2.10.16

Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets


Continuando com os Boletins de Avaliação, depois da "mudança, mas não para melhor" dos Atlanta Hawks, é a vez da equipa do Melhor de Sempre:


Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets

Saídas: Jeremy Lin, Al Jefferson, Courtney Lee, Troy Daniels
Entradas: Marco Belinelli, Roy Hibbert, Ramons Sessions, Brian Roberts, 
Cinco Inicial: Kemba Walker - Nicolas Batum - Michael Kidd-Gilchrist - Marvin Williams - Cody Zeller
No banco: Ramons Sessions- Brian Roberts - Marco Belinelli - Jeremy Lamb - Frank Kaminsky - Spencer Hawes - Roy Hibbert
Treinador: Steve Clifford

Balanço: Apesar dos bolsos das equipas da NBA nunca terem sido tão fundos como agora, o dinheiro não é ilimitado. E apesar da subida do tecto salarial, os Hornets não tinham espaço para manter todos os seus free agents (sem comprometer todo o espaço e flexibilidade salarial e ficarem de mãos atadas nos próximos anos). Por isso, tiveram de fazer escolhas.

E escolheram a juventude e a versatilidade. A de Nicolas Batum e a dos seus jogadores interiores. Entre Al Jefferson, Jeremy Lin, Courtney Lee, Marvin Williams e Batum, pagaram a estes dois últimos. Ao francês a bela soma de 120 milhões por 5 anos e a Williams a não exagerada (para os padrões do novo tecto salarial) soma de 54 milhões por 4 anos. 

Não só Batum é o melhor extremo que tiveram em muito tempo e um dos jogadores mais versáteis e produtivos da equipa (tanto pode jogar com a bola na mão e ser um playmaker - e aliviar essa tarefa a Kemba Walker -, como pode jogar sem bola e como atirador; e pode ainda formar uma óptima dupla defensiva no perímetro com Kidd-Gilchrist), como também tinham menos opções para as posições exteriores. Para o interior, despedem-se do Big Al para apostar na maior versatilidade de Williams e no desenvolvimento de Zeller e Kaminsky.

Mas não podiam ter pagado menos por Batum para ficar também com algum dos outros? Não, porque não só Batum queria um contrato perto do máximo, como havia equipas que lhe ofereciam isso. Tiveram de pagar o preço de mercado por ele. E, daqueles cinco, Batum era o jogador que não podiam perder.

Quanto a Marvin Williams, é um jogador que encaixa muito melhor no sistema de Steve Clifford do que Al Jefferson (um stretch four que pode abrir espaço no ataque e contribuir muito mais na defesa - onde sabemos que Big Al pouco ou nada contribui) e tem sido uma peça importante desta equipa.

Lin e Lee são uma perda significativa, mas os valores pelos quais estes assinaram pelos Nets e Knicks, respectivamente, eram incomportáveis para os Hornets. Para além disso, eram dois jogadores suplentes e esses são normalmente mais fáceis de substituir. Normalmente. Neste caso, entram Belinelli e Sessions (e Roberts) para fazer esses o papel de backcourt suplente, mas não será bem a mesma coisa. São dois (três) jogadores que podem e vão ajudar, mas uns furos abaixo de Lin e Lee.

Não tinham espaço para manter toda a equipa sem comprometer todo o espaço e flexibilidade salarial para os próximos anos. Se o fizessem, ficavam amarrados a este plantel durante os próximos tempos. E uma equipa de "40 e tal vitórias e 1ª ronda dos playoffs" não é uma equipa pela qual valha a pena fazer all in.

Feitas todas as contas, não melhoraram nesta offseason. Mas também não pioraram muito. E acreditamos que poderão fazer uma temporada semelhante à passada. Ganhar entre 43 e 48 jogos, ficar ali entre o 6 e o 8º do Este e ser eliminados na primeira ronda. Não é muito, mas é o que é.

Nota: 10


(a seguir: Southeast Division - Miami Heat)

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