31.7.13

O último adeus ao autor do primeiro cesto


Depois dum motivo para celebrar (o aniversário de Chris Mullin, que destacámos no post anterior), uma notícia menos alegre: Ozzie Schcteman, o marcador do primeiro cesto da história da NBA, faleceu ontem, aos 94 anos.

Foi assim que tudo começou, há 67 anos, com este cesto do (na altura) jogador dos Knicks (que já aqui publicámos antes, no primeiro artigo da nossa série sobre a História da NBA):


Até sempre, Ozzie!



(e com esta notícia menos boa, o artigo sobre os melhores jogadores canhotos de sempre já não foi o seguinte, mas não fica esquecido, vem a seguir)

30.7.13

Parabéns ao dono duma das melhores mãos esquerdas de sempre


Este senhor da esquerda faz hoje 50 anos:


Provavelmente quem olhasse para esta fotografia em 1984, nunca imaginaria que este jovem com mais estilo de vizinho do lado do que de jogador de basquetebol se tornasse num dos melhores jogadores da sua geração e um dos melhores lançadores de sempre. Mas depois desta foto, e depois dum começo atribulado na liga, em que se debatou com o alcoolismo e chegou mesmo a fazer um internamento numa clínica de reabilitação para ultrapassar esse problema, arrancou para uma carreira ilustre.

Uma carreira onde foi um dos vértices do trio mais excitante dos anos 90:


Uma carreira onde foi um dos membros da melhor equipa que alguma vez pisou um campo de basquetebol:


E uma carreira que terminou, como não podia deixar de ser, com a imortalização no Hall of Fame. Uma carreira que podem recordar no vídeo feito para essa ocasião:




Chris Mullin era um dos meus jogadores favoritos daquele Dream Team de 92. Porque eu sou canhoto e sempre tive um fraquinho pelos jogadores canhotos (não por acaso, outro dos meus favoritos daquela equipa, e o meu poste favorito dos anos 90, era David Robinson). 

E como dizemos no título, Mullin é o dono de uma das melhores mãos esquerdas da história da NBA. Mas será o melhor canhoto de sempre? Em homenagem a Mullin e a todos os que jogam (e alguma vez jogaram) com a mão esquerda, no próximo artigo vamos fazer o nosso top 10 dos melhores canhotos de sempre na NBA.

28.7.13

Carrega Pacers


Estes Pacers estão a tornar-se um caso sério. Ou melhor, estão a tornar-se um caso ainda mais sério, porque já eram uma das equipas mais fortes da conferência (e da liga?). E depois de reforçarem o banco da próxima temporada com CJ Watson e Chris Copeland, ontem conseguiram mais uma peça para esse banco, sem perder nada significativo em troca. E que peça. O argentino Luis Scola em troca do pouco utilizado Gerald Green, do nunca utilizado Miles Plumlee e uma 1ª ronda? Um óptimo negócio para Indiana.


A escolha na 1ª ronda do draft é a peça mais valiosa que deram em troca, mas mesmo essa será numa posição baixa no draft e, para além disso, os Pacers estão em modo "ganhar agora", por isso não é altura de procurar jogadores jovens para desenvolver, mas sim jogadores capazes de contribuir imediatamente. E conseguiram um jogador desses. E um que encaixa na perfeição nesta equipa.

Os Suns têm andado lá pelo fundo da tabela e estado fora do radar e Scola idem. O argentino foi um pouco esquecido nos últimos tempos, mas é um dos jogadores com mais recursos e melhores fundamentos a poste baixo. Scola tem médias de 14.2 pts e 7.5 res na carreira e no ano passado, mesmo numa equipa que não beneficiava o seu estilo de jogo e numa temporada em que jogou menos tempo (26 mins/jogo, o mínimo desde a sua temporada de rookie), acabou com 12.8 pts e 6.6 res.

E o seu estilo de jogo sempre dependeu mais da técnica do que do atleticismo, por isso é um estilo de jogo que envelhece bem e os seus 33 anos não pesam tanto como em jogadores que dependem da capacidade atlética (à semelhança do agora companheiro de equipa David West). Não é o jogador mais atlético da liga, mas é esperto e com muitos recursos.

O que encaixa perfeitamente no estilo de jogo dos Pacers. Em Phoenix, Scola andava meio perdido, mas no ataque em meio campo dos Pacers, com muito jogo a poste baixo, Scola está em casa.

Basicamente, ficam com um jogador semelhante a David West, que lhes vai permitir ter uma ameaça ofensiva a poste baixo durante os 48 minutos de jogo. Na próxima temporada, quando West fôr para o banco, em vez de Tyler Hansbrough, teremos Scola a sair do banco e a manter o mesmo estilo de jogo (e capaz de manter uma produção semelhante a West). 

O ano passado, nos playoffs, o jogo interior foi o seu pão nosso de todos os jogos e agora, com Scola, os Pacers vão carregar ainda mais no interior. E podem carregar durante todo o jogo.

Com esta troca, em que lugar ficam os Pacers na hierarquia da conferência Este? São a maior ameaça aos Heat? Ou serão mesmo os maiores favoritos na conferência?

Esta última hipótese parece-nos ir longe de mais. A equipa a abater continuam a ser os Heat. Mas os Pacers colocam-se imediatamente atrás destes na corrida e à frente de Nets, Knicks e Bulls.

26.7.13

Silly NBA Season


Como sabem, o SeteVinteCinco é predominantemente um espaço de comentário e análise, com uns vídeos, fotos e coisas interessantes/engraçadas/pertinentes que encontramos e achamos que merecem ser partilhadas pelo meio. Ultimamente não temos feito tantos artigos do primeiro tipo, textos mais extensos de comentário e análise, porque, como também sabem, por esta altura também não há tanta coisa para comentar como durante a temporada.

Durante a época (e nas semanas antes - com o início dos training camps e a pre-season - e depois - com o draft e o início da free agency) há sempre tanta coisa a acontecer e tanta coisa para falar que o difícil às vezes é escolher só um assunto.
Mas por estes dias, e durante o querido mês de Agosto, há menos assuntos e acontecimentos relevantes para comentar e analisar. Em anos em que não há Jogos Olímpicos nem Mundiais, o mês de Agosto é silly season em todo o lado e a NBA não é excepção.

Por isso, desculpem-nos se a regularidade dos posts "sérios" é menor, mas aproveitemos também a silly season para descansar um pouco a cabeça e deixá-la deslizar para coisas mais leves e mundanas. 

Vamos continuar a acompanhar o que se vai passando na NBA (e não se esqueçam que em Agosto temos o Basketball Without Borders em Almada e nós vamos estar lá, claro!) e não deixaremos de fazer artigos mais "sérios" sobre o que nos parecer relevante (ou sobre o que nos apetecer), mas entretanto podem também acompanhar-nos na nossa página no Facebook, onde publicamos outras coisas (dessas mais leves e para entreter em dias de calor; fotos, vídeos e afins) para além das que colocamos aqui no blogue.

Coisas como esta:

A caixa de correio do Derrick Rose


Ou esta:

Alguém que fica meeeeeeeeeesmo contente com um abafo do Dikembe Mutombo


23.7.13

Os melhores free agents ainda disponíveis


Quando já nos perguntávamos como é que, depois das suas exibições na temporada passada e do seu grande rendimento nos playoffs, nenhuma equipa pegava em Nate Robinson, os Nuggets chegaram-se à frente e contrataram o pequeno e eléctrico base (que em Denver vai encontrar um estilo de jogo onde pode encaixar que nem uma luva) por dois anos e 4 milhões. E assim, por esta altura, quase todos os principais free agents já têm equipa para o(s) próximo(s) ano(s). Mas ainda há alguns nomes no mercado que davam jeito a muitas equipas. Estes são os melhores free agents ainda disponíveis (alguns compreensívelmente, outros surpreendentemente):


Brandon Jennings (Restricted)
Parece o caso mais surpreendente, um jogador como este chegar ao fim de Julho sem contrato, mas este é um caso particular (e bicudo). Não é que Jennings não seja bom jogador. Simplesmente não é tão bom como pensa e nenhuma equipa está interessada em pagar o que ele pensa que merece (acima dos 10 milhões/ano). A sua própria equipa mostrou-se mais interessada em contratar outro base do que renovar com ele e fez uma oferta a Jeff Teague. Só que os Hawks igualaram e agora os Bucks e Jennings estão perante a insólita e incómoda situação de serem quase obrigados a negociar um contrato. Porque os Bucks precisam de um base e porque nenhuma equipa parece interessada em Jennings. Deve assinar por um ano apenas e ser free agent de novo no próximo Verão. E tem um ano para mostrar que pode ser um base de topo e o líder duma equipa (e não apenas um marcador de pontos ineficaz e com uma má selecção de lançamento).

Nikola Pekovic (Restricted)
Este ainda está no mercado porque é praticamente certo que os Timberwolves igualarão qualquer oferta que ele receba. Depois da boa temporada passada (16.3 pts, 8.8 res), não faltarão equipas que gostavam de ter os seus serviços, mas as hipóteses de sair dos Wolves são (eram) pequenas (a equipa de Minnesota quer renovar com ele e deve oferecer-lhe um contrato de longa duração).

Gerald Henderson (Restricted)
Este, apesar de restricted, se alguém fizer uma boa oferta (pelos 20, 25 milhões por 4 anos; os valores dum JR Smith ou dum Kevin Martin), os Bobcats podem não igualar. E com a procura por shooting guards marcadores de pontos em alta (os citados Smith e Martin, OJ Mayo, JJ Redick, etc) é surpreendente que ninguém tenha tentado Henderson, que terminou a época passada com uns bons 15.5 pts (com 44% de 2pts e 33% de 3pts). 
Henderson é um bom shooting guard (e jovem ainda; tem 25 anos), com valor para ser titular em metade das equipas da liga (ou sexto homem numa equipa candidata, tipo Grizzlies) e a pouca procura pelos seus serviços é um dos casos mais surpreendente desta lista.

Gary Neal (Restricted)
Este idem. Apesar de ser um agente livre com restrições, é aquele que mais facilmente pode ser "roubado", pois os Spurs já disseram que querem mantê-lo, mas não querem (nem podem) pagar muito. Se alguém fizer uma boa proposta (à volta dos 2/3 milhões por ano?), os Spurs não devem igualar e um atirador para abrir as defesas é uma peça vital para qualquer equipa candidata (veja-se a importância dos Mike Millers e Shane Battiers nos playoffs). Em equipas como os Grizzlies, Thunder ou Pacers seria uma peça valiosa. Outro caso que surpreende pela pouca procura (com a procura que Mike Miller está a ter, por exemplo, nenhuma dessas equipas tenta Neal?).

Mo Williams
Williams disse que não renovava com os Jazz se fosse para sair do banco (os Jazz seleccionaram Trey Burke no draft). E essa é uma das razões porque ainda está no mercado. Porque ainda não fechou a porta a voltar para Utah e porque não há assim tantas equipas que precisem de um base titular (hey, os Bucks não queriam um base mais barato e mais eficaz? Williams não é o jogador de longo prazo que era Jeff Teague, mas podia não ser uma má alternativa). 
Mas Williams também pode jogar a segundo-base, sem bola (e até é capaz de ser melhor jogador nessa situação; veja-se quando jogou nos Cavs com Lebron), e podia ser muito útil nessa posição para uma equipa como os Bulls (ou Thunder ou Grizzlies). Não sabemos se ele aceita uma proposta mais baixa para jogar numa equipa candidata, mas não custa tentar.

DeJuan Blair
Em San Antonio perdeu o lugar na rotação da equipa com a chegada de Boris Diaw e teve pouco tempo de jogo na época passada. Mas teve bons números para o tempo que jogou (5.4 pts e 3.8 res, em 14 mins/jogo) e números melhores ainda por cada 36 minutos (14 pts e 9.7 res). Não é (nem vai ser) uma estrela, mas é capaz de dar uma boa ajuda a partir do banco e pode ser um jogador útil para a rotação.

Kenyon Martin
Como mostrou em NY na época passada, o veterano power forward ainda é capaz de dar uma ajuda no interior, defender e ganhar ressaltos, qualidades que dão sempre jeito em qualquer equipa. E pelo mínimo de veterano, é uma ajuda barata.

Lamar Odom
Odom já não é o jogador que era, mas um jogador com a sua versatilidade pode ser muito útil em muitas equipas. O maior problema pode ser a falta de vontade de jogar noutra cidade que não Los Angeles (Odom tem o reality show dos Kardashians e não parece com vontade de o levar para uma cidade pequena). Não tem muitas alternativas, por isso (nem equipas interessadas).

Mike Miller
Este está disponível porque só o ficou há poucos dias. E segundo parece, não faltam equipas interessadas (mais uma vez, Grizzlies, Thunder, que precisam dum atirador). Não deve demorar muito até alguém contratar este atirador certeiro com queda para aparecer nos momentos decisivos.

Greg Oden
Este não tem tido falta de ofertas e deve anunciar brevemente (ainda hoje ou amanhã?) onde vai tentar ressuscitar a sua carreira. Apesar do seu historial de lesões, o potencial e o baixo risco da aposta (Oden aceitará jogar pelo mínimo ou perto disso) fazem valer completamente a pena a aposta. Nunca vai ser a estrela que podia ter sido, mas se Oden conseguir jogar metade (ou um terço) do que jogava, pode já ser um contributo decisivo para uma equipa como os Heat ou Spurs (que estão entre os interessados).

E ainda:
Timofey Mosgov (R)
Tyrus Thomas
Ronnie Brewer
Beno Udrih
Drew Gooden
Marcus Camby
Hedo Turkoglu


(algum destes que gostassem de ver na vossa equipa? Ou algum outro dos nomes ainda disponíveis?)

20.7.13

Uns mais vencedores, outros menos derrotados?


Na semana passada, falámos de alguns dos maiores vencedores da offseason (a seguir aos Rockets) e de alguns dos maiores derrotados da offseason até agora. Desde aí, essas equipas continuaram a mexer e contrataram mais jogadores. Com essas adições, algumas delas tornaram-se ainda mais vencedoras desta offseason, enquanto outras poderão ter invertido a má offseason que estavam a ter. Vamos então a uma revisão da avaliação e a um balanço actualizado dessas equipas:


os Warriors
Com a contratação de Andre Iguodala, foram um dos vencedores da free agency, mas para a conseguir tiveram de despachar vários suplentes e ficaram com uma equipa curta. Ficaram com um cinco inicial fortíssimo, mas faltava gente para completar o banco. Dissemos na altura que precisavam de um base suplente e mais um ou dois jogadores mais experientes.


Pois desde aí, foi isso mesmo que conseguiram. Contrataram Toney Douglas, Marreese Speights e Jermaine O'Neal e já têm um banco completo. Curry, Thompson, Iguodala, Lee e Bogut no cinco e Douglas, Barnes, Green, Ezeli, Speights e O'Neal a sair do banco é uma equipa a ter em conta. Excelente offseason para os lados de Oakland, que desde a altura em que escrevemos o artigo tornaram-se ainda mais um dos maiores vencedores da mesma.


os Cavs
E a equipa de Cleveland concretizou o negócio que se falava na altura: Andrew Bynum assinou por dois anos e em condições muito favoráveis para os Cavs. Apenas o 1º ano do contrato e 6 milhões são garantidos, os outros 6 milhões que pode ganhar este ano dependem de objectivos (número de jogos, minutos jogados, etc) e o 2º ano do contrato é opção da equipa.


Uma excelente aposta, com pouco a perder e muito a ganhar para os Cavs. Na melhor das hipóteses, Bynum joga a um nível próximo de antes e são equipa para os playoffs. Na pior das hipóteses, se Bynum nunca voltar ao que era (ou próximo), continuam a ter um excelente núcleo de jovens para desenvolver e muito espaço salarial na próxima temporada. Win-win para os lados de Cleveland.

______


os Lakers
Só tinham plano A e todos sabemos como esse correu. Com Dwight em Houston e Chris Kaman como poste contratado para o substituir, os Lakers pareciam condenados ao limbo do meio da tabela. Nem tão maus para ficar no fundo e ganhar uma das primeiras escolhas no draft, nem bons o suficiente para lutar pelo título. Mas também estavam limitados pelo tecto salarial e Howard era o único free agent que podiam contratar (porque já era deles e podiam exceder o tecto salarial para renovar com ele). Apenas com contratos mínimos e a mini-mid level exception para oferecer, não tinham dinheiro para reforçar a equipa com alguém relevante.

Muitos sugeriram que os Lakers deviam rebentar com a equipa, trocar Gasol e Nash e pensar no draft de 2014. Mas os Lakers decidiram reforçar este grupo o melhor possível (e fazer uma última tentativa com o mesmo).


Amnistiram Metta World Peace e contrataram Nick Young, Wesley Johnson e Jordan Farmar. Ficam com uma equipa melhor, mas não tão melhor que os faça sair daquele limbo da mediania. Para uma equipa no limbo do meio da tabela, três jogadores medianos não os vão tirar de lá. Podem ir aos playoffs, mas não vão muito mais longe. 

Podem ser um pouco menos derrotados do que há uma semana, mas a offseason dos Lakers ficou perdida quando perderam Howard e resta-lhes fazer o melhor possível este ano e esperar pela próxima free agency.


os Mavs
Em Dallas, o plano A era também Dwight Howard. Mas, com espaço salarial (que não usaram em Howard), tinham espaço para planos B. E quando Howard foi para os vizinhos do Texas, os Mavs viraram-se para outros free agents e contrataram Jose Calderon, Monta Ellis, Devin Harris (que, depois do contrato de três anos ter sido anulado quando descobriram uma lesão no dedo do pé, vai assinar por apenas um ano) e Samuel Dalembert. O que não é um mau plano B.


É um plano B parecido com o do ano passado, quando perderam a corrida à estrela desejada (Deron Williams), mas desta vez com jogadores melhores. Calderon é um upgrade em relação a Darren Collison, Ellis é um upgrade em relação a OJ Mayo e Dalembert é um upgrade em relação a Chris Kaman (não vai marcar tantos pontos, mas vai contribuir mais nos ressaltos e na defesa, algo que, com as outras contratações, os Mavs precisavam mais do que pontos).

Mas também não é um plano B suficientemente bom para os colocar no topo. Este pode não ser um ano completamente desperdiçado e lutarão pelos playoffs, mas também não ficam com equipa para ir muito mais longe. 

Conseguiram recuperar da derrota inicial na offseason e montar uma equipa competitiva. Mas Nowitzki não vai lutar por um título este ano e a free agency do próximo ano é a última hipótese de conseguir montar uma equipa candidata com Nowitzki. Depois disso, é hora de começar a pensar na reconstrução.

Kent Dunkmore


Kent Bazemore ficou famoso na temporada passada pelas suas celebrações peculiares e pelo espectáculo que dava no banco dos Warriors:


Mas parece que o rapaz também é capaz de dar espectáculo dentro de campo:



(é Summer League e vale o que vale, mas Bazemore tem estado a jogar bem e a mostrar que pode ter um lugar na rotação dos Warriors)

18.7.13

Jon Hamm abate o Rocket Man


Jon Hamm (ou Don Draper, se preferirem) na cerimónia de entrega dos ESPYs (os prémios anuais da ESPN), ontem à noite (Au! Estas devem ter doído mais do que o ombro e as costas juntos, Dwight!):




Ray Allen, Manu Ginobili e os fãs dos Heat ("are there any Miami Heat fans here or did they leave already?") estiveram também entre os contemplados com piadas, por isso, aqui fica o monólogo de abertura completo:


As últimas do Basketball Without Borders em Portugal




Para além dos jogadores da NBA já confirmados, também já temos os nomes dos treinadores da NBA que vão marcar presença no campo. Jim Boylen (treinador adjunto nos dois títulos dos Rockets, treinador adjunto dos Pacers em 2012-13 e adjunto dos Spurs na próxima temporada), Jamahl Mosley (treinador adjunto dos Cavs), Terry Porter (ex-jogador dos Blazers e actualmente adjunto dos Wolves) e Jack Sikma (ex-jogador dos Sonics e Bucks e actualmente também adjunto dos Wolves).


E as notícias que todos queriam saber: sim, o campo é aberto ao público, por isso podem assistir aos treinos e jogos das equipas (formadas pelos 50 melhores jogadores europeus, nascidos em 96 e antes, e dirigidas, cada uma, por um jogador e um treinador da NBA).

15.7.13

Rondo e o plantel dos Celtics para 2013-14


A cara fechada do Rajon Rondo nunca foi tão apropriada:


Como diz o Dan Devine: preparem-se, fãs dos Celtics, vai ser uma temporada longa...

14.7.13

A vingança de Derrick Rose


Derrick Rose regressa com sede de vingança?


Que vos parece? Com Rose de volta (e partindo do princípio que ele volta a 100% e o mesmo jogador que era antes), quais são as hipóteses dos Bulls na conferência Este?

Estou? Coach Kidd?


Jason Kidd ainda está a aprender o ofício de treinador. E parece que ainda não aprendeu a desligar o telemóvel durante um jogo (e a não sair para atender a chamada!):

(via DimeMag)

11.7.13

O carrossel de treinadores da NBA


Esta free agency tem sido muito animada, com muitos jogadores a mudar de ares (e não só jogadores secundários e complementares, mas também muitos nomes grandes) e muitas equipas a fazer mudanças nos seus plantéis. Mas não é só no carrossel de free agents que esta offseason tem sido animada. Também no carrossel de treinadores este defeso tem sido (anormalmente) animado.

Desde que a temporada terminou, 13 equipas (quase metade da liga e um recorde absoluto nos mais de 60 anos de história da NBA!) mudaram de treinador. Algumas compreensivelmente (ou porque eram treinadores provisórios ou porque os resultados ficaram abaixo das expectativas), outras nem por isso (com treinadores de equipas bem sucedidas - algumas muito bem sucedidas - a perderem o seu emprego). Vamos então a um balanço da dança de cadeiras nos bancos da NBA:


As mais que esperadas

Bucks (saiu Jim Boylan, entrou Larry Drew)
Nets (saiu PJ Carlesimo, entrou Jason Kidd)
Suns (saiu Lindsey Hunter, entrou Jeff Hornacek)


Estas três já tinham despedido os seus treinadores a meio da temporada e os que terminaram a época eram treinadores-interinos e previsivelmente provisórios. Com o fim da temporada foi hora de escolher um timoneiro fixo. E assim fizeram. Os Bucks apostaram no treinador que os Hawks não quiseram (e que fez um trabalho subvalorizado em Atlanta), os Nets surpreenderam toda a gente com a escolha dum inexperiente Jason Kidd (10 dias depois deste se ter retirado como jogador) e os Suns foram buscar um ex-jogador da casa (e mais um novato sem qualquer experiência com treinador principal).


As mais ou menos esperadas

Hawks (saiu Larry Drew, entrou Mike Budenholzer)
Kings (saiu Keith Smart, entrou Mike Malone)
Pistons (saiu Lawrence Frank, entrou Maurice Cheeks)

Três casos de equipas encravadas e em que os dirigentes perderam a paciência (ou nunca tiveram muita) e decidiram experimentar uma nova direcção. Os Pistons e Kings não saíam do fundo da tabela e os Hawks não passavam da mediania. Podemos questionar se a culpa era do treinador, mas, injustamente ou não, a limpeza de balneário e o desbravar de um novo caminho começa normalmente por aí. 

No caso dos Pistons, os resultados da equipa são mais culpa da má gestão e das movimentações erradas em offseasons anteriores (como escrevemos aqui e aqui) do que do treinador. Só na última temporada é que começaram a entrar no bom caminho, mas decidiram não dar mais tempo a Frank (depois de Joe Dumars ter dito, quando Frank foi apresentado, em 2011, que este era o seu treinador para o longo prazo) e continuar esse caminho com outro treinador.

Os Kings são outros que não descolam do fundo da tabela e podemos perguntar se é mais culpa de Keith Smart ou da falta de produção e/ou maturidade de jogadores como Tyreke Evans e DeMarcus Cousins. Mas, de qualquer forma, conseguir arrancar essa produção e cultivar essa maturidade também cabe ao treinador. Smart não conseguiu (ou não lhe deram tempo para o conseguir), é a vez de Mike Malone tentar.


E em Atlanta, com a entrada de Danny Ferry como general manager, previa-se uma mudança de treinador há muito tempo. Ferry veio dos Spurs e, fiel a essa escola, quer instituir uma cultura séria e vencedora na organização. Larry Drew não era a sua primeira escolha (era o treinador que já estava na equipa) e Ferry deu-lhe uma temporada. Mas, depois de começar a limpeza do balneário pelos jogadores, decidiu continuar essa limpeza pelo treinador e, apesar de Drew ter feito um bom trabalho com uma equipa mediana, Ferry decidiu trazer um seu conhecido e um treinador que, não por acaso, também vem dos Spurs: Mike Budenholzer, adjunto de Popovich há muitos anos. É Ferry a tentar importar a cultura dos Spurs para os Hawks.


Clippers (saiu Vinnie Del Negro, entrou Doc Rivers)

Mais um caso dum treinador que levou a equipa às suas melhores temporadas de sempre e perde o emprego a seguir. Mas os Clippers tinham dúvidas se Del Negro era capaz de os levar mais longe (e, mais determinante ainda, os jogadores também tinham as mesmas dúvidas). E a sua saída ficou selada quando, este ano, não passou da primeira ronda. Trouxe-os até aqui, mas decidiram procurar outro para os levar um degrau acima.
Como dizíamos, mais determinante ainda, (segundo consta) não tinha a confiança das principais estrelas da equipa. E isso é sempre a morte para qualquer treinador. Entra Doc Rivers, com quem essa questão do respeito dos jogadores não se coloca e que tem experiência em liderar uma equipa até ao título. É isso que os Clippers esperam dele.


Sixers (saiu Doug Collins, ainda sem substituto)

Aqui foi de comum acordo. Collins parecia saturado e achou que não conseguia levar a equipa mais longe (ou fartou-se do processo de construção que parecia não levar a equipa mais longe) e os dirigentes também sentiam o mesmo. Foi cada um para seu lado e os Sixers ainda não escolheram um substituto. Já se falou de outro adjunto de Popovich, Brett Brown, agora vão entrevistar o adjunto de Collins, Michael Curry, mas ainda está para se saber quem vai sentar-se no banco da equipa durante a reconstrução dos próximos anos.


As menos esperadas

Bobcats (saiu Mike Dunlap, entrou Steve Clifford)
Cavs (saiu Byron Scott, entrou Mike Brown)
Celtics (saiu Doc Rivers, entrou Brad Stevens)

Nos Bobcats, Michael Jordan mal deu hipótese a Mike Dunlap de começar qualquer espécie de projecto. Um ano no banco dos Bobcats, mal teve tempo para aquecer o lugar. A equipa foi (mais uma vez) péssima, mas também Mike Dunlap não tinha equipa para fazer muito melhor. E um processo de reconstrução não se faz num ano (ainda por cima um tão grande com os Bobcats precisam, pois partiram mesmo do fundo). Voltam à estaca zero.

Nos Cavs, uma situação semelhante. Scott estava em Cleveland há três anos, mas o primeiro foi o ano em que ficaram sem LeBron e Scott, que foi contratado para uma equipa de topo, ficou com uma equipa desfeita (e de fundo da tabela) nas mãos. Nos dois anos seguintes começou a reconstrução e esta temporada estavam finalmente a dar sinais de evolução e a melhorar. Mas para Dan Gilbert não foi suficiente. Quando o dono dos Cavs anunciou o despedimento de Scott disse que este fez um bom trabalho e estavam no bom caminho, mas que a evolução não foi tão grande como desejavam. Mais uma vez, foi curto o pavio dos dirigentes (e regressa Mike Brown, que tinha sido despedido depois das temporadas mais bem sucedidas de sempre da equipa por acharem que precisavam de alguém que os levasse um degrau acima. O escolhido nessa altura? Byron Scott!)


E em Boston, a mudança foi inesperada, mas não foi por vontade da equipa. Doc Rivers não estava com grande vontade de passar pelos anos de reconstrução que os Celtics têm pela frente e preferiu o apetecível projecto dos Clippers. Danny Ainge tentou tudo para Rivers ficar, mas perante essa impossibilidade, decidiu-se pela reconstrução total e apostou em mais um estreante nestas andanças de treinador principal na NBA: Brad Stevens, o treinador da universidade de Butler (um dos mais bem sucedidos treinadores universitários dos últimos anos).



E as completamente inesperadas

Nuggets (saiu George Karl, entrou Brian Shaw)
Grizzlies (saiu Lionel Hollins, entrou Dave Joerger)


Completamente inesperadas e incompreensíveis. Tanto Grizzlies como Nuggets tiveram as suas melhores temporadas de sempre e ambos os treinadores estavam a realizar um excelente trabalho (George Karl foi o Treinador do Ano!). E se os Nuggets falharam nos playoffs (embora, para nós, isso não fosse razão para despedir Karl, como já dissemos no artigo anterior), os Grizzlies foram até às finais de conferência e afirmaram-se como uma das melhores equipas da liga (e sempre em progressão de ano para ano).

Curiosamente, uma das razões apontadas para o despedimento de Hollins foram divergências na filosofia para a equipa: Hollins era defensor do "Grit and Grind" e da identidade defensiva da equipa, os dirigentes parece que queriam uma equipa melhor ofensivamente. Só que o substituto, Dave Joerger, era o adjunto de Hollins responsável pela defesa. Vá-se lá saber o que vai na cabeça destes dirigentes.

_________________________


Parece que ser bom não é suficiente para manter o emprego na NBA. O que é preocupante e, nos casos que destacámos, difícil de perceber. Como disse Eric Spoelstra a propósito deste carrossel, "é um período terrível para a nossa profissão. (...) Para ter sucesso na NBA é preciso ter uma cultura de consistência. Assim é impossível ter qualquer tipo de consistência." Gregg Popovich alinha no mesmo discurso e diz que "essa mudança constante não funciona e podemos ver isso em várias organizações. Quando as coisas não acontecem rapidamente alguns donos ficam frustrados muito facilmente."

Continuemos com as palavras do treinador dos Spurs: "A continuidade cultiva confiança, cultiva camaradagem, cultiva responsabilidade, cultiva colaboração e participação de todos. E isso não se faz em dois anos."

E não é coincidência que estes sejam os dois treinadores que estão há mais tempo a treinar a mesma equipas e que as suas equipas (duas das mais estáveis da liga) tenham sido as finalistas deste ano e duas das equipas mais bem sucedidas da última década. É preciso tempo para desenvolver qualquer projecto. E é preciso dar tempo aos treinadores para o fazer. Vamos ver se todos estes novos treinadores vão ter esse luxo.

9.7.13

Os derrotados da offseason até agora


Os Rockets são os maiores vencedores desta offseason e os Warriors, Cavs, Kings e Clippers são alguns dos maiores vencedores da mesma (e os Warriors continuam a boa offseason com três negócios que reforçam o ponto mais fraco depois das movimentações para adquirir Iguodala, o banco: parece que chegaram a acordo com Marreese Speights, Jermaine O'Neal e Toney Douglas). E depois temos as equipas que não se estão a sair muito bem na montagem da equipa para 2013-14. São alguns dos maiores derrotados da offseason até agora:


os Lakers

A equipa de Los Angeles só tinha um plano: renovar com Dwight Howard. O prestes-a-tornar-se-Rocket  era uma solução dupla e o plano dos Lakers para o presente e para o futuro: com ele, tinham equipa para, no imediato, fazer uma última tentativa de ganhar o título com este grupo e, ao mesmo tempo, tinham um jogador para, depois de 2013-14 (quando os contratos de Gasol, Nash e Kobe expiram), construir uma nova equipa à sua volta.

Agora não têm nem uma coisa nem outra. No presente, estão condenados ao meio da tabela e a um limbo que não lhes dá grandes chances de ganhar uma das primeiras escolhas no draft (ou ficam num dos últimos lugares de acesso aos playoffs - e não entram na lotaria do draft - ou falham-nos por pouco - e só conseguem uma das primeiras escolhas se lhes sair mesmo a lotaria!). E também não têm equipa para lutar pelo título. Nem vão ser tão maus para ficar no fundo e ter uma daquelas escolhas, nem são bons o suficiente para lutar pelo título.


E no futuro, não têm escolhas na 1ª ronda do draft até 2017 (trocaram-nas todas e 2014 é o único dos próximos anos em que mantém uma escolha) e a reconstrução por essa via é impossível. Resta-lhes a free agency e depositar as suas esperanças no próximo Verão, quando LeBron James e Carmelo Anthony (e Wade e Bosh) podem ser free agents. Mas é um grande "se" (Carmelo e LeBron têm um ano de opção e podem tornar-se free agents, mas também podem escolher não activar e continuar nos contratos em que estão. E se no caso de Carmelo até é possível que queira testar o mercado, no de LeBron parece-nos muito difícil que ele tenha alguma razão para sair da situação em que está em Miami). E o resto da lista de free agents desse ano (Luol Deng, Ray Allen, Nowitzki, Paul Pierce, Bogut, Granger) não são jogadores para o futuro. 

Vão contratar Chris Kaman para compensar um pouco a saída de Howard (e amnistiar Metta World Peace, ao que tudo indica), mas ninguém acredita que isso vá fazer uma grande diferença na época dos Lakers, pois não? Por isso, não vai ser fácil a vida dos Lakers este ano e o futuro é uma grande incógnita.


os Mavs

A equipa de Mark Cuban é outras das derrotadas da "caça a Howard". Foi outra equipa que meteu as fichas todas aí e agora não tem muito para onde se virar. Tal como no ano passado (em que apostaram tudo em Deron Williams e Dwight Howard), não caçaram a estrela que queriam e agora vão ter de recorrer a um (mau) plano de recurso. 


O ano passado montaram uma equipa provisória (tudo contratos de um ano e tudo jogadores que não ficaram este ano), para manter a flexibilidade salarial e atacar a free agency de novo e, de novo, vai sair-lhes furado. Mais um dos últimos anos da carreira de Dirk Nowitzki desperdiçado (e não lhes restam muitos para os desperdiçarem assim).

Parece que deixaram-se de contratos de um ano e comprometeram-se com um backcourt de Jose Calderon e Devin Harris (por três anos), mas isso não os deixa muito mais próximos dum título que antes.


os Nuggets

O que dizer duma equipa que, depois de fazer a melhor temporada regular da sua história, terminar em terceiro na conferência e ter uma das equipas mais excitantes e mais promissoras da liga, despede o treinador (o Treinador do Ano!), deixa sair o general manager e perde o seu único All Star? 

Ok, os playoffs não correram bem e aparentemente os dirigentes dos Nuggets não estavam contentes com o facto de Karl ter JaVale McGee (a quem os Nuggets pagam 11 milhões por ano) a sair do banco, mas isso era razão para estragar tudo o que fizeram até aí? Karl sempre foi exigente com rookies e jogadores inexperientes e sempre os fez passar por esse processo de evolução antes de lhes confiar a titularidade. Fez isso com Faried e este ano vimos como confiou nele e como ele jogou. Com McGee tinham tudo para acontecer o mesmo e os Nuggets tinham tudo para continuar a progredir e continuar o (muito bom) trabalho realizado até aqui, mas incompreensivelmente, arriscaram-se a deitar tudo a perder.


Depois do começo de offseason desastroso (com a saída de George Karl e Masai Ujiri), compensaram com a contratação dum ao-que-tudo-indica-futuro-grande-treinador (Brian Shaw). Mas depois perdem Iguodala (embora aqui tenha sido mais vontade do jogador do que da equipa, que queria que ele ficasse; mas a saída de Karl e Ujiri e a instabilidade que isso provocou teve, de certeza, peso na decisaão de Iguodala, por isso também há responsabilidade da equipa). E Randy Foye não é suficiente para compensar essa. Ok, JJ Hickson já compensa um pouco mais. Mas é uma offesason-em-montanha-russa desnecessária.

E continuarem a ter boas perspectivas de futuro (quatro jogadores do cinco inicial têm menos de 26 anos e ainda têm mais jovens com potencial no banco) mesmo depois de tantas reviravoltas, diz muito do valor do que já tinham. Até pode correr bem, mas foi um risco que não precisavam de correr (e que não tinham razão para correr). E em vez de darem um passo em frente e continuarem o que estavam a fazer, vão ter de começar um novo ciclo, um novo projecto, com novo treinador. 

Neste caso, não se trata tanto de serem derrotados, apenas de andarem a dar voltas desnecessárias para chegar a um ponto onde já estavam (não podemos considerar uma derrota completa, é mais um empate). Foi uma offseason atribulada e um passo atrás (ou para o lado, no mínimo) que podiam ter evitado. 


os Celtics

Em Boston é hora de reconstrução total. Mas já era hora disso há muito tempo (e nós já defendíamos essa ideia há muito tempo e já tinhamos dito isso mesmo aqui, em Janeiro). Esperaram tempo demais para mexer e, quando finalmente o fizeram, já não tinham tantas opções como em oportunidades anteriores e não conseguiram, claro, o melhor negócio. A troca com os Nets foi o negócio possível.


Os Celtics abdicam completamente do presente, mas não conseguir nenhuma peça para o futuro e ficar apenas com peças para dispensar e libertar o espaço salarial é pouco. Gerald Wallace, Kris Humphries e Keith Bogans não contam para os planos futuros dos Celtics, Kris Joseph é uma peça menor neste puzzle e MarShon Brooks é a única peça interessante (para o longo prazo) que receberam de volta. E quando Brooks é a peça mais interessante na troca, esta não pode ter sido muito boa para o lado dos verdes.

Por Garnett e Pierce (e Terry) já tiveram oportunidade de conseguir melhor e são jogadores pelos quais podiam (deviam) ter conseguido mais em troca. Podia ter começado tão melhor a reconstrução em Boston.


os Thunder


Ok, é um facto que não têm muito espaço de manobra e, num mercado pequeno, não querem elevar a factura salarial para níveis de luxury tax, mas perderam Kevin Martin e continuam sem um atirador e sem se mexer nesta offseason. Claro que já têm uma óptima equipa tal como estão, mas "em equipa que ganha, deve-se continuar a tentar melhorar". E Durant e Westbrook precisam de ajuda no ataque (principalmente, urgentemente, no perímetro). E com as melhores equipas no Oeste a reforçarem-se, não se podem dar ao luxo de ficar parados. É um caso de derrota por inacção.

8.7.13

Os (outros) vencedores da offseason até agora


Como escrevemos no artigo anterior, os Houston Rockets são já, e independentemente do que aconteça até Outubro, os maiores vencedores desta offseason. Caçaram o jogador mais desejado entre todos os disponíveis e estão no bom caminho para montar um candidato ao título.

Mas há outras equipas que se têm mexido bem e reforçado bem e, umas com mais destaque, outras mais silenciosamente, estão a fazer um bom trabalho na montagem da equipa para 2013-14. Estes são, até agora, alguns dos maiores vencedores da offseason:


os Warriors
- Andris Biedrins, Richard Jefferson, Brandon Rush, Jarrett Jack e Carl Landry
+ Andre Iguodala

Visto assim pode não parecer uma conta assim tão boa, mas a equipa de Golden State conseguiu um All Star por dois jogadores que mal jogavam, mas ocupavam um espaço salarial enorme (Jefferson e Biedrins, que, entre os dois, ganhavam 20 milhões) e um jogador que perdeu toda a temporada passada (Rush). Apesar de tanto se falar de Josh Smith, Iguodala era o segundo melhor jogador disponível no mercado. 


É claro que, para conseguir Iggy, não puderam ficar com Jack e Landry, mas foi um mal necessário para fazer um upgrade na equipa. E Iguodala é um grande upgrade e que lhes dá com um cinco inicial mais forte (Curry, Thompson, Iguodala, Lee e Bogut). E com a passagem de Barnes para o banco, este também não fica assim tão fraco (Barnes, Ezeli, Draymond Green). Ok, é um banco curto e precisam de um bom base suplente e mais um ou dois jogadores mais experientes. Mas desses há mais e são mais fáceis de arranjar do que All Stars como Iguodala.

E com a contratação surpresa de Iggy (horas antes da decisão de Howard), os Warriors apontavam para o ceú e tiveram possibilidades reais de conseguir Howard (que deve ter ficado intrigado pela possibilidade de se juntar a este grupo; e que, diga-se, era algo em que ele devia ter pensado melhor). Isso não se concretizou, mas foi um excelente plano: na melhor das hipóteses conseguiam Iguodala e Howard (e davam dois passos gigantes para a frente). Na pior das hipóteses ficavam "apenas" com Iguodala. O que é já um óptimo passo em frente.


os Cavs
+ Jarrett Jack e Earl Clark (e a pensar num + Andre Bynum)

Quem aproveitou foram os Cavs que, de fininho e sem se dar por eles, sacaram um excelente base (e um upgrade em relação ao base suplente que tinham, Shaun Livingston) que tanto pode render Irving, como também pode jogar ao lado deste (um suplente para as duas posições de base, portanto). E ficam com uma boa rotação no backcourt (Irving, Waiters e Jack). 


Chegaram também a acordo com uma das revelações do ano passado, Earl Clark, e ficam com um bom suplente para Tristan Thompson e com várias opções em todas as posições.

E ainda estão a tentar contratar Andrew Bynum. Calma, antes que pensem que só isso os devia retirar desta lista de vencedores, saibam que eles apenas estão interessados em contratá-lo se ele aceitar um contrato de um ano. Com o muito espaço salarial que têm podem oferecer-lhe um contrato lucrativo por um ano, na ordem dos 12/14 milhões. E como isso é muito mais do que Bynum irá receber num contrato por mais anos com outra equipa, o poste ex-Sixers poderá ficar tentado. 

E aí os Cavs não têm nada a perder: na melhor das hipóteses, Bynum volta ao seu nível (ou perto) e coloca-os ao nível dos playoffs (com o Bynum de antes, seriam) ou então, na pior das hipóteses, continuam a desenvolver os seus jogadores jovens. De qualquer das formas, o contrato dele acaba no fim da temporada e continuam com o espaço salarial para perseguir um dos grandes nomes da próxima free agency (LeBron, estás perdoado?).



os Kings
- Tyreke Evans
+ Greivis Vásquez, Carl Landry

Quem aproveitou a outra "sobra" dos Warriors foram os Kings, que, também de fininho, estão a fazer uma boa offseason. Reforçam o banco com Landry (que regressa a uma equipa onde jogou , o que lhes dá uma excelente rotação no interior,  com DeMarcus Cousins, Jason Thompson, Patrick Patterson, Chucky Hayes e Carl Landry.


Na outra mexida, não estavam seguros se queriam manter Tyreke Evans ou não (e seleccionaram no draft um jogador que o pode substituir) e, por um jogador que podia sair sem receberem nada em troca, conseguiram sacar um dos jogadores que mais evoluiu na época passada e um bom base, Greivis Vásquez. E ficam com boas opções no backcourt também (Vásquez, Isaiah Thomas, Marcus Thornton, Ben McLemore e John Salmons).

Falta-lhes um bom small forward (e que Cousins ganhe juizo, claro, mas isso não depende dos dirigentes), mas fizeram duas movimentações sólidas e que os torna melhores.


e os Clippers
= Chris Paul, Ryan Hollins, Matt Barnes
+ Jared Dudley, JJ Redick, Darren Collison 

E a outra equipa de Los Angeles é uma das maiores vencedoras da offseason até agora (a maior depois dos Rockets). Começaram com uma movimentação pré-free agency e contrataram Doc Rivers. E com isso (não só por isso, mas também) conseguiram o primeiro objectivo, segurar Chris Paul. 

E desde aí, têm feito mais coisas bem: trocaram Eric Bledsoe (apesar do seu potencial, com Paul contratado por cinco anos, estava condenado a ser suplente, o que era um desperdício; mais valia, como fizeram, trocá-lo por bons jogadores para posições que precisavam mais) e um Caron Butler em fase descendente da carreira por dois atiradores (que era o ponto mais fraco da equipa). Com Redick e Dudley, vai haver mais espaço para Paul penetrar e para Griffin jogar perto do cesto. E o ataque dos Clippers, que já era bom, pode ser bem melhor.


Conseguiram depois um bom base suplente a preço de saldo (a preço de liquidação total!), Darren Collison. O ex-Mavs fez a sua temporada de rookie (a melhor da sua carreira, provavelmente) ao lado de Chris Paul nos Hornets e essa deve ter sido uma das razões porque aceitou a proposta dos Clippers (conseguia bem mais do que 2 milhões por 2 anos, de certeza). Um base com 12 pts e 5 ast de média em 2012-13, por um milhão/ano? Uma excelente contratação para os Clippers.

Chegaram também a acordo para renovar com Matt Barnes e Ryan Hollins, mantendo dois elementos de um dos pontos fortes do ano passado, o banco.

Uma offseason perfeita, até agora, para a equipa de Los Angeles.



(a seguir: os, até agora, maiores derrotados da offseason - sim, os Lakers estão nessa lista, mas têm companhia)

6.7.13

Rocket Man


"Rocket Man, burning out his fuse up here alone..." Não será sozinho, mas com a companhia de James Harden,...


... mas Dwight Howard levantará voo em Houston, o que torna, desde já, os Rockets nos maiores vencedores desta offseason. Ontem, no dia mais animado duma free agency muito animada, a equipa de Houston sacou o jogador mais desejado do ano e o melhor jogador de todos os agentes livres que estavam disponíveis.

A temporada passada em Los Angeles pode não ter corrido da melhor maneira, mas não nos podemos esquecer que Howard jogou toda a época limitado (primeiro a recuperar da cirurgia às costas e depois com um músculo do ombro rasgado). E, mesmo assim, liderou a NBA em ressaltos e terminou com uns óptimos 17.1 pts, 12.4 res e 2.4 dl. 
Livre de lesões e em forma, Howard é o melhor poste da NBA. E conseguir o melhor poste da NBA para a sua equipa é uma vitória enorme para Daryl Morey (e para toda a organização dos Rockets).

Ainda não são candidatos ao título e ainda terão de juntar mais algumas peças para poderem entrar nesse lote (vamos ver o que o resto da offseason nos reserva), mas é um passo gigante nesse caminho. Os Rockets já tinham um dos melhores ataques e já eram uma das melhores equipas da linha de três pontos. Faltava-lhes, no entanto, uma arma ofensiva no interior. Com Howard no meio, serão melhores em ambas as coisas.

Howard pode não ser o poste mais técnico da liga, mas é dificil de parar no 1x1, recebe muitas vezes 2x1's e abre espaço para atiradores e jogadores no perímetro. Era essa a fórmula em Orlando (Howard e atiradores à volta) e os Rockets têm tudo para reproduzi-la (e para executá-la ainda melhor, com James Harden capaz de lançar de fora, mas também de penetrar como nenhum jogador nessa equipa de Orlando). 

Para além disso, Howard vai ser treinado por um mestre dos movimentos a poste baixo, Kevin McHale (e ainda pode treinar também com Hakeem Olajuwon), e pode melhorar bastante nesse departamento. Melhorando nesse departamento, fica ainda melhor no 1x1, o que pode obrigar ainda mais a 2x1's, o que pode melhorar ainda mais a movimentação da bola e libertar ainda mais espaço para os atiradores.

Vamos ver o que os Rockets fazem com Asik (se o conseguem trocar e o que conseguem em troca) e vamos ver que peças conseguem juntar a este grupo (já não têm muito mais espaço salarial e terão de procurar trocas), mas para já conseguiram a melhor peça possível para continuar a montar uma equipa candidata.

"And I think it's gonna be a long long time...", canta Elton John no seu "Rocket Man". Mas com estes Rocket Men de Houston acho que não vamos esperar muito tempo para os ver lá em cima.




(e depois da decisão de Howard, como habitualmente, outras peças começaram a cair. Howard era a maior peça em jogo nesta free agency e, como habitualmente, muitos negócios - e planos B - estavam em suspenso à espera desta decisão. Quando esta foi anunciada, as outras peças do dominó começaram a cair sucessivamente e tivemos mais uma mão cheia de acordos - Jose Calderon para os Mavs, Josh Smith para os Pistons, Paul Millsap para os Hawks, Jarrett Jack para os Cavs e Carl Landry para os Kings. No próximo artigo faremos um balanço destes e doutros negócios que animaram o dia mais animado desta free agency muito animada)

Iggy nos Warriors, Superman nos Rockets


Tem sido uma noite louca! Em dia de espera pela decisão de Dwight Howard, tivemos uma surpresa, Andre Iguodala para os Warriors (já confirmado pelo jogador), ...


... e depois a notícia que todos aguardavam (e que quase implodiu o Twitter e o ciberespaço com tantos rumores por segundo). Segundo múltiplas fontes e notícias (ainda sem confirmação oficial do jogador, do agente ou da equipa, mas já dado como certo por toda a liga), parece que Howard já escolheu o seu destino:



Vamos deixar a poeira assentar (e a notícia ser oficializada. E esperar pelo tweet de Kobe!) e amanhã cá estaremos para fazer um balanço desta noite que muda a paisagem na NBA (e desta free agency animadíssima).

4.7.13

E o campeão da previsão é...


Ufa! Já acabámos de contabilizar as 113 participações do passatempo Playoffs 2013 e já temos o nome do vencedor! Ainda não é este ano que alguém acerta todas as rondas, mas, à semelhança do ano passado, tivemos alguém que andou lá perto. Tivemos cinco participantes que acertaram no vencedor de 11 rondas (o Ruben Abreu, o Rodrigo Santos, o João Paulino, o João Higino e o Tiago Magalhães), mas tivemos um que acertou em 13 das 15 rondas:



E o autor desta grelha, que sucede ao Ricardo Cardoso (vencedor de 2012) como campeão das previsões é o ... Jorge Duarte, que leva para casa o THE UNDISPUTED GUIDE TO PRO BASKETBALL HISTORY:


Os nossos parabéns ao Jorge e obrigado a todos os que participaram (e muito obrigado pelos elogios e palavras de encorajamento e apoio que nos escreveram nos emails quando enviaram as participações)! Pró ano há mais!

NBA Ink


Aqui no SeteVinteCinco somos fãs de tatuagens (que é como quem diz, eu sou fã de tatuagens). Para quem partilhar desse gosto (ou para quem tiver curiosidade de ver o colorido dos jogadores da NBA), aqui fica um Guia interactivo (e extensivo) de todos os jogadores que têm tinta no corpo e as suas respectivas tatuagens:



(entretanto, a época da caça aos free agents continua animada e os Celtics já têm treinador. Uma escolha surpreendente de que iremos falar num próximo post. E, ainda hoje ou amanhã, vamos revelar o vencedor - ou vencedores - do passatempo dos Playoffs. Desculpem a demora, mas ainda não tive tempo para contabilizar todas as participações. Está quase!)

2.7.13

As últimas da free agency


Ao segundo dia de free agency, mais alguns acordos confirmados:

- Eric Maynor está de malas feitas para a capital dos Estados Unidos, para assinar pelos Wizards:



- E outro base, CJ Watson, vai reforçar o banco dos Pacers:


- Nazr Mohammed vai continuar em Chicago e tem acordo para mais uma temporada.

- E Mohammed, ao comentar a sua continuidade em Chicago, confirmou outro acordo: Mike Dunleavy nos Bulls, por 2 anos e 6 milhões de dólares.

1.7.13

Está aberta a época da caça


Como habitualmente, o dia de hoje marca o início da época da caça aos free agents. E, como habitualmente, é também a época de milhões de rumores e boatos. A cada minuto que passa, há alguma equipa supostamente interessada nalgum jogador, trinta destinos e cenários possíveis para cada free agent e novos rumores a correr mundo. Também como habitualmente, já sabem que (se não sabem, aqui fica) não comentamos rumores e boatos e reservamos a nossa análise para negócios confirmados.

Até dia 10, o dia em que as equipas podem oficializar contratos e assinar jogadores, é época de negociações e contactos entre jogadores e equipas e o máximo que temos são acordos verbais. Por isso, aqui ficam os que temos até agora confirmados por alguma fonte oficial (o próprio jogador, um agente do jogador e/ou algum dirigente da equipa em questão):

- Chris Paul, como esperado, vai renovar com os Clippers (ninguém tinha grandes esperanças que ele mudasse de equipa e depois da contratação de Doc Rivers a renovação de CP3 era uma notícia apenas adiada). O jogador anunciou-o no Twitter e o seu agente também já o confirmou.



- Os Knicks e os Raptors têm um acordo para trocar Andrea Bargnani por Steve Novak, Marcus Camby, Quentin Richardson, uma 1º ronda (2016) e duas 2ªs rondas (2014 e 2017). As fontes que confirmam este acordo são anónimas até agora, mas Camby já o comentou (e não se mostrou muito contente com o mesmo).

- Os Pacers fizeram uma oferta a Tyler Hansbrough (que é agente livre com restrições e os Pacers podem igualar qualquer oferta que ele receba) para renovar. Mas anunciaram também que o seu principal objectivo da free agency é renovar com David West (e se alguém fizer uma oferta muito alta a Hansbrough não irão cobrir, provavelmente).

- Ray Allen (Heat), Jerrid Bayless (Grizzlies), Trevor Ariza (Wizards), Emeka Okafor (Wizards), Boris Diaw (Spurs), Patty Mills (Spurs), Ben Gordon (Bobcats), Marvin Williams (Jazz), Metta World Peace (Lakers), Richard Jefferson (Warriors), James Jones (Heat), Rashard Lewis (Heat) activaram o seu ano de opção e estão todos fora do mercado e vão continuar com as suas equipas.

- JR Smith, Andrei Kirilenko e Carl Landry não activaram as suas e estão no mercado.

- E os Nets e os Celtics têm acordo para a mega-troca que já todos ouvimos: Kevin Garnett, Paul Pierce e Jason Terry para Brooklyn em troca de Gerald Wallace, Kris Humphries, MarShon Brooks Kris Joseph, Keith Bogans e três 1ªs rondas (2014, 2016 e 2018).

É (vai ser) o negócio possível para ambas as equipas. Na nossa opinião, não é um negócio espectacular para nenhumas das equipas, mas precisaremos dum post mais longo para explicarmos as nossas razões. E uma troca desta dimensão merece um artigo exclusivo e uma explicação mais detalhada. Lá iremos num post futuro. Mas podemos adiantar já que não é o melhor negócio para os Celtics e é, para os Nets, um bom negócio no imediato (não conseguiriam provavelmente melhor com a situação salarial que já têm), mas que pode não ser suficiente para chegar ao título, nem agora nem a médio prazo.


(e é basicamente isso para já. Durante os próximos dias vamos continuar a ouvir milhões de boatos, Dwight Howard  estará inclinado para assinar com 5 equipas diferentes, metade das equipas da liga estarão interessadas em Josh Smith e Andre Iguodala e a outra metade quererão JR Smith. Nós cá estaremos para comentar os acordos que forem confirmados. E boa caça!)