1.9.11

Portugal - Turquia



Turquia 79, Portugal 56. Assim terminou a estreia da selecção portuguesa. Como se previa, foi muito difícil contrariar a diferença de estatura para os vice-campeões mundiais. Por acaso até ganhámos mais ressaltos (42-38, com 16-7 em ressaltos ofensivos), mas isso deveu-se a termos falhado muitos mais lançamentos que a Turquia (19-51, 37.3% contra 24-39, 64.5%) e termos tido mais ressaltos disponíveis.

Porque os turcos dominaram o jogo interior. Tanto no ataque, onde Kanter, Savas e Asik ganharam facilmente posições vantajosas e marcaram muitos pontos perto do cesto, como na defesa, onde cada jogador português que penetrasse esbarrava num muro de gigantes turcos. Para além disso, sem termos uma ameaça ofensiva interior, um jogador que receba a bola a poste baixo e consiga jogar 1x1 e atrair ajudas defensivas, torna-se muito difícil penetrar ou conseguir tirar a defesa de posição. E assim não se consegue nem penetrar nem arranjar espaço para lançamentos exteriores.

À vista desarmada e se olharmos para o resultado de forma absoluta e descontextualizada, poderíamos dizer que Portugal não começou da melhor forma. Mas se considerarmos todos os factores e a diferença física e técnica entre as duas selecções, vemos que não é bem assim. É claro que houve lances livres falhados, alguns lançamentos isolados falhados e alguma falta de intensidade em momentos particulares do jogo, mas, de forma geral e na maioria dos 40 minutos, Portugal lutou, fez o que pôde e teve uma estreia positiva (ninguém esperava que vencêssemos a Turquia, pois não?).

Amanhã há mais. Às 13:15 é a vez de enfrentarmos Pau Gasol e a armada espanhola.

2 comentários:

  1. Eu concordo com quase tudo... Acho inadmissível uma selecção ter uma percentagem tão fraca na linha de lance livre... Porque não é um ou outro... São todos! E revela acima de tudo falta de treino! Para alem disso acho que o Cláudio Fonseca não é nem de perto nem de longe jogador para aquelas andanças! Mas no geral foi bastante positiva a estreia...

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  2. Boa análise!
    A diferença fisica é enorme mas falhar lance livres é inadmissivel para quem está uma vida a jogar basket e vive disto.
    Abraço

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