1.7.11

Estamos de luto


E pronto, não houve milagre e desde a meia-noite a NBA está em lockout. Se já foram hoje procurar notícias no seu site oficial, já repararam que até mesmo este está em modo de gestão. Esperemos agora que não se cometam os mesmos erros da última vez (onde as duas partes chegaram a estar 45 dias sem se reunir) e se continue a negociar (mas a negociar a sério, não apenas para manter as aparências e a boa-vontade do público) para tentar encontrar um acordo. Todos os fãs que acompanharam esta temporada (e outras) e fizeram dela o sucesso que foi merecem que ambas as partes se entendam rapidamente.

Até lá, enquanto isso não acontecer e enquanto não se voltar a ouvir ténis a chiar e bolas a bater, o SeteVinteCinco está oficialmente de luto (repararam na faixa negra no canto? Vai lá ficar até haver acordo).


(estamos de luto, mas não vamos parar, os artigos e as análises vão continuar e vamos continuar por aqui a falar daquilo que mais gostamos)

29.6.11

NBA, onde milagres acontecem?


Amanhã, quinta-feira, é o último dia para os jogadores e os proprietários se entenderem e evitarem um lockout, algo que parece cada vez mais impossível. Se da reunião de amanhã não surgir, por qualquer milagre, um acordo, a NBA entra em lockout a partir da meia-noite. Por isso, enquanto fazemos figas e rezamos a todos os santinhos por esse milagre, e na vaga, ténue esperança que haja algum progresso ou entendimento entre as duas partes, fiquemos com dez lançamentos milagrosos ou (quase) impossíveis desta temporada:


28.6.11

Cavs: um passo em frente e outro para o lado?


E passamos do topo da classificação para o seu fundo. Dos primeiros para os penúltimos. Depois do pesadelo que foi a última offseason, em que viram o seu melhor jogador e a face da organização mudar de equipa, este ano os Cavs foram bafejados pela sorte na lotaria do draft e ficaram com a primeira e a quarta escolhas. Uma questão de karma?


Karma ou não, o facto é que Cleveland conseguiu uma oportunidade única de reconstruir (ou começar a reconstruir) a sua equipa e a aposta para tal recaiu em Kyrie Irving e Tristan Thompson. Irving vai encontrar Byron Scott, um treinador que jogou ao lado de um dos melhores bases de sempre, Magic Johnson, e treinou dois dos melhores bases da liga, Jason Kidd (nos Nets) e Chris Paul (nos Hornets). Coincidência ou não, Paul é o jogador com quem Irving é frequentemente comparado e ele sempre deu o mérito pelo seu desenvolvimento a Scott. Por isso, este emparelhamento não podia ser melhor para Irving começar a sua carreira. Scott é conhecido por retirar o melhor rendimento dos seus bases e vai ser um excelente professor para o jovem base.

Porque a tarefa do ex-Duke não vai ser fácil. Apesar de serem jogadores completamente diferentes e apesar de ninguém esperar de Irving o mesmo que esperavam de Lebron, a verdade é que muitas das esperanças dos fãs dos Cavs recaem nos seus ombros. Ele é o mais parecido com uma estrela que os Cavs têm neste momento e a pressão vai ser grande para corresponder a todas as expectativas. As expectativas que advém de ser o nº1 do draft e as que advém de ir substituir Lebron como a estrela da companhia.

Quanto ao outro jogador escolhido no draft, Tristan Thompson, a expectativa pode ser menor, mas a responsabilidade nem por isso. Primeiro, porque ninguém esperava que fosse uma selecção tão alta (e vai ser muito escrutinado por isso) e, segundo, porque ele parece ser outro pilar para o futuro desta equipa. O que nos leva à questão que nos colocámos desde que ouvimos o seu nome anunciado no draft: o que pensam os Cavs fazer com J.J. Hickson?

O power forward é (ou era) o jogador em que mais apostavam e um dos jogadores com que contavam para a reconstrução. Os Cavs acreditam que ele é um jogador com potencial para se tornar um power forward de topo. Então porquê escolher outro jogador para essa posição? Parecia fazer mais sentido escolherem um poste (como Valancuinas) e preencherem mais uma posição. E agora têm um bico de obra para resolver: vão ter de dividir o tempo de jogo entre ele e Thompson, o que pode ser prejudicial para o desenvolvimento dos dois.
Se contam com Hickson a longo prazo, deviam pô-lo a jogar o mais possível e desenvolvê-lo ao máximo. E se por acaso não contam e quiserem trocá-lo, deviam pô-lo a jogar o mais possível também, para subir a sua cotação e conseguir o máximo em troca dele. Assim parece uma situação em que vão ficar sempre a perder.

A menos que tenha a oportunidade de escolher um daqueles jogadores tão bons que não se pode deixar passar (nesse caso escolhe-se independentemente da posição), uma equipa com tantas necessidades e carências em tantas posições deve aproveitar o draft para preencher essas posições. Nem Thompson parece um jogador assim tão bom que não pudessem perder a oportunidade de o escolher, nem os Cavs são uma equipa recheada de bons jogadores. Já tinham um power forward para desenvolver e podiam agora ter um power forward, um base e um poste.

Por isso, estes primeiros passos para a reconstrução parecem um pouco confusos. Independentemente do que aconteça com Thompson, mesmo que este se torne um jogador fantástico, a questão do que fazer com Hickson mantém-se. Pelo que, para já, parece que os Cavs deram um passo em frente com Irving e um passo para o lado com Thompson.

27.6.11

A defesa do título já começou


Com o eminente lockout, não sabemos quando os Mavs vão começar, em campo, a defesa do seu título. Mas no papel Mark Cuban e Donnie Nelson começaram-na no dia do draft. Num negócio com os Blazers, enviaram para Portland a sua selecção, Jordan Hamilton (nº 26), em troca de Rudy Fernandez (e os direitos do base finlandês Petteri Koponen).

Jordan Hamilton é um extremo-base atlético, que teve médias de 18.6 pts e 7.7 res nas duas temporadas que passou na Universidade do Texas e é considerado pela maioria dos comentadores e treinadores como um jogador com mais potencial que Fernandez. É um versátil marcador de pontos e um óptimo ressaltador para a sua altura (2.01m) que pode tornar-se um bom jogador para a rotação duma equipa. Mas os Mavs estão em modo ganhar-já e mais interessados em jogadores que possam contribuir imediatamente do que em jogadores que precisem de tempo para se desenvolver.

Neste momento, os Mavs querem retirar o máximo possível desta equipa que têm e tentar defender o título. Não é hora de preparar o futuro ou pensar no que vem depois. Com Rudy Fernandez, ganham mais um atirador e um jogador para reforçar a rotação do backcourt (ou precaver a saída de Barea, se acontecer).


O espanhol, que em épocas anteriores já se mostrou descontente por não ter um papel maior na rotação dos Blazers, parece ter ficado muito satisfeito com a mudança. Logo que a notícia saiu, twittou: "So happy to be in the best team in the NBA!!!dallas!!!"

Fernandez tem médias de 9.1 pts, 2.5 res, 2.2 ast, 1.1 rb e 42.3% nos 3pts. E esse é uma das razões porque os Mavs o adquiriram. Rudy dá-lhes mais um atirador e um que não compromete a defesa (como Stojakovic). Para além disso, o espanhol também é um jogador atlético que corta bem para o cesto e ocupa bem os espaços livres no ataque, pelo que será uma excelente aquisição para um ataque conhecido por mover bem a bola. E Rudy é também um jogador maior e melhor defensor que Barea e Terry e vai dar-lhes minutos valiosos de produção ofensiva sem matchups desfavoráveis na defesa.

Os Mavs têm uma offseason muito importante pela frente. Dois jogadores que foram fundamentais para a conquista do título são free agents (J.J. Barea e Tyson Chandler) e o principal objectivo é trazê-los de volta e manter intacto o grupo campeão. Mas, para já, esta troca dá-lhes mais soluções para o backcourt, tanto ofensivamente como defensivamente. O trabalho dos Mavs ainda agora começou, mas não começou mal.

25.6.11

Um homem numa missão


Após a cerimónia do Draft, para todos os recém-rookies seguiram-se as entrevistas da praxe e as fotos para imortalizar a ocasião. E nesta ocasião, a NBA pediu-lhes para posar para as objectivas a segurar um quadro. Um quadro onde lhes pediram para escrever uma palavra que descrevesse como se sentiam naquele momento. Entre outras de similar ou aparentado significado, happy e blessed foram as mais frequentes. Mas um jogador escreveu uma que mais ninguém escreveu:


Mission foi a escolhida por Kenneth Faried. Enquanto todos os outros estavam a festejar a sua chegada à NBA, o power forward escolhido pelos Nuggets na 22º posição deixava claro que, para ele, isto é apenas o início. Um passo numa longa caminhada. Uma caminhada que começou ali bem perto do Prudential Center, onde a cerimónia do draft se realizou.

Faried cresceu em Newark, numa zona pobre dominada pelos gangs e pelo tráfico de drogas. E a sua mãe só queria vê-lo fora dali. "Não é fácil tomar conta dum filho aqui", recorda Waudda Faried, "preocupamo-nos com as armas e as drogas. É o mais difícil de Newark, eu não queria que ele fosse mais uma estatística ou pensasse que não havia mais nada para além disto." Foi por isso com alívio que recebeu a notícia que o jovem Kenneth, que não tinha grandes resultados escolares e não tinha nenhuma universidade grande a tentar recrutá-lo, tinha ganho uma bolsa de estudo na modesta Morehead State University. E assim ele trocou as ruas de New Jersey pelas colinas do Kentucky. E, pela sua mãe, tornou-se o melhor ressaltador da NCAA na era moderna.

Waudda sofre de lúpus, uma doença rara e auto-imune que ataca as articulações e os orgãos, e um dia, quando um Kenneth adolescente chegou a casa chateado por não marcar muitos pontos nos seus jogos de liceu, ela disse-lhe para ir atrás de todos os falhanços dos outros. Se queria marcar que fosse atrás de todas as bolas e criasse as suas próprias oportunidades. Ele deu-lhe ouvidos. E desde esse dia, cada ressalto que apanha é por ela.

Porque para ele, cada ressalto é muito mais que mais uma posse de bola. É mais um dia de vida para a sua mãe. "Ver a minha mãe lutar contra a lúpus, é uma coisa que fica contigo. Ela continua a lutar e a sobreviver. Aprendi muito com ela, sobre não desistir, ter paixão por aquilo que fazemos. E ela é apaixonada pelos meus ressaltos. Por isso, cada vez que jogo, digo para mim mesmo que cada ressalto vai acrescentar mais um dia à sua vida."

Se isso fôr verdade, então a sua mãe tem muitos dias de vida pela frente. Porque nos seus quatro anos de carreira universitária, Faried ganhou 1673 ressaltos, o máximo que qualquer jogador já conseguiu na era moderna da NCAA (desde 1973, quando os freshmen se tornaram elegíveis). Quebrou este ano esse recorde (que pertencia a Tim Duncan), foi o melhor ressaltador universitário nas duas últimas épocas (13.0 e 14.5) e é comparado a outros dois especialistas da arte de lutar por cada bola que não entra no cesto, Ben Wallace e, claro, Dennis Rodman.

"A minha mãe adora", diz Faried, "Quando lhe ligo a seguir a um jogo, falo-lhe dos pontos que marquei e dos afundanços que fiz e ela pergunta-me 'quantos ressaltos conseguiste?' Se digo nove não é suficiente, mesmo que tenha marcado 20 pontos. Por isso, estou sempre a tentar fazer duplos dígitos. Não posso desapontá-la."

Faried não é o jogador mais talentoso do draft. Os seus movimentos ofensivos ainda são muito rudimentares, o seu lançamento é fraco e a sua percentagem de lances livres não é muito boa. Não é um jogador para jogar de costas para o cesto e superiorizar-se ao seu adversário no 1x1. Mas é provavelmente o jogador mais trabalhador de todo o draft. É especialista apenas numa área do jogo, mas um com possibilidades de se tornar o melhor nessa área, um daqueles especialistas que surgem uma vez em cada geração. O potencial fora do normal está lá. E a motivação especial também. E essa costuma ser uma combinação que faz jogadores especiais.

24.6.11

O que é internacional é bom


Ou pelo menos foi isso que pensaram os general managers no draft deste ano. Com cinco jogadores não nascidos nos Estados Unidos nas sete primeiras posições (seis se contarmos com Kyrie Irving, que tem dupla nacionalidade, australiana e americana; nasceu na Austrália quando o seu pai jogava lá, mas cresceu nos Estados Unidos), este foi o draft mais internacional de que há memória. Thompson (nascido no Canadá), Kanter, Valanciunas, Vesely e Byombo (e, mais abaixo, Vucevic, Motiejunas e Mirotic) deixaram bem clara a dimensão cada vez mais global do basquetebol e da NBA.

Foi um draft com uma boa dose de surpresas também. Tristan Thompson na 4º posição foi uma surpresa total, Iman Shumpert foi uma surpresa para todos os fãs dos Knicks que estavam no pavilhão (quem? Pois, foi o que todos pensaram. Nem Spike Lee o conseguiu esconder), Fredette e Markieff Morris escolhidos tão cedo foram meias surpresas e foi com alguma surpresa que jogadores como Kawhi Leonard e Kenneth Faried não foram escolhidos mais cedo.

E também não faltaram as trocas e negócios típicos de noite de draft. Os Mavs começaram a defesa do seu título e adquiriram Rudy Fernandez, os Blazers e Nuggets trocaram de bases e Stephen Jackson vai melhorar o ataque dos Bucks. Feitas as contas, no final da noite, 60 novos jogadores foram escolhidos e 12 jogadores já na NBA mudaram de equipa. Ao longo dos próximos tempos vamos analisar o impacto que alguns destes novos jogadores e estas trocas vão ter nas respectivas equipas. Mas para já, fiquem com duas das histórias da noite.

Phoenix Twins
Os Suns têm história com os gémeos. E normalmente com o gémeo menos talentoso. Robin Lopez (gémeo de Brook Lopez), Jarron Collins (gémeo de Jason Collins), Taylor Griffin (este não é gémeo, mas é quase igual ao irmão, Blake, e, mais uma vez, o menos talentoso dos dois) e agora Markieff Morris. O seu irmão Marcus é apontado por todos como o mais talentoso e com mais potencial, mas os Suns preferiram Markieff. Desta vez o outro ainda estava disponível e tinham escolha, por isso não têm desculpa se voltarem a ficar com o gémeo errado.

O primeiro contrato
Ainda não sabemos como Jimmer Fredette se vai adaptar ao nível de jogo da NBA e se vai ser tudo aquilo que promete, mas a história do contrato que o seu irmão o fez assinar há 4 anos, quando estava no liceu, foi a melhor da noite. Jimmer mostrou a folha de papel quando foi seleccionado e o seu sonho foi cumprido.


23.6.11

Quem vem aí?


Enquanto as negociações entre os donos das equipas e os jogadores continuam (ontem parece ter havido algum progresso, mas ainda estão longe dum acordo e voltam a reunir-se amanhã), vamos voltar ao que se passa dentro de campo. Ou, deveríamos antes dizer, ao que se vai passar dentro de campo nos próximos anos. Porque hoje é dia de Draft e a NBA dá as boas vindas a uma nova fornada de talentos. De todos os jogadores que serão seleccionados hoje, alguns (poucos) tornar-se-ão estrelas, outros serão bons jogadores para a rotação, alguns acabarão a aquecer um banco e outros ainda acabarão fora da liga e esquecidos.
A apenas algumas horas de começar a cerimónia, deixamos aqui 10 nomes de que vamos ouvir falar na próxima temporada (comece ela quando começar) e em temporadas futuras:

Kyrie Irving
O mais que provável nº1. É apontado como um dos dois maiores talentos deste draft. Um base bom atirador e bom a distribuir. Numa época de freshman encurtada por uma lesão num dedo, teve excelentes números (17.5 pts, 5.1 ast e 3.8 res, mas apenas 11 jogos). É comparado a Chris Paul e Mike Krzyzewski, o seu treinador em Duke, diz que "ele é um jogador especial". Os Cavs acreditam e devem apostar nele para ser um dos pilares para o futuro.

Derrick Williams
O outro dos dois maiores talentos do draft. É de todos os seleccionáveis aquele que estará mais preparado para contribuir imediatamente para a equipa que o escolher. Atlético, bom lançador, capaz de marcar no interior e no exterior. Lançou 60% nos 3pts e liderou a NCAA em lances livres tentados, o que quer dizer que tanto lança (e bem) de fora, como é capaz de ir lá debaixo e não fugir aos contactos.

Enes Kanter
Uma combinação de Gasol, Howard e Nowitzki. A descrição é do próprio Kanter, por isso desconfiem à vontade. Mas o jovem poste turco tem impressionado nos seus workouts. Mostra força e movimentos para jogar de costas para o cesto, bem como a capacidade de lançar de meia e longa distância. Não jogou o ano passado pela Universidade de Kentucky porque já tinha jogado como profissional na Turquia e teve toda a época apenas a treinar. Isso cria alguma incógnita em torno dele, mas espera-se que venha a ser um bom poste e um nome a reter por muitos anos.

Brandon Knight
O melhor base a seguir a Irving. É o mais recente projecto de John Calipari, depois de Derrick Rose, Tyreke Evans e John Wall. E, ao contrário destes, lança bem de fora. Numa liga que tem sido dominada pelos bases nos últimos anos e numa posição tão importante para qualquer equipa, Knight é pretendido por muitas delas.

Jan Vesely
O jogador checo é muitas vezes comparado a Andrey Kirilenko. É um extremo rápido e versátil (pode jogar a 3 ou 4), capaz de penetrar, cortar, lançar de fora e também jogar de costas para o cesto. Depois de Enes Kanter (ou mesmo antes dele, para muitos observadores), é o jogador europeu em que mais se aposta para ter sucesso na NBA.

Jonas Valancuinas
E este poste lituano é outro dos europeus deste ano em que se aposta para uma produtiva carreira na NBA. Grande (2.13m) e com uma envergadura impressionante (2.28m), tem uma boa mobilidade e boas mãos. Precisa de ganhar mais músculo (o que vai acontecer de certeza na NBA), mas tem tudo para se tornar um excelente poste.

Kemba Walker
Um dos melhores jogadores universitários do ano (campeão com Connecticut), é um base explosivo e marcador de pontos. A sua maior arma é a velocidade e a penetração, à semelhança dum base como Derrick Rose. O seu lançamento exterior é ainda um projecto em desenvolvimento e a sua altura (1,85m) pode criar-lhe problemas para defender bases maiores.
Mas é, junto com Irving e Knight, um dos bases para manter debaixo de olho.

Tristan Thompson
Um dos melhores ressaltadores ofensivos deste draft. Tem uma energia inesgotável e luta por cada bola que não entra no cesto. Só essa já seria uma capacidade capaz de o manter na NBA por muitos anos. Mas para além disso, também consegue produzir ofensivamente. É um pouco pequeno para power forward (2.05m), mas compensa com a sua energia, rapidez e braços longos. Pode ser uma das surpresas do draft.

Jimmer Fredette
Foi o melhor marcador da NCAA (28.8 pts e um lançamento exterior temível, de qualquer distância), mas há muitas dúvidas se consegue produzir ao mesmo nível na NBA. É pequeno para jogar na sua posição natural de shooting guard e atirador (1,88m) e (ainda?) não tem o perfil para jogar a point guard. Pode ser mais uma estrela da NCAA que não consegue depois encontrar o mesmo sucesso na NBA (pensem em J.J. Redick). Por esse motivo é o jogador que mais curiosidade e expectativa desperta neste draft.

Bismack Byombo
O nosso Mário Palma descobriu-o, aos 16 anos, a jogar no Iémen e levou-o para Espanha. É provavelmente o jogador mais atlético do draft e tem condições físicas perfeitas para jogar basquetebol. Mas é ainda um projecto de jogador e tanto pode ser o próximo Serge Ibaka como ser o próximo Hasheem Thabeet.