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12.8.12

Hoje Temos: EUA x Espanha


Já tivemos um final emocionante esta manhã e a Russia a levar para casa a medalha de bronze. E daqui a uma hora e meia (transmissão em directo na RTP 2), temos o jogo para o ouro. As actuais duas melhores selecções do mundo reeditam a final de Pequim.
Há quatro anos, Espanha deu brava luta e, num jogo equilibrado, perdeu por 11 pontos. Poderão repetir hoje o feito e discutir o jogo com os americanos ou os EUA continuam a dominar e levam o ouro para casa sem dificuldade?




21.6.12

Hoje Temos: NBA Finals - jogo 5


Já têm planos para esta noite? Não vos passa pela cabeça qualquer outro que não seja ver o jogo 5 destas Finais, pois não? Porque hoje pode ser o último jogo da temporada. Hoje podemos assistir a LeBron a ganhar o seu primeiro título. Ou então os Thunder diminuem a desvantagem e prolongam a época por pelo menos mais um jogo. De qualquer das formas, hoje ninguém vai dormir cedo.


19.6.12

Hoje Temos: NBA Finals - jogo 4


Hoje temos várias perguntas para serem respondidas. Será que os Thunder não vão deixar a pressão do momento afectá-los e vão mostrar a maturidade que exibiram em eliminatórias anteriores? Será que vão, finalmente, começar bem o jogo? Será que Durant aparece no quarto período? Será que Scott Brooks aposta mais em Sefolosha? Será que vão (como precisam para ganhar) ganhar a luta nas tabelas? 
E os Heat? Será que não vão desperdiçar a oportunidade de se aproximarem do título? Será que LeBron vai continuar a jogar como um homem numa missão e não vai deixar isso acontecer? Será que Battier vai continuar a lançar triplos como se fossem lances livres? Será que Bosh continua a jogar como um verdadeiro power forward e continua a fazer a diferença nos ressaltos?

Será que esta série fica empatada e tudo fica em aberto ou será que os Heat tomam o controlo e ficam à beira do título?

Respostas já daqui a umas horas, porque Hoje Temos:


17.6.12

Hoje Temos: NBA Finals - jogo 3


Hoje as Finais mudam-se para a solarenga Florida, para o primeiro de três jogos em casa dos Heat. Será que os miúdos de OKC aprenderam a lição dos dois primeiros jogos e não entram a dormir ou será que a equipa da casa passa para a frente da série? Vamos ter trovoada em Miami ou vai continuar a onda de calor?


14.6.12

Hoje Temos: NBA Finals - jogo 2


E hoje temos o segundo round do duelo Heat x Thunder. Qual é a previsão para hoje em OKC? Noite de trovoada ou noite de calor?


12.6.12

Hoje Temos: NBA Finals - jogo 1


E hoje temos a bola ao ar nestas Finais que se esperam épicas. Estão prontos? Já beberam os cafés e os Red Bulls todos? Porque hoje ninguém dorme até expirar o último décimo de segundo no relógio. E seja onde fôr e como fôr que vejam o jogo, seja em casa, seja num bar, seja na SportTV, seja no computador, seja sozinhos, seja acompanhados, podem acompanhá-lo sempre aqui no SeteVinteCinco. Já falta pouco, por isso, até já, pessoal!


9.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 7


Haters, lovers, indiferentes ou assim assim, hoje é o jogo que ninguém pode perder. É o culminar desta série fantástica num (esperemos) épico jogo 7.
Depois da exibição histórica de LeBron James em Boston, tudo se decide hoje em Miami. Conseguirão os Celtics arrancar uma vitória no reduto do adversário e avançar para a sua terceira final em cinco anos ou irão os Heat às Finais pelo segundo ano consecutivo?


Os fãs dos Heat que me perdoem (e os dos Celtics também), mas uma vitória dos Thunder sobre os Celtics nas Finais seria o final perfeito para a temporada dos miúdos de OKC. Depois de terem eliminado os últimos três campeões do Oeste, ganhar aos Celtics nas Finais significaria eliminar na caminhada para o título os últimos quatro campeões da NBA. Seria (será?) um percurso que simboliza na perfeição a mudança da guarda na liga. Seria a passagem de testemunho perfeita.

Por outro lado, quem não gosta de LeBron que me perdoe, mas independentemente do que pensem dele e independentemente do resultado que desejem, há uma coisa que todos devíamos fazer: maravilhar-nos com o que ele faz em campo. Podem torcer para que ele perca (e o desporto é isso, torcer pela vitória de uma equipa e pela derrota de outra), mas não deixem que isso vos impeça de disfrutar daquilo que ele faz dentro de campo. Não é todos os dias que temos a oportunidade de assistir a exibições como a do jogo 6 (desde 1964 que ninguém tinha essa oportunidade!).

Por isso, disfrutemos das grandes jogadas e das grandes exibições que esta série já nos deu, desejemos um jogo inesquecível hoje,  e que ganhe o melhor.

7.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 6


Está encontrado o primeiro finalista de 2012. Ontem os Thunder deram (mais) uma demonstração de qualidade e maturidade, culminaram uma impressionante reviravolta na série e carimbaram a passagem às Finais (já lá vamos em mais detalhe no próximo post). Hoje é a vez dos Celtics tentarem fazer o mesmo. Que vos parece? Os velhinhos de Boston fecham hoje a série e vão bater-se pelo título com os miúdos de OKC ou os Heat levam isto a um épico jogo 7?

Hoje Temos mais um imperdível Miami x Boston: 


6.6.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - jogo 6


Quem diria que estaríamos aqui hoje com Celtics e Thunder à beira das Finais? Antes das finais de conferência começarem, poucos o previam e então depois dos primeiros dois jogos ainda menos acreditavam que fosse possível a qualquer uma destas equipas vencer três jogos consecutivos e virar a eliminatória. Foram, até agora, duas recuperações fantásticas e, se se concretizar a passagem de ambas às Finais, serão duas das maiores reviravoltas a que já assistimos nos playoffs. 

Mas as séries ainda não terminaram e não descontem já os Heat e os Spurs. Tanto uns como outros ainda têm uma palavra a dizer e a equipa de San Antonio tem já hoje a oportunidade de o fazer. Será a sua última palavra nesta temporada ou conseguem adiar a decisão para um tão desejado jogo 7 (indepentemente da equipa por que torçam e que queiram ver nas Finais, estas duas séries merecem dois jogos 7 épicos!)? 

Pois, Hoje Temos:


5.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 5


Costuma dizer-se que uma série só começa quando das equipas ganha um jogo fora. Pois a final da conferência Oeste começou. Os Thunder conseguiram ontem uma vitória impressionante em San Antonio, fazendo uma reviravolta surpreendente de 0-2 para 3-2, quebrando a série de 16 vitórias consecutivas em casa dos Spurs e tornando-se na primeira equipa a vencer um jogo na casa do adversário nestas finais de conferência. 

Hoje é a vez dos Celtics tentarem repetir o feito. E este é um jogo onde não faltam motivos de interesse. Como se não bastasse ser um jogo de final de conferência (a partir de agora são todos imperdíveis), é o jogo 5 (um jogo sempre decisivo e, quando está 2-2, um jogo que deixa uma das das equipas à beira das Finais), é o jogo que se segue ao clássico instantâneo que foi o jogo 4 (e os Celtics vêm com a motivação em alta) e é um jogo onde Chris Bosh pode regressar. 

A recuperação de Bosh tem corrido bem e o power forward já participou no shootaround de hoje. Mas os Heat mantêm o segredo até à hora do jogo e Erik Spoelstra disse que é um decisão para tomar antes da partida. Por isso, podemos ter Bosh em campo hoje. E os Heat precisam dele. Precisam dele para defender Garnett e precisam dele para não permitir tantas ajudas defensivas do power forward dos Celtics e libertar espaço no ataque para as penetrações.

Mas, se o tivermos em campo, que Bosh vamos ter? Um Bosh em forma e que vem ajudar os Heat ou um Bosh enferrujado? Não faltam, portanto, motivos para não perder este jogo. E que jogo vamos ter? Um onde os Celtics continuam a demonstrar uma garra e um coração sobre-humanos e conseguem imitar os Thunder ou um onde os Heat ficam mais perto das Finais? 

Ora então, Hoje Temos:


4.6.12

Jogar com o coração


Esta tem sido uma óptima semana para ser fã da NBA. Temos assistido a jogos emocionantes e a umas finais de conferência memoráveis. Tanto a Este como a Oeste, as lutas por um lugar nas Finais estão a ser das melhores que nos lembramos, com exibições individuais históricas, grandes exibições colectivas, jogos disputados até ao último segundo e séries equilibradíssimas. 

Ainda ontem, quem ficou acordado a ver o jogo entre Celtics e Heat, assistiu a um dos melhores e mais emocionantes jogos destes playoffs. Foi (mais) uma noite mal dormida, mas valeu cada hora perdida de sono. Estão, na verdade, a ser umas finais de conferência melhores do que esperado. E isso deve-se àquilo que faz do basquetebol (e do desporto em geral) algo tão espectacular: a imprevisibilidade.


Porque, apesar de todos os recursos estatísticos e todos os intrumentos que temos para avaliar os jogadores e as equipas, há algo que nenhuma estatística consegue medir: o coração e a alma duma equipa. Não quer isto dizer que as estatísticas são irrelevantes. As estatísticas, tradicionais ou avançadas, são um valioso instrumento para nos ajudar a interpretar o jogo, revelar tendências e tentar prever cenários futuros. Podemos (e devemos) analisar a técnica dos jogadores e o potencial físico das equipas. Podemos analisar os seus sistemas. Podemos estudar os números individuais, os números colectivos, cruzar esses números, compará-los e avançar com o resultado mais provável.

Podemos traçar os cenários no papel. Mas depois esses cenários vão ser executados por humanos. Que não são máquinas. Que, embora às vezes nos esqueçamos por serem atletas tão dotados que quase parecem super-heróis, são, por natureza, falíveis e imprevisíveis. E a estatística não consegue prever essa parte. A estatística não consegue medir a parte mental do jogo. A vontade de ganhar, a determinação, a garra, a luta dentro de cada um. Como um jogador ou uma equipa vão reagir quando estão a perder por 20 pontos num jogo ou por dois jogos numa série. Como um jogador ou uma equipa reagem à pressão ou quando um jogador ou uma equipa se transcendem e fazem mais do que aquilo que os números sugeriam ser possível.

E é essa a maior beleza do desporto. Por mais que tentemos prever o que vai acontecer, não passa disso, uma tentativa. Uma aproximação. Podemos dizer que o resultado mais provável é o resultado x, mas depois, na prática, pode acontecer o inverso. Não é matemática. Não é uma ciência. E ainda bem.

Porque é isso que nos proporciona momentos como aqueles que temos tido o privilégio de assistir nestas finais. Depois dos dois primeiros jogos em Miami, os Celtics pareciam uma equipa incapaz de acompanhar os Heat e condenada a uma eliminação rápida. Os Thunder pareciam condenados ao mesmo destino e os Spurs pareciam cada vez mais invencíveis. Mas depois, em Boston, os Celtics demonstraram uma alma e uma garra que lhes permitiu superar todas as limitações físicas e chegar a um empate que há quatro dias parecia impossível. E os Thunder, de volta a Oklahoma, para além de terem reencontrado a energia, tiveram contribuições ofensivas históricas dos jogadores mais improváveis: Sefolosha e Ibaka, dois especialistas defensivos, fizeram (respectivamente, no jogo 3 e 4) os melhores jogos ofensivos das suas carreiras. E também nesta série ficou tudo empatado. Agora é uma série à melhor de três em ambos os lados.

Nos últimos oito dias, temos sido recordados porque adoramos este desporto e esta liga. Pois disfrutemos. E continuemos a deleitar-nos. Porque Hoje Temos um determinante jogo 5 entre Spurs e Thunder. Uma destas equipas vai ficar à beira das Finais. Qual delas será? Manter-se-á a hegemonia das equipas da casa ou os Thunder conseguem quebrar o padrão?




E a propósito de alma e coração, recuperamos aqui alguns posts do nosso baú:

- John Wooden, o lendário treinador universitário, dizia que "you can't teach height". Chucky Hayes mostra-nos também que you can't teach heart.



3.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 4


E hoje? Os Celtics continuam a mostrar um coração de campeão e temos série ou os Heat ganham uma vantagem que pode ser inultrapassável? Até agora, nestas finais de conferência, jogar em casa tem sido sinónimo de ganhar. Vai manter-se a tendência?



2.6.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - jogo 4


No jogo 3, os Thunder quebraram a série de 20 vitórias dos Spurs e reentraram na eliminatória com um grande jogo de Thabo Sefolosha (excelente na defesa e melhor no ataque do que alguma vez nestes playoffs), uma defesa de ferro e um grande coração. Encostados à parede e num jogo de vida ou morte, os Thunder foram mais determinados, mais agressivos e quiseram mais. E uma série que parecia cada vez mais inclinada para o lado de San Antonio, ganhou nova vida. 

E Hoje Temos um imperdível jogo 4:


1.6.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 3


Ontem, fruto (não só mas também) do jogo da vida de Thabo Sefolosha, os Thunder reentraram na eliminatória. Hoje é a vez dos Celtics tentarem ganhar algum oxigénio na final do Este. Até agora, não pareceram capazes de parar os Heat. No jogo 2, Rajon Rondo fez uma das melhores exibições da sua carreira e uma das melhores exibições da história dos playoffs. Quem viu o jogo, pode dizer que assistiu a uma exibição histórica. Para terem noção do feito de Rondo, nunca nenhum jogador tinha conseguido 44 pontos, 10 assistências e 8 ressaltos num jogo dos playoffs! E mesmo assim os Celtics perderam. 

Por isso, está muito complicada a vida para a equipa de Boston, que hoje faz o quarto jogo nos últimos seis dias e tem (mais) um jogo de vida ou morte. Que vai acontecer? A equipa de Boston consegue uma vitória em casa ou os Heat praticamente carimbam a passagem às Finais?


31.5.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - jogo 3


Bem, Scott Brooks mudou mesmo a estratégia no jogo 2 e manteve Serge Ibaka em campo no quarto período. E os Thunder tiveram boas percentagens de lançamento. E Durant, Westbrook e Harden fizeram um grande jogo e entre os três marcaram quase 90 pontos. E mesmo assim os Thunder perderam. O que nos deixa a pensar no que será preciso para ganharem um jogo a estes Spurs. 

A resposta pode passar mais pela equipa de San Antonio do que pela de OKC. Porque os Thunder não têm jogado mal (e se no jogo 1, podemos criticar a estratégia de Scott Brooks no quarto período, no jogo dois não lhes podemos apontar nada, fizeram um óptimo jogo). Só que os Spurs têm jogado ainda melhor. Não se trata daquilo que os Thunder fizeram de mal, mas daquilo que os Spurs fizeram de (muito) bom. Os Thunder simplesmente têm sido batidos por uma equipa melhor.

Já pensaram bem nisto? Os 88 pontos que Durant, Westbrook e Harden marcaram eram suficientes para ganhar muitos jogos de playoffs. E neste jogo 2 esses 88 pontos não chegaram para ter um jogo renhido. Nos últimos seis períodos (a segunda parte do jogo 1 e o jogo 2), a execução dos Spurs no ataque tem sido exemplar e imparável. E é por isso que o destino dos Thunder está mais nas mãos dos Spurs do que na deles próprios. Os Thunder têm hoje um jogo de vida ou morte e a sua maior hipótese de vitória depende dos Spurs terem um jogo menos bom. Porque se estes continuarem a carburar como até aqui, esta série vai ser mais curta do que previmos.

Daqui a umas horas, vamos descobrir se a série de vitórias dos Spurs entra cada vez mais em território histórico (as 20 vitórias que levam são a terceira série de vitória mais longa de sempre e estão a um jogo de igualar o recorde dos Lakers de 11 vitórias consecutivas nos playoffs) ou se OKC consegue uma bolsa de oxigénio. Porque Hoje Temos:


30.5.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 2


No primeiro jogo os veteraníssimos Celtics não se mostraram capazes de acompanhar os mais jovens e mais atléticos Heat. E hoje? Os Heat aumentam a vantagem e vão para Boston com uma confortável diferença de dois jogos ou os Celtics conseguem ir buscar forças sabe-se lá onde e ganhar em South Beach?



E hoje temos também a lotaria do Draft. Às 20 horas (nos Estados Unidos; uma da manhã em Portugal) anda a roda e vamos ficar a saber quem são os grandes premiados com as primeiras escolhas do draft do próximo mês.

29.5.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - Jogo 2


E hoje? Os Spurs mantêm a série de vitórias ou os Thunder conseguem roubar um jogo em San Antonio?

No jogo 1, os Spurs entraram na partida a tentar correr com os Thunder, a atacar rápido e não lhes correu muito bem. Vimos muitas vezes Parker a explorar a primeira opção do pick and roll, penetrar, a precipitar-se muitas vezes contra uma defesa fechada dos Thunder e a ficar sem linhas de passe. E os Spurs terminaram a primeira parte com 14 turnovers.

Foi já na segunda parte (e em especial no último período), quando desaceleraram e começaram a executar melhor no ataque em meio campo, que conseguiram passar para a frente e dominar o jogo. O próprio Parker admitiu isso no final do jogo, afirmando que tentou fazer as coisas depressa demais no início do jogo e que foi quando começaram a levar o seu tempo para atacar que tomaram as rédeas do jogo. E contaram também com o melhor jogo de Manu Ginobili nos playoffs.

Mas também contaram com uma ajuda de Scott Brooks. O treinador de OKC, à semelhança do que tem feito inúmeras vezes ao longo da temporada, recorreu no último período a um cinco mais baixo, com apenas um dos bigs em campo e com Kevin Durant a power forward (tentando explorar o mismatch de velocidade e mobilidade com Durant nessa posição; com uma equipa como os Lakers, por exemplo, correu bem, pois estes tinham de optar entre manter os seus dois bigs, Gasol e Bynum, em campo e colocar um deles a defender Durant - o que não conseguia - ou então eram obrigados a tirar um deles). E manteve Serge Ibaka no banco durante todo o período final. 

Essa estratégia já correu bem muitas vezes nesta temporada, mas desta vez saiu o tiro pela culatra. Os Spurs tinham tido dificuldade de penetrar na defesa dos Thunder e marcar pontos no garrafão, mas sem Ibaka em campo fizeram-no a seu bel-prazer durante os 12 minutos finais. E no ataque, Durant não conseguiu explorar nenhum mismatch, pois continuou a ser defendido pelo small forward adversário (Stephen Jackson). Porque os Spurs jogam também muitas vezes com cincos mais baixos, só com um big em campo (Duncan) e com bases e extremos a rodeá-lo. É uma estratégia em que estão à vontade, não perderam nada na defesa e no ataque exploraram isso na perfeição.

Vamos ver se Scott Brooks mantém a estratégia hoje (pode também optar por manter o cinco mais baixo, mas com Ibaka como único big, em vez de Perkins) ou se opta pela estratégia com que inicia o jogo, com um cinco tradicional com dois bigs (que lhes estava a dar melhores resultados no jogo anterior). E vamos ver se, mesmo que isso aconteça, é suficiente para quebrar esta série de vitórias dos Spurs. Já vai em 19. Chega às duas dezenas hoje?


Celtics x Heat - Anatomia de outra série


Se a série final a Oeste era a mais esperada pela maioria dos fãs, a Este também se enfrentam as equipas que, depois das lesões e consequente eliminação dos Bulls, todos queriam ver nesta final de conferência: Heat e Celtics encontram-se mais uma vez, num duelo que já começa a tornar-se clássico. Porque estes jogadores levam já muitas e duras batalhas entre eles. A equipa de Boston eliminou os Cavs de Lebron em 2008 e 2010 e os Heat de Wade em 2010. O ano passado foi a vez de Lebron e Wade, já juntos em Miami, se vingarem e mandarem os Celtics para casa. Pois, agora vamos ter o tira-teimas.


E o que podemos esperar deste tira-teimas? Duas equipas que, ao contrário dos finalistas do Oeste, chegam a esta fase desfalcadas e depois de batalhas desgastantes nas rondas anteriores. 
Os Celtics têm sido dizimados pelas lesões ao longo de toda a temporada. Foi Green, foi Wilcox e foi Jermaine O'Neal ainda durante a temporada regular e, já nos playoffs, perderam Avery Bradley, Paul Pierce tem jogado limitado pelo estiramento no joelho esquerdo e o tornozelo de Ray Allen está longe dos 100%. Mas nada disso foi suficiente para os parar. Mais ou menos amassados, com mais ou menos gente disponível, têm lutado sempre e, a jogar melhor ou pior, conseguiram escavar caminho até aqui.

Os Heat também têm os seus problemas com lesões e chegam até aqui sem uma das suas peças mais importantes, Chris Bosh. O power forward não deve recuperar a tempo desta série (parece que a recuperação está correr bem, até melhor do que esperado, mas não devem arriscar e Bosh só deve voltar, se lá chegarem, nas Finais) e deve mesmo ficar fora destas contas. E a sua ausência tem obrigado a trabalho e desgaste redobrados para James e Wade.

Apesar de neste momento da temporada ninguém estar já a 100%, os Celtics chegam até esta aqui em pior estado. Para além das lesões, vêm também duma esgotante série de sete jogos com os Sixers e tiveram apenas um dia de descanso entre o jogo 7 dessa série e o jogo de hoje. Os Heat, apesar de tudo, são mais jovens e tiveram mais tempo de descanso. Ora isso tanto pode ser apenas mais um obstáculo para Boston ultrapassar, como pode tornar-se uma diferença determinante nestes jogos.

Questões físicas à parte, o que vamos ver quando estas equipas entrarem em campo? Duas equipas com algumas semelhanças no estilo de jogo, embora com interpretações e recursos diferentes. E são dois estilos que se encaixam, por isso (ao contrário da série Spurs x Thunder, em que os estilos se opoem e quando uma aplicar o seu estilo vai obrigar a outra a jogar fora do seu), aqui ambas as equipas vão estar a jogar nos seus estilos ao mesmo tempo. A chave será mesmo qual delas consegue levar a melhor.

Embora de formas diferentes, ambas as equipas gostam de contra-atacar. E embora de formas diferentes, ambas fazem bem a transição defensiva. Os Heat porque são atléticos e rápidos e conseguem recuperar rápido, os Celtics porque não colocam muitos jogadores (normalmente apenas um) no ressalto ofensivo e preferem prevenir-se e recuperar para a defesa.

Por isso, porque ambas defendem bem e quando tiverem oportunidade de contra-atacar não a podem desperdiçar, vamos ver as equipas a tentar contra-atacar sempre que conseguirem. Mas vão fazê-lo de forma diferente. Enquanto os Heat têm em Wade e James duas locomotivas a correr para o cesto, os Celtics dependem de um jogador, Rondo. Enquanto o contra-ataque dos Heat tenta finalizar debaixo do cesto, é mais perigoso na primeira vaga e a maior dificuldade em pará-lo é conseguir acompanhar James e Wade no campo aberto, o dos Celtics pode também ser perigoso na segunda vaga, com a chegada de atiradores (Allen, Pietrus, Pierce) como trailers. Rondo é um one-man-fastbreak e ele tenta, numa primeira fase, finalizar debaixo do cesto. Não o conseguindo, espera pelos jogadores que vêm atrás e procura assistir para os atiradores que se posicionam nos três pontos.

Quem consegue contra-atacar mais vezes (e melhor) vai ser uma das chaves, portanto. O contra-ataque dos Celtics, pode ser perigoso e eficaz, mas ninguém bate Wade e James no campo aberto, por isso, aqui a vantagem pende para os Heat.

Também no ataque se encaixam. Os Heat dependem muitíssimo (e agora sem Bosh ainda mais) dos pick and rolls. São a equipa da NBA que mais vezes os faz por jogo (contra os Pacers fizeram-no cerca de 50 vezes por jogo). Mas os Celtics são das melhores equipas a defender o pick and roll (porque têm um dos melhores defensores desse movimento, Garnett, e porque defendem com todos os jogadores, fechando bem o garrafão). Os Celtics têm soluções mais variadas e fazem mais passes e movimentação de bola. Mas os Heat têm dos defensores mais versáteis da liga, capazes de defender bem o seu adversário directo e as linhas de passe.

O ataque dos Celtics sempre foi mais versátil e variado e poderia levar vantagem. Mas nos últimos tempos não tem sido tão eficaz como antes. Na série com os Sixers, jogaram poucas vezes no interior e lançaram muitas vezes (vezes demais) de meia distância. Estão a contentar-se em ser uma equipa de meia distância e esse é o ponto forte da defesa dos Heat. Se lhes querem ganhar têm de atacar as suas áreas mais vulneráveis: base (e o duelo Rondo x Chalmers será outra das chaves da série) e o jogo interior. Se não o fizerem e se Garnett não jogar mais vezes no interior, estão em sarilhos.

Tacticamente, tudo aponta para uma série equilibrada. Vão ser jogos de muita luta e cada centímetro de campo vai ter de ser conquistado. Mas, numa série tacticamente tão renhida, a parte atlética e física pode revelar-se a diferença. E se os Celtics tiveram tantas dificuldades com uma equipa dos Sixers  muito atlética, mas mais fraca que esta equipa de Miami, estes podem ser demais para Boston. E é por isso que a nossa previsão é os-mais-jovens-mais-frescos-e-em-melhores-condições-físicas Heat em 5 (ou 6, vamos dar mais uma aos Celtics só pela garra e porque mesmo a jogar mal conseguem encontrar maneira de vencer jogos).


E Hoje Temos, já daqui a uma hora, a bola ao ar nesta batalha:


27.5.12

Spurs x Thunder - Anatomia de uma série


Eis-nos chegados à série mais esperada destes playoffs, a série que todos queriam ver, entre as duas melhores equipas do Oeste (e, provavelmente, da liga) e as duas equipas com o percurso mais dominador desta segunda fase. Thunder e Spurs chegam à final de conferência com apenas uma derrota entre ambas nas duas primeiras rondas. San Antonio varreu as duas rondas iniciais e ganhou os oito jogos por uma média de 13.7 pontos (e, contando com a temporada regular, leva já 18 vitórias consecutivas e 29 nos últimos 30 jogos; a única derrota foi com os Thunder, mas num jogo em que Popovich descansou Parker, Duncan e Ginobili), enquanto Oklahoma City perdeu apenas um jogo na segunda ronda (por três pontos) e ganhou as suas eliminatórias por uma média de 8.1 pontos. São, respectivamente, primeira e segunda na margem de vitória nos playoffs.

Chegam, por isso, frescas e na máxima força a esta final de conferência e tudo aponta para uma série que pode ser memorável. Mas é uma série entre duas equipas com estilos de jogo radicalmente opostos. OKC gosta de correr e acelerar o jogo, jogar em contra-ataque e transições rápidas, enquanto San Antonio prefere desacelerar o jogo, executar o seu ataque em meio campo e limitar o número de posses de bola. Vai ser, por isso, muito interessante de ver qual delas consegue impor o seu estilo. 

Para além disso, os pontos fortes e fracos das duas opoem-se. Os Thunder são muito bons no contra-ataque. Os Spurs são muito bons na movimentação de bola no ataque em meio campo. Os Thunder são muito bons nos ressaltos ofensivos. Os Spurs são muito bons nos ressaltos defensivos. Os Thunder são mais fracos na execução em meio campo. Os Spurs são mais fracos na recuperação defensiva.


Como se traduz tudo isso para este frente-a-frente e o que podemos esperar destes jogos? Vamos ver as áreas onde a série se vai decidir:

Um dos locais onde esta série se decidirá será na tabela defensiva dos Spurs. Os Spurs não são uma grande equipa ressaltadora ofensiva e quando falham não conseguem muitas segundas oportunidades (para limitar os contra-ataques adversários, apostam, por isso, num ataque eficaz e em meter a bola no cesto). Já os Thunder apostam em carregar nos ressaltos ofensivos e são das melhores equipas a conseguir segundas oportunidades. Mas os Spurs são a melhor equipa da liga a segurar a tabela defensiva e a não dar segundas oportunidades ao adversário.

A luta na tabela dos Spurs vai ser decisiva e, nesse aspecto, os Thunder devem ficar preocupados com o que viram na série Spurs x Clippers. A equipa de Los Angeles era também uma equipa muito atlética e uma das melhores na tabela ofensiva (4ª da liga), mas os Spurs conseguiram manter Blake Griffin, DeAndre Jordan e Reggie Evans fora dos ressaltos ofensivos e dominaram a sua tabela defensiva. 

Os Thunder têm, por isso, de gerir bem as suas posses de bola, criar boas oportunidades de lançamento e não as desperdiçar, pois podem não ter segunda oportunidade. Portanto, para terem hipóteses nesta série, estão dependentes de como se portam no seu ponto mais forte e no seu ponto mais fraco.

Podem ser equipas muito diferentes e com estilos opostos, mas há um ponto forte que ambas partilham: o banco. Ambas têm uma equipa profunda e Harden e Ginobili são os dois melhores jogadores da NBA que não jogam no cinco. Ambas conseguem manter o nível de jogo, e às vezes até elevá-lo, quando colocam os suplentes. Esta é outra área onde se vai decidir esta série e nesta não há uma clara vantagem para nenhuma das equipas (embora os Spurs levem alguma).

Já uma área onde os Thunder estão em clara desvantagem é no ataque interior, onde não têm uma ameaça ofensiva e alguém para jogar a poste baixo, de costas para o cesto. Já diziamos o ano passado que isso era o que os separava de ser uma equipa campeã. Faltava-lhes um bocadinho assim e, infelizmente para eles, continuam a ter esse mesmo problema.

Outra área onde poderiam ter desvantagem é na experiência. Os Spurs são um grupo veterano de muitas batalhas, que já venceu campeonatos, que sabe tudo o que precisa fazer para vencer e que não se deixa afectar pela pressão destes momentos. Os Thunder, menos experientes, poderiam vacilar em momento em que a pressão está no limite. Mas os jovens Thunder têm estado no seu melhor quando o jogo chega aos minutos finais e quando a pressão aumenta. Nas séries com os veteranos Mavs e Lakers, foram a melhor equipa no quartos períodos, a que executou melhor e que fechou melhor os jogos. Por isso, vantagem nula neste ponto. Os Thunder já mostraram que estão preparados para os grandes momentos.

Temos, então, duas áreas sem uma vantagem clara para qualquer equipa (o banco e o rendimento sobre pressão), uma onde a vantagem está claramente do lado dos Spurs (execução em meio campo e jogo interior ofensivo) e uma outra onde a vantagem parece pender para os Spurs (tabela defensiva).

Para terminar, uma curiosidade (mas que se pode revelar fundamental): apenas quatro equipas sofreram mais triplos do canto que OKC e os Spurs são uma das melhores equipas a colocar lançadores nos cantos e uma das melhores a lançar daí (41.9%). Fiquem atentos a Matt Bonner, Danny Green, Gary Neal e Stephen Jackson lá no cantinho.

O que tudo isto nos leva a esperar é uma série equilibrada, mas com a vantagem a cair para o lado de San Antonio. Tradicionalmente, nos playoffs ganha-se com um bom ataque em meio campo e uma boa defesa em meio campo. Ambas têm a boa defesa (a dos Spurs já foi melhor, mas ainda é boa e tem melhorado ao longo dos playoffs), mas os Spurs têm o melhor ataque. Por isso, a nossa previsão é Spurs em 6 (ou 7).


E Hoje Temos já o primeiro jogo deste duelo:


26.5.12

Hoje Temos: Jogo 7


Celtics ou Sixers, quem avança para a final de conferência? Se a História é indicadora de alguma coisa, serão os Celtics. Segundo o NBA.com, em 108 jogos 7 na história da NBA, a equipa da casa ganhou 87 deles (80%). Foi exactamente por isso que, antes do jogo 6, Doug Collins mostrou as imagens do jogo 7 de 1982 aos seus jogadores. Para lhes dizer "mostrem-me quanto querem ganhar este jogo e ir a Boston para um jogo 7 que ninguém acredita que podemos ganhar".

Para contrariar a História e a opinião generalizada, os Sixers terão de fazer aquilo que fizeram tão bem no último jogo: defender a área perto do cesto e penetrar. A equipa de Philadelphia sofreu apenas 14 pontos na área restritiva e, no outro lado do campo, os bases atacaram constantemente o cesto. E nenhum o fez melhor que Jrue Holiday, que terminou como o melhor marcador da equipa (20 pts, empatado com Garnett para melhor do jogo).

Esta tem sido uma série decidida no garrafão. Nenhuma das equipas tem lançado bem do exterior (11% para os Sixers e 21% para os Celtics no jogo 6) e os jogos tem sido ganhos nas áreas perto do cesto. Mas não da forma mais tradicional, com os jogadores interiores. Quem tem feito a diferença nos pontos no garrafão são os bases. Três dos quatro jogadores com mais pontos marcados no garrafão são bases (Rondo, Evans e Holiday) e essa será uma das chaves do jogo de hoje. A equipa cujos bases forem mais agressivos e melhores a atacar o cesto ganhará.

A menos que Boston consiga inverter esta tendência de pontos interiores dos jogadores exteriores. No jogo 6, Kevin Garnett lançou 20 vezes. E nenhuma delas dentro do garrafão. Todos os seus lançamentos foram feitos fora do garrafão (!). E essa é outra das chaves para os Celtics, que precisam que Garnett não se contente com lançamentos de meia distância, receba mais vezes a bola a poste baixo e marque mais pontos no interior.

Não esperem um jogo com muitos pontos, pois esta série tem sido dominada pelas defesas. Pode não ser um jogo bonito, como não o foram muitos dos jogos da série. Mas esperem muita luta e muita emoção. É o capítulo final nesta série tão disputada: