16.4.13

Um miúdo numa loja de doces


Nestas coisas de experiências únicas, viagens duma vida e realizações de sonhos, é um lugar comum dizer que não há palavras para descrever. Mas temo que as minhas capacidades narrativas e descritivas não sejam suficientes para descrever fielmente a emoção que foram os dias que passei em Nova Iorque. 

Porque foi de emoção pura que se tratou. O jogador, o treinador e o comentador ficaram em casa e em Nova Iorque esteve o fã. Não estava a ver vídeo, não estava a parar o jogo à procura de como um jogador se libertou para um lançamento, não estava a pensar no sistema que a equipa x estava a usar no ataque ou como a equipa y estava a defender, não estava a dissecar a movimentação de um jogador, não estava a analisar o jogo (pronto, o máximo que é possível desligar isso e não pensar nisso quando vemos um jogo), estava apenas a desfrutar de cada momento passado naqueles pavilhões.

E foram tantos e tão bons estes que espero que sejam os primeiros de muitos momentos passados em pavilhões e campos da NBA. Aqui ficam alguns deles e a minha tentativa de partilhar as emoções que vivi em cada um:



A avistar o Barclays Center pela primeira vez, sair do autocarro e pensar: uau, estou mesmo aqui! 
Ali estava, finalmente, à porta de um pavilhão da NBA e, logo para começar, o mais moderno de todos, com uma entrada que mais parece um museu (mas um museu hi-tech):




Depois, já no meu lugar (porta 23, fila 13, lugar 16), minutos antes do jogo, a ouvir o hino (dos Estados Unidos). E pode não ser o nosso, mas, ao ouvir cerca de 20.000 almas a cantá-lo (e depois de vermos tantas vezes este momento na televisão), tentem não ficar arrepiados. Depois do hino, altura para a apresentação da equipa da casa:


Durante o jogo, há tanta coisa a acontecer e tanta coisa para ver (é o marcador com os ecrãs gigantes a passar o jogo, as repetições e vídeos, é o display a toda a volta do pavilhão sempre a passar estatísticas e resultados de outros jogos, é a música a tocar por cima do jogo, o speaker do pavilhão a falar; para não falar que não há um único tempo morto e há algum número musical/atracção/concurso/animação em todos os descontos de tempo e intervalos) que o mais dificil às vezes é não nos distrairmos do jogo. É um circo, um espectáculo de duas horas e meia com um jogo de basquetebol pelo meio.

Mas valia a pena não nos distrairmos, pois perderíamos um belo jogo, por sinal. Como escrevemos nessa noite, foi um jogo renhido, com muitas ausências nos Bulls e nem sempre bem jogado, mas discutido até ao último segundo e que valeu pela emoção.

Depois do jogo ainda tivemos direito a descer até ao campo e tirar umas fotos:


E foi no meio de toda essa emoção que perdi a mochila e fiquei eternamente grato a um fã dos Nets.

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Se não podia ter pedido melhor estreia, a noite seguinte ainda foi melhor, com uma noite especial na Meca do basquetebol. Com direito a assistir na primeira fila ao aquecimento:



E a trocar duas palavras com o Shumpert...

(eh pá, desculpem lá este vídeo, comecei a filmar com o telefone na vertical e quando me apercebi e o virei durante a filmagem, foi pior a emenda que o soneto)


(com direito a dedicatória para o SeteVinteCinco)



... e com o Prigioni:


E, para além do momento especial da homenagem ao intervalo aos campeões de 73...


(e cinco deles têm o nome e o número lá em cima no topo do Garden), ...

... não foi um jogo nada mau também. Desta vez a partir do camarote, tivemos direito a cesto de meio campo do Jason Kidd (este não registei em vídeo, mas aqui fica o oficial):



A cantos de "MVP" dos adeptos dos Knicks pra Carmelo Anthony, depois deste marcar mais um triplo e chegar aos 40 pontos no jogo:



E ainda a adeptos dos Knicks entusiasmados (chamemos-lhe assim e finjamos que o alcool grátis no camarote não teve nada a ver com isso):


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Na terceira e última noite, apesar do cartaz não prometer o melhor jogo, os Bobcats deram luta e tivemos direito a mais um bom jogo. Por esta altura já estava a habituar-me à rotina de ver um jogo todos os dias e parecia-me um dia-a-dia perfeito.

Assim, de volta ao Barclays Center, desta vez, à semelhança do jogo no Garden, com acesso ao aquecimento:


E um olá (do campo, este não conhecemos) do Deron Williams:


Já instalado no camarote com vista para alguns dos melhores Nets de sempre, ...


era hora de mais um jogo. E desta vez filmei o hino:


Mais um bom jogo de basquetebol e ainda assistimos ao momento raro do Reggie Evans acertar  dois lances livres seguidos. Para terminar, a seguir ao jogo recebemos a visita do Teletovic no camarote:


E chegou ao fim a aventura:


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Houve mais. Houve passeios por Nova Iorque, uma visita à loja da NBA, um grupo muito divertido de participantes de outros países e uma equipa de pessoas da NBA que foram os melhores anfitriões do mundo (obrigado Joannitte, Neikelle, Nicolas!). E muitas, tantas recordações. Nestes quatro dias, desliguei a cabeça, abri o coração e fui apenas fã e adepto deste desporto e desta liga extraordinários. Nestes dias, fui um miúdo numa loja de doces. E como um miúdo numa loja de doces, estava... feliz.


9 comentários:

  1. Que sonho de viagem! excelente testemunho. Faço um pedido podias mostrar as recordações que trouxeste?

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  2. Marina Pereira17/04/13, 00:05

    Muletas???

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    1. Ah, estava a ver que ninguém perguntava! É uma longa história, Marina! Fica para outro post! ;)

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  3. Que sonho.... Obrigado por partilhares.

    KNICKS TAPE

    SD,
    Xait

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  4. Não sou fã de basquetebol, no entanto, adorei a descrição. Nunca é tarde para realizar sonhos, quem sabe um dia ainda conseguirás trabalhar para a NBA, é só continuar no mesmo caminho.

    Beijinho
    Sónia F

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  5. Edgar Farto17/04/13, 12:26

    off topic: alguem me sabe explicar o motivo dos spurs tirem dispensado o Stephen Jackson?

    Obrigado

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    1. Aparentemente ele andava descontente com o reduzido papel na equipa e os poucos minutos de utilização e os Spurs preferiram dispensá-lo do que arriscar ter problemas no balneário e ter um foco de desestabilização na equipa. Foi, aparentemente, um mal necessário para evitar males maiores mais tarde.

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    2. Edgar Farto17/04/13, 17:12

      Muito Obrigado pelo esclarecimento

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  6. Edgar Farto17/04/13, 12:35

    É que vi que foram buscar o T-MAC. Eu sempre gostei do Mcgrady, mas achei tudo estranho d qualquer forma

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