30.11.10

Os 10 melhores documentários de Basquetebol


Para a quadra festiva que se aproxima, a DimeMag dá-nos dez alternativas ao Sozinho em Casa e ao Música no Coração:


- Gunning For That #1 Spot (de Adam Yauch, dos Beastie Boys; acompanha oito jogadores de liceu All-American; alguns deles, como Tyreke Evans ou Michael Beasley, tornaram-se estrelas da NBA)

- Winning Time: Reggie Miller vs The New York Knicks (da série 30 for 30, da ESPN; sobre a rivalidade de Reggie Miller com os Knicks - e Spike Lee - nos anos 90)

- Soul in The Hole (documentário que acompanha uma equipa nova-iorquina, os Kenny's Kings, durante um verão, nas Summer Leagues)

-Magic and Bird: A Courtship of Rivals (a história de rivalidade entre Magic Johnson e Larry Bird, desde os tempos da universidade até à NBA; a história de dois dos melhores jogadores de sempre e da rivalidade Lakers-Celtics dos anos 80)

- Without Bias (da série 30 for 30 da ESPN, é a história de Len Bias, o jogador escolhido no nº 2 do draft de 1986; era apontado como uma futura estrela da NBA e comparado, na altura, a jogadores como Michael Jordan, mas faleceu no dia a seguir ao draft e nunca chegou a jogar na NBA)

- More Than a Game (o documentário sobre a equipa de liceu de Lebron James)

- Hooked: The Legend of Demetrius "Hook" Mitchell (a história de Demetrius Mitchell, supostamente um dos melhores jogadores dos playgrounds americanos de sempre)

- Through the Fire (acompanha Sebastian Telfair no seu último ano no liceu; Telfair era o melhor jogador de liceu dos Estados Unidos, apontado como futura estrela da NBA)

- No Crossover: The Trial of Allen Iverson (da série 30 for 30 da ESPN; a noite de 14 de Fevereiro de 1993 mudou a vida de Allen Iverson, quando se envolveu numa rixa num clube de bowling que acabou com a morte de um rapaz)

- Hoop Dreams (um trabalho épico que acompanha o percurso, e os sonhos de chegar a profissional, de dois miúdos americanos durante 5 anos de liceu)


Vejam aqui o artigo com a descrição mais detalhada de cada um dos filmes e escolham o vosso favorito. Ou, melhor ainda, vejam-nos a todos.

29.11.10

Mais um afundanço para poster


Caso tenham perdido no meio de toda a acção deste Domingo, senhoras e senhores, Russell Westbrook:


Aliens na NBA?


O que temos quando juntamos dois geeks da informática e basquetebol? Formas de apresentação estatística tão originais como esta:




Jason e Matt são irmãos e no seu blog Hoopism procuram novas formas de tratamento e apresentação de dados estatísticos. Nesta tentaram fazer corresponder categorias estatísticas a atributos físicos (mais desarmes de lançamentos correspondem a braços maiores, mais pontos correspondem a uma cabeça maior, as mãos correspondem aos roubos de bola, a boca às faltas técnicas, etc).

Vejam a fórmula completa aqui e a apresentação completa dos bonecos de cada jogador (da temporada passada), aqui.

27.11.10

Uma história sem twist no final


Era assim que todos os jogadores da NBA (e do mundo) gostavam que acabassem todas as histórias em campo. Torcer um pé a jogar basquetebol é uma história tão antiga como a história do próprio jogo e as entorses nos tornozelos são a lesão mais comum na NBA e no basquetebol em todo o mundo.
Por isso, quando uma marca diz que desenvolveu uns ténis que os previnem, merecem a nossa atenção.

Quem o afirma é a Ektio, uma nova marca de calçado para basquetebol, pensada especificamente para prevenir os entorses e lesões nos tornozelos. A apresentação contou com a presença e apadrinhamento de John Starks, ex-jogador dos Knicks.




26.11.10

O que devia Lebron fazer, parte 3


Primeiro foi o anúncio de Lebron, depois a resposta dos fãs de Cleveland e agora é a vez da mistura com um anúncio de Michael Jordan:



Parece mesmo que as palavras de His Airness foram feitas para Lebron, não parece?

25.11.10

Podemos falar da NBA? Yes we can!


Até o líder do mundo livre discute a situação dos Heat:


E se tivéssemos um presidente que gosta de basquetebol? Imaginam o nosso venerável e respeitável professor Cavaco Silva a discorrer sobre o início menos bom do Benfica na LPB? Isso é que era!

24.11.10

Kobe e MJ



No início da sua carreira, um Kobe Bryant ainda adolescente e obcecado com a ideia de ser o melhor recebeu, do nada, um telefonema que, diz, lhe mudou a vida.
Do outro lado da linha estava MJ, que viu nele o seu próprio génio obsessivo e a vontade desesperada de ser o melhor. MJ notou que, como ele, Bryant era muitas vezes incompreendido e criticado pelas suas atitudes e decidiu ligar-lhe para o aconselhar. Kobe recorda que "ele reparou que eu ouvia muita m&#%" por ser diferente" e começou a visitá-lo. Passaram depois horas e horas a conversar no seu rancho Neverland. Sim, Neverland.
Foi assim que Kobe recebeu valiosos conselhos do mais improvável dos MJs. Não Michael Jordan, não Magic Johnson, mas sim Michael Jackson.

Esta é apenas uma das curiosidades da longa entrevista que Kobe deu a Adrian Wojnarowski, da Yahoo Sports. Um retrato da sua personalidade determinada ao ponto da obsessão e do seu crescimento como jogador e como companheiro de equipa.

São tantas as citações que podia colocar aqui, tantos os comentários relevantes, tantas as frases que podia destacar que o melhor é irem ler tudo. Se não tiverem tempo agora, se o patrão já está a espreitar para ver o que estão a fazer ou o jantar já está a arrefecer, guardem, imprimam ou mandem para o mail e leiam depois. Mas leiam. Vale a pena.

No rebounds, no rings



Na última edição do Game Time, Dennis Scott analisa a estratégia defensiva dos Pacers e, do outro lado, as dificuldades defensivas dos Heat.

(Não estou a bater no ceguinho, é apenas uma análise objectiva daquilo que a equipa de Miami precisa de melhorar)

23.11.10

No pain...


Chris Bosh na conferência de imprensa, depois da derrota com os Pacers:


"Todos sabíamos que não ia ser um caminho fácil (...) e acho que não queríamos se fosse fácil..."? Mas não foi por isso que vocês se decidiram juntar? Porque pensavam que ia ser fácil?

22.11.10

Queres lançar como o Ray Allen?


Ray Allen é um dos melhores lançadores de sempre da NBA. Já marcou 2475 lançamentos de três pontos (está a 86 do recorde de Reggie Miller) e 7412 lançamentos de dois pontos ao longo da sua carreira. Podem pois imaginar os milhões que já lançou em treinos e ao longo da sua vida.
E não é só na concretização que é um dos melhores. A sua mecânica de lançamento devia vir em todas as enciclopédias ao lado da entrada "lançamento perfeito".


Em entrevista ao Boston Herald, Ray Ray dá alguns conselhos para quem quiser ter um lançamento melhor:

- imaginem uma situação de jogo e cada vez que pratiquem um lançamento façam-no como se estivessem nessa situação. Lancem em treino como lançam em jogo.

- comecem por baixo. Treinem a força da parte inferior do corpo. Para lançar bem, é preciso força nas pernas e pernas frescas até ao fim dos jogos.

- vão para a linha de lance livre. Nos lances livres trabalham a parte de cima do corpo e o momento de soltar a bola.

Os lances livres para treinar a mão, o pulso e o movimento de soltar a bola, a força nas pernas para fazer o trabalho duro. Parece fácil, não é? Agora é só repetir 10.000.000 de vezes.

21.11.10

Blake Griffin, a sequela


Eu sei que foi apenas há uma semana que coloquei um vídeo com afundanços do Blake Griffin e não me quero repetir, mas tenho de voltar ao rookie dos Clippers. Desculpem, mas com afundanços destes acho que vai tornar-se um inquilino regular do SeteVinteCinco.
Podem ver todas as dez melhores jogadas da semana, que as há muito boas, ou então podem saltar logo para o nº 2, ao minuto 1:57, e arregalar os olhos.



20.11.10

Dwight Howard e os lances livres à padeiro


Rick Barry foi um dos melhores jogadores de sempre nos lançamentos livres e tem um conselho para Dwight Howard: lança-os como eu e vais conseguir 75 a 80% de concretização.

Em entrevista ao Orlando Sentinel, o único jogador na história que foi melhor marcador na NCAA, na ABA e na NBA, que marcou mais de 25000 pontos (25279) na sua carreira e teve quatro temporadas com uma média superior a 30 pontos por jogo (23.2 na carreira), diz que o que impede o Superman de melhorar as suas percentagens da linha são... o orgulho e o ego.

E, no que toca a lances livres, temos de dar ouvidos a Barry. O antigo jogador dos Warriors e Rockets tem uma percentagem de carreira de 90% (3º melhor de sempre) e quando se retirou tinha o recorde de mais lances livres consecutivos (60) e melhor percentagem numa época (94.7%). Mas com uma particularidade: os seus lançamentos livres eram realizados duma forma que os jogadores e os fãs actuais apelidariam de ridícula e sem estilo. Eram lançados com as duas mãos e por baixo, a partir da cintura. Sim, à padeiro.
O próprio explica:




Mas, segundo ele, jogadores como Dwight Howard ou Shaq, que têm visíveis dificuldades com o lançamento normal, por cima da cabeça, poderiam ter melhores resultados com um lançamento deste tipo. Há anos que Rick Barry tenta convencer jogadores com fracas percentagens a experimentá-lo, mas a vergonha impede-os de o fazer. Shaquille O'Neal disse uma vez que "preferia ter uma percentagem negativa a lançar assim".

Portanto, o que é mais importante: a imagem ou a performance? Imaginam Dwight Howard com uma percentagem de 80%? Com os adversários a não poderem recorrer à estratégia de fazer faltas e pô-lo na linha? Seria imparável.

Para Barry, "que importa o que parece se a bola entra no cesto? (...) eu adorava trabalhar com o Dwight. O que importa é isto: ele é horrível a lançar por cima da cabeça, por isso que tem a perder?"
Vergonha, Superman? E se lhes chamares Super Lances Livres?

18.11.10

Baptiza um jogador da NBA



Agora que Shannon Brown está a jogar melhor que nunca, parece que quer aquilo que todos os grandes jogadores têm: uma alcunha. E pediu ajuda aos fãs, através da sua página do Twitter.
Se tiverem alguma sugestão, vão até lá e deixem a vossa proposta. Ele promete um prémio para o melhor.

17.11.10

Boletim de Avaliação - Central Division - Pistons

Detroit Pistons

Mais uma equipa que está uma confusão pegada e a precisar urgentemente de arrumar a casa. Parece que ainda ontem eram uma das equipas mais estáveis e bem sucedidas da NBA (com seis idas consecutivas à Final da conferência, entre 2003 e 2008, e um título em 2004), mas tiveram as duas últimas épocas para esquecer e são uma sombra desses Pistons que dominaram o Este. Com muito espaço salarial em 2009, decidiram não esperar pela afamada classe de free agents de 2010 e usaram uma grande parte desse dinheiro no verão de 2009, em Ben Gordon e Charlie Villanueva. O resultado? Bem, não foi o melhor. Este ano tinham muito que fazer.

Entradas / Saídas
Saiu Kwame Brown e entraram Greg Monroe (escolha no draft), Terrico White (escolha no draft) e Tracy McGrady.

Frontcourt
O veterano Ben Wallace, um dos sobreviventes da equipa campeã, continua a providenciar defesa, ressaltos e pouco ou nenhum ataque. Como Charlie Villanueva deverá continuar a sair do banco e Jonas Jerebko está lesionado, o jovem e inexperiente Austin Daye é a aposta para power forward. A small forward, outro dos veteranos que ainda restam da equipa campeã, o versátil Tayshaun Prince.
Dividido entre jogadores experientes, mas que já viram os melhores anos das suas carreiras e a inexperiência e menor talento de outros, é um frontcourt longe dos sólidos e duros frontcourts que os Pistons tinham.

Backcourt
O outro resistente da equipa campeã, Richard Hamilton, continua como shooting guard e Rodney Stuckey é o base que os Pistons apostam para ser o seu base nos próximos anos e um dos elementos da reconstrução futura. É um jogador forte fisicamente e bom tecnicamente, mas ainda com deficiências na organização (era originalmente um shooting guard e ainda está a aprender a posição de point guard).

Banco
Este é um dos seus pontos fortes, não pelas razões habituais, mas antes porque vários dos jogadores suplentes poderiam jogar no cinco inicial. É uma equipa com um nível de qualidade semelhante entre muitos titulares e suplentes, mas essa nivelação não é por cima. Ben Gordon e Charlie Villanueva começam no banco, mas jogam muitos minutos e estão em campo muitas vezes nos finais dos jogos. McGrady tenta ressuscitar a sua carreira e outros como Jason Maxiell e Will Bynum asseguram agressividade, luta e minutos de qualidade. Do rookie Greg Monroe esperam que reforçe o seu fragilizado frontcourt.

Treinador
Ser treinador em Detroit não é fácil, pois a exigência é sempre muita e nenhum consegue ficar muito tempo na função. O pouco conhecido e pouco carismático John Kuester tem a difícil tarefa de gerir as expectativas de jogadores veteranos e habituados a ganhar e o desenvolvimento dos jogadores jovens e terá de encontrar um difícil (impossível?) equilíbrio entre os resultados imediatos que uns esperam e a reconstrução para que outros estão apontados.

Resumo
Os Pistons estão ainda agarrados aos restos da equipa que dominou o Este e ficaram num limbo entre a reconstrução e a competitividade. Têm um grande nó para desatar: os veteranos já passaram os melhores anos da sua carreira, não fazem parte do futuro da equipa e para ganhar alguma coisa teria de ser agora, mas os jovens precisam de tempo para dsenvolver e não vão fazer uma equipa competitiva tão cedo. Por isso, os Pistons vão ter de escolher. Quanto mais cedo o fizerem, mais cedo saem desta trapalhada.
É claro que as contratações de Ben Gordon e Charlie Villanueva só ajudaram ao problema. Foi um penso rápido (e precipitado) que não ajudou nem para ganhar agora, nem para construir para o futuro. E esta offseason nada fizeram para desatar o nó.

Nota: 8


(próximo: Central Division - Indiana Pacers)

16.11.10

Do baú

A propósito dos históricos 31 pontos e 31 ressaltos de Kevin Love na passada sexta feira (um feito que já não acontecia desde 1982), recordamos aqui o último jogador que conseguiu mais de 30 pontos e 30 ressaltos num jogo, Moses Malone:


15.11.10

Boletim de Avaliação - Central Division - Cavaliers

Cleveland Cavaliers

Uma das equipas mais badaladas da offseason, mas não pelas melhores razões. Depois da eliminação precoce nas meias finais da conferência, despediram o treinador Mike Brown, para mostrar ao seu melhor jogador e pilar de toda a equipa, Lebron James, que estavam dispostos a tudo para o manter. Assistiram depois, impotentes, ao seu anúncio em directo para todo o mundo que não ia continuar na equipa. Para piorar o panorama, tinham apostado tudo na renovação de Lebron e não tinham nenhum plano B. Ficaram orfãos duma estrela e parece que vão ter de começar tudo de novo.

Entradas / Saídas
Saíram Lebron James, Zydrunas Ilgauskas, Delonte West, Sebastian Telfair e Shaquille O'Neal e entraram Ramon Sessions, Ryan Hollins, Joey Graham, Samardo Samuels (rookie, undrafted) e Christian Eyenga (rookie, escolha no draft de 2009).

Frontcourt
O jovem power forward J.J. Hickson é a aposta para algo parecido com um pilar da equipa, o poste Ryan Hollins é o melhor que conseguiram arranjar e Jamario Moon vai preencher a posição daquele-que-saiu. Ouch!

Backcourt
Quando um dos melhores jogadores e uma das maiores armas ofensivas duma equipa é Mo Williams, essa equipa não pode ser muito boa. E este ano ele vai ter de criar situações de lançamento para si e para os seus companheiros, ao invés de ficar no perímetro à espera das assistências de Lebron para atirar. Anthony Parker continua a ser um jogador útil e fiável, mas mediano.

Banco
Alguns dos suplentes do ano passado são promovidos a titulares e os suplentes do fundo do banco vão ter a oportunidade de jogar na segunda unidade. Antawn Jamison vai jogar como sexto homem para dar alguma experiência a essa segunda unidade e porque não há mais ninguém no banco que seja uma ameaça ofensiva. Anderson Varejão, Daniel Gibson e Leon Powe vão ter de deixar de ser apenas jogadores complementares e assumir mais responsabilidades. Ramon Sessions é uma das poucas boas notícias na offseason de Cleveland e pode ser o sucessor de Mo Williams.

Treinador
Byron Scott aceitou o cargo dias antes da Decisão de Lebron e passou de treinador dum candidato ao título para treinador dum dos mais fracos plantéis da NBA. Mas há um lado positivo: há tempo para construir, não há nenhuma pressão para ganhar e tudo de bom que os Cavaliers façam será visto como um grande mérito.

Resumo
Quando se perde o franchise player, 2 vezes MVP da NBA e possivelmente o melhor jogador do mundo, e não se ganha nada em troca, a offseason só pode ter sido muito má. E quando não se faz nada para prevenir a eventualidade dessa saída, as coisas só podem piorar. Apesar dos muitos erros na condução do processo por parte de Lebron e apesar da sua falta de lealdade e frontalidade com a equipa, deixar todo o futuro duma organização nas suas mãos e nada fazer, é pior que fé, é loucura.
O apuramento para os playoffs é uma miragem e é tempo de começar de novo em Cleveland.

Nota: 7


(próximo: Central Division - Detroit Pistons)

14.11.10

Um clássico

Um jogador realmente imparável não é aquele que é imprevisível e que o defesa não sabe o que ele vai fazer. Realmente imparável é quando o defesa sabe exactamente o que vai acontecer e mesmo assim não consegue impedi-lo.



13.11.10

Reforcem os cestos do Staples Center


Os Clippers (1-9) parecem destinados para mais uma época desastrosa, mas um título não lhes deve escapar: o título da equipa com os afundanços mais poderosos e espectaculares, cortesia de Blake Griffin.


12.11.10

Manual para vencer os Heat


A procissão ainda vai no adro, mas nove jogos já foram suficientes para expor várias fraquezas da equipa dos Três Super-Amigos. É claro que ainda é cedo e até aos playoffs ainda há muito tempo para corrigir erros e melhorar processos, mas estas primeiras semanas da NBA já nos deram duas receitas diferentes para bater a equipa de Miami.

A primeira foi demonstrada de forma exemplar pelos New Orleans Hornets:

- o pick and roll alto, entre o base e o poste, com penetrações constantes do base a explorar os buracos e as más rotações da defesa.

Os Hornets fizeram essa jogada durante todo o jogo e todos os ataques em meio-campo começavam invariavelmente com esse movimento. Chris Paul desmantelou a defesa dos Heat ao ritmo de 13 pontos e 19 assistências (!).
Depois de receber o bloqueio de Emeka Okafor (e às vezes de David West), Paul penetrava para o cesto e explorava várias opções, dependendo da reacção e posição dos defesas: penetrar e lançar na passada, lançar de fora, penetrar e assistir para o poste que desfaz do bloqueio, penetrar e assistir para um dos jogadores que cortam para o cesto ou penetrar e assistir para os atiradores no perímetro.
Se a ajuda não surgia (ou surgia tarde), Paul penetrava e lançava na passada. Se o jogador interior do lado contrário (Chris Bosh ou Udonis Haslem) vinha à ajuda, Paul assistia para David West. Se esse jogador ficava com West, Okafor ficava sozinho com lançamentos fáceis perto do cesto. Okafor recebeu a maior fatia das assistências de CP3 e terminou com 26 pontos, com 12-13 em lançamentos 2pts.

(Não por acaso também os Jazz venceram os Heat. Qual a sua principal arma? O pick and roll, com Deron Williams a terminar esse jogo com 21 pts e 14 assistências e Paul Milsap a marcar 46 pontos)


A segunda foi demonstrada já por duas vezes pelos Celtics, no primeiro jogo da época e novamente esta noite passada:

- bloqueios na linha de fundo, realizados pelos jogadores interiores, para libertar lançadores
- colocar a bola no poste baixo

Com os bloqueios na linha de fundo para libertar Ray Allen ou Paul Pierce, os Celtics conseguiram 56% nos lançamentos de 3 pts frente a uma equipa que tem a defesa do perímetro como um dos seus pontos mais fortes.
A maioria das equipas consegue os seus lançamentos de 3 pontos com penetrações para o cesto e assistências para fora. A defesa dos Heat é forte a defender esses movimentos porque tem jogadores como Wade e James: com tamanho e velocidade que lhes permite ir à ajuda quando há a penetração e sair novamente ao lançador quando é feita a assistência para fora.
Mas os Celtics contornaram esse ponto forte, com bloqueios dos postes na linha de fundo e movimentações laterais de Allen e Pierce. Assim prendiam James, Wade e das duas uma: ou Allen e Pierce conseguiam lançamentos sozinhos ou um dos jogadores interiores dos Heat era obrigado a sair ao lançamento, o que libertava Garnett (ou outro bloqueador) no interior.

Outra estratégia foi colocar a bola em Garnett (ou Shaq ou Glen Davis), a poste baixo, explorando a superioridade sobre Bosh (ou Joel Anthony ou Ilgaukas). Os postes de Miami, mais lentos ou menos fortes, eram batidos constantemente no um contra um e, se vinha a ajuda do poste do lado contrário, os postes dos Celtics assistiam (fizeram várias combinações poste-poste ao longo do jogo). Se a ajuda vinha do jogador do perímetro? Assistência para fora e mais um triplo dos Celtics.

E, a orquestrar tudo isto, Rajon Rondo, que operava no perímetro sem pressão e distribuía assistências a seu bel-prazer (terminou com 16).

De um lado temos um jogo muito colectivo dos Celtics (com várias possibilidades de começar as jogadas), do outro um jogo mais específico e especializado dos Hornets (sempre com o mesmo início e possibilidades em aberto a partir daí), mas ambos expõem e exploram as mesmas fraquezas dos Heat: debilidade do jogo interior e da defesa interior dos Heat e a fragilidade da posição de base.

Duas receitas diferentes, o mesmo resultado: vitória sobre Miami.

The heat is on


Paul Pierce na sua página do Twitter, depois da vitória desta noite frente aos Heat:



11.11.10

Boletim de Avaliação - Central Division - Bulls

Chicago Bulls

Ao longo da época passada trocaram vários dos seus jogadores por praticamente nada para libertar espaço salarial para a free agency de 2010. Eram uma das equipas com mais espaço salarial neste verão e entraram na corrida por James, Wade ou Bosh. Wade, natural de Chicago, era o seu alvo principal, mas mostraram que tinham um plano B quando ele decidiu continuar em Miami. Contrataram outro dos free agents mais desejados (Carlos Boozer) e vários outros jogadores que, embora da segunda linha de free agents, substituem os que saíram e podem-se revelar muito úteis nesta equipa.

Entradas / Saídas
Saíram Kirk Hinrich, Hakim Warrick, Brad Miller, Acie Law e Jannero Pargo e entraram Carlos Boozer, Ronnie Brewer, Kyle Korver, Keith Bogans, Kurt Thomas, CJ Watson, Brian Scalabrine e Omer Asik (rookie, da Turquia).

Frontcourt
Joakim Noah está a tornar-se um dos melhores postes da NBA e é um dos pilares da equipa. Muito forte na defesa e nos ressaltos, está também a melhorar ofensivamente. Boozer complementa o jogo interior com o talento ofensivo que Noah ainda não tem, dando uma necessária presença ofensiva interior ao ataque dos Bulls. Grande ressaltador também, mas não um grande defensor, algo que poderá melhorar com o especialista defensivo Tom Thibodeau.
A equipa de Chicago terá assim um dos melhores frontcourts ressaltadores da liga, com um jogador forte na defesa e outro forte no ataque.
A small forward Luol Deng procura voltar ao nível anterior depois duma época menos boa e com várias lesões em 2009-10.

Backcourt
O outro pilar da equipa está na posição de base e é Derrick Rose, que, na sua terceira época, é já uma certeza e um base All-Star, mas também ainda um projecto em curso. Com capacidades físicas fora de série e fortíssimo a penetrar para o cesto, se desenvolver um lançamento longo fiável será impossível de parar no um contra um. Para melhorar o ataque da equipa terá de movimentar mais a bola e ser melhor distribuidor e organizador.
Como shooting guard, podem jogar com Keith Bogans ou Ronnie Brewer, ambos bons defensivamente.

Banco
Adicionaram atiradores e marcadores como Korver e CJ Watson (algo que precisavam urgentemente, depois de terem sido uma das piores equipas nos lançamentos de 3 pontos), defensores como Brewer e Bogans, ressaltadores e defensores interiores como Kurt Thomas, Scalabrine e Asik (e já tinham Taj Gibson), o que lhes dá várias opções para o jogo exterior e também para o interior.

Treinador
Tom Thibodeau, depois de 20 anos como adjunto em várias equipas da NBA, tem a sua primeira oportunidade como treinador principal. Especialista defensivo, era um dos adjuntos mais respeitados da liga e o responsável pelo muro que é a defesa dos Boston Celtics. Em Chicago tem um desafio maior: melhorar um ataque que foi dos piores (apenas o 28º, com 100.8 pontos/jogo) na temporada passada.

Resumo
Os Bulls não ficaram a chorar sobre o leite derramado quando não conseguiram Dwayne Wade ou Lebron James, mostraram que tinham um plano B e não só acrescentaram mais uma peça ao núcleo de Rose e Noah, como os rodearam de jogadores úteis em áreas que a equipa precisava.
Foram uma das equipas que mais e melhor mexeu no plantel e este ano aspiram a subir na hierarquia do Este e lutar por um dos lugares de topo da conferência.

Nota: 15


(próximo: Central Division - Cleveland Cavaliers)

10.11.10

Journey to the Ring - Novo Livro de Phil Jackson


Já está à venda o novo livro de Phil Jackson, Journey to the Ring: Behind the Scenes with the 2010 NBA Champion Lakers, uma obra com fotografias do conhecido fotógrafo e Senior Director of Photography da NBA, Andrew D. Bernstein e textos de Phil Jackson.

Com belíssimas fotografias a preto e branco acompanhadas pelas palavras do treinador dos Lakers, é uma viagem aos bastidores da época de 2009-10 dos campeões Lakers, com imagens e comentários dos jogos, dos treinos, do balneário, dos momentos e rituais antes dos jogos e de momentos fora dos campos de basquetebol.





- Jackson diz que gosta de colocar a bola no poste na primeira posse de bola dos jogos, para perceber como a outra equipa vai defender contra eles. Vão defendê-lo pela frente? Vão fazer dois contra um? "Queremos adaptar-nos à sua estratégia logo desde o início."

- Jackson diz que gosta de limitar os períodos de jogo de Andrew Bynum a 8, 9 minutos de cada vez para "o manter fresco e desejoso de jogar." Um recado para a motivação do jogador?

- Jackson defende o princípio da 'linha directa': "se ninguém está entre ti e o cesto, vai em frente."

Afundanço de poster

O afundanço da noite: Bill Walker, dos Knicks. Acho que vamos ver este nas melhores jogadas deste ano.


9.11.10

Boletim de Avaliação - Atlantic Division - Raptors

Toronto Raptors

À semelhança dos Cavaliers, viram o seu melhor jogador desertar para os Heat sem receberem nada em troca. Sem Chris Bosh, com quem na verdade nunca conseguiram grandes resultados (o melhor que conseguiram foi chegar à primeira ronda dos playoffs), voltam à estaca zero. Turkoglu, depois duma temporada em que desapontou, também foi trocado e para a equipa do Canadá é tempo de começar de novo.

Entradas / Saídas
Saíram Chris Bosh, Hedo Turkoglu, Antoine Wright e Marco Belinelli e entraram Linas Kleiza, Leandro Barbosa, Ed Davis (escolha no draft), Solomon Alabi (escolha no draft), David Andersen, Julian Wright e Joey Dorsey.

Frontcourt
Bosh nunca foi conhecido pela sua defesa e a defesa interior dos Raptors era não-existente na época passada. Este ano, procuraram reforçar essa área. Linas Kleiza (que regressa à NBA depois duma época na Grécia) traz mais defesa e dureza e será uma das principais armas ofensivas também. No entanto, Andrea Bargnani, que é um poste que marca em lançamentos exteriores e pouco ressalta, continuará a ser um problema defensivo. A power forward, Ed Davis era apontado como o substituto de Bosh, mas está lesionado (só deve voltar no final do ano). Fica o lugar em aberto para Reggie Evans (bom ressaltador, mas limitado ofensivamente) ou Amir Johnson (que renovou por 35 milhões por 5 anos e é uma aposta para o futuro).

Backcourt
José Calderon deverá perder o lugar para Jarret Jack, que é melhor defensivamente, mas menos fiável na organização ofensiva (embora seja mais explosivo e melhor individualmente). DeMar DeRozan, depois duma boa primeira temporada, será um dos jogadores que será mais solicitado no ataque para compensar a ausência de Bosh.

Banco
Com Calderon e Leandro Barbosa vão ter um dos melhores backcourts suplentes da liga. O resto do banco, no entanto, é irregular e pouco fiável, com jogadores que terão alguns bons jogos (Sonny Weems e Evans ou Amir Johnson), outros que continuam sem provar o potencial apontado (Julian Wright) e outros ainda que pouco impacto terão (David Andersen, Joey Dorsey).

Treinador
Depois de acabarem a temporada anterior com a pior defesa da NBA e sem grandes contratações, Jay Triano terá de encontrar soluções dentro da equipa. Sem nenhuma estrela na equipa, a responsabilidade está nas mãos do treinador.

Resumo
Perder Bosh pode não ter sido o pior que aconteceu aos Raptors, pois com Bosh nunca foram para além da primeira ronda dos playoffs e restavam muitas dúvidas se alguma vez ele seria um franchise player capaz de levar uma equipa a voos maiores. Agora vão ter de encontrar força no colectivo, o que pode ajudá-los a defender (e jogar) melhor.
Podem melhorar colectivamente, mas no entanto, falta talento individual para aspirar aos playoffs e se conseguirem um recorde igual ao do ano passado (40-42) já é uma vitória. É tempo de reconstrução em Toronto.

Nota: 9


(próximo: Central Division - Chicago Bulls)

8.11.10

Boletim de Avaliação - Atlantic Division - 76ers

Philadelphia 76ers

Os Sixers têm passado as últimas épocas numa confusão de altos e baixos, num limbo entre a reconstrução e a tentativa de ser competitivos. Uma época competem por um lugar nos playoffs, outra ficam fora. Uma época parecem estar em ascensão e na seguinte regridem. É uma equipa perdida pela segunda metade da Conferência Este. A última temporada foi a vez da regressão (e da experiência falhada com Iverson) e ficaram fora dos playoffs. A recompensa foi a segunda escolha no draft, que usaram para seleccionar Evan Turner, um jogador que esperam ser o seu shooting guard titular no futuro.

Entradas / Saídas
Saíram Samuel Dalembert, Willie Green e Jason Smith e entraram Evan Turner (escolha no draft), Spencer Hawes, Andres Nocioni e Tony Battie, Craig Brackins (rookie, troca com os Hornets) e Darius Songaila.

Frontcourt
Perderam Dalembert e Hawes, que deverá ser o poste titular, poderá ser mais regular ofensivamente, mas não tem a mesma experiência nem a mesma capacidade defensiva e ressaltadora. Elton Brand tem sido um fracasso em Philadelphia e, este ano num ataque que o deve beneficiar mais, vai tentar recuperar os seus melhores tempos. A posição de small forward é uma das questões em aberto: Nocioni pode jogar a 3, se André Iguodala (o seu melhor jogador) jogar na sua posição mais natural de shooting guard ou podem deslocar Iguodala para 3 e jogar Turner a shooting guard. Vários problemas para resolver.

Backcourt
O seu backcourt do futuro deverá ser Turner e o jovem Jrue Holiday. Inexperientes, mas promissores, por eles passa uma grande quota de responsabilidade pelo sucesso ou insucesso dos Sixers. Mais um problema para resolver: equilibrar o desenvolvimento destes dois jogadores com a necessidade de rendimento imediato.

Banco
Várias e boas opções, tanto no jogo exterior (Louis Williams, Jason Kapono, Jodie Meeks) como no jogo interior (Thaddeus Young, Mareese Speights), mas todas com o mesmo problema: irregularidade. A julgar pela temporada passada, tanto podem ter uma noite em que fazem grandes jogos, como outros em que contribuem pouco ou nada.

Treinador
Doug Collins substitui Eddie Jordan, que fracassou redondamente na época passada. Collins nunca teve grande sucesso nas equipas que já treinou na NBA (o seu melhor resultado é uma presença na Final de Conferência com os Bulls, em 89), mas é conhecido por instalar uma mentalidade defensiva nas suas equipas, algo que os Sixers precisam. São muitas as questões de gestão da rotação dos jogadores e muitos os problemas para resolver nesta equipa, no entanto.

Resumo
Os Sixers precisam urgentemente de arrumar a casa e nesta offseason não fizeram muito para isso. Precisam de definir o que fazer com Iguodala e Turner, como equilibrar os jogadores veteranos (que têm apenas mais alguns anos para competir ao mais alto nível) com o desenvolvimento dos jovens jogadores. Como em anos anteriores, parecem perdidos entre a construção duma equipa para o futuro e a tentativa de montar uma equipa competitiva no presente. A indefinição continua.

Nota: 10


(próximo: Atlantic Division - Toronto Raptors)

7.11.10

Quem quer um anel de campeão?


Se quiserem ter um anel de campeão da NBA já não precisam de jogar basquetebol desde pequeninos, treinar durante anos e anos para ser um jogador acima da média, conseguir um lugar numa equipa da liga americana e lutar durante extenuantes temporadas para ganhar um campeonato. Agora tudo o que precisam para ter um anel é sorte.

Ron Artest está a sortear o seu anel de campeão de 2010, numa acção de sensibilização e chamada de atenção para a problemática das doenças mentais e de angariação de fundos para duas associações de luta contra as doenças mentais.

Vejam no site de Ron Artest e comprem os bilhetes para a lotaria do anel aqui.

Cada bilhete custa 2 dólares e têm de comprar um minimo de 5, o que quer dizer que por apenas 10 dólares (cerca de 7 euros) podem conseguir um anel de campeão da NBA. Quem não gostaria de ter um?

5.11.10

Mais NBA na TV


Boas notícias para os fãs portugueses da NBA:
Este ano, para além dos já habituais jogos em directo na Sport TV, temos também jogos da temporada regular em directo na NBA TV.
O ano passado a NBA TV já fazia parte da grelha da ZON, mas não tinha os direitos de transmissão dos jogos em directo (à hora dos mesmos eram colocados jogos clássicos e de épocas anteriores). Mas este ano a ZON tem acordo para transmitir o sinal do canal ao vivo. São mais 7 jogos em directo por semana (diferentes dos transmitidos pela Sport TV) incluindo doubleheaders. É uma barrigada de NBA todos os dias.

Chris Paul e o ataque dos Hornets


Uma das surpresas deste início de época, os invictos Hornets (4-0), recebem os Heat esta noite.
Um dos melhores bases da liga, especialista no pick and roll e no desmantelamento de defesas adversárias, enfrenta aquela que tem sido a melhor defesa.
Uma oportunidade para a ESPN fazer uma interessante análise das movimentações ofensivas de Chris Paul e dos Hornets e daquilo que espera a defesa de Miami.

4.11.10

No I in TEAM


Kevin Durant continua, aos 21 anos, a dar lições de maturidade, companheirismo e espírito de equipa. Mais um exemplo de humildade de Durantula:

Convidado pela Sports Illustrated para aparecer na capa da revista, disse que não queria aparecer sozinho, mas antes com alguns colegas de equipa. Sugeriram-lhe Jeff Green e Russel Westbrook. Mas Kevin disse que não, que preferia Nenad Krstic e Thabo Sefolosha (os dois elementos menos mediáticos e menos conhecidos do cinco inicial dos Thunder).
Nas suas palavras, "por alguma razão, as pessoas não sabem tanto sobre eles (...) não falam tanto sobre eles, mas eles têm um papel na equipa. São jogadores que precisamos de ter nesta equipa, por isso quero que toda a gente saiba como são importantes para nós e que grandes companheiros de equipa eles são. Foi uma oportunidade de expressar a minha opinião e fico contente que a Sports Illustrated os tenha posto na capa comigo." Que senhor jogador.


3.11.10

Boletim de Avaliação - Atlantic Division - Knicks

New York Knicks

Os Knicks estiveram dois anos à espera desta offseason. Todas as trocas e dispensas que fizeram nas últimas duas temporadas foram a pensar na free agency de 2010 e os seus fãs aguentaram dois anos de mediocridade com a possibilidade de conseguirem o maior free agent de todos, Lebron James. Eram a equipa com mais espaço salarial e tinham espaço para dois contratos máximos. Os fãs sonhavam com James e Wade, James e Bosh ou Wade e Bosh com a camisola dos Knickerbockers. No fim, não conseguiram atrair nenhum deles para a Big Apple e tiveram de se contentar com o prémio de consolação, Amar'e Stoudemire e Raymond Felton. Terão os Knicks ficado mais perto da relevância ou foi um grande balde de água fria?

Entradas / Saídas
Saíram Chris Duhon, David Lee, Sergio Rodriguez, Al Harrington, Eddie House e Tracy McGrady e entraram Amar'e Stoudemire, Raymond Felton, Timofey Mosgov, Ronny Turiaf, Anthony Randolph, Kellena Azubuike, Jerome Jordan, Roger Mason, Andy Rautins (escolha na 2ª ronda do draft) e Landry Fields (escolha na 2ª ronda do draft).

Frontcourt
Stoudemire vai ter de responder às duvidas sobre se é um power forward de elite ou sobrevalorizado por jogar ao lado de Steve Nash. Garante mais de 20 pontos por noite, mas não é um grande ressaltador nem defensor. É, no entanto, o melhor jogador dos Knicks. Depois podem optar por um equipa mais baixa, com Stoudemire a poste e Randolph a power forward (depois de 2 anos decepcionantes nos Warriors, vai ter uma nova oportunidade de confirmar o talento que lhe apontam) ou uma equipa mais clássica com Stoudemire a power forward e Timofey Mosgov a poste (o russo é grande e forte, mas uma incógnita a este nível). A small forward, o italiano Danilo Gallinari é o melhor atirador da equipa e um dos jovens com mais potencial.

Backcourt
Raymond Felton é um base seguro e um upgrade em relação a Chris Duhon, mas restam dúvidas se será bom para o sistema de transições rápidas de Mike D'Antoni. Wilson Chadler é outro jovem com potencial e, junto com Gallinari, uma das melhores apostas para o futuro.

Banco
Jovem e inexperiente. Os Knicks mudaram praticamente toda a equipa e ainda não têm um grupo com rotações definidas. D'Antoni, conhecido por utilizar poucos jogadores, tem algumas boas opções no banco em Turiaf, Azubuike, Roger Mason e Randolph ou Mosgov e não utilizará muitos mais, provavelmente.

Treinador
A carta branca de Mike D'Antoni chegou ao fim e é tempo de começar a construir uma equipa. Ainda não tem um plantel para atacar os lugares de topo, mas já tem as primeiras peças.

Resumo
Esventraram a equipa que tinham (não se perdeu muito também) e Gallinari e Chandler foram os únicos jogadores que guardaram para o futuro. A equipa, competitivamente, estava em suspenso até esta free agency, mas agora essa desculpa acabou. Apesar de não terem conseguido os free agents que queriam, conseguiram adicionar algumas peças a estes dois jovens e manter flexibilidade para o futuro (ainda têm espaço salarial e com o fim do contrato de Eddy Curry no fim da época vão ter mais. Vão tentar adicionar mais uma estrela e Carmelo é o alvo preferido). Esta offseason pode ter sido o começo, mas a nota fica congelada até vermos do quê. O seu trabalho ainda está a meio.

Nota: 10


(próximo: Atlantic Division - Philadelphia 76ers)

2.11.10

O (outro) MVP dos Lakers


Os Lakers são a equipa de Kobe Bryant. Nenhuma discussão aí. Ou não?

Kobe é o líder, o melhor marcador, a maior ameaça e o jogador a quem que as equipas adversárias têm de se adaptar e fazer dois contra um, logo provocando os maiores desequilibrios. Nas últimas três temporadas (em que os Lakers foram a três Finais consecutivas), o Black Mamba tem médias de 27.3 pts, 5.6 res, 5.1 ass, 1.7 roubos bola, com 46% nos lançamentos de campo, 34.7% nos lanç. 3 pontos e 83.5% nos lanç. livres. Kobe Bryant é o franchise player, o jogador à volta do qual a equipa californiana foi montada.

Mas outro jogador tem sido o melhor jogador dos Lakers nos três primeiros jogos da época. 25.3 pts, 10.3 res e 5 ass, com 52.5% nos lanç. de campo. São os números de Pau Gasol na primeira semana da competição. Nesses jogos vimos um Kobe Bryant mais disposto a partilhar a bola e a deferir mais para os seus parceiros. Pode ser sinal de maior maturidade ou por o seu o joelho não estar ainda a 100%. Mas como consequência disso, Pau tem recebido mais vezes a bola, tem sido mais vezes o iniciador de ataques a partir da posição de poste baixo e poste alto. Embora a amostra de jogos seja ainda pequena, Gasol tem mais pontos por jogo e mais lançamentos tentados que Bryant (25.3 - 24 e 40-39).
E pelas declarações deste último no final do jogo com os Suns, não parece ser por acaso, mas antes algo intencional. KB24 disse que "este ano é um bocadinho diferente, porque a nossa segunda unidade, com quem ele está em campo muitas vezes, o Steve (Blake) e o Matt (Barnes), são jogadores que pensam primeiro em passar e ele vai receber muitas bolas com esse grupo, ao contrário do ano passado em que se esqueciam dele. (...) Com este grupo, são jogadores que executam o ataque e focam-se em fazer-lhe chegar a bola." O resultado está à vista.



E, apesar desta temporada ainda ir no adro e ser ainda cedo para balanços, Pau parece finalmente estar a ter o reconhecimento que no passado tem faltado.
Apelidado de "macio" nas primeiras duas temporadas com os Lakers e muitas vezes criticado por não ter um jogo tão duro como outros power forwards, o espanhol foi mais do que uma peça fundamental nos dois títulos de campeões, foi A peça fundamental.

Desde que chegou aos Lakers foram a três Finais consecutivas e ganharam as duas últimas. Kobe é o melhor jogador, mas foi Gasol que deu aos Lakers a necessária alternativa ofensiva para vencer as defesas adversárias.
Um power forward versátil, com excelente fundamentos a poste baixo, um bom lançamento de meia (e quase longa) distância e bom passador (um dos melhores passadores, se não o melhor, entre os jogadores interiores). É o protótipo do jogador interior para o triângulo ofensivo de Phil Jackson. O próprio Jackson já afirmou que Gasol é o melhor jogador interior que já treinou e que o espanhol foi feito para jogar o triângulo.
Kobe provoca mais desequilibrios à equipa adversária, mas para o fazer, saía muitas vezes do sistema, quebrando a movimentação do triângulo e indo para uma movimentação individual. Gasol consegue os seus lançamentos e pontos dentro do sistema, em movimentações dentro do triângulo e sem forçar os lançamentos. Ao não quebrar a movimentação consegue também muitas assistências para companheiros que cortam e/ou abrem. Sem Gasol o ataque californiano fica mais previsível e unidimensional.
Também no plano físico melhorou e consegue cada vez mais pontos através de ressaltos ofensivos e tapinhas a lançamentos de colegas (3.7 ress ofensivos/jogo em 2009-2010, líder da equipa).
Do outro lado do campo é onde ele é mais vezes injustamente subvalorizado, pois como nos provam os números é um pilar da defesa dos Lakers. Foi o seu líder nos desarmes de lançamentos em 2009-2010 (1.7/jogo), nos ressaltos defensivos e no total de ressaltos (7.6 e 11.3, respectivamente).



E não pode haver maior elogio que o próprio Kobe a colocá-lo ao mesmo nível dele. Ainda no final do jogo com os Suns, em que a equipa de Phoenix esteve sempre atrás e a tentar sempre aproximar-se no marcador, Bryant disse que tinham "muita sorte por ter dois tipos que conseguem quebrar o momentum, eu e o Pau. Sempre que eles se aproximavam, íamos para um de nós e conseguiamos marcar. (...) Podemos ir para ele. Sempre que precisamos dum cesto vamos para ele, ele está sempre lá."
Os Lakers são a equipa de Kobe Bryant e Pau Gasol. Más notícias para os adversários.