31.3.11

As maiores desilusões da temporada


Duas semanas para o fim da temporada regular e as 16 equipas que vão aos playoffs estão cada vez mais definidas. A única luta que ainda resta é pelo 8º lugar do Este, entre os Pacers e os Bobcats (os Bucks ainda têm uma esperança, mas, com 5 dos últimos 8 jogos fora de casa e visitas a Miami, Orlando e Oklahoma City, está prestes a desfazer-se).
A Oeste, com a vitória esta noite dos Grizzlies e as derrotas dos Rockets e Suns, a equipa de Memphis ficou com 3 e 5 jogos de avanço, respectivamente, e tem o 8º lugar quase seguro.

Ainda há muita luta pelas posições entre as equipas apuradas e ainda vamos ter muita emoção até ao fim (e cá estaremos para ver!), mas para já vamos avançando com os balanços desta temporada regular.
Para deixarmos o melhor para o fim e terminar o balanço pela positiva (uma questão de karma?), vamos despachar primeiro as energias negativas e começar com algumas das maiores desilusões do ano. Vamos ver as 5 maiores desilusões individuais e as 5 maiores desilusões colectivas. Comecemos pelas equipas que fizeram os fãs ganhar mais cabelos brancos:


As 5 Equipas Que Mais Desiludiram

Bucks
Posso dirigir-vos para este artigo que já escrevemos sobre o ataque desaparecido dos Bucks ou então apontar-vos o recorde de 30-44. Ou o facto de Jennings e Bogut não terem progredido nada. Ou ainda que John Salmons retrocedeu e está a fazer uma época péssima. Ou que Scott Skiles parece ter atingido o prazo de validade em Milwaukee. Seja qual fôr a forma que se olhe para a época dos Bucks, foi um desastre e um grande passo atrás.

Pistons
É uma desilusão que já vem do ano passado e que continua. Joe Dumars adiou a recontrução mais um ano e a equipa continuou neste limbo entre começar de novo e tentar ser competitiva com este grupo de jogadores. Junte-se a isso os problemas de balneário (causados também por esse limbo) e o resultado tem sido penoso. Para os jogadores, para os treinadores e, principalmente, para os fãs.

Atlanta
A pior boa equipa da NBA. Mais uma vez na metade de cima da tabela, para mais uma vez ficarem pelo caminho. Uma equipa mediana que não parece encontrar forma de sair do mediano. Despediram Mike Woodson porque este já os tinha levado o mais longe que conseguia? Se calhar o problema não estava nele. Esta temporada andaram para trás, vão ganhar menos jogos e não parece haver muita margem de progressão para este grupo. É uma desilusão continuarem a ser bons quando se esperava (e era necessário) que dessem o salto para muito bons.

Utah
Um modelo de estabilidade e regularidade nas últimas décadas, apanharam turbulência quando menos esperavam. Começaram bem e pareciam encaminhados para manter o nível do passado mesmo sem Boozer, mas depois tudo se desmoronou. Jerry Sloan retirou-se, Deron Williams foi trocado e a equipa foi por aí abaixo desde então. É tempo de reconstrução. Fãs dos Jazz, apertem os cintos e aguentem, que a turbulência ainda não passou.

Knicks
Com um recorde negativo nesta altura da temporada e a jogar bem abaixo das expectativas? Bem, para alguns será uma surpresa, para outros algo esperado. Não sei se são uma desilusão ou apenas se todo o burburinho e as expectativas altas é que foram despropositados. Mas de qualquer forma, muitas dessas expectativas foram criadas e alimentadas pelos próprios dirigentes dos Knicks, por isso, só por não estarem (será que alguma vez vão estar?) à altura, entram na lista.

Menções (pouco) Honrosas

Charlotte, Minnesota, Sacramento, Phoenix
Estas são desilusões de diferentes níveis, mas nenhuma delas é uma desilusão total, pois no início da época já estavam lá os sinais para o potencial retrocesso e/ou desastre na temporada. Não entram na lista das maiores, porque já eram (umas mais que outras) esperadas.

Washington, Toronto, Cleveland
Estas não desiludiram, porque já todos esperavámos que fossem más.


Amanhã, Os 5 Jogadores Que Mais Desiludiram (e mais umas menções pouco honrosas).

29.3.11

MVP, MVP, MVP!



Como dissemos nos post anterior, a discussão do prémio para o MVP é a que faz correr mais tinta por estes dias. E como podemos ver pelos comentários ao post está longe de ser uma questão unânime. Porque somos um blogue democrático e aberto a todas as opiniões, se ontem demos argumentos para quem pensa que Rose não deve ser o MVP, hoje trazemos argumentos para o outro lado do debate: comentadores e analistas que defendem que Rose é o MVP.




Mais achas para aquecer esta fogueira. Continuem a mandar as vossas.

28.3.11

Derrick Rose, MVP ou MVB?


Por estas últimas semanas da temporada regular, entre equipas que ainda lutam por lugares de playoff e outras que passeiam pelos jogos que lhes restam e esperam apenas que a época acabe, é a discussão sobre os prémios individuais que mais aquece. E um deles, o mais importante por sinal, tem feito correr muita tinta: o prémio para o MVP.

Cada vez mais sinais nos media americanos (que votam no prémio) indicam que Derrick Rose será o vencedor. E cada vez surgem mais manifestações dos que discordam desse resultado. E alguns trazem bons argumentos para tal.

Dois deles, Tom Ziller da SB Nation e Dan Le Batard do Miami Herald, levantam a mesma questão: se Rose é candidato a MVP, então Russell Westbrook também é, porque os dois jogadores têm números quase idênticos. Podem ver aqui a argumentação de Ziller e a de Batard, aqui.


Ambos levantam o mesmo argumento interessante: Rose está a ser recompensado por estar a jogar melhor do que aquilo que todos esperavam e pelo facto dos Bulls estarem a ser muito melhores do que todos esperavam. Não por ser o melhor jogador na NBA, mas porque ninguém esperava que ele jogasse tão bem esta temporada. Como diz Batard, Rose vai ganhar por estar a superar as expectativas, não por ser o melhor. Jogadores como Lebron e Dwight Howard têm melhores números, mas já não é surpresa. Eles são melhores, mas estão a ser prejudicados pelo facto disso já ser esperado.

Outro argumento levantado (por Ziller, Batard e também aqui neste artigo de Jonathan Gault do Behind the Basket), é o de que os Bulls são uma das melhores equipas da época, mas o principal factor para isso é a sua defesa, exactamente o aspecto onde Rose é pior. Onde ele é melhor, no meio campo ofensivo, a equipa está apenas com o 20º melhor ataque. Portanto, defendem eles, o base dos Bulls é o principal responsável pelo vigésimo melhor ataque e o elemento menos importante da melhor defesa. Muito pouco para ser o melhor jogador de toda a NBA.

Nenhum deles (ninguém, na verdade) nega que Rose está a fazer uma excelente temporada. Pode ser o Most Valuable Bull, mas não será isso diferente de ser o Most Valuable Player?

27.3.11

Quase, quase nos 400!


Pessoal, estamos quase a chegar aos 400 fãs! Mas há muitos mais fãs de basquetebol e da NBA em Portugal. Por isso, sugiram a página aos vossos amigos, aos vossos conhecidos, à avó, ao tio, ao treinador, aos colegas de equipa, aos colegas de trabalho e aos vizinhos. Partilhem-na com todos os fãs da NBA que conhecem e vamos ver se passamos os 400 fãs antes da temporada regular terminar.


E desde já o nosso Muito Obrigado a todos os fãs e leitores regulares (ou ocasionais) pelas vossas visitas e pelos vossos contributos. O SeteVinteCinco não seria o mesmo sem vocês. Da nossa parte, prometemos continuar a trabalhar para vos trazer os temas e artigos mais interessantes sobre este desporto e esta liga faaaaaaaaaaaaaaantástica!

26.3.11

Trick Shots


Parece que Jon Brockman tem muitos truques na manga. Fora dos jogos pelo menos. O extremo dos Bucks gravou este vídeo com os seus melhores trick shots e desafia os fãs a enviarem os seus. Têm algum trick shot melhor? Enviem aqui no site dos Bucks para o Jon ver e eleger os melhores.


24.3.11

10 Futuros All Star


Esta temporada regular aproxima-se rapidamente do fim. E embora ainda haja muita água para correr debaixo dessa ponte, hoje vamos olhar para o futuro e para as épocas que vêm depois desta. Muitos dos grandes nomes que nos habituámos a ouvir nos últimos anos, aproximam-se também do fim das suas carreiras. Jogadores como Steve Nash, Jason Kidd, Kevin Garnett, Shaquille O'Neal ou Tim Duncan já não jogarão muito mais tempo. E o tempo que lhes resta já não lhes reserva provavelmente mais nenhuma viagem ao All Star Game (mais uma no máximo para alguns deles).

Por isso, é tempo de olhar para os nomes que se seguem. Vários jogadores jovens tentam conquistar (ou estabelecer) o seu espaço na liga. Daqui a muitos anos, quando olharmos para trás, alguns vão ser recordados "apenas" como role players e outros serão recordados como estrelas. E outros ainda, nem serão recordados.
Vamos então fazer um pouco de futurologia e ver alguns jovens jogadores que serão All Stars nos próximos anos (e para este artigo, por "jovens jogadores" estamos a designar jogadores que tenham 3 ou menos temporadas na NBA).

Para começar, podemos já tirar de frente os nomes da nova geração que já foram All Stars: Russell Westbrook, Derrick Rose, Kevin Love e Blake Griffin. Todos eles são já estrelas da liga e vamos vê-los no Fim de Semana das Estrelas mais vezes.

Estes outros podem juntar-se a eles brevemente:

Ty Lawson
Desde que assumiu a titularidade (após a saída de Chauncey Billups), está com médias de 15 pts e 8 ass e fez já 3 duplos-duplos. A aposta para o futuro em Denver parece ser ele, pelo que o seu papel só terá tendência para aumentar. Rápido e explosivo, pode ser All Star quando tiver umas épocas completas ao comando do ataque dos Nuggets.






Stephen Curry
Depois duma época rookie em que foi notícia um pouco por todo o lado, este ano temos ouvido falar muito menos dele. Mas isso é apenas porque os jornalistas já não acham novidade ou surpresa as suas exibições. Porque os seus números continuam ao mesmo nível (subiram mesmo na média por cada 36 minutos). Apesar da incompatibilidade com Monta Ellis não estar ainda completamente resolvida, é uma das futuras estrelas da liga e será ainda melhor quando tiver mais vezes a bola nas mãos. Um dia será All Star, de certeza.



Brook Lopez
Outro que perdeu algum do destaque que teve quando rookie, mas não pelos números terem baixado. Pelo contrário, a sua marcação de pontos tem subido em todas as suas três temporadas e este ano está nos 20 pts/jogo. Os ressaltos baixaram um pouco e esse é o aspecto que o impede de ser já um dos melhores postes do Este. Assim que se torne melhor ressaltador, será All Star.





DeMar DeRozan
Foi um dos maiores beneficiários da saída de Chris Bosh dos Raptors. Tem sido uma das maiores armas ofensivas da equipa e os seus números subiram bastante: dobrou a média de pontos e assistências e subiu também nos ressaltos (de 8.6 pts, 0.7 ass e 2.9 res para 16.6 pts, 1.8 ass e 3.7 res). O seu forte são as penetrações para o cesto e o seu jogo ainda depende muito do seu atleticismo. Se desenvolver um bom lançamento exterior (que ainda não tem), pode ser um dos bons shooting guards da liga e até chegar a All Star. O potencial está lá.



John Wall
Para o base dos Wizards a questão não é se será All Star, mas quando. É um dos bases mais promissores e com mais potencial. Rapidíssimo, atlético, precisa ainda (como os outros bases de John Calipari: Derrick Rose e Tyreke Evans) de melhorar o lançamento exterior. Mas é um dos nomes da NBA no futuro e vamos vê-lo no All Star. Quantas vezes, vai depender também do sucesso dos Wizards.



Wesley Matthews
Uma das surpresas do ano passado, quando passou de undrafted para titular dos Jazz. E esta temporada nos Blazers está a jogar ainda melhor. 16.2 pts, 3.2 res, 2.1 ass e 41% nos lançamentos de 3pts. Se continuar a jogar assim, vai fazer os Blazers esquecer Brandon Roy (sim, eu sei que ele ainda joga, mas se Wes continuar assim, vão ter de pensar duas vezes sobre qual é o titular. E Roy ou aceita ser suplente ou vai ter de mudar de equipa). E chegar ao All Star não é uma miragem, apenas lhe basta que continue a progredir a este ritmo.



Eric Gordon
Outro jogador em que a questão não é se, mas quando será All Star. E pode ser muito rapidamente. Este ano teve alguns jogos de fora com a lesão no ombro (e depois no pulso), mas estava (e está) a fazer uma grande temporada. Apesar de todas as atenções estarem em Blake Griffin, Gordon é o melhor marcador da equipa e já é um dos melhores shooting guards do Oeste. Se os Clippers continuarem a sua progressão (e ele vai ser um dos maiores responsáveis), esperem vê-lo no All Star já no próximo ano.



Rodrigue Beaubois
Pode ser uma previsão arriscada, pois Beaubois ainda não conseguiu jogar uma temporada completa (o ano passado, como rookie, fez apenas 56 jogos e em muitos deles jogou poucos minutos; este ano só começou a jogar há um mês, depois dum pé partido o ter mantido de fora desde a pré-época) e os seus números por jogo não impressionam (9.8 pts, 2.6 ass e 1.6 res).
Mas olhemos para os números de carreira por cada 36 minutos: 19.8 pts, 4.8 ass e 3.7 res. É um jogador mais rápido que a própria sombra, que penetra bem para o cesto e também é bom lançador. O pacote de All Star está todo lá. Quando Kidd e Terry lhe passarem o testemunho, vai ser uma das estrelas do Mavs.

Tiago Splitter
Outro jogador que não impressiona pelos números por jogo e melhora bastante nos números por 36 minutos, sinal que tem jogado pouco, mas quando joga, tem-no feito bem. Basta acrescentar que os jogadores demoram sempre a adaptar-se aos complexos esquemas de Gregg Popovich e que os jogadores estrangeiros também demoram sempre uma época ou duas até chegar ao seu máximo, para ver que está é uma época de aprendizagem para Splitter. Apesar de ser a sua primeira temporada na NBA, tem já muitos anos de experiência na ACB e nas competições internacionais pelo Brasil. É um jogador inteligente e com movimentos sólidos perto do cesto e vai ser mais uma das surpresas tiradas da cartola por Popovich. Vai ser um excelente jogador na NBA, seguramente.

Tyreke Evans/DeMarcus Cousins*
A décima vaga desta previsão vai ser dividida em dois, meia vaga para cada um. Porque ambos têm potencial para chegar a All Star, mas cada um deles tem um grande asterisco nessa hipótese. Um por problemas físicos, o outro por problemas mentais.
Evans foi o Rookie do Ano, mas esta temporada tem sido limitado por uma fasciite plantar, que é um problema que se pode tornar crónico. Esperemos que Evans não seja o próximo Brandon Roy (ou Greg Oden) e não passe ao lado duma grande carreira. Saudável e no máximo das suas capacidades, será All Star, de certeza.
Cousins pode também nunca realizar todo o potencial que tem, mas por razões de cabeça. Ou de falta dela. O potencial físico é imenso, o potencial técnico esta lá também, a inteligência tem estado ausente até agora. Se a encontrar, vamos vê-lo como All Star.
São dois grandes "ses".

23.3.11

A visão de jogo é como o Vinho do Porto


Jason Kidd faz 38 anos hoje. E se já não corre como neste jogo onde conseguiu o seu primeiro triplo-duplo, a sua visão só parece melhorar com a idade. Kidd, um dos jogadores com melhor visão de jogo e um dos melhores distribuidores que a NBA já conheceu (sempre no top 10 de assistências em todas as temporadas da sua carreira!), continua, na sua 17ª temporada, a fazer passes para cesto ao mesmo ritmo de sempre. Esta época tem 8.4/jogo (8º na NBA) e se ajustarmos aos minutos jogados, tem números ao nível dos seus melhores anos: 9.1 ass por cada 36 minutos, superior até à média de carreira, 8.9 por cada 36'.

As pernas podem já não ser as mesmas, mas os olhos (e a cabeça) continuam apuradíssimos. Como dizem neste vídeo, parece que tem olhos na nuca: