Depois de prever o triunfo dos Wizards a Este e vaticinar a vitória dos Mavericks a Oeste, esta semana, o Ricardo Brito Reis decidiu soltar o Adam Silver que há em si:
Soltar
o Adam Silver que há em mim
por Ricardo Brito Reis
Esta crónica deveria ser
sobre a época dos Knicks. Com 20 derrotas em 24 jogos, a equipa de Nova Iorque
está "nas bocas do mundo" do basquetebol e não é por bons motivos.
Mas confesso que, assim que comecei a escrever o texto, logo surgiram mais
algumas notícias sobre a actualidade dos comandados por Derek Fisher (serão
mesmo comandados por ele?) e perdi a vontade de me juntar ao coro de
maldizentes.
Por isso, vou continuar
dentro da mesma linha das crónicas das duas últimas semanas. Lancei a confusão
com a aposta numa final entre Dallas Mavericks e Washington Wizards e, depois
das apostas colectivas, pensei em avançar com prognósticos para os prémios
individuais entregues anualmente pela liga norte-americana. Mas isso não tinha
piada, pois não? Então vamos mais longe.
Decidi vestir o fato de
comissário da NBA e criar novos prémios para acrescentar aos do costume. E até
acho que alguns deles podiam mesmo tornar-se uma realidade.
Equipa subvalorizada (All-NBA underated team):
Mike Conley (Memphis Grizzlies)
Kentavious Caldwell-Pope (Detroit Pistons)
Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks)
Brandan Wright (Dallas Mavericks)
Nikola Vucevic (Orlando
Magic)
Neste cinco, tenho que
sublinhar um nome em particular: Mike Conley.
Os Memphis Grizzlies são
uma equipa de dimensão mais defensiva do que ofensiva e, por isso, têm pouco
tempo de antena nos «highlights» diários. Mas são uma grande equipa e as
grandes equipas são normalmente comandadas por um grande base. Conley é esse
grande base e é, de longe, o jogador mais subvalorizado da NBA.
Depois da melhor temporada
da carreira em 2013/14 (17.2pts, 2.9 rs, 6.0 as), o point guard dos Grizzlies está com números muito idênticos neste
início de época (16.9 pts, 2.8 rs, 6.1 as), mas a grande diferença é que, este
ano, a formação da cidade de Elvis Presley está a jogar melhor no meio-campo atacante
e grande parte dessa melhoria tem assinatura de Conley. No 5º lugar do ranking
de eficiência ofensiva (pontos marcados por cada 100 posses de bola), o
conjunto de Memphis está a beneficiar do crescimento e maturação do base.
A sua capacidade de
leitura do jogo é extraordinária, o que, aliada à excelente técnica individual
– é praticamente ambidextro (neste caso, será ambicanhoto?!) - , lhe permite tomar
quase sempre a melhor decisão. E some-se a tudo isto um máximo de carreira na
eficácia no lançamento longo (43.9%).
Jogador que
parece-que-desaprendeu-de-jogar (Most unimproved player):
Lance Stephenson
(Charlotte Hornets)
Os seus registos
estatísticos no capítulo do lançamento dizem tudo. Marca menos pontos por jogo
este ano (10.5) do que no ano passado nos Pacers (13.8), em que até partilhava
o campo, e a bola, com Paul George. A sua eficácia de «tiro» diminuiu drasticamente
(de 49.1% para 38.7% em lançamentos de campo, incluindo uns horríveis 15.9% nos
triplos) e a sua equipa está a ressentir-se. E já se fala do seu nome envolvido
em potenciais trocas…
Jogador ofensivo (Offensive player of the year):
Chris Paul (L.A. Clippers)
À primeira vista, o nome
de James Harden parece assentar como uma luva neste prémio, mas a verdade é que
o base dos Clippers é o jogador da NBA com mais influência no ataque da
respectiva equipa. Entre os jogadores com um mínimo de dez jogos disputados e
média superior a 24 minutos/jogo, CP3 lidera o ranking da eficiência ofensiva
individual (pontos marcados por cada 100 posses de bola em que a equipa marca
enquanto o atleta em causa está em campo), com um registo de 116.7.
Jogador internacional (International player of the year):
Marc Gasol (Memphis
Grizzlies)
Para perceber o porquê,
basta lerem o artigo que o Márcio escreveu ontem.
Treinador rookie (Rookie coach of the year):
Steve Kerr (Golden
StateWarriors)
Os Warriors têm a melhor
defesa da NBA (não sou eu que o digo, mas os rankings de eficiência defensiva),
porque Kerr encontrou um sistema que lhes permite defender melhor no geral, mas
em particular o pick & roll e os
lançamentos de maior eficácia, ou seja, nas áreas mais próximas do cesto. Mas o
maior mérito de Kerr é mesmo o de ter sabido lidar com a herança de Mark
Jackson, um treinador com registos acima das 50 vitórias/ano e querido pelos
jogadores. E tudo sem qualquer tipo de experiência de treino!
P.S.: Fãs dos Knicks,
escusam de agradecer.


Pelo menos os 2 primeiros faziam todo o sentido. Bom post Ricardo, fico à espera pelo da próxima semana.
ResponderEliminar(desculpem se a pergunta é 1 pouco descabida, mas todos os anos temos treinadores rookies? Nos ultimos 2 anos sei que houve e mais que um.)
Não é de todo descabida. Jogadores rookies temos todos os anos, mas treinadores rookies podemos não ter sempre (por acaso, não sei se já houve alguma temporada, ou quantas, sem nenhum treinador rookie; tenho de ir pesquisar). ;)
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