31.1.11

Um jogo de números?


Com esta recente polémica em torno da performance de Kobe em crunch time, os números e as estatísticas avançadas estão na ordem do dia. Podem as estatísticas representar fielmente e explicar tudo o que se passa em campo?

Nos últimos 10, 15 anos, a NBA protagonizou uma revolução no registo e processamento da informação. Uma nova geração de general managers (como Daryl Morey, dos Rockets) procurou novas formas de analisar o jogo e novas formas de retirar o melhor rendimento possível dos seus atletas. Nas palavras de Leslie Alexander, dono dos Houston Rockets, "queria alguém que fizesse mais do que olhar para os jogadores da maneira normal. Quer dizer, eu nem sei se estamos a jogar da maneira certa."

É claro para toda a gente que as estatísticas clássicas não contam toda a verdade sobre o que acontece em campo. Um jogador pode ter um impacto determinante num jogo e isso não se traduzir nos números normais (pontos, assistências, ressaltos, etc). Com este desejo de informação, as equipas (e os jornalistas e os comentadores), procuram cada vez mais e mais dados que expliquem o jogo e lhes permitam saber exactamente o que cada jogador contribui e onde cada equipa pode ter vantagem sobre a outra. Informação é poder.

Sobre esta temática das estatísticas e das formas avançadas de analisar o jogo, deixo-vos aqui três bons artigos:

- Um clássico do género, este artigo de Michael Lewis no New York Times, sobre a importância fundamental dum jogador aparentemente banal: Shane Battier, the no stats All Star.

- do blogue brasileiro Bola Presa, um extenso artigo sobre a importância dos números: A revolução será calculada.

- Também do New York Times, do seu blogue da NBA, Off The Dribble: Kendrick Perkins, the some stats All Star.

Boas leituras.

29.1.11

Afinal, Kobe é clutch ou não?


A questão surgiu nos comentários do post anterior e é a discussão mais acesa na blogosfera NBAiana por estes dias: Kobe é um bom clutch player ou não?


Tudo começou com um artigo de Henry Abbott, no True Hoop. Em "The truth about Kobe in crunch time", Abbott defende que Kobe, apesar da percepção geral, não é um bom jogador nos minutos finais dos jogos. No início da época, os general managers das 30 equipas responderam ao questionário anual e 79% responderam "Kobe Bryant" à pergunta "Que jogador gostaria de ter a fazer o último lançamento no final dum jogo renhido?"
Esta é também a opinião generalizada entre a maioria dos fãs da NBA. Mas Abbott discorda. Para ele, "há zero chances de Kobe ser o rei do crunch time." Em toda a sua carreira, Bryant lançou 115 lançamentos nos últimos 24 segundos de jogos em que os Lakers estavam empatados ou a perder por dois ou menos pontos. Converteu 36 desses lançamentos e falhou nos outros 79, para uma percentagem de concretização de 31%. Para Abbott, "só nos highlights do Youtube e na mitologia da NBA é que Kobe é o melhor marcador nos momentos finais."

Zach Lowe, do blogue Point Forward da Sports Illustrated, respondeu ao artigo e defende que os números de Abbott estão correctos, mas isso não quer dizer que o jogador dos Lakers seja mau nos momentos finais. Na verdade, Kobe está na média (e não nos podemos esquecer que esta média não é de todos os jogadores da NBA, mas antes uma média dos melhores jogadores, pois só estes é que têm a bola nas mãos nestes momentos). A verdade, segundo Lowe, é que todos os jogadores baixam a percentagem nestas situações. Há várias razões que o explicam: as defesas esforçam-se mais e fazem tudo para não sofrer um cesto (não é o mesmo sofrer um cesto aos 24 minutos do jogo, onde ainda há mais 24 para jogar, e nos últimos segundos, onde já não há tempo para recuperar. É uma situaçao de tudo ou nada), os árbitros permitem mais contactos (pelo que se torna mais difícil marcar), os jogadores estão mais cansados, os ataques das equipas são mais previsíveis, recorrendo muitas vezes a jogadas de isolamento e, muitas vezes, também não há tempo para procurar uma situação de lançamento mais favorável e têm de lançar pressionados ou em desvantagem. Por isso, Kobe não é mau. É apenas, como todos os outros, pior nessas situações do que no resto do jogo.

Em que ficamos? Kobe é um bom clutch player ou não? Pois bem, na verdade, ambos têm razão.
De facto, ele lança quase sempre, o que o torna mais previsível e facilita o trabalho da defesa. E dar a vitória à equipa não tem de ser sempre marcar o último cesto. Pode ser fazer uma assistência a um companheiro livre (lembram-se de Michael Jordan a assistir para John Paxson e Steve Kerr nas Finais, quando toda a defesa caía em cima dele?). Sim, Kobe podia ser melhor nessas situações de final de jogo, se não insistisse sempre em querer decidir o jogo sozinho. O próprio Phil Jackson já afirmou mais que uma vez que gostava que Kobe confiasse mais nos seus colegas e tivesse um jogo mais colectivo nesses momentos. Para o Zen Master, o triângulo ofensivo é para continuar a ser executado sempre.

E sim, Kobe tem piores percentagens em crunch time do que no resto do tempo. Não podemos negar os números. Mas temos de saber contextualizá-los. Um lançamento nos últimos segundos não é o mesmo que um no resto do jogo. Há factores físicos, mentais e conjunturais que tornam esses lançamentos muito mais difíceis que qualquer outros. Por isso, podemos compilar as todas as estatísticas que quisermos desses minutos, mas estas não dizem a verdade toda. E a lógica que usamos para analisar o resto do jogo não se aplica em crunch time. Se durante um jogo, uma percentagem de 31% é francamente má, em lançamentos de final de jogo é aceitável. Mais: é do melhor que qualquer jogador consegue.

Kobe é clutch? Se compararmos com os números dos primeiros 45 minutos dum jogo, não. Mas não é disso que estamos a falar aqui. Aqui estamos a falar dos últimos minutos. Aqueles onde mesmo os melhores de todos não conseguem fazer melhor. Aqueles onde, se até os melhores pioram, imaginem o que os outros fariam. Sim, ter a bola nas mãos de Kobe não é uma vitória garantida. Mas é a melhor hipótese que podes ter.

28.1.11

A Este e Oeste, algo de novo?

Os titulares do All Star Game de 2011 foram desvendados esta noite e o anúncio trouxe poucas surpresas. Estes são os jogadores que vão defender, no dia 21 de Fevereiro, as cores do Este e do Oeste e os votos recebidos por cada um:

Este

Guard: Derrick Rose - Bulls (1.914.996)
Guard: Dwayne Wade - Heat (2.048.175)
Forward: Lebron James - Heat (2.053.011)
Forward: Amare Stoudemire - Knicks (1.674.995)
Center: Dwight Howard - Magic (2.099.204)


Oeste

Guard: Chris Paul - Hornets (1.281.591)
Guard: Kobe Bryant - Lakers (2.380.016)
Forward: Kevin Durant - Thunder (1.736.728)
Forward: Carmelo Anthony - Nuggets (1.299.849)
Center: Yao Ming - Rockets (1.146.426)


A Este, as novidades são a escolha, pela primeira vez, de Derrick Rose para o cinco inicial e a selecção de Amare Stoudemire, que já alinhou em anos anteriores pelo Oeste e veste agora a camisola do Este pela primeira vez. Mas ambas as escolhas eram esperadas.
Rose esteve numa luta renhida com Rondo e acabou à frente deste por pouco mais de 300.000 votos (o base dos Celtics acabou com 1.587.297). Mas o base dos Bulls tem sido o melhor do Este e merece a votação.
Kevin Garnett esteve à frente de Stoudemire durante muito tempo, mas o power forward dos Knicks tem sido um dos responsáveis (o maior responsável?) pela época positiva da equipa da Big Apple e tem melhores números individuais que Garnett, por isso também nada a apontar à sua selecção.
No resto do cinco inicial, nenhuma discussão. O melhor shooting guard, o melhor small forward e o melhor poste. A Este nada a apontar.

A Oeste, duas injustiças claras. Yao Ming, pelas razões óbvias, e Carmelo Anthony, porque há outros extremos a fazer épocas melhores.
O poste dos Rockets está de fora toda a temporada e já se sabia, desde antes do começo das votações, que não podia jogar. A sua votação só se justifica como homenagem a um jogador que pode nunca mais voltar a jogar na NBA ou então por fanatismo dos fãs chineses.
Já a votação de Carmelo só se explica pela popularidade que ele tem (afinal, ele é bom naquilo que é mais visível no jogo: marcar pontos). Apesar de todos os rumores de transferência e toda a instabilidade que isso tem provocado nos Nuggets, Carmelo não está a fazer uma má temporada (23.6 pts, 8.0 res). No entanto, outros estão a fazer melhor. Blake Griffin e Kevin Love têm números individuais muito mais impressionantes, mas ambos jogam em equipas mais fracas, o que os prejudica nas votações. Dirk Nowitzki tem números individuais semelhantes aos de Carmelo, mas numa equipa melhor e que está a lutar pelos primeiros lugares da conferência.
No resto do cinco inicial, temos o melhor base, o melhor shooting guard (Kobe Bryant, que foi o jogador mais votado de todos) e o melhor small forward. Nada a apontar.

Algo de novo a Este, com justiça. A Oeste, nada de novo. Infelizmente.

27.1.11

Mais candidatos a lançamento do ano


Um dos nossos leitores sugeriu mais um candidato a lançamento do ano e como nunca nos cansamos de lançamentos espectaculares, aqui fica a sua sugestão:



E os candidatos a lançamento do ano não param. Um dia depois de Lamar Odom fazer o incrível lançamento do post anterior, o rookie dos Clippers Al Farouq Aminu (uau, um highlight dos Clippers que não é de Blake Griffin!) conseguiu este truque de circo:


24.1.11

A acesa corrida pelo MVP


Há três dias atrás fizemos o nosso balanço da primeira metade da temporada regular e revelámos as nossas escolhas para os prémios individuais até aqui. Aquela que, de forma compreensível, menos unanimidade reuniu foi a escolha para o MVP. Se no ano passado Lebron James foi o vencedor claro, este ano a corrida pelo prémio individual máximo está (e prevê-se que continue) renhida, com vários jogadores a fazer uma grande temporada. Alguns de vocês (não só aqui, mas também no Planeta Basket) discordaram da nossa escolha e ficou prometido um post a explicar as razões da mesma. Aqui está ele.


Lebron e Wade, co-MVPs. Porquê?

Lebron venceu nos dois anos anteriores e ganhou o ano passado a grande distância da concorrência. Foi de longe o melhor jogador da temporada regular, rondando um triplo-duplo de média (29.7 pts, 8.6 ass e 7.3 res). Wade ficou em quinto na votação e apesar de ter feito uma boa época, teve Durant, Bryant e Howard a fazer tão bom ou melhor em equipas com recordes melhores.

Este ano juntaram-se na mesma equipa e todos previam que os seus números baixassem. É impossível que não baixem, diziam uns. Não vão poder marcar 2o e tal pontos os dois, diziam outros. Juntem-lhes ainda Chris Bosh e são três jogadores com médias de carreira acima dos 20 pontos. Vão ter de sacrificar as suas estatísticas individuais pela possibilidade de jogarem juntos, certo?

Ou não. Lebron baixou ligeiramente os seus números totais (26 pts, 7.2 ass e 7.2 res), mas está a jogar menos minutos e a sua Percentagem de Utilização (Usage% - percentagem de posses de bola utilizadas por um jogador) baixou também. Em Cleveland, ele era o ataque da equipa. Em Miami, ele tem mais dois jogadores de topo para dividir o fardo. Apesar disso, os seus números pouco se ressentiram. A lançar menos, a jogar menos tempo e com menos posses de bola nas suas mãos, mas a manter a mesma eficácia. Se não olharmos para as suas médias por jogo, mas antes por cada 36 minutos, estão muito semelhantes às temporadas anteriores:

2008-09: 27.2 pts, 6.9 ass, 7.2 res, 1.6 rb
2009-10: 27.4 pts, 7.9 ass, 6.7 res, 1.5 rb
2010-11: 24.5 pts, 6.8 ass, 6.8 res, 1.4 rb

Wade idem. Em 2009-10 teve médias de 26.6 pts, 6.5 ass e 4.8 res. Em 2010-11, tem 25.1 pts, 4.2 ass e 6.5 res. E, como Lebron, com menos lançamentos e menor Percentagem de Utilização. Os seus números por cada 36 minutos nas últimas três épocas?

2008-09: 28.2 pts, 7.0 ass, 4.7 res, 2.0 rb
2009-10: 26.4 pts, 6.5 ass, 4.8 res e 1.8 rb
2010-11: 24.7 pts, 4.2 ass, 6.4 res e 1.3 rb

Mais nenhum dos candidatos tem um jogador tão bom na sua equipa para dividir os números e, apesar disso, a eficácia e produção dos dois não baixou. Lebron tem números semelhantes às duas temporadas em que foi o MVP. Se os números dessas épocas foram, de forma unânime, considerados impressionantes, os desta são-no ainda mais por serem conseguidos ao lado de Wade e Bosh. No caso de Wade, o que o impedia em anos anteriores de estar entre os primeiros lugares para o MVP era o recorde dos Heat. Outros jogadores conseguiam números tão bons em equipas melhores. Que é o que Wade está a fazer este ano. Números tão bons, mas agora numa das melhores equipas.

Por isso, sim, Lebron e Wade co-MVPs. Se não quiserem dar o prémio a dois jogadores (uma situação que já aconteceu no All Star Game e no Rookie do Ano, mas nunca no MVP da temporada), então o prémio é de Lebron, porque dos dois é o que tem melhores números individuais. Baixaram ligeiramente em comparação com as duas épocas em que foi o MVP, mas nesses anos ele foi o melhor por muito. Este ano, mesmo com essa ligeira baixa nos totais, continua a ser o melhor. Por menos, mas ainda o melhor.

22.1.11

Uma lição de vida, por CP3


Como diz Phil Jackson em Sacred Hoops, o basquetebol é uma metáfora da vida. Ao longo dum jogo ou duma época podemos experimentar todas as emoções humanas. Tal como no mundo vivemos em sociedade, no campo temos de aprender a trabalhar em conjunto. Temos de enfrentar adversidades e ultrapassar obstáculos. Lidar com os fracassos e saborear os sucessos. Como a vida, o basquetebol é complexo e imprevisível. E tal como a vida, o basquetebol pode ensinar-nos lições que nos acompanham para sempre. Esta é uma delas.


21.1.11

Se a temporada acabasse hoje

Com metade da temporada já para trás, é aquela altura do ano em que se faz o balanço até aqui e em que todos lançam as suas previsões para os prémios da temporada regular. Aqui no SeteVinteCinco não vamos fugir à regra, por isso, aqui ficam as nossas escolhas.


MVP

Se já aconteceu no All Star Game (quatro vezes) e no Rookie do Ano (duas vezes), porque não no MVP da temporada? Co-MVP para Lebron James e Dwayne Wade. São os melhores jogadores numa das melhores equipas e poucas equipas são tão dependentes de um jogador como Miami é destes dois. Nenhum dos outros candidatos tem um jogador tão bom ao seu lado e, apesar disso, tanto Wade como Lebron mantém os seus números e a sua produção. O mais justo (até agora) seria dar o prémio aos dois, mas se tiverem de escolher um, o prémio é de Lebron.


Rookie do Ano

Não há muita discussão aqui, pois não? Podiam entregar já o prémio a Blake Griffin.








Jogador Defensivo

Dwight Howard continua a ser o melhor. Mais nenhum jogador obriga as outras equipas a mudar os seus esquemas ofensivos como ele. Continua a dominar a tabela defensiva (30.3% de percentagem de ressaltos defensivos) e a intimidar os adversários que tentam penetrar (2.2 desarmes/jogo, uma percentagem de desarmes de 4.8% - 2º na NBA- e inúmeros outros lançamentos que os adversários são obrigados a lançar mal por causa da sua presença). Tem um rating defensivo de 95.2 (2º na NBA) e nenhum outro jogador é, individualmente, tão responsável por esse rating.



Sexto Homem

Para já, Jason Terry. É o segundo melhor marcador dos Mavs e o melhor marcador da NBA nos 4ºs períodos. Foram vários os jogos em que tomou para si as despesas ofensivas da equipa e liderou os Mavs a vitórias. Mas Lamar Odom seria o melhor se tivesse jogos suficientes como suplente para se qualificar ao prémio. Com o regresso de Andrew Bynum voltou ao seu papel de sexto homem e vai ter brevemente os jogos suficientes. Se continuar a jogar como tem feito, o prémio será dele.




Most Improved

Kevin Love aumentou a sua média de pontos em mais de 7 pontos (de 14.0 em 2009-10 para 21.3 em 2010-11), a média de ressaltos em mais de 4 (de 11.0 para 15.6) e a percentagem de 3 pontos em mais de 10% (de 33% para 43.7%). Teve uma das linhas estatísticas mais impressionantes da temporada (31 pontos e 31 ressaltos) e tem sido uma das revelações da época.





Treinador do Ano

Doc Rivers e Gregg Popovich. Um mantém no primeiro lugar do Este uma equipa veterana que muitos pensavam já ter passados os seus melhores anos. Nem as lesões os têm impedido de dominar a conferência e a gestão de Rivers perante todas as dificuldades e o rendimento que retira do seu grupo são excepcionais. O outro recuperou um grupo veterano que todos apontavam como um grupo em declínio e guia-os até ao primeiro lugar do Oeste e ao melhor recorde da NBA. Ambos são os cérebros por trás das duas equipas que melhor basquetebol têm jogado esta época.

20.1.11

New Jersey Nyets

Mikhail Prokhorov diz não ao negócio de Carmelo Anthony:


E assim a novela de Melo continua.

19.1.11

No próprio cesto também vale


Não sei o que é mais engraçado, se o cesto (acho que lhe podemos chamar isso) de Luke Walton, se os comentários em chinês (?):



E Darko Milicic também já o conseguiu esta época:



Mas acho que este bate os dois anteriores:


18.1.11

High Griffinition

A exibição de Derrick Rose (22 pontos, 12 assistências e 10 ressaltos, o primeiro triplo-duplo da sua carreira) não foi a única exibição excepcional de ontem à noite. No dia em que os Estados Unidos celebraram a memória de Martin Luther King, Blake Griffin não quis ficar fora das notícias e explodiu para 47 pontos frente aos Pacers.


A equipa de Indiana optou por fechar as zonas mais perto do cesto e desafiar Griffin a lançar de meia distância. O rookie dos Clippers não se fez rogado e não só marcou o máximo de pontos num jogo da NBA esta época, como estabeleceu o recorde de pontos dum rookie na história da equipa.
Para mais, ainda o fez com uma eficiência acima da média, precisando apenas de 24 lançamentos de campo para marcar os 47 pontos. Mais surpreendente ainda, com a defesa dos Pacers a conseguir fechar muitas vezes o meio do campo, fez apenas um afundanço.

Para verem todo o reportório ofensivo que Griffin exibiu, aqui têm, em 2 minutos, cada um dos cestos de campo de Blake:


E este artigo de Henry Abbot no True Hoop, revela ainda mais a dimensão do feito: foi apenas a 13ª vez nos últimos 20 anos que um jogador (não apenas entre os rookies, mas entre todos os jogadores) marca tantos pontos com tão poucos lançamentos. Kobe Bryant fê-lo. Iverson e McGrady também. Lebron e Wade fizeram-no duas vezes. Mas muitos outros grandes não o fizeram.

E, comparando a sua época de rookie (até aqui) com a de outros jogadores, os seus números parecem ainda melhores. Griffin está com um PER (Player Eficciency Rating) de 23.26. Apenas dois rookies tiveram um PER melhor: David Robinson e Michael Jordan. Bela companhia. Belo currículo até aqui.

17.1.11

Um Rose a desabrochar


Escrevia ontem neste artigo para o Planeta Basket que Derrick Rose está a construir a sua candidatura ao MVP desta temporada. E hoje o base dos Bulls faz isto:


22 pontos, 12 assistências e 10 ressaltos, para o primeiro triplo-duplo da sua carreira. Parece que Rose quer cimentar a sua candidatura.

16.1.11

Jogada do ano?


Na NBA, os grandes jogadores decidem jogos. No final duma partida equilibrada, ter um clutch player capaz de tomar conta do jogo e fazer grandes jogadas e grandes lançamentos pode significar a diferença entre uma derrota e uma vitória. Ter um grande treinador também ajuda. E Gregg Popovich é um dos melhores.

Esta semana, no jogo frente aos Bucks, com os Spurs a ganhar por três pontos a 1:27 do fim, desenhou uma jogada brilhante que deu uma vantagem decisiva e decidiu o jogo a favor da sua equipa:
Tudo começou com uma reposição lateral e os quatro jogadores dos Spurs dispostos num quadrado (um em cada canto do garrafão). Tony Parker repôs a bola na linha lateral, passou a Tim Duncan (no topo, do lado da bola) e foi buscar a bola à sua mão, aproveitando o bloqueio de Duncan. Até aqui, uma normal situação de bloqueio directo, pick and roll entre os dois jogadores. Por isso, os Bucks defenderam-no como tal, com o defensor de Duncan, Andrew Bogut, a sair ao caminho de Parker, a dar o tempo de ajuda.
Após esse tempo de ajuda, Bogut, como esperado, tenta recuperar a posição e voltar a Duncan (que, depois do bloqueio, cortou para o cesto). E é aqui que Popovich se torna criativo.
Matt Bonner faz um segundo bloqueio a Parker e George Hill e Ginobili fazem um duplo bloqueio a Bogut na linha de lance livre quando este recupera para o meio do campo. Resultado: Todos os defesas concentrados no topo do garrafão e Parker e Duncan completamente isolados para uma assistência fácil e um cesto ainda mais fácil.

Popovich conseguiu criar uma situação de dois contra zero, num ataque em meio campo, a 1:27 do fim do jogo. Na NBA os grandes treinadores também decidem os jogos. São clutch coaches.



15.1.11

Passatempo Facebook


Sugere o SeteVinteCinco aos teus amigos e ganha um DVD "More Than a Game"

Já ultrapassámos os 150 seguidores na nossa página no Facebook. Para celebrar essa ocasião e para recompensar quem acompanha o blogue desde os seus primeiros tempos, lançamos aqui o nosso primeiro passatempo.

Só tens de sugerir a página do SeteVinteCinco aos teus amigos e, por cada amigo que se torne fã da página, ganhas uma hipótese de ganhar um DVD do documentário de Lebron James, "More Than a Game".



Até dia 5 de Fevereiro, por cada amigo teu que se torne fã, é-te atribuido um número*. No dia 6 de Fevereiro vamos sortear três números e cada um ganha um 1 DVD de "More Than a Game".

Quantos mais amigos teus se tornem fãs do SeteVinteCinco, mais hipóteses tens de ganhar.

Por isso, espalha a palavra, sugere o SeteVinteCinco a todos os teus amigos e boa sorte.


*Para te ser atribuido o número, cada vez que um amigo teu se tornar fã não se pode esquecer de escrever nos comentários do post do passatempo (aqui ou no facebook) quem lhe sugeriu o SeteVinteCinco.


14.1.11

Persegue o teu sonho. Todos os dias.


Podes ficar à espera que os teus sonhos se realizem. Ou então podes trabalhar no duro e fazer com que se tornem realidade. Fiquem com o mais recente anúncio da D-League:


13.1.11

Terceiro nos três

A noite passada foi uma noite especial para Jason Kidd. Com os quatro triplos que converteu na derrota dos Mavs em Indiana (89-102), passou Dale Ellis e Peja Stojakovic na lista dos jogadores com mais lançamentos de 3 pontos convertidos na história da NBA. Kidd está actualmente em terceiro lugar, com 1722 triplos marcados.


É curioso que Jason Kidd, que nunca foi um grande atirador (34.9% na carreira), esteja tão alto nesta lista repleta de especialistas de longa distância. Mas dois factores explicam-no: primeiro, a sua longevidade. O base dos Mavericks (e ex-base dos Suns e Nets), com 37 anos, está na sua 16ª temporada, mais do que qualquer outro dos jogadores que se seguem no top 10. Já tem muitos anos na NBA a lançar triplos.
Segundo, o facto de não ser um grande atirador acabou por beneficiá-lo, porque os defesas adversários davam-lhe (ainda dão) muito espaço. Assim, Kidd fazia (faz) lançamentos com mais tempo e preparação que especialistas de três pontos, como Ray Allen ou Reggie Miller, que são muito marcados e fazem muitos lançamentos pressionados.

Mas, justiça seja feita a Kidd, esta foi uma área em que ele nunca deixou de trabalhar e melhorou ao longo da sua carreira (de 27.2% na sua época de rookie para 42.5% na época passada, o seu máximo de carreira).

Sempre a subir na percentagem e sempre a subir na lista, mas mais alto não chega, porque os dois primeiros estão ainda a uma grande distância. E podem trocar de lugares ainda esta época (daqui a 34 triplos vamos ter Ray Allen como o melhor de sempre). Aqui fica o top 10 dos jogadores com mais triplos marcados na história da NBA (a bold os jogadores ainda em activo):


12.1.11

Faaaaaaaaaaaaaaaantástico


Carmelo vai para os Nets ou para os Knicks? Lebron desrespeitou ou não os Cavs? A semana anda quente pela NBA. Para aligeirar o clima, um pouco de diversão.
Os Bulls devem ser uma das equipas com mais sentido de humor e, depois deste vídeo natalício, colocaram no seu site uma colecção de expressões do seu comentador (e ex-jogador) Stacey King. É o Stacey King Soundboard. Alguém devia fazer um Barroca e Avelãs Soundboard. Não era faaaaaaaantástico?


A diferença entre ser vilão e ser parvalhão


Lebron James disse recentemente que está a abraçar o papel de vilão e não se importa com as críticas que lhe têm sido dirigidas esta temporada. Mas há uma diferença entre ser vilão (pensem em jogadores provocadores e de língua afiada como Charles Barkley, Charles Oakley, Bill Laimbeer) e ser parvalhão. Que é o que James foi esta noite. Como se não bastasse a forma como os tratou na offseason, Lebron James ainda tem prazer na pesadíssima derrota dos Cavs com os Lakers e goza com a situação na sua página do Twitter:


O que é pior? Lebron regojizar com uma desgraça para a qual ele contribuiu ou Lebron achar-se tão importante que até Deus quer que os Cavs caiam em desgraça por o terem criticado?
Isso não é bonito, Lebron, isso não é nada bonito...

11.1.11

Ele não é o Michael Jordan


Mikhail Prokhorov, o bilionário russo dono dos Nets, não deve ter visto este anúncio. Carmelo não é o Michael Jordan. Não sou eu que o digo, é o próprio:


10.1.11

Carmelo nos Nets - mal jogado

É a notícia do dia. Segundo David Aldridge, comentador da NBA.com e da TNT, os Nets e os Nuggets estão muito perto de fechar o negócio da troca de Carmelo Anthony. David Aldridge costuma saber do que fala e os seus contactos na NBA são fiáveis. Por isso, quando DA anuncia uma troca, nunca é apenas um boato. Claro que não significa que o negócio vai avançar de certeza (até ser oficial tudo pode sempre mudar), mas está numa fase muito avançada.

A realizar-se, será uma troca quase inédita, pois não há memória duma estrela forçar a troca duma equipa de topo para uma equipa que é das mais fracas da liga. Mas Anthony quer jogar na sua cidade natal, Nova Iorque, e, embora a sua preferência fossem os Knicks, estes não têm as peças suficientes para oferecer aos Nuggets e Melo pode ter de contentar-se com os Nets. O cenário ideal para Melo era tornar-se free agent no final desta época e assinar com os Knicks, que têm espaço salarial para ele. Mas em Denver não vão deixar que aconteça o que aconteceu aos Cavs. Se ele assinasse na offseason com outra equipa ficavam sem o seu melhor jogador e não recebiam nada em troca. O próprio Carmelo já afirmou que não quer fazer isso àquela que é a única equipa pela qual jogou na sua carreira. Quer sair, mas quer que os Nuggets recebam algo em troca. Como ele disse recentemente, "não sou o Chris Bosh" (sim, podia ter dito também Lebron James, mas hostilizar Bosh não é o mesmo que hostilizar Lebron). Por isso, vai ser trocado esta época. Isso é garantido. E a equipa que oferece o melhor pacote (daquelas para onde Carmelo aceita ser trocado) são os Nets.

O cenário que está em cima da mesa envolve também os Pistons, numa mega-troca entre as três equipas. Seria assim: New Jersey recebe Anthony, Chauncey Billups, Anthony Carter, Shelden Williams e Richard Hamilton. Os Nuggets recebem Devin Harris, Derrick Favors (a primeira escolha no draft dos Nets esta época), Anthony Morrow, Stephen Graham, Quinton Ross, Ben Uzoh e mais duas escolhas no draft. Os Pistons recebem Troy Murphy (e o seu contrato de 12 milhões que expira esta época) e Johan Petro.

Para os Pistons, os ganhos são fáceis de perceber: livram-se do contrato de Hamilton (mais dois anos e 25 milhões, depois desta época), resolvem o problema que têm na posição de shooting guard (Ben Gordon pode finalmente assumir a posição e não dividir minutos com Hamilton). E com o contrato de Troy Murphy a terminar no fim da época, são mais 12 milhões que ficam livres para finalmente reconstruirem a equipa. É um passo em frente que já deviam ter dado.

Para os Nuggets também é fácil de perceber: conformados com a saída de Carmelo, procuram receber o máximo que conseguirem em troca. E Devin Harris, Derrick Favors, Anthony Morrow, Stephen Graham, Quinton Ross, Ben Uzoh e mais duas escolhas no draft é um belo pacote. Jogadores jovens e com potencial, para construir uma nova equipa (Harris, Favors, Morrow), jogadores que lhes dão flexibilidade para fazer mais trocas ou libertar espaço salarial e escolhas no draft. Um pacote ideal para quem vai entrar em modo de reconstrução.

Já para os Nets, o negócio é, na nossa opinião, mais difícil de perceber: embora seja claro que a possibilidade de contratar uma estrela como Carmelo é irresistível, tudo o que estão a fazer e a dar em troca para o conseguirem pode ser demais.
Vão desfazer-se dum base jovem e talentoso que pode ser o dono da posição por muitos e bons anos (Devin Harris), mais um potencial power forward de topo (Derrick Favors), mais um shooting guard ainda jovem e que é um dos melhores atiradores da NBA (o nosso predilecto aqui no SeteVinteCinco Anthony Morrow), mais o contrato de Troy Murphy (suficiente para contratar um free agent de topo), mais quatro jogadores e duas escolhas em drafts futuros.
É um backcourt inteiro, mais um jogador promissor do frontcourt e quase toda a flexibilidade de que dispõem nos próximos anos.

Pelo quê? Um backcourt veterano (Billups e Hamilton) que está na fase descendente da carreira e podem ter, no máximo, mais uma ou duas boas épocas ainda neles. Para além disso, Billups já disse que, a acontecer a troca, não gostava de ficar nos Nets no próximo ano. O cenário mais provável é fazerem um buy-out do seu contrato depois desta época e ficarem com esse espaço salarial, o que os poria outra vez no mercado para procurar um base.

E depois temos Anthony. Uma estrela, sem dúvida, mas uma estrela sobrevalorizada. O seu maior talento é marcar pontos e pouco contribui nas outras áreas do jogo. Ganha muitos poucos ressaltos para um jogador da sua altura, não distribui a bola o suficiente para um jogador que sofre tantos dois contra um e não é um grande defensor.

O seu cinco inicial para o resto da temporada seria Billups, Hamilton, Anthony, Kris Humphries e Brook Lopez. Um belo cinco titular e que os colocaria, sem dúvida, entre as melhores equipas da conferência. Com um recorde de 10-27 e com o oitavo lugar no Este a cinco jogos de distância (os Sixers, com 15-22) poderiam entrar na corrida pelos playoffs já esta época. Mas depois temos o problema do banco. Para receber estes jogadores, sacrificam mais de metade da equipa e ficam com um banco fragilizado e pouco profundo.
Com estes jogadores têm de ganhar agora. E podem até ganhar, numa primeira ronda, a equipas como Atlanta, New York, Indiana ou até mesmo Chicago, mas não têm poder de fogo suficiente para Boston, Miami ou Orlando.

Por isso, arriscam-se a não ganhar agora, porque não têm equipa suficiente, nem ganhar depois, porque hipotecaram o futuro. O que os Nets trocam é um projecto de construção para o futuro por um projecto que procura resultados imediatos, mas dificilmente os alcançará. Se estivéssemos no lugar de Billy King? Ficávamos quietos e continuávamos a construir a equipa como até aqui. Carmelo vale muito, mas não tanto.

Drive to the hooPC

(Eu quero um destes para mim!)



Podem ver mais e encomendar, aqui.

8.1.11

Foi feitiço que lhes lançaram?


Que se passa com os Wizards? Primeiro foi Javale McGee a fazer isto e agora Andray Blatche faz isto:


Precisam de voltar aos treinos de minibasquete e treinar entradas na passada? À falta de vitórias, pelo menos mantêm os jogos divertidos e fazem algo para entreter os fãs.

7.1.11

E no Oeste? Candidatos ou pretendentes?

E do outro lado dos Estados Unidos? Quem está na luta pelo título e quem não passa duma boa tentativa? Depois da conferência Este, é a vez de vermos quem é candidato ou pretendente na conferência Oeste.

Conferência Oeste

Los Angeles Lakers
Os bi-campeões entraram nesta época como os principais candidatos e, nas primeiras semanas, ainda reforçaram esse estatuto. As aquisições da offseason reforçaram o banco (que era o seu ponto mais fraco) e nos primeiros jogos mostraram-se mais sólidos que nunca. A jogar como estavam, ninguém parecia capaz de os bater. Gasol estava a jogar como um MVP, Kobe partilhava a bola e a responsabilidade com os companheiros e o banco mantinha, e muitas vezes ainda elevava, o nível de jogo do cinco inicial. Depois as coisas ficaram mais periclitantes. Gasol, desgastado, baixou o rendimento, Kobe começou a forçar as coisas e o banco não parecia o mesmo. Com o regresso de Andrew Bynum, as coisas voltaram a melhorar. O único problema parece ser a motivação (ou falta dela), mas isso não será um problema quando chegarem os Playoffs. Este ano não têm o caminho aberto para as Finais, mas continuam a ser os favoritos no Oeste. Candidatos, de longe. E os maiores.

San Antonio Spurs
Dados como acabados na temporada passada, depois duma temporada regular mediana e uma eliminação na primeira ronda dos Playoffs. Pensava-se que o reinado de Tim Duncan estava a chegar ao fim, mas regressaram frescos e rejuvenescidos. Ginobili e Parker, livres de lesões, estão a jogar melhor que nunca. Duncan está a jogar o mínimo de minutos da sua carreira e a resguardar-se para os Playoffs e, mesmo assim, os Spurs lideram a NBA (29-6). Se no início poucos os davam como candidatos sérios ao título, agora todos os apontam como a maior ameaça aos Lakers (e a qualquer outra equipa que venha de Este). Candidatos, cada vez mais.

Dallas Mavericks
A outra equipa do Texas reforçou o jogo interior para fazer frente aos Lakers e o excelente início de época (26-7 nos primeiros 33 jogos) colocou-os como a outra ameaça maior à equipa de Los Angeles. Melhoraram a defesa e Nowitzki estava a jogar ainda melhor (a defender melhor) que na época que foi MVP. Mas a última semana trouxe um duro golpe nas suas aspirações. Perderam Caron Butler para o resto da temporada e, apesar de terem uma equipa muito profunda, a falta do seu melhor defensor do perímetro vai ser sentida na pós-temporada, quando do outro lado estiverem Bryant e/ou Ginobili. Candidatos, mas um bocadinho menos.

Oklahoma City Thunder
Coloco-os aqui porque, depois da surpreendente temporada de 2009-10 (onde deram muita luta aos Lakers), todos os media colocaram essa fasquia para eles. Têm Kevin Durant e um núcleo de jogadores jovens com muito potencial e um futuro risonho pela frente (Westbrook, Green, Ibaka, Harden). Estão a construir uma equipa que, se continuar a desenvolver-se como tem feito, lutará por títulos um dia, mas ainda não este ano. Futuros candidatos, sim, mas para já, pretendentes.

Denver Nuggets
Já foram candidatos, pareciam num percurso ascendente e a construir uma equipa para lutar pelo título, mas tudo se está a desmoronar antes de terem atingido o seu máximo. À semelhança dos Hawks no Este, têm equipa para ganhar muitos jogos na temporada regular e perder na primeira ronda ou segunda ronda dos Playoffs. Bons, mas não o suficiente. E Carmelo quer sair, por isso na próxima época vai ser altura de começar de novo. Pretendentes e em queda.

Utah Jazz
Eternos pretendentes. Ponto.

6.1.11

Candidatos ou pretendentes?

O título da NBA. O prémio máximo que todas as equipas desejam. Em Outubro, quando os training camps começaram, eram muitas as equipas com expectativas de lutar por ele esta época. Algumas já o aspiravam na temporada passada e, depois de não terem ido tão longe nos Playoffs como desejavam, regressavam este ano com esperança renovada. Outras, num percurso ascendente, esperavam lutar por ele depois duma boa temporada em 2009-10.
Ao fim de dois meses de meio de competição, algumas delas têm as expectativas tão ou mais altas que no início, enquanto outras vêm as suas hipóteses de lutar por um título mais escassas.
É altura de ver quais dessas equipas são verdadeiros candidatos e quais são apenas pretendentes e terão de esperar por uma próxima oportunidade. Comecemos pela costa mais perto da Europa.


Conferência Este

Boston Celtics
Quando muitos já os davam como acabados, os velhinhos Celtics surpreenderam meia NBA ao conseguirem chegar até às Finais e levarem os campeões Lakers até ao sétimo jogo. A janela de oportunidade deste grupo de veteranos está a fechar-se e este ano querem aproveitar aquela que pode ser a última oportunidade de lutar por um título. A prioridade é manter a equipa livre de lesões (o que não tem sido fácil) e conseguirem chegar frescos aos Playoffs. Apesar dessa gestão que têm de fazer ao longo da temporada regular, estão com o melhor recorde do Este e a encontrar formas de ganhar mesmo com lesões em alguns dos seus principais jogadores. Se chegarem aos Playoffs com todos os jogadores em boas condições físicas, podem ganhar a qualquer equipa. Definitivamente candidatos.

Miami Heat
A equipa com mais expectativas para esta época. Para quem tem Lebron, Wade e Bosh, qualquer coisa menos que um título é um fracasso. Depois dum início decepcionante (10-8) e com Wade e Lebron com dificuldades em jogar juntos, ganharam 18 dos últimos 19 jogos e começam a mostrar o poderio que todos os fãs em Miami esperavam desde a Decisão. No entanto, ainda subsistem dúvidas em relação ao resto do elenco e se será suficiente para ganharem tudo. Terão jogo interior suficiente para derrotar Boston e LA? Apesar das dúvidas, que tem os Três Super-Amigos será sempre um candidato sério.

Orlando
A única do lote de candidatos que já fez mudanças este temporada. Comecaram como candidatos, depois descarrilaram e pareciam não ter equipa para bater a concorrência. Mas Otis Smith não ficou parado e decidiu arriscar. Desde que Arenas, Richardson e Turkoglu chegaram estão mais fortes no ataque e jogo exterior, mas perderam profundidade no jogo interior. Com a rotação de oito homens com que estão a jogar vão ser dificil chegar frescos aos Playoffs e ir até ao fim. Por isso, as mudanças não devem ficar por aqui e devem ainda procurar ajuda para Howard no interior. Para já, candidatos, mas com reservas. Vamos ver o que Otis Smith tira da cartola até ao fim do prazo para trocas.

Chicago
Uma das equipas que mais mudanças fez na offseason. Com a contratação de Carlos Boozer e o reforço do banco (Kyle Korver, Ronnie Brewer, Kurt Thomas, CJ Watson, Omer Asik), esperavam-se grandes coisas dos Bulls. Até agora não têm desiludido. Tom Thibodeau pô-los a defender bem e Derrick Rose está a fazer uma época de MVP. E com uma Central Division medíocre têm o primeiro lugar na divisão assegurado. Podem dar-se ao luxo de gerir a temporada regular, sabendo que nunca vão ficar abaixo do quarto lugar na conferência. O desafio real vai começar nos Playoffs e, embora possam ganhar uma eliminatória a qualquer equipa, ainda parecem uma ou duas peças curtos para poder ir até ao fim. Estão no bom caminho, mas para já, são ainda pretendentes.

Atlanta
Dá-los como candidatos no início da época já era ir muito longe e não fizeram nada para mostrar o contrário. Não mudaram nada na offseason, nem evoluiram este ano. À semelhança de 2009-10, vão terminar nos lugares de cima na conferência, mas vão ficar de novo pela primeira ou segunda ronda. Bons, mas não o suficientes. Pretendentes apenas.

5.1.11

Sgt. Riley's Lonely Hearts Club Band


O trio de Wade, Lebron e Bosh já é conhecido por muitos nomes nestes poucos meses que estão juntos. The Big Three, Miami Thrice ou, aqui no SeteVinteCinco, os Três Super-Amigos. Mas Lebron parece não ter gostado de nenhum deles (porque ele ainda não conhece o nosso, claro) e decidiu criar um. "Nós gostamos de nos chamar The Heatles, como os Beatles."


Esta revelação surgiu no fim do jogo com os Bobcats, quando James respondia a uma questão sobre a capacidade dos Heat de encherem pavilhões da NBA, mesmo quando jogam fora. Para James, os Heat levam o seu show para a estrada e enchem sempre a casa.



Que vos parece? Uma boa alcunha ou James está a dar mais uma razão aos seus detratores para o odiarem ao comparar-se a uma lenda como os Beatles?
Seja como for, dar uma alcunha a si próprio não se faz, por isso para nós aqui no SeteVinteCinco vão continuar a ser os Três Super-Amigos.


4.1.11

Os melhores afundanços de 2010


Não podiamos terminar o balanço do ano que passou sem ver os melhores afundanços desses 365 dias, certo?


3.1.11

Best of 2010


Que ano! O All Star Game bate o recorde de assistência, Nate Robinson é o primeiro jogador a ganhar três concursos de afundanços consecutivos, os Lakers repetem o título, Phil Jackson ganha o 11º anel de campeão como treinador, Kevin Durant é o jogador mais jovem de sempre a ganhar o título de melhor marcador, a offseason tem a melhor classe de free agents da história, a Decisão de Lebron, a reunião dos Três Super-Amigos em Miami, Kevin Love faz o primeiro jogo 30-30 em 28 anos, dois treinadores atingem as 1000 vitórias. 2010 foi um ano inesquecível na NBA.

Vejam qual destes momentos entraram e qual foi o número um no top 10 dos melhores momentos de 2010:



2.1.11

E tu, já votaste?



As votações para o All Star Game deste ano vão a meio e os primeiros resultados estão aí. Kobe Bryant é o jogador mais votado até agora e Dwight Howard bate Lebron James por pouco mais de 18.000 votos para o lugar de mais votado do Este. Aqui estão os dois cincos titulares até agora:

Este

G: Dwayne Wade (938.402)
G: Rajon Rondo (777.310)
F: Lebron James (969.459)
F: Kevin Garnett (712.555)
C: Dwight Howard (988.572)

Oeste

G: Kobe Bryant (1.153.694)
G: Chris Paul (585.690)
F: Carmelo Anthony (602.516)
F: Kevin Durant (735.521)
C: Yao Ming (637.527)

No Este, a luta mais renhida é pela segunda vaga de base. Rondo está à frente de Derrick Rose por 56.000 votos. No Oeste, Carmelo ganha a segunda vaga de extremo a Pau Gasol por apenas 5000 votos. Se no primeiro caso ambos estão a fazer épocas merecedoras dum lugar titular no All Star (por isso, vença quem vencer, será justo; mereciam os dois), no segundo caso, parece uma grande injustiça se Carmelo terminar à frente de Gasol. O espanhol está a fazer uma grande temporada e merece a titularidade no All Star. Vamos esperar que os fãs de todo o mundo o reconheçam.

E depois temos o caso de Yao Ming. Os fãs chineses votam sempre em peso nele e Yao é titular do All Star desde que chegou à NBA. Este ano, o poste chinês está lesionado, não joga mais esta época, mas apesar disso é o poste mais votado (será que na China não sabem que ele está lesionado?). Obviamente não irá jogar, o que deixa uma questão para resolver: quem entra no seu lugar? O segundo poste mais votado, Andrew Bynum, que não é merecedor dum lugar no cinco inicial do All Star (nem no banco)? Ou põem Gasol nas listas de postes (ele é listado apenas como extremo, mas já jogou esta temporada como poste)?

Se ainda não o fizeram, podem votar no vosso jogador preferido aqui. A votação termina no dia 23 de Janeiro e os titulares são anunciados no dia 27.