vez que se encontraram (e como dissemos na análise que fizemos então ao jogo), Tim Duncan esteve ausente, Pop não pareceu muito preocupado com o jogo e aproveitou-o para fazer experiências e, por isso, as conclusões a retirar eram bastante relativas.

Ontem, Pop quis ganhar o jogo e levou-o a sério. Só que desta vez foram os Warriors que jogaram desfalcados, com Bogut, Ezeli e Iguodala de fora por lesão. Estavam sem uma boa parte da sua defesa interior (Boris Diaw e LaMarcus Aldridge exploraram isso da melhor forma e superiorizaram-se no garrafão) e sem um dos jogadores que poderá desbloquear a defesa apertada a Curry e Thompson. Por isso, será que dá para retirar muitas conclusões destes dois confrontos? E será que são indicadores de como será uma eventual série entre as duas equipas?

É certo que o jogo de ontem já se aproximou mais daquilo que será uma série entre Spurs e Warriors. A equipa de San Antonio tentará baixar o ritmo de jogo, defender a linha de três pontos, não dar espaço a Curry e Thompson para lançar e desafiar os outros Warriors a batê-los. Como os outros Warriors vão aproveitar esse espaço (Barnes e Iguodala, principalmente; porque Green também será vigiado muito de perto, como ontem) será uma das chaves dessa hipotética série. Será também um duelo de ritmos de jogo, com cada uma das equipas a tentar impor o seu.

Mas, mais do que conclusões e certezas, o que fica destes dois confrontos são muitas pistas e muitas questões para uma possível série: 

- será que os Spurs vão manter este cinco mais baixo, com Diaw e Aldridge?
- Duncan já esteve disponível, mas só jogou 8 minutos e os Spurs defenderam muito bem sem ele em campo (fizeram mesmo um dos melhores jogos defensivos da temporada). Por isso, será que Pop poderá jogar com Duncan como suplente ao longo duma série?
- e será que Kerr poderá passar Bogut para o banco para forçar Pop a sentar Duncan?
- ou será que jogará mais Bogut e Ezeli para parar o jogo interior dos Spurs?
- como ajustarão Curry e Thompson à defesa pressionante dos Spurs e ao facto de lhes retirarem o lançamento exterior?
- e Leonard, que não teve, em nenhum dos dois jogos, uma grande participação ofensiva? Ninguém pensa que vai ser assim numa série, pois não?

Certezas, ficamos com uma apenas: será uma série imperdível para qualquer fã de basquetebol. Imaginem o que será ver estas duas equipas historicamente boas e estes dois treinadores a fazer ajustes e a responder a cada movimentação e estratégia da equipa contrária. Estas duas equipas e estes dois treinadores a desenhar jogadas e contra-jogadas. A dar golpes e contra-golpes.

As possibilidades e as variáveis são tantas, os ajustes e recursos a que cada equipa pode recorrer são tantos que 7 jogos entre estas equipas (sim, vamos ser optimistas e esperar que tenhamos o máximo de jogos possível entre ambas) serão uma complexa batalha que pode ser uma das melhores séries de sempre. Os fãs das outras equipas que nos perdoem, mas já estamos a fazer figas por essa final de conferência.

18.3.16

MVP #025 - Leonard MVP, Kawhi not?



Gregg Popovich diz que Kawhi Leonard está na mesma categoria de jogadores como Magic, Jordan ou Larry Bird. Será mesmo assim? E será que algum jogador na NBA actual pode fazer um triplo-duplo de média numa temporada?

No episódio desta semana do MVP começamos por tentar responder a estas duas questões, antes de respondermos a uma mão cheia de perguntas dos nossos ouvintes, numa edição especial e alargada do "Karl Malone Toca Sempre Duas Vezes":


11.3.16

MVP #024 - Carlão Got Talent



O jogador do Benfica e internacional português Carlos Andrade é o nosso convidado no episódio desta semana do podcast MVP.
Falámos do dilema dos Warriors (ir atrás do recorde dos Bulls ou descansar jogadores para os playoffs), de LeBron James a 4 e se essa seria a melhor hipótese dos Cavs baterem os Warriors, da ideia de Mark Cuban de colocar a linha de três pontos mais longe e, no final, o Carlos ainda cantou uma música dedicada ao António Raminhos:

5.3.16

Descubra as diferenças


Vamos fazer um jogo e descobrir as diferenças entre a última posse de bola dos Celtics e a última posse de bola dos Knicks no jogo de ontem entre as duas equipas:




E as Soluções:

CELTICS: reposição de bola na linha lateral do lado direito, com os 5 jogadores preparados e em posição.

O Jae Crowder faz um bloqueio ao Avery Bradley, enquanto o Isaiah Thomas abre para um canto e o Jared Sullinger abre para o outro.


O Evan Turner, que está a repor a bola, passa para o Bradley e vai-lhe fazer um bloqueio directo.


O Bradley aproveita o bloqueio e penetra em drible pelo lado direito.

O Langston Galloway e o Lance Thomas são lentos na troca defensiva e Bradley ganha vantagem e fica à frente do defensor. Nesta altura, a jogada dá-lhe três opções: 1- continuar o drible e lançar na passada; 2 - assistir para o Sullinger, se o Robin Lopez vier à ajuda; 3- assistir para o Thomas, se o Afflalo viesse à ajuda.



Como conseguiu manter a posição à frente do defensor, o Lopez hesitou e ficou a meio na ajuda e o Afflalo não largou o Thomas, Bradley não teve de recorrer as opções 2 ou 3 e fez ele mesmo o lançamento, que se veio a revelar o cesto da vitória.


KNICKS: reposição de bola na linha lateral do lado direito, com os 5 jogadores sem saber o que fazer e incertos das posições que devem ocupar e das movimentações que vão fazer.



O Calderon não sabe para que lado ir, o Lance Thomas não sabe se há-de bloquear o Calderon ou o Porzingis e acaba por não bloquear nenhum, o espanhol esboça um corte para o canto, o letão não faz nada e, sem fazerem qualquer bloqueio ou movimentação, Carmelo acaba por abrir para fora da linha de três pontos.


Carmelo ganha posição de costas para o cesto a dois metros da linha, recebe a bola numa posição desfavorável, dá um drible e lança um triplo em desespero com dois defensores em cima.



Diferença entre uma jogada bem desenhada e bem executada na última posse de bola e uma má jogada (ou uma ausência de jogada, para ser mais exacto) na última posse de bola? Com a primeira vais para casa com uma vitória, com a segunda levas um "L" contigo.

4.3.16

MVP #023 - Vira a boca p'ra lá, Oscar!


No MVP desta semana temos:

- análise aos duelos Golden State x OKC
- razões porque os Thunder poderão ser a única equipa capaz de bater os Warriors
- e razões porque não
- a azia das lendas com Curry e os Warriors
- destaques do mercado de buyouts
- respostas a duas perguntas dos ouvintes
- e ainda, a tentativa de regresso à NBA de dois (ex-)jogadores