28.9.14

Boletim de Avaliação - Boston Celtics


A NBA que conhecíamos quando fomos de férias já não existe. O grande terramoto LeBron, os terramotos Donald Sterling, Paul George e Kevin Love e mais uma mão cheia de réplicas mudaram a paisagem da liga. Temos tanta coisa para falar sobre a offseason e sobre todos esses eventos que transformaram a geografia da NBA, que não vai dar para falar de tudo de uma vez. Por isso, vamos fazendo-o aos poucos e equipa a equipa.

Ao longo do próximo mês e até ao início da temporada regular, vamos fazer os nossos já tradicionais Boletins de Avaliação e analisar as movimentações de cada uma das 30 equipas. Começamos, como habitualmente, pela Atlantic Division e (seguindo a ordem alfabética) pelos verdes de Boston:





Boletim de Avaliação - Boston Celtics

Saídas: Jerryd Bayless, Kris Humphries, Keith Bogans
Entradas: Evan Turner, Marcus Thornton, Tyler Zeller, Marcus Smart (6ª escolha no draft), James Young (17ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Avery Bradley - Jeff Green - Brandon Bass - Kelly Olynyk
No Banco: Marcus Smart - Marcus Thornton - James Young - Evan Turner - Gerald Wallace - Jared Sullinger - Tyler Zeller
Treinador: Brad Stevens

Balanço: O que aconteceu para os lados de Boston neste Verão? Pouca coisa. A notícia que mais manchetes fez na offseason dos Celtics foi mesmo a de ontem, da lesão de Rondo e da sua ausência nas primeiras semanas da temporada regular

De resto, apenas pequenas mudanças: 
Jerryd Bayless e Kris Humphries saíram na free agency. Despacharam o contrato de Keith Bogans (para os Cavaliers, por troca com quatro jogadores que provavelmente não ficam na equipa; o único que talvez fique é Dwight Powell). Arriscaram em Evan Turner (ainda não oficializaram o contrato, mas têm acordo e, a menos que algo muito anormal aconteça, vai ser Celtic). E renovaram com Avery Bradley (32 milhões/4 anos).

Arriscam bem em Turner, porque não têm nada a perder e é uma aposta de baixo risco e alta recompensa. Mas pagaram um pouco demais por Bradley, pois não nos parece que alguém lhe fosse oferecer 8 milhões por ano (ou se calhar não, se ele continuar a evoluir e a melhorar no ataque e se tornar no jogador que eles esperam). 

No draft, seleccionaram Marcus Smart e James Young, lançando mais dúvidas sobre qual é o seu plano para o futuro. Smart e Young poderiam ser um backcourt para o futuro, se não tivessem renovado com Bradley e não dissessem que pretendem ficar com Rondo. Mas Young também pode jogar a small forward e tê-lo disponível na 17ª posição era de aproveitar. Já a escolha de Smart, só veio aumentar os rumores em torno de Rondo.

Ficam assim com uma mão cheia de jovens para desenvolver e alguns veteranos que podem ou não fazer parte dos planos da equipa no futuro. Mas continuam um work in progress. Para já, vão continuar pela segunda metade da tabela e sem ambições de playoffs ou de luta por alguma coisa.

No futuro, a questão é: esse work in progress é para onde? Para começar do zero ou para tentar reconstruir com Rondo? Para a reconstrução total, mais lenta e através do draft ou para uma reconstrução (mais rápida) através da free agency e/ou de trocas? Ou uma mistura das duas?
Vão desenvolver os jovens ou usá-los como moeda de troca por uma estrela?

Têm muitas opções em aberto, têm contratos que expiram este ano (Rondo, Thornton, Bass, Joel Anthony), têm "team options" baratas no próximo ano (Olynyk, Zeller, Sullinger), têm espaço salarial na próxima época, têm peças para trocar e têm várias escolhas em drafts futuros (8 primeiras rondas nos próximos 4 anos).

Quanto a Rondo, afirmam que querem renovar e o querem para o longo prazo. E essa é e continua a ser a maior dúvida em redor da equipa. O que fazem com ele e, consequentemente, que caminho escolhem. Com Rondo no último ano de contrato, preparem-se para a novela e para um ano de rumores em 2014-15.

Para já, não se comprometeram com nenhum dos caminhos (ou tentaram e não conseguiram). Deixam as duas opções em aberto e parecem não ter ainda decidido por qual delas vão optar. Ou se decidiram, não o dizem. É, portanto, para acompanhar e esperar pelos próximos passos de Danny Ainge. 

Entretanto, para o curto prazo e para o que a esta temporada diz respeito, não andaram nem desandaram. Isso é positivo, porque mantém as opções em aberto. Mas é negativo, porque vão passar mais um ano sem dar um passo em frente. Por isso, levam uma nota mediana, com um valor acima do 10 pela adição de mais dois jovens promissores e mais duas boas peças.

Nota: 11


(a seguir: Atlantic Division - Brooklyn Nets)

16 comentários:

  1. Não achas que o Sullinger vai ser titular? Até porque acho que se fala que o Bass pode ser trocado a meio do ano.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Essa foi a única posição onde tive dúvidas sobre qual será o titular. Depende do plano dos Celtics (se querem apostar no desenvolvimento de Sullinger, se querem dar minutos ao Bass para aumentar o seu valor numa troca, se fazem alguma mudança até começar a temporada...). Neste momento são mais dúvidas que certezas em volta desta equipa.

      Mas, para já, acho que o Bass parte na frente na luta pela posição e, se estiver na equipa no início da temporada, acredito que seja o power forward titular.

      Eliminar
    2. Hugo Carvalho Gonçalves29/09/14, 12:14

      Aqui tenho que discordar.

      O Jared Sullinger fez uma época bastante razoável e parte claramente à frente quer do Olynyk (já que fez muitos jogos nessa posição) quer do Brandon Bass. Embora seja clara a intenção de trocar o Brandon Bass, tal não colocará em causa a aposta que já foi feita no Sullinger (excepto se este aparecer em má forma física, que é um perigo real neste jogador)

      Eliminar
    3. Confesso que quando escrevi o Boletim, comecei por pôr o Sullinger no cinco e estive indeciso entre os dois, mas depois pensei: "o Bass foi o titular no ano passado e não sei se o Brad Stevens o vai despromover para o banco. O Sullinger é obviamente a aposta para o futuro, mas não sei se o Bass perde o estatuto de titular até, eventualmente, ser trocado."

      Eliminar
    4. Hugo Carvalho Gonçalves29/09/14, 14:29

      Mas julgo que o teu raciocínio falha a partir do momento em que o 5 inicial mais vezes repetido inclui sem a mínima dúvida o Sullinger e o Bass. O Olynyk a empurrar alguém para o banco será o Bass e não o Sullinger, parece-me. O Sullinger com uma média de 27,6min por jogo, conseguiu médias engraçadas como 8,1 ressaltos e 13,3 pontos. O jogou os mesmo 27,6min (coincidência curiosa), mas com 5,7 ressaltos e 11,1 pontos. É óbvio que os números não dizem tudo, mas o Sullinger foi uma agradável surpresa que se destacou bem mais que o Bass e é também mais novo. Além que o Sullinger dá uma presença mais física próximo do mais frágil Olynyk que parece não combinar minimamente com o Bass, que são no fundo dois jogadores para esticar o jogo. O Sullinger demonstrou essa aptidão mas está mais confortável para jogar no interior do que o Bass. O que achas, faz sentido o meu raciocínio?

      Eliminar
    5. Faz sentido e, sim, podem jogar com o Bass e o Sullinger juntos. Mas acho que isso acontecerá durante o decorrer dos jogos e não começarão com os dois no cinco. Porque ficam com um cinco muito baixo e undersized.
      Deverão começar com Olynyk e Bass(ou)Sullinger. Depois, vão dividir os minutos pelos dois e até podem jogar com Bass e Sullinger juntos em alguns períodos do jogo.

      Eliminar
    6. Hugo Carvalho Gonçalves30/09/14, 12:26

      Enfim, discordo. Como disse, o ano passado, a dupla mais utilizada foi Sullinger e Bass. Porém, este ano, e até porque o Olynyk esteve sempre em crescendo, terminou bem a temporada e fez mais uma óptima summer league, acredito que não há muitas dúvidas que teremos Olynyk e Sullinger. Mas volto a frisar, a luta está entre Olynyk e Bass, o Sullinger é claramente o elemento mais forte entre os 3, não concordo que faças do Olynyk o elemento certo desta rotação, porque até é o que foi suplente na última temporada.

      Eliminar
    7. Não acho que Olynyk seja o elemento mais forte dos três ou o elemento certo da rotação, mas para mim faria mais sentido começar o jogo com Olynyk e um dos outros dois pela questão da altura. Mesmo que depois usem Bass e Sullinger juntos e até acabem os dois por fazer mais minutos que Olynyk.

      Mas daqui a 29 dias vamos descobrir! :)

      Eliminar
  2. Acho que os celtics ainda vão trocar o Rondo. Podiam tentar algo com os kings pelo cousins.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os Kings não trocam o Cousins.

      Eliminar
    2. Sim, o Rondo é o maior ponto de interrogação nos Celtics. E para além dessa grande dúvida em volta de Rondo, outros jogadores, como Brandon Bass ou Jeff Green, também poderão ser trocados. Uma coisa é certa: esta equipa não deve chegar ao fim da temporada intacta e sem mexidas.

      Podem tentar algo com os Kings, mas também não acho que consigam algo pelo Cousins. Esse é um que os Kings não trocam.

      Eliminar
    3. Nao vai ser facil alguem dar algo que interesse aos C´s, só se fosse um Center em condições.
      Achas que o Rondo "cabe" em NY?

      Eliminar
    4. Não me parece que os Knicks tenham jogadores que interessem aos Celtics ou que consigam um pacote que interesse minimamente aos Celtics..

      Eliminar
    5. Hugo Carvalho Gonçalves30/09/14, 12:31

      O Cousins deu uma grande resposta de maturidade neste verão, nunca será trocado. O que não quer dizer que os Kings não consiga montar um pacote para o Rondo (até porque é grande amigo do Rudy Gay que sempre quis atrair para os Celtics), que inclua o McLemore ou Stauskas, para terem uma dupla promissora com o Smart. Mas não estou a ver as peças suficiente para o puzzle funcionar.

      Eliminar
  3. Papa Valdemares28/09/14, 22:05

    Para mim, o último título de Boston foi um fogo-fátuo no meio do «deserto» em que se tornaram na era pós-Bird e companhia e que vai continuar. Aliás, ao adicionarem Allen e Garnett, a intenção dos Celtic era mesmo essa: ganhar rapidamente, sem grande preocupação com o «day after». Conseguiram-no. And that was that.

    Quanto a Rondo, se quer colorir mais do que um dedo, vai ter de rumar a outro lado.

    O «play off» é uma miragem.

    ResponderEliminar
  4. Tambem concordo q o Rondo não deve ficar por estes ares.. Não o tou a ver a ficar uns bons anos até q boston fique com uma equipa de titulo.

    ResponderEliminar