16.11.13

Três na mó de baixo


Ainda estamos no início da época, mas quem diria que, ao fim de 10 ou 11 jogos, os Sixers e os Suns estariam com um recorde positivo. Ou que os Blazers estariam com um recorde tão positivo. Estas são algumas das boas surpresas da temporada até agora. Por outro lado, outras equipas estão a surpreender pela negativa, estão com recordes bem piores do que esperaríamos e a desapontar as expectativas. Estas são as três que mais estão a desapontar neste começo de temporada:


Washington Wizards (2-6)
Terminaram bem a época passada (24-25 nos últimos 49 jogos, depois de John Wall regressar) e este ano, com a manutenção do núcleo do ano passado e com as peças que adicionaram este ano, esperava-se que os Wizards lutassem por uma vaga nos playoffs. Mas até agora não se parecem nada com uma equipa desse nível.
Pioraram muito no ponto mais forte do ano passado, a defesa (5ª melhor em 2012-13, 22ª este ano) e o ataque não está muito melhor (30º e último em 2012-13, 21º este ano). Continuam com os mesmos problemas de antes (inconstantes, irregulares, com pouca ou má movimentação da bola no ataque) e acrescentaram problemas novos (pior defesa das penetrações, pior protecção do cesto e da tabela defensiva). 
Uma parte disso deve-se à troca de Emeka Okafor por Marcin Gortat. Okafor não contribuía nada no ataque, mas era um excelente defensor e protector do cesto. Os Wizards sacrificaram uma parte da defesa por um ataque melhor e esperaram que as melhorias no ataque compensassem o que perdiam na defesa. Mas até agora não só o ataque não melhorou, como a queda na defesa foi bem maior do que esperado. Pensavámos que este era o ano em que davam um salto, mas a continuar assim, os playoffs vão ser uma miragem.



New York Knicks (3-5)
E se falamos de continuar a ter os problemas de antes e acrescentar problemas novos, o que dizer dos Knicks? O ataque continua tão individualista e limitado como antes e, com a lesão de Tyson Chandler, a defesa veio por aí abaixo. Estão com uma das piores defesas da liga (a 24ª), são 26ºs na percentagem de ressaltos defensivos ganhos (são, portanto, das equipas que mais ressaltos ofensivos permitem), sem Chandler não têm ninguém que se pareça minimamente com um protector do cesto e aquela área restritiva é um passador.
No outro lado do campo, o panorama não é melhor. A sério, chega a ser constrangedor ver o seu ataque. Vezes e vezes seguidas em que o ataque da equipa se limita a uma jogada de isolamento ou a um jogador receber a bola no perímetro e lançar. O movimentação da bola é má ou inexistente e raramente vão além da primeira ou segunda opção no ataque ("vai já daqui"!). O objectivo assumido publicamente é o título, mas assim nem por sombras lá chegam.



Brooklyn Nets (3-5)
Nenhuma equipa entrou nesta temporada com expectativas mais altas. Com as contratações de Paul Pierce e Kevin Garnett e com os upgrades no banco (que os deixou possivelmente com o melhor banco da liga), os Nets entraram imediatamente no lote dos candidatos ao título. Uma parte da desilusão é culpa dessas expectativas estarem altas demais. 
Porque já sabíamos que o sucesso não seria imediato e que demoraria tempo para transformar as peças que tinham numa unidade coesa e eficiente. Já sabíamos que a aposta dos Nets era arriscada, porque, com jogadores tão veteranos, tempo é coisa que não têm muito (um, dois anos, no máximo). Mas não esperávamos que começasse tão mal.
Pior que o recorde (que é mau) tem sido a prestação da equipa (que está muito longe de jogar como uma equipa de topo: 25º ataque e 14ª defesa) e de Paul Pierce e Kevin Garnett (que estão com mínimos de carreira: 13.5 pts, 2.6 ast e 5.8 pts, 7 res, 0.5 dl, respectivamente). 
Já sabíamos que a idade e a falta de atleticismo do cinco inicial traria desafios defensivos, mas no ataque, com jogadores tão veteranos, não esperávamos 16 turnovers por jogo. Já sabiámos que o ataque ia ser lento (ninguém esperava vê-los a correr e a contra-atacar), mas esperávamos mais segurança e melhor execução.
Como diziamos, não se constrói uma equipa de um dia para o outro (ainda para mais uma com jogadores a terem de mudar os seus papéis habituais e com um treinador rookie e ainda a aprender a função) e é preciso tempo para o fazer. Mas os Nets não têm esse luxo.

1 comentário:

  1. Em relação aos Knicks, têm um plantel muito bom e na minha opinião, melhor que o dos Heat. Se os Knicks tivessem o LeBron em vez do Carmelo, eram campeões. O jogo muda logo e o plantel é todo aproveitado. Tenho dito.

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