29.4.14

Qual delas a melhor?



Agora que Donald Sterling já foi corrido da NBA, é altura de pôr esse capítulo infeliz para trás das costas e voltarmo-nos a concentrar no que acontece dentro de campo. E ainda bem, porque o que tem acontecido nestas primeiras semanas da caminhada até ao título tem sido nada menos que espectacular.

Como escrevemos antes, à excepção da série Heat x Bobcats (que foi desequilibrada, como se previa), todas as outras têm sido renhidas (várias delas mais renhidas do que se esperava) e emocionantes. Entre tantas séries tão boas (sete em oito é inacreditável), o difícil é mesmo escolher qual delas tem sido a melhor. 

No Este, Bulls x Wizards tem sido empolgante e a maior surpresa tem sido mesmo a tão boa prestação e a vantagem confortável (se é que essa palavra pode ser usada nos playoffs) da equipa de Washington. Uma boa série, marcada por algumas excelentes exibições individuais (Nene no jogo 1,  Bradley Beal no jogo 2, Mike Dunleavy no jogo 3, Trevor Ariza no jogo 4).

Raptors x Nets não podia estar mais renhido e tem sido outra série interessante de seguir, mas não tem tido a mesma intensidade e o mesmo nível de jogo de outras séries (e, no entanto, isto diz mais da extraordinária qualidade das outras do que da falta de qualidade desta).

E Pacers x Hawks tem sido a série mais dramática do Este. A equipa de Atlanta está à beira de ser a quinta 8ª classificada na história da NBA a eliminar o 1º classificado e aquela que pode ser a maior surpresa da primeira ronda (e o desastre que têm sido os Pacers) tem sido um espectáculo imperdível.

Mas, por muito boas que estejam a ser as séries deste lado, as do Oeste têm sido qualquer coisa de assombroso.

Clippers x Warriors teve, infelizmente, a distracção das declarações de Sterling e todo o drama em volta disso, mas por trás de toda a polémica, tem sido um das melhores séries destes playoffs. É uma pena que aquela polémica tenha abafado o que tem sucedido no campo (porque tem sido muito bom o que aí tem sucedido) e agora, com isso ultrapassado (esperemos) espera-se um final de série emocionante.

Em quatro jogos, Rockets x Blazers teve três com prolongamento, a maior margem de vitória que tivemos até agora foi 7 pontos (2, 5 e 3 pontos de diferença nos outros 3 jogos) e tem sido uma delícia de acompanhar para quem gosta de basquetebol ofensivo (jogos de 120 pontos nos playoffs não se veem todos os dias). E LaMarcus Aldridge tem dado um recital de jogo a poste baixo e nos pick and rolls e sido um dos melhores jogadores (se não o melhor) destes playoffs. 

Mas as nossas preferidas (e entre essas, venha o diabo e escolha) têm sido as duas restantes.


Spurs x Mavs tem sido a série mais bem jogada desta primeira ronda. Duas equipas com uma execução ofensiva excepcional, boas defesas (melhor a dos Spurs, mas a dos Mavs tem sido suficientemente boa para colocar problemas a San Antonio), boa gestão dos treinadores, grandes exibições colectivas, grandes jogadas individuais, jogos até à ultima posse de bola, finais imprevisíveis, não tem faltado nada nesta série.

Tem sido uma série mais equilibrada do que se esperava, os Mavs têm-se superado e podemos ter uma série até à última posse de bola do sétimo jogo.

E Grizzlies x Thunder tem sido uma série épica. Para quem aprecia uma boa defesa, é um prazer ver esta equipa dos Grizzlies a defender e ver a forma como têm conseguido limitar o poderoso ataque de Oklahoma. Muito se tem falado das más prestações de Durant e Westbrook e dos muitos lançamentos falhados por estes, mas não se tem dado o crédito devido à defesa de Memphis por isso. 

Se o ataque dos Thunder não tem estado bem, isso é muito por culpa da defesa de Memphis. Tony Allen, Tayshaun Prince, Mike Conley e Courtney Lee têm feito um trabalho excepcional a dificultar a vida das estrelas de OKC e não lhes têm dado um centímetro de espaço. Tal como Marc Gasol e Kosta Koufos, que têm sido exemplares nas ajudas e nas recuperações defensivas. Tem sido um verdadeiro esforço colectivo e sempre que Durant e Westbrook recebem a bola e/ou tentam entrar para o cesto, deparam-se com dois ou três defensores. Não têm um lançamento fácil em todo o jogo e têm de suar para conseguir cada ponto.

Esta série era a nossa maior aposta para ir até à negra e até agora parece que é isso mesmo que pode acontecer.

27.4.14

Bater Bolas - Qual delas a melhor?


A sério, quão extraordinários estão a ser estes playoffs? Ontem tivemos três jogos decididos por 3 pontos ou menos e com o vencedor em aberto até à ultima posse de bola! Spurs e Mavs ofereceram-nos a partida mais bem jogada até agora e com um dos finais mais incríveis destes playoffs (com as equipas a trocarem cestos no último minuto até ao lançamento inacreditável de Vince Carter):



Na série Grizzlies x Thunder, depois da partida louca e imprópria para cardíacos que tivemos no jogo 3, ontem tivemos o terceiro jogo consecutivo com prolongamento e mais um capítulo extraordinário de uma série épica. E isto não tem sido a excepção, mas sim a regra nesta primeira ronda completamente incrível.

À excepção da série Heat x Bobcats (que já se previa desequilibrada e com Al Jefferson a jogar só com um pé ainda mais desequilibrada ficou), todas as outras estão 2-2 ou 2-1 (e quatro delas com a vantagem para a equipa pior classificada). Até agora, nesta primeira ronda, tivemos 14 (!!!) jogos decididos por 5 ou menos pontos e 6 jogos que foram a prolongamento! Esta pode ser a melhor primeira ronda de sempre!

Por isso, o que vos perguntamos hoje é: qual delas está a ser a melhor série até agora? Não é fácil escolher entre tantas séries tão espectaculares e tão emocionantes, mas qual é a vossa preferida até ao momento?

25.4.14

É por isto que ficamos acordados


7:43 do 4º período, os Grizzlies ganham por 17 (81-64). Ok, isto está resolvido, é impossível perderem com esta vantagem! Deixa só ver mais uns minutos, para ter a certeza...
E ainda bem que o fiz, porque... a equipa de Memphis congela nos 7 minutos seguintes (em 12 posses de bola, 0-8 em lançamentos e 4 turnovers) e OKC empata o jogo a 81, com 57'' para jogar! Temos jogo, isto pode cair para qualquer lado! 
Mas... Tony Allen faz dois cestos seguidos e põe os Grizzlies a ganhar por 4 a 33'' do fim! Pronto, isto está na mão dos Grizzlies outra vez, já não perdem este jogo.
Só que... imediatamente a seguir Tony Allen faz falta sobre Russell Westbrook, para a segunda jogada de 4 pts em dois jogos para os Thunder! Westbrook marca o lance livre e estamos empatados outra vez! Não é possível! Tudo por decidir outra vez!
Ok, vamos lá à última posse de bola... Mike Conley deixa o tempo correr, penetra para o cesto da vitória e... a bola entr... não, roda e sai! Ressalto de Perkins, 2.8'' para jogar e uma chance para OKC ganhar!
Depois do desconto de tempo, bola para Kevin Durant, com um bom look... E não, ao lado. Vamos para prolongamento! (ainda bem, AINDA BEM!, que decidi ficar ver uns minutos quando os Grizzlies ganhavam por 17!)

Corta para o fim do prolongamento e a loucura repete-se: Memphis com o jogo na mão, ganha por 4 a 1.7'' do fim. OKC não tem hipótese sequer de empatar. Ou tem?
Tony Allen (outra vez, Tony?!) faz falta sobre Westbrook no meio campo, quando este tenta um triplo desesperado sobre o apito! Porquê, Tony, porquê?! Porque é que estás sequer perto do Westbrook neste momento? Vocês estão a ganhar por 4, mesmo que eles marquem 3, vocês ganham! E 3 é o máximo que eles podem marcar! A menos que tu faças falta, claro! 
Três lances livres para Westbrook. Se marcar os dois primeiros, falhar o terceiro e fizerem uma tapinha, podem empatar! 
Mas... Westbrook falha o segundo e está tudo resolvido. Falha o terceiro de propósito e o tempo acaba.
Ufa, respiram de alívio todos os fãs dos Grizzlies. Haja coração que aguente um jogos destes! E neste momento só dou graças por não ter ido dormir quando os Grizzlies ganhavam por 17.


Que jogo épico, que montanha-russa que foi esta partida! É por jogos destes que ficamos acordados. É por coisas destas que amamos este jogo!

(e ainda alguém duvida que estes Grizzlies podem surpreender os Thunder?)

24.4.14

Os melhores afundanços deste belo ano de 2014


Para o top de afundanços do ano, fazemos copy-paste do que escrevemos sobre o top das jogadas do ano:

"Falta aqui uma jogada ou duas do Gerald Green e tenho dúvidas sobre o primeiro lugar, mas é um top 10 do c#$%&@:"


23.4.14

A nossa grelha dos playoffs


As vossas apostas estão feitas. Terminou ontem o prazo para enviarem as vossas grelhas dos playoffs e agora é esperar até Junho para ver quem leva para casa o título de Nostradamus do SeteVinteCinco (e o livro "Hoop - the american dream"). Só falta deixarmos aqui também, como habitualmente, a nossa grelha:




nota: neste momento, as hipóteses dos Bulls passarem a 1º ronda são pequenas e parece que vamos falhar já essa previsão. Se fizéssemos a grelha agora provavelmente colocaríamos os Wizards a passar, mas esta é a grelha que preenchemos, tal como vocês, antes de sabermos os resultados e a grelha que já tínhamos preenchida no início do passatempo. Por isso, não vamos fazer batota, nem atualizá-la em função dos resultados que já aconteceram. Esta era a nossa previsão.

22.4.14

As melhores jogadas deste belo ano de 2014


Faltam aqui uma ou duas jogadas do Gerald Green (injustiça que será compensada no top 10 de afundanços, seguramente) e temos dúvidas sobre o primeiro lugar, mas é um top 10 do c@#$%&*:


21.4.14

Bater Bolas - Rockets ou Blazers?



Houston x Portland é provavelmente a série mais imprevisível desta primeira ronda. Uma série que começou com um grande jogo, que promete mais grandes jogos e onde, na nossa opinião, tudo pode acontecer. Por isso, a pergunta do BATER BOLAS de hoje é muito simples: quem passa? Rockets ou Blazers? E porquê?


Surpresa, são os playoffs!



Se alguém tinha dúvidas sobre a imprevisibilidade destes playoffs e que estes vão ser emocionantes como nunca, acho que esta primeira jornada dissipou-as. Ao fim de oito jogos (o primeiro de cada uma das séries), as equipas da casa estão com um recorde de 3-5. Mais de metade das séries começaram com vitórias da equipa visitante e algumas delas foram bem surpreendentes.

E, surpresa das surpresas, se no Oeste já se esperava essa imprevisibilidade, o Este foi mais pródigo em surpresas e três das quatro séries arrancaram com vitórias fora. Para além dos Nets em Toronto, os Hawks chocaram os Pacers em Indiana e os Wizards roubaram o primeiro jogo em Chicago.

Se em casos como o dos Nets ou Blazers podemos defender que esse resultado não foi assim tão surpreendente (apesar de terem terminado a temporada regular com um recorde pior, a equipa de Brooklyn é a favorita na série e na série Portland-Houston tudo é possível), as outras três vitórias fora de casa foram grandes surpresas.

E se no Oeste já prevíamos uma primeira ronda épica, a Este as coisas acabaram de ficar muito mais interessantes. Não podíamos pedir melhor para arrancar estes playoffs!

__


partilhámos aqui as nossas apostas para equipas que podiam (podem) surpreender no Este (Nets confirmam, os Bulls começam mal), mas ainda não dissemos as que, para nós, podem fazer o mesmo a Oeste. 

Tinhamos duas escolhas para esse lugar e vamos manter apenas uma. E, chamem-nos malucos, mas vamos retirar desse lote aquela que ganhou o primeiro jogo e manter aquela que perdeu na estreia.


A primeira que íamos apontar como maior candidata a uma surpresa, deixou de o ser (para nós) quando perdeu o seu defensor mais influente. Curiosamente (ou ainda mais surpreendentemente!), foi assim mesmo que começou a série, com uma surpresa e uma vitória improvável em Los Angeles. Falamos, claro, dos Warriors. 

Antes da lesão de Andrew Bogut, eram uma das equipas em que apostávamos para fazer uma surpresa nesta primeira ronda. Mas, apesar dessa vitória, não acreditamos que consigam ganhar a série sem o australiano.

Neste primeiro assalto, Blake Griffin teve problemas de faltas, jogou apenas 19 minutos e foi um jogo atípico e que não se deve repetir na série. É claro que uma equipa que tem atiradores tão bons como Curry e Thompson tem sempre uma hipótese de ganhar qualquer jogo. Mas com o decorrer da série e com os ajustes dos Clippers, vão precisar de mais do que ataque para ganhar. E sem Bogut não têm defesa interior suficiente para os Clippers. Há uma semana atrás (e na máxima força) eram o nosso maior candidato a um "upset" no Oeste. Agora não acreditamos que surpreendam os Clippers mais três vezes. 


Ao inverso dos Grizzlies, que, apesar de terem perdido o jogo inaugural, vamos manter como candidatos a uma surpresa. E mantemos o que pensávamos antes dos playoffs começarem:

esta equipa de Memphis teve um dos melhores recordes da liga em 2014, tem a melhor defesa da conferência, o ataque está melhor que no ano passado (já não dependem exclusivamente do jogo interior) e na segunda metade da temporada (desde que Marc Gasol regressou da lesão) voltaram a parecer-se com a equipa do ano passado.

Neste primeiro jogo, os lançamentos exteriores não caíram (2-11 em triplos) e sem isso são aquele ataque mais limitado de antes. Mas se/quando caírem (como aconteceu no 3º período, em que recuperaram da desvantagem de 25 pontos), são a equipa mais perigosa e o osso mais duro de roer entre todas as equipas sem vantagem-casa.

Esta é a série, a par com Portland x Houston, em que tudo pode acontecer. Os Thunder ganharam o primeiro round, mas esta batalha está longe de estar terminada.

18.4.14

Passatempo NBA Playoffs 2014


Como já é hábito e à semelhança dos anos anteriores, vamos lá ao nosso Passatempo dos Playoffs. Já sabem como funciona: enviem-nos as vossas previsões para os resultados de TODAS as rondas dos playoffs (da primeira até às Finais) e quem acertar na grelha completa (ou quem acertar mais rondas), ganha.


Em caso de empate no número de rondas certas, o desempate será feito pelos resultados e o vencedor será aquele(a) que tiver acertados mais resultados das rondas. Por isso, enviem-nos os vencedores de cada série e o resultado (4-0, 4-1, 4-2 ou 4-3 e para qual equipa) para o email setevintecinco@gmail.com, juntamente com o vosso nome, até à meia noite de 3ªfeira, dia 22.




Em portas de garagem, em quintais, em playgrounds, em campos de terra no meio do nada, são mais de 100 fotografias de cestos de todos os cantos dos Estados Unidos (incluindo os cestos da infância de Kevin Durant, LeBron James, Shaquille O'Neal e Gary Payton, entre outros). Hoop é um livro de fotos (lindas) de cestos e uma excelente adição para a colecção de qualquer fã.

Boas previsões e boa sorte!

Triplo Duplo - episódio 15


No TRIPLO DUPLO desta semana:

- fechamos as contas da temporada regular com as nossas escolhas para os prémios individuais
- e fazemos a antevisão dos playoffs (que começa amanhã), com as nossas previsões para todas as séries desta primeira ronda


17.4.14

Passatempo Playoffs 2014



Para quem já se anda a perguntar, claro que este ano vamos fazer o nosso habitual passatempo dos playoffs. Sai amanhã!

(entretanto, fica aí a grelha deste ano, para irem já pensando nos vossos palpites)



15.4.14

Para mais tarde recordar


Ao fim de 1230 jogos (ou quase, pois ainda faltam alguns), são, obviamente, muitos os destaques (positivos e negativos) e muitas as memórias que esta época nos deixa. Entre tantas coisas para recordar em mais uma temporada regular da NBA, estas são algumas das que não vamos (e/ou não queremos) esquecer:



- a desilusão monumental que foram os Knicks (podem não ser, nem de perto nem de longe, a melhor equipa no papel - como Stoudemire disse -, mas como é que uma equipa destas nem sequer vai aos playoffs?)

- a desilusão (menos monumental, mas grande ainda assim) que foram os Pistons e os Cavs. Duas equipas com muito talento individual (mais que suficiente para ir aos playoffs), mas completamente disfuncionais e que passaram a época à deriva.

- a surpresa que foram os Suns e Raptors. Dos primeiros esperava-se que fossem muito maus, mas  ficaram à porta dos playoffs, foram uma das equipas com jogo mais colectivo da temporada e ficam com uma boa fundação para o futuro. Dos segundos não se esperava que fossem tão maus como os Suns, mas ninguém esperava que este grupo batesse o recorde de vitórias da história dos Raptors e ficasse (provavelmente) em terceiro do Este.

- (e no seguimento da anterior) A evolução de jogadores como Kyle Lowry, DeMar DeRozan, Goran Dragic, Eric Bledsoe, Markieff Morris e Gerald Green, todos possíveis candidatos ao prémio de Jogador Mais Evoluído.

- (e ainda no seguimento da anterior) as 53000 vezes que Gerald Green nos deixou de queixo caído:


- as duas vezes que Iguodala nos fez saltar das nossas cadeiras (ou sofás):


- a ascensão de John Wall, que continua a trabalhar para melhorar o seu jogo e tornou-se num dos melhores bases do Este (e da liga), e dos Wizards.

- os Bobcats vão aos playoffs!

- pela primeira vez na história, vamos ter uns playoffs sem Lakers, Celtics e Knicks.

- o primeiro assalto ganho por Kevin Durant na luta a dois com LeBron James pelo prémio de MVP e pelo lugar de melhor jogador do mundo.

- (mas para prémio de consolação) os 61 pontos de LeBron (máximo de carreira).

- Paul Pierce chega aos 25000 pontos.

- Dirk Nowitzki entra no top 10 dos melhores marcadores de sempre (olhem só para os nomes dessa lista para ter noção do feito extraordinário do alemão!).

- Steve Nash no top 3 de assistências (podemos não voltar a ver Nash jogar e podemos ter assistido ao seus últimos momentos de brilhantismo. Se for esse o caso, muito obrigado por tantas memórias, Steve!).

- mais uma temporada de 60 vitórias dos Spurs (porque temporada de 50 vitórias já é normal, foi a 16ª consecutiva!), que continuam a encantar os fãs e a ser o exemplo supremo de inteligência, jogo colectivo, boa movimentação de bola, bons passes, boa defesa, enfim, uma equipa com E gigante.

- o fim da era de David Stern (gostasse-se ou não do homem, ele foi o arquitecto da NBA que conhecemos e adoramos e vai ficar para sempre na história do jogo)


Mais coisas haverá para recordar, mas estas são algumas das que, para nós, vão marcar para sempre esta temporada.

14.4.14

Bater Bolas - A temporada em que...


Estamos mesmo a chegar ao fim da temporada regular, por isso, no BATER BOLAS de hoje, o que vos perguntamos é muito simples: quais são os destaques positivos e/ou negativos desta primeira fase da época que agora termina? O que vão recordar desta temporada? Para vocês, 2013-14 foi a temporada em que...





Ainda não é hoje que vamos conseguir escrever o nosso bitaite sobre o tema da semana passada, por isso ficamos a dever-vos dois textos e ficam dois artigos prometidos para esta semana: um sobre as equipas que podem surpreender na primeira ronda dos playoffs do Oeste e outro sobre o tema desta semana, o balanço da temporada regular.

13.4.14

Triplo Duplo - episódio 14


Esta semana não pudemos gravar na quinta e publicar na sexta como habitualmente, mas aí está o TRIPLO DUPLO desta semana. 

Falamos de duas das equipas com melhor recorde desde o início de 2014: dos Bulls que continuam a fazer milagres apesar das lesões e saídas e estão num incrível terceiro lugar da conferência, e dos Clippers que estão a melhorar desde o início da época e podem ser a maior ameaça no Oeste para os Spurs e Thunder.

Como estamos mesmo no final da temporada regular, fazemos ainda um pequeno balanço desta primeira fase da época e das coisas que vamos recordar da mesma.

E terminamos com a resposta ao email do Amadeu Gouveia, que nos pergunta se Kobe Bryant teria o mesmo estilo de jogo se tivesse como treinador Gregg Popovich.



Com este Triplo Duplo excepcionalmente ao domingo, faremos o BATER BOLAS amanhã. Vamos - finalmente! - dar o nosso bitaite sobre o tema da semana passada e deixaremos aí o tema para esta semana. Até amanhã!

12.4.14

Descanso precisa-se em Indiana



Escrevíamos há duas semanas (podem ler o texto aqui) que os Pacers estavam a descobrir em primeira mão porque é que as equipas não fazem toda a temporada regular com prego a fundo e intensidade de playoff e que o esforço mental que isso exige estava a notar-se na equipa de Indiana.

Mas afinal o problema dos Pacers é mais grave do que apenas fadiga mental. Ou melhor, a fadiga parece que não é apenas mental, mas também física. 

Dizíamos naquele texto que "mais do que problemas de movimentações, problemas tácticos ou técnicos (ou melhor: antes destes problemas, porque estes são consequência), o problema dos Pacers parece estar no cansaço mental. Mais do que uma equipa fisicamente cansada, parece uma equipa mentalmente cansada."

Porque, até ali, a falta de energia e concentração não tinha sido um problema contra os Heat. Contra outras equipas notava-se essa falta de concentração, mas contra Miami a motivação e a energia estavam sempre lá. Até ontem.

Ontem, o que faltou mesmo foram pernas. Este jogo era uma autêntica final para garantir o primeiro lugar na conferência e a vantagem-casa. Uma vitória e estava (praticamente) feito. Por isso, não foi, seguramente, por falta de motivação que os Pacers fizeram o jogo que fizeram. Não, o que os Pacers não tiveram foi energia para acompanhar a dos Heat e pernas para correr com estes.

Como Spoelstra disse, foi o jogo mais completo e mais próximo da identidade dos Heat que vimos nos últimos tempos. Muitos ativos na defesa e nos ressaltos, pressionantes sobre o portador da bola e sobre as linhas de passe, rápidos nas rotações, a provocarem muitos turnovers, a segurar a tabela defensiva e a saírem rápido para o contra-ataque. Ou, como disse LeBron, "we put together a 48-minute game tonight. Our bigs made it happen all night."

Que foi tudo o que os Pacers não conseguiram fazer. Hibbert parece exausto (e uma sombra do jogador de antes), ele e West estão mais lentos (muito lentos) na transição defensiva e frequentemente atrasados nas rotações e nas ajudas. E a defesa do perímetro estia longe da defesa agressiva que era.

E é por isso que o melhor que Frank Vogel pode fazer neste momento é dar o resto da temporada de descanso aos seus titulares. Descansá-los nestes dois jogos e tê-los frescos (ou o mais frescos possível) para dia 19, quando começarem os playoffs. 

A hipótese de recuperarem o 1º lugar é diminuta (têm de ganhar os dois jogos que lhes faltam - frente a Thunder e Magic - e os Heat perder pelo menos um dos três que lhes faltam - frente a Hawks, Wizards e Sixers) e também, independentemente disso, para terem alguma hipótese de aspirarem a destronar a equipa de Miami, neste momento precisam mais de descanso e pernas e cabeças frescas do que da vantagem-casa.

Porque mesmo que a tivessem, nesta forma não ganhavam a série de certeza. O que os Pacers (ou os seus titulares, pelo menos) precisam urgentemente é dumas férias e de chegar aos playoffs (e a uma possível série com os Heat) frescos. Porque assim não têm hipótese.

11.4.14

AI x 2


Depois do passe do ano, ...


... o crossover do ano?


Parece que vamos ter Andre Iguodala a dobrar nas melhores jogadas da temporada.



Entretanto, estamos em falta convosco e ainda não conseguimos escrever a nossa parte do último Bater Bolas e o nosso bitaite sobre a equipa (ou equipas) que pode fazer uma surpresa na primeira ronda dos playoffs no Oeste, mas amanhã contamos conseguir fazê-lo.

9.4.14

Falta ou abafo?


Vamos lá à discussão do dia:


Falta ou abafo limpo de Miles Plumlee?

Não é uma decisão fácil (mesmo depois de ver a repetição várias vezes), mas não marcar falta parece-nos ter sido a melhor decisão.

O argumento que tem sido mais utilizado para justificar a jogada como um desarme de lançamento limpo é a regra de que "mão é bola". Como diz nas regras da NBA, "the hand is considered part of the ball when it is in contact with the ball and contact with a players hand when it is in contact with the ball is not a foul."

De qualquer forma, independentemente disso, esse não é o argumento decisivo nesta jogada. Porque essa regra aplica-se quando o jogador toca em simultâneo na mão e na bola. Aí, como diz a regra, a mão conta como bola. Mas Miles Plumlee toca (ligeiramente e com dois dedos apenas, mas toca) na bola primeiro e só depois há contacto com a mão. Não se percebe claramente no vídeo, porque esse toque acontece quase fora do plano, mas aqui neste plano mais aproximado dá para perceber isso:


E ainda mais aproximado:


O rookie dos Nets toca na bola e desvia, ainda que ligeiramente, a sua trajectória e quando entra em contacto (um contacto no seguimento do movimento) com a mão de James, este já tinha perdido o controlo da bola. E, a existir algum contacto simultâneo, lá está, aplica-se a regra anterior.

Depois há a questão do braço esquerdo de Plumlee no peito de Lebron. Mas, mais uma vez como dizem as regras na NBA, o defensor pode usar o antebraço para manter a posição na área debaixo do cesto ("Inside the lower defensive box, a defender may use an extended forearm at anytime to maintain his position against a payer with the ball. At no time may the forearm be used to dislodge, reroute or impede the offensive player."). Não pode empurrar nem desviar o atacante da sua trajectória, mas nenhuma dessas coisas parece acontecer neste caso.

É uma decisão muito difícil de julgar em velocidade normal e se mesmo após quinhentas repetições estamos (e vamos continuar) a discutir se é falta ou não, imaginem ter de decidir no momento. Por isso, a decisão é mais do que aceitável e teríamos decidido da mesma forma.

Um alemão e um canadiano entram na NBA...


Ontem foi a noite de dois dos meus jogadores favoritos (e também da falta/abafo sobre LeBron, mas a isso já lá iremos):


Dois jogadores que, desde estes tempos imberbes e de penteados ridículos, fizeram um percurso ímpar e construíram duas das carreiras mais únicas e improváveis da NBA.

Nowitzki veio, aos 18 anos, diretamente da segunda liga alemã para a NBA (9ª escolha no draft de 98) e, apesar de ter chamado a atenção dos olheiros com uma grande exibição no Nike Hoops Summit de 98 (33 pts e 14 res), era uma daquelas apostas no potencial e que ninguém sabia se ia dar flop ou não; Nash veio duma universidade pequena, era um jogador relativamente desconhecido quando chegou à liga (quando foi escolhido na 15ª posição do draft de 96, os fãs dos Suns apuparam a selecção) e ninguém dava muito por ele. E ambos tornaram-se um dos melhores de sempre nas suas posições.

O alemão reinventou e redefiniu a posição de power forward e é o melhor lançador de sempre entre jogadores interiores. Nunca um jogador de 2,13m jogou assim de frente para o cesto ou lançou tão bem.
E Nash é um dos melhores passadores e distribuidores de jogo que a liga já viu. E também nada mau na hora de atirar ao cesto (é um membro do exclusivo clube 50-40-90, com 51.8% nos 2pts, 42.8% nos 3pts e 90.4% nos LL). 

Ontem, Nowitzki ultrapassou Oscar Robertson e entrou no Top 10 dos melhores marcadores de sempre:



E Nash ultrapassou Mark Jackson e está no top 3 de sempre de assistências:


De Nash não sabemos quanto mais vamos ver (ou sequer se vamos ver mais) e de Nowitzki já não temos muito mais épocas para ver (duas ou três, no máximo), mas os seus lugares na história já estão mais que seguros.

6.4.14

Bater Bolas - Surpresas a Oeste



Há duas semanas perguntámos qual a equipa do Este que, numa conferência com dois claros favoritos, podia impedir uma final Heat x Pacers. Do outro lado da liga, o panorama é bastante mais equilibrado e poderemos ter oito equipas apuradas para os playoffs com cinquenta ou mais vitórias. 

Os quatro primeiros lugares da conferência estão já praticamente definidos. Spurs, Thunder, Clippers e Rockets deverão acabar nessas quatro primeiras posições (a única dúvida são os Rockets, mas têm três jogos de vantagem sobre os Blazers e não deverão perder esse lugar) e terão vantagem-casa na primeira ronda. Mas, numa conferência com tantas boas equipas, a possibilidade duma surpresa nessa primeira ronda é muito maior que no Este.

Por isso, o tema que lançamos esta semana e o que vos perguntamos é: qual das quatro equipas sem vantagem-casa na primeira ronda pode fazer uma surpresa? Ainda há a dúvida de qual, entre Mavs, Grizzlies e Suns, ficam com as duas últimas vagas, mas qual das cinco (Blazers, Warriors, Mavs, Grizzlies e Suns) pode surpreender um dos quatro primeiros?


Como sempre, deixem aí as vossas opiniões e deixaremos depois aí a nossa.

5.4.14

Big Al, o mestre da área pintada


Depois de anos como a anedota da liga, os Bobcats parecem determinados em dar a volta e transformar-se numa boa equipa. Esta temporada, não só estão com um recorde positivo e vão apurar-se para os playoffs, como até na comunicação estão a ficar bons. Este foi o pacote que enviaram aos votantes para promover a candidatura de Al Jefferson para uma All-NBA Team:

Completo com as várias tonalidades de Big Al disponíveis...


e uns tutoriais sobre o ofício:


Os Bobcats estão a ficar uma equipa a sério ou quê? Go, Bobcats!

4.4.14

Triplo Duplo - episódio 13


No TRIPLO DUPLO desta semana:

- a luta pelas últimas vagas nos playoffs (Knicks ou Hawks? Mavs, Grizzlies ou Suns?)
- DeMarcus Cousins tem o reconhecimento devido ou é prejudicado pela sua reputação? E essa reputação é justificada ou injustificada?
- e (em resposta ao email do Bruno Guimarães) será que Phil Jackson vai implementar o triângulo ofensivo nos Knicks? E será que é possível?


2.4.14

Curry e a arte de lançar


Nós percebemos a necessidade de mostrar de forma positiva o produto que se vende e a ESPN já nos habituou a exagerar um pouco os feitos de alguns jogadores (hello, LeBron), mas desta vez pode ter ido longe demais. Stephen Curry é, sem dúvida, um dos melhores atiradores da NBA, talvez mesmo o melhor, mas dizer que ele está a reinventar o acto de lançamento é um esticar muiiiiiito a corda. 


David Fleming fez um longo artigo sobre o gesto de lançamento do base dos Warriors, onde afirma que este está a redefinir a forma de lançar. E a teoria de Fleming é que a mecânica de lançamento de Curry é revolucionária porque este liberta a bola mais cedo e mais rápido que qualquer outro jogador. Curry não salta muito para lançar e já está a libertar a bola ainda na subida e antes de atingir o ponto mais alto do seu salto. E, segundo Fleming, consegue fazer todo o gesto em menos 0.2 segundos que a média.

É um facto que Curry tem um gatilho rapidíssimo (basta ver um jogo dele para o perceber) e consegue com isso ganhar tempo e espaço precioso para lançar, mas ter uma mecânica rápida é bem diferente de revolucionar o gesto de lançamento. Aquilo que Curry faz é apenas uma pequena variação da mecânica de lançamento dos livros. O seu gesto é perfeito, mas não só está longe de ser o primeiro jogador a fazer uma adaptação no gesto, como não o faz de forma tão radicalmente diferente de outros (entre os actuais e entre todos os grandes atiradores que a NBA já teve).

Por exemplo, Ray Allen (um dos jogadores comparados com Curry no artigo) usa mais as pernas, salta mais alto e liberta a bola apenas quando atinge o ponto mais alto do salto.




E se olharmos para outros grandes atiradores (de agora e do passado: Kyle Korver, Bradley Beal, Steve Nash, Reggie Miller, Glen Rice, Dell Curry, etc, etc) encontramos muitas destas pequenas variações. Uns mais rápido, outros que saltam mais, outros que saltam menos, uns que usam um bocadinho mais as pernas, outros que usam um pouco mais os braços, mas todos com princípios e fundamentos semelhantes. 

Curry desenvolveu esta pequena variação na mecânica ao longo da sua vida e da sua formação para compensar o facto de  ser um jogador pequeno e que precisava de lançar rápido para conseguir lançar sobre jogadores mais altos, mas não inventou uma nova forma de lançar. Se ele lançasse da cintura ou de trás da cabeça com as duas mãos, aí teria inventado uma nova forma de lançar (duas formas estúpidas, eu sei, mas é só para ilustrar o meu ponto).

Va lá, senhores da ESPN, o que Curry consegue fazer em campo e a facilidade com que mete a bola no cesto já são suficientemente impressionantes e já são motivo mais que suficiente para todos seguirmos deliciados os seus jogos, não precisamos exagerar.

1.4.14

Fazer ou não fazer tanking?


Vamos lá então ao nosso bitaite sobre o infame "tanking". Fazer ou não fazer? Será a melhor estratégia para (re)construir uma equipa ou é melhor construir através de trocas e da free agency?



Antes de mais, sobre a natureza do tanking:
É algo que é contrário ao espírito do jogo e devia ser combatido pela NBA?

Sim e não. Perder jogos de propósito é contrário ao espírito do jogo e é, pura e simplesmente, fazer batota. Mas nenhuma equipa na NBA perde jogos de propósito, i.e., nenhum jogador da NBA perde de propósito e o plantel que entra em campo quer ganhar e dá o seu melhor para tal. Apenas não são bons o suficiente para o fazer muitas vezes.

O que as equipas fazem é outra coisa: é traçar um plano para ganhar a longo prazo. E chegarem aonde querem pode demorar vários anos. No curto prazo optam por desenvolver os jovens do plantel e, pelo caminho, aumentar as hipóteses de continuar a reforçar a equipa através do draft. 

Salvaguardando as óbvias diferenças, é um plano um pouco semelhante ao que é feito, por exemplo, em escalões de formação. Monta-se uma equipa de iniciados (sub12) com atletas de primeiro ano no escalão (com 11 anos) (que nesse primeiro ano pode perder muitos jogos) para ser competitiva no segundo ano.

Um plano destes na NBA, embora signifique não ser competitivo no imediato, também não é contrário ao espírito do jogo. Elas querem ganhar, só que para essas equipas esse é um plano a vários anos.

Mas, no entanto, é algo que não devia ser tão recompensado. Quando (ou se) a liga mudar as regras do draft e diminuir as probabilidades dos piores recordes ganharem a primeira escolha (por exemplo, com possibilidades iguais para todas as equipas que ficam fora dos playoffs), esse problema será reduzido.

Até lá, enquanto as regras recompensarem tanto as derrotas, compreende-se que as equipas recorram a esse plano. Porque não o fariam? Se eu fosse um general manager nas circunstâncias que falaremos a seguir, também o faria, provavelmente.


É uma boa estratégia então? 

É uma das estratégias disponíveis. Em termos absolutos, não é melhor nem pior que as outras. Depende das equipas e das circunstâncias. 

Para equipas de mercados grandes (como os Lakers ou Knicks), que conseguem atrair mais e melhores free agents, é uma estratégia a que não precisam de recorrer. Mas para equipas de mercados pequenos (como uns Bucks ou Cavs) é provavelmente a melhor hipótese de conseguir uma estrela ou um franchise player e a melhor forma de começar a montar uma equipa.

Depende também da fase da reconstrução em que estão. Para uma equipa já a meio da mesma ou já com um bom núcleo para desenvolver, não fará sentido deitar isso abaixo para começar de novo e pode fazer mais sentido tentar completar esse núcleo com free agents ou trocas (mais uma vez, como os Pacers fizeram). Mas para equipas que estão em fim de ciclo (como os Celtics na época passada) ou com um plantel que atingiu o seu tecto e não vai mais longe (como os Sixers do ano passado), já faz mais sentido mandar abaixo e começar do zero (ou quase).

E, claro, também depende do ano em que o fazem. Num draft como o de 2003 ou o de 2014 é uma boa estratégia, num como o do ano passado nem tanto.


É a única estratégia que resta às equipas de mercados pequenos?

Não e há equipas fora dos maiores mercados (como Dallas ou Miami) que apostaram (e apostam) na free agency e nas trocas para construir as suas equipas. Ou como Indiana (um dos mercados mais pequenos da NBA) que optou por uma estratégia mista. Construiu através do draft e também através de trocas e free agency.

Mas muitas equipas veem-na como a mais fácil. Ou, pelo menos, como a forma mais fácil de começar. E como dissemos em cima, pode ser a melhor (ou única) forma de conseguirem essa(s) primeira(s) peça(s).


É uma estratégia fácil então?

Não, de todo. Não é de certeza tão fácil como parece pela quantidade de equipas que o fazem. É uma estratégia que para além de exigir uma gestão competente e uma boa avaliação de talentos, também depende bastante da sorte. Pode correr muito bem (como correu aos Thunder, por exemplo) ou muito mal (como aos Cavs).

Ter escolhas altas não garante uma boa equipa. É preciso escolher bem e, lá está, ter também sorte nessas escolhas. Para além disso, também é possível escolher bem e construir pelo draft sem ter as primeiras escolhas ou sequer escolhas altas (como, mais uma vez, os Pacers: Paul George foi a 10ª escolha, Hibbert a 17ª e Stephenson a 40ª; ou os Spurs: Tony Parker foi a 28ª escolha e Ginobili a 57!).

Na verdade, são muito mais os exemplos de equipas com escolhas altas (algumas vários anos seguidos) que não se traduziram em equipas de topo do que o contrário. A excepção (e a vez em que esse plano correu na perfeição) são mesmo os Thunder.

Por isso, para uma equipa num mercado pequeno, pode ser uma boa estratégia para começar a construção dum plantel. Mas está longe de ser uma estratégia garantida ou fácil. Ter a primeira escolha (ou uma das primeiras) é só o começo do plano. Depois depende do que se faz com ela. E do que se continua a fazer depois disso.