Começou hoje a luta por um destes. Who're you taking?
20.4.13
Um miúdo numa loja de doces - o vídeo oficial
Ainda a propósito da nossa aventura em Nova Iorque, para quem perdeu a reportagem na NBA TV e na Sport TV:
E aproveito também a oportunidade para agradecer à Sport TV, que tornou tudo isto possível, e à Patrícia, que foi inexcedível na ajuda, acompanhamento e companhia! :)
19.4.13
Os melhores afundanços da temporada
Um ano em que este afundanço...
... e este...
... não chegam ao top 10 da temporada teve de ser um ano muito bom. Aqui ficam os sempre-agradabilíssimos-de-ver melhores afundanços do ano:
(foi um ano de afundanços do cacete, mas os afundanços do Kidd-Gilchrist e do Bass mereciam estar aqui! Trocava à vontade o 10º, do Ross, e o 9º, do Griffin, por estes dois)
18.4.13
Passatempo NBA Playoffs 2013
"A energia é mais alta, o público é melhor, (...) tudo é melhor. As luzes brilham mais. As pipocas cheiram a fresco, eles não devem usar as mesmas pipocas. Há algo diferente. Quando eles mostram os vídeos durante os jogos, "Playoffs. Brevemente.", ficas arrepiado." Dwyane Wade não será o único a sentir isto, pois chegámos à altura do ano por que todos esperamos. It's Playoffs time!
Sábado começa a luta pelo título. E à semelhança dos anos anteriores, vamos realizar o nosso Passatempo dos Playoffs. Tal como em 2011 e 2012, têm de enviar as vossas previsões para os vencedores de TODAS as rondas dos playoffs, da primeira ronda às Finais, e quem acertar em mais rondas, ganha.
Mas este ano, para efeitos de desempate (se fôr necessário), vamos acrescentar mais uma previsão: para além dos vencedores das rondas, têm também de adivinhar o resultado da ronda (4-0, 4-1, 4-2 ou 4-3 para qual equipa). Assim, se houver dois ou mais de vocês com o mesmo número de rondas certas, o vencedor será a pessoa que tiver acertado mais resultados das rondas.
E o grande vencedor que suceder à Helena Dias, ao Jorge Fernando Paulo, ao Flávio Coutinho (os vencedores de 2011) e ao Ricardo Cardoso (vencedor de 2012) receberá em casa um exemplar do THE UNDISPUTED GUIDE TO PRO BASKETBALL HISTORY:
Aqui fica então a grelha dos playoffs deste ano. Podem enviar as vossas previsões para o nosso email (setevintecinco@gmail.com - e não se esqueçam de indicar o vosso nome e, se fôr diferente, o nome que usam no perfil de facebook ou google, para vos podermos identificar como seguidores do blogue; se ainda não forem, é fazerem-se para participar!) até à meia noite de domingo (hora de Portugal Continental). Boas previsões e boa sorte!
Mais um recorde para terminar
E agora é que terminou mesmo a primeira fase. No primeiro desfecho que faltava, os Lakers não só venceram o sprint final com os Jazz e estão nos playoffs, como ainda conseguiram ultrapassar os Rockets e terminar no 7º lugar do Oeste, algo que há um mês parecia impossível (e conseguiram assim evitar apanhar os Thunder e apanhar antes os Spurs, que está longe de ser um bom emparelhamento, mas pelo menos correm mais à velocidade dos Lakers).
E no outro desfecho que faltava, Stephen Curry bateu mesmo o recorde de Ray Allen e tornou-se o jogador com mais triplos marcados numa temporada, com 272 lançamentos convertidos atrás da linha dos 7,25:
E agora, playoff time!
(e sim, vamos fazer mais uma edição do nosso habitual passatempo de previsões para os playoffs! Já anuncio os pormenores logo à noite)
17.4.13
Algumas notas (quase) finais
Eis-nos chegados ao fim de mais uma temporada regular. Seis meses depois da bola ao ar nesta época de 2012-13, chegamos hoje ao fim da primeira fase da mesma. E embora o que todos queremos agora é que os playoffs comecem, não faltam razões para não perder esta última jornada. Hoje jogam todas as equipas e temos 15 jogos, mas todos os olhos vão estar em Los Angeles, Memphis e Portland.
Em Los Angeles e Memphis decide-se a última vaga no Oeste e vamos finalmente saber se esse lugar fica para Lakers ou Jazz. Os Jazz precisam de ganhar em Memphis (com os Grizzlies ainda a lutar pela vantagem casa na primeira ronda com os Clippers) e esperar que os Lakers percam. A equipa de Los Angeles, por sua vez, "só" precisa de ganhar o seu jogo em casa com os Rockets. O que não será fácil contra uma equipa que se perder cai para o 8ª lugar (quem diria, depois de tudo o que aconteceu nesta temporada, os Lakers ainda podem acabar em 7º! Em Los Angeles basicamente luta-se pelo 7º lugar). Por isso, temos final dramático e luta pelos playoffs mesmo, mesmo até ao fim.
E em Portland, Stephen Curry pode obrigar-nos a actualizar a lista de recordes da temporada. Se marcar dois triplos no jogo de hoje, ultrapassa o recorde de Ray Allen de mais triplos marcados numa época (269, em 2005-06). Dois lançamentos convertidos dos 7,25 não é a tarefa mais difícil para Curry, por isso podemos (devemos?) ter um novo recordista (e mais um recorde de triplos esta temporada!).
Mas enquanto esperamos por estes dois desfechos, três destaques neste final de temporada:
- Carmelo Anthony prepara-se para ganhar pela primeira vez na sua carreira o título de Melhor Marcador (Durant disse que não vai jogar hoje, por isso o título está entregue). Depois de passar toda a temporada atrás de Kevin Durant, Carmelo pegou fogo no último mês, entrou numa série de jogos a marcar sempre acima dos 30 pontos (e acima dos 40 em 4 deles) e leva o título para casa.
- Mas se Durantula não renova o título de Melhor marcador, acaba a temporada com uma distinção não menos extraordinária: é apenas o 9º jogador na história com 50-40-90, i.e., mais de 50% nos lançamentos de 2, mais de 40% nos de três e mais de 90% nos lances livres. E lançar tantas vezes como Durant lança e manter estas percentagens é algo muito, muito difícil de conseguir. Não é por acaso que é apenas o terceiro a conseguir estas percentagens a marcar mais de 20 pontos por jogo (os outros são Larry Bird e Dirk Nowitzki).
- E uma última nota de destaque para o regresso T-Mac à NBA, em mais um exemplo de gestão exemplar dos Spurs. Stephen Jackson andava descontente com o seu papel na equipa e com os poucos minutos de utilização e antes que a situação escalasse e pudesse desestabilizar a equipa e perturbar o balneário (Captain Jack nunca foi de comer e calar), decidiram cortar o mal pela raíz e dispensar Jackson. Foi um mal necessário para evitar males maiores no futuro.
E corta para irem buscar McGrady para substituir Jackson. Independentemente do papel que T-Mac terá na equipa (que será reduzido, uns minutos como suplente de Kawhi Leonard), é bom vê-lo de volta à liga. E T-Mac pode finalmente perder a distinção de único-Melhor-Marcador-que-nunca-ganhou-uma-ronda-dos-playoffs.
16.4.13
Um miúdo numa loja de doces
Nestas coisas de experiências únicas, viagens duma vida e realizações de sonhos, é um lugar comum dizer que não há palavras para descrever. Mas temo que as minhas capacidades narrativas e descritivas não sejam suficientes para descrever fielmente a emoção que foram os dias que passei em Nova Iorque.
Porque foi de emoção pura que se tratou. O jogador, o treinador e o comentador ficaram em casa e em Nova Iorque esteve o fã. Não estava a ver vídeo, não estava a parar o jogo à procura de como um jogador se libertou para um lançamento, não estava a pensar no sistema que a equipa x estava a usar no ataque ou como a equipa y estava a defender, não estava a dissecar a movimentação de um jogador, não estava a analisar o jogo (pronto, o máximo que é possível desligar isso e não pensar nisso quando vemos um jogo), estava apenas a desfrutar de cada momento passado naqueles pavilhões.
E foram tantos e tão bons estes que espero que sejam os primeiros de muitos momentos passados em pavilhões e campos da NBA. Aqui ficam alguns deles e a minha tentativa de partilhar as emoções que vivi em cada um:
A avistar o Barclays Center pela primeira vez, sair do autocarro e pensar: uau, estou mesmo aqui!
Ali estava, finalmente, à porta de um pavilhão da NBA e, logo para começar, o mais moderno de todos, com uma entrada que mais parece um museu (mas um museu hi-tech):
Depois, já no meu lugar (porta 23, fila 13, lugar 16), minutos antes do jogo, a ouvir o hino (dos Estados Unidos). E pode não ser o nosso, mas, ao ouvir cerca de 20.000 almas a cantá-lo (e depois de vermos tantas vezes este momento na televisão), tentem não ficar arrepiados. Depois do hino, altura para a apresentação da equipa da casa:
Durante o jogo, há tanta coisa a acontecer e tanta coisa para ver (é o marcador com os ecrãs gigantes a passar o jogo, as repetições e vídeos, é o display a toda a volta do pavilhão sempre a passar estatísticas e resultados de outros jogos, é a música a tocar por cima do jogo, o speaker do pavilhão a falar; para não falar que não há um único tempo morto e há algum número musical/atracção/concurso/animação em todos os descontos de tempo e intervalos) que o mais dificil às vezes é não nos distrairmos do jogo. É um circo, um espectáculo de duas horas e meia com um jogo de basquetebol pelo meio.
Mas valia a pena não nos distrairmos, pois perderíamos um belo jogo, por sinal. Como escrevemos nessa noite, foi um jogo renhido, com muitas ausências nos Bulls e nem sempre bem jogado, mas discutido até ao último segundo e que valeu pela emoção.
Depois do jogo ainda tivemos direito a descer até ao campo e tirar umas fotos:
E foi no meio de toda essa emoção que perdi a mochila e fiquei eternamente grato a um fã dos Nets.
Se não podia ter pedido melhor estreia, a noite seguinte ainda foi melhor, com uma noite especial na Meca do basquetebol. Com direito a assistir na primeira fila ao aquecimento:
E a trocar duas palavras com o Shumpert...
Na terceira e última noite, apesar do cartaz não prometer o melhor jogo, os Bobcats deram luta e tivemos direito a mais um bom jogo. Por esta altura já estava a habituar-me à rotina de ver um jogo todos os dias e parecia-me um dia-a-dia perfeito.
Assim, de volta ao Barclays Center, desta vez, à semelhança do jogo no Garden, com acesso ao aquecimento:
Mais um bom jogo de basquetebol e ainda assistimos ao momento raro do Reggie Evans acertar dois lances livres seguidos. Para terminar, a seguir ao jogo recebemos a visita do Teletovic no camarote:
E chegou ao fim a aventura:
Mas valia a pena não nos distrairmos, pois perderíamos um belo jogo, por sinal. Como escrevemos nessa noite, foi um jogo renhido, com muitas ausências nos Bulls e nem sempre bem jogado, mas discutido até ao último segundo e que valeu pela emoção.
Depois do jogo ainda tivemos direito a descer até ao campo e tirar umas fotos:
E foi no meio de toda essa emoção que perdi a mochila e fiquei eternamente grato a um fã dos Nets.
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Se não podia ter pedido melhor estreia, a noite seguinte ainda foi melhor, com uma noite especial na Meca do basquetebol. Com direito a assistir na primeira fila ao aquecimento:
(eh pá, desculpem lá este vídeo, comecei a filmar com o telefone na vertical e quando me apercebi e o virei durante a filmagem, foi pior a emenda que o soneto)
(com direito a dedicatória para o SeteVinteCinco)
... e com o Prigioni:
E, para além do momento especial da homenagem ao intervalo aos campeões de 73...
(e cinco deles têm o nome e o número lá em cima no topo do Garden), ...
... não foi um jogo nada mau também. Desta vez a partir do camarote, tivemos direito a cesto de meio campo do Jason Kidd (este não registei em vídeo, mas aqui fica o oficial):
(e cinco deles têm o nome e o número lá em cima no topo do Garden), ...
... não foi um jogo nada mau também. Desta vez a partir do camarote, tivemos direito a cesto de meio campo do Jason Kidd (este não registei em vídeo, mas aqui fica o oficial):
A cantos de "MVP" dos adeptos dos Knicks pra Carmelo Anthony, depois deste marcar mais um triplo e chegar aos 40 pontos no jogo:
E ainda a adeptos dos Knicks entusiasmados (chamemos-lhe assim e finjamos que o alcool grátis no camarote não teve nada a ver com isso):
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Assim, de volta ao Barclays Center, desta vez, à semelhança do jogo no Garden, com acesso ao aquecimento:
E um olá (do campo, este não conhecemos) do Deron Williams:
Já instalado no camarote com vista para alguns dos melhores Nets de sempre, ...
era hora de mais um jogo. E desta vez filmei o hino:
E chegou ao fim a aventura:
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Houve mais. Houve passeios por Nova Iorque, uma visita à loja da NBA, um grupo muito divertido de participantes de outros países e uma equipa de pessoas da NBA que foram os melhores anfitriões do mundo (obrigado Joannitte, Neikelle, Nicolas!). E muitas, tantas recordações. Nestes quatro dias, desliguei a cabeça, abri o coração e fui apenas fã e adepto deste desporto e desta liga extraordinários. Nestes dias, fui um miúdo numa loja de doces. E como um miúdo numa loja de doces, estava... feliz.
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