31.5.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - jogo 3


Bem, Scott Brooks mudou mesmo a estratégia no jogo 2 e manteve Serge Ibaka em campo no quarto período. E os Thunder tiveram boas percentagens de lançamento. E Durant, Westbrook e Harden fizeram um grande jogo e entre os três marcaram quase 90 pontos. E mesmo assim os Thunder perderam. O que nos deixa a pensar no que será preciso para ganharem um jogo a estes Spurs. 

A resposta pode passar mais pela equipa de San Antonio do que pela de OKC. Porque os Thunder não têm jogado mal (e se no jogo 1, podemos criticar a estratégia de Scott Brooks no quarto período, no jogo dois não lhes podemos apontar nada, fizeram um óptimo jogo). Só que os Spurs têm jogado ainda melhor. Não se trata daquilo que os Thunder fizeram de mal, mas daquilo que os Spurs fizeram de (muito) bom. Os Thunder simplesmente têm sido batidos por uma equipa melhor.

Já pensaram bem nisto? Os 88 pontos que Durant, Westbrook e Harden marcaram eram suficientes para ganhar muitos jogos de playoffs. E neste jogo 2 esses 88 pontos não chegaram para ter um jogo renhido. Nos últimos seis períodos (a segunda parte do jogo 1 e o jogo 2), a execução dos Spurs no ataque tem sido exemplar e imparável. E é por isso que o destino dos Thunder está mais nas mãos dos Spurs do que na deles próprios. Os Thunder têm hoje um jogo de vida ou morte e a sua maior hipótese de vitória depende dos Spurs terem um jogo menos bom. Porque se estes continuarem a carburar como até aqui, esta série vai ser mais curta do que previmos.

Daqui a umas horas, vamos descobrir se a série de vitórias dos Spurs entra cada vez mais em território histórico (as 20 vitórias que levam são a terceira série de vitória mais longa de sempre e estão a um jogo de igualar o recorde dos Lakers de 11 vitórias consecutivas nos playoffs) ou se OKC consegue uma bolsa de oxigénio. Porque Hoje Temos:


NBA Cribs


Quem é que não precisa de um multibanco na cozinha?


30.5.12

Hoje Temos: Celtics x Heat - jogo 2


No primeiro jogo os veteraníssimos Celtics não se mostraram capazes de acompanhar os mais jovens e mais atléticos Heat. E hoje? Os Heat aumentam a vantagem e vão para Boston com uma confortável diferença de dois jogos ou os Celtics conseguem ir buscar forças sabe-se lá onde e ganhar em South Beach?



E hoje temos também a lotaria do Draft. Às 20 horas (nos Estados Unidos; uma da manhã em Portugal) anda a roda e vamos ficar a saber quem são os grandes premiados com as primeiras escolhas do draft do próximo mês.

29.5.12

Hoje Temos: Spurs x Thunder - Jogo 2


E hoje? Os Spurs mantêm a série de vitórias ou os Thunder conseguem roubar um jogo em San Antonio?

No jogo 1, os Spurs entraram na partida a tentar correr com os Thunder, a atacar rápido e não lhes correu muito bem. Vimos muitas vezes Parker a explorar a primeira opção do pick and roll, penetrar, a precipitar-se muitas vezes contra uma defesa fechada dos Thunder e a ficar sem linhas de passe. E os Spurs terminaram a primeira parte com 14 turnovers.

Foi já na segunda parte (e em especial no último período), quando desaceleraram e começaram a executar melhor no ataque em meio campo, que conseguiram passar para a frente e dominar o jogo. O próprio Parker admitiu isso no final do jogo, afirmando que tentou fazer as coisas depressa demais no início do jogo e que foi quando começaram a levar o seu tempo para atacar que tomaram as rédeas do jogo. E contaram também com o melhor jogo de Manu Ginobili nos playoffs.

Mas também contaram com uma ajuda de Scott Brooks. O treinador de OKC, à semelhança do que tem feito inúmeras vezes ao longo da temporada, recorreu no último período a um cinco mais baixo, com apenas um dos bigs em campo e com Kevin Durant a power forward (tentando explorar o mismatch de velocidade e mobilidade com Durant nessa posição; com uma equipa como os Lakers, por exemplo, correu bem, pois estes tinham de optar entre manter os seus dois bigs, Gasol e Bynum, em campo e colocar um deles a defender Durant - o que não conseguia - ou então eram obrigados a tirar um deles). E manteve Serge Ibaka no banco durante todo o período final. 

Essa estratégia já correu bem muitas vezes nesta temporada, mas desta vez saiu o tiro pela culatra. Os Spurs tinham tido dificuldade de penetrar na defesa dos Thunder e marcar pontos no garrafão, mas sem Ibaka em campo fizeram-no a seu bel-prazer durante os 12 minutos finais. E no ataque, Durant não conseguiu explorar nenhum mismatch, pois continuou a ser defendido pelo small forward adversário (Stephen Jackson). Porque os Spurs jogam também muitas vezes com cincos mais baixos, só com um big em campo (Duncan) e com bases e extremos a rodeá-lo. É uma estratégia em que estão à vontade, não perderam nada na defesa e no ataque exploraram isso na perfeição.

Vamos ver se Scott Brooks mantém a estratégia hoje (pode também optar por manter o cinco mais baixo, mas com Ibaka como único big, em vez de Perkins) ou se opta pela estratégia com que inicia o jogo, com um cinco tradicional com dois bigs (que lhes estava a dar melhores resultados no jogo anterior). E vamos ver se, mesmo que isso aconteça, é suficiente para quebrar esta série de vitórias dos Spurs. Já vai em 19. Chega às duas dezenas hoje?


Celtics x Heat - Anatomia de outra série


Se a série final a Oeste era a mais esperada pela maioria dos fãs, a Este também se enfrentam as equipas que, depois das lesões e consequente eliminação dos Bulls, todos queriam ver nesta final de conferência: Heat e Celtics encontram-se mais uma vez, num duelo que já começa a tornar-se clássico. Porque estes jogadores levam já muitas e duras batalhas entre eles. A equipa de Boston eliminou os Cavs de Lebron em 2008 e 2010 e os Heat de Wade em 2010. O ano passado foi a vez de Lebron e Wade, já juntos em Miami, se vingarem e mandarem os Celtics para casa. Pois, agora vamos ter o tira-teimas.


E o que podemos esperar deste tira-teimas? Duas equipas que, ao contrário dos finalistas do Oeste, chegam a esta fase desfalcadas e depois de batalhas desgastantes nas rondas anteriores. 
Os Celtics têm sido dizimados pelas lesões ao longo de toda a temporada. Foi Green, foi Wilcox e foi Jermaine O'Neal ainda durante a temporada regular e, já nos playoffs, perderam Avery Bradley, Paul Pierce tem jogado limitado pelo estiramento no joelho esquerdo e o tornozelo de Ray Allen está longe dos 100%. Mas nada disso foi suficiente para os parar. Mais ou menos amassados, com mais ou menos gente disponível, têm lutado sempre e, a jogar melhor ou pior, conseguiram escavar caminho até aqui.

Os Heat também têm os seus problemas com lesões e chegam até aqui sem uma das suas peças mais importantes, Chris Bosh. O power forward não deve recuperar a tempo desta série (parece que a recuperação está correr bem, até melhor do que esperado, mas não devem arriscar e Bosh só deve voltar, se lá chegarem, nas Finais) e deve mesmo ficar fora destas contas. E a sua ausência tem obrigado a trabalho e desgaste redobrados para James e Wade.

Apesar de neste momento da temporada ninguém estar já a 100%, os Celtics chegam até esta aqui em pior estado. Para além das lesões, vêm também duma esgotante série de sete jogos com os Sixers e tiveram apenas um dia de descanso entre o jogo 7 dessa série e o jogo de hoje. Os Heat, apesar de tudo, são mais jovens e tiveram mais tempo de descanso. Ora isso tanto pode ser apenas mais um obstáculo para Boston ultrapassar, como pode tornar-se uma diferença determinante nestes jogos.

Questões físicas à parte, o que vamos ver quando estas equipas entrarem em campo? Duas equipas com algumas semelhanças no estilo de jogo, embora com interpretações e recursos diferentes. E são dois estilos que se encaixam, por isso (ao contrário da série Spurs x Thunder, em que os estilos se opoem e quando uma aplicar o seu estilo vai obrigar a outra a jogar fora do seu), aqui ambas as equipas vão estar a jogar nos seus estilos ao mesmo tempo. A chave será mesmo qual delas consegue levar a melhor.

Embora de formas diferentes, ambas as equipas gostam de contra-atacar. E embora de formas diferentes, ambas fazem bem a transição defensiva. Os Heat porque são atléticos e rápidos e conseguem recuperar rápido, os Celtics porque não colocam muitos jogadores (normalmente apenas um) no ressalto ofensivo e preferem prevenir-se e recuperar para a defesa.

Por isso, porque ambas defendem bem e quando tiverem oportunidade de contra-atacar não a podem desperdiçar, vamos ver as equipas a tentar contra-atacar sempre que conseguirem. Mas vão fazê-lo de forma diferente. Enquanto os Heat têm em Wade e James duas locomotivas a correr para o cesto, os Celtics dependem de um jogador, Rondo. Enquanto o contra-ataque dos Heat tenta finalizar debaixo do cesto, é mais perigoso na primeira vaga e a maior dificuldade em pará-lo é conseguir acompanhar James e Wade no campo aberto, o dos Celtics pode também ser perigoso na segunda vaga, com a chegada de atiradores (Allen, Pietrus, Pierce) como trailers. Rondo é um one-man-fastbreak e ele tenta, numa primeira fase, finalizar debaixo do cesto. Não o conseguindo, espera pelos jogadores que vêm atrás e procura assistir para os atiradores que se posicionam nos três pontos.

Quem consegue contra-atacar mais vezes (e melhor) vai ser uma das chaves, portanto. O contra-ataque dos Celtics, pode ser perigoso e eficaz, mas ninguém bate Wade e James no campo aberto, por isso, aqui a vantagem pende para os Heat.

Também no ataque se encaixam. Os Heat dependem muitíssimo (e agora sem Bosh ainda mais) dos pick and rolls. São a equipa da NBA que mais vezes os faz por jogo (contra os Pacers fizeram-no cerca de 50 vezes por jogo). Mas os Celtics são das melhores equipas a defender o pick and roll (porque têm um dos melhores defensores desse movimento, Garnett, e porque defendem com todos os jogadores, fechando bem o garrafão). Os Celtics têm soluções mais variadas e fazem mais passes e movimentação de bola. Mas os Heat têm dos defensores mais versáteis da liga, capazes de defender bem o seu adversário directo e as linhas de passe.

O ataque dos Celtics sempre foi mais versátil e variado e poderia levar vantagem. Mas nos últimos tempos não tem sido tão eficaz como antes. Na série com os Sixers, jogaram poucas vezes no interior e lançaram muitas vezes (vezes demais) de meia distância. Estão a contentar-se em ser uma equipa de meia distância e esse é o ponto forte da defesa dos Heat. Se lhes querem ganhar têm de atacar as suas áreas mais vulneráveis: base (e o duelo Rondo x Chalmers será outra das chaves da série) e o jogo interior. Se não o fizerem e se Garnett não jogar mais vezes no interior, estão em sarilhos.

Tacticamente, tudo aponta para uma série equilibrada. Vão ser jogos de muita luta e cada centímetro de campo vai ter de ser conquistado. Mas, numa série tacticamente tão renhida, a parte atlética e física pode revelar-se a diferença. E se os Celtics tiveram tantas dificuldades com uma equipa dos Sixers  muito atlética, mas mais fraca que esta equipa de Miami, estes podem ser demais para Boston. E é por isso que a nossa previsão é os-mais-jovens-mais-frescos-e-em-melhores-condições-físicas Heat em 5 (ou 6, vamos dar mais uma aos Celtics só pela garra e porque mesmo a jogar mal conseguem encontrar maneira de vencer jogos).


E Hoje Temos, já daqui a uma hora, a bola ao ar nesta batalha:


27.5.12

Spurs x Thunder - Anatomia de uma série


Eis-nos chegados à série mais esperada destes playoffs, a série que todos queriam ver, entre as duas melhores equipas do Oeste (e, provavelmente, da liga) e as duas equipas com o percurso mais dominador desta segunda fase. Thunder e Spurs chegam à final de conferência com apenas uma derrota entre ambas nas duas primeiras rondas. San Antonio varreu as duas rondas iniciais e ganhou os oito jogos por uma média de 13.7 pontos (e, contando com a temporada regular, leva já 18 vitórias consecutivas e 29 nos últimos 30 jogos; a única derrota foi com os Thunder, mas num jogo em que Popovich descansou Parker, Duncan e Ginobili), enquanto Oklahoma City perdeu apenas um jogo na segunda ronda (por três pontos) e ganhou as suas eliminatórias por uma média de 8.1 pontos. São, respectivamente, primeira e segunda na margem de vitória nos playoffs.

Chegam, por isso, frescas e na máxima força a esta final de conferência e tudo aponta para uma série que pode ser memorável. Mas é uma série entre duas equipas com estilos de jogo radicalmente opostos. OKC gosta de correr e acelerar o jogo, jogar em contra-ataque e transições rápidas, enquanto San Antonio prefere desacelerar o jogo, executar o seu ataque em meio campo e limitar o número de posses de bola. Vai ser, por isso, muito interessante de ver qual delas consegue impor o seu estilo. 

Para além disso, os pontos fortes e fracos das duas opoem-se. Os Thunder são muito bons no contra-ataque. Os Spurs são muito bons na movimentação de bola no ataque em meio campo. Os Thunder são muito bons nos ressaltos ofensivos. Os Spurs são muito bons nos ressaltos defensivos. Os Thunder são mais fracos na execução em meio campo. Os Spurs são mais fracos na recuperação defensiva.


Como se traduz tudo isso para este frente-a-frente e o que podemos esperar destes jogos? Vamos ver as áreas onde a série se vai decidir:

Um dos locais onde esta série se decidirá será na tabela defensiva dos Spurs. Os Spurs não são uma grande equipa ressaltadora ofensiva e quando falham não conseguem muitas segundas oportunidades (para limitar os contra-ataques adversários, apostam, por isso, num ataque eficaz e em meter a bola no cesto). Já os Thunder apostam em carregar nos ressaltos ofensivos e são das melhores equipas a conseguir segundas oportunidades. Mas os Spurs são a melhor equipa da liga a segurar a tabela defensiva e a não dar segundas oportunidades ao adversário.

A luta na tabela dos Spurs vai ser decisiva e, nesse aspecto, os Thunder devem ficar preocupados com o que viram na série Spurs x Clippers. A equipa de Los Angeles era também uma equipa muito atlética e uma das melhores na tabela ofensiva (4ª da liga), mas os Spurs conseguiram manter Blake Griffin, DeAndre Jordan e Reggie Evans fora dos ressaltos ofensivos e dominaram a sua tabela defensiva. 

Os Thunder têm, por isso, de gerir bem as suas posses de bola, criar boas oportunidades de lançamento e não as desperdiçar, pois podem não ter segunda oportunidade. Portanto, para terem hipóteses nesta série, estão dependentes de como se portam no seu ponto mais forte e no seu ponto mais fraco.

Podem ser equipas muito diferentes e com estilos opostos, mas há um ponto forte que ambas partilham: o banco. Ambas têm uma equipa profunda e Harden e Ginobili são os dois melhores jogadores da NBA que não jogam no cinco. Ambas conseguem manter o nível de jogo, e às vezes até elevá-lo, quando colocam os suplentes. Esta é outra área onde se vai decidir esta série e nesta não há uma clara vantagem para nenhuma das equipas (embora os Spurs levem alguma).

Já uma área onde os Thunder estão em clara desvantagem é no ataque interior, onde não têm uma ameaça ofensiva e alguém para jogar a poste baixo, de costas para o cesto. Já diziamos o ano passado que isso era o que os separava de ser uma equipa campeã. Faltava-lhes um bocadinho assim e, infelizmente para eles, continuam a ter esse mesmo problema.

Outra área onde poderiam ter desvantagem é na experiência. Os Spurs são um grupo veterano de muitas batalhas, que já venceu campeonatos, que sabe tudo o que precisa fazer para vencer e que não se deixa afectar pela pressão destes momentos. Os Thunder, menos experientes, poderiam vacilar em momento em que a pressão está no limite. Mas os jovens Thunder têm estado no seu melhor quando o jogo chega aos minutos finais e quando a pressão aumenta. Nas séries com os veteranos Mavs e Lakers, foram a melhor equipa no quartos períodos, a que executou melhor e que fechou melhor os jogos. Por isso, vantagem nula neste ponto. Os Thunder já mostraram que estão preparados para os grandes momentos.

Temos, então, duas áreas sem uma vantagem clara para qualquer equipa (o banco e o rendimento sobre pressão), uma onde a vantagem está claramente do lado dos Spurs (execução em meio campo e jogo interior ofensivo) e uma outra onde a vantagem parece pender para os Spurs (tabela defensiva).

Para terminar, uma curiosidade (mas que se pode revelar fundamental): apenas quatro equipas sofreram mais triplos do canto que OKC e os Spurs são uma das melhores equipas a colocar lançadores nos cantos e uma das melhores a lançar daí (41.9%). Fiquem atentos a Matt Bonner, Danny Green, Gary Neal e Stephen Jackson lá no cantinho.

O que tudo isto nos leva a esperar é uma série equilibrada, mas com a vantagem a cair para o lado de San Antonio. Tradicionalmente, nos playoffs ganha-se com um bom ataque em meio campo e uma boa defesa em meio campo. Ambas têm a boa defesa (a dos Spurs já foi melhor, mas ainda é boa e tem melhorado ao longo dos playoffs), mas os Spurs têm o melhor ataque. Por isso, a nossa previsão é Spurs em 6 (ou 7).


E Hoje Temos já o primeiro jogo deste duelo:


26.5.12

Hoje Temos: Jogo 7


Celtics ou Sixers, quem avança para a final de conferência? Se a História é indicadora de alguma coisa, serão os Celtics. Segundo o NBA.com, em 108 jogos 7 na história da NBA, a equipa da casa ganhou 87 deles (80%). Foi exactamente por isso que, antes do jogo 6, Doug Collins mostrou as imagens do jogo 7 de 1982 aos seus jogadores. Para lhes dizer "mostrem-me quanto querem ganhar este jogo e ir a Boston para um jogo 7 que ninguém acredita que podemos ganhar".

Para contrariar a História e a opinião generalizada, os Sixers terão de fazer aquilo que fizeram tão bem no último jogo: defender a área perto do cesto e penetrar. A equipa de Philadelphia sofreu apenas 14 pontos na área restritiva e, no outro lado do campo, os bases atacaram constantemente o cesto. E nenhum o fez melhor que Jrue Holiday, que terminou como o melhor marcador da equipa (20 pts, empatado com Garnett para melhor do jogo).

Esta tem sido uma série decidida no garrafão. Nenhuma das equipas tem lançado bem do exterior (11% para os Sixers e 21% para os Celtics no jogo 6) e os jogos tem sido ganhos nas áreas perto do cesto. Mas não da forma mais tradicional, com os jogadores interiores. Quem tem feito a diferença nos pontos no garrafão são os bases. Três dos quatro jogadores com mais pontos marcados no garrafão são bases (Rondo, Evans e Holiday) e essa será uma das chaves do jogo de hoje. A equipa cujos bases forem mais agressivos e melhores a atacar o cesto ganhará.

A menos que Boston consiga inverter esta tendência de pontos interiores dos jogadores exteriores. No jogo 6, Kevin Garnett lançou 20 vezes. E nenhuma delas dentro do garrafão. Todos os seus lançamentos foram feitos fora do garrafão (!). E essa é outra das chaves para os Celtics, que precisam que Garnett não se contente com lançamentos de meia distância, receba mais vezes a bola a poste baixo e marque mais pontos no interior.

Não esperem um jogo com muitos pontos, pois esta série tem sido dominada pelas defesas. Pode não ser um jogo bonito, como não o foram muitos dos jogos da série. Mas esperem muita luta e muita emoção. É o capítulo final nesta série tão disputada:


25.5.12

All-NBA First Team


Hoje não temos jogos (amanhã vamos saber quem é o último semifinalista), mas a acção não pára. E ontem saíram as escolhas para os melhores cincos da temporada:

Não há nenhuma surpresa nas escolhas do painel de 120 jornalistas e comentadores para a First Team e estas coincidem com quatro das nossas escolhas. A única diferença é a inclusão de Kobe Bryant em vez de Dwyane Wade (venham daí os comentários de quem, na altura, defendia isso a dizer "vês, eu bem te disse"!).

Como referimos na altura, nas outras quatro posições não há muita discussão: Lebron e Durant foram votados quase por unanimidade, a base e poste podia haver alguma discussão entre Paul e Parker e entre Howard e Bynum, respectivamente, mas os primeiros foram escolhidos com praticamente o dobro dos votos dos segundos e foram, de facto, os melhores nas suas posições.

Quanto à posição de shooting guard, já o tinhamos dito na altura que era, para nós, uma escolha renhida entre Kobe e Wade e que aceitávamos quem preferisse o jogador dos Lakers. Já dissemos as razões porque escolhemos o jogador dos Heat e mantemos o que dissemos:


"Kobe fez mais uma excelente época, teve  até ao último jogo na luta pelo título de melhor marcador e pensámos seriamente no jogador dos Lakers para esta posição. Mas, no fim das contas, o que dissemos em Fevereiro mantém-se: Wade tem números totais um pouco abaixo dos de Kobe, mas conseguiu-os em menos minutos, com menos lançamentos e menos posses de bola (Kobe tem uma percentagem de utilização de 35.7 e Wade 31.3). 
E nos ratings defensivo e ofensivo, Wade destaca-se claramente (112 de ORtg e 99 de DRtg para Wade contra 105 de ORtg e 106 de DRtg de Bryant). O jogador dos Heat foi mais eficaz e foi o melhor shooting guard do ano.

(...)

Não foi uma decisão fácil e percebo quem escolha Kobe. Fez uma excelente temporada e confesso que estive indeciso entre os dois até à última. Pensei seriamente em Kobe para o cinco, mas duas coisas fizeram-me optar por Wade:

1º, pensei na questão do acompanhamento que um e outro têm (e calculava que fosse levantada por muitos de vocês), mas, em relação a isso, não é verdade que Kobe não tem um elenco tão forte. Wade tem James e Bosh, mas Kobe tem dois All Stars a seu lado. Joga com um power forward melhor que Bosh (Gasol) e teve Bynum a fazer a melhor temporada da sua carreira. Por isso, não é como se ele tivesse de carregar os Lakers sozinho (tal como aconteceu com Wade nos Heat, quando Kobe teve de fora, os Lakers não se portaram nada mal sem ele)

2º, nos números tradicionais estavam empatados: Kobe tem melhores números totais e Wade tem números mais eficazes. Mas o que. para mim, desequilibrou para o lado de Wade foram os ratings defensivos e ofensivos. Wade foi melhor nos dois e por uma margem grande. Por cada 100 posses de bola no ataque, Wade produziu 112 pontos e, na defesa, permitiu apenas 99 (contra 105 e 106 de Kobe, respectivamente)."


24.5.12

Hoje Temos: Heat x Pacers


Hoje é dia da série mais quente destes playoffs (até agora, pelo menos). Os Pacers regressam a casa e tentam evitar a eliminação, enquanto os Heat, depois dos Celtics ontem não o terem conseguido, tentam ser a primeira equipa do Este a chegar à final de conferência.


Pacers x Heat tem sido quente desde o início. Começou com a provocação e tentativa de jogos mentais à lá Phil Jackson de Frank Vogel, ao dizer, antes da série, que a equipa de Miami era a equipa mais fiteira da NBA e continuou ao longo de toda a série com vários episódios entre os jogadores (foram as confrontações de Danny Granger aos jogadores dos Heat, foi o sinal de choke do Lance Stephenson, foi o aviso de Juwan Howard a Stephenson). Até culminar nas faltas muito duras, a roçar a agressão (e no caso de Dexter Pittman foi mesmo uma agressão), que vimos no jogo 5. Quem perdeu com estas picardias e agressividade entre os jogadores foram os Heat, que, devido ao jogo de castigo que lhe foi atribuído pela falta dura sobre Tyler Hansbrough, vão ter de jogar hoje sem Udonis Haslem. 

O que, para um frontcourt pouco profundo e que já não tem Chris Bosh, pode ser uma baixa de peso. Mas para que a falta de Haslem seja sentida é preciso que os Pacers, e principalmente West e Hibbert, não sejam aquilo que Larry Bird lhes chamou no final do jogo 5: M-O-L-E-S. 

O general manager dos Pacers não poupou nas palavras: "Não acredito que a minha equipa amoleceu. Não acredito que foram moles.", disse Bird depois de terem sido demolidos em Miami. Muitos viram as palavras de Bird como mais uma afirmação incendiária numa série já suficientemente agressiva e uma que podia incentivar os jogadores dos Pacers a retaliar no jogo de hoje. Mas o executivo do ano, veterano de tantas batalhas nos playoffs, sabe o que está a fazer. Lebron James resumiu-o melhor que ninguém: "Ele só está a tentar motivá-los. Ele sabe que eles não são moles. Mas na posição em que estão, entre a espada e a parede, ele sabe o que está a fazer. Não é por acaso que ele é o executivo do ano." 

Bird não quer uma escalada de violência na série, quer apenas que a sua equipa deixe tudo em campo hoje. Para ele, o jogo 6 começou assim que o quinto acabou. E daqui a umas horas vamos saber como termina.


All-Defensive First Team


E hoje foram conhecidos também os eleitos para o Melhor Cinco Defensivo. E quem é que não foi escolhido para esse cinco? Tyson Chandler. Uuupsss...

Como é possível o Defensor do Ano não entrar no Cinco Defensivo do Ano, perguntam vocês? Porque o prémio individual é escolhido por um painel de jornalistas e o cinco é escolhido pelos 30 treinadores da liga. Quem teve lugar neste cinco foi a nossa escolha para Defensor do Ano, Serge Ibaka. Ao power forward dos Thunder juntam-se LeBron James, Chris Paul, Tony Allen e Dwight Howard.


23.5.12

Hoje Temos: Celtics x Sixers


No dia em que, em Portugal, o Benfica conquistou o título nacional, do outro lado do Atlântico, os Celtics tentam ser a primeira equipa do Este a passar à final de conferência:


Para motivar a sua equipa para este jogo 6 e fazê-los acreditar em algo que a maioria das pessoas não acredita (que podem ganhar um jogo 7 em Boston e que se ganharem este jogo podem ganhar a série), Doug Collins mostrou-lhes imagens de 1982, quando Julius Erving, Maurice Cheeks, Toney Douglas, Bobby Jones, Lionel Hollins e Darryl Dawkins conseguiram fazer isso mesmo: venceram o jogo 7 no Boston Garden e passaram às Finais da NBA. Será que vai funcionar? Vamos ter jogo 7 em Boston ou isto acaba hoje?

Hack-a-Reggie



Há uns tempos surgiu aqui nos comentários dum artigo uma discussão sobre a estratégia Hack-a-Shaq do Gregg Popovich e sobre se a mesma era falta de fair-play ou não. Como devem ter visto, o treinador dos Spurs voltou a recorrer a essa estratégia frente aos Clippers, fazendo faltas de propósito sobre Reggie Evans e enviando esse mau lançador (50.7% nos lances livres esta temporada, 52% na carreira) para a linha.

A propósito disso, o timoneiro de San Antonio trocou umas palavras com o power forward dos Clippers no final da série: "Disse-lhe que lamentava ter de lhe fazer isso. Detesto, não é bonito. Mas é algo que está disponível. Tal como qualquer outra coisa do jogo que é legal." E o que lhe respondeu Evans? "Tudo bem, não há problema, assim deu-me alguma coisa em que trabalhar." Ora aí está algo que gostavámos de ter ouvido Shaq dizer.

Um treinador que explora, dentro das regras, uma fraqueza da equipa adversária e um jogador que aceita isso com desportivismo, como uma consequência natural dessa falha no seu jogo e reconhece que tem de melhorar. Um gesto simpático de Popovich ao pedir desculpa a Evans e este ainda brinca com isso. Depois da batalha, amigos como dantes. Querem mais fair-play que isto?

22.5.12

E Hoje Temos: Pacers x Heat



Hoje temos a equipa que meio mundo adora e que a outra metade do mundo adora odiar. São os Miami Heat de volta a South Beach para tentar virar a eliminatória a seu favor. 

No jogo 4 tivemos LeBron a fazer um jogo histórico (marcou ou assistiu em 62 dos 101 pontos da equipa!) e Udonis Haslem (14 pts e 4 res) a fazer de Chris Bosh. Para além do bom jogo de Haslem, com Hibbert e West limitados por faltas e no banco por mais de metade da segunda parte, os Heat não tiveram desvantagem no jogo interior como nos jogos anteriores. 
E essa é a chave para os Pacers: conseguir manter West e Hibbert sem problemas de faltas e conseguir explorar a vantagem que têm no interior. Se o conseguirem podem colocar-se em posição privilegiada para fechar a série em casa. Se não, podem ficar mais perto de casa, mas não no bom sentido.

No que vai dar este sempre decisivo jogo 5? Heat ou Pacers?


Noite de tempestade em OKC


São 5:30 da manhã e está a chover quando a equipa dos Thunder regressa a Oklahoma City depois da vitória no jogo 4 em Los Angeles. Mas, apesar da chuva e da hora muito tardia, era isto que os esperava:



É a loucura dos playoffs (e eles ainda vão na segunda ronda, o que não vão fazer se forem às Finais!)!

21.5.12

Ora, Hoje Temos:


Ora bem, e esta noite o que temos no menu?

As duas equipas mais tituladas da NBA: Lakers, em OKC, a tentar evitar o fim da sua temporada e, em Boston, vamos ter o desate da série num decisivíssimo jogo 5. Alguém vai sair do TD Garden à beira da eliminação e os Lakers podem sair de OKC para férias.




E Hoje ainda Temos:


E ainda temos mais um jogo esta noite. Com Lakers, Clippers e Kings (estes da NHL) nos playoffs dos respectivos campeonatos e a jogar em casa no mesmo fim de semana, o pessoal no Staples Center estava com dificuldade em conseguir espaço para todos os jogos e havia a possibilidade do jogo dos Clippers realizar-se amanhã. Mas parece que é mesmo hoje, por isso, daqui a duas horas, a equipa da casa vai tentar evitar a varridela e tentar prolongar a série por, pelo menos, mais um jogo. Vamos ter jogo 5 ou os Spurs despacham mais uma série em quatro e continuam invictos nestes playoffs?



20.5.12

A falta que um Bosh faz


Big Two and a Half, Like a Bosh, o elo mais fraco. Isto e muito mais já chamaram a Chris Bosh desde que se juntou aos Miami Heat na temporada passada. Mesmo com toda a antipatia que a Decisão de LeBron despertou, Bosh foi, das três estrelas dos Heat, aquele cuja reputação mais sofreu com a reunião dos Três Super-Amigos. Porque, embora James tenha sido criticado pelas atitudes fora do campo, a sua produção e o seu valor dentro de campo não foram postos em causa. Já o valor de Bosh tem sido questionado desde o momento em que pisou o campo com o equipamento dos Heat.

Os seus números baixaram em relação aos que tinha em Toronto e tem sido sempre apontado como o mais fraco dos três, levando à questão recorrente sobre se Miami tem um Big Three ou não. Pois se esta série entre Pacers e Heat nos tem mostrado alguma coisa, é que sim, Miami tem mesmo um Big Three e Bosh faz-lhes muita falta. 


É claro que ele já não é a estrela principal da equipa como era em Toronto. É claro que os seus números individuais baixaram. Mas esse é o preço a pagar por jogar ao lado de LeBron e Wade. Em Toronto, ele era o melhor jogador. Em Miami, ele é o terceiro melhor jogador. Mas quem dera a qualquer equipa ter o seu terceiro melhor jogador a fazer 18 pts e 8 res por jogo. Não é tão bom como Wade e LeBron? Não, não é. Mas também Robert Parish não era tão bom como Bird e McHale, Worthy não era tão bom como Magic e Kareem e Rodman não era tão bom como Jordan e Pippen. Mas qualquer um deles era um elemento fundamental do respectivo trio. 

Todos eles tinham números diferentes das estrelas maiores, mas porque também tinham papéis e funções diferentes. E foram indispensáveis para o sucesso das respectivas equipas. Da mesma forma que Bosh não tem os mesmos números que Wade e LeBron, mas é um elemento fundamental do trio e é indispensável para o sucesso desta equipa.

Sem Bosh, os Heat marcam, em média, menos sete pontos por jogo e a sua percentagem de lançamento desce dos 49% para os 44%. Bosh é um bom ressaltador, um defensor interior decente, joga bem a poste baixo e é um bom lançador de meia distância. 
Com ele, o ataque dos Heat fica mais espaçado e equilibrado. Como lança bem de fora, o seu defensor tem de sair a ele (o que não é necessário com Haslem, Anthony ou Turiaf), abrindo espaço para as penetrações de Wade e James. 

Bosh é a necessária terceira opção no ataque e uma ponte entre as duas estrelas maiores e o resto da equipa. Sem ele, o fosso entre Wade e James e o resto da equipa é gigantesco. Todas as boas equipas  têm as suas estrelas (e melhores marcadores) e os jogadores secundários, mas precisam depois de jogadores intermédios, que contribuam quando as estrelas descansam ou quando têm um dia menos bom. E neste momento, os Heat não têm ninguém que possa fazer esse papel de forma consistente. Neste momento, os Heat dependem de apenas dois jogadores.

Para além disso, a ausência de Chris Bosh não se sente apenas na falta da sua produção, mas também naquilo que Wade e James têm de fazer a mais. James é obrigado a defender jogadores maiores e mais pesados e a ressaltar mais. E esta sobrecarga na defesa tem implicações na transição ofensiva e no ataque.

Por jogar numa posição defensiva interior e ser obrigado a ressaltar mais, James não consegue contra-atacar da mesma forma e os Heat perdem uma das suas maiores armas. James é obrigado a ser o ressaltador e não o receptor a correr campo fora.

No ataque, já dissemos aqui antes que James devia jogar mais vezes a poste baixo e que, com isso, o ataque dos Heat era mais perigoso e eficaz. Mas ter James como power forward é diferente de tê-lo como um small forward que também joga a poste baixo. Com Bosh em campo, quando James recebe a bola a poste baixo é defendido pelo small forward adversário. E aí tem vantagem física (de altura e de peso). Mas quando joga como 4 é defendido pelo power forward adversário e aí já não tem vantagem de peso nem de altura.
Nesta série, por exemplo, se recebesse a poste baixo defendido por Danny Granger era uma coisa. Receber a poste baixo defendido por David West é outra.

Para além de perderem esse desequilíbrio que James a poste baixo em circunstâncias normais (com Bosh) lhes dá, jogar nessa posição interior também o desgasta muito mais. Lutar durante mais de 40 minutos contra jogadores mais altos e mais pesados é muito mais duro e James tem chegado ao final dos jogos exausto. Ele, afinal, é humano. Pode ser um espécime humano fora de série, mas não consegue fazer tudo. E não lhe podem pedir que seja a âncora da equipa na defesa interior e depois carregue a equipa no ataque.

Com as tarefas defensivas acrescidas para James, Dwyane Wade é o jogador que tinha de subir a produção no ataque. Mas, para piorar o panorama, ele não parece estar nas melhores condições físicas e  não só há dúvidas sobre se ele aguenta essa carga extra, como mais trabalho significa ainda mais desgaste.

Sem Bosh, as coisas não vão ser nada fáceis para os Heat. É como a velha metáfora da manta: cobre-se num lado, destapa-se do outro. E se, mesmo com Bosh, a manta dos Heat já é curta, sem ele a manta dos Heat é mais um lenço. E para estas duras séries de playoffs, um lenço é muito pouco.


Daqui a umas horas vamos descobrir o que conseguem fazer com esse lenço, porque HOJE TEMOS:


19.5.12

Hoje Temos: Clippers x Spurs


E hoje temos... um jogo a horas decentes! Os Clippers conseguem reduzir ou os Spurs continuam a dominar? Eu aposto na equipa de San Antonio continuar a rolar. O jogo já começou, podem começar a  mandar os vossos bitaites.



E mais tarde, às 3:30 da manhã (sem transmissão televisiva, mas há sempre a internet - mas não digam a ninguém que eu disse isso!), temos Lakers a tentar empatar a série.


18.5.12

E Hoje Temos:


E hoje temos maratona de basquetebol na Sport TV (vou ter de lhes começar a cobrar pela publicidade!). Os Lakers regressam a Los Angeles para um jogo decisivo em casa. Não é que os outros não fossem, nesta fase todos são decisivos, mas a perder 2-0 ou ganham hoje ou a série fica decidida. Se no primeiro jogo em OKC, foram cilindrados por 29, no segundo jogaram muito melhor e só não ganharam porque fizeram dois minutos finais desastrosos. E hoje, que Lakers vamos ter? Os impotentes-para-parar-Westbrook do primeiro jogo ou os muito-melhores-na-defesa do segundo? Hoje a equipa de Los Angeles joga pela vida.

Antes, em Philadelphia, a equipa da casa luta também pela vida, num decisivo jogo quatro. A perder 2-1 na série, se perdem outra vez em casa, o assunto fica praticamente resolvido (teriam depois de ganhar dois jogos em Boston, algo que muito dificilmente - para não dizer de certeza que não - conseguem). Para isso vão ter de encontrar uma maneira de abrandar Kevin Garnett e Rajon Rondo. 




17.5.12

(NOVA COLUNA) - Hoje Temos:


O Jorge Lincho deu a ideia, a nós pareceu-nos uma excelente ideia e temos andado a pensar na melhor forma e na melhor altura para a concretizar: criar um espaço/tópico no blogue para, recorrendo às palavras do Jorge, "que todos os apaixonados possam discutir, opinar e trocar impressões em directo enquanto assistimos aos jogos (...) e podermos acompanhar os jogos ao mesmo tempo que os comentávamos com a 'família' do SeteVinteCinco." Que vos parece?

Durante a temporada regular, com vários jogos diariamente (e mesmo na primeira ronda, com dois e três jogos no mesmo dia) seria difícil de o fazer, mas agora que só restam oito equipas e só temos um jogo por dia (dois, no máximo nesta segunda ronda), estaremos todos a ver e a falar do mesmo jogo.
E como, seja qual fôr o assunto do artigo do dia, acabamos inevitavelmente a falar dos jogos da(s) noite(s) anterior(es), o melhor é mesmo criar um post só para isso.

Por isso, para além dos nossos artigos habituais, vamos ter aqui diariamente um post com o jogo (ou jogos) do dia, onde podem partilhar as vossas antevisões, as vossas opiniões durante o jogo e os vossos balanços e análises depois deste. Comentem antes, durante ou no dia a seguir. Digam da vossa justiça. 

E, para começar, HOJE TEMOS:




Conseguirão os Heat vencer em Indiana e recuperar a vantagem-casa ou passarão os Pacers para a liderança da série? (é já daqui a quinze minutos!)

E os Spurs? Vão continuar a não dar hipótese?

Larry Bird cimenta a sua lenda


Larry é cada vez mais Larry Legend ao tornar-se na única pessoa no mundo que já foi jogador do ano, treinador do ano e dirigente do ano. Bird é o Executivo do Ano de 2012 e junta este prémio aos três prémios de MVP da temporada (em 84, 85 e 86) e ao de Treinador do Ano (em 2000).


Os seus méritos como jogador estão bem documentados e ainda frescos na memória de todos os fãs, pelo que não precisam de mais explicação. Como treinador, na sua terceira temporada, levou os Pacers à sua primeira e única final da NBA (em 2000, onde perderam 4-2 para os Lakers de Shaq e Kobe).

Como dirigente, o percurso foi mais difícil, mas culmina agora neste prémio merecidissimo. Bird assumiu o cargo de presidente da equipa em 2003, numa época em que os Pacers terminaram com um recorde de 61-21, perderam apenas nas finais de conferência para os eventuais campeões Pistons e tinham uma equipa que parecia destinada ao topo da liga durante muitos anos (Ron Artest, Stephen Jackson, Jamal Tinsley, Al Harrington, Austin Croshere, Jermaine O'Neal).

Mas depois, na época seguinte, veio o infame episódio no Palace of Auburn Hills:



E este episódio cavou um buraco do qual os Pacers precisaram de muitos anos para sair. Artest foi suspenso para o resto da temporada (86 jogos, incluindo os playoffs), Jackson levou 30 jogos de suspensão e Jermaine O'Neal levou 25. Esta temporada estava perdida. E as repercussões não ficaram por aí. Os próprios fãs dos Pacers revoltaram-se com as acções dos seus jogadores e apelidaram mesmo a equipa de "The Thugs". No ano seguinte, Artest foi trocado e, depois de mais casos de indisciplina, o núcleo da equipa acabou por ser desmembrado.

E a Larry Bird coube a difícil tarefa de reconstruir a equipa depois de todo este drama. Uma tarefa ainda dificultada pelo facto dos Pacers estarem num mercado pequeno, que tem menos receitas e mais dificuldade em atrair os melhores free agents. A reconstrução teria, por isso, de ser feita através do draft e de trocas. E, como se isso não bastasse, os Pacers nunca foram suficientemente maus para terminar no fundo da tabela e conseguir as primeiras escolhas. A reconstrução da equipa foi, assim, feita com escolhas do meio do draft e trocas.

Foi aos poucos: em 2005, escolheram Danny Granger na 17ª posição; em 2008 conseguiram Roy Hibbert (17º) numa troca no dia do draft; em 2009 seleccionaram Tyler Hansbrough na 13ª posição; em 2010, Paul George na 10ª posição; também nesse ano conseguiram Darren Collison (numa troca entre quatro equipas); finalmente, com um bom núcleo de jogadores jovens, complementaram-no na última offseason com George Hill e um free agent veterano, David West (e ainda conseguiram Leandro Barbosa no trade deadline).

Foi uma reconstrução que demorou anos, mas está finalmente a dar os seus frutos. E Bird é o homem responsável por ela.

15.5.12

A revelação da temporada


Luc Mbah a Moute é conhecido como um grande defensor. E depois destes playoffs vai ser conhecido também como um grande comentador. Com a sua equipa fora destas andanças dos playoffs e com muito tempo livre para matar, o extremo dos Bucks tem escrito algumas das melhores análises e comentários dos últimos tempos no True Hoop da ESPN (e os textos neste blogue são, por norma, muito bons, por isso, a fasquia não estava baixa para o jogador camaronês).



Não é todos os dias que temos a oportunidade de ver um jogador a falar de forma tão extensa (e inteligente e acertada) sobre o seu ofício. O homem sabe algumas coisas de basquetebol. Uma coluna a ler e a seguir atentamente.

__________ Kings?


Para os fãs dos Kings (e não só) que queiram saber mais sobre a luta para manter a equipa em Sacramento, a novela à volta do novo pavilhão e a incerteza que rodeia a equipa:



E a jogada que deu a vitória aos Clippers


Se no sábado tivemos uma jogada muito inteligente de Rondo a dar a vitória aos Celtics, no domingo foi a vez duma grande jogada dos Clippers dar-lhes a vitória no jogo e na série com os Grizzlies. Mas foi uma que não veio de nenhum dos jogadores da equipa de Los Angeles, mas sim do seu treinador.


Uma das críticas que é feita muitas vezes aos treinadores na NBA é que se mantém demasiado fiéis ao plano traçado antes do jogo e às rotações definidas e improvisam pouco durante o jogo. Há ligeiras diferenças e variações de equipa para equipa, mas nas substituições o padrão é mais ou menos este: os titulares começam o jogo, depois na parte final do primeiro período começam a rodar a equipa e a colocar os suplentes. A segunda unidade começa o segundo período e a meio deste regressam os titulares. Os titulares começam depois a segunda parte e, mais uma vez, por volta do fim do terceiro período, voltam a dar descanso a estes e a colocar os suplentes. A segunda unidade inicia depois o último período e, por volta dos 9 minutos, regressam os titulares para encerrar o jogo.

Há depois ligeiras adaptações e especificidades em cada equipa e em cada jogo, mas é este o padrão que qualquer fã da NBA reconhece. E os treinadores da NBA são, por isso, muitas vezes criticados por fazerem as coisas demasiado pelas regras. 

O que foi o que Vinnie Del Negro não fez este domingo, no jogo 7 entre Clippers e Grizzlies. Com o jogo renhido e os Clippers a perderem por um no final do terceiro período, o treinador dos Clippers fez a sua rotação habitual e começou o quarto período com Eric Bledsoe, Mo Williams, Nick Young, Kenyon Martin e Reggie Evans. E esta segunda unidade conseguiu aquilo que os titulares ainda não tinham conseguido: distanciar-se dos Grizzlies e atingir a dezena de pontos de vantagem. E quando chegámos aos habituais 9 minutos do período, Del Negro improvisou: manteve-os em campo e manteve os titulares no banco.

Só com 6 minutos para jogar é que reentraram Chris Paul e Blake Griffin. Paul ficou em jogo até ao fim, mas Griffin voltou a sair dois minutos depois e voltou Kenyon Martin para o jogo. Paul e Griffin foram os únicos titulares que jogaram no quarto período, Kenyon Martin e Bledsoe jogaram 8 minutos nesse período decisivo, Mo Williams jogou 10 minutos e Reggie Evans e Nick Young jogaram o período inteiro.

No fim, os Clippers terminaram com 41 pontos dos titulares e 41 pontos do banco. A sua segunda unidade levou a melhor sobre a primeira unidade da equipa de Memphis e, com os suplentes a jogar  tão bem, Del Negro fez, não aquilo que está nos livros, mas aquilo que o jogo lhe deu.
Foi uma verdadeira vitória da equipa e uma excelente leitura de jogo de Del Negro. Foi uma jogada pouco habitual, mas que não lhe podia ter saído melhor.

13.5.12

A jogada que deu a vitória aos Celtics


Ontem tivemos mais uma grande exibição de Rajon Rondo. O base dos Celtics terminou com um triplo-duplo (12 pts, 13 res e 17 ast!) e fez muitas jogadas decisivas na vitória dos Celtics. Mas nenhuma mais inteligente e decisiva do que aquela que fez na última posse de bola dos Sixers. Depois de um lançamento falhado de Paul Pierce, os Sixers ganharam o ressalto e Jrue Holiday saiu em drible pelo meio do campo. Com 7 segundos para jogar, os Sixers estavam 3 pontos atrás e precisavam de um triplo para empatar. 

Mas Rondo não permitiu que isso acontecesse. O base dos Celtics correu atrás de Holiday, olhou para o relógio, deixou-o avançar até ao meio campo e gastar mais alguns segundos e depois, antes que este pudesse passar ou tentar um lançamento, fez falta. 


Esta é uma discussão recorrente na NBA: fazer ou não fazer falta quando uma equipa está à frente por três pontos e a outra equipa tem a última posse de bola? A maioria dos treinadores na NBA prefere defender a posse de bola até ao fim e não fazer falta em situações destas. Umas das razões para tal pode ser porque, na maioria das vezes, as situações de última posse de bola acontecem depois de um desconto de tempo e com uma reposição de bola depois do meio campo. E aí, o jogador que recebe a bola não só a recebe numa zona de onde pode lançar, como está preparado para a tentativa de falta e pode armar um lançamento assim que sente o contacto.

Fazer falta pode, portanto, ser uma jogada arriscada, pois, com a regra de continuidade da NBA seria considerado falta em acto de lançamento e oferecia à outra equipa três lançamentos fáceis para empatar.

Há, portanto, que perceber quando se deve fazer falta sem correr o risco de dar essa oportunidade à outra equipa. E Rondo fez uma leitura de jogo fabulosa nesta situação. Rondo olhou para o relógio, viu o tempo que faltava, deixou-o correr mais uns metros e fez a falta antes que Holiday pudesse passar o meio campo e conseguir uma situação de lançamento. E como ele estava atrás de Holiday, este não conseguia ver se e quando Rondo faria falta. Foi uma grande jogada de Rondo que valeu uma vitória.


(e depois de Holiday marcar os dois lances livres e reduzir para um, os Celtics ainda terminaram o jogo com esta engenhosa reposição de bola e, com mais uma execução exemplar de Rondo, conseguiram fugir à falta e esgotar o tempo de jogo:



12.5.12

O rei da temporada


E, sem surpresa, o prémio que falta entregar, o MVP da temporada, vai para LeBron James. E não há grande discussão aqui. Já o dissemos antes e voltamos a dizer: LeBron foi, de longe, o melhor jogador da temporada regular. Terminou com números fabulosos (27.1 pts, 7.9 res, 6.2 ast e 1.9 rb) e conseguiu esses números de forma mais eficaz que nunca. Numa temporada em que jogou o mínimo de minutos da carreira (37.5), teve as melhores percentagens de lançamento da carreira. Melhorou de todos os lados do campo e teve máximos de carreira tanto nos dois pontos (53.1%) como nos três pontos (36.2%).

No ataque dos Heat, James fez de tudo: jogou a base e distribuiu, jogou a extremo e marcou pontos e jogou a poste baixo e forneceu à equipa uma ameaça interior e um ataque mais equilibrado. Junte-se a isto o impacto que teve na defesa (é capaz de defender, e defendeu, múltiplas posições, desde bases a postes, e é provavelmente o defensor mais versátil da liga) e temos o jogador mais completo do ano (e o jogador mais completo da liga). O prémio era esperado, é mais do que justo e enquanto não sabemos por quantos votos James ganhou (esperam-se muitos de diferença para o segundo lugar), fiquemos com as suas 10 melhores jogadas da temporada regular:



10.5.12

Os playoffs começam a aquecer


Estamos ainda à espera da primeira surpresa nestes playoffs. Nas séries já encerradas as equipas que se esperava passaram e a única surpresa pode ter sido a facilidade com que algumas delas o fizeram. Os Spurs despacharam os Jazz sem problemas e deixaram a concorrência preocupada com o nível a que jogaram (ganharam os quatro jogos por uma média de 16 pontos e tiveram uma execução ofensiva exemplar), os Thunder mandaram os campeões Mavs para casa (mas este deve ser um dos 4-0 mais enganadores de sempre, pois a série foi muito mais equilibrada do que esse resultado mostra - à excepção do jogo 3, os outros foram renhidos até ao fim e decididos por apenas 1, 3 e 6 pontos - por isso é só uma aparente surpresa), os Heat não tiveram grandes problemas a despachar os Knicks (a equipa de Nova Iorque pode queixar-se da sorte, pois já não tinha Lin e perdeu Shumpert e Davis durante a série, mas mesmo com eles todos, não tinham equipa para se baterem com a equipa de Miami) e os Pacers não deram grandes hipóteses a uns desfalcados Magic e avançaram para a segunda ronda pela primeira vez desde 2005.

Estas eram as séries que se previam mais desequilibradas e assim se confirmaram. Nas outras quatro, (umas como se esperava, outras mais surpreendentemente) tudo está ainda em aberto. Vamos lá então falar das séries que estão a ficar interessantes.



Celtics x Hawks 
Esta é uma das que está a ser como esperada: renhida, mas com os Celtics como mais prováveis vencedores. Com as duas equipas na máxima força e com todos os jogadores a 100% era uma série imprevisível, mas com as lesões que os Hawks têm tido (Pachulia está no estaleiro, Josh Smith está a jogar limitado e Horford regressou duma longa paragem), os Celtics têm levado, naturalmente, a melhor. Os Hawks ganharam o primeiro jogo por 9 e venceram este último por um ponto, mas a equipa de Boston venceu os outros três com relativa tranquilidade. E hoje em Boston, podemos assistir ao fim da série.

Lakers x Nuggets
Esta é outra que está a correr como esperado: com os Lakers na frente, mas com boa réplica e muita luta dos Nuggets. 
JaVale McGee e Kenneth Faried, novatos nestas andanças, estão a dar boa conta de si e a dar luta ao (melhor) frontcourt de Los Angeles. Tanto um como outro têm quase um duplo-duplo de média na série (10.4 pts e 9.6 res para McGee e 10.4 pts e 9.8 res para Faried). E esta é uma série que está a ser discutida e vai ser resolvida no interior.
Embora de formas diferentes (os Lakers no ataque em meio-campo e a colocar a bola nas posições de poste baixo para aproveitar o tamanho dos seus grandes, os Nuggets em contra-ataque e ataque de transição para aproveitar a velocidade dos seus grandes), os jogos têm sido decididos no jogo interior e a equipa que tem conseguido marcar mais pontos no garrafão tem vencido. E assim deve continuar até ao fim. Os Nuggets vão tentar correr em todas as oportunidades e os Lakers vão tentar meter a bola dentro. Resta ver quem consegue fazer isso mais e melhor e impor o seu estilo de jogo. 

Bulls x Sixers
A equipa de Chicago pode não levar o título de campeão, mas leva o título de equipa mais azarada do ano. Ficaram sem o seu melhor jogador para o resto da temporada, o seu segundo melhor jogador (Noah) está lesionado e ainda não deve jogar hoje, Deng está limitado quase desde o início da temporada e Gibson torceu o pé no último jogo (já afirmou que vai jogar hoje, mas resta ver em que condições). 
E uma série que estava selada à partida e que terminaria com a vitória fácil dos Bulls transformou-se numa das mais renhidas até agora (e uma que pode trazer a primeira surpresa dos playoffs). Deng e Boozer subiram a sua produção e têm jogado como a equipa precisa, mas está a faltar aos Bulls aquilo que os manteve a vencer durante a temporada regular sem Rose: a produção de CJ Watson e John Lucas. 
Durante a temporada, Thibodeau dividiu os minutos a base entre os dois e este tandem de bases conseguiu disfarçar a ausência do MVP. Mas isso não tem acontecido até agora nesta série. Nem Watson nem Lucas têm jogado tão bem como na temporada regular e os Bulls precisam disso para passar os Sixers. 
E hoje é o jogo mais importante da época até agora para ambas as equipas. Os Sixers têm de vencer para passar, pois não nos parece que consigam vencer um jogo 7 em Chicago. E para os Bulls é o jogo mais importante pela mesma razão, pois se vencerem em Philadelphia, conseguem depois encerrar a série em casa.

Clippers x Grizzlies
E esta que era a série mais imprevisível de todas está a desenrolar-se à altura. Até agora a vantagem vai para os Clippers. Chris Paul continua a mostrar que é um mestre a controlar o ritmo de jogo, a organizar o ataque e a distribuir a bola, mas também a criar situações de lançamento e a marcar pontos quando é necessário (22.6 pts, 7.8 ast, 5.2 res, 2.8 rb), Blake Griffin está a sair-se bem na sua primeira ida à segunda fase (20.2 pts, 7.2 res) e o elenco secundário (Mo Williams, Nick Young, Reggie Evans) tem dado a ajuda necessária.
Aos Grizzlies tem faltado a consistência e a superioridade que o seu frontcourt mostrou no ano passado. Marc Gasol e Zach Randolph estão mais irregulares e não têm dominado o jogo anterior como fizeram nos playoffs de 2011. E é isso que deixa a equipa de Memphis na desvantagem em que está. A chave para os Grizzlies é conseguir colocar mais bolas dentro e conseguir mais produção desses dois jogadores. Se o conseguirem, podem dar a volta. Se não os envolverem mais no ataque, vão assistir à passagem dos Clippers à segunda ronda.


(hoje temos Lakers em Denver, Chicago em Philadelphia e Hawks em Boston e podemos ter vencedor em três destas séries. Por isso, já falta pouco para termos desenvolvimentos)

9.5.12

Visão do jogo


As coisas estão a ficar interessantes nesta primeira ronda. Todas as séries que jogaram ontem podiam ter terminado, mas apenas os Pacers conseguiram fechar a sua. Nuggets, Bulls e Hawks sobrevivem para jogar (pelo menos) mais um jogo. Logo à noite, em casa e com tempo, falaremos melhor sobre isso. 

Para já, e até lá, podem distrair-se com o portfolio de Walter Iooss, fotógrado da Sports Illustrated há mais de 40 anos e responsável por tantas icónicas e espectaculares imagens da NBA. Podem ver o portfolio completo aqui (mas não se distraiam com as galerias de modelos em bikini) e aqui ficam algumas delas (delas, das fotos da NBA, não das modelos!), para abrir o apetite:

(e a noite não trouxe nem casa nem tempo, apenas uma noitada de trabalho, por isso o texto sobre aquelas séries vai ter de ficar para amanhã...)












8.5.12

E já que falamos de treino...


No dia em que a famosa entrevista de Iverson faz 10 anos, nem de propósito:


(via BasketPT)

Yeah, we're talking about pratice! A prática é que leva à perfeição.

7.5.12

We're talking about pratice?


E um dos momentos mais famosos de Allen Iverson faz hoje dez anos. Quem se lembra dele?
Os Sixers tinham acabado de ser eliminados dos playoffs pelos Celtics (3-2 na primeira ronda). Um jornalista perguntou a Iverson o que ele pensava das declarações do seu treinador, Larry Brown, que depois desse jogo cinco disse que gostava de ter visto Iverson a aplicar-se mais nos treinos durante a época. E o resto é história:



The Blake Face


Esta é a cara que os adversários vêem antes de Griffin afundar por cima deles:



6.5.12

RIP Mavs


Uma coisa é certa: vamos ter um novo campeão esta temporada. Não é que as hipóteses dos Mavericks repetirem o título fossem grandes, mas agora estão definitivamente encerradas. A vitória de ontem dos Thunder foi o ponto final numa temporada atípica para os (ainda) actuais campeões e foi a primeira vez na sua história que a equipa de Dallas foi varrida numa série de playoffs.


E embora não seja inédito, é invulgar ver os campeões ir embora tão cedo. Os Bulls, por exemplo, depois de terem ganho o título em 98, nem sequer foram aos playoffs no ano seguinte. Mas aí sairam Jordan, Pippen, Rodman e Phil Jackson e a equipa de Chicago tinha entrado em modo de reconstrução total. Já os Mavericks entraram nesta temporada numa espécie de stand-by. Não desistiram completamente de lutar pela renovação do título, mas também não apostaram tudo nisso. Nem sequer apostaram muito. Fizeram apenas os mínimos para se manterem competitivos, mas o objectivo principal foi manter a flexibilidade salarial para a free agency de 2012 (e 2013?).

Para perseguir Deron Williams e Dwight Howard (e por este vão ter de esperar até 2013), deixaram sair Tyson Chandler, Caron Butler, JJ Barea e DeShawn Stevenson e contrataram apenas jogadores em contratos de um ano. Mesmo assim, conseguiram ainda bons reforços em Vince Carter e Delonte West e, depois da troca falhada entre os Lakers e os Hornets, tiveram ainda uma oferta inesperada da equipa de Los Angeles e conseguiram Lamar Odom.

Apesar da prioridade ser o futuro, parecia que, mesmo assim, tinham conseguido um bom plantel para o presente. E ainda havia esperança nesta temporada. Só que esta foi diminuindo ao longo da época. A defesa manteve-se, surpreendentemente, boa, mas o ataque nunca foi o mesmo. Nunca conseguiram, desse lado do campo, a coesão e a movimentação de bola exemplares da temporada passada. 

Em Março, na nossa análise aos candidatos Mavs, dizíamos que, para terem alguma hipótese, precisavam de mais (e melhores) penetradores (não só para atacar o cesto, mas também para iniciar a rotação da bola) e precisavam de Lamar Odom ao seu melhor nível. Pois o ataque ao cesto a rotação de bola nunca chegaram perto do nível do ano passado. E todos sabemos como terminou a passagem de Odom por Dallas.

Os Mavs que ganharam o título foram um exemplo de jogo colectivo, de boa distribuição da bola no ataque e de boa execução no final dos jogos. Os Mavs de 2012 foram uma orquestra desafinada e que não conseguiu tomar conta dos jogos nos minutos finais. E acaba por ser simbólico e adequado que a temporada tenha acabado como acabou: com 4-18 em lançamentos no quarto período (22.2%!), com com os oito últimos lançamentos falhados, e com os Mavs a perderem por um parcial de 16-35 nesse último período e a serem batidos naquilo que eram excelentes.

Por tudo isto, não é uma surpresa a sua eliminação. Pelo contrário, a surpresa seria se conseguissem chegar de novo às Finais. A única coisa que se pode qualificar como surpresa é a eliminação ter acontecido tão cedo (e mesmo isso, depois de terminarem em sétimo na temporada regular e apanharem os Thunder pela frente, dificilmente se qualifica como tal). Foi um final previsível para uma temporada que os próprios Mavs trataram como menos prioritária. Para eles, o importante era o futuro. 

Foi nele que começaram a pensar logo antes desta temporada e têm muitas decisões para tomar nesta offseason. Jason Kidd, Jason Terry, Delonte West, Vince Carter, Ian Mahinmi, Brandan Wright e Brian Cardinal vão ser free agents, há aqueles grandes nomes para perseguir e a equipa deve sofrer uma grande remodelação. Foi esse o objectivo desde o início. Por isso, o trabalho dos Mavs começa agora.

5.5.12

Passes para todos os gostos


E como há basquetebol para lá dos afundanços e dos buzzer-beaters, fiquem hoje com alguns dos melhores passes do ano. São as dez melhores assistências da temporada:



Mas o pessoal do NBA.com deve ter-se enganado numa das jogadas dos Nuggets que escolheram para o top. Como é que puseram o "passe" de Corey Brewer em terceiro (que foi uma tentativa falhada de lançamento e não uma assistência) e este passe de Gallinari não entrou sequer no top?!




Já para não falar de qualquer um destes passes de Ricky Rubio:









3.5.12

Os melhores afundanços e as melhores jogadas do ano


Já cobrimos todos os prémios individuais da temporada, já deixámos aqui as nossas escolhas para o melhor cinco e já fizemos o nosso balanço desta grande temporada regular que tivemos. Mas o que nunca pode faltar em qualquer balanço da temporada são os vídeos das melhores jogadas.

Aqui ficam os dez melhores afundanços do ano...




uma outra espécie de afundanços (mas com alguns que não estão no top 10 anterior) nos dez melhores alley-oops do ano...




e as dez melhores jogadas do ano:



2.5.12

All-NBA First Team 2012



No dia em que foi anunciado o Defensor do Ano (a nossa escolha, Serge Ibaka, ficou num muito próximo segundo, a apenas 17 votos de Chandler), e para encerrar os artigos sobre os prémios individuais, deixamos aqui as nossas escolhas para o cinco ideal desta temporada regular.

Em Fevereiro, na pausa para o All Star, já aqui deixámos as nossas escolhas para o melhor cinco até essa altura e se calhar o melhor era republicarmos esse artigo aqui, pois não temos nenhum alteração nos cinco eleitos de então:

BASES

Chris Paul (Los Angeles Clippers)
19.8 pts, 9.1 ast, 3.6 res, 2.5 rb, 27.1 PER

Dwyane Wade (Miami Heat)
22.1 pts, 4.8 res, 4.6 ast, 1.7 rb, 1.3 dl, 26.3 PER


EXTREMOS

Kevin Durant (OKC Thunder)
28 pts, 8 res, 3.5 ast, 1.3 rb, 1.2 dl, 26.2 PER

LeBron James (Miami Heat)
27.1 pts, 7.9 res, 6.2 ast, 1.9 rb, 30.7 PER


POSTE

Dwight Howard (Orlando Magic)
20.6 pts, 14.5 res, 2.1 dl, 24.2 PER


Mas apesar de não haver alterações no cinco, temos de registar algumas alterações na luta por esses lugares. Aqui ficam portanto, umas adendas ao artigo.

A point guard, Chris Paul teve, nesta segunda metade da temporada, a concorrência de Tony Parker e considerámos seriamente o base dos Spurs para este lugar. Mas a verdade é que, por muito boa que tenha sido a temporada do francês, a de Paul foi melhor. E Paul, individualmente, foi mais responsável pelo sucesso dos Clippers do que Parker pelo dos Spurs (teve um Win Share de 12,7 contra os 7.1 de Parker).

A shooting guard, a escolha era entre Wade e Kobe Bryant. Kobe fez mais uma excelente época, teve  até ao último jogo na luta pelo título de melhor marcador e pensámos seriamente no jogador dos Lakers para esta posição. Mas, no fim das contas, o que dissemos em Fevereiro mantém-se: Wade tem números totais um pouco abaixo dos de Kobe, mas conseguiu-os em menos minutos, com menos lançamentos e menos posses de bola (Kobe tem uma percentagem de utilização de 35.7 e Wade 31.3). 
E nos ratings defensivo e ofensivo, Wade destaca-se claramente (112 de ORtg e 99 de DRtg para Wade contra 105 de ORtg e 106 de DRtg de Bryant). O jogador dos Heat foi mais eficaz e foi o melhor shooting guard do ano.

Nas posições de extremos nem há discussão. James e Durant foram não só os dois melhores forwards do ano, mas também os dois melhores jogadores do ano.

E a poste poderia haver alguma discussão entre Howard e Andrew Bynum, mas os números do poste dos Magic, apesar de todo o drama à sua volta ao longo de toda a temporada, são impressionantes. Foi e continua a ser, indiscutivelmente, o melhor poste da liga.