30.3.14

Bater Bolas - Fazer tanking ou não fazer tanking


Nunca se falou tanto de "tanking" como nesta temporada. Com as altas expectativas em redor do draft deste ano (que é anunciado como o melhor da última década e com várias possíveis futuras estrelas), algumas equipas optaram por esse plano e apostaram em perder agora para (tentar) ganhar no futuro. Ficar no fundo da tabela para aumentar as hipóteses de ficar com a primeira ou uma das primeiras escolhas e reconstruir a equipa através do draft.


E quando se fala de "tanking" e reconstruir pelo draft, os Thunder são o exemplo sempre referido. Em três drafts consecutivos, seleccionaram Durant, Westbrook, Harden e Ibaka e construiram quase instantaneamente um candidato ao título. Mas isso não quer dizer que seja uma fórmula possível ou fácil de repetir. E também temos, por outro lado, os Cavs, Kings ou Bobcats. Equipas que apesar de terem escolhas altas vários anos seguidos, não conseguiram construir uma equipa de topo (ou sair sequer da metade de baixo da tabela, em alguns casos).

Será então que esse é o melhor plano e a melhor forma de (re)construir uma equipa? É isso que vos perguntamos no BATER BOLAS de hoje.

O que pensam sobre o tanking? Boa ou má estratégia para construir uma equipa? É mais fácil ou mais difícil construir uma equipa pelo draft? É a melhor forma de reconstruir ou será que muitas equipas (de mercados pequenos e sem a mesma capacidade que outras de atrair free agents) optam por isso porque não têm alternativa? 

Triplo Duplo - episódio 12 (o vídeo)


Não foi fácil (tivemos de retirar as imagens da NBA), mas aí está o vídeo do episódio desta semana do TRIPLO DUPLO:


29.3.14

Triplo Duplo - episódio 12


O episódio desta semana teve problemas com a justiça (foi bloqueado pelo youtube por causa da utilização das imagens da NBA), por isso não conseguimos ter aí o vídeo e vão ter de se contentar com o áudio. Não vão poder ver as nossas lindas caras, mas podem ouvir a conversa sobre o duelo Heat x Pacers de quinta-feira, o regresso (ou não) de Derrick Rose, qual é a maior desilusão entre Wolves, Cavs, Pistons e Knicks, e ainda como é ser fã da NBA em 2014.

Podem ouvir tudo aqui (ou no link abaixo):


http://mfi.re/listen/zzlurzwpa963i7x/Triplo_Duplo_(Episódio_12)_.mp3

28.3.14

Triplo Duplo só amanhã



Desculpem lá, pessoal, mas tivemos uns problemas no upload do vídeo e não vamos conseguir ter o episódio desta semana do TRIPLO DUPLO pronto hoje. Falámos do duelo Heat x Pacers de quinta-feira, do regresso (ou não) de Derrick Rose, de qual é a maior desilusão entre Wolves, Cavs, Knicks e Pistons, e ainda de como é ser fã da NBA em 2014. E amanhã colocamos aí o vídeo.

27.3.14

It's all about pace


Não é por acaso que os jogos de temporada regular não têm a mesma intensidade que os dos playoffs e o que o basquetebol na segunda fase da temporada é muito mais duro e aguerrido (e não é só porque nos playoffs é a eliminar). E não é também por acaso que muitas vezes parece que há equipas da NBA que não dão tudo durante os jogos da temporada regular. É porque, de facto, fazem isso. 

Não é que essas equipas não queiram ganhar todos os jogos e não se esforcem para isso. Simplesmente, a temporada é muito longa e é preciso dosear o esforço durante a longa maratona de 82 jogos. Jogar sempre com prego a fundo e a dar 110% por cento exige um esforço físico e mental que é quase impossível de manter ao longo de tantos jogos. Como os Pacers estão a descobrir em primeira mão.


A equipa de Indiana entrou nesta temporada regular com o objectivo assumido de conseguir o 1º lugar no Este e a vantagem-casa sobre os Heat. E desde Novembro que jogam com uma intensidade e um ritmo de playoffs.

Mas como eles estão a aprender, isso é extremamente exigente. Mais até do que fisicamente, é muito exigente mentalmente. Se querem imaginar a dificuldade disso, imaginem quando têm um pico de trabalho e têm de fazer um esforço suplementar ou, se forem estudantes, uma época de exames em que têm de estudar mais. Agora imaginem que esse pico ou essa época de exames dura o ano todo. Imaginem que esse pico extraordinário de trabalho deixa de ser a excepção e se torna a norma.

É muito difícil manter o foco máximo, a concentração máxima e o rendimento máximo durante um período tão prolongado de tempo. E isso é o que tem acontecido aos Pacers nos últimos tempos. Mais do que problemas de movimentações, problemas tácticos ou técnicos (ou melhor: antes destes problemas, porque estes são consequência), o problema dos Pacers parece estar no cansaço mental. Mais do que uma equipa fisicamente cansada, parece uma equipa mentalmente cansada.

Ontem, obviamente, isso não foi um problema. Contra os Heat, a motivação, a concentração e a energia estavam lá. Mas os Pacers têm de aprender a conservar energias para momentos destes. 

Para equipas que lutam por um título, a gestão de esforço na temporada regular ainda se torna mais importante. Porque a maratona para estas é ainda mais longa e, para uma equipa que chegue às Finais, pode estender-se para além dos 100 jogos.

A temporada regular faz-se em ritmo elevado, sim, mas não no máximo. Ali nuns 80%, para reservar uma mudança extra para alguns momentos da temporada regular e, claro, para o maior pico de trabalho da temporada, os playoffs. Porque aí é que é para deixar tudo em campo. E com quanto mais energia lá se chegue, mais se tem para deixar. Essa é a lição que estes Pacers estão a aprender.

25.3.14

O resto do Este


Como sempre, depois dos vossos, o nosso bitaite sobre as outras equipas do Este e se alguma delas pode surpreender e impedir uma final de conferência entre os Pacers e os Heat:


Desde muito cedo na temporada que a luta deste lado da NBA está reduzida a duas equipas. Miami e Indiana estão, desde há muito, confortavelmente nas duas primeiras posições e, independentemente de qual delas acaba em 1º, é nesses dois lugares que vão acabar a temporada regular. E vão entrar nos playoffs como os grandes favoritos e as duas equipas que 99% das pessoas esperam ver na final de conferência.

Depois, temos as outras equipas, o grupo de aspirantes a ser algo mais do que carne para canhão nos playoffs. Um grupo que já está também praticamente definido. A única dúvida é se a última vaga fica para os Hawks ou para os Knicks. E apesar dos Hawks estarem em queda e apenas com três jogos de vantagem, os Knicks ainda têm jogos contra Bulls, Nets (2), Raptors (2), Heat, Suns e Warriors, por isso ainda vão perder mais alguns e as hipóteses de se apurarem não são grandes.

Por isso, esse grupo de aspirantes está (quase) fechado e muito provavelmente teremos Raptors, Bulls, Nets, Wizards, Bobcats e Hawks a juntarem-se aos Pacers e Heat na segunda fase da temporada. 

E não é só o grupo que está definido, mas também, na nossa opinião, a hierarquia nesse grupo e as possibilidades de cada uma das equipas nos playoffs. Para nós, este Este está bem arrumado, com quatro níveis bem definidos:

Temos os dois claros favoritos. E depois, entre os pretendentes:

- duas equipas que vão ficar no 7º e 8º lugar (Bobcats e Hawks) e que para eliminar os Heat ou os Pacers tinham de fazer a eliminatória das suas vidas. São duas equipas sem hipóteses de fazer uma surpresa e para ficar pela primeira ronda, portanto. 

- duas equipas jovens e com potencial (Raptors e Wizards), mas com uma inexperiência que lhes deverá ser fatal. São duas equipas que podem (se lá chegarem) assustar Heat ou Pacers (e por "assustar" queremos dizer ganhar um ou dois jogos), mas ainda sem experiência nos playoffs e que precisam de passar por essas batalhas para crescer e evoluir. Este ano será para essa aprendizagem. Um primeiro passo para poderem aspirar a mais no futuro. Mas também não será daqui que virá uma surpresa.

- e duas equipas veteranas, com jogadores testados e experimentados nos playoffs e que sabem aquilo que é preciso para ganhar nesta fase. São duas equipas que têm como ponto forte o colectivo e que não dependem de apenas um ou dois jogadores. Estas são as duas que têm hipóteses de surpreender algum dos favoritos. É claro que têm de estar no seu melhor e superarem-se, mas são as duas com quem Heat e Pacers têm de ter cuidado. 

Os Nets, depois do péssimo começo de temporada, são a equipa do Este com melhor recorde em 2014 (27-10) e os Bulls, apesar das ausências e saídas, continuam a fazer milagres e não podemos descontar uma equipa com um coração daqueles (e uma defesa daquelas).

Como temos visto no torneio da NCAA, os favoritos podem ser surpreendidos. E embora seja diferente (e mais fácil) eliminar uma equipa num jogo do que numa série, é possível e já aconteceu muitas vezes. Mas se acontecer no Este esta época, só poderá ser com uma destas duas.

24.3.14

Passatempo NBA na Sport TV


Parece que não ganhei este ano, mas de qualquer forma, e como prometido, aqui fica o vídeo que fiz para o passatempo da NBA da Sport TV. Espero que gostem: 


23.3.14

Bater Bolas - As outras do Este



A luta no Este parece, praticamente desde o início da temporada, reduzida a duas equipas e ninguém espera outra coisa que não uma final de conferência entre Miami e Indiana. Mas, como temos visto diariamente nesta March Madness, os favoritos podem ser surpreendidos.

É verdade que num formato de torneio como o da NCAA, com apenas um jogo a eliminar, é muito mais fácil de acontecer do que numa série à melhor de sete como na NBA. Mas pode acontecer (e já aconteceu).

Por isso, o que vos perguntamos no BATER BOLAS de hoje é: Será que alguma das outras equipas do Este pode surpreender e impedir uma final de conferência entre Heat e Pacers? E, se sim, qual é a maior candidata (ou as maiores candidatas) a tal feito?

22.3.14

A Grande Tarefa


Vocês deixaram aí os vossos já quase há uma semana e o nosso vem com muitos dias de atraso, mas como mais vale tarde que nunca, cá vai o nosso bitaite sobre a ida de Phil Jackson para os Knicks, o grau de dificuldade da tarefa que o Zen Master tem pela frente e se ele terá sucesso na mesma.


Começando pela dificuldade: é grande. Com um plantel desequilibrado, um ataque limitado e individualista, uma defesa atroz e um treinador que parece perdido no meio disto tudo (e não parece ter o respeito e a confiança do grupo), esta equipa precisa de uma revolução completa.

Para além de difícil, vai ser também uma tarefa longa. Sem escolhas no próximo draft, com os enormes contratos de Stoudemire, Bargnani e Chandler (49 milhões entre os 3!) a consumir o espaço salarial e sem peças para usar em trocas (a única peça apetecível para outras equipas, Tim Hardaway Jr., é uma de que os Knicks não se querem desfazer), Phil Jackson não vai poder fazer grande coisa nesta offseason e terá de esperar até 2015, quando esses três contratos terminam, para fazer uma grande remodelação na equipa e poder começar a montar um candidato ao título.

E será que Phil Jackson é capaz de levar essa tarefa a bom porto?
Uma das maiores críticas à contratação de Jackson para este cargo e uma das razões apontada por muitos jornalistas e comentadores para um possível falhanço é a falta de experiência de Jackson como dirigente. "Sim, ele foi muito bom como treinador, mas esta função é completamente diferente", "ele nunca esteve nesta posição", "uma coisa é treinar e trabalhar no campo, outra é trabalhar no gabinete" dizem esses críticos, sugerindo que, por isso, poderá não ser bem sucedido.

Mas o que eles estão a dizer (ou deveriam estar a dizer) com isso é que, simplesmente, não sabem como ele se vai portar. Ele vai estrear-se como responsável máximo pelo basquetebol duma equipa e estamos todos curiosos para ver como se safa. É só isso que sabemos. Estar numa nova função quer dizer apenas isso, não quer dizer que não se vai sair bem. Não temos forma de prever e tentar fazê-lo (ou tentar prever um fracasso) é apenas especulação e extrapolação. 

Quando Jackson se estreou como treinador da NBA também ninguém sabia como se ia sair. E não se saiu nada mal, pois não? E se tivéssemos de arriscar, diríamos que nesta nova função também não se deve sair nada mal.

Primeiro, porque mesmo sem nunca ter sido general manager ou presidente, ele sempre teve um papel activo na construção dos plantéis que treinou e ninguém sabe melhor que ele o que é preciso para montar uma equipa campeã. Jackson foi jogador durante mais de uma década, foi treinador durante três décadas, está neste mundo da NBA desde os anos 70 e tem um conhecimento profundo de todos os seus meandros. Ninguém ganha 11 anéis de campeão sem conhecer, por dentro e por fora, tudo o que diz respeito ao basquetebol da NBA.

Para além disso, é um líder e motivador ímpar, que sempre se soube rodear das pessoas certas e retirar o melhor dessas pessoas. Esse era um dos seus pontos fortes como treinador (um dos pontos fortes de qualquer bom treinador), ser o gestor duma equipa de pessoas que dominavam cada uma das áreas necessárias. E não nos parece que vá deixar de fazer isso agora. Em vez duma equipa com treinadores adjuntos e jogadores, tem de montar uma equipa com um bom general manager, um especialista no tecto salarial e nas regras do CBA e bons olheiros.

Portanto, a tarefa que tem pela frente é difícil e longa. Exigirá paciência e não será realizada num ano nem em dois. Mas se tivéssemos de arriscar, diríamos que Jackson sabe bem o que precisa fazer para ser bem sucedido. E tem tudo para o ser.

21.3.14

Triplo Duplo - episódio 11


Esta semana tivemos uma edição especial do TRIPLO DUPLO com muitos convidados. Pela primeira vez (foi uma experiência, por isso desculpem-nos qualquer percalço), a emissão foi em direto e contou com a participação e contribuição de alguns dos nossos espetadores. Infelizmente, não pude estar presente, mas diz que falaram dos Spurs, dos Heat, de LeBron, dos Pacers, dos candidatos às primeiras escolhas do draft e mais umas quantas coisas:


20.3.14

O lançamento mais hipnótico do ano


Ainda não é hoje que  vou conseguir escrever o meu bitaite sobre Phil Jackson nos Knicks (trabalho e cenas!), mas fiquem com o quase-cesto mais incrível e a imagem mais hipnotizante da época (do jogo de terça entre os Raptors e os Hawks). Tentem desviar os olhos desta bola:



18.3.14

Em filmagens


Pessoal, as minhas desculpas, mas hoje e amanhã (3f e 4f) não vou ter tempo para escrever. Mas é por uma boa causa! ;) Depois mostro-vos o resultado! 



(o meu bitaite sobre a ida de Phil Jackson para os Knicks fica para depois, mas não fica esquecido)

16.3.14

Bater Bolas - Zen Master nos Knicks


Pessoal, vamos fazer uma remodelação no Bater Bolas e na Conversa de Bancada. Basicamente, vamos deixar-nos de edições cruzadas, tornar definitivo o que já tem acontecido nos últimos tempos e transformar essas duas rubricas numa única rubrica dividida pelos dois dias.
Assim, em vez de Bater Bolas ao domingo e Conversa de Bancada à segunda, vamos passar a ter um BATER BOLAS dividido pelos dois dias. Ao domingo, lançamos um tema para discussão e no dia seguinte mandamos o nosso bitaite sobre esse tema.

Como tem acontecido nas últimas semanas, ao domingo é a vez de deixarem aí as vossas opiniões, à segunda é a vez de deixarmos a nossa.

E esta semana, vamos falar disto:

imagem: NBA Memes

Será que Phil Jackson vai fazer magia e dar a volta aos Knicks ou será que nem com magia vão lá? Será que alguma equipa alguma vez será campeã com Carmelo Anthony como principal jogador? Será que o Zen Master é capaz de construir uma equipa campeã à volta de Carmelo ou será que nem todos os truques de Jackson serão suficientes para Carmelo alguma vez ser campeão? 


(esta semana, como é a primeira vez e para quem estava à espera de encontrar a Conversa De Bancada na segunda, deixaremos o nosso bitaite só na terça; nas semanas seguintes, já sabem: podem deixar as vossas opiniões ao domingo - ou durante a segunda, claro - e deixamos a nossa à segunda; e podem continuar a enviar questões e sugestões; coisas que queiram ver discutidas e respondidas é enviar por email - setevintecinco@gmail.com - ou por mensagem no facebook)

15.3.14

(uma espécie de) ESPN 30 for 30 - "Brian"


Finalmente a homenagem devida ao White Mamba?


(obrigado ao André Simões pela descoberta)

Triplo Duplo - episódio 10


Ora, do que é que nos apeteceu falar esta semana? Dos Rockets (a equipa que tem o melhor recorde em 2014); de Joakim Noah, da sua entrada na discussão "melhores postes da liga" e se ameaça (ou destrona) Howard nessa discussão; da ida de Phil Jackson para os Knicks e o que o Zen Master precisa fazer para os salvar (se é que é possível fazer isso!); e, a propósito de equipas a precisar de salvamento, falámos ainda do futuro dos Lakers. Tudo no 10º episódio do TRIPLO DUPLO:


12.3.14

Arrefecimentos e Abrandamentos


A um mês do início dos playoffs, numa altura da temporada em que as equipas candidatas devem ter a sua identidade estabelecida, em que se espera que estejam a atingir o pico da forma e a começar a preparar-se para os playoffs, os Heat e os Pacers atravessam uma das fases mais negativas das respectivas épocas. Ambas tiveram na última semana a maior série de derrotas consecutivas do ano e (para ser simpático) não jogaram propriamente ao nível de candidatos ao título.

Os Pacers perderam quatro jogos seguidos pela primeira vez esta temporada e os Heat, pela segunda vez este ano, perderam três seguidos. Ambas, já puseram, entretanto, fim a essas séries (os Heat com uma boa vitória frente aos Wizards, os Pacers com uma pouco convincente frente aos Celtics) mas não às dúvidas de muitos comentadores e fãs. Terão estas dúvidas sobre as duas equipas que lideram a conferência Este algum fundamento? Será este momento menos bom razão para alguma destas equipas entrar em pânico?

Para entrar em pânico, não. Para nenhuma delas. Porque a temporada regular é longa e é normal passar por fases menos boas. Acontece a todas as equipas. Nem todos os jogos correm bem e em 82 alguns vão correr mal. É uma maratona que vai ter altos e baixos. Por isso, não, não é motivo para entrar em pânico.

Mas para exigir atenção e reflexão, sim. Para uma delas.

O arrefecimento dos Heat deve-se mais à falta de motivação e empenho numa temporada regular que eles querem que acabe o mais rápido possível para passarem ao que realmente lhes interessa. A identidade dos Heat está mais que estabelecida, esta é uma equipa testada e experimentada em combate e não há fase boa ou menos boa na temporada regular que vá mudar alguma coisa do que eles são e fazem. Com três idas consecutivas às Finais em três anos, não há nada que esta equipa não tenha já visto e passado e eles querem é começar os playoffs e tentar a quarta.

Já o abrandamento dos Pacers exige atenção porque não se deve a falta de motivação ou empenho na temporada regular, mas antes tem sido consequência de (e tem revelado) uma falha no seu jogo. 

Desde o primeiro dia que a equipa de Indiana não escondeu o seu objectivo na temporada regular: conseguir o melhor recorde, o 1º lugar da conferência e a vantagem-casa sobre os Heat. Por isso, a motivação está lá. Para eles, a temporada regular importa e eles querem ganhar o máximo de jogos possível nesta fase. Não perderam estes jogos por estarem em velocidade de cruzeiro.

Perderam por não atacarem o cesto. No jogo contra os Mavs, por exemplo, isso foi claríssimo, porque do outro lado tiveram uma equipa que fez isso e a diferença nos ataques foi óbvia. A equipa de Dallas passou o jogo todo em modo de ataque, a tentar penetrar para o cesto em quase todas as posses de bola, enquanto Indiana fez muitos lançamentos contestados no exterior e na meia distância (e os pontos no interior vinham de jogadas a poste baixo de Hibbert e West). 

Quando um jogador penetra para o cesto, abre um mundo de possibilidades. Pode marcar ou criar para os outros. Ou consegue um lançamento mais fácil perto do cesto ou consegue atrair a defesa e assistir (para um jogador interior ou para colegas que ficam sozinhos no exterior). Foi o que aconteceu com os Mavs naquele jogo. Com as penetrações constantes de Monta Ellis ou Vince Carter, não só conseguiram muitos lançamentos perto do cesto, como tiveram inúmeros triplos sem oposição. 

Os Pacers são uma equipa muito mais perigosa e mais difícil de defender quando Paul George e Lance Stephenson atacam o cesto. Sem estes dois a atacar e a criar oportunidades para os outros, o seu ataque é muito mais previsível e estático e muito menos eficaz. E isso é algo que exige a atenção dos Pacers. Felizmente, é uma falha que ainda vão a tempo de corrigir.

10.3.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - os nossos europeus para o topo




Que ex-jogadores merecem essa honra e que jogadores ainda no activo merecerão essa honra quando se retirarem? Só dois são óbvios e terão, com certeza, os seus números retirados pelas suas equipas no futuro próximo. Depois há uma meia dúzia de nomes que poderão ser considerados, mas não têm essa honra garantida. Comecemos pelos primeiros:



Dirk Nowitzki
É o melhor jogador da história dos Mavs, conduziu-os ao melhor período da sua história (e ao único título da equipa, em 2011) e a única dúvida é quando é que o número 41 será retirado. Prevê-se que não muito tempo depois dele se retirar.



Tony Parker
Idem para o base francês dos Spurs. É um dos vértices do trio que liderou os Spurs na era mais bem sucedida da história da equipa, ganhou o prémio de MVP das Finais em 2007 e já faz parte do lote dos melhores de sempre em San Antonio.


E depois os discutíveis:

Pau Gasol
O caso do Gasol mais velho é bicudo e não é porque é o saco de pancada favorito dos fãs dos Lakers. É que a fase mais bem sucedida da sua carreira passou-a em Los Angeles, mas os Lakers são uma equipa com uma longuíssima história e não retiram um número por dá cá aquela palha. O espanhol tem dois títulos, três selecções para o All Star e seis anos de topo em Los Angeles, mas será que está entre os melhores Lakers de sempre? Nesta equipa, esse currículo não deve chegar para ver o seu número lá em cima.
Nos Grizzlies, foi Rookie do Ano e All Star uma vez. O que, numa equipa tão recente (entraram na NBA em 95) e sem história, chega para ser um dos melhores dessa curta história (e deter quase todos os recordes históricos da equipa: pontos marcados, ressaltos, desarmes, lançamentos tentados, lançamentos marcados, lances livres, etc). Os Grizzlies ainda não têm nenhum número retirado, por isso, devem reconhecê-lo e recordá-lo como a primeira grande estrela que a equipa teve. O público recordará melhor a carreira de Gasol nos Lakers, mas é em Memphis que ele deverá ter o seu número retirado.

Marc Gasol
O Gasol mais novo é já outro dos melhores Grizzlies de sempre (e deverá solidificar esse lugar nos próximos anos), mas também mais pela falta de história da equipa do que pelos seus feitos. De qualquer forma, tem (até agora) um Jogador Defensivo do Ano e uma selecção para o All Star, o que, numa equipa sem títulos e conquistas, pode chegar para ver o seu número imortalizado. Os Grizzlies podem fazer a primeira retirada dos números de dois irmãos pela mesma equipa (e já ficam com algo único e memorável na sua história).

Joakim Noah
Este é outro caso um pouco semelhante ao de Pau Gasol (e, para piorar, sem títulos). Noah é um dos melhores da sua era, um dos melhores Bulls dos tempos recentes. Mas esta equipa também já teve muitos nomes históricos (alguns mesmo muito históricos!) e sucessos estratosféricos em eras anteriores. Pelo que Noah não tem ainda currículo para ver o seu número retirado. Daqui a uns anos talvez, vamos ver em que lugar da história dos Bulls estará quando terminar a carreira.

Peja Stojakovic
Em oito anos em Sacramento, foi três vezes All Star, duas vezes campeão do Concurso de Triplos e um dos melhores atiradores de sempre da equipa (e, na história da NBA, é o sexto jogador com mais triplos marcados). Numa equipa sem grandes pontos altos na sua história, o sérvio foi um dos melhores Kings do seu tempo e o seu tempo foi o mais bem sucedido da história dos Kings. Serão credenciais suficientes para merecer a retirada? Não é garantido, mas acreditamos que sim.

Rik Smits
O poste holandês passou toda a carreira nos Pacers e era o segundo melhor jogador nas boas equipas dos Pacers dos anos 90 (a seguir ao histórico Reggie Miller). Tal como Stojakovic, foi um dos melhores Pacers do seu tempo e o seu tempo foi o mais bem sucedido da história da organização. E, no 40º aniversário da equipa, foi escolhido pelos fãs para o melhor cinco de sempre dos Pacers (foi o quarto mais votado, atrás de Reggie Miller, Jermaine O'Neal e Mel Daniels), por isso seria uma escolha que todos em Indiana iriam apoiar. E com justiça.

Arvydas Sabonis
Se julgarmos exclusivamente pelos anos que passou nos Blazers, não justificaria a retirada. Mas o caso de Sabonis é um caso muito particular. É uma lenda do basquetebol mundial e aquele jogador que todos se interrogam como teria sido se tivesse ido para a NBA mais cedo. Por isso ninguém se chateará se os Blazers considerarem a carreira total do lituano (na Europa e na NBA) e imortalizarem o facto de um dos melhores postes de sempre e uma das maiores lendas do basquetebol mundial ter jogado na sua equipa.



Enquanto isso, Heat e Pacers vão na pior série de derrotas consecutivas da temporada. Será razão para entrar em pânico? No próximo artigo daremos a (nossa) resposta.

9.3.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - Europeus no topo


Para nós, é sempre um orgulho ver jogadores do Velho Continente a terem sucesso na NBA e motivo de alegria ver os seus nomes imortalizados na história da liga. E Zydrunas Ilgauskas é um dos jogadores europeus com uma das mais longas e bem sucedidas carreiras na NBA. 

Apesar das lesões que o impediram de atingir um nível ainda superior, o poste lituano foi o MVP do Rookie Challenge e All-Rookie First Team em 98, foi duas vezes All Star (em 2003 e 2005) e terminou a sua carreira como líder histórico dos Cavs em jogos (771), ressaltos ofensivos (2336), ressaltos totais (5904) e desarmes (1269) e o segundo em pontos marcados (10616; atrás apenas dos 15251 de LeBron James).


Ontem a equipa de Cleveland reconheceu esse lugar de Ilgauskas na história da equipa e retirou o seu número 11:


O poste lituano tornou-se apenas no terceiro jogador europeu (depois de Drazen Petrovic e Vlade Divac) a ter o seu número retirado por uma equipa da NBA. Mas com cada vez mais europeus a jogar e a ter sucesso na liga norte-americana, esse número deve crescer nos próximos anos.

Por isso, esse é o tema que lançamos hoje na CONVERSA DE BANCADA e o que vos perguntamos é: que outros jogadores europeus merecem ter o seu número imortalizado no topo de um pavilhão da NBA? Que ex-jogadores merecem essa honra e que jogadores ainda no activo terão essa honra quando se retirarem?

7.3.14

Triplo Duplo - episódio 9


Depois de uma semana de interregno, aí têm mais um TRIPLO DUPLO. Esta semana, revelamos (e discutimos) as nossas escolhas para os prémios individuais da temporada, fazemos um balanço dos negócios pós-trade deadline (Granger e Davis nos Clippers e Butler nos Thunder) e analisamos ainda a ideia duma linha de 4 pontos na NBA:


6.3.14

O ataque segundo Popovich



Nem de propósito (e a propósito do post anterior), antes dos seus Spurs darem um recital de jogo colectivo frente aos Cavs, Gregg Popovich deu um clinic espontâneo sobre a filosofia da sua equipa.

Na conferência de imprensa antes do jogo, e a respeito das declarações de Mike Brown a apontar os Spurs como o modelo a seguir, alguém pediu a Popovich para explicar a sua filosofia no ataque. Pop devia estar bem disposto, porque não só deu uma resposta com mais de três palavras, como elaborou e deu um mini-clinic sobre a sua filosofia de treino:


Q: Mike Brown diz que quer atingir um ponto em que os jogadores não estão a executar jogadas de forma rígida, mas "simplesmente a jogar basquetebol". Ele diz que a sua equipa é a melhor nisso. Na sua experiência, quanto tempo demora a implementar algo assim?

Popovich: É uma busca que nunca termina. É preciso continuar a fazê-lo. Apesar do nosso núcleo estar junto há tanto tempo, ainda tenho de lhes relembrar, fazer um exercício de vez em quando ou enfatizar isso num treino. Se estamos a agarrar-nos demais à bola e esta não está a mexer e não estamos a passar de "bom para óptimo" nos lançamentos.

Q: Pode explicar esse conceito "de bom para óptimo"?

Popovich: Há muitos bons lançamentos, mas se consegues transformar isso num lançamento muito bom, as percentagens disparam. Lançamentos contestados são lançamentos realmente maus. As percentagens descem quase 20 pontos, quase sem excepção. Tudo isso são coisas num ataque que um treinador está sempre a tentar desenvolver. Demora tempo até todos aceitarem e perceberem como é bom para o grupo fazer isso.

Queres penetrar não só para ti, mas para um companheiro. Penetrar porque queres fazer coisas acontecer. Pode ser para ti. Pode ser para um colega de equipa. Pode ser para o passe depois do passe que tu fazes. À medida que o pessoal começa a perceber isso, começas a entrar num ritmo e o pessoal começa a jogar basquetebol em vez de estarem apenas a executar a jogada que foi pedida ou a fazer coisas automáticas.

Q: Como consegue que os jogadores assumam responsabilidade pelo ataque? É uma questão de confiança?

Popovich: Essa é uma boa questão (n.t.: Uau! Pop a elogiar uma pergunta de um jornalista!). Depende muito da competitividade e do carácter do jogador. Muitas vezes, apelo a isso. Do género, eu não posso tomar todas as decisões por ti. Não tenho 14 descontos de tempo. Vocês têm de se juntar e falar. Vocês podem ver um mismatch que eu não vejo. Vocês precisam de comunicar constantemente, falar, falar, falar uns com os outros sobre o que se está a passar em campo. 

Penso que a comunicação realmente ajuda. Cria um sentimento de que eles estão em controlo. Penso que pessoas com espírito competitivo não querem ser manipuladas constantemente para fazer o que um indivíduo quer que elas façam. É uma sensação muito boa quando os jogadores se unem e pensam como um grupo. E tudo o que puder ser feito para lhes dar esse poder...

Às vezes, nos descontos de tempo, digo-lhes 'não tenho nada para vos dizer. Que querem que eu faça? Acabámos de perder a bola seis vezes. Toda a gente está a agarrar-se à bola. Que mais querem que eu faça? Resolvam vocês.' E levanto-me e afasto-me. Porque é verdade. Não há mais nada que eu possa fazer por eles. Posso dizer-lhes umas balelas e comportar-me como um treinador, mas está nas mãos deles. 

Se eles estão a agarrar-se à bola, estão a agarrar-se à bola. Eu não lhes disse de certeza para se agarrarem à bola. Tal como, se eles fizerem cinco cestos seguidos, não fui eu que fiz isso. Se conseguem um grande ressalto, não fui eu que fiz isso. O jogo é dos jogadores e eles têm de produzir. Quanto melhor conseguires passar-lhes essa mensagem, mais responsabilidade eles assumem e mais suaves as coisas correm.

Depois intervéns aqui e ali. Pedes uma jogada em algum momento do jogo ou fazes uma substituição, esse tipo de coisas que ajudam a equipa a vencer. Mas basicamente, eles têm de assumir ou nunca vão chegar ao topo da montanha.


Pop não quer máquinas que executem roboticamente movimentações pré-definidas, Quer jogadores que pensem pela sua cabeça, leiam o jogo e decidam de acordo. Mal sabia ele que, umas horas mais tarde, a sua equipa iria fazer a melhor ilustração possível das suas palavras.


5.3.14

A linha da noite


Não, não são os 42 de Durant em 3 períodos, nem o triplo duplo de Westbrook em 20 minutos. Eu sei que os últimos dias têm sido pródigos em grandes exibições individuais. Depois dos 61 pontos de LeBron terem feito as manchetes em todo o mundo, a conversa de hoje são os 42 de Durant, o triplo-duplo de Westbrook e a luta (reacesa? intensa? até ao fim?) pelo MVP.

É de grandes números individuais que se tem falado nos últimos tempos (e fevereiro foi um mês recheado deles; desde 1962 que não tínhamos 5 jogadores com mais de 30 pts/jogo no mesmo mês e tivemos vários jogos de 40 e 50 pontos), mas com toda a atenção virada para essas exibições, tivemos ontem uma exibição colectiva que pode (vai) facilmente passar despercebida.

Como não queremos que isso aconteça, é desse jogo a linha que queremos destacar (e registar para os anais do SeteVinteCinco). Esta linha:

Spurs - 39 assistências em 43 lançamentos de campo; 13 jogadores com pelo menos 1 assistência

A equipa de san Antonio sempre foi um exemplo de jogo colectivo, de boa movimentação de bola e de procura e construção (colectiva, claro) da melhor situação possível de lançamento, mas ontem levaram isso a níveis históricos. Dos 43 lançamentos que marcaram, 39 foram resultado de um passe e apenas 4 foram convertidos após jogada individual. São 90.7% dos pontos marcados após assistência e é a 7º melhor marca da história.

E, num recorde absoluto da NBA, todos os jogadores fizeram assistências. Todos os 13 Spurs que jogaram fizeram pelo menos uma assistência (e oito tiveram pelo menos 3!). Um verdadeiro clinic de jogo colectivo e de bom basquetebol:


3.3.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - o nosso Monte Rushmore


Com 68 anos de NBA e tantos jogadores extraordinários que já passaram pelos seus campos nessas mais de seis décadas, não é fácil escolher apenas quatro para figurar num hipotético monumento dos melhores de sempre. Não é fácil? É extraordinariamente difícil e uma tarefa inevitavelmente condenada à injustiça. Porque, ao escolher apenas quatro, tantos jogadores que fazem (e farão sempre) parte da história da liga terão de ficar obrigatoriamente de fora. Nenhuma história da NBA será alguma vez justa ou estará alguma vez completa só com quatro nomes.

E como se escolher entre tantos jogadores ímpares não fosse já suficientemente difícil, comparar eras e jogadores de diferentes é uma tarefa muito difícil, se não mesmo impossível. Podemos (e iremos) sempre especular como seria se jogador x jogasse hoje ou se jogador y tivesse jogado noutra década, mas essas são questões às quais nunca teremos resposta. A única coisa que sabemos com certeza é aquilo que eles fizeram no seu tempo, contra os seus contemporâneos e o papel e lugar que conquistaram na história. 

E foi esse o meu principal critério para escolher o meu Monte Rushmore. Entre todos os grandes jogadores que o mundo já viu e entre todas as extraordinárias estatísticas e números individuais e colectivos, quais seriam os quatro que escolheríamos para fazer uma história resumida da liga, os quatro que representam os pontos mais altos da liga e os píncaros desses 68 anos de história. Num monumento, a importância histórica conta. Por isso, é este o meu Monte Rushmore:


Bill Russell e Wilt Chamberlain são os homens dos recordes inigualáveis. Bill Russell tem os recordes colectivos imbatíveis (nunca ninguém vai voltar a ganhar 11 anéis de campeão e oito títulos seguidos) e Wilt Chamberlain é o homem dos recordes individuais imbatíveis (nunca ninguém deverá bater os seus 100 pontos num jogo e nunca ninguém baterá os seus 50.4 pts e 25.7 res de média numa temporada!). Jogaram noutro tempo e não teriam estes recordes se jogassem agora? Provavelmente. Mas foram os maiores responsáveis pelo nascimento do basquetebol como o conhecemos e ninguém lhes pode retirar (ninguém conseguirá retirar) o seu lugar na história (e desconfio que seriam enormes jogadores fosse qual fosse a era em que jogassem).

Michael Jordan não preciso justificar, certo? O melhor de todos os tempos só não ficava com um dos lugares neste monte se fizessem outro monte só para ele.

Estes três anteriores acho que são obrigatórios em qualquer monumento à NBA. Já a escolha para o último lugar no monte é, confesso, pessoal e subjectiva. Magic Johnson é o meu jogador preferido de todos os tempos e não o podia deixar de fora. Magic é a razão porque me apaixonei pela NBA e desconfio que não sou o único. Foi um dos dois jogadores que marcaram a época de ouro dos anos 80 (e aceito quem escolher o outro, Larry Bird, para este lugar) e elevaram a liga a um patamar internacional. E aquele sorriso e aquela magia que espalhou pelos campos e que conquistou tantos e tantos fãs merecem ser imortalizados em pedra.

2.3.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - O Monte Rushmore da NBA


LeBron já disse o seu (e Bill Russell já respondeu), Kobe já disse o seu, Durant já disse o seu e muitos outros jogadores e ex-jogadores disseram os seus, mas a questão não está encerrada sem dizermos os nossos. O Ricardo Brito Reis perguntou qual era o nosso Monte Rushmore, por isso, vamos fazer mais uma daquelas edições cruzadas BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA sobre o tema. 

Hoje, dizem-nos qual é o vosso e amanhã dizemos qual é o nosso. Por isso, digam-nos: quais os quatro jogadores que colocavam num Monte Rushmore da NBA?

1.3.14

Pesca fora de época


Neste mercado de agentes livres pós-trade deadline, nenhum candidato (ou aspirante a candidato) ao título espera pescar uma estrela, uma peça principal ou um jogador que vá transformar a equipa. Esses procuram-se na offseason, através da free agency e/ou de trocas, ou já durante a temporada, através de trocas. A época de fazer (ou tentar fazer) alterações significativas já terminou e não só as equipas candidatas têm já um plantel estabelecido e uma equipa formada, como também não há, obviamente, grandes jogadores disponíveis nesta fase. 

É um mercado de "sobras" e esta é a época de encontrar (ou tentar encontrar) uma peça complementar, um jogador para completar o plantel, compensar algum ponto fraco (ou alguma lesão) na equipa e dar uma ajuda na recta final de temporada regular e nos playoffs.

Mas isso não quer dizer que não se encontrem boas sobras. Às vezes, devido a situações particulares de trocas feitas em cima da data limite (jogadores que foram adquiridos como parte de um pacote, mas com quem as equipas não pretendem ficar) ou de situações particulares de determinada equipa (que está em reconstrução e liberta um veterano com quem não conta a longo prazo), temos boas "sobras" e jogadores razoáveis disponíveis depois do trade deadline. 

Este ano temos três jogadores desses: Glen Davis, Danny Granger e Caron Butler. Três jogadores que não são estrelas (ou, no caso dos dois últimos, já não são estrelas), mas que ainda podem dar uma ajuda importante num candidato ao título. E os Clippers pescaram dois deles. 


Glen Davis e Danny Granger já assinaram pela equipa de Los Angeles e são duas óptimas adições a esse plantel. Glen Davis vem preencher uma lacuna grande que os Clippers têm desde o início do ano que é a falta de um bom jogador interior suplente. O melhor jogador que tinham atrás de Blake Griffin e DeAndre Jordan era Ryan Hollins. O que era insuficiente para irem longe. 

Agora têm um jogador que tanto pode jogar ao lado de Griffin como ao lado de Jordan e dar minutos de descanso aos dois (Hollins só podia - e só pode - substituir Jordan), que conhece bem o sistema de Doc Rivers e precisa de menos tempo para se adaptar e que (nos Celtics) sempre teve bom rendimento nos playoffs. Uma rotação de Griffin, Jordan e Davis (com Hollins a dar uma ajuda) já é uma rotação respeitável.

E Danny Granger é uma alternativa a Jared Dudley e um seguro para o caso de JJ Redick continuar com problemas físicos. Granger está longe das suas médias de carreira, mas em Los Angeles, com a bola nas mãos de Chris Paul e Griffin, ele não precisa de criar os seus lançamentos e será (mais) um atirador exterior. Apesar de estar ligeiramente abaixo das suas médias nesse departamento, esse é o departamento em que está mais próximo do seu nível pré-lesão (38% de 3pts na carreira; 33% este ano).

Passar de Byron Mullens e Antawn Jamison (os dois de que se desfizeram no trade deadline) para Granger e Davis é um bom upgrade no seu banco e os Clippers foram os campeões da pesca fora de época. Se isso os vai levar ao título que almejam teremos de esperar para ver, mas ficaram melhor preparados para essa luta.