15.10.16

Boletim de Avaliação - Cleveland Cavaliers


Continuemos a Central Division. E se a offseason dos Bulls deixou muitos fãs a coçar a cabeça, a dos Cavs foi mais ou menos aquilo que se esperava:


Boletim de Avaliação - Cleveland Cavaliers

Saídas: Matthew Dellavedova, Timofey Mozgov, Mo Williams, Sasha Kaun
Entradas: Mike Dunleavy, Chris Andersen, Kay Felder (54ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Kyrie Irving - JR Smith - LeBron James - Kevin Love - Tristan Thompson
No banco: Kay Felder - Jordan McRae - Iman Shumpert - James Jones - Richard Jefferson - Mike Dunleavy - Channing Frye - Chris Andersen
Treinador: Tyronn Lue

Balanço: A temporada de 2015-16 dos Cavs terminou assim:


E os Cavs fizeram aquilo que as equipas cuja temporada termina dessa forma normalmente fazem (foi o que fizeram os Warriors em 2015 e foi o que fizeram os Spurs em 2014): não mexem no plantel (ou fazem apenas uns ajustes) e trazem o grupo campeão de volta.

Anunciaram esta semana a renovação da peça que faltava e encerram assim o trabalho da offseason. Depois de um impasse que durou todo o Verão, renovaram finalmente com JR Smith por 4 anos e 57 milhões. Não foi barato (embora também não seja exageradamente alto para este novo tecto salarial), mas não o podiam perder e, agora, nunca encontrariam um substituto à altura.

Renovaram também com o treinador Tyronn Lue (também após algum impasse) e com Richard Jefferson (que anunciou a reforma imediatamente após a vitória nas Finais, mas voltou atrás).
E adicionaram Chris Andersen e Kay Felder para substituir Dellavedova e Mozgov (que aproveitaram o mercado inflacionado deste ano e foram receber muitos milhões para Milwaukee e Los Angeles, respectivamente - milhões que os Cavs não lhes iam pagar).

Mozgov foi perdendo espaço e minutos e acabou a temporada fora da rotação e, para esse papel reduzido na equipa, foram antes buscar alguém mais barato. Dellavedova também foi perdendo minutos e acabou as Finais atrás de Mo Williams na rotação dos bases. Por isso, os Cavs não iam pagar 38 milhões pelo terceiro base.

Só que, entretanto, Mo Williams retirou-se (e este, ao contrário de Jefferson, não voltou atrás) e ficaram apenas com o rookie Felder como base suplente. E essa falta de profundidade e experiência na posição de base é a parte mais negativa da offseason. Kay Felder tem potencial, mas confiar o banco a um rookie, não ter mais opções e não ter alguém experiente para revezar Kyrie Irving pode ser curto para uma equipa campeã. 
Felder é um grande atleta e é muito bom ofensivamente, mas poderá ter problemas do outro lado do campo contra bases mais altos (que, basicamente, serão quase todos, pois Felder tem apenas 1,75m). Para base muito bom no ataque, mas fraquito na defesa já têm o Irving, e é aí que os Cavs podem sentir a falta de Delly.

Não foi uma offseason isenta de drama e foi um pouco mais atribulada do que gostavam, mas, no fim, o grupo campeão está de volta. Um bom base suplente teria tornado a offseason melhor, mas, apesar disso, está cumprido o trabalho do Verão. Agora começa a parte difícil: a luta pela revalidação do título.

Nota: 11


(a seguir: Central Division - Detroit Pistons)

2 comentários:

  1. Papa Valdemares16/10/16, 03:58

    Mais do mesmo: uma conferência Este desequilibrada, uns Cavs a meio gás durante toda a temporada e uma chegada à final com relativa facilidade.

    Os Cavs só poderão ser travados se não houver LBJ por lesão. Caso tal não suceda, será (mais) uma época monótona a esse nível.

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  2. Paulo Dias17/10/16, 13:42

    Resumindo: 8 meses à espera das finais entre Warriors e Cavs.

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