1.9.11

Portugal - Espanha


E ao segundo dia, depois dos vice-campeões mundiais, Portugal enfrentou os actuais campeões europeus e principais favoritos à vitória neste Eurobasket. E, como se previa, foi mais uma tarefa impossível. Se ontem tivemos dificuldades com a diferença de altura para os turcos, hoje não foi diferente. Ou melhor, foi. Porque os jogadores interiores turcos eram grandes, mas mais pesados e estáticos. Os espanhóis (Pau Gasol, Marc Gasol e Serge Ibaka) são grandes e também rápidos e móveis. Já viram bem o seu frontcourt? Gasol, Gasol e Ibaka. Este seria um frontcourt de topo na NBA. Por isso imaginem a tarefa hercúlea que tinha o nosso.

E essa altura-aliada-a-velocidade dos nuestros hermanos provocou inevitáveis desequilíbrios nas áreas perto do cesto, com os irmãos Gasol a conseguir ganhar posições de vantagem e marcar muitos pontos (30 entre os dois, muitos deles na área restritiva). E com jogadores exteriores tão ou mais rápidos, as ajudas e as rotações defensivas foram igualmente difíceis. É como a velha história da manta: cobre-se dum lado, destapa-se do outro. Se não faziamos 2x1 aos jogadores interiores eles conseguiam superiorizar-se facilmente, se faziamos 2x1 os rápidos jogadores exteriores desmarcavam-se para lançamentos em posições privilegiadas. Mas apesar de todas essas dificuldades, e apesar de poder não parecer à primeira vista, Portugal defendeu bem. 

(foto FPB)
É claro que Espanha, obviamente, conseguiu ultrapassar a nossa defesa muitas vezes, mas os jogadores nacionais dificultaram-lhes a tarefa ao máximo. Estiveram bem posicionados na maioria do jogo e fizeram boas ajudas e boas rotações defensivas. Espanha marcou muitos pontos, mas, no ataque em meio campo, teve de trabalhar e movimentar bem a bola para os marcar.

E na segunda parte, quando, com o passar do tempo e com o cansaço, as rotações começaram a falhar, Mario Palma experimentou uma defesa zona 2-3 que deu bons resultados. Conseguimos fechar melhor a área restritiva e recuperar mais rápido para os jogadores exteriores e é uma defesa que podemos (e devemos) voltar a ver noutros jogos.

Onde a velocidade espanhola criou ainda mais dificuldades foi no ataque organizado luso. Enquanto os turcos não pressionaram tanto no perímetro e basearam a sua defesa no muro de jogadores interiores que qualquer jogador português encontrava quando tentava penetrar, os espanhóis pressionaram muito os nossos jogadores exteriores. Como resultado disso, no início do jogo sentimos muitas dificuldades em atacar. Calderon, Navarro e Rudy Fernandez pressionaram sempre o portador da bola e as linhas de passe, provocaram muitos turnovers e conseguiram muitos contra-ataques.

Mas com a entrada de António Tavares, conseguimos ultrapassar essa pressão e partir daí atacámos melhor. Embora também devido ao ritmo de jogo mais elevado (com mais posses de bola disponíveis), neste jogo marcámos mais 17 pontos que ontem. E com melhores percentagens tanto de 2pts (16-39, 41%) como de 3pts (9-23, 39.1%).

Portanto, marcámos mais 17 pontos, sofremos apenas mais 8 (com uma equipa espanhola mais talentosa que a turca) e perdemos por uma diferença menor, 14. Nada mau. No final, acabámos com um respeitável 73-87 que não envergonha ninguém. Pelo contrário. Os jogadores portugueses podem dormir bem hoje, sabendo que deram o seu melhor.


(amanhã, às 15:45, é hora de enfrentar a Polónia. E amanhã não é para tentar perder pelo minímo possível. Amanhã é para ganhar.)

3 comentários:

  1. Me pareció un buen partido, incluso sorprendido. Portugal mostró un buen juego tanto ofensivo como defensivo. Concuerdo con que nuestra defensa no fue buena y en numerosas ocasiones fue ultrapasada por el ataque portugues. Portugal ha realizado dos buenos partidos y es notable su progresión en los últimos campeonatos. Una de las carencias de las selecciones portuguesas es su falta de altura, sería bueno promocionar el deporte por allá y que las personas altas de Portugal mostraran mas interes en el deporte, mismo en voleybol hay portugueses altos. Un saludo.

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  2. Há uma coisa que salta à vista quando se vê Portugal jogar: cometem demasiados erros infantis, sucumbem completamente à pressão quando sujeitos a ela. Mas no global nem foi mau de todo. A defesa gostei, garra e atitude e na zona estiveram muito muito bem! Porque quanto ao ataque, lamento dizê-lo, mas não gostei nada.
    Gostei de ver algumas partes do jogo, mas houve outras que não. Há uma altura no 3º parcial que achei ridícula: não havia circulação de bola, ninguém se mexia, e depois ou o Tavares ou o Da Silva faziam o que fazem melhor (armarem-se em heróis) e metiam-se lá no meio sem hipótese de sair, atirar ou passar. Não sabem ler o jogo quando estão sobre pressão. Então aqueles floaters a entrar em direcção aos manos Gasol... Não gostei de nenhum deles a jogar. Salvam-se o Miranda e o João Santos, estão sem dúvida um nível acima dos outros.
    Quanto ao Elvis Évora, a falta de altura não desculpa tudo, e se há uma coisa que sempre achei sobre ele é que é um jogador muito pouco inteligente. Ontem viu-se isso várias vezes.
    Mas há que realçar que esta selecção compensa a sua falta de qualidade técnica e atleticismo com uma grande atitude. Posso não ter gostado de os ver jogar, mas não posso criticar a sua vontade. Estão de parabéns, duvido que pudessem fazer muito melhor frente à melhor selecção deste Europeu.
    Em relação à componente táctica, acho que tentámos e soubemos esconder algumas das nossas limitações, através de uma defesa aguerrida e da utilização bastante bem conseguida da zona. Mário Palma, para não variar, esteve bem. Tem é que reclamar menos com tudo e todos...
    Em todos os jornais desportivos online leio comentários do género "venham embora" "é uma vergonha" e "vocês não valem nada". A essas pessoas digo-lhes sinceramente que são uns mentecaptos, que não sabem nada de basket e não dão valor ao trabalho que se faz. Tomara a nossa selecção de futebol ter a atitude e a garra que esta tem.
    Quando saírem, aposto que saem sem nenhuma vitória, mas saem de cabeça bem erguida.
    Parabéns

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  3. Como dije sentí una progresión importante de Portugal desde el Eurobasket de 2007. Recuerdo aquel partido y creo que fué mas facil nuestra victoria en aquella ocasión que en esta.

    Por otra parte considero que sin duda este es el grupo mas dificil.

    Los grupos están claramente descompensados. En este grupo está Lituania, el anfitrión, algo muy importante.

    Una selección como Turquía con jugadores muy altos aunque estáticos y que puede hacer grandes partidos.

    Y Polonia un equipo de calidad, dificil de ganar.

    Por el contrario tenemos el GRUPO D, con equipos mas asequibles. Rusia y Eslovenia son buenos, pero creo que no están en su mejor momento. Del resto de equipos.......

    Nunca vi jugar a Georgia ni Bélgica y a Ucrania y Bulgaria vi un partido hace años contra España de cada uno.

    El GRUPO C tampoco parece tan dificil, a excepción de GRECIA que claramente irá a segunda fase de manera muy fácil.

    En fin, no es demerito no pasar a la siguiente ronda en un grupo tan dificil como este.

    Es posible que si Portugal estuviera en el GRUPO D fuera mas fácil. Por veces es suerte.

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