5.11.10

Mais NBA na TV


Boas notícias para os fãs portugueses da NBA:
Este ano, para além dos já habituais jogos em directo na Sport TV, temos também jogos da temporada regular em directo na NBA TV.
O ano passado a NBA TV já fazia parte da grelha da ZON, mas não tinha os direitos de transmissão dos jogos em directo (à hora dos mesmos eram colocados jogos clássicos e de épocas anteriores). Mas este ano a ZON tem acordo para transmitir o sinal do canal ao vivo. São mais 7 jogos em directo por semana (diferentes dos transmitidos pela Sport TV) incluindo doubleheaders. É uma barrigada de NBA todos os dias.

Chris Paul e o ataque dos Hornets


Uma das surpresas deste início de época, os invictos Hornets (4-0), recebem os Heat esta noite.
Um dos melhores bases da liga, especialista no pick and roll e no desmantelamento de defesas adversárias, enfrenta aquela que tem sido a melhor defesa.
Uma oportunidade para a ESPN fazer uma interessante análise das movimentações ofensivas de Chris Paul e dos Hornets e daquilo que espera a defesa de Miami.

4.11.10

No I in TEAM


Kevin Durant continua, aos 21 anos, a dar lições de maturidade, companheirismo e espírito de equipa. Mais um exemplo de humildade de Durantula:

Convidado pela Sports Illustrated para aparecer na capa da revista, disse que não queria aparecer sozinho, mas antes com alguns colegas de equipa. Sugeriram-lhe Jeff Green e Russel Westbrook. Mas Kevin disse que não, que preferia Nenad Krstic e Thabo Sefolosha (os dois elementos menos mediáticos e menos conhecidos do cinco inicial dos Thunder).
Nas suas palavras, "por alguma razão, as pessoas não sabem tanto sobre eles (...) não falam tanto sobre eles, mas eles têm um papel na equipa. São jogadores que precisamos de ter nesta equipa, por isso quero que toda a gente saiba como são importantes para nós e que grandes companheiros de equipa eles são. Foi uma oportunidade de expressar a minha opinião e fico contente que a Sports Illustrated os tenha posto na capa comigo." Que senhor jogador.


3.11.10

Boletim de Avaliação - Atlantic Division - Knicks

New York Knicks

Os Knicks estiveram dois anos à espera desta offseason. Todas as trocas e dispensas que fizeram nas últimas duas temporadas foram a pensar na free agency de 2010 e os seus fãs aguentaram dois anos de mediocridade com a possibilidade de conseguirem o maior free agent de todos, Lebron James. Eram a equipa com mais espaço salarial e tinham espaço para dois contratos máximos. Os fãs sonhavam com James e Wade, James e Bosh ou Wade e Bosh com a camisola dos Knickerbockers. No fim, não conseguiram atrair nenhum deles para a Big Apple e tiveram de se contentar com o prémio de consolação, Amar'e Stoudemire e Raymond Felton. Terão os Knicks ficado mais perto da relevância ou foi um grande balde de água fria?

Entradas / Saídas
Saíram Chris Duhon, David Lee, Sergio Rodriguez, Al Harrington, Eddie House e Tracy McGrady e entraram Amar'e Stoudemire, Raymond Felton, Timofey Mosgov, Ronny Turiaf, Anthony Randolph, Kellena Azubuike, Jerome Jordan, Roger Mason, Andy Rautins (escolha na 2ª ronda do draft) e Landry Fields (escolha na 2ª ronda do draft).

Frontcourt
Stoudemire vai ter de responder às duvidas sobre se é um power forward de elite ou sobrevalorizado por jogar ao lado de Steve Nash. Garante mais de 20 pontos por noite, mas não é um grande ressaltador nem defensor. É, no entanto, o melhor jogador dos Knicks. Depois podem optar por um equipa mais baixa, com Stoudemire a poste e Randolph a power forward (depois de 2 anos decepcionantes nos Warriors, vai ter uma nova oportunidade de confirmar o talento que lhe apontam) ou uma equipa mais clássica com Stoudemire a power forward e Timofey Mosgov a poste (o russo é grande e forte, mas uma incógnita a este nível). A small forward, o italiano Danilo Gallinari é o melhor atirador da equipa e um dos jovens com mais potencial.

Backcourt
Raymond Felton é um base seguro e um upgrade em relação a Chris Duhon, mas restam dúvidas se será bom para o sistema de transições rápidas de Mike D'Antoni. Wilson Chadler é outro jovem com potencial e, junto com Gallinari, uma das melhores apostas para o futuro.

Banco
Jovem e inexperiente. Os Knicks mudaram praticamente toda a equipa e ainda não têm um grupo com rotações definidas. D'Antoni, conhecido por utilizar poucos jogadores, tem algumas boas opções no banco em Turiaf, Azubuike, Roger Mason e Randolph ou Mosgov e não utilizará muitos mais, provavelmente.

Treinador
A carta branca de Mike D'Antoni chegou ao fim e é tempo de começar a construir uma equipa. Ainda não tem um plantel para atacar os lugares de topo, mas já tem as primeiras peças.

Resumo
Esventraram a equipa que tinham (não se perdeu muito também) e Gallinari e Chandler foram os únicos jogadores que guardaram para o futuro. A equipa, competitivamente, estava em suspenso até esta free agency, mas agora essa desculpa acabou. Apesar de não terem conseguido os free agents que queriam, conseguiram adicionar algumas peças a estes dois jovens e manter flexibilidade para o futuro (ainda têm espaço salarial e com o fim do contrato de Eddy Curry no fim da época vão ter mais. Vão tentar adicionar mais uma estrela e Carmelo é o alvo preferido). Esta offseason pode ter sido o começo, mas a nota fica congelada até vermos do quê. O seu trabalho ainda está a meio.

Nota: 10


(próximo: Atlantic Division - Philadelphia 76ers)

2.11.10

O (outro) MVP dos Lakers


Os Lakers são a equipa de Kobe Bryant. Nenhuma discussão aí. Ou não?

Kobe é o líder, o melhor marcador, a maior ameaça e o jogador a quem que as equipas adversárias têm de se adaptar e fazer dois contra um, logo provocando os maiores desequilibrios. Nas últimas três temporadas (em que os Lakers foram a três Finais consecutivas), o Black Mamba tem médias de 27.3 pts, 5.6 res, 5.1 ass, 1.7 roubos bola, com 46% nos lançamentos de campo, 34.7% nos lanç. 3 pontos e 83.5% nos lanç. livres. Kobe Bryant é o franchise player, o jogador à volta do qual a equipa californiana foi montada.

Mas outro jogador tem sido o melhor jogador dos Lakers nos três primeiros jogos da época. 25.3 pts, 10.3 res e 5 ass, com 52.5% nos lanç. de campo. São os números de Pau Gasol na primeira semana da competição. Nesses jogos vimos um Kobe Bryant mais disposto a partilhar a bola e a deferir mais para os seus parceiros. Pode ser sinal de maior maturidade ou por o seu o joelho não estar ainda a 100%. Mas como consequência disso, Pau tem recebido mais vezes a bola, tem sido mais vezes o iniciador de ataques a partir da posição de poste baixo e poste alto. Embora a amostra de jogos seja ainda pequena, Gasol tem mais pontos por jogo e mais lançamentos tentados que Bryant (25.3 - 24 e 40-39).
E pelas declarações deste último no final do jogo com os Suns, não parece ser por acaso, mas antes algo intencional. KB24 disse que "este ano é um bocadinho diferente, porque a nossa segunda unidade, com quem ele está em campo muitas vezes, o Steve (Blake) e o Matt (Barnes), são jogadores que pensam primeiro em passar e ele vai receber muitas bolas com esse grupo, ao contrário do ano passado em que se esqueciam dele. (...) Com este grupo, são jogadores que executam o ataque e focam-se em fazer-lhe chegar a bola." O resultado está à vista.



E, apesar desta temporada ainda ir no adro e ser ainda cedo para balanços, Pau parece finalmente estar a ter o reconhecimento que no passado tem faltado.
Apelidado de "macio" nas primeiras duas temporadas com os Lakers e muitas vezes criticado por não ter um jogo tão duro como outros power forwards, o espanhol foi mais do que uma peça fundamental nos dois títulos de campeões, foi A peça fundamental.

Desde que chegou aos Lakers foram a três Finais consecutivas e ganharam as duas últimas. Kobe é o melhor jogador, mas foi Gasol que deu aos Lakers a necessária alternativa ofensiva para vencer as defesas adversárias.
Um power forward versátil, com excelente fundamentos a poste baixo, um bom lançamento de meia (e quase longa) distância e bom passador (um dos melhores passadores, se não o melhor, entre os jogadores interiores). É o protótipo do jogador interior para o triângulo ofensivo de Phil Jackson. O próprio Jackson já afirmou que Gasol é o melhor jogador interior que já treinou e que o espanhol foi feito para jogar o triângulo.
Kobe provoca mais desequilibrios à equipa adversária, mas para o fazer, saía muitas vezes do sistema, quebrando a movimentação do triângulo e indo para uma movimentação individual. Gasol consegue os seus lançamentos e pontos dentro do sistema, em movimentações dentro do triângulo e sem forçar os lançamentos. Ao não quebrar a movimentação consegue também muitas assistências para companheiros que cortam e/ou abrem. Sem Gasol o ataque californiano fica mais previsível e unidimensional.
Também no plano físico melhorou e consegue cada vez mais pontos através de ressaltos ofensivos e tapinhas a lançamentos de colegas (3.7 ress ofensivos/jogo em 2009-2010, líder da equipa).
Do outro lado do campo é onde ele é mais vezes injustamente subvalorizado, pois como nos provam os números é um pilar da defesa dos Lakers. Foi o seu líder nos desarmes de lançamentos em 2009-2010 (1.7/jogo), nos ressaltos defensivos e no total de ressaltos (7.6 e 11.3, respectivamente).



E não pode haver maior elogio que o próprio Kobe a colocá-lo ao mesmo nível dele. Ainda no final do jogo com os Suns, em que a equipa de Phoenix esteve sempre atrás e a tentar sempre aproximar-se no marcador, Bryant disse que tinham "muita sorte por ter dois tipos que conseguem quebrar o momentum, eu e o Pau. Sempre que eles se aproximavam, íamos para um de nós e conseguiamos marcar. (...) Podemos ir para ele. Sempre que precisamos dum cesto vamos para ele, ele está sempre lá."
Os Lakers são a equipa de Kobe Bryant e Pau Gasol. Más notícias para os adversários.