7.10.10

Lakers-Heat na final?

É pelo menos esse o palpite predominante entre os general managers da NBA.
A julgar pelas suas respostas ao já habitual GM Survey (o questionário anual com as suas previsões para a nova época), em Junho vamos ver os Três Super-Amigos a lutar contra Kobe e Gasol pelo troféu Larry O'Brien. E quem o vai levantar?

Aqui ficam as principais previsões:

- 70% acreditam que Miami será o vencedor da Conferência Este (18% apostam em Boston e 11 em Orlando)

- 97% votam nos Lakers para ganhar a Conferência Oeste (apenas 3%, portanto, um GM apenas, apostou nos Dallas. E não foi o de Dallas porque não podiam votar na própria equipa)

- 63% apostam nos Lakers para ganhar a Final e o título da NBA (apenas 33% acreditam que os Três Super-Amigos podem conquistar o título na primeira época juntos)

- 67% disseram que Kevin Durant vai ser o MVP da temporada

- John Wall será o Rookie do Ano também para 67% dos GM's

Durant domina a temporada regular, John Wall reclama um lugar entre as estrelas, Lebron chega à final, mas Kobe levanta o troféu pela terceira vez consecutiva? Daqui a 7 meses saberemos.


6.10.10

Let it rain

Miami Heat: O talento não ganha sempre

Começaram esta noite os jogos de pre-época da NBA (se não contarmos com os jogos de exibição na Europa) e, apesar de se realizarem jogos em oito cidades diferentes, todos os olhos estiveram postos numa.

Em Miami, os três amigos envergaram pela primeira vez o equipamento dos Heat. O pavilhão estava cheio, os lugares de estacionamento que antes custavam 10 dólares, custam agora 40(!).
A julgar pelo circo mediático e pela apresentação da equipa mais parecia que estávamos na Final da NBA, mas era apenas o primeiro jogo de treino da época.

Não faltou o ritual do pó de talco de Lebron (estariam muitos fãs de Cleveland a ver?) e a expectativa para ver uma equipa fazer um jogo de treino era maior do que alguma vez na história da NBA. A era dos Big Three vai começar, diziam.

É uma boa altura para recordar as palavras de Phil Jackson à ESPN: "O talento não ganha sempre. A equipa que mostrar o melhor trabalho de equipa vai ganhar. (...) Não é sempre o talento e os marcadores de pontos que ganham. É o trabalho de equipa."

Bem, nunca houve nenhuma equipa como esta e a Grande Experiência dos Três Super-Amigos começou. Vamos ver se em Junho estaremos neste pavilhão para uma Final da NBA.

5.10.10

Michael Jordan - Top 10 Afundanços


A propósito de afundanços, e por muito espectaculares que sejam os concursos, nada bate um afundanço extraordinário feito em jogo.
E um dos melhores de sempre a cravar a bola no cesto de forma espectacular dispensa apresentações: His Royal Airness, Michael Jordan.



4.10.10

Boletim de Avaliação - Pacific Division - Kings

Sacramento Kings

Terminaram na penúltima posição da Conferência Oeste em 2010 e o ponto alto da época foi a eleição de Tyreke Evans como Rookie do Ano. É uma equipa em modo de reconstrução. Evans é o seu base para o futuro e rodeá-lo de talento era a prioridade na offseason.

Entradas / Saídas
Não mexeram muito e as principais caras novas vieram por via do draft. Saíram Andrés Nocioni, Spencer Hawes, Sean May e Jon Brockman. Entraram DeMarcus Cousins (nº3 do draft), Hassan Whiteside (escolha no draft), Samuel Dalembert, Darnell Jackson, Antoine Wright, Eugene Jeter (rookie).

Frontcourt
Foi onde os Kings mais se reforçaram. DeMarcus Cousins é (ou esperam que seja) outro pilar da equipa para o futuro. Era um dos maiores talentos do draft deste ano, mas os Kings jogaram na lotaria com ele, porque há muitas dúvidas sobre a sua maturidade, atitude e capacidade mental. Com Samuel Dalembert ganham um poste experiente que defende, ganha ressaltos e desarma lançamentos. Carl Landry é outro candidato a uma das posições interiores (e o titular se DeMarcus Cousins não confirmar o potencial).
O israelita Omri Casspi (outro jogador em que Sacramento deposita esperança para o futuro) deverá ser o small forward titular num frontcourt que ficou significativamente maior e mais forte este ano.

Backcourt
O Rookie do Ano Evans é o líder da equipa, com Benno Udrih e Francisco Garcia a lutar pelo lugar ao seu lado. Evans entrou na liga pronto a contribuir e é já um dos melhores bases do Oeste, mas falta ainda uma presença defensiva e um marcador de pontos ao seu lado.

Banco
São várias as opções no banco de suplentes, tanto para o jogo interior, como para o jogo exterior, com o poste Whiteside (sobre quem pairam as mesmas dúvidas de imaturidade de Cousins), os extremos-postes Landry (se não jogar no 5 inicial será um suplente de luxo, mas vamos ver como ele vai aceitar esse papel) e Jason Thompson, o extremo Donte Greene, os bases Luther Head, Antoine Wright e Udrih ou Garcia (dependendo também de quem jogar no 5).
Embora profundo, é um banco também jovem e inexperiente e com alguns jogadores que ainda não têm o seu papel claramente definido.

Treinador
Depois de vários treinadores nos últimos anos, renovaram com o experiente Paul Westphal até 2012, o que assegura alguma da estabilidade necessária ao desenvolvimento dos seus jovens jogadores.
Westphal tem muito trabalho pela frente para construir uma equipa vencedora (e para educar alguns daqueles jogadores, provavelmente).

Resumo
Os Kings estão melhores que o ano passado, com um frontcourt e um banco significativamente melhor, mas a abundância de jogadores jovens talentosos e com expectativas de ter mais minutos de jogo, traz alguns problemas para resolver:
Quem é o seu power forward para o futuro? Se Cousins se revelar um profissional exemplar e reclamar a posição, o que vão fazer com Carl Landry (que tem talento e aspirações para jogar como titular na NBA)?
Na perspectiva de reunir o máximo de talento para o futuro e do ponto de vista dos X's e dos O's, as movimentações foram acertadas, mas com muitos jogadores para desenvolver e papéis para definir, o trabalho dos Kings começa agora.

Nota: 12


(próximo: Southwest Division - Dallas Mavericks)

3.10.10

Slam Dunk Contest

Quem disse que os concursos de afundanços são um formato gasto?

O nosso amigo Sekou Smith, do Hang Time Blog, encontrou um concurso de afundanços em Inglaterra que prova o contrário:
(sim, este video não é da NBA, mas os jogadores da NBA podiam tirar umas ideias para o concurso de afundanços do All Star)


2.10.10

Boletim de Avaliação - Pacific Division - Suns

Phoenix Suns

Foram uma das surpresas de 2009-10. Tiveram o melhor ataque das 30 equipas (112.7 pts/jogo) e na segunda metade da época, depois do All Star Game, foram das equipas que melhor jogou. Nos playoffs foram até à Final da Conferência, onde perderam 4-2 com os campeões Lakers. A saída de Amare Stoudamire na free agency deixou os Suns sem o seu melhor marcador e procuraram compensar essa ausência com a entrada de vários jogadores.

Entradas / Saídas
Saíram Amare Stoudamire, Leandro Barbosa e Louis Amundson e entraram Hakim Warrick, Hedo Turkoglu, Josh Childress e Gani Lawal (escolha no draft).

Frontcourt
Robin Lopez, depois de uma boa época em 2009-10, terá a fatia maior da tarefa de proteger o cesto e ganhar ressaltos, mas o seu jogo ofensivo é, no entanto, ainda bastante limitado. Resta saber quem ocupará a posição de power forward. Os Suns podem alinhar com um 5 inicial mais tradicional com Hakim Warrick a jogar a 4 e Grant Hill ou Turkoglu a 3 ou jogar com uma equipa mais móvel, com apenas um jogador interior (Lopez) e 4 jogadores exteriores. Neste cenário, Turkoglu deverá alinhar como um falso 4. Seja qual for a hipótese escolhida, os Suns têm um frontcourt mais pequeno que outras equipas de topo da conferência e terão muitos problemas nos matchups defensivos.

Backcourt
Steve Nash continua a a contrariar todas as teorias sobre o declínio de um jogador com o passar dos anos e, aos 36 anos, continua a ser um dos melhores bases e distribuidores de jogo da NBA e o cérebro do ataque dos Suns. Jason Richardson é um dos melhores marcadores e atiradores da equipa, um dos principais receptores dos passes de Nash e terá de assumir uma parcela dos pontos que Stoudamire marcava.

Banco
Os Suns já tinham um dos melhores bancos da NBA e com as adições deste ano, são uma das equipas com mais profundidade. Têm boas opções no banco em todas as posições: Goran Dragic, Josh Childress, Jared Dudley, Channing Frye e o rookie Gani Lawal (um ressaltador poderoso e trabalhador que pode ajudar no jogo interior).

Treinador
Estenderam até 2013 o contrato de Alvin Gentry, que continuará a apostar nas transições e no jogo rápido que caracteriza esta equipa. Com ele os Suns vão continuar a correr e a marcar muitos pontos.

Resumo
Muitas dúvidas pairam sobre esta equipa:
Será que a saída de Stoudamire irá fazer uma grande diferença ou, como muitos afirmam, este era um jogador sobrevalorizado e com números inflacionados por jogar neste sistema e receber as assistências de Nash? E como irão preencher essa posição?
Marcar pontos nunca foi um problema e para os Suns a melhor defesa é o ataque, mas será suficiente para contrariar os frontcourts maiores e mais poderosos das melhores equipas do Oeste?
Ao perder Stoudamire, o objectivo deixou de ser tornar a equipa melhor em relação ao ano passado, mas sim conseguir manter o nível anterior e o plano parece ter sido distribuir por vários jogadores as contribuiçoes do seu ex-power forward. As contratações nesse sentido foram boas e, por essa razão apenas, a avaliação da offseason é positiva.
Vão ser, como sempre, uma equipa muito divertida de ver jogar, mas dificilmente farão melhor que o ano passado.

Nota: 13


(próximo: Pacific Division - Sacramento Kings)