30.12.14

Aniversário Real


LeBron James e Kobe Bryant são dois dos jogadores mais polarizadores da NBA. Provavelmente os dois jogadores mais polarizadores do basquetebol mundial. Dois jogadores que não deixam nenhum fã indiferente e que têm tantos seguidores como detractores. Dois jogadores que são heróis para uns e vilões para outros. Os dois mais amados e, ao mesmo tempo, os dois mais odiados.

Isso é algo que, aconteça o que acontecer, dê o mundo basquetebolístico as voltas que der, não vai mudar. E nem sequer tem de mudar. Todas as histórias precisam de heróis e vilões e o desporto não é excepção. Adoptar lealdades a uns e antipatias por outros não só faz parte da nossa natureza humana, como é uma parte integral da vivência desportiva. É normal. E, como tudo na vida, quando não é radical ou fundamentalista, até é saudável. Significa que se gosta da coisa em questão e que se segue apaixonadamente essa mesma coisa. Que nos envolvemos, que faz parte da nossa vida, que nos sentimos parte da mesma.



Adorem-no ou odeiem-no, são inegáveis os seus feitos. Como inegável é a nossa sorte de ver jogadores deste calibre em atividade e assistirmos a estes feitos. Tal como a exibição dos Spurs nas Finais de 2014 ou o terceiro lugar de Kobe na lista de marcadores, a carreira de LeBron James é mais uma das coisas que vamos contar aos netos e que vamos recordar daqui a 30 ou 40 anos. Podemos adorá-lo ou odiá-lo, mas temos de respeitar as suas façanhas.

LeBron é o terceiro jogador na história da NBA com 4 prémios de MVP aos 30 anos (os outros são Kareem Abdul-Jabbar e Bill Russell), ...


e tem um currículo ímpar para um jogador com esta idade:


LeBron é, e será sempre, um dos jogadores mais amados e um dos mais odiados. Mas é, e será sempre, também um dos melhores que já tivemos a sorte de ver jogar. 


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