Este podia ser o título de outro filme de acção chunga (ou a sequela do filme de ontem), mas é um contra-ataque perfeito dos Heat em que a bola toca uma única vez no chão no meio campo ofensivo:
7.12.12
6.12.12
Kobe e Messi - Duelo nas alturas
Podia ser o título de um filme de acção chunga, mas é apenas o novo anúncio da Turkish Airlines, onde o mais recente membro do Clube dos 30000 Pontos encontra uma concorrência diferente daquela a que está habituado na NBA:
Bem vindo ao Clube, Kobe
Com este cesto Kobe Bryant juntou-se a Kareem Abdul Jabbar, Karl Malone, Michael Jordan e Wilt Chamberlain no restrito Clube dos 30000 Pontos:
(Kobe, aos 34 anos, é o mais jovem de sempre a entrar nesta exclusiva lista. Wilt tinha 35 quando marcou o seu 30000º ponto, Kareem e Malone tinham 36 e Jordan tinha 38)
4.12.12
LeBron, o Desportista do Ano
Adorem-no ou odeiem-no, gostem dele assim-assim ou fiquem indiferentes com ele, a verdade é que todos temos de ficar orgulhosos quando, num ano de Jogos Olímpicos e repleto de grandes desempenhos desportivos (Michael Phelps e Serena Williams, por exemplo; e não incluimos aqui Novak Djokovic, Sebastian Vettel, Cristiano Ronaldo ou Messi, porque esta é uma distinção de uma publicação americana e, como sabemos, os americanos pouco se importam com o soccer e com desportos onde não são os melhores; só por 9 vezes nos 58 anos de existência do prémio é que o vencedor não foi americano), um basquetebolista é eleito o melhor desportista de 2012.
Por isso, independentemente de serem fãs ou haters, todos os fãs de basquetebol e da NBA devem ficar orgulhosos da eleição de LeBron James como Desportista do Ano da Sports Illustrated:
(e é, diga-se, um prémio justo para um ano em que Lebron fez uma das melhores temporadas individuais de sempre e ganhou tudo o que havia para ganhar no seu desporto: MVP da temporada regular, campeão da NBA, MVP das Finais e campeão olímpico. Era impossível fazer melhor.)
Spurs em maré de polémica
Tony Parker e Tim Duncan mostraram o seu sentido de humor neste Halloween (quer dizer, eles não queriam mostrá-lo ao mundo, mas a foto veio a público ontem). Será que a liga vai ter o mesmo sentido de humor ou vem aí mais uma multa para os Spurs?
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| "Devolve-nos os 250.000 dólares ou matamo-lo!" |
(e antes que perguntem: não, não merecem qualquer multa por isto. É um momento de brincadeira, numa festa privada e o melhor que David Stern pode fazer é dar uma boa gargalhada com a foto e seguir com a sua vida)
3.12.12
Uns Xs e Os para começar a semana
Na madrugada de Sábado para Domingo, num emocionante duelo decidido apenas ao fim de dois prolongamentos, os Blazers sairam de Cleveland com uma vitória graças ao grande lançamento de Nicolas Batum, mas acima de tudo, graças a uma excelente execução na última posse de bola:
Tudo começou com os quatro Blazers colocados nos quatro cantos da área restritiva:
A movimentação iniciou-se então com o bloqueio de Batum, do lado esquerdo do campo, a J.J. Hickson e com uma acção inversa do lado contrário (o jogador que partiu do exterior, LaMarcus Aldridge, é que fez o bloqueio ao jogador que partiu da posição interior, Wes Matthews):
E aqui foi onde a execução dos Blazers se tornou excelente. As movimentações de ambos os lados do campo foram iscos perfeitos para a defesa dos Cavs. O bloqueio de Batum a Hickson e a corte deste para o cesto obrigou o defensor do francês, Alonzo Gee, a dar um tempo de ajuda, pois Hickson poderia receber um alley hoop e ter um cesto fácil. E foi esse tempo de ajuda que permitiu a Batum ganhar o segundo de vantagem que precisava.
Do outro lado, depois do bloqueio a Matthews, LaMarcus Aldridge não cortou para o cesto, mas antes virou-se para fazer um novo bloqueio, a Batum, que depois do bloqueio a Hickson, cortou para o lado contrário:
Gee foi atrás dele, mas ia já atrasado e ficou ainda mais atrás depois do bloqueio de Aldridge. Batum ganhou metros preciosos e o espaço suficiente para receber e armar o lançamento:
O momento decisivo de toda a movimentação é o bloqueio de Batum (sem o qual não teria conseguido a vantagem que se revelou fundamental) mas toda a execução dos Blazers foi exemplar. Uma execução colectiva perfeita e duas excelentes execuções individuais de Batum (o bloqueio e o lançamento) que valeram três pontos e uma vitória.
2.12.12
Um tiro no pé
O Diogo M. pergunta qual a nossa opinião em relação à polémica em volta dos Spurs e aos 250.000 dólares de multa que estes levaram por terem descansado Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili e Danny Green no jogo frente aos Heat. É fácil: Gregg Popovich fez muito bem em descansá-los, tem (ou devia ter) todo o direito de o fazer e a decisão de David Stern não só é injusta, como é indefensável seja qual fôr o ângulo por que se analise.
Primeiro, não existe nenhuma regra que diga que uma equipa tem de se apresentar num jogo com todos os seus jogadores ou que obrigue as equipas a levar os seus melhores jogadores para os jogos. Existe apenas uma regra que diz que as equipas não podem descansar jogadores de uma forma que seja contrária aos interesses da liga (seja lá o que isso fôr).
Então, do ponto de vista legal, é uma decisão subjectiva e aberta a todo o tipo de interpretações e discussões. O que é do melhor interesse da liga? Ter todos os Spurs presentes num jogo da temporada regular com pouca ou nenhuma importância ou ter os Spurs frescos e na melhor forma quando chegarem os playoffs? Ter estes Spurs na melhor condição em Abril e Junho e a lutar pelo título não será melhor para a liga (e para as audiências?) do que num dos 82 jogos da temporada regular? Ter, eventualmente, estes Spurs em Miami em Junho, a lutar por um título não é melhor para a NBA do que tê-los num jogo que ninguém se lembra daqui a um mês?
Já para não falar que os suplentes dos Spurs a discutirem o jogo até ao fim até deu uma história melhor (e diferente). Podemos argumentar que a curiosidade de ver como se portavam (e como se portaram) os suplentes dos Spurs gerou mais interesse do que se fosse apenas mais um jogo.
Portanto, é muito subjectivo e discutível o que é melhor para a NBA. Não me parece que os fãs dos Spurs se tenham importado muito, pois eles sabem que Popovich fez o melhor para a equipa deles. Também não me parece que os fãs dos Heat se tenham importado muito, pois o máximo que podia acontecer era a sua equipa ter uma vitória mais fácil. E a ausência dos 4 titulares dos Spurs até gerou mais atenção em volta do jogo.
Para além disso, uma liga não pode funcionar de forma arbitrária e subjectiva. As regras têm de ser claras e objectivas. Se os Spurs tivessem quebrado algo que estivesse claramente estipulado, se a regra dissesse "as equipas têm de se apresentar com todos os jogadores" e eles não o fizessem, aí podiam multá-los. Assim abrem um precedente que nunca vão conseguir cumprir. Porque agora o que vai acontecer quando as equipas sentarem jogadores nos últimos jogos da temporada regular para os descansar para os playoffs? Vão multá-las a todas? Ou vão só multar algumas? E como vão decidir quando devem ser multadas ou não? Com esta decisão meteram-se num beco do qual nunca vão conseguir sair.
A unica forma de sair era criar uma regra clara que obrigasse as equipas a apresentarem todos os jogadores nos jogos. Mas a aplicação duma tal regra é impossível. Mesmo que sejam obrigados a ter os jogadores presentes, o treinador pode não os colocar a jogar e deixá-los no banco o jogo todo. Por isso, obrigar uma equipa a apresentar todos os jogadores seria apenas uma formalidade.
Por isso, o melhor que David Stern fazia era ficar quieto e deixar as equipas fazer a gestão dos jogadores como muito bem entenderem. Porque estas vão fazer tudo para estarem no seu melhor nas alturas decisivas. E tê-las no seu melhor nas alturas decisivas é o melhor para a NBA. David Stern devia ficar quieto e confiar que o melhor para as equipas é o melhor para a NBA.
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