2.9.11

Portugal - Polónia: à terceira... não foi de vez


Ao terceiro dia de Eurobasket, foi a vez de enfrentarmos a Polónia. Se nas duas jornadas anteriores a missão de Portugal era praticamente impossível e o objectivo limitava-se a tentar discutir o jogo e perder pelo menor número de pontos possível, hoje, frente a uma selecção polaca sem os seus dois melhores jogadores (Marcin Gortat e Maciej Lampe), era um jogo para ganhar. 

E ao intervalo parecíamos bem encaminhados para isso. Salvo ocasionais lapsos, a defesa foi quase perfeita durante os primeiros 20 minutos, com uma boa defesa dos bloqueios directos e boas rotações  e ajudas defensivas. A entrega e a luta aplicada no meio campo defensivo foi exemplar e conseguimos manter os polacos abaixo dos 30 pontos. 

Do outro lado do campo as coisas também correram melhor que nos dois primeiros jogos. Primeiro, devido à boa defesa, conseguimos fazer mais contra-ataques. Depois, no ataque em meio campo, fizemos coisas semelhantes às que fizemos nos jogos anteriores, mas hoje, frente a uma equipa inferior aos adversários anteriores, conseguimos fazê-las melhor. Conseguimos mais penetrações para o cesto e conseguimos muitas vezes desequilibrar a defesa. Conseguimos ainda vários ressaltos ofensivos e segundas oportunidades de lançamento. E se no primeiro período algum desacerto nesses mesmos lançamentos impediu-nos de descolar no marcador, no segundo melhorámos as percentagens e chegámos ao intervalo com uma boa vantagem de 7 pontos (36-29).

Uma vantagem que só não foi maior porque também repetimos erros dos dois jogos anteriores: alguns lapsos em fundamentos como o passe e o drible a originar turnovers e vários lances livres falhados (9-15, 60%).


Mas depois veio o terceiro período. Aqueles que foram os piores 10 minutos que a selecção portuguesa teve nos 120 que jogou até agora. Foi um período péssimo, onde baixámos a intensidade defensiva, tivemos inúmeras desconcentrações e sofremos 20 pontos. No ataque, foi ainda pior. Turnovers atrás de turnovers (uma dezena em 10 minutos e com uma fase onde contei cinco consecutivos) resultaram em 7 minutos sem marcar qualquer ponto (só marcamos o primeiro cesto a 3:55 do final do 3º período!). 

Miraculosamente (e a jogada do lançamento de José Costa sobre o apito é simbólico deste 3º período: atabalhoado, desorganizado e improvisado), chegámos ao fim deste pesadelo empatados (49-49). 

Mas no 4º período o cenário não melhorou muito. A intensidade defensiva nunca mais voltou, deixámos de atacar o cesto, movimentámos pouco a bola e contentámo-nos com lançamentos exteriores vezes demais. E no fim, mais uma derrota.

E se a de ontem, como disse Miguel Miranda, foi uma derrota boa, a de hoje foi definitivamente má. A receita de boa defesa e ataque esclarecido que tão bons resultados deu na primeira parte foi inexplicavelmente esquecida no balneário. E esta foi, infelizmente, uma oportunidade perdida.


(amanhã é dia de descanso. Portugal volta a jogar no Domingo, às 13:15, frente à Grã-Bretanha. Nova oportunidade. Vamos ver se é desta)

2 comentários:

  1. Infelizmente não pude ver o jogo, apenas vi alguns segundos do 3º período, numa situação em que Portugal rouba a bola na defesa, e depois a lançar o ataque, o José Costa faz passos a passar a bola nem sei a quem... Pelo que li, parece que foi a 2ª parte toda assim...
    Força para domingo, pode ser que consigamos uma vitória!

    ResponderEliminar
  2. Infelizmente perdemos mas continuo a admirar estes jogadores portugueses, 3 jogos em 3 dias é mt fatigante para os nossos jogadores que não estão fisicamente preparados para tal...

    ResponderEliminar