4.9.11

Portugal - Grã-Bretanha: Live by the sword, die by the sword


Nada melhor que uma expressão inglesa para resumir o jogo frente à Grã-Bretanha. Os triplos a que tantas vezes recorremos (média de 24.5 tentativas/jogo nos 4 jogos) e que são a nossa maior arma ofensiva, foram a arma com que a Grã-Bretanha nos derrotou.

À quarta jornada, com a equipa de Luol Deng pela frente, a questão que se colocava era "que Portugal vamos ter hoje? O da primeira parte do jogo com a Polónia ou o da segunda?"
Infelizmente, o Portugal que entrou em campo (sem António Tavares, que ficou de fora com problemas intestinais) foi o da segunda parte do jogo anterior. Uma equipa passiva, com pouca energia, pouco activa e agressiva na defesa (pouca pressão nas linhas de passe, dificuldade em defender os bloqueios directos, em parar as penetrações e/ou em recuperar para os jogadores exteriores após penetração) e desorganizada e precipitada no ataque (não atacaram o cesto com penetrações e fizeram uma má movimentação da bola).

Depois da desilusão do jogo anterior, esperávamos uma equipa motivada para mudar a imagem que deixou e focada em não cometer os mesmos erros. Esperávamos (ou desejávamos) uma equipa com energia e com um sentido de urgência em ganhar. "Vamos deixar tudo em campo, porque é agora ou nunca!" era o que queriamos sentir na atitude dos jogadores portugueses.

Mas o que tivemos foram 13 TO's, vários ressaltos ofensivos (e as consequentes segundas chances de lançamento) consentidos e 44 pontos sofridos, para uma desvantagem de 10 ao intervalo (uma desvantagem que não era má para o que jogámos nesses 20 minutos!).


A caminho da segunda parte, ainda tinhamos esperança. Talvez acontecesse o contrário do jogo anterior e fizessem uma 1ª parte péssima e uma grande segunda parte. E, de facto, no 3º período, entraram mais activos na defesa e começaram a executar melhor no ataque. Mas aí chegou a espada inglesa que acabou com os sinais de vida que tentávamos mostrar. Enquanto nós movimentávamos melhor a bola, mas não acertávamos os lançamentos, eles executavam pior (por mérito da nossa defesa que aumentou a intensidade e conseguiu defender melhor as penetrações), mas marcavam. E aos três de cada vez. 

Nós a executarmos melhor, mas a marcarmos ainda menos (acabou por ser o período menos eficaz, com apenas 11 pontos marcados!) e a os bretões a executar pior, mas, com mais ou menos dificuldade, a marcarem na mesma. E se a jogar o nosso melhor não conseguimos reduzir a desvantagem (pelo contrario, ainda aumentou para 13 pontos no fim do 3º: 59-45), nao restavam muitas esperanças para o 4º período.

O último sinal de vida foi dado a meio deste, quando Mário Palma levou uma Técnica e os jogadores deram algum sinal de luta (literalmente) em campo. A escaramuça entre Minhava e Joel Freeland foi o mais perto que estivemos de mostrar garra em todo o jogo. E ficámos por aí. 
Ironicamente, o nosso pior jogo até agora foi aquele onde estivemos melhor nos lances livres (26 em 27, 96.3%!). Mas no fim, 21 TO's, 37,1% nos 2pts (13-35), 23.3% nos 3pts (7-30!) e uma defesa longe daquela que mostraram em jogos anteriores foram suficientes para acrescentarmos mais uma derrota à nossa aventura lituana. 

Justiça seja feita aos nossos jogadores, quatro jogos em cinco dias é muito mais do que eles estão habituados e parece que o combustível está já na reserva. Não deu para mais.

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