30.9.14

Boletim de Avaliação - New York Knicks


Depois dos Celtics e dos Nets, vamos à análise da offseason dos Knickerbockers (quem é que sabe o que é um Knickerbocker?*):



Boletim de Avaliação - New York Knicks

Saídas: Tyson Chandler, Raymond Felton, Kenyon Martin, Shannon Brown, Toure' Murry, Jeremy Tyler
Entradas: Jose Calderon, Samuel Dalembert, Shane Larkin, Travis Outlaw, Quincy Acy, Jason Smith, Cleanthony Early (34ª escolha no draft), Thanasis Antetokounmpo (51ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jose Calderon - Iman Shumpert - Carmelo Anthony - Andrea Bargnani - Samuel Dalembert
No Banco: Pablo Prigioni - Shane Larkin - JR Smith - Tim Hardaway Jr. - Travis Outlaw - Quincy Acy - Amare Stoudemire - Jason Smith
Treinador: saiu Mike Woodson, entrou Derek Fisher

Balanço: Em março, quando Phil Jackson se tornou o responsável máximo do basquetebol dos Knicks, dissemos a propósito da tarefa que o esperava na grande maçã:

"Começando pela dificuldade: é grande. Com um plantel desequilibrado, um ataque limitado e individualista, uma defesa atroz e um treinador que parece perdido no meio disto tudo (e não parece ter o respeito e a confiança do grupo), esta equipa precisa de uma revolução completa.

Para além de difícil, vai ser também uma tarefa longa. Sem escolhas no próximo draft, com os enormes contratos de Stoudemire, Bargnani e Chandler (49 milhões entre os 3!) a consumir o espaço salarial e sem peças para usar em trocas (a única peça apetecível para outras equipas, Tim Hardaway Jr., é uma de que os Knicks não se querem desfazer), Phil Jackson não vai poder fazer grande coisa nesta offseason e terá de esperar até 2015, quando esses três contratos terminam, para fazer uma grande remodelação na equipa e poder começar a montar um candidato ao título."

Ora, o que é que o Zen Master e os Knicks, para além de escolherem os dois jogadores com os melhores nomes deste draft, fizeram nesta offseason para começar a atingir esse objectivo?

Conseguiram convencer Carmelo a renovar (124 milhões/5 anos) e retiveram assim o seu melhor jogador e a peça à volta da qual começa a construção.

Para além disso, fizeram apenas pequenos ajustes para tentar melhorar aquela equipa desequilibrada e disfuncional do ano passado, ao mesmo tempo que preparam a revolução futura.
Fizeram um upgrade a base e com Calderon arranjaram alguém bem melhor que Felton para dirigir o ataque e orquestrar o triângulo ofensivo. 
Mas fizeram um downgrade a poste. E se a defesa já era um problema no ano passado (24ª defesa), este ano sem Tyson Chandler no meio deverá ser ainda pior. Falta gente para defender (e se Calderon é um upgrade no ataque, também não ajuda muito desse lado) e a coisa não promete desse lado do campo.

A maior mudança foi mesmo no primeiro lugar do banco, de onde saiu Mike Woodson assim que Phil Jackson entrou e para onde entrou um dos aprendizes do Zen Master, Derek Fisher. Um treinador rookie, com tudo para ser um bom treinador nesta liga (conhecimento profundo do jogo, experiência de muitos anos como jogador na liga, reconhecida capacidade de liderança), mas que, como sempre, precisa de tempo para aprender a função. 

Mas tempo é o que estes Knicks têm e esperar é o que eles têm para fazer esta temporada.
Este ano expiram os grandes contratos de Bargnani e Stoudemire (11 e 23 milhões, respectivamente), assim como os de quase toda a equipa (só Carmelo, Prigioni e Calderon têm contrato garantido para além desta temporada; JR Smith tem player option e Hardaway e Larkin têm team option. E é tudo). 

No próximo Verão têm muito espaço salarial e poderão então fazer a remodelação profunda que desejam (e precisam). Este não era o ano dos Knicks fazerem alterações profundas. P'ro ano é que é. Até lá é esperar. 

Nota: 10



*a origem da palavra remonta aos colonos holandeses que se instalaram na zona onde é hoje Nova Iorque - na altura, Nova Amesterdão -, no séc. XVII. E "Knickerbockers", ou knickers, são as calças - pelo joelho - que estes colonos usavam e que, com o tempo, vieram a tornar-se um símbolo da cidade.


(a seguir: Atlantic Division - Philadelphia 76ers)

29.9.14

Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets


Continuando a análise das 30 equipas da NBA, seguimos Atlantic Division abaixo e, depois dos Celtics, vamos até à equipa que me recebeu no meu primeiro jogo da NBA ao vivo, os Brooklyn Nets:



Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets

Saídas: Paul Pierce, Shaun Livingston, Andray Blatche, Marcus Thornton, Jason Collins
Entradas: Jarret Jack, Bojan Bogdanovic, Sergei Karasev, Markel Brown (44ª escolha no draft), Cory Jefferson (60ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Deron Williams - Alan Anderson - Joe Johnson - Kevin Garnett - Brook Lopez
No Banco: Marquis Teague - Jarrett Jack - Bojan Bogdanovic - Andrei Kirilenko - Mirza Teletovic - Mason Plumlee
Treinador: saiu Jason Kidd, entrou Lionel Hollins

Balanço: Depois do all in do ano passado, os Nets chegaram a esta offseason de mãos atadas e sem qualquer flexibilidade ou espaço salarial para free agents (só em 2016, quando expiram os contratos de Deron Williams, Joe Johnson e Brook Lopez é que vão ter). E, com contratos gigantes em que ninguém vai pegar e sem qualquer peça atractiva para trocas, só lhes restava tentar manter os seus free agents (os que desejassem manter, claro) e/ou fazer pequenos ajustes. Prometia, por isso, ser um verão calmo.

Até que Jason Kidd tentou fazer um golpe de estado. Exigiu a demissão do general manager Billy King e quis acumular as funções de treinador e responsável máximo pelas decisões de basquetebol (uma posição semelhante à de Stan Van Gundy em Detroit). Saiu-lhe pela culatra o tiro e, falhado o golpe de estado, abandonou os Nets e foi treinar os Bucks (que tinham treinador... mas Kidd protagonizou outra espécie de golpe de estado e provocou a demissão de Larry Drew; mas a isso lá iremos mais pormenorizadamente quando fizermos o boletim dos Bucks).

Essa tentativa de golpe de estado de Jason Kidd, no entanto, pode ter sido o melhor que aconteceu à equipa de Brooklyn nesta offseason. Pode ter sido daqueles males que vêm por bem, porque o substituto encontrado, Lionel Hollins, é um treinador que, na nossa opinião, não só estava injustamente sem trabalho (depois de um excelente trabalho e um despedimento injusto em Memphis), como tem tudo para fazer melhor que Kidd neste lugar.

Hollins pode ser um treinador perfeito para esta equipa. Como é que os Grizzlies jogavam? Devagar, devagarinho, jogo lento, com ataques em meio campo e muito jogo a poste baixo. O que pode servir perfeitamente este grupo veterano. Acreditamos que Hollins pode retirar mais deste grupo do que Kidd conseguiria. Pelo menos uma coisa é certa, com Hollins vão treinar como deve ser:

(as palavras de Joe Johnson sobre os treinos de Kidd, a partir dos 3:48)

Já no que a mudanças de jogadores diz respeito, o Verão não lhes correu tão bem e perderam um par de peças importantes. Paul Pierce preferiu ir para Washington (onde, com razão, deve ter pensado que tinha mais hipóteses de lutar por alguma coisa) e Shaun Livingston recebeu uma oferta melhor (daquela que os Nets poderiam oferecer) de Golden State.

Para compensar a saída de Livingston conseguiram um bom base suplente em Jarrett Jack (troca com os Cavs, Marcus Thornton por Jack e Sergei Karasev), pelo que essa saída não será tão sentida. Renovaram com Alan Anderson (obrigatório depois de trocarem Marcus Thornton). E Bojan Bogdanovic (escolhido na 31ª posição no draft de 2011) vai finalmente juntar-se à equipa (e à NBA) e embora não vá substituir Paul Pierce, vai ajudar.

Sem Pierce e com alguma peças complementares novas, não estão melhores que no ano passado (ficam mesmo um pouco piores), mas Hollins pode fazer melhor que Kidd.

De qualquer forma, esta é uma equipa que já fez all in no ano passado e não correu nada como esperado. Não foram longe e ficou a ideia (a certeza?) que este grupo não tem capacidade para ir mais longe (sim, não tinham Brook Lopez, mas que Brook Lopez vamos ter este ano é também uma incógnita).

No ano passado dissemos que a janela de oportunidade deste grupo era de um ou dois anos no máximo e que a única coisa que não tinham comprado na offseason era tempo. Pois depois da temporada passada, fica a sensação que a janela de oportunidade já se fechou e que estão apenas a esgotar os cartuchos deste grupo. E é tudo o que podem fazer.

Nota: 10 pelas mudanças no plantel / 15 pela mudança de treinador


(a seguir: Atlantic Division - New York Knicks)

28.9.14

Boletim de Avaliação - Boston Celtics


A NBA que conhecíamos quando fomos de férias já não existe. O grande terramoto LeBron, os terramotos Donald Sterling, Paul George e Kevin Love e mais uma mão cheia de réplicas mudaram a paisagem da liga. Temos tanta coisa para falar sobre a offseason e sobre todos esses eventos que transformaram a geografia da NBA, que não vai dar para falar de tudo de uma vez. Por isso, vamos fazendo-o aos poucos e equipa a equipa.

Ao longo do próximo mês e até ao início da temporada regular, vamos fazer os nossos já tradicionais Boletins de Avaliação e analisar as movimentações de cada uma das 30 equipas. Começamos, como habitualmente, pela Atlantic Division e (seguindo a ordem alfabética) pelos verdes de Boston:





Boletim de Avaliação - Boston Celtics

Saídas: Jerryd Bayless, Kris Humphries, Keith Bogans
Entradas: Evan Turner, Marcus Thornton, Tyler Zeller, Marcus Smart (6ª escolha no draft), James Young (17ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Avery Bradley - Jeff Green - Brandon Bass - Kelly Olynyk
No Banco: Marcus Smart - Marcus Thornton - James Young - Evan Turner - Gerald Wallace - Jared Sullinger - Tyler Zeller
Treinador: Brad Stevens

Balanço: O que aconteceu para os lados de Boston neste Verão? Pouca coisa. A notícia que mais manchetes fez na offseason dos Celtics foi mesmo a de ontem, da lesão de Rondo e da sua ausência nas primeiras semanas da temporada regular

De resto, apenas pequenas mudanças: 
Jerryd Bayless e Kris Humphries saíram na free agency. Despacharam o contrato de Keith Bogans (para os Cavaliers, por troca com quatro jogadores que provavelmente não ficam na equipa; o único que talvez fique é Dwight Powell). Arriscaram em Evan Turner (ainda não oficializaram o contrato, mas têm acordo e, a menos que algo muito anormal aconteça, vai ser Celtic). E renovaram com Avery Bradley (32 milhões/4 anos).

Arriscam bem em Turner, porque não têm nada a perder e é uma aposta de baixo risco e alta recompensa. Mas pagaram um pouco demais por Bradley, pois não nos parece que alguém lhe fosse oferecer 8 milhões por ano (ou se calhar não, se ele continuar a evoluir e a melhorar no ataque e se tornar no jogador que eles esperam). 

No draft, seleccionaram Marcus Smart e James Young, lançando mais dúvidas sobre qual é o seu plano para o futuro. Smart e Young poderiam ser um backcourt para o futuro, se não tivessem renovado com Bradley e não dissessem que pretendem ficar com Rondo. Mas Young também pode jogar a small forward e tê-lo disponível na 17ª posição era de aproveitar. Já a escolha de Smart, só veio aumentar os rumores em torno de Rondo.

Ficam assim com uma mão cheia de jovens para desenvolver e alguns veteranos que podem ou não fazer parte dos planos da equipa no futuro. Mas continuam um work in progress. Para já, vão continuar pela segunda metade da tabela e sem ambições de playoffs ou de luta por alguma coisa.

No futuro, a questão é: esse work in progress é para onde? Para começar do zero ou para tentar reconstruir com Rondo? Para a reconstrução total, mais lenta e através do draft ou para uma reconstrução (mais rápida) através da free agency e/ou de trocas? Ou uma mistura das duas?
Vão desenvolver os jovens ou usá-los como moeda de troca por uma estrela?

Têm muitas opções em aberto, têm contratos que expiram este ano (Rondo, Thornton, Bass, Joel Anthony), têm "team options" baratas no próximo ano (Olynyk, Zeller, Sullinger), têm espaço salarial na próxima época, têm peças para trocar e têm várias escolhas em drafts futuros (8 primeiras rondas nos próximos 4 anos).

Quanto a Rondo, afirmam que querem renovar e o querem para o longo prazo. E essa é e continua a ser a maior dúvida em redor da equipa. O que fazem com ele e, consequentemente, que caminho escolhem. Com Rondo no último ano de contrato, preparem-se para a novela e para um ano de rumores em 2014-15.

Para já, não se comprometeram com nenhum dos caminhos (ou tentaram e não conseguiram). Deixam as duas opções em aberto e parecem não ter ainda decidido por qual delas vão optar. Ou se decidiram, não o dizem. É, portanto, para acompanhar e esperar pelos próximos passos de Danny Ainge. 

Entretanto, para o curto prazo e para o que a esta temporada diz respeito, não andaram nem desandaram. Isso é positivo, porque mantém as opções em aberto. Mas é negativo, porque vão passar mais um ano sem dar um passo em frente. Por isso, levam uma nota mediana, com um valor acima do 10 pela adição de mais dois jovens promissores e mais duas boas peças.

Nota: 11


(a seguir: Atlantic Division - Brooklyn Nets)

26.9.14

Passatempo Planeta Basket Store


Como dissemos ontem, vamos assinalar este nosso quarto aniversário e arrancar esta nova temporada com um belo dum passatempo. E com um belo dum prémio:


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Quatro anos!


"...para o SeteVinteCinco, uma salva de palmas!"


Uau! Parece que foi ontem que começou esta aventura e já lá vão quatro anos de SeteVinteCinco! Deixem-me aproveitar a ocasião para vos agradecer mais uma vez todas as visitas, comentários, sugestões e participações. Já o disse antes e repito: isto sem vocês não tinha a mesma piada. Obrigado e venham mais quatro anos convosco aí desse lado!

25.9.14

Not 1, not 2, not 3...


Este ano a coisa foi renhida. Muito renhida. Tivemos não um, não dois, não três, mas quatro leitores empatados no maior número de rondas certas. O Eduardo Pinto, o Bruno Kalim, o Basílio Medeiros e o Miguel Costa acertaram no vencedor de 14 das 15 rondas dos playoffs! 

Tivemos então de recorrer ao desempate e a quem acertou mais resultados das rondas para achar o vencedor do passatempo. O Bruno, infelizmente, enviou-nos apenas os vencedores das rondas e não enviou os resultados de cada uma, por isso a sua participação ficou automaticamente de fora do desempate. 

Já o Eduardo acertou em um resultado. Quanto ao Basílio, acertou em 3. E o Miguel acertou em... 3 também! Mais renhido e empatado era impossível! 14 rondas e 3 resultados certos para os dois: 



Por isso, com um empate total entre eles, temos não um, mas dois vencedores do passatempo dos playoffs de 2014: o Basílio Medeiros e o Miguel Costa! 

Parabéns aos dois, que se juntam à Helena Dias, ao Jorge Fernando Paulo, ao Flávio Coutinho (vencedores de 2011), ao Ricardo Cardoso (vencedor de 2012) e ao Jorge Duarte (vencedor de 2013) no Hall of Fame dos Nostradamus do SeteVinteCinco e levam para casa um exemplar de hoop - the american dream:



Amanhã, arrancamos para a nova temporada com um novo passatempo. Fiquem atentos!

Estamos de volta!


Estamos de regresso, pessoal, com uns retoques no logotipo, um cabeçalho renovado, um novo passatempo (que vamos anunciar amanhã) e muita pica para uma nova temporada!

Muita coisa aconteceu nestas nossas férias e muita coisa temos para falar, mas antes disso, temos de reparar a grande falta em que estamos para convosco e anunciar o vencedor do passatempo dos playoffs de 2014. Vamos fazer isso ainda hoje e anunciar o vencedor mais logo.

Depois, amanhã, para assinalar o quarto aniversário do SeteVinteCinco e para arrancar a nova temporada, vamos anunciar um novo passatempo; e, a partir de sábado, começam os Boletins de Avaliação e o balanço da offseason das 30 equipas. Vamos embora!


p.s.: e gostaram do novo look?