4.10.16

Boletim de Avaliação - Miami Heat


Vamos lá à equipa que, a julgar pelas mensagens e comentários que recebemos, muitos de vocês esperavam para descascar à grande. Depois da "mudança, mas não para melhor" dos Hawks e das escolhas a que os Hornets foram obrigados, aqui fica a avaliação do agitado Verão da equipa de Pat Riley:


Boletim de Avaliação - Miami Heat

Saídas: Dwyane Wade, Luol Deng, Chris Bosh (?), Joe Johnson, Gerald Green, Amare Stoudemire
Entradas: Dion Waiters, James Johnson, Derrick Williams, Wayne Ellington, Luke Babbit, Willie Reed, Rodney McGruder
Cinco Inicial: Goran Dragic - Dion Waiters - Justise Winslow - Josh McRoberts - Hassan Whiteside
No banco: Tyler Johnson - Beno Udrih - Josh Richardson - Wayne Ellington - James Johnson - Derrick Williams - Willie Reed
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Dwyane Wade, Joe Johnson, Gerald Green, Luol Deng e Chris Bosh. Podia ser um bom cinco do que seria uma das melhores equipas do Este, mas são os jogadores que os Heat perderam este Verão. Pois, não foi a melhor offseason para os Heat.

Luol Deng e Joe Johnson são saídas justificáveis e até esperadas, porque os Heat, a precisar de renovar Hassan Whiteside e Dwyane Wade, não estavam dispostos a gastar tanto dinheiro neles. Gerald Green também se compreende, porque era um jogador que ora entrava, ora saía da rotação e nunca teve uma utilização e produção regulares. Até aqui tudo bem.

Mas depois veio a bomba do Verão e aquilo que se pensava impossível: a saída de Wade. A estrela e cara da equipa durante a última década queria ser recompensada pela lealdade e pelas cedências salariais que fez ao longo da carreira para que a equipa pudesse contratar outros jogadores, mas Pat Riley não queria dar tanto dinheiro a um jogador que, apesar de ainda ser dos melhores da equipa e dos melhores shooting guards da liga, já entrou na fase descendente da carreira e tem tido problemas de lesões e durabilidade nos últimos anos.

Riley, que, como todos, acreditava que Wade ia acabar a carreira em Miami e nunca iria sair, tentou fazer um bluff e oferecer muito menos do que Wade esperava. Mas Wade fez call a esse bluff e aceitou a proposta dos Bulls. Mais do que pelo dinheiro (a última oferta dos Heat era de 40 milhões por 2 anos e ele assinou pelos Bulls por 47 - uma diferença ainda menor se considerarmos que na Florida o salário seria livre de impostos), foi uma questão de ego e orgulho para Wade. E assim, por uma questão que poderia ter sido resolvida a bem, os Heat viram o seu maior símbolo sair.

Foi uma saída totalmente inesperada e a mudança mais surpreendente da offseason (mais até que a de Kevin Durant). E depois, como se esse choque não fosse já suficiente para abalar os fãs dos Heat, veio a novela Bosh. Depois de uma saída por questões extra-desportivas, veio mais uma.

Nesta, Riley parece ter visto a oportunidade de limpar o contrato de Bosh dos livros e tentado precipitar a retirada do jogador. Podemos também argumentar que eles apenas estão a zelar pela saúde de Bosh e a não querer arriscar a possibilidade de ter uma tragédia em campo.

Mas, seja qual for o lado que se tome nesta questão, é inegável que é uma grande perda para a equipa. Ainda mais quando não abundam as opções interiores no plantel.

A propósito de opções interiores, quem os Heat não podiam perder era Hassan Whiteside. Razão pela qual lhe ofereceram um contrato máximo e renovaram-no por 4 anos e 98 milhões de dólares. É um grande compromisso para alguém que há dois anos estava fora da liga e tem apenas uma temporada e meia a este nível, mas, se não fossem os Heat, alguém ia oferecer-lhe esse dinheiro, por isso, não tinham alternativa.

É um facto que Pat Riley é pago para fazer o melhor pela equipa e não o melhor pelos jogadores. Mas também é um facto que, no mesmo Verão, Pat Riley parece ter tentado passar a perna aos dois principais jogadores da equipa e perdeu os dois.

E os que entraram não são, nem de perto, nem de longe, do mesmo nível. Dion Waiters (se conseguir manter a regularidade e o nível que mostrou nos playoffs - e esse é um grande "se") pode ser um bom jogador, mas não é Wade. Derrick Williams não é Bosh. James Johnson não é Deng. E Wayne Ellington não é Joe Johnson.

Os Heat saem desta offseason mais fracos e vão descer uns lugares na hierarquia da conferência.

Nota: 8


(a seguir: Southeast Division - Orlando Magic)

2 comentários:

  1. Viva.

    Mais um ano e mais umas previsões fresquinhas para a malta XD

    Eu como não consigo acompanhar todas as noticias da NBA é com muito gosto que leio as avaliações aqui do blog, pois permitem ter uma boa ideia geral das movimentações das equipas.

    Quanto aos Miami já tinha lido sobre a novela do Wade mas não tinha ideia que tinham feito um desmantelamento de tal ordem. Não tinha ideia que o Bosh continuava com problemas de saúde e parece claro que Miami está a tentar não pagar o resto do contrato.

    Quem não deve ter ficado nada satisfeito com esta offseason foram os fãs de Miami pois foi um nítido deitar a casa abaixo e poupar uns trocos para o futuro, mesmo que à custa de lendas do clube..

    Tenho sérias dúvidas que consigam um lugar nos playoff, a ver vamos.

    Continuação do bom trabalho aqui no blog,
    RTDD

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  2. Amílcar Neves07/10/16, 19:46

    A situação do Bosh é muito complexa.

    Quanto ao mais, resumiria tudo no seguinte: que generosa é a nota de 8 para esta «off-season» dos Heat.

    Assim voltam à irrelevância pré-Wade.

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