12.5.14

Mais uma GRANDE noite


Mais uma noite louca nos playoffs da NBA! Em Los Angeles, os Clippers recuperam de uma desvantagem de 16 pontos a 9:00 do fim e empatam a série num incrível e improvável final (para verem quão improvável: historicamente, a perder por 16 com 9' para jogar, as hipóteses dos Clippers ganharem eram de 0,9%):


E na capital dos Estados Unidos, os Pacers recuperam de uma desvantagem de 19 pontos (uma vantagem que os Wizards conseguiram com Andre Miller, Al Harrington e Drew Gooden a liderar a equipa!) e metem um pé na final de conferência:


Recuperações inacreditáveis, heróis improváveis e mais uma grande, enorme noite de basquetebol! Venham mais!

10.5.14

Mais apostas para a 2ª ronda


Depois do comentário às séries dos finalistas do ano passado, o apanhado das outras duas, as que prometiam mais emoção e drama nesta segunda ronda. Vamos lá então ao que esperávamos antes de começarem e o que esperamos agora:



PACERS X WIZARDS

O que esperávamos
Uma série mais fácil para os Pacers do que aquela que tiveram frente aos Hawks. Depois das enormes dificuldades que Indiana teve na primeira ronda e da facilidade com que os Wizards despacharam os Bulls, muitos diziam que os Pacers estavam lixados. Mas a verdade é que contra Atlanta tinham um matchup muito desfavorável e uma equipa onde encaixavam muito mal. E contra os Wizards acontece precisamente o contrário: Washington joga com dois jogadores interiores, o que permite aos Pacers jogar com o seu cinco tradicional e no estilo de jogo que mais gostam e que mais lhes convém. Roy Hibbert volta aos seus terrenos familiares na área perto do cesto, não é obrigado a sair até ao perímetro e a defesa da equipa não perde o seu equilíbrio. 

Os Wizards tiveram sempre muitas dificuldades contra esta equipa de Indiana na temporada regular (os dois jogos da época em que marcaram menos pontos - 73 e 66, em Novembro e Janeiro - foram contra Indiana) e esperávamos que essas dificuldades continuassem nesta série.

O que esperamos agora
Tudo o que esperávamos. Depois daqueles dois jogos da temporada regular, ontem sofreram ainda menos pontos (63) e estabeleceram novo mínimo de pontos sofridos contra esta equipa dos Wizards (e o mínimo que os Wizards marcaram esta temporada). 
No primeiro jogo, Hibbert jogou muito mal (ainda devia estar a habituar-se à sensação de estar em campo de novo), mas nos dois seguintes foi o defensor e protector do cesto influente de antes e os Pacers voltaram a ser a equipa que foram durante a maior parte da temporada regular. Não vamos já proclamar o regresso em pleno de Hibbert (pois regularidade não tem sido o seu forte e o cansaço também potencia essa irregularidade), mas, com maior ou menor dificuldade, não acreditamos que esta série escape a Indiana.
Também porque a inexperiência que esperávamos que John Wall e Bradley Beal acusassem na série contra os Bulls, está finalmente a ser notar-se. Contra uma defesa que lhes está a retirar as primeiras opções, a cortar-lhes caminhos para o cesto e os está a obrigar a batalhar por cada metro de campo e a procurar soluções diferentes daquelas que estão habituados, têm denunciado alguma frustração e começado a forçar um pouco as acções e os lançamentos.
Os Wizards não vão fazer sempre jogos com tão poucos pontos, vão fazer ajustes e melhorar, mas não deverá ser suficiente para ultrapassar este obstáculo. Por isso, a nossa previsão é 4-2 para os Pacers.



CLIPPERS X THUNDER

O que esperávamos
A série mais física, disputada e renhida desta ronda. Os Thunder estão bem equipados para defender esta equipa dos Clippers. Têm bons defensores interiores para defender Griffin e Jordan, bons defensores também no perímetro para defender Paul, Crawford e Redick e, basicamente, soluções para defender todas as posições dos Clippers.
Já aos Clippers falta-lhes um especialista defensivo para defender Durant (Dudley não tem hipótese, Barnes consegue fazer um pouco melhor, mas não têm um Tony Allen). Os defensores interiores são mais do que capazes de defender os bigs de OKC (até porque os jogadores interiores de OKC não são uma grande ameaça no 1x1), mas, com a vantagem que Durant tem no seu matchup, têm de ser exemplares nas rotações e ajudas para ajudar a defender KD e, ao mesmo tempo, não darem muito espaço aos outros jogadores e não ficarem também em desvantagem para os ressaltos.

Por isso, a chave desta série está na capacidade da defesa dos Clippers de limitar os outros jogadores dos Thunder. Durant pode conseguir os seus números, mas terão de parar os outros. Até podem conseguir sobreviver com Durant e Westbrook a conseguirem os seus números, se pararem os outros.

O que esperamos agora
Mas parar os outros é o que os Clippers não têm conseguido fazer. Durant e Westbrook estão a fazer números sensacionais e estão a ter ajuda de todos os lados. A defesa dos Clippers, como se previa, não consegue conter KD, mas também não está a conseguir compensar em nenhum outro lado. Não conseguem fechar nos atiradores e estão permitir muitos ressaltos ofensivos e segundas oportunidades (perderam a luta dos ressaltos nos três jogos). 
Apesar disso, os jogos têm sido equilibrados, o que prova que os Clippers conseguem sobreviver a grandes jogos desses dois. Se limitarem os danos nos outros lados. Com Sefolosha, Ibaka ou Butler também a marcarem 15 a 20 pontos é que não dá.

Mesmo no primeiro jogo a defesa não foi brilhante e os Clippers ganharam com uma grande exibição ofensiva.  Como grandes jogos ofensivos não vão acontecer assim tantas vezes contra a defesa de OKC, se a defesa dos Clippers não for bem melhor do que tem sido até aqui, vai ser uma série mais curta do que se previa. Porque se não retiram alguma coisa ao ataque dos Thunder (e até agora não têm conseguido retirar quase nada), vai ser impossível ganhar esta ronda. E sinceramente, não sabemos se a defesa dos Clippers é capaz disso. Por isso, 4-2 para os Thunder.

9.5.14

Apostas para a 2ª ronda


Depois de uns dias de ausência, eis-nos de regresso. E, como prometido, para fazermos as nossas apostas para esta segunda ronda. "Pois, mas fazer apostas já com a ronda a decorrer, assim também eu", dizem vocês. E com toda a razão. Já com dois jogos disputados em cada uma das séries, partimos em vantagem, uma que vocês não tiveram quando fizeram as vossas apostas. Por isso, mais do que apostas, chamemos-lhe um apanhado das séries, com o que esperávamos de cada uma delas antes das mesmas começarem e o que esperamos agora. Começando pelas séries dos dois finalistas do ano passado:



SPURS X BLAZERS

O que esperávamos
De duas equipas com bons ataques, mas onde só uma delas tem uma defesa capaz de parar o ataque adversário, esperávamos uma série mais ou menos fácil para essa equipa. Os San Antonio Spurs, claro. Ambas as equipas são capazes de marcar muitos pontos, mas enquanto a defesa dos Spurs é capaz de abrandar o ataque dos Blazers e reduzir esses pontos, a defesa dos Blazers não é capaz de fazer o mesmo ao ataque dos Spurs. 

Na série com os Rockets (entre duas equipas muito ofensivas), os Blazers precisavam apenas de defender um bocado para passar (a que defendesse mais um bocado, passava), mas nesta precisavam de defender muito mais para compensar o que a defesa dos Spurs lhes tira no ataque e precisavam de retirar muito mais ao ataque dos Spurs para equilibrar a eliminatória.

O que esperamos agora
Os dois jogos até agora confirmam isso mesmo. Os Spurs continuam a marcar muitos pontos, mas os Blazers não têm conseguido fazer o mesmo e ficaram abaixo dos 100 pontos nos 2 jogos. O ataque só te consegue levar até certo ponto e para ir mais longe que esta fase, a equipa de Portland tem de melhorar no outro lado do campo. Por isso, mantemos a nossa previsão de 4-1 para San Antonio.

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HEAT X NETS

O que esperávamos
Na temporada regular, os Nets varreram os 4 jogos entre as duas equipas e conseguiram contrariar a superioridade atlética dos Heat com o seu ritmo de jogo mais lento. Por isso, esperávamos uma série renhida e que a inteligência, a esperteza e a manha dos veteranos de Brooklyn pudessem causar muitas dificuldades à equipa de Miami.
É claro que essa estratégia que tanto sucesso teve na temporada regular não ia ter o mesmo sucesso nos playoffs. Na temporada regular, os Heat andavam em velocidade de cruzeiro e os Nets conseguiram impor o seu jogo "devagar-devagarinho". Mas nesta fase, os Heat iam meter uma mudança abaixo e acelerar. Esperávamos que os Nets lhes causassem muitas dificuldades, mas no fim os Heat iam impor o seu jogo e passar.

O que esperamos agora
Uma série mais fácil do que previsto e que os Heat vão resolver sem grandes dificuldades. Afinal parece que meteram duas mudanças abaixo e os Nets não vão conseguir desacelerá-los. Aceleraram tanto no ataque como na defesa (onde estão muito mais pressionantes e menos passivos e reactivos) e os Nets não têm conseguido contrariá-los em nenhum dos lados do campo. Portanto, revemos a nossa previsão original de 4-3 para 4-1.


(no próximo artigo, o apanhado das outras duas, as mais renhidas e que mais emoção prometem nesta 2º ronda)

5.5.14

Bater Bolas - Apostas para a 2ª ronda


Depois da primeira ronda mais incrível e emocionante de sempre, aceitam-se apostas para a segunda ronda. Quais são as quatro equipas que avançam para as finais de conferência? E em quantos jogos? Deixem aí as vossas previsões, que deixaremos aí as nossas a seguir.




(vou ter de me ausentar por uns dias, vou estar fora esta semana e não vou conseguir escrever. Volto no final da semana, por isso deixem aí as vossas previsões e na sexta deixamos aí as nossas. Até sexta e bons cestos, pessoal!)

4.5.14

Três vencedores


Três jogos 7, três vitórias para as equipas da casa.
A equipa de Indiana ultrapassou essa grande lomba no caminho que estavam a ser os Hawks, num jogo em voltaram a parecer-se com os Pacers de há três meses. Mas este texto não é sobre eles.
Em Oklahoma, Durant e Westbrook explodiram para, respectivamente, 33 pts (com 12 em 18 e 5-5 em triplos) e 27 pts, 16 ast e 10 res e os Thunder escaparam a um grande susto. Mas este texto não é sobre eles.
E os Clippers, depois de uma série tão atribulada, deram conta do recado em Los Angeles. Mas este texto também não é sobre eles.


Este texto é sobre as três equipas que perderam. Que perderam as séries, mas que não saíram como derrotadas. Três equipas que superaram adversidades, batalharam até ao limite das suas forças e deram mais luta do que alguém acreditava ou achava possível.

Os oitavos-classificados Hawks levaram os primeiros-classificados Pacers ao limite, numa eliminatória muito mais renhida do que alguém imaginava. Uma equipa de Atlanta que perdeu o seu melhor jogador em Dezembro (quando estavam no 3º lugar do Este), que teve muitas lesões ao longo da época, que podia ter atirado a toalha ao chão e começado a pensar no próximo ano, mas que continuou a dar o seu melhor. 
Ontem, os lançamentos não caíram (11-44 de 3pts!), mas, como ao longo de toda a época, nunca desistiram e era difícil pedir mais a esta equipa. 
No próximo ano, com Horford, com um bom núcleo (Horford, Teague, Millsap, Korver), com espaço salarial (cerca de 10 milhões para 2014-15) e com um treinador muito promissor, têm tudo para voltar melhores e ir mais longe.

Os desfalcados Grizzlies, sem Zach Randolph e com Mike Conley claramente limitado, não tiveram poder de fogo suficiente para os Thunder, mas ninguém os pode acusar de não terem tentado tudo. Dave Joerger surpreendeu com um cinco muito baixo, com Conley, Lee, Allen, Miller e Gasol. Foi, nas palavras de Joerger, um cinco com "shock value" para tentar confundir OKC.
E a verdade é que a surpresa funcionou. Fizeram um excelente primeiro período e as movimentações fora do habitual para a equipa causaram problemas à defesa de OKC. Mas depois, quando os Thunder ajustaram, os Grizzlies já não tinham mais armas, nem talento para mais. 
A série mais épica de todas não merecia um final destes e vamos para sempre ficar a pensar o que poderia teria sido com Z-Bo em campo e Conley a 100%. Mas uma coisa que nunca vamos questionar é o esforço dos Grizzlies, que deram tudo e ficaram a um jogo de chocar o mundo.

E os Warriors, que jogaram toda a série sem Andrew Bogut, perderam depois Jermaine O'Neal no jogo 6 e andaram numa luta desigual com um frontcourt dos Clippers fisicamente muito superior. David Lee, Draymond Green e Marreese Speights bateram-se como puderam com Griffin e Jordan, Curry, Thompson e Iguodala fizeram tudo que puderam no exterior para contrariar a superioridade da equipa de Los Angeles no interior e uma série que, sem Bogut, se previa desequilibrada foi discutida até ao último minuto do último jogo.

Era difícil pedir mais aos Hawks na série e era difícil pedir mais aos Grizzlies e Warriors com os jogadores que tinham disponíveis neste último jogo. São três equipas que vão para casa mais cedo, mas com razões para estarem orgulhosas. Três equipas valentes e que deixaram, com certeza, os seus fãs orgulhosos.

3.5.14

X's e O's - O cesto que resume a temporada dos Rockets


Já todos devem ter visto o cesto de Damian Lillard que deu a vitória no jogo e na série aos Blazers (e se não viram, façam um favor a vocês próprios, saltem já para a parte do vídeo e vejam). Com tão pouco tempo para apanhar a bola e lançar (e só havia mesmo tempo para isso), é um lançamento extraordinário do base dos Blazers e mais um momento memorável desta já memorável primeira ronda. 

E é também uma jogada muito rara. Não é todos os dias que temos um buzzer beater a fechar uma série (a última vez que isso aconteceu foi em 1997, quando John Stockton fez um triplo sobre a buzina no jogo 6 da final de conferência e eliminou - também! - os Rockets) e este vai ser um momento para ver, rever e recordar por muito tempo:



Mas é também uma falha defensiva (uma tripla falha!) dos Rockets e uma jogada que resume a época da equipa de Houston.

Primeira falha: com três jogadores exteriores dos Blazers (Lillard, Matthews e Mo Williams) daquele lado do campo, os defensores podiam trocar em todos os bloqueios porque não criavam nenhum mismatch. Qualquer um dos três defensores dos Rockets que ali estavam (Parsons, Beverley e Harden) podia defender qualquer um dos três Blazers.


Segunda falha: se não era para trocar em nenhum bloqueio e o plano era cada defensor ficar com o seu homem, Parson tinha de estar muito mais perto de Lillard (colado ao jogador dos Blazers) e reagir muito mais rápido. Parson demorou muito a ir atrás dele e ficou bastante para trás no corte de Lillard:


Terceira falha: Terrence Jones não pressionou minimamente a linha de passe a Nicolas Batum, que estava a repor a bola, e o jogador francês teve uma linha de passe directa e fácil para Lillard:


Batum fez um passe de peito fácilimo, Lillard teve espaço para lançar e os Rockets tiveram distracções a mais numa jogada tão decisiva (era uma jogada que decidia a temporada, caramba!). Um lapso defensivo que resume bem a sua época: uma equipa com um ataque poderoso (um dos melhores e mais prolíficos da NBA), mas com uma defesa ainda abaixo do nível necessário para ser uma candidata ao título. Quem defende assim, não pode aspirar a ser campeão.

Triplo Duplo - episódio 16


Not one, not two, not three, not four... mas cinco jogos 7! Desde que a primeira ronda passou de cinco para sete jogos em 2003, só por duas vezes tivemos mais de três jogos 7 no mesmo ano. Este ano vamos ter cinco só na primeira ronda! Cinco séries (em oito) que vão ser decididas na negra! Preparem-se para um longo e emocionante fim de semana.  

E podem-se ir preparando com o episódio desta semana do TRIPLO DUPLO, onde analisamos todas as séries desta inacreditável primeira ronda:



(esticámo-nos um bocado no tempo e, no fim, ainda falámos da irradiação de Donald Sterling e da saída de Mike D'Antoni dos Lakers)

Agora é começarem a tomar café e preparem-se para a mega-épica jornada deste fim de semana! Win or go home!