21.4.11

Oh Roy, Oh Roy...


Estes playoffs estão a ser tudo aquilo que se esperava. Ou não? A Este todas as séries seguem como previsto. Bulls, Heat e Celtics (com maior ou menor dificuldade) ganharam os seus jogos e lideram com um confortável 2-0 e aquela onde era possível uma surpresa está empatada.
Já a Oeste as coisas parecem um bocado trocadas. As séries que se esperavam renhidas (Mavs-Blazers e Thunder-Nuggets) estão 2-0 e aquelas que se previam mais desequilibradas, estão empatadas (mas, também, sempre dissemos que o Oeste seria mais imprevisível, não é?).

E no entanto, apesar dos resultados inesperados, só numa série as circunstâncias se alteraram significativamente. Os Lakers seguem empatados, mas mesmo assim os Hornets não parecem uma ameaça real (não será nenhuma surpresa se não ganharem mais nenhum jogo). Os Spurs empatados seguem, mas (como vimos no jogo 2) a sua experiência pode desequilibrar um jogo renhido (como se prevêem os próximos) para o seu lado. E a vantagem dos Thunder está a confirmar a sua evolução de pretendentes para candidatos (e o 2-0 é muito mais mérito deles que demérito dos Nuggets).

Onde muita coisa mudou e as previsões (incluindo a nossa) estão a ir por água abaixo, é para os lados de Portland. Esta era uma série que se previa muito renhida e, depois de adquirirem Gerald Wallace, pensava-se que os Blazers podiam ser uma equipa capaz de desafiar as melhores do Oeste. Junte-se isto às desilusões que os Mavs já nos habituaram nos playoffs e tinhamos todos os ingredientes para uma surpresa.

Mas a realidade tem sido bem diferente. Os Mavs parecem sólidos e confiantes e os Blazers tiveram em claro sub-rendimento nos dois primeiros jogos. E um jogador acima de todos personifica esse sub-rendimento: Brandon Roy. Nestes dois jogos, o ex-All Star está com as inacreditáveis médias de 1 pt, 1 res e 1.5 ass (em 17 minutos). É claro que, depois de ter os dois joelhos reconstruidos cirurgicamente, ninguém esperava que ele voltasse à sua forma de All Star ou voltasse a ser o melhor jogador da equipa. Ninguém esperava que fosse a principal ameaça ofensiva dos Blazers e o jogador que fosse liderá-los à vitória. Não, esse papel já não é o dele. Agora esta é a equipa de LaMarcus Aldridge (que ainda não é All Star de facto, mas joga com um), Gerald Wallace (que já foi All Star) e Andre Miller (e Wes Matthews, que é o shooting guard titular e para continuar).

Mas o que os fãs em Oregon (e Nate McMillan) esperam é que Roy seja um jogador importante no seu papel actual: a sair do banco. Um suplente de luxo, capaz de liderar e desequilibrar na segunda unidade e eventualmente jogar muitos minutos com os titulares (um papel como o que Odom tem nos Lakers, em que começa no banco, mas é um dos jogadores mais importantes da equipa e que joga com os titulares nos momentos decisivos).

Como é que vou marcar daqui?

Poderá Roy viver bem nesse papel? É claramente um papel novo e para o qual ainda se está a mentalizar, pois depois da segunda derrota em Dallas (em que jogou apenas 7 minutos), manifestou publicamente a sua frustração e afirmou que "houve um momento na primeira parte em que me senti mesmo mal, senti-me com pena de mim próprio. Especialmente quando penso que posso ajudar. (...) Estaria a mentir se dissesse que não fiquei desapontado (com os 7 minutos de utilização) Mas tenho de seguir em frente e manter-me forte. Mas é duro."

A equipa ameaçadora e perigosa que prometiam ser, parece agora desorientada e encontra-se, mais uma vez devido a lesões, num limbo. Estão encostados às cordas, mas ainda não é tarde para reagir. A série vai a meio e ainda podem inverter o estado das coisas. Mas para isso, Roy tem de render mais e contribuir. O futuro dos Blazers está nas suas mãos. Apenas duma forma diferente à que ele estava habituado.

8 comentários:

  1. ele e daqueles e daqueles jogadores que tinham uma grande carreira, mas por causa de uma lesão grave deixaram de jogar bem.
    ele e um de muitos que podiam ter melhor carreira como arenas, Mcgrady,Paul mas as lesões os impossibilitaram.

    ResponderEliminar
  2. Concordo, lembro-me de um dos jogadores mais espectaculares que vi a jogar, como tu referiste, o Tracy Mcgrady. Podia ser um fora-de-série porque era de facto um enorme jogador mas lesões tramaram a sua carreira. Mas acho que o Roy ainda tem tudo para voltar a m bom nivel. Ele ja teve bons jogos depois de regressar.

    ResponderEliminar
  3. A grande luta de B.Roy esta época é adaptar o seu jogo aos minutos que está a ter e tentar ser o mais util possivel à equipa. Porque so depois da próxima pré temporada é que vamos saber se ele vai ser capaz de voltar a estar ao nível all star a que nos habituou, claro que o seu jogo vai ter que mudar mas isso não quer dizer que não se possa tornar um jogador diferente mas decisivo como já foi. Esta época só tem que tentar encontrar o seu ritmo a sair do banco e ser uma chama no segundo alinhamento dos blazers que nesta fase tem que se bater com o excelente banco dos mavs. Na minha opinião esteve mal ao colocar o treinador sobre pressão para jogar mais minutos mas quem sabe talvez toda esta novela faça com que os fãs o ajudem a superar este mau bocado e seja uma ajuda preciosa nos proximos jogos em portland.

    ResponderEliminar
  4. Vai ser o novo Michael Redd. Mas esperemos que com menos azar!

    ResponderEliminar
  5. Se tens falado mais cedo maias cedo eles ganhavam, pimeira cvitoria e esta 2-1, pode cair pra qualquer lado, ainda nada esta decidido, ja os miami e os chicago, ja ha muito que passaram

    ResponderEliminar
  6. É verdade e nem de propósito, o Roy provou a nossa teoria. Com ele a render a partir do banco, os Blazers são uma equipa muito melhor.
    16 pts, 4 ass e 0 turnovers, em 24 mins é o tipo de produção que Roy tem de conseguir de forma consistente e regular, para vencerem os Mavs (que têm em Jason Terry um grande contribuidor a partir do banco; Roy tem de ser o "Jason Terry" dos Blazers). Esta noite foi e ganharam.

    ResponderEliminar
  7. ele devia era ser titular.

    ResponderEliminar
  8. e que tal 24 pts e 5 ass em 24 min com prai 10 pontos clutch. Se ele se mantiver assim vai ter que ser titular mesmo! Aquela jogada de 4 pontos foi fantástica. Não pensei que fosse voltar a ver "este" Brandon Roy esta época

    ResponderEliminar