30.4.12

Grelha Playoffs 2012 - Agora é a nossa vez


À excepção da infeliz lesão de Derrick Rose (e não importa se são fãs dos Bulls ou não, perder um jogador destes é sempre lamentável), estes playoffs não podiam ter começado melhor. Ainda só tivemos os primeiros jogos da cada série, mas as coisas já estão bem animadas. 

Do truque que os Magic tiraram da cartola em Indiana aos 10 desarmes de Bynum, da quase-surpresa dos Mavs em OKC (ficaram apenas a um chouriço de Durant de ganhar o jogo) à recuperação histórica dos Clippers em Memphis, da expulsão de Rondo à grande exibição de Tony Parker, não têm faltado momentos emocionantes ao que temos até agora de playoffs. Tudo parece poder acontecer. O que torna a tarefa de prever o que vai, de facto, acontecer daqui para a frente quase impossível.

Mas foi isso mesmo que vocês tiveram de fazer e tivemos dezenas de participações no passatempo. Este ano mais que dobrámos as 40 participações do ano passado e até ao fim do dia de ontem, recebemos o já simpático número de 89 participações. Resta-me desejar boa sorte a todos. E resta-me também, à semelhança da edição de 2011, revelar a minha grelha e as minhas previsões. E aqui estão elas:



Vamos lá a umas notas e justificações, antes de começarem a enxovalhar os meus poderes premonitórios:

Spurs all the way? Sim. São a equipa mais profunda da liga e chegam aos playoffs como não chegavam há alguns anos: frescos. A experiência está lá, o talento está lá, o banco está lá, o melhor treinador está lá e este ano as pernas parecem estar lá também. 

Os Grizzlies passam os Clippers? Sim, apesar do choque de ontem, vão recuperar do desgosto, aprender a lição e se jogarem o seu normal vão mostrar que são melhor equipa que os Clippers (sorry, CP3, adoro-te, mas acho que este ano ainda não estão preparados para voos mais altos). Mas, na segunda ronda, os Spurs vão vingar-se do ano passado.

Lakers x OKC? Essa é a surpresa do Oeste. Os velhotes (e o jovem Bynum) vão chocar o mundo e eliminar os favoritos Thunder. Artest, perdão, World Peace, regressa da suspensão nessa série e, como podemos calcular, vai ser uma série quente. E a pressão e as emoções à flor da pele vão ser a perdição dos jovens Thunder. 

Depois, Lakers x Spurs na final de conferência... vai ser renhido e apesar de desejar uma vitória dos angelinos, acho que os Spurs continuam a caminhada.

Indo agora até ao outro lado:

Os Heat chegam sem grandes dificuldades até à final de conferência e só aí é que vão encontrar oposição feroz dos... Bulls. Sim, mesmo sem Rose continuam com uma das melhores equipas do Este e chega para ir até à final da conferência. Mas, sem Rose, não dá para mais e não dá para vencer os Heat.

Pacers x Magic? Indiana não vai ter muitos jogos a jogar tão mal com oeste primeiro e basta-lhes jogar o normal para os Magic não repetirem a gracinha.

E finalmente, Boston x Atlanta. A grelha foi feita ontem, antes da expulsão (e possível suspensão de Rondo) e por isso não a mudei. Mas mesmo com a expulsão e mesmo que Rondo seja castigado e não jogue no jogo dois, isso vai avivar o fogo e a garra dos Celtics e carregá-los até à segunda ronda. Vai ser muito duro e pode ir ao sétimo jogo, mas pode acontecer. Só que depois, chegam esgotados à série com os Bulls e estes, mesmo sem Rose, tiram partido disso.

Pronto, agora é esperar até Junho e ver quem é o Nostradamus da NBA.

29.4.12

Uma grande temporada


No dia de Natal, quando tivemos a bola ao ar na temporada, muitas pessoas perguntavam-se que temporada íamos ter. Devido ao lockout e ao braço de ferro entre os jogadores e os donos das equipas, a temporada regular começava quase dois meses atrasada e por isso, em vez dos habituais 82, teria apenas 66 jogos. E, para os playoffs começarem a tempo, esses 66 jogos teriam de ser concentrados em apenas quatro meses. Haveriam, por isso, mais jogos em menos dias, mais jornadas duplas e triplas e menos tempo de descanso entre jogos. Para além disso, o tempo de preparação para a temporada também tinha sido menor, com apenas duas semanas de training camp.

Por isso, receava-se que a qualidade de jogo fosse afectada. Que com tantos jogos e tão pouco tempo de preparação, tivéssemos uma temporada com piores jogos, piores percentagens de lançamento e equipas a jogarem mal (como aconteceu em 99). O lockout tinha terminado e a temporada tinha sido salva, mas que temporada íamos ter?

A lealdade e a paciência dos fãs também tinha sido testada. O lockout tinha desiludido muitos deles e a NBA queria reparar os danos que a sua imagem tinha sofrido. Por isso, para contrariar os receios sobre a qualidade desta época e para recuperar o entusiasmo que a época de 2010-11 tinha despertado, a liga precisava que esta temporada reduzida fosse uma grande temporada. Pois parece que o desejo da liga está a realizar-se.


Apesar das equipas terem sido mais irregulares nas exibições (tivemos equipas a ganhar por 20 numa noite e perder por 20 na noite seguinte) e apesar do esforço intenso destes 66-jogos-em-quatro-meses ter deixado marcas em muitos jogadores (ou, se calhar, por causa disso também), esta acabou por ser uma excelente temporada regular. Tivemos grandes jogos e grandes momentos nestes quatro meses. 

O mundo conheceu a Linsanidade, os Knicks voltaram às luzes da ribalta, Paul Pierce passou Larry Bird e tornou-se o segundo melhor marcador de sempre dos Celtics, Chris Paul liderou o regresso dos Clippers à relevância (e aos playoffs) e Gerald Green mostrou-nos que consegue saltar. Tom Thibodeau e os Bulls deram um recital de garra e jogo colectivo ao longo de todo o ano. Os Spurs resistiram à passagem do tempo e mantiveram-se no topo (e Tony Parker foi fantástico ao longo de toda a temporada). Lebron fez umas das melhores épocas estatísticas da história, Griffin continuou a fazer cair queixos e a deixar fãs boquiabertos, Ricky Rubio e a sua visão de jogo sobre-humana deslumbraram. Tivemos drama em Orlando. Novela (ou reality show?) em Dallas. Sucesso em OKC e mediocridade histórica em Charlotte. E podíamos continuar. Tantos momentos memoráveis que tivemos nestes quatro meses.

Foi uma temporada regular tão bem sucedida que muitos sugeriram continuar a fazer 66 jogos no futuro (a liga já disse que está fora de questão!). Tivemos emoção na luta pelos primeiros lugares e emoção na luta pelos playoffs. Tivemos a continuação da ascensão de equipas jovens (como os Thunder, os Bulls ou os Grizzlies), o início da ascensão de novas equipas (como os Clippers, os Pacers e os Wolves - até à lesão de Rubio) e as equipas veteranas (como os Lakers, os Celtics, os Spurs e os Mavs) a lutar para se manterem no topo. 

Como prevíamos em Dezembro, a nota dominante da temporada foi a nova geração de jogadores e equipas jovens em ascensão a tentar tomar de assalto o topo e a geração anterior a dar luta até ao fim.  Só depois dos playoffs é que vamos saber como termina esta história. Só em Junho saberemos se é uma temporada de mudança da guarda ou se a velha guarda mantém o reinado por mais um ano. Mas para já, a primeira metade dessa luta não podia ter sido melhor. A NBA queria uma grande temporada. Pois até agora é isso que está a ter. 



(os playoffs, entretanto, já começaram e não podiam ter começado com piores notícias para os Bulls. Ganharam o primeiro jogo da série, mas Derrick Rose sofreu uma ruptura de ligamentos no joelho mesmo no final da partida e não joga mais esta temporada.)


27.4.12

Grelha Playoffs 2012


E pronto, chegámos ao fim da temporada regular. Agora venham os palpites para o passatempo! Podem enviá-los até ao fim de domingo, dia 29 (são válidas as participações recebidas até às 24:00 de domingo, hora de Portugal Continental). Aqui fica a grelha completa dos playoffs:



26.4.12

E o Defensor do Ano é...


A um dia do fim da temporada regular já temos definidas as 16 equipas que vão disputar os playoffs. Na noite de terça para quarta, no jogo entre as duas equipas que lutavam pela oitava e última vaga do Oeste, os Jazz ganharam aos Suns e asseguraram o 8º lugar. A Este já estavam os oito lugares decididos e assim, resta apenas saber as posições finais das equipas. Também aqui já está tudo bastante definido, mas nos jogos que faltam ainda podem haver umas mudanças (a Este, Celtics e Hawks lutam pelo 4º lugar e Knicks e Sixers lutam pelo 7º; a Oeste, Clippers e Grizzlies lutam pelo 4º lugar e Mavs e Nuggets lutam pelo 6º lugar).

Amanhã já sabemos o posicionamento final de cada conferência e os emparelhamentos para os playoffs. Resta, portanto, esperar pela manhã de sexta feira para poderem começar a enviar os vossos palpites para os playoffs. E a nós resta-nos dizer quem é o nosso Defensor do Ano para encerrar as escolhas para os prémios da temporada.

Este é um prémio que tem sido dominado nos últimos anos por Dwight Howard. O (por enquanto?) poste dos Magic não só levou o troféu para casa nas últimas três temporadas, como este parecia um troféu que poderia ser seu por muito tempo. Como já dissemos aqui antes, nenhum jogador consegue ter o impacto que Howard tem na metade defensiva e nenhum jogador obriga uma equipa a mudar o plano de jogo como ele. Normalmente, é na defesa que as equipas adaptam o plano de jogo consoante o adversário, montando um plano defensivo para os jogadores que vão enfrentar. Mas a presença de Howard na defesa obriga muitas vezes as equipas a mudar também os seus esquemas ofensivos. E esse é um impacto que muito poucos jogadores conseguem ter.

Por isso, este é, tanto como um troféu para algum outro jogador ganhar, um troféu para Howard perder. E foi isso mesmo que aconteceu este ano.

E perde-o não por a sua produção e números individuais terem baixado, mas porque essa produção não contribuiu tanto para a vitórias da equipa como antes e também porque perdeu muito do factor de intimidação que tinha. Apesar de toda a novela à sua volta, Howard fez mais uma boa temporada e as suas estatísticas individuais pouco se ressentiram disso. Terminou dentro da sua média de pontos dos últimos quatro anos (20.6), foi o melhor ressaltador da liga (14.5) e baixou apenas ligeiramente a média de desarmes de lançamento (de 2.4 para 2.1).

Mas esses números não significaram o mesmo para a equipa que antes. Nas Defensive Win Shares (uma estimativa do número de vitórias para que o jogador contribuiu com a sua defesa e uma categoria que Howard liderou nas quatro temporadas anteriores) baixou de 7.7 para 4.5 e nas Win Shares (uma estimativa do número de vitórias para que um jogador contribuiu) desceu vertiginosamente de 14.4 para metade, 7.7. E se contribuiu menos para as vitórias da equipa, isso significa que contribuiu menos na defesa, pois era onde ele contribuía mais.

Perdeu também algum do seu factor de intimidação. Focado e em sintonia com a equipa, Howard era uma força no meio e os adversários pensavam duas vezes antes de penetrar para o cesto. Mas este ano, os Magic não tinham essa aura de intransponibilidade e esse respeito dos adversários. Pode ter sido mais responsabilidade das distracções fora do campo que do desempenho em campo, mas o facto é que essa vantagem psicológica não esteve lá como antes.


E na defesa, esses factores intangíveis e inquantificáveis são tão importantes como as estatísticas. Para além daquilo que um defesa é capaz de fazer, conta muito também aquilo que os adversários temem que ele faça e aquilo que os adversários mudam no seu jogo com medo do que o defesa pode fazer. E esta temporada quem substituiu Howard nesse papel e quem ganhou essa dimensão no seu jogo foi Serge Ibaka. E é por isso que o power forward dos Thunder é o nosso Defensor do Ano.

Ibaka foi o melhor da liga nos desarmes de lançamento totais (3.6/jogo, uma subida de mais de um dos 2.4 na época anterior e nos mesmos 27 minutos/jogo), na percentagem de desarmes de lançamento (nos minutos que esteve em campo, bloqueou 9.8% dos lançamentos adversários) e ganhou o factor de intimidação que falávamos. Com Ibaka em campo, os adversários tinham de estar sempre preocupados com ele quando entravam para o cesto e, para além dos lançamentos que desarmou, teve muitos outros em que obrigou os oponentes a lançar mal ou a mudar a trajectória do lançamento para evitar o desarme. A defesa tem tanto de vantagem física e táctica sobre o adversário como de vantagem psicológica e Ibaka este ano teve as duas.

24.4.12

As piores jogadas do ano


Já falámos dos melhores do ano nas nossas escolhas para os prémios individuais da temporada regular. Hoje vamos até ao outro extremo. Antes de revelarmos a escolha para Melhor Defensor do Ano (já lá vamos), fiquem com as piores e mais caricatas jogadas do ano:


(via Bola Presa)

22.4.12

Passatempo NBA PLAYOFFS 2012


Muitos de vocês já andavam a perguntar por ele e ele aqui está. Depois do sucesso do nosso passatempo NBA Playoffs 2011, aqui temos a edição de 2012. E à semelhança da temporada passada, é muito simples participar: só têm de enviar as vossas previsões para todas as rondas dos playoffs, até às Finais, e quem acertar em todas (ou, se ninguém acertar em todas, quem acertar no maior número de rondas), ganha.

E qual é o prémio deste ano? Esta fantástica caixa de 6 DVDs do Michael Jordan:


São mais de 900 minutos de basquetebol nesta edição de coleccionador de Ultimate Jordan, que reúne os cinco documentários do melhor de todos os tempos (Come Fly With Me, Michael Jordan's Playground, Air Time, Above and Beyond e His Airness), cinco dos seus jogos históricos (os 63 pontos com os Celtics, os 69 com os Cavs, os 55 no jogo 4 das Finais de 93, o jogo da gripe e o seu último jogo pelos Bulls, o sexto das Finais de 98) e mais uma mão cheia de extras.

Vamos lá então aos pormenores: a temporada regular termina esta quinta-feira, dia 26. A partir daí e até domingo, dia 29, podem enviar as vossas grelhas com os vencedores de todas as rondas. Depois é só esperar até ao final dos playoffs e ver quem é o grande vencedor (ou vencedores).

Enviem os vossos palpites para o nosso email (setevintecinco@gmail.com) e não se esqueçam de indicar o nome que têm no vosso perfil do Facebook ou do Google, para vos podermos identificar como seguidores da nossa página (e se ainda não são seguidores do SeteVinteCinco, não se esqueçam de o fazer para poder participar).

Em 2011, a Helena Dias, o Jorge Fernando Paulo e o Flávio Coutinho foram os campeões. Quem levará o título este ano?

20.4.12

E há 26 anos, Deus disfarçou-se de Michael Jordan:




(os 63 pontos de Jordan neste dia 20 de Abril de 1986 mantêm-se até hoje como o máximo de pontos marcados nos playoffs por um jogador)

E o jogador que mais evoluiu é...


Já partilhámos aqui as nossas escolhas para os principais prémios individuais da temporada. Como dissemos nesse artigo, por nós, Lebron leva para casa o seu terceiro MVP, Tom Thibodeau é o primeiro treinador na história da NBA a ser Treinador do Ano duas vezes consecutivas, James Harden é de longe o Melhor Sexto Homem e Kyrie Irving é o Melhor Rookie.

Faltam as escolhas para o Most Improved Player (ainda ando a pensar na melhor tradução para este, o Jogador que Mais Evoluiu, Jogador Mais Melhorado do Ano?) e para o Defensor do Ano. Hoje, aqui fica a nossa escolha para o Most Improved (vamos continuar a chamá-lo assim, para já).

A escolha não é fácil. Antes de mais, porque este é o mais subjectivo e o mais complicado de avaliar de todos os prémios individuais. É certo que todos têm a sua dose de subjectividade, mas enquanto os critérios de todos os outros são mais facéis de definir, o prémio para o jogador que mais evoluiu tem dois aspectos que o tornam diferente dos outros. 

Primeiro, é um prémio que parece reservado apenas a jogadores jovens em ascensão ou a jogadores menos conhecidos (pelo menos, menos conhecidos até o ganharem). Se forem um jogador já num patamar elevado ou já uma estrela, dificilmente o ganham, mesmo que façam uma temporada muito melhor que a anterior. Kevin Love, que o ganhou no ano passado, podia dobrar os seus números que não ganharia. É como se este fosse um nível que ele já passou. Lebron James podia marcar 40 pontos por jogo que não ganhava. Para a NBA, parece que jogadores como ele já estão para lá deste prémio.

Ora, a mensagem que isso passa aos jovens praticantes por todo o mundo é que quando se chega a um determinado nível já se pode parar de melhorar. Que o progresso é só até se tornarem estrelas. Mas mesmo aí não só é possível continuar a melhorar, como os melhores jogadores de sempre foram aqueles que o fizeram.

Outro aspecto que levanta sempre questões é o tempo de utilização. Um jogador que passa de não jogar ou jogar 5 minutos por jogo para jogar 30 minutos, vai, inevitavelmente, melhorar os seus números. Mas será que evoluiu realmente o seu jogo e tornou-se melhor jogador? Ou foi apenas o mesmo jogador mas com mais tempo em campo?

É por isso que, para evitar essa subjectividade, este prémio devia ser para o jogador (qualquer jogador) que, de facto, melhorou mais o seu jogo. Aquele que aumentou o seu arsenal ofensivo e/ou defensivo, que lança melhor que antes, que passa melhor que antes, que defende melhor que antes, que é melhor jogador que antes. Um jogador cuja melhoria estatística seja consequência do progresso técnico e táctico e não apenas de mais minutos de jogo. 

E é por isso que temos de concordar com Mike Prada quando ele diz que o Most Improved Player é Kevin Durant


O jogador dos Thunder tem números semelhantes aos da temporada passada, mas é um jogador melhor que antes. Joga os mesmos minutos e marca os mesmos pontos, mas fá-lo de forma mais eficiente e inteligente. Posiciona-se melhor em campo, faz melhores cortes, recebe bolas em melhores posições e, como consequência, tem melhor percentagem de lançamento (46% para 50%). E melhorou muito no envolvimento dos companheiros. Melhorou nos ressaltos e está muito melhor no passe e nas assistências (este é, de longe, o aspecto do jogo onde o progresso foi maior). Antes as defesas podiam concentrar-se unicamente em pará-lo que ele não era um bom distribuidor de jogo. Mas agora, quando o conseguem parar, ele distribui jogo e encontra os companheiros em melhor posição. Já não é só uma ameaça para finalizar, mas também para iniciar ataques. 

E melhorou também na defesa. Não é um defensor de elite, nem vai ganhar o defensor do ano nos próximos tempos, mas melhorou nesse lado do campo e não é um ponto fraco na defesa da equipa como já foi no passado.

Antes Durant era um marcador de pontos com fraquezas no seu jogo. Agora é um marcador de pontos sem fraquezas no jogo. Durant já era um dos melhores jogadores da liga. Mas trabalhou nos pontos fracos do seu jogo e melhorou-os. E isso, num mundo onde tantos se encostam quando chegam ao topo, é digno de reconhecimento.

18.4.12

Botas e bolinhos


Ainda a propósito de velas e aniversários, porquê ficar pelo bolo de basquetebol que já mostrámos aqui, porque não pedir também um bolo-bota nos anos? Como este...

Descubram as diferenças

ou como este com que um amigo de Dwyane Wade o surpreendeu na sua festa de anos...





ou ainda como este que este tipo nem queria acreditar ter recebido:



Agora só têm de dizer aos vossos amigos ou às vossas caras-metades, quando se aproximar o vosso aniversário, como quem não quer a coisa, "eh pá, vi uns bolos de aniversário mesmo fixes..."

16.4.12

38387 velas


Uma por cada ponto marcado por este senhor que faz anos hoje, o jogador com mais pontos marcados na história da NBA, o dono do lançamento mais imparável (e icónico) de sempre...



(é, de facto, uma pena que o sky hook tenha caído em desuso e que os postes de hoje não o treinem e não o usem no seu arsenal. Valeu mais de 38000 pontos a este homem, por isso, se calhar não era má ideia)

...e o Guardião do Quinto Andar:



O meu nome é Michael Jordan


Já pensaram como seria se tivessem o mesmo nome do melhor jogador de todos os tempos? O novo anúncio da ESPN mostra o que aconteceria:



15.4.12

Os prémios da temporada


O fim da temporada regular está aí já ao virar da esquina, por isso, é hora de balanços e previsões. Na pausa do All Star fizemos o nosso balanço da meia temporada e revelámos quem, até  ali, ia na frente para levar os principais prémios individuais para casa. Vamos lá ver se alguma coisa mudou desde aí. Aqui ficam as nossas escolhas para esses prémios da temporada:

Rookie do Ano
Curiosamente (e infelizmente), nenhum dos dois candidatos que falámos em Fevereiro está neste momento a jogar. Tanto Rubio como Irving estão lesionados, o espanhol desde o início de Março e o base dos Cavs desde o início deste mês. É uma pena que ambos estejam de fora, pois ambos estavam a fazer uma óptima temporada e os melhores momentos de basquetebol entre os jogadores de primeiro ano eram deles. Como referimos na altura, estava a ser uma corrida interessante pelo prémio e é uma pena que essa luta tenha sido cortada pelas lesões. No entanto, apesar de ambos verem a temporada encurtada por lesões, continuam a ser os melhores rookies deste ano e aquele que ia à frente em Fevereiro continua a ser o melhor da temporada. Por isso, prémio para Kyrie Irving.


Melhor Sexto Homem
Também aqui a segunda metade da temporada não trouxe mudanças. James Harden era, até ao All Star, o melhor jogador não-titular da NBA e continua a sê-lo. O shooting guard dos Thunder seria a estrela em muitas equipas da NBA e é, sem dúvida, o melhor suplente da liga.


Treinador do Ano
Neste, os últimos meses da temporada regular trouxeram mudanças. Se em Fevereiro a luta pelo prémio estava renhida entre Doug Collins e Gregg Popovich, o primeiro saiu da corrida depois das últimas semanas desapontantes dos Sixers. Como falámos no artigo sobre a queda livre da equipa de Philadelphia, parece que Doug Collins perdeu a atenção dos seus jogadores, os resultados têm sido desastrosos nos últimos tempos e as suas chances de ganhar o Treinador do Ano foram por água abaixo. Popovich, esse, está mais que nunca na corrida. Os seus Spurs ascenderam ao primeiro lugar da conferência (empatados com so Thunder) e são um dos maiores candidatos (o maior?) a Oeste.
Mas temos um novo concorrente na luta. Um que mantém a sua equipa no topo, com o melhor recorde da liga, apesar de várias semanas sem o seu melhor jogador. Falamos de Tom Thibodeau, claro. Os Bulls continuam a ter a melhor defesa, estão a jogar no ataque de forma mais colectiva que nunca e Thibodeau merece ser o primeiro treinador a ganhar o prémio dois anos seguidos. 
Se, em Fevereiro, demos a vantagem a Collins sobre Popovich por uma unha, agora o timoneiro dos Spurs volta a ficar atrás. Por uma unha, mas prémio para Thibs.


MVP
E, por fim, uma das lutas que tem animado a temporada. Em Fevereiro, o prémio parecia mais que entregue a Lebron James. Era Lebron, por um quilómetro. Mas, depois de um mês de Março mais apagado, o jogador dos Heat ganhou forte concorrência de Kevin Durant. Há umas semanas, parecia que Durantula podia levar mesmo a melhor e levar o prémio para casa. Mas entretanto, James voltou ao seu nível. Durant deu luta, mas o prémio é de Lebron.





(a seguir, as nossas escolhas para o Most Improved e para o Defensor do Ano)

14.4.12

Os Mavs brincam em serviço


Brinca mesmo muito em serviço e ainda bem. Aqui mostram mais uma vez que têm o departamento de marketing mais criativo da liga:






(os vídeos são dos playoffs do ano passado e foram feitos para a semifinal de conferência - frente aos Lakers, claro - e para as Finais com os Heat. São um cover de "Mammas don't let your babies grow up to be cowboys", de Willie Nelson)

13.4.12

A importância do nº 1


Ontem, nos 25 minutos e 28 segundos que esteve em campo, Derrick Rose conseguiu um total de... 2 pontos! Ao intervalo, tinha 0! Foi a primeira vez na carreira que o actual MVP chegou ao fim da primeira parte sem qualquer ponto marcado e acabou o jogo com o seu mínimo de carreira. Foi notório que não estava bem fisicamente, estava limitado nos movimentos e sem a explosividade que lhe conhecemos. Sem conseguir penetrar, sem conseguir atacar o cesto como gosta, a ter de contentar-se com assistir ou, nas vezes que lançou, de pontaria muito desafinada (1-13 em lançamentos, 0-3 de 3 pt).

Terá sido apenas ferrugem da paragem prolongada ou será que não está ainda completamente recuperado das várias mazelas que o apoquentaram ao longo desta temporada? Será que Rose tem as lesões completamente debeladas e precisa apenas de tempo para recuperar o ritmo ou será que está a pagar a factura do desgaste e das várias lesões que teve este ano?

O que nos leva a outra questão: o que é mais importante para os Bulls neste momento, terminar em primeiro lugar no Este (e na liga) ou ter o seu número 1 a 100% nos playoffs? A vantagem-casa ou ter Rose nas melhores condições físicas nos playoffs? 

A resposta certa é, claramente, a segunda. Porque sem vantagem-casa, mas com Rose a 100% são candidatos ao título e podem ganhar a qualquer equipa. Com vantagem-casa, mas com Rose limitado, não podem dizer o mesmo. E é por isso que os Bulls deviam descansar Derrick Rose o resto da temporada regular (ou, pelo menos, limitar-lhe bastante os minutos).


Porque mesmo sem ele, têm boas hipóteses de manter o primeiro lugar e a vantagem-casa. Ontem, mesmo com o MVP "ausente", os Bulls ganharam (após prolongamento) aos Heat e aumentaram a vantagem na liderança da conferência. Estão agora três jogos à frente da equipa de Miami (45-14 dos Bulls e 40-17 dos Heat). Nos jogos sem o seu melhor jogador estão com um recorde de 17-7, por isso, podem ganhar jogos suficientes para conseguir manter a primeira posição mesmo sem ele. E mesmo que percam alguns e percam o primeiro lugar para os Heat, com 8 jogos de vantagem sobre os terceiros classificados Pacers, nunca vão baixar do segundo lugar do Este (e teriam vantagem-casa sobre todas as equipas do Este menos os Heat).

A vantagem-casa pode ser determinante nos playoffs. Mas seguramente mais determinante é a forma de Rose nesses mesmos playoffs. Vale, portanto, a pena arriscar. Porque o mais importante para os Bulls neste momento é recuperar o MVP e tê-lo fresco para as batalhas mais importantes que se aproximam. Mais importante que o primeiro lugar é ter o seu nº 1.

12.4.12

No candy for you!


Está explicada a má temporada de Lamar Odom. Alguém deve ter-lhe escondido os rebuçados energéticos:



11.4.12

Cuidado com os ursos


Se anteontem falávamos de três equipas que estão em queda livre e a meterem-se em apuros para a fase decisiva da temporada, há uma outra que, pelo contrário, está em ascensão na altura certa e é uma equipa que ninguém quer apanhar nos playoffs: os Grizzlies. 


Na última semana derrotaram os Heat, os Lakers, os Thunder e os Clippers. Estão a jogar o seu melhor basquetebol da temporada e esse ainda não é o melhor basquetebol que podem jogar. Zach Randolph regressou há pouco tempo duma lesão prolongada, está a sair do banco e ainda a recuperar a forma do ano passado e Gilbert Arenas ainda se está a integrar (mas pode mesmo ser uma das pérolas das sobras da temporada). Ainda há, portanto, margem de progressão para estes Grizzlies. O que são más notícias para quem lhes aparecer pela frente nos playoffs. 

Este ano querem ultrapassar o que fizeram em 2010-11 (ficaram a um jogo da final de conferência) e o potencial para o fazer está lá. Há excepção de Shane Battier, mantêm o mesmo plantel e adicionaram ainda mais soluções. Este ano têm Rudy Gay e com Mareese Speights, Quincy Pondexter, Dante Cuningham e Gilbert Arenas, têm uma profundidade que não tinham.

E estão a ganhar jogos com aquilo que ganha séries de playoff: com a defesa. O ano passado, quando Battier se juntou à equipa, melhoraram bastante nesse lado do campo. Foi aí que passaram de um grupo talentoso para uma equipa perigosa. Este ano, apesar da saída de Battier, mantiveram o foco nesse lado do campo e estão com a oitava melhor defesa da liga (101.5 Def Rtg). Não é ainda aquela defesa de betão que ganha campeonatos, mas está mais perto. E também aqui têm ainda margem de progressão (em especial nos ressaltos, onde Zach Randolph não está ainda no seu melhor também).

Não são ainda candidatos a um título (se, por acaso, lá chegassem, seria uma surpresa total), mas como esta semana mostrou, podem ganhar a qualquer equipa. Podem não ser ainda equipa para ir até ao fim, mas são mais que equipa para impedir um ou mais candidatos de o fazer. Por isso, cuidado com estes Grizzlies.

10.4.12

Há Lamar e Lamar, há ir e não voltar


Falávamos ontem da queda livre em que os campeões Mavs parecem estar e, nem 24 horas depois, cai uma bomba para os fãs da equipa texana: Lamar Odom sai da equipa. Os Mavs e o Sexto Homem do Ano em 2010-11 chegaram a acordo para a dispensa deste último. Não o dispensaram mesmo, ou seja, não o libertaram do contrato. Apenas o mandaram para casa o resto da época. Vão metê-lo na lista dos jogadores inactivos, continua a ser jogador dos Mavs e podem (e vão) trocá-lo na offseason. Mas não vai vestir mais o uniforme azul e branco dos texanos.

E assim termina a desapontante passagem de Lamar por Dallas. Depois da troca falhada de Chris Paul, em Dezembro, e desiludido pela vontade dos Lakers em trocá-lo, disse que não tinha condições para continuar em Los Angeles e exigiu ser trocado. Os Lakers fizeram-lhe a vontade e mandaram-no para Dallas. Parecia uma combinação perfeita. Para os Mavs, uma excelente contratação para reforçar o jogo interior e compensar a saída de Tyson Chandler e, para Odom, o ingresso nos actuais campeões, numa equipa veterana com excelente jogo colectivo e onde a sua versatilidade encaixava que nem uma luva. 

Mas o ex-Laker foi uma desilusão completa esta temporada. Não parecia motivado, pareceu mesmo apático e desinteressado em vários jogos e nunca rendeu metade daquilo que é capaz. Acaba a temporada com mínimos de carreira em todas as categorias estatísticas e, se isso não bastasse, a sua prestação estava a ser tão má que os Mavs preferem mandá-lo para casa do que continuar com ele na equipa.

Mas o que parece um duro golpe e uma sentença de morte nas possibilidades dos Mavs nos playoffs, pode não ser tão mau assim. É mau, não restem dúvidas, e é um duro golpe. É, sem dúvida, um golpe que os Mavs preferiam evitar. Porque com Odom no seu melhor, eram candidatos ao título. Já o dissemos na nossa análise à equipa de Dallas: Odom é um dos maiores mismatches da liga e com ele e Nowitzki, o ataque dos Mavs podia ser imparável.

Ter o melhor Lamar Odom (o de 2010-11) tornava os Mavs muito melhores. Mas entre ter este Lamar Odom e não ter, o melhor pode mesmo ser não ter. Porque este estava a torná-los piores. E nesta fase decisiva da temporada, é melhor não ter distracções e ter um grupo unido, focado e concentrado no mesmo objectivo. Nesta altura da temporada, ter um jogador que não quer estar na equipa e não dá o seu melhor, por mais talentoso que ele seja, faz mais mal que bem. Os Mavs ficam piores sem o verdadeiro Odom. Mas estão melhores sem este.

Quanto a Odom, só volta mesmo na próxima temporada. O prazo para inscrições já terminou e não pode jogar por mais nenhuma equipa este ano. Resta-lhe assistir ao resto da temporada pela televisão e pensar em qual dos Odoms vamos ter na próxima temporada.

8.4.12

Em queda livre


Em Philadelphia já têm saudades de quando os Sixers jogavam como uma equipa, tinham a defesa mais aguerrida e jogavam algum do melhor basquetebol da liga. Não foi há muito tempo, mas para os fãs que assobiaram os Sixers no final do jogo (e derrota) de ontem com os Magic deve parecer há uma eternidade. Distantes parecem os tempos em que eram a surpresa da temporada e Doug Collins um dos principais candidatos a treinador do ano. Mas uma das histórias de sonho da temporada está a tornar-se num pesadelo.

Desde o All Star, vieram por aí abaixo, perderam o primeiro lugar na Atlantic Division e caíram do 4º lugar na conferência para o sétimo. Os rumores que correm dizem que os jogadores dos Sixers estão a ficar saturados de Doug Collins e deixaram de o ouvir. Collins tem fama de ser um treinador que está permanentemente a dar indicações, a corrigir os jogadores, a indicar as jogadas e resvala para o over-coaching. Pois parece que não está a resultar.

Os Sixers estão agora apenas um jogo acima dos Knicks e dois acima dos Bucks. E se continuarem a jogar assim, arriscam-se a ser ultrapassados por ambos e ficar de fora dos playoffs. O que há tão pouco tempo pareceria um cenário de loucos.


A equipa que lhes ganhou ontem também não passa por melhores dias. Esse jogo, aliás, deve ter sido o mais frouxo do ano. Parecia que ambas as equipas estavam a cumprir calendário. Nenhuma queria ganhar ou, pelo menos, nenhuma estava a fazer grande coisa para isso. No fim, uma teria, inevitavelmente, de ganhar, mas não houve urgência em nenhuma delas. O que para duas equipas que estão a lutar pelos playoffs (e a caírem rapidamente para os últimos lugares), é surpreendente.


Mas, em Orlando, devem ter saudades de quando Dwight Howard ainda não tinha accionado a opção para 2012-13 e o seu nome aparecia em rumores de trocas todos os dias. Porque por essa altura, apesar de todo o dwama, a equipa seguia indiferente à distracções e estava no topo da conferência. Apesar da novela, eram a melhor equipa do Este depois dos Bulls e Heat. Agora a temporada dos Magic transformou-se numa novela da TVI (com direito a cenas embaraçosas e tudo) e a embrulhada em que estão metidos atingiu proporções épicas. 

Stan Van Gundy é um treinador com os dias contados e esta temporada pode ser mesmo apenas um cumprir de calendário (aka eliminados na 1º ronda dos playoffs e treinador novo para o ano). Para uma equipa que tem 10 meses (até à trade deadline do próximo ano) para convencer o seu franchise player a ficar, perder meia dúzia deles não pode ser bom.

E num dos destinos possíveis de Howard (se sair, claro!) também andam a suspirar por melhores dias. Em Dallas, as saudades de Jason Kidd aumentam a cada jogo que passa. O base veteraníssimo não está ausente há muito tempo (e não vai ficar ausente por muito mais tempo, já deve jogar amanhã ou depois), mas a sua falta é muito sentida por todos. Sem Kidd, a movimentação de bola no ataque é muito pior. Ele é o cérebro no ataque e a voz de comando na defesa. É a cola que mantém este grupo junto. Sem ele, os Mavs são um grupo desconexo e à deriva. E perigosamente perto de sair dos lugares de playoff. Estão em sétimo no Oeste, com o mesmo número de derrotas (26) que o oitavo (Nuggets) e apenas menos uma que Suns e Jazz.

Três equipas que (cada uma à sua maneira) se encontram à beira de um precipício. Vamos ver qual delas não toma a decisão correcta e não dá um passo em frente.

6.4.12

777


Não é que eu tenha alguma coisa contra o 777. O 7 até é o meu número preferido e o número com que eu jogava, mas, como é que é, pessoal? Não nos ajudam a chegar aos 1000 likes no Facebook antes da temporada acabar?


Já sugeriram o SeteVinteCinco a todos os amigos, familiares e conhecidos? De certeza que ainda têm algum amigo, primo afastado ou vizinho que ainda não conhece o blogue. Ou talvez precisem duma desculpa para meter conversa com uma rapariga (ou rapaz)? Nada melhor para quebrar o gelo que "então, e gostas da NBA? Conheces o SeteVinteCinco?"

Bora lá, pessoal, vamos chegar aos quatro dígitos até ao fim da temporada?

5.4.12

Griffin, mais uma vez


Mais um para o reel do Blake Griffin:



A arte do tanking


Um dos temas na ordem do dia na NBA dá pelo nome de tanking. Já sem chances de se apurarem para os playoffs (ou com essa possibilidade já remota), equipas do fundo da tabela desistem da temporada, começam a perder jogos de propósito (ou pelo menos começam a não fazer tudo para os ganhar) para terminar com um recorde pior e aumentar as hipóteses de conquistar um dos primeiros lugares do draft.

Como sabem, o draft da NBA foi criado para manter o equilibrio competitivo da liga, oferecendo às equipas mais fracas a possibilidade de recrutar os melhores jogadores universitários disponíveis. As 14 equipas que não se apuram para os playoffs entram numa lotaria para determinar a ordem de escolha no draft desse ano. A cada equipa é atribuído um determinado número de bolas e quanto pior fôr o recorde da equipa nessa temporada regular, mais bolas são-lhe atribuídas. Logo, quanto pior o recorde, maiores as possibilidades de lhe sair a primeira ou uma das primeiras escolhas.

Esse sistema de paridade é uma característica que define a NBA e foi criado para promover a competição e a competitividade de todas as equipas. Para não terem um campeonato onde ganham sempre os mesmos e para, teoricamente, todas as equipas terem a possibilidade de lutar por títulos. Mas não é um sistema perfeito. E o que foi criado a pensar no melhor para a competição, tem também o efeito perverso de premiar as equipas medíocres e a incompetência. Um general manager que faça uma gestão péssima da sua equipa, que contrate os jogadores errados, que faça más trocas e condene a sua equipa ao fundo da tabela pode ser recompensado com o melhor jogador universitário do país. 

Para os Bobcats? Nooooooooooo!!!

Nenhuma equipa quer perder sempre ou trabalha para isso, mas perder durante algum tempo pode valer a pena. A recompensa por ser o saco de pancada da liga durante uma temporada ou duas pode ser uma super-estrela que mude o destino da equipa e a transforme numa equipa de topo.

E com um prémio tão aliciante, muitas parecem fazer isso propositadamente. Quando já veem o apuramento para os playoffs por um canudo, começam a rodar todo o plantel, começam a usar os jogadores menos utilizados e perder não parece ser a sua maior preocupação. O que é contrário ao princípio competitivo do jogo e é como fazer batota, apontam os seus críticos. 

Esta tem sido a discussão do momento no mundo da NBA. No meio da discussão, têm sido sugeridas muitas formas de combater o fenómeno e impedir as equipas de fazer tanking. A minha preferida é esta que Bill Simmons sugere neste artigo no Grantland: criar um torneio a eliminar para conquistar a oitava posição e última posição nos playoffs e dar às equipas não apuradas possibilidades iguais de ganhar a lotaria.

A segunda parte da solução de Simmons é um sorteio directo entre as equipas que não se apurassem para os playoffs. 14 envelopes com os nomes das equipas e tira-se à sorte as posições do draft. Todas elas teriam a probabilidade de ganhar o primeiro lugar.

Mas a melhor parte da solução era o que acontecia antes disto: os primeiros sete classificados da cada conferência apuravam-se para os playoffs. Faziam depois um torneio entre as restantes 16 equipas, ficando os vencedores com as últimas vagas nos playoffs. É uma grande ideia. Para além de desencorajar o tanking, ainda acrescentava mais um momento emocionante à temporada. Entre o fim da temporada regular e o começo dos playoffs, tinhamos um torneio duma semana. 14 jogos, 8 na primeira ronda, 4 na segunda ronda e depois duas finais para decidir quem ficava com as essas vagas. Um playoff para os playoffs? Manda vir!

3.4.12

Os 100 melhores lançamentos de sempre



No ano passado, no dia dos Namorados, os nossos amigos do Hoopism já nos tinham presenteado com 65 dos melhores lançamentos de sempre. A lista entretanto cresceu e já vai na centena. Algum lançamento que falta na lista? Deixem lá as vossas sugestões.


Buzzer beaters do meio campo, buzzer beaters de campo inteiro, afundanços espectaculares, lançamentos decisivos, lançamentos históricos, há de tudo nesta lista. E tantas e tantas boas recordações!


Candidatos - Miami Heat


Já fizemos a ronda pelos San Antonio Spurs, pelos Oklahoma City Thunder, pelos Dallas Mavericks e pelos Chicago Bulls. Resta-nos um candidato ao título. Depois duma sova às mãos dos Celtics, com quatro derrotas nos últimos 10 jogos e no meio de todas as críticas e dúvidas sobre Lebron e os Três Super-Amigos, se calhar não é a melhor altura para fazer a análise da candidatura dos Heat. Ou, pensando bem, talvez seja a altura perfeita.


Sim, porque eles não deixaram de ser candidatos (um dos maiores candidatos) ao título. Não passa pela cabeça de ninguém negar que os Heat são uma das melhores equipas da NBA e não deixem que os desaires recentes vos façam esquecer do bons que são. 

Têm o terceiro melhor ataque da liga (108.3 Off Rtg) e a quinta melhor defesa (100.6 Def Rtg). Estão no top 5 nos dois lados do campo. Só há mais uma outra equipa que pode dizer o mesmo, os Bulls. E têm dois dos cinco melhores jogadores da liga. E Chris Bosh, um power forward de topo. 
Wade e Lebron estão a jogar melhor juntos e, com Lebron mais vezes a jogar a poste baixo, o ataque está mais eficaz e mais equilibrado que na época passada. 

E esta temporada têm um banco com mais soluções. Haslem esteve lesionado a maior parte da época passada, Battier aproveita as penetrações de Wade e Lebron e o espaço que as defesas lhe dão para marcar muitos triplos, Miller lidera a NBA na percentagem de três pontos (embora esteja lesionado agora) e Norris Cole tem sido uma agradável surpresa. 

Na defesa, ninguém tem três defensores do perímetro tão bons (Wade, Lebron e Battier). Poucas equipas conseguem pressionar no exterior e fechar as linhas de passe como eles. Provocam muitos turnovers e transformam-nos em muitos pontos, pois no campo aberto são imparáveis. Quando as locomotivas Wade e Lebron saem em contra-ataque, o melhor é sair da frente.

Mas também não podemos ignorar os seus pontos fracos. Não são uma grande equipa ressaltadora, particularmente nos ressaltos ofensivos, onde estão num medíocre 25º lugar. E a defesa interior não está nem perto do nível da defesa exterior. Se no perímetro são rápidos a rodar e conseguem fechar as linhas de passe como poucas equipas, o mesmo não acontece com os jogadores interiores. Como os Mavs e os Thunder mostraram, quando têm de dar tempos de ajuda no pick and roll, são lentos a recuperar e deixam muitas vezes um grande buraco no meio. 

E nenhum dos jogadores interiores (à excepção de Bosh, mas este tem alguma aversão ao contacto físico e ao jogo duro perto do cesto e joga muitas vezes longe do cesto) dá uma contribuição regular e significativa no ataque. E nenhum deles (mais uma vez, à excepção de Bosh) é capaz de jogar de costas para o cesto e depende de assistências e ressaltos ofensivos para marcar pontos.

Ronny Turiaf vem ajudar nestas várias fraquezas do jogo interior, mas não é uma grande cura. É mais um para ajudar, mas tem os mesmos problemas de Joel Anthony. Basicamente, é mais um Joel Anthony. E todo o banco, embora melhor, é inconstante e não tem uma contribuição regular. Tanto podem dar 30 ou 40 pontos numa noite, como 10 noutra.

É uma equipa de extremos (e não nos referimos a posições de jogadores). Onde são maus, conseguem ser muito maus às vezes. Mas onde são bons, são mesmo muito bons. E isso é o que lhes permite ser uma equipa tão perigosa (e boa) apesar dos pontos fracos tão evidentes.

Como sempre acontece com todas as equipas candidatas (porque nenhuma é perfeita), a chave é jogar com as forças e conseguir ultrapassar suficientemente (ou disfarçar) as fraquezas. Mas isso nunca foi tão verdade como com estes Heat.

1.4.12

Linjured


Hoje é o dia das mentiras e, para os fãs dos Knicks, era isso mesmo que eles esperavam que esta notícia fosse. Infelizmente, não é. A temporada, muito provavelmente, acabou para Jeremy Lin. O base da equipa de Nova Iorque vai ser operado ao joelho para reparar uma pequena ruptura no menisco e vai ficar no estaleiro seis semanas. Ora, a menos de um mês do final da temporada regular, isso significa que Lin só voltará a jogar esta época se os Knicks chegarem à segunda ronda dos playoffs. Isso, claro, se chegarem sequer aos playoffs. 


Mais um golpe para uma equipa que já ficou sem Amare Stoudemire (de fora, em príncipio, por mais duas semanas, com uma hérnia discal, mas com a possibilidade de não recuperar para jogar esta temporada e, mesmo que consiga controlar o problema o suficiente para jogar, com a possibilidade de precisar de cirurgia na offseason) nesta fase decisiva e quando estão numa luta renhida com os Bucks pela última vaga nos playoffs do Este.

Depois da lesão de Rubio (que acabou com as esperanças dos Wolves para esta temporada), mais uma feel-good-story do ano que não termina bem. Más notícias para os Knicks e um fim infeliz para o conto de fadas da temporada.