14.5.13

O melodrama dos Knicks


Ooooopss... Como se os Pacers não estivessem já a dar problemas suficientes aos Knicks, agora têm Tyson Chandler a mandar recados a JR Smith e a Carmelo aos companheiros de equipa pela imprensa. Depois da derrota no jogo 3, e quando lhe perguntaram as razões da mesma, o poste dos Knicks disse que a culpa era deles próprios. "Honestamente, estamos a fazer isto a nós próprios", afirmou Chandler. "Eu vi a gravação do jogo e tinhamos situações de lançamento sozinhos. Temos de querer passar a bola. Às vezes tens de te sacrificar pelo bem da equipa e pelo bem dos teus companheiros. Por isso, quando penetras e atrais a defesa, assistes. Penso que temos de fazer um melhor trabalho em deixar que seja o jogo a ditar quem lança e não os indivíduos.", acrescentou.


E o pior para os Knicks (pior do que haver possíveis conflitos na equipa numa fase em que todos deviam estar a remar para o mesmo lado e rumo a um objectivo comum) é que Chandler tem razão. Sim, pode não ser bom trazer estas questões para a praça pública e são coisas que se devem tratar dentro da equipa. Mas Chandler não podia estar mais certo. Se os Knicks continuarem, como até aqui, a insistir em jogadas de isolamento e acções individuais vão facilitar o trabalho da defesa dos Pacers e esta série pode ser mais curta do que esperavam.

Contra uma defesa como a dos Pacers (que defende até à linha de três pontos - e mesmo para lá desta -, que ajuda muito e sobrecarrega o lado da bola), a equipa de Nova Iorque tem de movimentar a bola e mudar o lado da bola no ataque. Atacar só de um lado do campo é receita para perder.

Sim, não é bom tratar destas coisas em público, mas se calhar para Chandler recorrer aos recados públicos (à lá Phil Jackson) é porque falar disso entre eles já não chega.

Sim, não é bom sinal para os Knicks isto acontecer. Era preferível que não acontecesse. Mas se calhar alguém precisa de ouvir e alguém tem de dizer as verdades. E Chandler sabe do que fala. Ele sabe que ganhou um campeonato com os Mavs através de jogo colectivo. E sabe que assim não vão lá.

13.5.13

CONTRA-ATAQUE - Heróis e vilões dos playoffs


Com a segunda ronda mais ou menos a meio (e que segunda ronda que está a ser!), o Pedro Silva olha para os heróis (e vilões) dos playoffs até ao momento (sem nenhuma ordem em particular, segundo o próprio):


Heróis dos Playoffs 

Os óbvios: 

Stephen Curry - É o mais lógico vencedor destes playoffs até agora, independentemente do resultado da série com os Spurs, que vai empatada 2-2, ninguém deu tanto espectáculo como o jovem Curry. Triplos, assistências bonitas, mais triplos e o lançamento mais esteticamente perfeito da liga, Curry conquistou os corações de todos os que o têm visto actuar e conseguiu desenterrar a pergunta que estava no ar desde Fevereiro - Como diabo é que este miúdo não foi ao All Star Game?! 

Nate Robinson - Um dos poucos Bulls que ainda sobra para a mostra, o pequeno Nate tem já um punhado de jogos brilhantes nesta acidentada campanha de Chicago, sobretudo na série com os Brooklyn Nets. 

Joakim Noah - Os adeptos de Chicago adoram-no, os outros começam aos poucos a afeiçoar-se à sua interminável raça e dedicação ao jogo. Nem sempre é bonito - o próprio e o seu estilo de jogo - mas coração não falta. 

Tom Thibodeau - O treinador de Chicago continua a conseguir tirar todas as gotas e mais algumas de uma equipa quase comicamente debilitada. Por mais lesões e sinistras doenças que amaldiçoem os Bulls, Thibodeau consegue colocar uma equipa competitiva em campo, levando estes Bulls até bastante mais longe do que parecia possível. 

Marc Gasol - O melhor poste da NBA (opinião pessoal, mas sou eu que escrevo a coluna, quando forem vocês, elegem quem quiserem e bem entenderem) está a mostrar-se nestes playoffs a alguns dos adeptos mais distraídos ou que simplesmente não viram Memphis jogar durante a época regular porque, enfim, é Memphis, e quem imaginaria que havia interesse em ver uma equipa de Memphis? Defensivamente brilhante, sobretudo pelo posicionamento virtualmente perfeito em quase todos os lances (eleito Jogador Defensivo do Ano, não esquecer) Gasol tem mostrado excelência também no campo de ataque, marcando pontos com simplicidade e eficiência e encontrando os colegas com passes certeiros quando a defesa recorre ao "dois-contra-um". Um prazer vê-lo jogar. 

Kevin Durant - Desde a lesão de Westbrook, Durant não teve outro remédio senão fuçangar um bocado (e contra a sua vontade, quase) e desatar a marcar pontos para levar a sua equipa às costas. Na série com os Grizzlies, Durant apontou 35, 36 e 25 pontos, contribuindo ainda um total de 36 ressaltos e 20 assistências nos três jogos. 


Os Menos Óbvios 

É fácil apreciar o trabalho de algumas das estrelas que marcam pontos às dezenas e cujos comentadores se lhes desfazem em elogios. Há, no entanto, uma série de jogadores em quase todas as equipas que fazem muito do trabalho sujo e merecem uma nota de apreço: 

Klay Thompson - Naturalmente ofuscado pelo brilho de Curry, Thompson tem sido outra revelação no "backcourt" dos Warriors, com um lançamento também de grande qualidade e bom defensor do outro lado. No jogo dois contra os Spurs, registou o seu máximo de carreira, com 34 pontos (e 14 ressaltos!) 

Kawhi Leonard - Tenho a dizer que sou fã incondicional deste small-forward dos San Antonio Spurs. Defensor de topo, atleticamente muito forte, capaz de marcar triplos quando têm espaço e pessoa que no geral sabe exactamente o que faz e o que não sabe fazer. Típico jogador altamente eficiente que Popovich cria no seu ginásio. 

Paul George/David West/Roy Hibbert - Podia falar deles individualmente, mas o trio dos Indiana Pacers está a fazer uma série de alta qualidade contra os NY Knicks, sobretudo a nível defensivo, onde têm estado soberbos. 

Jimmy Butler - Trabalhador incansável que tem acumulado milhares de minutos nestes playoffs (jogou todos os 48 minutos dos jogos 6 e 7 contra os Nets e dos jogos 1 e 3 contra os Heat) 

Pablo Prigioni - Não é só por ser fã dos Knicks (ou se calhar até é), mas caramba que é divertido ver Prigioni a maçar os adversários, pressionando as colocações de bola em jogo e sendo no geral chatinho na defesa, da mesma forma que é criativo e nada egoísta no ataque. 


Os vilões 

Por vilões não quero dizer que sejam más pessoas ou maus jogadores, simplesmente que são jogadores cuja imagem e performance tem sido prejudicada com estes playoffs:

Kendrick Perkins - Jogador fundamental na equipa campeã da NBA dos Celtics há uns anos, Perkins tem sido um desastre nestes playoffs, sobretudo nesta série contra os Memphis Grizzlies. Defensivamente abaixo do seu potencial e ofensivamente uma nulidade. Aliás, pior que nulidade, que a palavra sugere um impacto neutro, quando Perkins tem literalmente atrapalhado o ataque dos Thunder, falhando lançamentos, cometendo turnovers e no geral ocupando espaço. 

Scott Brooks - Quem diria que Brooks nos enganou estes anos todos e afinal não é grande coisa como treinador? A perda de Westbrook foi naturalmente um choque que afectou a equipa profundamente, mas a incapacidade de Brooks se adaptar e compreender a desgraça que Perkins tem sido é assustadora, sobretudo quando a equipa tem conseguido decentes resultados nas tentativas de jogar "small-ball" em alguns períodos da série, com Kevin Durant na posição 4 e apenas um "grandalhão" (normalmente Ibaka). 

Carmelo Anthony & JR Smith - Dois jogadores super-talentosos e capazes de marcar pontos de todo o lado e dois jogadores capazes de estragar um jogo quando tentam forçar demaaaaaasiados lançamentos difíceis e com poucas possibilidades de sucesso, vezes seguidas. Com os Knicks em desvantagem na eliminatória, vamos ver se a pressão ajuda ou atrapalha. 

Derrick Rose - Não sei de vocês, mas eu estou até à ponta dos cabelos com a conversa de Rose voltar ou não no próximo jogo. É discutível se faz bem em não jogar quando os médicos dizem que está clinicamente apto mas o próprio se diz sem confiança, mas se não vai jogar, que faça o favor de se chegar à frente e dizer de uma vez por todas que só para o ano, que estas especulações infinitas não dão jeito nenhum - muito menos à própria equipa.

Pedro Silva
Autor do Na Desportiva
Escreve aqui às segundas

10.5.13

NBA Social Media Awards 2013


Momentos WTF?!, jogadas WOW!, lances LOL e vídeos OMG! Já elegeram os vossos favoritos do ano? 

Podem votar no site dos respectivos até ao fim de Maio. Nós já votámos e deixamos aqui as nossas escolhas (e a justificação para cada uma):


Snap Shot Award: a foto do Dwight e do Kobe dá 15 a 0 a qualquer uma das outras. A única que tem hipótese é a do Stephen Curry (ou Steve Curry para o World Peace), mas... Kobe and Dwight win! Fatality!

Epic Award: Não vou tão longe como Bill Simmons e chamar-lhe o melhor jogo de temporada regular de sempre, mas foi (pelo contexto, pelo que estava em jogo, pela atenção mediática, por ter o mundo inteiro de olhos no jogo, pela emoção, pelo desfecho) o melhor e mais épico jogo desta temporada regular.

LOL Award: a gaffe dos Bulls não só é hilariante, como é capaz de ser inédita na história da NBA. Nunca tinhamos visto uma situação daquelas num jogo e só por isso leva o nosso voto.

Social Slam Award: o afundanço que afundou todos os outros e fez estremecer a internet. Está tudo dito.

FTW Award: a do JR Smith e a do Lillard ainda me fizeram pensar duas vezes, mas a dos Spurs é jogada mais colectiva de todas e que exigia mais (e melhor) execução da equipa. Não é apenas um momento de inspiração de um jogador, mas sim de toda a equipa. Voto para o trabalho de equipa.

OMG Award: só pela coragem de dançar assim em público aquele miúdo merece o voto!

Trendsetter Award: Wear the Beard! James Harden a representar os barbudos de todo o mundo e a levar o voto deste.

140 Award: Já tinhamos manifestado aqui a nossa admiração pelo desportivismo de Brandon Knight e leva o nosso voto para melhor tweet do ano. Poucos reagiriam com tanto humor depois de serem gozados pelo mundo inteiro.

Social MVP: Concordem ou não com o que o homem escreve, gostem ou não dos seus tweets, posts e afins, nenhum jogador criou tanto barulho com as suas palavras e nenhum nos manteve tão entretidos nas redes sociais. No Facebook e no Twitter este foi o ano de Kobe.

9.5.13

Enquanto isto, nas ruas de Chicago...


Tens uma empresa e uma das fachadas das instalações é voltada para uma movimentada auto-estrada. Que fazes? Colocas um outdoor nessa parede para fazer publicidade à tua empresa? Ou aproveitas para te divertires um bocadinho e fazer uns cartazes a apoiar a equipa da cidade? Os condutores da Edens Expressway agradecem (todos nós agradecemos) aos donos da Command Transportations por escolherem a segunda:


(para quem se está a perguntar, $15.000 é o valor da multa que Belinelli levou por este gesto)


E o meu favorito:



8.5.13

Ele votou em Carmelo


Como já sabem, LeBron James foi eleito MVP de forma quase unânime. Quase, quase. Tal como Shaquille O'Neal em 2000, James recebeu 120 dos 121 votos e ficou apenas a um voto da eleição unânime. O jogador que recebeu o voto que faltou foi Carmelo Anthony (em 2000, esse voto foi para Allen Iverson) e o votante foi Gary Washburn, do Boston Globe. A escolha foi crucificada um pouco por todo o mundo assim que se souberam os resultados (nessa altura ainda uma crucificação anónima), e Wahsburn decidiu dar o corpo às balas e revelar que foi ele que votou em Carmelo. Para quem ainda não leu a sua explicação, aqui fica:








Gregg Popovich nunca nos desilude


Ah, Gregg Popovich, podemos sempre contar contigo para entrevistas espirituosas: