No Contra-Ataque desta semana, o Ricardo Brito Reis interroga-se sobre o rumor que circula pelos bastidores da NBA de que o formato deste ano do Rising Stars Challenge (EUA vs Resto do Mundo) poderá ser uma experiência para um formato futuro do All Star Game:
Ensaio
para o All-Star do futuro?
por Ricardo Brito Reis
Depois de alguns anos com
inúmeras alterações aos eventos do fim-de-semana do All-Star que tiraram
«brilho» à festa, o comissário Adam Silver parece querer consertar as coisas.
Primeiro, o anúncio de que o concurso de afundanços vai voltar ao formato
antigo, numa prova por atletas e não por conferências. E, depois, uma inovação
que promete dar uma competitividade extra ao jogo que abre as festividades do
All-Star e que coloca dentro das quatro linhas as futuras estrelas da NBA
(atletas de primeiro e de segundo ano na liga norte-americana). Este ano, o Rising Stars Challenge coloca frente a
frente selecções dos Estados Unidos da América e do Resto do Mundo.
No papel, a ideia parece
resultar e espera-se que o jogo possa trazer mais do que um conjunto de miúdos
com talento que passam quarenta e oito minutos sem se aplicar no meio-campo defensivo
e preferem exibir o seu reportório atacante, numa sequência infindável de alley-oops. Olhando para as
convocatórias das duas selecções, há muitos motivos de interesse. De um lado,
pelos E.U.A., Michael Carter-Williams, Victor Oladipo, Nerlens Noel e Mason Plumlee
são alguns dos nomes escolhidos para medir forças com uma equipa de jogadores
internacionais, onde se destacam, entre outros, Giannis Antetokoumpo, Andrew
Wiggins, Nikola Mirotic e Dennis Schroder.
Há dias, numa transmissão
da SportTV, falei sobre um rumor que anda pelos bastidores da NBA e que dá
conta da tentativa de Adam Silver perceber se o formato E.U.A. vs. Resto do Mundo
funciona com os jovens para, mais tarde, poder aplicá-lo ao jogo principal. Na
minha opinião, a tradição deve ser mantida e, sinceramente, não acredito que o «homem-forte»
da liga venha a mexer no formato do All-Star Game. Ainda assim, nada nos impede
de fazermos um exercício para perceber que equipas teríamos num jogo deste
género, entre norte-americanos e internacionais, e logo numa época em que, pela
primeira vez, se ultrapassou a centena de atletas não-americanos na NBA.
Desde logo, salta à vista
a quantidade de potenciais “convocáveis”, quer de um lado, quer do outro, mas
com especial destaque para os jogadores da casa. Sem ter que procurar muito, é
fácil identificar cerca de 30 jogadores com condições para entrar nestas
contas. Esta é, de resto, uma das razões pelas quais acredito que Adam Silver
não vai alterar o formato do All-Star. Como poderia o comissário da NBA
explicar a ausência de tantas «estrelas», mesmo que, tal como se espera que
aconteça num futuro próximo, alargasse o lote de convocados? Por sua vez, do
lado dos atletas internacionais, também não é complicado reunir um lote de,
pelo menos, duas dezenas de basquetebolistas com provas dadas na NBA.
Assim sendo, vou fazer de
conta que o formato estaria em vigor já para a edição deste ano do All-Star e, ignorando
lesões e mantendo as regras em relação a jogadores de backcourt e frontcourt,
apresento-vos, aqui, aquelas que seriam as minhas escolhas:
ESTADOS
UNIDOS DA AMÉRICA
Cinco inicial
Steph Curry, James
Harden, Kevin Durant, LeBron James, Anthony Davis
Suplentes
Chris Paul, John Wall, Russell Westbrook, Carmelo Anthony, Blake
Griffin, LaMarcus Aldridge, Chris Bosh
RESTO
DO MUNDO
Cinco inicial
Tony Parker, Goran
Dragic, Dirk Nowitzki, Pau Gasol, Marc Gasol
Suplentes
Ricky Rubio, Manu
Ginobili, Nicolas Batum, Al Horford, Tim Duncan, Marcin Gortat, Nikola Vucevic
É claro que, como
referimos anteriormente, o maior problema seriam as ausências. Do lado dos
E.U.A., ficariam de fora Damian Lillard, DeMar DeRozan, Derrick Rose, Dwayne
Wade, Jeff Teague, Jimmy Butler, Klay Thompson, Kobe Bryant, Kyle Lowry, Kyrie
Irving e Mike Conley. E só no que diz respeito ao backcourt! Para o frontcourt,
os snubs seriam Al Jefferson, Andre
Drummond, DeMarcus Cousins, Dwight Howard, Kawhi Leonard, Kevin Love e Paul
Millsap. Quanto aos internacionais, a lista é mais curta, mas igualmente
repleta de qualidade: Andrew Wiggins, Giannis Antetokoumpo, Andrew Bogut, Boris
Diaw, Joakim Noah, Jonas Valanciunas, Luol Deng, Nené Hilário, Omer Asik e
Serge Ibaka. E estou, com certeza, a esquecer-me de alguns nomes nas duas
selecções.
O cenário é hipotético,
pouco provável, mas uma coisa é certa: seria um grande jogo de basquetebol.


Bela crónica, Só falta é mesmo um chinês mítico tipo Yao Ming, e poderia atingir grandes audiências nesse caso. Cada vez há mais jovens não norte-americanos. Não esquecer que as duas primeiras picks do ano passado e do ano transacto são canadenses. Cada vez mais europeus se juntam à melhor liga do mundo, mas devido ao seu tiro ainda não se vêm muitos europeus atléticos.
ResponderEliminarE já agora, Indiana parou os Cavs em máxima força, vou ver agora o jogo. Ainda acredito no sonho dos playoff's para Indiana com o Paul George
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